Google+ Badge

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Recados do Lula, dos militares, do STF e o Fora Temer

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


O Supremo Tribunal Federal (STF), após dois dias de julgamento, decidiu por 11 votos a 1 enviar à Câmara dos Deputados a segunda denúncia do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que acusa o pior presidente de todos os tempos de ser ladrão e corrupto. O pigmeu moral e político que tomou de assalto o poder central recebeu o recado, agora vamos ver como a Câmara mais irresponsável, reacionária, conservadora e golpista da história do Brasil irá proceder. Vale lembrar que os deputados, em sua maioria, não autorizaram que o Supremo julgasse os malfeitos ou os crimes de um usurpador que traiu e derrubou a presidente legítima e constitucional Dilma Rousseff.

Porém, está dado o recado do Supremo, que quase de forma unânime aprovou o envio das denúncias contra o presidente pária e fantoche, que tem 3% de aprovação e inigualáveis 97% de reprovação popular, um recorde mundial, a ser odiado por ter implementado um desgoverno para desmontar o Estado nacional, extinguir os programas de inclusão social e destruir a economia, a ter como resultado um gigantesco desemprego de 15 milhões de pessoas, além da humilhação e o escárnio de "queimar" sordidamente a imagem do Brasil.

O Brasil de joelhos porque considerado uma republiqueta bananeira e desimportante na diplomacia mundial, bem como tal indivíduo é severamente odiado pelo País, pois o presidente peçonhento e tóxico, que está a zombar da sociedade brasileira, além de ser taxado de ladrão e chefe de um governo ilegítimo e colonizado. O STF deu o recado a *mi-shell temer. Vamos ver se a Câmara está surda, muda e cega... Se a maioria dos deputados tomar vergonha, mesmo que forçosamente e hipocritamente por causa das eleições gerais de 2018, *mi-shell temer responderá por seus crimes perante o STF e o Senado.

O outro recado constante deste artigo é o do Ex-presidente Lula, que está há três anos a ser linchado injustamente e irresponsavelmente em praça pública por juízes, procuradores e delegados da PF, integrantes da Lava Jato ou não. Até hoje nada, mas literalmente nada foi comprovado sobre a participação do ex-mandatário de esquerda e trabalhista em crimes comuns e de responsabilidade.

Entretanto, procuradores, delegados e juízes, principalmente o de primeira instância do Paraná, Sérgio Moro, estão a cometer covardias e ações persecutórias sistemáticas, de forma que o instrumento jurídico do lawfare seja a ferramenta para que o Lula, líder em todas as pesquisas eleitorais seja impedido de concorrer às eleições presidenciais de 2018, porque o juiz e os procuradores se tornaram os "senhores" do País e, quiçá, os "deuses" que decidem sobre a vida e o destino das pessoas mesmo se essas pessoas não têm culpa no cartório, ou seja, não cometeram crimes.

A verdade é que os principais membros da Lava Jato, eles sim, cometeram inúmeros crimes no decorrer dos processos da Lava Jato e até hoje não pagaram por seus atos e ações ilegais e ilegítimas, muitas delas que atentam contra os direitos e as garantias constitucionais de Lula ou de qualquer cidadão brasileiro, que vive sobre o jugo das leis brasileiras — da Constituição.

Lula mandou a letra: "Não é porque estou acima de qualquer coisa. É porque eu não fiz o que eles (membros da Lava jato) dizem que eu fiz. Se eles estão acostumados a mexer com político que roubou, que fez corrupção, que enriqueceu e está com o rabo no meio das pernas, eles estão mexendo com um político que não roubou, que não tem medo deles e que a única coisa que tem é a sua honra para defender".

Como pode, pergunto eu, um "chefe de organização criminosa" não ter praticamente nada em seu nome, não ter contas milionárias no Brasil e contas não declaradas no exterior? Como pode um "chefão de quadrilha" ter um patrimônio modesto para um homem da grandeza, do conhecimento e do poder de Lula, sendo que "seus" supostos cúmplices de roubos e corrupções são, comprovadamente, riquíssimos, milionários e bilionários, com patrimônios inúmeras vezes maiores do que o patrimônio real de Lula, que está declarado no imposto de renda, como bem sabem os operadores da Lava Jato.

Além disso, só em um dos processos, o do apartamento do Guarujá, que nunca pertenceu a Lula, quase cem pessoas disseram ao juiz Moro e aos procuradores que não sabem nada sobre o Lula ter cometido crimes. É inacreditável até onde gente irresponsável pode chegar, pois sem limites. Inventaram mentiras e agora terão de prová-las, mesmo com o peso na consciência de cometer injustiça e condenar uma cidadão que comprovadamente não cometeu crimes, como o é o caso de Lula.

Os togados e meganhas terão de mentir até suas mortes... Uma vergonha inominável, porque levada a cabo por juízes e procuradores, que deveriam cumprir seus juramentos e ter o mínimo de vergonha quando tratam o Direito como arma política contra àqueles que são considerados inimigos políticos e ideológicos. A questão primordial é que as ações políticas e partidárias de servidores públicos da Justiça, do MPF e da PF são cada vez mais visíveis e transparentes ao olhar atento da sociedade.

A população que observa e percebeu através do tempo, independente do jornalismo de esgoto da imprensa de mercado, que algo está muito errado no "reino da Dinamarca (Brasil)", porque a perseguição a Lula se tornou notória e com acusações, inclusive, desprovidas de lógica, sensatez e noção do que é justo e injusto, porque não se respeita nem o contraditório.

Os advogados do líder petista denunciaram que o acesso a documentos de que se valem os procuradores e o juiz Sérgio Moro para acusar o ex-presidente são negados, peremptoriamente, para que a defesa possa se instruir e apontar os erros gravíssimos contra o Estado de Direito perpetrados pelos membros da Lava Jato contra o Lula. Esta é a questão grave que a Globo e sua congêneres, por exemplo, não mostram ao público.  
    
Agora, Lula está a enfrentar outra acusação leviana e persecutória feita pelo MPF, no âmbito da Operação Zelotes. Trata-se do mais puro e autêntico escárnio, mas de uma perversidade incrível, indescritível e inenarrável. É algo que desmoraliza o MPF, a Justiça e os delegados da PF, que formularam as acusações mais estapafúrdias possíveis, a demonstrar que grande parte dos juízes, dos delegados e dos procuradores não têm o mínimo conhecimento do mundo político.

Não tem conhecimento da administração governamental e dos partidos, bem como são tão analfabetos políticos que consideram crime até programas de governo apresentados como propostas ao vivo na tevê para a população, assim como não possuem a menor ideia do que é um projeto de estado, no caso a edição da medida provisória nº 471 assinada em 1999 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB/SP), que teve por finalidade prorrogar isenções fiscais às montadoras de carros, o que gerou consumo e, com efeito, milhares de empregos.

Lula está agora a responder por uma MP editada por FHC. Estes são a Justiça, o MPF e a PF deste País acostumado a golpes de estado. Esses caras um dia têm de ser severamente punidos. Não é possível um negócio desse. O mundo inteiro está a ver que o Brasil tem o mais partidário, o mais caro e o mais injusto Judiciário do mundo ocidental, bem como totalmente determinado a consolidar um golpe de terceiro mundo que envergonha até criança recém-nascida. O mundo vê e o juízes como Sérgio Moro são denunciados nos principais fóruns internacionais. A Justiça e o MPF são as vergonhas do Brasil e de todos os brasileiros com um mínimo de consciência política e social.

A Zelotes, para quem não sabe, é uma operação destinada a investigar e apurar 74 julgamentos suspeitos no Conselho de Recursos Fiscais Administrativos (Carf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. Os policiais investigaram a lavagem de dinheiro por parte de grandes empresas e bancos. Os valores eram "lavados" por escritórios de advogados, que, evidentemente, pagavam propinas aos conselheiros do Carf. O prejuízo aos cofres da viúva foram de aproximadamente R$ 20 bilhões, sendo que importantes empresários e banqueiros tinham o interesse de diminuir suas punições e multas, bem como alguns deles conseguiram até mesmo extinguir os processos.

Tudo isto foi jogado para o alto e, consequentemente, os banqueiros e empresários ladrões sumiram do mapa e das manchetes da imprensa de negócios privados, a mais corrupta do planeta. Contudo, ora veja, o Lula passou a ser responsabilizado pela roubalheira, bem como o juiz do DF, Vallisney Oliveira, um magistrado de primeira instância, useiro e vezeiro em aceitar toda e qualquer denúncia contra o ex-presidente, pois já agiu dessa forma em outras situações, ao que parece não quer nem saber de sonegação fiscal, tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro por parte dos bilionários que roubam o Brasil e deixam seu povo à míngua.

Lula disse de maneira altissonante que a peça jurídica é a "excrescência, da excrescência, da excrescência", assim como qualificou os delegados de "verdadeiros analfabetos políticos, que precisam de uma melhor formação nesta área". E é verdade. Uma das realidades que mais me surpreenderam na vida foi perceber que grande parte da classe média e média alta golpista e reacionária deste País cucaracha é formada em alguma coisa, a exemplo de Direito, Engenharia, Medicina, Militar Oficial, Servidor Público em cargos de destaque, enfim, gente que ocupa os melhores empregos na iniciativa privada e no setor público.

Parece inacreditável, mas essa gente é capaz de trabalhar a vida inteira, por exemplo, no Ministério da Saúde ou na Câmara dos Deputados, no MPF ou na PF e na Justiça e não tem a mínima compreensão de como funciona o Estado e como se movimentam e se praticam os atos e as ações legais e legítimas de governar por parte de um presidente eleito pelas urnas soberanas. São analfabetos políticos e confundem alhos com bugalhos, além de terem, não sei por que, um profundo ódio do Brasil, que é visceral, bem como detestam os pobres e a ascensão social de quem vem de baixo — das classes mais simples.

O golpe de 2016 é um golpe forjado na luta de classes. Ponto. Evidentemente que há também outras questões. Lula não roubou e já avisou que não tem medo de ninguém, porque defenderá sua honra e de sua família. Lula é o maior político da América Latina e a direita do Judiciário sabe disso e vai lutar para que o líder popular não se eleja presidente em 2018, mesmo mediante a fraudes e mentiras, que depois serão contadas, indelevelmente, pela história, sendo que muitos desses togados e meganhas irão frequentar as páginas mais fétidas e sombrias da história brasileira recente. A verdade é que os medíocres perderam a modéstia e pensam estar a alcançar o Nirvana.

O Brasil está a ser a roubado para valer por uma verdadeira quadrilha de bandidos profissionais e esses procuradores só pensam no Lula, que não roubou, como compravam, indubitavelmente, a falta de provas contra o mandatário, que está a sofrer diuturnamente um processo canalha de Lawfare, que significa o uso do Direito e das Leis por parte de agentes do Estado contra o inimigo a ser derrotado, e o inimigo é o Lula. Porém, os altos salários e as ricas diárias pagos a essa gente sai do bolso do contribuinte. A criminalização de Lula significa a criminalização do povo.

O outro recado é dos militares, e não vou me estender porque escrevi ainda nesta semana, no Brasil 247 e no Palavra Livre, um artigo no qual questiono os generais Etchegoyen e Mourão, que deram declarações favoráveis às privatizações criminosas e de lesa-pátria por parte de um desgoverno pária, golpista e de ladrões, bem como deram alertas na direitista Maçonaria de que um golpe por parte das Forças Armadas não estaria descartado. O general Mourão chamou a ameaça de o Exército dar outro golpe de "intervenção militar".

Só o que faltava para a bagunça bananeira e terceiro-mundista se tornar total e completa. Depois de um golpe coxinha-parlamentar-jurídico-midiático, ou seja, um golpe dado por civis analfabetos políticos, inescrupulosos e bandidos acusados de corrupção, o Brasil em poucos meses poderá ser vítima de um golpe militar, de acordo com o general Mourão, que foi punido em 2015 por dar declarações imprudentes e irresponsáveis, que o fizeram perder o comando militar da região Sul do País. Então só me resta dizer uma coisa: "Brasil, vai ser republiqueta das bananas assim no inferno, sô!"


Os mais otimistas consideram que os dois generais e seu superior hierárquico, o general Villas Bôas, estão apenas a cobrar que o Judiciário e os políticos resolvam logo a crise política brasileira, que já dura quatro anos, assim como dividiu, irrefragavelmente, o Brasil e seu povo. Eu acredito que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica não querem, de fato, repetir o golpe de 1964, que até hoje não cicatrizou e que ainda causa muitas dores e indignações a muitos brasileiros. A verdade é que todo mundo deseja e quer o "Fora Temer!" Até os golpistas que colocaram o usurpador e o traidor na Presidência da República. Entretanto, os recados, conforme o título do artigo, estão dados e por enquanto paro por aqui. É isso aí.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Generais Etchegoyen e Mourão servem às privatizações de lesa-pátria e ao hipotético golpe militar

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


"Atenção generais Sérgio Etchegoyen e Antônio Hamilton Mourão: os marechais legalistas Henrique Lott e Odílio Denis e os generais legalistas Dias Lopes e Pery Bevilacqua mandaram a vossas excelências aquele abraço. Para não esquecer..."

Não é a primeira vez que os generais Sérgio Etchegoyen e Antônio Hamilton Mourão dão declarações estapafúrdias, mas políticas, assim como de conotações golpistas e até mesmo privatistas, porém, indubitavelmente, perigosas para um País que está aceleradamente prestes a deixar de ser dono de seu parque industrial privado e público, sendo que o pior desse processo irresponsável e entreguista é que as empresas estatais brasileiras, inúmeras delas vinculadas ao conhecimento tecnológico e científico, ficarão sob a posse de governos estrangeiros e da iniciativa privada de capital internacional.

E por que esta loucura perpetrada por moleques acontece? Porque simplesmente uma quadrilha de ladrões e usurpadores tomou o poder de assalto e decidiu, com a cumplicidade e a aquiescência do STF, da PGR, do Congresso e das Forças Armadas, pelo o que se está a perceber, que o Brasil abre mão de suas empresas estratégicas e de seu mercado interno para se tornar um País que retrocedeu à Velha República, porque o Império, a despeito da terrível e desditosa escravidão, não foi tão subordinado, servil, antinacionalista e antipopular perante os países hegemônicos.

A verdade é que os homens e as mulheres do desgoverno ilegítimo do pária e traidor, *mi-shell temer, deveriam ir à cadeia, sendo que em alguns países mais sérios do que a Banânia terceiro-mundista tais indivíduos da pior qualidade seriam presos, demitidos para o bem do serviço público e, quiçá, fuzilados, como ocorreu recentemente na Turquia do presidente eleito Tayyip Edorgan.

O líder otomano demitiu e prendeu aos montes os sediciosos, ou seja, os juízes, procuradores, delegados, oficiais militares, políticos e empresários, ou seja, debelou o golpe promovido por pessoas vinculadas a interesses geopolíticos dos Estados Unidos, do grande capital e das poucas potências da Europa Ocidental e membros da OTAN, que, evidentemente, nunca aceitaram a autonomia e a independência turca, principalmente no que diz respeito à Turquia ser a ponte principal entre a Europa e a Ásia, desde os tempos imemoriais.  

Porém, aqui em terras tropicais, existe a Banânia; e ela é demograficamente ocupada pela mais colonizada, inconsequente e irresponsável casa grande (ricos, oligarquia, "elites", classe hegemônica ou o que o valha) que se tem notícia no mundo ocidental. Realmente e verdadeiramente, o Brasil, que foi severamente humilhado e diminuído por causa de um mais um golpe de estado, bem como subjugado à condição de republiqueta bananeira e cucaracha, possui uma elite política e econômica que odeia profundamente o País onde vive e aufere seus gigantescos lucros.

Trata-se de uma "elite" patrimonialista e privada, que tem e sempre teve historicamente a apoiar seus interesses os servidores públicos de alto escalão, tanto no Judiciário, no Executivo e no Legislativo, além das Forças Armadas e das inúmeras corporações dos órgãos de segurança federais, estaduais e municipais. Ponto.

E por que eu estou a pensar e a escrever sobre tais questões brasileiras, se o assunto são os dois generais do Exército que estão, imprudentemente e ousadamente, a deitar falação, além de ser perceptível que ambos militares estão a mostrar certa soberba quando se trata de se pronunciar sobre questões que não são de suas alçadas e responsabilidades, quando se trata, por exemplo, da venda perversa, subalterna e entreguista do patrimônio público nacional, que, evidentemente, envolvem estratégias de soberania e independência do Brasil.

Aqui neste País de servidores públicos privatistas, até parece literatura fantástica, piada, gozação ou deboche, mas é o fato real, autoridades de instituições e corporações do Estado são favoráveis às privatizações e ao desmonte do Estado nacional, que, obviamente, tornar-se-á, e rapidamente, em estado colonizado e estruturalmente repartido e dividido pelos estrangeiros, como se fosse carcaça devorada por hienas, chacais e abutres, a exemplo dos estados árabes e africanos, de forma que a sociedade brasileira e o governo eleito fiquem desprovidos de ter poder decisório e determinar a efetivação de projetos a serem realizados por empresas estatais de relevância estratégica.

Além disso, um País que não manda em suas riquezas e empresas públicas fica à mercê da vontade dos interesses econômicos e geopolíticos de estrangeiros, inclusive subordina-se no âmbito militar, assim como perde o controle do mercado interno e o comando das ações de infraestrutura, como decidir, de forma autônoma, sobre os investimentos em rodovias, portos, aeroportos, ferrovias, hidrelétricas e construção civil em geral, além de definir os recursos para a saúde e a educação públicas, sem que os interesses privados se sobreponham aos interesses coletivos da Nação, como já acontece no governo do pulha e chefe de quadrilha *mi-shell temer, de acordo com a PGR e a PF.

Portanto, vamos ao que interessa: Será que os generais golpistas e privatistas gostariam de ver as Forças Armadas privatizadas? Esta é a pergunta, a ser respondida por eles e por muitos oficiais da ativa e da reserva, que apoiaram o golpe e foram às ruas, juntamente com os coxinhas de classe média e amantes do pato amarelo, o símbolo do golpismo nacional e da Fiesp, para que um governo ilegítimo de vendilhões e corruptos tomasse conta do País, sem ter sido eleito pela maioria do povo brasileiro. Seria uma boa, não é cara pálida, a privatização das Forças Armadas?! O que você acha?

Afinal, o general Etchegoyen, dublê de político e economista, disse: ​“A preocupação com a soberania nacional é o começo do discurso que levou ao nosso déficit de infraestrutura. As privatizações não ameaçam a soberania nacional, e abordar a questão por esse ponto sempre acaba travando os projetos” — e completou o 'grande estrategista da grandeza de um estadista': "Se a cada iniciativa nós formos acrescentando novos limites, não vamos conseguir recuperar nosso déficit de infraestrutura”.

Nossa... Palmas! Não é o que merece o servidor público do Exército, assalariado e pago pelo contribuinte? Não é o que merece o militar de cabeça empresarial, neoliberal e vinculado a um governo fantoche e sabujo, além ser totalmente  pró-empresariado, a ter os banqueiros como seus principais parceiros, assim como completamente descolado dos interesses da grande maioria da população, o que denota, indelevelmente, não ter qualquer responsabilidade com o País e seu povo trabalhador. Não é incrível ou inacreditável um general assalariado e de classe média pensar assim?

Depois vai para a reserva, viver de uma aposentadoria financeiramente mediana e a continuar a cuidar dos filhos e netos, que, seguramente, necessitam, em um País duro de viver como este, da ajuda de seus pais, o que não é nenhum demérito, porque cada um e cada qual com seus problemas, pois sabedores onde o calo dói e o sapato aperta. O militar de alta patente vai para a reserva e os golpistas civis vão continuar com suas vidas de ricos e muito ricos, a contar a dinheirama conseguida em anos de política, sempre usada como ferramenta para ganhos pessoais e privados. É isto o que acontece. Não é mesmo, general Etchegoyen? Ponto.

Aonde esses generais aprendem a ter princípios e valores indubitavelmente favoráveis a um capitalismo selvagem como o brasileiro, que propiciou à Nação um processo de desigualdades tão violento e excludente? O que ensinam a esses servidores fardados de verde oliva? Como pode o Brasil estar a ser vendido por uma quadrilha de corruptos e ladrões, e os generais a se preocupar em dar golpe de estado, que, para disfarçar as más intenções, chamam-no de "intervenção constitucional militar". É tanto o cinismo, que beira o escárnio.

Onde aprendem tamanha subordinação e amor profundo pelos Estados Unidos, pois se trata de uma obsessão ter relações próximas e íntimas com os militares estadunidenses, ao ponto de não se importarem que os milicos gringos façam manobras cojuntas na região próxima à fronteira da Venezuela, um país irmão, latino-americano, sul-americano e que tem muito mais identidade cultural com o Brasil do que os Estados Unidos, que sempre trataram a riquíssima, multirracial e multicultural América Latina como quintal do Tio Sam.

A verdade é que a América Latina é fantástica e que se tivesse governantes comprometidos há séculos com suas diversificadas sociedades, certamente que o Brasil e todos os países de língua espanhola dessa parte do mundo estariam em um patamar de bem-estar social avançado, pois nem o frio gelado do hemisfério norte prejudica os povos do hemisfério sul.

O que esses generais aprenderam na Eceme, na ESG ou aprenderam mais cedo, em escolas para jovens como a Aman, por exemplo? A grande maioria dos oficiais brasileiros sempre optou, no passado e no presente, em apoiar os interesses políticos e econômicos das classes dominantes e hegemônicas. Trata-se de uma verdade e realidade históricas, como ocorreu em 1932, 1954, 1955, 1961 e 1964, quando oficiais generais apoiaram movimentos golpistas e de carácteres elitistas, que fracassaram ou não. E sempre contra presidentes trabalhistas e populares.

O alto oficialato, em sua maioria,  sempre foi distante dos interesses do povo e, com efeito, cruza os braços, inclusive, para a entrega do patrimônio público brasileiro. O "nacionalismo" militar se resume apenas a eventos cívicos e a guardar as fronteiras, sendo que internamente o Brasil é severamente desnacionalizado, e não há um único militar de cúpula das Forças Armadas para questionar tamanha patifaria contra os interesses do Brasil. Não estou a falar de intervenção militar, pois é preferível viver a combater esse desgoverno de bandidos do que ter de conviver novamente com uma ditadura militar, que no Brasil durou longos e sofridos 21 anos. Só quem viu e tem consciência sabe o que é uma ditadura civil-militar.

Porém, o que impressiona é que os militares são servidores de ofício e responsabilidade típicos de Estado, conforme reza a Constituição, que, por causa de seu cargo e carreira, deveriam, sobretudo e obrigatoriamente, pensar em soberania, independência e defender os programas estratégicos do Brasil, do Estado brasileiro, independente dos governantes eleitos ou não, como é o caso, ressalto novamente, do quadrilheiro mi-shell temer, de acordo com a PF e a PGR.

Não basta, generais Etchegoyen e Mourão, serem "nacionalistas" de marchar, participar de desfiles cívicos, bater continência às autoridades e à bandeira, entrar em forma e cantar hinos e canções militares e civis relativas ao País e ao Exército. Não basta... Ser nacionalista é lutar pela soberania e a independência do Brasil, bem como defender os interesses estratégicos do Estado nacional, além de ficar ao lado dos direitos e das garantias do povo brasileiro e de seus trabalhadores.

Do contrário, o Exército e as outras Forças Armadas ficarão eternamente na condição de guardas pretorianas dos ricos e dos muitos ricos, a garanti-lhes opulência e bem viver financeiro, material e patrimonial. Só isto, general, e isto é muito pouco para o grande povo brasileiro, que é infinitamente maior do que a burguesia proprietária da casa grande, a qual vossa excelência serve e não se envergonha, como não se envergonham os coxinhas de classe média, que esconderam suas panelas e guardaram as camisetas amareladas da CBF, mesmo a ver os roubos e arroubos do usurpador *mi-shell temer.

Cinicamente os coxinhas não reconhecem o tamanho da imbecilidade e idiotice que fizeram, porque não se fazem de rogados, a fingir que não têm culpa de nada ou que estão moderadamente "arrependidos". Cinismo e hipocrisia aplicados diretamente nas veias! Este é o Brasil do golpe e do pós-golpe. Este é o Brasil onde se tira a fórceps os direitos e garantias dos trabalhadores, dos estudantes e dos aposentados. Este é o Brasil que se entrega as estatais e todo seu conhecimento estratégico, científico e tecnológico.

Este é o Brasil da diplomacia da dependência, do tirar os sapatos e arriar as calças do governo Fernando Henrique e agora de *mi-shell temer, a abdicar de ser protagonista e estrategista de órgãos e fóruns internacionais como os Brics, G-20, Mercosul, Unasul e ONU. Este é o Brasil do golpe! O Brasil servil, subalterno, subserviente e colonizado, a se resumir a uma republiqueta das bananas e satélite dos Estados Unidos. Este é o Brasil portador de um inenarrável, indescritível e incomensurável complexo de vira-lata. Este é o Brasil dos generais Mourão e Etchegoyen. E eles, pasmem, são generais da terra brasileira!

Eles são a favor de golpe e o chefe do GSI já disse que é privatista. Porém, comecemos pelos prédios, casas, vilas e clubes militares. Fechemos quartéis, como estão a fazer com as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, além de enfraquecer de morte o BNDES. Vende-se, por exemplo, os prédios da Praia Vermelha no Rio de Janeiro, bem como, já está a acontecer, sucateia-se o material bélico e o armamento das Forças Armadas e entregues aos estrangeiros os projetos e programas nucleares, como as Usinas Angras e os submarinos nucleares, bem como a Base de Alcântara e os satélites brasileiros, além de outros projetos e programas militares importantíssimos para a soberania e defesa da Nação.

Entregue-se tudo, mas não apenas o patrimônio da sociedade civil brasileira, a exemplo da Petrobras, do Pré-Sal, da Eletrobras e dos Correios. Aí não! Ou tudo ou nada! Afinal, se é para o general ser privatista, que seja de verdade... Ponto. Continuo. Por que não vender as escolas do Exército, como os Colégios Militares, a Preparatória de Cadetes e a Amam, dentre outras escolas da Marinha e da Aeronáutica? Por que, não? Afinal o governo corrupto e golpista do presidente pária, vulgo *mi-shell temer, tem a intenção de vender para privatizar as universidades, os colégios federais e exigir que os estados devedores vendam as universidades estaduais... Por que, não?

Este governo sem vergonha está a privatizar as companhias de água e saneamento, a exemplo da rica e poderosa Cedae do Rio de Janeiro, e luta para vender partes do solo brasileiro para estrangeiros. Qual é o problema, general Etchegoyen? Este País é de vocês e não do povo trabalhador, não é mesmo? Decidiram derrubar uma presidente legalmente reeleita, por que então não ferrar com tudo de uma vez e, com efeito, deixar os burgueses com o sorriso largo e eternamente fixado na cara dos donos da casa grande, a quem muitos generais do passado serviram e muitos generais de hoje servem, a exemplo de vossa excelência.

Por que, não? O general é um militar que não tem preocupação com a soberania nacional. Para ele, esse papo de soberania atrapalha a venda do patrimônio público e prejudica as negociações com os estrangeiros, neste caso a China, que vai meter a mão na Eletrobras e controlar os preços da energia elétrica, em um País geograficamente imenso e populoso. É o seguinte: quando um País vende suas posses, ele passa a ter um povo empregado de quem comprou. Entendeu ou quer que eu desenhe? General Etchegoyen, o famoso jargão "negócio da China" virou negociata do Brasil. E por quê. Porque quem está a vender o Brasil é o governo ilegítimo, bastardo e pária do *mi-shell temer. All right?!

Contudo, aqui é a Banânia, por culpa também de gente como o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Etchegoyen, homem de confiança do golpista e traidor *mi-shell temer. Por culpa de gente como o oficial, tanto em âmbito civil quanto militar, temos um País que eternamente será uma gigantesca colônia desimportante em âmbito mundial e agora até em termos regionais, porque o Brasil é tratado como uma Nação pária e refém de golpes de Estado, como o 2016, pois travestido de legal e legítimo.

Somente os idiotas e os energúmenos anacrônicos acreditam que o golpe bananeiro e de terceiro mundo foi para combater a corrupção e melhorar a economia. Somente um pateta convicto e por vocação acreditaria nessa farsa e fraude. E deu no que deu: o governo mais corrupto, traidor e entreguista da história da República, o que, certamente, não edificará a biografia do general Sérgio Etchegoyen, chefe militar de um desgoverno de direita com vínculos carnais com a CIA, conforme comprovou sua agenda oficial de 9 de junho, que foi repercutida pela imprensa sediciosa e de mercado, que indicava encontro do general do GSI com o chefe da CIA no Brasil, Duyane Norman.

A trapalhada no que tange ao encontro foi enorme, digna de comédia pastelão, porque a equipe do general divulgou a identidade secreta do agente estadunidense, que protegia e preservava tanto sua identidade, que, se bobear, nem ele próprio saberia dizer quem ele é. Agora, vamos a pergunta que não quer calar: "O que conversou o general, que assumiu cargo de poder em um governo golpista, com o chefe da agência de espionagem dos Estados Unidos? Com a resposta, o próprio oficial general.

Entretanto, a entrevista do general neoliberal e privatista é realmente um espanto, de fazer o pato amarelo da Fiesp ficar rouco, pois para fazer o queixo de qualquer cidadão de inteligência mediana cair. E eu, humilde escriba, faria algumas considerações ao militar, pois apenas oposicionistas ao pensamento antinacional, antidemocrático e antipopular dos golpistas e usurpadores que tomaram de assalto o poder central, com a seguinte pergunta ao "gênio" da economia e ao "estadista" da política — o general Sérgio Etchegoyen:

General, és um militar que sempre deu declarações ao público, mesmo na ativa, o que é terminantemente proibido e por isto que geralmente quem dá declarações ao público são oficiais da reserva. Porém, aqui é o Brasil, território gigante, mas que jamais será uma Nação, porque aqui vale tudo, inclusive dar golpes de estado bananeiro, porque o propósito é deixar 70% ou 80% do povo brasileiro sem acesso a um estado de bem-estar social e privilegiar as castas ricas da economia e as castas de servidores de poder e mando do Estado nacional. "Então, general Etchegoyen, o senhor concorda com a privatização das Forças Armadas?" Com a resposta, o próprio general do GSI e seus colegas de farda, principalmente os oficiais.

Porque, pensemos: já que as privatizações de empresas públicas e a paralisação de programas estratégicos, como o do submarino nuclear, bem como a entrega do Pré-Sal não ameaçam a soberania nacional, então para quê manter as Forças Armadas? Para quê termos oficiais, prepará-los, treiná-los e gastar enormes recursos orçamentários se abrimos mão de nossa soberania e independência? Então é melhor não termos Forças Armadas próprias e entregarmos a nossa segurança aos EUA, como eles fazem na Europa com a Otan e também no Japão e na Coreia do Sul.

Que sejamos, definitivamente, um protetorado gigantesco e de tamanho continental pertencente aos Estados Unidos. A casa grande brasileira e parte do generalato sempre gostaram de ter relações carnais com os norte-americanos, como demonstra, inquestionavelmente, a história do Brasil e de suas oligarquias colonizadas, provincianas, subalternas e que jamais pensaram o Brasil, pois sem projeto de País. Fato! Simples assim.

A verdade é que o inimigo do Brasil e de seu povo não é o povo e o estado estrangeiro. O inimigo feroz e algoz do Brasil é a burguesia brasileira — a proprietária secular da casa grande e os coxinhas de classe média seus aliados e empregados de suas empresas ou do Estado nacional. Coxinhas igualmente privatistas e entreguistas, diga-se de passagem. A burguesia deste País bananeiro odeia profundamente o Brasil. É visceral. Realidade factual para a psiquiatria e a psicanálise pesquisar e estudar, porque se trata de ódio abissal e complexo de vira-lata sem precedentes na história da humanidade.

Para quê Forças Armadas se os estadunidenses estão "sempre" dispostos a defender o Brasil de ameaças externas, afinal nossas riquezas cooperam, e muito, para os EUA manter o bom padrão de vida de seu povo, enquanto o brasileiro vende o almoço para poder jantar. Não é mesmo, general Etchegoyen, afinal, como vossa excelência disse, as redes elétricas ficarão no Brasil e não na China, apesar de os chineses passarem a mandar na estatal de imensa importância estratégica, como o é a Eletrobras. Enfim, a China passará a controlar a geração, a transmissão e a distribuição de energia elétrica em todo o território nacional. Não é uma beleza, general privatista, apesar de ser servidor público? Por sua vez, eu tenho a absoluta certeza de que o general neoliberal jamais aceitaria privatizar as Forças Armadas. Aí não, pois somente nos olhos dos outros pimenta é refresco.

Enquanto o general Etchegoyen dá seus palpites e opiniões sobre privatizações, outro general, o Antônio Hamilton Mourão, está a tratar de assuntos políticos como "intervenção militar", ou seja, golpe militar, um tema que toca fundo a sociedade brasileira, que foi subordinada e violada, muitas vezes inescrupulosamente, pela força do arbítrio e da violência por parte do Estado, que teve apoio de empresários milionários de inúmeros ramos de atividade, a exemplo do falecido Roberto Marinho, dono das Organizações(?) Globo.   

É inacreditável, apesar de muitos dizerem que a história se repete como farsa, a verdade é que o general Mourão, o mesmo sobrenome do general golpista de 1964, que saiu de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro, a deflagrar o golpe civil-militar, que derrubou o presidente legítimo, constitucional e trabalhista João Goulart — o Jango —, que iria dar início às reformas de base tão necessárias para o desenvolvimento do povo brasileiro.  

E não é que o general sedicioso e da ativa está a deitar falação, a se insubordinar em público e a desobedecer deliberadamente as regras, as normas e o regimento interno do Exército Brasileiro (EB). O militar de alta patente foi à Maçonaria, uma entidade hiperconservadora e useira e vezeira em financiar e promover golpes no Brasil e no mundo inteiro. Só falta agora tal general ir à TFP, à Opus Dei e à Ku klux Klan, de forma que seus membros ouçam atentamente seus desejos golpistas e, sejamos realistas, implementar outra ditadura militar. É mole ou quer mais.

O general Mourão e seu colega Etchegoyen são partículas de uma mesma peça ou corpo. São militares de direita e que gostam de falar, independente de punições, pois o primeiro foi punido no Governo Dilma e afastado da tropa, e o segundo foi punido com poucos dias de prisão quando era capitão ao se insubordinar ao defender seu pai, também general, que foi acusado oficialmente de ter participado da repressão e ter trabalhado em órgãos e locais onde aconteceram torturas e mortes contra os adversários da ditadura militar.

Mourão afirmou, sem vacilar, que uma intervenção militar na Banânia é factível, afinal este é um País realmente e verdadeiramente de terceiro mundo e cucaracha, que eternamente será um satélite a serviço dos mandos e desmandos dos Estados Unidos. Ponto. Mourão é chefe da Secretaria de Economia e Finanças do Exército, um cargo burocrático. Mas, mesmo assim ele vai à Maçonaria falar de golpe. Talvez porque o militar não saiba o que aconteceu de 1964 a 1985. Acho que é isto. Será que tal oficial não percebe que o melhor para o País é legitimar as urnas e o povo eleger um presidente legítimo e eleito?

Claro que ele percebe. A ameaça de golpe de Mourão tem endereço certo: o Judiciário e o Lula. O Judiciário é o sujeito visível e o Lula o sujeito oculto das palavras toscas e insanas do general Mourão, que deveria cuidar de suas responsabilidades dentro do EB ao invés de se meter em política, a não ser que queira ser candidato. Então que se filie a um partido, de preferência de extrema direita, e concorra às eleições de 2018.

Quando o Mourão toma, imprudentemente, satisfação do Judiciário, para que o Poder da República resolva logo as questões relativas aos políticos processados, julgados e presos, o general, na verdade, está a sinalizar que a volta de Lula como presidente não será aceita, mesmo se o Lula, hipoteticamente, não for preso, porque a verdade é que nada, mas nada mesmo foi provado se o líder trabalhista incorreu em crimes comuns e de responsabilidade.

Entretanto, como já disse anteriormente, os generais e a direita em geral querem e desejam um País para poucos e por este motivo, dentre outros motivos, como os bandidos do Palácio Planalto escaparem da cadeia (não é mesmo, senador Romero Jucá?), transformam o Brasil numa grande zona, em uma bagunça sem precedentes, porque a crise brasileira teve hora para começar, mas não tem hora para terminar. Já são quatro anos de crises políticas, econômicas e golpes.

O povo brasileiro está irremediavelmente dividido e a fúria e a intolerância são radicais dentro da sociedade brasileira. Só não vê quem não quer. Golpista dá golpe e assume o poder, mas tem de pagar altíssimo preço e governar um País ingovernável... E aí vem o general Mourão, de forma absurdamente simplória e sem noção, querer resolver a grave crise política brasileira com canhões e soldados. Realmente, o general deve ter saído da sala durante as aulas de história, pois este servidor público pago pelo contribuinte ao que parece não sabe de nada.

Mourão rasgou solenemente os regulamentos, a disciplina do Exército. Afrontou a Constituição, que já foi violada por juízes, procuradores e delegados. O general deu um pontapé no Estado Democrático de Direito e ameaça o regime democrático, que está a passar por grave crise com a tomada do poder republicano por parte do quadrilhão do usurpador *mi-shell temer.

O oficial general disse ainda, na direitista Maçonaria, que suas posições conspiratórias e golpistas são as mesmas do comandante geral e do Alto Comando do Exército. Este mesmo oficial se mostrou, em 2015, desobediente e indisciplinado, quando foi retirado por seus superiores hierárquicos do Comando Militar do Sul. O motivo de sua punição foi o mesmo motivo de agora: conspiração e golpismo terceiro-mundista.

Agora, eu pergunto: se houvesse outro golpe militar no Brasil, quais seriam as propostas do general? Será que ele pensa o Brasil como a UDN e seus partidos herdeiros jamais pensaram? Se for como a UDN, coitado do já coitado Brasil. Qual seria seu programa de governo e projeto de País, general Mourão? As demissões, as perseguições, os exílios, as prisões e as mortes? Porque ditadura é ditadura e sem mais explicações e definições.
    
Porém, o general que deveria ser severamente punido está à vontade, como pinto no lixo. Pode fazer o que quer e como desejar, afinal quem manda no País é um presidente traidor, golpista e considerado pária pela comunidade internacional e ladrão pela PGR. O Governo se omite. O Ministério da Defesa do ministro golpista Raul Jungmann se cala e tudo fica com dantes no quartel de Abrantes. É o Brasil do golpe e da deposição de Dilma Rousseff. Uma bagunça só...

Em retomada da democracia, os generais não pensam. Eleições diretas, nem pensar. Afinal e evidentemente tais generais podem ser tudo, menos campeões de votos e estadistas. A ameaça frontal do general Mourão contra o que resta de democracia neste País é uma afronta e provocação barata e desrespeitosa. O general deveria ser punido imediatamente. O processo democrático brasileiro foi rompido pelo impeachment (golpe) mequetrefe travestido de legal e legítimo.


O Brasil sabe o que é ditadura, general. Por que vossa excelência, diante dos direitistas da Maçonaria, não aproveitou o ensejo para defender a carteira de trabalho - a CLT dos trabalhadores? Por que não disse que discorda veementemente da patifaria e malandragem contra os direitos previdenciários dos brasileiros? Por que não se disse contra as privatizações de lesa-pátria desse governo espúrio e fantoche frequentado por bandoleiros, que estão na cadeia ou prestes a ir para a jaula? Por que não protesta contra o sucateamento das Forças Armadas e do congelamento de programas de defesa e segurança estratégicos para o Brasil?

Por que, general Mourão, não protesta contra o fim dos programas de inclusão social, que está a permitir que a fome, a pobreza e a violência urbana e rural aumentem exponencialmente? É visível esta amarga realidade. Pois, se com os programas sociais este País é violento e individualista, imagine, general, sem os programas?! Será que os maçons de direita, pró-empresários e sectários têm sensibilidade para pelo menos perceber o desmonte criminoso do Estado nacional? Evidentemente que não, pois são privatistas e entreguistas, bem como sempre defenderam historicamente o lado do establishment. Não é mesmo, general? Ou o oficial, nesta altura do campeonato da vida, ainda tem dúvida?

Por que, general, servidores públicos como o senhor se alinham aos interesses da burguesia nacional e dos  estrangeiros contra o Brasil, se a verdade é que os militares são assalariados de classe média e não fazem parte  das castas dos ricos e dos muito ricos? Responda general Mourão, e depois bata continência para a bandeira brasileira. Generais Etchegoyen e Mourão servem às privatizações de lesa-pátria e ao hipotético golpe militar. Só democracia e eleições diretas e livres retomam a paz e o desenvolvimento do Brasil. A crise tem nome, senhores generais: Golpe de 2016! É isso aí. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Janot calado é um poeta — Golpe contra Dilma tem de ser anulado

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Todo mundo sabe, inclusive os completamente idiotizados pela imprensa corrupta e historicamente golpista, que a presidente legítima e constitucional, Dilma Rousseff, que foi reeleita com 54,5 milhões de votos para governar o Brasil até o dia 1º de janeiro de 2019, foi deposta por uma conspiração da direita brasileira, a mesma direita que efetivou inúmeros golpes de estado no Brasil, a ter como base a corrupção, tema sempre usado como instrumento para combater os governantes esquerdistas, trabalhistas e populares, a exemplo de Getúlio, Jango, Lula e Dilma.

Todo mundo sabe disso, menos o procurador-geral da República, Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot, que calado é um poeta. Depois de se tornar um dos maiores responsáveis pela deposição de Dilma Rousseff, a ser, inclusive, o guarda-chuva de proteção dos operadores da Lava Jato, no sentido de preservá-los mesmo se cometessem crimes, perseguições e arbitrariedades de todos os tipos e tamanhos, Janot, que garantiu seu lugar nas páginas sombrias e noctâmbulas da história, mais uma vez não se conteve para defender o indefensável e justificar o injustificável, como forma de garantir e preservar a continuidade do golpe, independente se o pigmeu moral e chefe do quadrilhão, *mi-shell temer, fique ou não no poder.

Para quem ainda não entendeu, anular o golpe e reempossar a presidente legítima, Dilma Rousseff, para Janot e os juízes do STF significa considerar e reconhecer que a Lava Jato, a Justiça, o MPF e a PF são partes intrínsecas do consórcio de direita, que efetivou o golpe de estado e, com efeito, suas ações como cúmplices e protagonistas da queda de Dilma Rousseff seriam tão visíveis como fraturas expostas.

Não importa aos golpistas e usurpadores se as pessoas compreendam que houve um golpe de estado no Brasil em abril de 2016, pois eles sabem que a história se encarregará disso. Quem dá golpe sabe do ônus histórico a pagar, porém longe de assumir seu crime no presente, pois sabedor que a luta política se dá in loco e a conquista do poder, mesmo por intermédio dos subterfúgios jurídico-chicaneiros como foram as "pedaladas" fiscais que levaram à deposição de Dilma, torna-se o único objetivo para impor programas e projetos de arrocho financeiro e econômico, bem como se locupletar com as imunidades do poder e atender aos anseios e interesses dos grupos econômicos e das classes sociais privilegiadas.   

Janot, do alto de sua mediocridade e do ocaso de seu terrífico mandato à frente da PGR, afirmou que é contrário a anulação do impeachment (golpe) por parte do STF, porque, para ele, não cabe ao STF reexaminar a bandalheira dos corruptos, ladrões e usurpadores terceiro-mundistas, em razão de que rever a decisão golpista do Senado seria um fato que ficaria "sob pena de esvaziar-se a previsão constitucional" do julgamento mequetrefe que depôs a presidente reeleita do Brasil.   

Janot, que calado é um poeta, disse ainda: "O processo de impeachment foi autorizado e conduzido com base em motivação idônea e suficiente, não havendo falar em ausência de justa causa". O relator do pedido de anulação do impeachment (golpe) é nada mais e nada menos do que o golpista e tucano Lex Luthor, o Alexandre de Moraes, ex-advogado do PCC e que foi ministro da Justiça do presidente considerado ladrão pela PGR, *mi-shell temer, além de ter sido durante muitos anos um dos membros do PSDB paulista. Só isso... Ou querem mais?

O resto da história todo mundo sabe. Dilma foi deposta sem embasamento político, porque jamais cometeu crimes comuns e de responsabilidade. Outro fator que se tornou público e notório é o fato de o presidiário Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, valer-se  de seu cargo para aceitar o processo de impeachment (golpe) contra a presidente honesta por motivos particulares. Cunha não queria que a Comissão de Ética aprovasse que o plenário decidisse se ele seria cassado ou não, e se vingou de Dilma.

Como Dilma não liberou os deputados petistas para blindar o corrupto Cunha, deu-se então a retaliação em forma de impeachment (golpe), que permitiu que uma quadrilha de bandidos assaltasse o poder central e, consequentemente, vendesse o Brasil, a entregá-lo criminosamente à gringada malandra e esperta a preços módicos, bem como terminaram com os programas de inclusão social e destruíssem a economia brasileira e seu gigantesco e poderoso mercado interno, com a conivência e apoio de servidores públicos do Judiciário, a exemplo de Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, Rodrigo Janot e Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso, dentre muitas outras autoridades do Judiciário, da PF e do MPF.

O procurador-geral, Rodrigo Janot, foi um mal para o Brasil, pois seletivo, injusto e cúmplice das arbitrariedades dos procuradores da Lava Jato, que acusam e denunciam sem provas, a exemplo de Lula. O chefe dos "intocáveis" terminou seu mandato à frente da PGR de forma pequena e medíocre, bem como jamais se importou com o Estado de Direito, pois, do contrário, jamais cometeria tamanha contradição e desfaçatez, ao reconhecer que a quadrilha de *mi-shell temer golpeou Dilma e tomou de assalto o poder para estancar a Lava Jato, ao tempo em que afirma que a anulação do golpe "esvaziaria a previsão constitucional", ou seja, ele quis dizer: "Deixe a bagunça institucional e política como está, pois já derrubamos a Dilma mesmo, e, além do mais, falta a interdição da candidatura Lula". Trata-se realmente da ditadura do Judiciário. Sem dúvida. 

Em um espaço de horas, Janot deitou falação para quem vai deixar a PGR no domingo, dia 17. Ele disse ainda, por exemplo, que mesmo se houvesse a comprovação das nulidades questionadas pela mandatária deposta por um golpe cucaracha, elas seriam insuficientes para suspender o afastamento de Dilma da Presidência da Repúbica. Entretanto, logo depois de falar tais sandices que blindam o movimento golpista de direita, que somente terminará, volto a ressaltar, quando Lula for impedido de ser candidato, o que está a deixar a direita desesperada para que tal fato ocorra, Janot abriu novamente sua boca, e passou a contraditar o que pensa e disse, no que é relativo à anulação do impeachment (golpe).

"O impeachment da presidente Dilma Rousseff foi a forma encontrada por políticos acusados de corrupção de obstruir a Operação Lava Jato" — afirmou Rodrigo Janot, que ainda fez alusão à "solução Michel", no que diz respeito às investigações contra o senador Romero Jucá (PMDB/RR), um dos principais articuladores do golpe, juntamente com Aécio Neves (PSDB/MG), *mi-shell temer (PMDB/SP) e Eduardo Cunha (PMDB/RJ), dentre muitos outros políticos, como Eliseu Padilha (PMDB/RS), Geddel Vieira Lima (PMDB/BA) e Moreira Franco (PMDB/RJ). 

É estarrecedor, porque Rodrigo Janot reconhece que o golpe aconteceu para que criminosos acobertassem seus crimes e dificultasem as ações da Lava Jato, da PGR e da Justiça contra os criminosos golpistas. Janot tem de ser processado, afinal 54,5 milhões de brasileiros tiveram seus votos impugnados, com a sórdida e infame conivência e cumplicidade do Judiciario e do MPF. Golpistas têm de ser severamente punidos, e não ir para casa gozar a vida, como vai fazer o Janot. Ou somos a casa da mãe Joana? Se somos, têm de me avisar, porque não aceito este estado de coisas.

Então tá, cara pálida Janot! Você diz que o impeachment (golpe) foi uma trama para os corruptos fugirem da cadeia e considera constitucional e legal que uma presidente da República reeleita com 54,5 milhões votos seja deposta de seu cargo e seus milhões de eleitores tenham seus votos anulados, porque bandidos resolveram dar um golpe bananeiro, mas violento, com a aquiescência e a cumplicidade do STF, cujos juízes jamais deveriam ouvir as opiniões tortas e contraditórias de Rodrigo Janot, um dos piores procuradores-gerais da República, ao lado de Roberto Gurgel e Geraldo Brindeiro — os engavetadores-gerais da República e tucanos de corpo e alma.

A verdade é que o STF é alicerce de grande envergadura do golpe e não se importa em fazer o jogo sujo na área judiciária e jurídica, de forma que, sem o *temer, que pode cair, ou com o golpista do DEM, Rodrigo Maia, a segunda parte do golpe tem de ser concretizada, independente se as eleições se tornem uma grande mentira e farsa, com ausência forçada do maior representante das forças populares e de trabalhadores, que é, sem sombra de dúvida, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder das pesquisas, mesmo a estar a ser linchado há três anos e meio em praça pública, de forma diuturna e perversa pela imprensa de mercado mais corrupta e golpista do mundo ocidental.

A verdade é que os diálogos entre Sérgio Machado, um dos principais operadores do PMDB, e Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros são provas sólidas e consistentes para colocar toda a cúpula do PMDB na cadeia e, com efeito, afastar o golpista e usurpador *mi-shell temer da Presidência da República. Mas não fizeram. Tergiversaram, e hoje o Brasil dá continuidade a uma crise político-institucional e moral sem precedentes, com a violência, o desemprego e a miséria a tomarem conta do Brasil e dos brasileiros, que odeiam e desprezam o Brasil, pois estão com a autoestima extremamente baixa.


É visível e transparente o mal-estar geral do povo brasileiro. As Editorias "O Brasil é uma Merda" das Organizações(?) Globo e congêneres da imprensa de negócios privados dos magnatas bilionários, conseguiram, enfim e após décadas de propaganda constante de negatividade sobre o País, fazer do brasileiro um ser habitado pelo espírito do complexo de vira-lata, sentimento de inferioridade que realmente cooperou, e muito, para a efetivação do golpe da casa grande terceiro-mundista, de forma que parcela gigantesca da população brasileira se encontra prostrada, sem energia e completamente apática, a observar de braços cruzados a bandalheira que promovem no Brasil.

A negatividade e a baixa estima que facilitam o processo de o Brasil ser roubado e vendido a toque de caixa, como nunca aconteceu neste País, inclusive no que é relativo à perda dos direitos civis, trabalhistas e previdenciários, bem como a perversa precarização radical do trabalho. A baixa estima derrota qualquer nação, mas interessa, sobremaneira, às classes privilegiadas e aos seus meios privados de comunicação, que são os maiores responsáveis pela difusão da negatividade sistemática e pelo ódio e a intolerância que se vê hoje no Brasil. Complexo de vira-lata nas veias do povo brasileiro!

E toda essa patifaria e infâmia apenas com o propósito de atender os interesses da banca financeira, dos rentistas, dos especuladores e dos governos estrangeiros, principalmente os Estados Unidos, que querem e conseguiram fazer com que o Brasil voltasse à subalternidade e subserviência, pois retornou à sua condição antiga de colônia, a efetivar a diplomacia da dependência, aquela do tirar os sapatos e arriar as calças para o império e seus principais aliados europeus e asiáticos, como sempre fizeram os tucanos do PSDB, que a partir do golpe contra a democracia e o povo estão a impor o programa ultraneoliberal derrotado quatro vezes em eleições consecutivas, bem como a comandar a diplomacia da dependência no Itamaraty. Coisas realmente de tucanos golpistas e colonizados, sem a mínima vergonha na cara.  

Não há "elite", casa grande, burguesia ou que o valha mais desmoralizada, irresponsável, traidora, subalterna e colonizada do que a brasileira. Não se vê em lugar algum "elites" e oligarquias tão pusilânimes, entreguistas e totalmente irresponsáveis, pois jamais, em tempo algum, tiveram a dignidade de pensar o Brasil para desenvolvê-lo e emancipar seu povo. Rodrigo Janot sempre trabalhou de forma contraditória, a morder e assoprar e a fechar os olhos para a corrupção tucana, com exceção de Aécio Neves, até porque as provas contra o Mineirinho ou o Chato são realmente contundentes, com listagens, documentos, áudios, filmagens, fotos, contas não declaradas e malas, muitas malas...

A mesma coisa acontece com Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal Golpista I —, Geraldo Alckmin — o Santo —, e José Serra — o Careca —, dentre muitos outros tucanos emplumados e pernósticos, que nunca apresentaram aos brasileiros qualquer programa de soberania e independência para o Brasil. Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot sabe que a Lava Jato não foi apenas criada para combater a corrupção. Quem dera se fosse assim. O Brasil estaria, certamente, a enfrentar uma crise política e econômica bem menor. A Lava Jato é um partido de direita.


Porém, a Lava Jato e a PGR, com a cumplicidade lamentável do STF, resolveram criminalizar a política, bem como judicializar o direito constitucional e institucional de o governante eleito poder governar e determinar as ações de governo e de Estado, conforme as leis — a Constituição. Rodrigo Janot já vai tarde, e que a história seja justa com ele, já que o PGR não foi justo e republicano com aqueles que foram linchados moralmente em público e sem provas. O golpe de terceiro mundo deveria ser, indubitavelmente, anulado; e Dilma Rousseff, a eleita e a legítima, reempossada, a cooperar para o marco civilizatória brasileiro. A crise só estanca com a retomada da democracia e com a posse de um mandatário ungido pelas urnas soberanas. Rodrigo Janot, calado, é um poeta! É isso aí.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Moro determina: a Lei é para o Lula, menos para FHC, Aécio, Alckmin, Serra e quadrilhão do PMDB chefiado por Temer

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


É hoje que o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, e personagem do filme anti-PT "Polícia Federal: a Lei é para Todos — Menos para os Tucanos", evidentemente, dará sequência à sua já conhecida justiça persecutória, às suas injustiças, à sua seletividade, ao seu partidarismo de direita, diga-se de passagem, contra o Lula. E por quê? Vou responder mais uma vez e quantas vezes for necessário dar respostas: porque é urgente e desesperador para a direita golpista deste País, da qual o juiz Moro faz parte, impedir que o Lula, líder inconteste das pesquisas, concorra às eleições presidenciais de 2018.

A resumir: a direita brasileira conquistou mais uma vez o poder central mediante um golpe de terceiro mundo, porém todos seus candidatos do PSDB estão desmoralizados, com exceção, por enquanto, do João Dória, que está a se desmoralizar rapidamente por si próprio, além do Jair Bolsonaro, hipotético candidato de extrema direita, um fascista confesso e irremediável, que não é digerido, inclusive, por setores amplos do conservadorismo brasileiro, que ainda mantêm um verniz de civilidade, a prezar um pouquinho do que lhes resta após a aventura  irresponsável do golpe cucaracha e bananeiro, que levou à deposição da presidente legítima e constitucional Dilma Rousseff.

Entretanto, o juiz Sérgio Moro, o arauto da moral e dos bons costumes, o varão de Plutarco do combate à corrupção, o "bom rapaz", que as mães e os pais da classe média coxinha sonham como genro e marido de suas filhas, o self-made man "vendido" ao público pela Globo não possui prova material alguma contra o maior político popular que o Brasil já produziu, porque a verdade é que, apesar das provas contundentes apresentadas por Lula e seus advogados em todos os processos os quais o líder trabalhista e de esquerda foi acusado sem provas concretas e cabais, o magistrado de Maringá, picado pela mosca azul e cabotino por essência, simplesmente não se ateve aos autos e à falta de provas, pois a fim de colocar o Lula na cadeia e, ressalta-se mais uma vez, interditar sua candidatura.

Prender o Lula ou impedi-lo de ser pela terceira vez presidente da República não é somente uma questão doméstica do partidarismo de direita deste País de burguesia golpista, provinciana e atrasada, onde o juiz Moro milita como ativista político, a partir de seu cargo no Judiciário pago pelo dinheiro do contribuinte. Afastar o Lula da luta política é, sobretudo, uma questão de sobrevivência do golpe de direita e empresarial formatado a partir do apoio dos Estados Unidos, que mais uma vez na humilhante história deste País interveio em sua política interna, com o apoio de brasileiros, que compõem o campo ideológico da direita e que, evidentemente, estão a mandar e desmandar no Brasil, pois tomaram de assalto o Presidência da República, a impor uma política econômica neoliberal, que, inclusive, afundou as economias norte-americana e europeia.

O neoliberalismo é tão perverso e tóxico, tão prejudicial ao desenvolvimento moral, econômico e social de um povo, que até mesmo os seus ideólogos e protagonistas trataram de limitá-lo e vigiá-lo de perto no que concerne aos países considerados civilizados e hegemônicos. Nem o presidente de direita e radical com os povos latinos e negros, Donald Trump, está a efetivar o neoliberalismo nos Estados Unidos, porque o sujeito imperialista não é otário, bem como já tratou, como o fez o Lula, de incrementar e favorecer o mercado interno, de forma a criar empregos e dar as condições para que a indústria de base, desde as construtoras à indústria naval, desde às siderúrgicas ao setor elétrico, além do protecionismo comercial, faça com que a economia norte-americana volte a crescer.

Tudo isto o Lula fez, com imensa competência em um País muito mais pobre do que os Estados Unidos, a provar, definitivamente, que incluir os pobres no Orçamento da União, bem como combater as desigualdades regionais, além de favorecer a igualdade de oportunidades é o caminho correto para que um povo ou nação se desenvolva e, consequentemente, conquiste sua emancipação política e financeira, além de viver em um estado de bem-estar social, cuja autoestima é o dínamo do desenvolvimento e, com efeito, o instrumento de combate às mazelas sociais, a exemplo da violência, dos tráficos de drogas e de armas, da prostituição, da exploração do trabalho de crianças e adolescentes, do analfabetismo e da miséria, tanto material quanto espiritual.

Lula e seus governos, bem como os de Dilma Rousseff tiveram falhas, algumas graves, mas tiveram muito mais acertos, que os números e os índices econômicos, financeiros e sociais não deixam mentir e muito menos permitir que a direita golpista e entreguista brasileira e seus órgãos privados de comunicação e jornalismo tentam esconder e, mais do que isto, manipular, distorcer e, se necessário, mentir. Os governos do PT já entraram para história como competentes, democráticos e envolvidos com o desenvolvimento econômico e social.  

O PT incluiu e se recusou a excluir, realidade que jamais acontecerá com os governos de direita de carácteres empresariais e privatistas, como comprova, inquestionavelmente, o governo do usurpador e pigmeu moral *mi-shell temer, que não passa de um reles fantoche desprovido de votos, além de ser um político pária e pau mandado da plutocracia liderada pelos EUA. O golpista e usurpador é acusado de ser chefe de quadrilha, com provas materiais solidamente apresentadas e contundentes, diferentemente de Lula.

Contudo, nada importa ao juiz de província e comprometido com o combate político e com a consolidação do golpe, que somente será totalmente vitorioso como a prisão de Lula ou o impedimento de sua candidatura, mesmo o ex-presidente a ter seus direitos civis ainda intactos, a despeito de quase cem pessoas terem dito ao Moro em seus depoimentos que jamais souberam de o Lula participar de ações criminosas.

Nada importa, porque o julgamento de Lula é político e ideológico, assim como a consolidação do golpe de estado da casa grande é o propósito maior e principal do consórcio de direita que chegou ao poder criminosamente por um impeachment (golpe) travestido de legal e legítimo. Por isto, o juiz Moro, a seu bel-prazer e a rasgar solenemente os autos e a desconsiderar provas reais de que o político trabalhista não roubou, resolveu condená-lo a mais de nove anos de cadeia, e, para a surpresa geral das pessoas que se recusam a ser idiotas, reconhece em sua própria sentença que não há provas de que Lula foi beneficiado por meio de corrupção, para se tornar o dono do apartamento de Guarujá, que nunca foi dele. Surreal! Só num paiseco como este, com uma Justiça burguesa de punhos de renda e de terceiro mundo tal fato poderia acontecer.

Lula depõe hoje a Moro, em Curitiba. Agora a acusação é de que ele recebeu propina da Odebrecht. O negócio dos meganhas e togados é criminalizá-lo, sem se importarem com as arbitrariedades e com a justiça. Pobre do País que tem um Judiciário de punhos de renda, servil e subalterno a interesses escusos, que protege os golpistas que usurparam o poder, além de escolherem lado e tomarem o partido de grupos empresariais, como a Globo e suas congêneres televisivas, radiofônicas, impressas, além da internet. Parece que o juiz Moro e sua turma pensam assim: a Lei é para o Lula, menos para o FHC, o Aécio, o Alckmin, o Serra e o quadrilhão do PMDB, chefiado por *mi-shell temer — o bárbaro e filhote da burguesia paulista.

Juízes, delegados e procuradores que se deixaram fotografar e filmar em rega-bofes sociais e em eventos políticos de tucanos do PSDB e do DEM. Tipo assim: eu prendo o PT e participo, como um serelepe vaidoso e partidário, dos ôbas ôbas da direita tupiniquim, que tomou de assalto o Palácio do Planalto, como os bandidos tomam de assalto as ruas, as residências e o comércio das cidades brasileiras. Tomaram de assalto o patrimônio público e estratégico à soberania da Nação e mesmo assim os togados e meganhas cruzam os braços, pois cúmplices e associados a um golpe terceiro-mundista, que tem por finalidade subjugar a independência e a soberania do Brasil. E se consideram os varões de Plutarco... Só se for às avessas!

Os métodos da Operação da Lava Jato são covardes e selvagens e contradizem todos os marcos civilizatórios conquistados pela humanidade. No Brasil, este processo macartista de espírito fascista se tornou ordinário e, com efeito, parte da rotina de uma sociedade autoritária, preconceituosa, sectária, intolerante e violenta, porque optou pelo individualismo e pela permanência da maior parte da população em uma condição subalterna e, consequentemente, sem acesso à boa qualidade de vida, que somente será possível com a inclusão de todos os brasileiros no Orçamento da União, a ter o Estado nacional como o indutor do desenvolvimento social e econômico. E foi exatamente isto que o Lula e a Dilma fizeram. E foi exatamente isto que fomentou o ódio no Brasil e, obviamente, o golpe de estado bananeiro e colonizado. 
  
Todo mundo sabe que no Brasil aconteceu o golpe. O planeta sabe. Quem "não sabe" são os golpistas promotores de um consórcio de direita, onde se pode visualizar o Congresso, o PSDB, o PMDB, o DEM, o PP  e, inacreditavelmente para o desgosto de seus militantes e vultos históricos, o PSB, dentre outros partidos. Estão como membros do terrível consórcio golpista ainda a Fiesp, a Globo e Cia, além da participação do Partido do Judiciário, composto pelo STF, TSE, STJ, TRF e Varas como as do juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná.

Junto aos tribunais plenos de juízes coxinhas e agentes do golpismo, os delegados e os procuradores da PF e do MPF, sendo que a bater panelas e irem às ruas histericamente, os inconfundíveis coxinhas de classe média — aqueles que, incrivelmente, realizavam micaretas ridículas e apoiavam e ainda apoiam os golpistas que estão a retirar-lhes seus direitos e garantias históricos. Estão aí esquadrinhados os agentes do golpe bananeiro, cucaracha e altamente perigoso para a soberania do Brasil.

O crime de Lula foi governar para todos e mostrar, ipsis litteris, que o tal do "economês" dos economistas e comentaristas da direita era e é apenas um subterfúgio para enganar os tolos, os alienados e os trouxas. Verdadeira conversa para boi dormir, porque, efetivamente, Lula e Dilma mostraram que os 500 anos que a direita mandou no Brasil não transformou o Brasil em País desenvolvido porque não quis, pois preferiu excluir para que os ricos e os muitos ricos vivessem, geração após geração, de maneira farta e opulenta, ou seja, nababescamente.

Luiz Inácio Lula da Silva encara hoje o paladino da Justiça, o juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, que, sem sombra de dúvida, a história cuidará de sua biografia como o verdugo da democracia, do Estado Democrático de Direito e como um dos principais agentes do golpe de estado contra o Brasil de 2016. Lula não roubou, e o juiz Moro e seus asseclas do MPF e da PF sabem e sempre souberam disso. Interditar a candidatura Lula e impedi-lo de ser presidente é o cerne da questão. O grande objetivo do processo golpista ainda em andamento. Que o diga o powerpoint leviano e mentiroso da Lava Jato. É isso aí.