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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Imprensa, bancos, juros, inadimplência... E o marco regulatório?


Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre 

      “Impressionante, tem gente da Comunicação do Governo, da Casa Civil e do Ministério das Comunicações que ainda se dá o direito de não compreender o que está a acontecer, no que é relativo a responder de pronto a ataques injustos e infundados que derrubaram ministros, a exemplo de Orlando Silva e Carlos Lupi, bem como não efetivam o marco regulatório para as mídias, cujo projeto do jornalista Franklin Martins está empoeirado em alguma gaveta do Ministério das Comunicações. Alô, alô Paulo Bernardo! Alô, alô Gleisi Hoffmann! Alô, alô Helena Chagas! Alô, alô presidenta Dilma Rousseff! Com lobos golpistas não se brinca. Se os senhores duvidam, comecem a ler a nossa história”.

Há cerca de duas semanas o sistema midiático golpista brasileiro aposta tudo na inadimplência dos brasileiros que, supostamente, para os barões da imprensa e seus sabujos, estão com a corda no pescoço por causa da ampla oferta de crédito, de empréstimos, além dos juros mais baixos proporcionados pelo Governo Dilma Rousseff, por intermédio dos bancos estatais, que, irremediavelmente, forçaram os bancos privados a também baixar seus preços aos correntistas e consumidores.

O Copom, do Banco Central, decidiu no dia 11 cortar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5% ponto percentual, que de 8,5% baixou para 8% ao ano.  É a menor taxa que o Brasil teve desde a criação da Selic, em 1986. Exatamente isto que causa dores aos barões midiáticos, aos banqueiros que eles representam, aos jornalistas que abraçam essa causa desditosa e aos “especialistas” de prateleira geralmente aboletados na Globo News, no Jornal Nacional e no Bom(?) Dia Brasil.

A nova realidade para esse mercado fez com que o sistema midiático privado e controlado a ferro e fogo por meia dúzia de famílias passasse a defender os interesses dos banqueiros nacionais e internacionais, pois que são seus principais parceiros e clientes, no que tange ao dinheiro propiciado pela publicidade, bem como no que concerne à luta para manter intactos os status quo de grupos que frequentam o pico da pirâmide mundial e que combatem quaisquer políticas púbicas que visam a distribuição de renda e riqueza.


Acontece que os telejornais da Globo, da Globo News, da Bandeirantes, do SBT e seus congêneres, além das rádios a exemplo da CBN, da Tupi, bem como os “jornalões” e “revistões” impressos não disseminam à totalidade da verdade dos fatos e, por meio desse processo, manipulam e distorcem a realidade, que está muito longe do desejo da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) de ver o Brasil fracassar em suas políticas públicas efetivadas com a finalidade de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro.

Governos trabalhistas lutam para que o País deixe de ser emergente e se transforme em uma Nação desenvolvida, democrática, justa e que dê oportunidades a todos que querem crescer, estudar e trabalhar. Não é inteligente e muito menos sensato deixar que apenas a classe social abastada, preconceituosa, violenta, racista e com um imenso complexo de vira-lata, pois colonizada a várias gerações, controle as rédeas do desenvolvimento conforme seus interesses, bem como paute os poderes da República, por intermédio de matérias direcionadas com o propósito de abater autoridades, que não atenderam pedidos, desejos e interesses de grupos corporativos que até hoje não se conformam com a democracia, as mudanças e as reformas acontecidas neste País nos últimos dez anos.

Digo e repito novamente: os empresários proprietários dos meios de comunicação privados são contra o Brasil e desprezam seu povo, porque são parte intrínseca do imperialismo e do colonialismo internacional e por isso não se importam com o destino do País. Por se conduzirem e se mostrarem dessa forma, necessário se torna criar estratégia de contrainformação aos veículos privados, por intermédio do fortalecimento da EBC, TV Brasil, da Rádio Nacional (praticamente abandonada, o que para mim é desleixo e insensatez), Rádio MEC, Agência Brasil, além dos sítios e portais do Governo Federal, das estatais, das agências reguladoras, órgãos e autarquias

A imprensa mente e quando é desmascarada não assume a responsabilidade.
 Somente o fortalecimento dos meios de comunicação do estado, bem como atrair para esses meios a publicidade e a propaganda privada faria com que houvesse uma equiparação dos valores e propósitos noticiosos, já que o sistema de mídia privado é de oposição e, por conseguinte, recusa-se a mostrar as obras e os avanços sociais conquistados pelos governos trabalhistas e pelo povo brasileiro. Tal sistema, além de não informar, boicota o Governo e se transforma no Partido da Imprensa Golpista — o famigerado PIG.

Impressionante, tem gente da Comunicação do Governo, da Casa Civil e do Ministério das Comunicações que ainda se dá o direito de não compreender o que está a acontecer, no que é relativo a responder de pronto a ataques injustos e infundados que derrubaram ministros, a exemplo de Orlando Silva e Carlos Lupi, bem como não efetivam o marco regulatório para as mídias, cujo projeto do jornalista Franklin Martins está empoeirado em alguma gaveta do Ministério das Comunicações. Alô, alô Paulo Bernardo! Alô, alô Gleisi Hoffmann! Alô, alô Helena Chagas! Alô, alô presidenta Dilma Rousseff! Com lobos golpistas não se brinca. Se os senhores duvidam, comecem a ler a nossa história.

Além disso, o Governo tem de prestigiar a “Voz do Brasil”, protegê-la e considerar a proposta de transformá-la em patrimônio cultural, de comunicação e informação do povo brasileiro. A direita midiática sempre quis extinguir a “Voz do Brasil”, porque sempre lutou pelo monopólio da notícia e pela liberdade de expressão e de publicação dela e nunca a liberdade dos outros. Para muitos jornalistas, radialistas, apresentadores e os chamados “especialistas” de prateleira a liberdade de expressão, de imprensa e de publicação deve ser apenas um direito de seus patrões, exatamente aqueles que apoiam golpes de estado, que derrubam ministros e se associam a grupos criminosos como o do bicheiro Carlinhos Cachoeira e seu cúmplice-mor Demóstenes Torres, senador cassado e ícone até então da imprensa golpista, que espertamente o abandonou.

A imprensa acha que os negócios dela estão acima dos interesses do Brasil.
 Voltemos à inadimplência. O brasileiro não está endividado. Ele deve como qualquer outro povo e nacionalidade devem aos bancos. A verdade é que a dívida do trabalhador brasileiro é menor do que a dos trabalhadores e da classe média estadunidense e europeia. Não dá para comparar a dívida do brasileiro com a dos espanhóis, gregos, franceses e estadunidenses, por exemplo. Fato este que não é mostrado pela imprensa burguesa daqui, que esconde ainda a pobreza de parcela importante da população norte-americana. A dívida do brasileiro está ligada a realidades como a compra da casa própria, do carro zero, de terrenos e elétricos e eletrônicos como computadores, televisões, a linha branca doméstica e viagens.

Evidentemente, e não é necessário ser um gênio da economia para compreender todo esse processo manipulado pela velha imprensa, que o PIB, as dívidas, os cheques sem fundos e a inadimplência são sazonais e periódicos, porque são variáveis que se modificam mês a mês, sempre a ter como base o mês ou o trimestre equivalente ao ano anterior, quando, na verdade, o PIB mede a riqueza produzida no País, quando o correto é também verificar o IDH, que é o índice que mede a pobreza que existe em qualquer país. E é exatamente isto que a imprensa, o sistema midiático de direita não mostra e não repercute, porque os empresários de mídia e seus jornalistas de confiança sabem que o Brasil cresceu demais entre os anos 2003/2012, bem como a miséria, a pobreza e a inclusão social já atingiu cerca de 80 milhões de pessoas, que não tinham o direito de abrir uma simples conta bancária, quanto mais viajar de avião ou entrar em uma loja de departamentos para fazer compras.

O crescimento do PIB e o endividamento das pessoas são importantes e, mesmo quando negativos, a verdade é que são positivos quando se trata de dívida, por exemplo, vinculada à casa própria. É dessa forma que se dá a manipulação e até mesmo a mentira por parte da imprensa de negócios privados. O que está a acontecer é que a inadimplência é um reflexo da força do mercado interno brasileiro, que oferece crédito e vende muito ao ponto de o Brasil vivenciar o pleno emprego, o que não acontece na Europa. O inadimplente, é bom lembrar, deixa, em um tempo não muito longo, de ser inadimplente e passa a ser novamente adimplente, conforme o Banco Central, a Serasa e o SPC.

Os barões da imprensa preferem o diabo do que ver trabalhistas no poder.
 A imprensa comercial faz o seu papel, que é tentar o golpe diariamente, porque ela sabe que seus candidatos de perfis udenistas não têm propostas e nem projetos para o País e por isso precisam do apoio da imprensa golpista e de toda sorte de embuste, trapaça, má fé e manipulação. A imprensa hegemônica e de ideologia colonialista é recorrente e apela também para a mentira. Ponto. O Brasil vai bem. O que vai mal são as manchetes alarmistas e assombradas da imprensa privada, que quer eleger tucanos, de preferência paulistas, pautar o País e se possível rasgar a Constituição. É isso aí.

2 comentários:

Ângela Maia disse...

Tenho te acompanhado. Você é mais do que um jornalista. É um sociólogo. Vale a pena ler seus textos.

Karina disse...

Fiquei indignado com a Reportagem http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-brasil/t/edicoes/v/greve-na-principal-maternidade-publica-de-maceio-provoca-caos-nos-outros-hospitais/2055318/. Gostaria que a nossa Presidente , como mulher , ser humana e Brasileira , além de trocar de Ministros , fizesse com que eles devolvessem tudo que roubaram da população . Independentemente de apoios Politicos do seu partido ou do Congresso . Peça apoio do povo para limpar esta sujeira . Vamos tirar o sorriso dos José Dirceus da vida.