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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Bolsonaro e Moro: estado policial, desmonte do estado, diplomacia servil e repressão como política social

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre



Sérgio Moro prendeu Lula, que não pôde concorrer às eleições de 2018, para que seu adversário, o Jair Bolsonaro, a quem ele irá servir agora, fosse beneficiado. Moro fez mais: cometeu insubordinação e rasgou as regras e normas da Justiça ao se voltar contra seu superior do TRF-4, o desembargador Rogério Favreto. Portanto, mais uma vez de muitas vezes Moro se movimenta politicamente e seus superiores passam a mão em sua cabeça de ativista pitbull contra a esquerda e o PT.

Lula liderava as pesquisas e poderia vencer as eleições ainda no primeiro turno. O establishment brasileiro, ligado umbilicalmente ao norte-americano, sempre soube que se o Lula voltasse ao poder seria restabelecido o papel do Estado como indutor da economia e braço forte do desenvolvimento humano e social. Além disso, tem a questão diplomática, e, definitivamente, Lula e seu chanceler, Celso Amorim nunca arriaram as calças ou ficaram de joelhos perante os países hegemônicos.


A verdade é que o governo do presidente mais popular da história fomentou e desenvolveu a economia como nunca visto antes, pagou a dívida junto ao FMI e conquistou novos parceiros em termos mundiais, ao afastar-se dos grilhões dos Estados Unidos, país que a direita brasileira escravocrata, subserviente e subalterna adora, pois irremediavelmente colonizada, sem um pingo de vergonha na cara, e totalmente sem identificação com seu próprio País. Uma verdadeira lástima!

Por tudo isto, o golpe bananeiro, a farsa medonha contra Dilma Rousseff e a antecipação do julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva, de forma célere e violenta contra seus direitos e garantias constitucionais, a tempo de interditar sua candidatura, para que a direita pudesse dar continuidade ao seu projeto antinacional, antipopular e antidemocrático, a promover, a toque de caixa, o desmonte do Estado nacional e a entrega dos ativos do patrimônio público à voraz iniciativa privada.


A exemplo do pré-sal da Petrobras entregue a preço de banana às multinacionais estrangeiras. O pré-sal que fora destinado anteriormente pelos governos do PT, por força de lei, à saúde e à educação, os dois setores mais importantes para qualquer nação e que foram perversamente congelados quanto aos investimentos por longos vinte anos pelo governo entreguista e irresponsável do golpista *mi-shell temer, porque o que interessa agora é engessar os investimentos para o povo brasileiro e desviá-los para os interesses empresariais e financeiros nacionais e internacionais, a ter a banca mundial como a principal beneficiada das riquezas do Brasil.

O político direitista e juiz de primeira instância, Sérgio Moro, assumirá cargo de ministro da Justiça do governo ultraliberal e de extrema direita de Jair Bolsonaro. Trata-se de um verdadeiro escândalo, que se acontecesse em um País sério não seria possível que o juiz seletivo e injusto ocupasse cargo de relevo após impedir que o verdadeiro favorito às eleições pudesse concorrer ao certame. Afinal, nem todo mundo é idiota neste País de golpistas e coxinhas celerados, e percebe, nitidamente, que as eleições foram de cartas marcadas.


Após cometer inúmeros crimes no decorrer das ações despóticas da Operação Lava Jato, Moro continua em sua obsessão atávica e livre de punições por parte da Justiça e de seus superiores. Passou a dar as cartas em âmbito nacional, como se ele fosse o único juiz do País, porque elevado ao plano de ser um indivíduo infalível, o que, sobremaneira, chega a ser um escárnio contra a inteligência alheia e ao que é estabelecido pela Constituição. Moro sabe o que fez e a quem protegeu e beneficiou, bem como evitou que muitos de seus aliados ideológicos e partidários escapassem da cadeia, porque jamais os admoestou, como comprova a literatura dos tribunais.

Parcial, seletivo, partidário e, sobretudo, injusto, em plena eleição de 2018 tal sujeito de toga, que jamais prendeu um tucano ladrão em sua vida de juiz deslumbrado com a ribalta da imprensa de mercado, resolveu interferir partidariamente no certame eleitoral. Mais uma vez de muitas, o juiz da província das araucárias decide vazar as delações mentirosas e levianas de Antônio Palocci, pois sua má intenção foi cooperar com o candidato de extrema direita a quem, volto a ressaltar, ele servirá como ministro da Justiça.


Um escândalo inominável, reafirmo, até porque se tem algum magistrado que posou para tirar fotos junto aos tucanos e participar das comezainas do empresariado golpista que o bafejava com prêmios e homenagens, a exemplo do "prêmio" Operário Padrão da famiglia Marinho, tal magistrado é o juiz de primeiro grau Sérgio Moro, conforme as fotos em abundâncias na imprensa comercial e internet. Nas imagens, Moro está tão feliz e à vontade como "pinto no lixo" ou um "peixe no aquário".

Palocci, como todo mundo sabe e percebeu, transformou-se em um homem que virou a sombra de si mesmo, um lacaio e dedo duro a fim de fazer qualquer coisa para sair da cadeia, além de mostrar que não honra sua própria dignidade. Nem os verdugos, como o Moro, respeitam delatores desse naipe, quando a pusilanimidade se torna sórdida e infame.

Portanto, está tudo dominado pelos lacaios e aduladores colonizados de extrema direita a serviço do capital. Ultraliberais que chegaram ao poder pelo golpe efetivado pelas quadrilhas que tomaram de assalto o poder em 2016, além da interdição política e moral de Lula.

Os subalternos dos Estados Unidos e inimigos do povo brasileiro já criaram crises com os árabes, desvalorizaram o Mercosul, o Brics e o G-20, bem como atacaram irresponsavelmente Cuba e Venezuela, além de demonstrar que em questão de diplomacia tal tigrada se comporta como primatas selvagens dentro de lojas de cristais. Trata-se de uma direita xucra, que reflete e expressa ao País sua ignorância digna de Miami e Orlando.

Realmente, será um governo de estirpe fascista, radicalmente privatista e extremamente ideológico, cujo líder político e fantoche dos interesses dos EUA acusa a esquerda de ideológica, mas a verdade é que os trabalhistas no poder jamais perseguiram e agrediram seus adversários de direita por questões ideológicas, nem a oposição partidária, bem como seus eleitores saíram às ruas em hordas para bater e insultar a parte do povo brasileiro que não vota na direita.


Lula foi republicano. Até demais... Dialogou e atendeu às demandas de seus adversários no poder, a exemplo de governadores e parlamentares de oposição. Eles sabem disso. A oposição de direita era atendida pelo Lula, não somente no âmbito político-partidário, mas também no mundo empresarial.

A verdade é que os empresários nunca foram tão atendidos em suas reivindicações por um governo essencialmente democrático, que errou gravemente quando permitiu que juízes e procuradores escolhessem seus colegas para liderar ou serem nomeados pela lista tríplice, método este que não foi adotado pelo golpista e usurpador mi-shell temer. E nem poderia ser diferente, afinal os golpistas não são democratas e muito menos éticos, evidentemente. Ideológicos para valer são os "novos" donos do poder. Tão ideológicos que militam na extrema direita. Se não fossem fortemente ideológicos não seriam extremistas ou não dariam golpes. Não há dúvidas. Ponto.

Ideológico e radical é o futuro presidente Jair Bolsonaro e sua turma. É essa gente que não tem proposta de melhoria de vida para a população e desenvolvimento para o País, pois apenas preocupada em privatizar o que nunca por eles foi construído, vender e entregar o que não pertence aos neoliberais donos do poder, porque patrimônio do povo e do Estado nacional, além de cinicamente e hipocritamente usarem como moeda de combate político, partidário e eleitoral assuntos falsos moralistas, a exemplo de "escola sem partido", "kit gay", "família", "propriedade" e "Deus". Deus, inclusive, deve estar cheio da hipocrisia dessa gente de palavras moralistas e alma carregada de egoísmo e ódio.


Todo este conjunto de malevolências lacerdistas e falso moralista de forma propositalmente aleatório, distorcido e sem discussões que se baseiam na verdade e na realidade dos fatos. Moralismo barato e perverso desprovido de propostas que realmente interessam, como distribuição de renda, de riqueza, de terras e créditos à população, além de investir pesadamente em saúde e educação, que estão congeladas por longos 20 anos, volto a lembrar.

A verdade é que Jair Bolsonaro e o Congresso atual, formulador canalha de pautas bombas contra a presidente reeleita com 54,5 milhões de votos em 2014, votaram a favor do engessamento dos recursos orçamentários ao aprovarem o projeto covarde e diabólico do desgoverno de um dos maiores traidores da Pátria e da sociedade em todos os tempos — o famigerado e traidor *mi-shell temer.

*temer, vulgo Amigo da Onça, é o responsável pelo projeto draconiano de reforma da Previdência, que servirá praticamente como base da reforma proposta pelo fundamentalista de mercado do futuro presidente, o banqueiro Paulo Guedes. Vão ferrar ainda mais com o povo e privilegiar os servidores públicos que ganham mais e têm força para até participar de golpes de estado, a exemplo do Judiciário e das Forças Armadas, somente para ficar nesses.

E por que acontece isto? Porque a direita nada constrói, não tem propostas, projeto de País e programas de governo. Quem efetivou os avanços sociais e trabalhistas foram os políticos trabalhistas; quem industrializou o Brasil foram os trabalhistas; e, quem sempre lutou para que a sociedade brasileira se tornasse minimamente civilizada, foram os trabalhistas de Getúlio a Dilma e de Jango a Lula, além de Brizola, que não foi presidente, mas se tornou um político de grandeza nacional e reconhecido internacionalmente.

A direita tira, explora, esfola, mata, persegue, distorce, manipula, mente, agride, insulta, além de ser a maior responsável pela violência nas ruas e pelos fakes news que dominaram as vergonhosas eleições presidenciais de 2018, com a cumplicidade e a aquiescência do Supremo Com Tudo (SCT) e seu primo pernicioso, o TSE, que são, sem sombra de dúvida, as vergonhas, os vexames e as desgraças do Brasil.

Por seu turno, Bolsonaro continua com sua pregação antinacional, antipopular e antidemocrática quando afirma que está em seus planos dar fim ao BNDES, um dos maiores bancos de fomento e de investimentos do mundo, bem como ameaça, por intermédio do Paulo Guedes, banqueiro que jamais fez nada pelo País, entregar o Banco do Brasil ao setor financeiro dos EUA, além de privatizar a Caixa Econômica, assim como entregar a Embraer à Boeing.


Entregar a Embraer a troco de quê? A empresa de alta tecnologia e que desenvolve projetos militares, portanto de segurança nacional e soberania, além de ser líder em vendas de aviões para atender à demanda civil e empresarial, será integrada à Boeing. É inacreditável que isto está a acontecer no Brasil, com o apoio dos militares, que se dizem privatistas. Só o que faltava: milico privatista! O que esses oficiais aprendem em suas escolas? Entregar o País e depois bater continência à bandeira?! Sinceramente...

Se o Brasil for criminosamente entregue, os militares vão proteger o quê? Vão virar policiais para combater os traficantes como acontece no Rio? Aliás, a verdadeira segurança nacional ficará a cargo dos militares dos Estados Unidos? É isto, não é?! Afinal, se tudo é vendido a preço de banana e o Estado nacional ficar oco por dentro, como se fosse um porongo, sem condições alguma para cuidar da população, é melhor que o governo entreguista e privatista do Bolsonaro, ligado umbilicalmente ao grande capital, passe a contar com os norte-americanos em nossas fronteiras.

E por quê? Porque os yankees tem muito interesse no petróleo da Venezuela e no Pré-Sal brasileiro. E, se tem petróleo, tem mortes, destruição e guerras financiadas pelos EUA, se for necessário, como sempre foi com os árabes e os muçulmanos de outras etnias do Oriente Médio e África, Se você vende tudo, vai cuidar de quê? Respondo: de nada e coisa alguma!

Então que se privatize também o patrimônio público das Forças Armadas, já que muitos dos militares brasileiros apoiam a privatização e o desmonte do Estado nacional, por incrível que pareça. Ah, duvido, bom é quando a pimenta arde apenas nos olhos dos outros... Neste caso, nos olhos dos servidores menos influentes e ricos, que são a grande maioria nas três esferas de poder. Não é assim que a banda toca, cara pálida?! E sabe por quê? Porque eu duvido que o Paulo Guedes e os empresários ligados ao Bolsonaro teriam a mesma postura e conduta perante os servidores de poder e mando.

Não se pode esquecer também da promessa de venda de vastas terras à gringada e o desmonte criminoso da Petrobras, além da sórdida demolição da indústria naval, por parte de uma "elite" mequetrefe, ignorante e incompetente há séculos para edificar uma nação justa e democrática. Castas que se identificam mais com Miami do que com o Brasil. Esperar o que, por exemplo, de uma classe média lobotomizada que apoiou a retirada de seus direitos? Qual classe média de outro País faria uma insanidade dessa? E deu no que deu: Bolsonaro.


Está nos planos ainda dos fanáticos ultraliberais a abertura total do mercado interno, o que é um suicídio, pois qualquer débil mental sabe disso, porque deixará o comércio e a indústria nacional à mercê das importações dos países mais fortes, além do controle por parte das empresas estrangeiras sobre o megamercado nacional, pois não protegido, como o faz com severidade e rigidez o governo protecionista de Donald Trump — o ídolo dos fascistas tupiniquins, que aqui, em Terra Brasilis, só pensam em abrir as pernas.

Aliás, uma conduta constante dos provincianos e colonizados da direita brasileira, porque sempre orgulhosos em colocar azeitonas nas empadas dos estrangeiros, dos brasileiros ricos e ferrar com o povo trabalhador, o grupo social que verdadeiramente produz as riquezas, a exemplo do estupro que os bárbaros da casa grande fizeram com a CLT e agora preparam uma violação maior aos direitos dos brasileiros quanto à malfadada e perversa "reforma" da Previdência, que não passa da entrega brutal, na cara dura, do dinheiro dos trabalhadores e das empresas para o mercado financeiro.

Temer é Bolsonaro e Bolsonaro é Temer. Os dois participaram efetivamente do golpe de estado contra Dilma Rousseff e, com efeito, eles são a face da mesma moeda ou a farinha do mesmo saco. Vão passar para a história como os presidentes mais antinacionalistas, antipatrióticos e antipopulares que o Brasil já teve.

Além do mais, Bolsonaro, se cumprir todas as barbaridades e selvagerias que pronunciou durante 28 anos na Câmara dos Deputados, certamente que as minorias, os movimentos sociais e os sindicatos serão alvos sistemáticos de repressão e da retirada de seus direitos.

Ressalta-se ainda que não dá para esquecer que um militar, deputado e servidor público candidato a presidente do Brasil bateu continência à bandeira dos Estados Unidos para logo aos brados gritar "USA!" Nunca vi algo tão tosco e leviano por parte de autoridades estrangeiras, a não ser em cerimônias muito importantes, como a que faz alusão à vitória dos aliados da Segunda Guerra ou em cerimônias oficiais entre países.

Parece besteira, mas não é... Não há nada mais simbólico no que diz respeito à sabujice digna de um lacaio. O governo de extrema direita de Jair Bolsonaro será, sem dúvida, uma administração que levará o Brasil ao retrocesso, à era pré-getuliana — à Velha República.

Bolsonaro é o retrocesso e o atraso, inclusive no que é relativo ao que é civilizado a caminho do que é bárbaro. O retrocesso e o atraso são as almas dos negócios privados dos fundamentalistas do mercado, que chegaram ao poder a partir do pária e marionete *mi-shell temer. Bolsonaro é o agente e testa de ferro desse retrocesso demoníaco, violento e pleno de atraso, porque apto e disposto a enveredar pela repressão àqueles que, porventura, questionarem o governo dos fascistas fundamentalistas do mercado.

Os bárbaros ricos e milionários que enfim conseguiram extinguir o Ministério do Trabalho, após 88 anos de sua criação pelas mãos do grande presidente e estadista Getúlio Dornelles Vargas. A imprensa meramente comercial e historicamente golpista se calou quanto ao fim da instituição que fiscaliza os empresários tão caros ao Bolsonaro e seus filhos, que, ora veja, são privatistas, mas que ganham dinheiro e usufruem de seus cargos públicos há décadas.

A imprensa literalmente alienígena, pois além de ser lacaia e escrava de seus negócios de alcova que até o Diabo duvida, se precisar se ajoelhará a Bolsonaro, como fez o falecido Roberto Marinho a pajear os militares para ter benefícios e conquistar espaços. A imprensa mercantilista pariu o fascista em seu útero e com ele terá de tratar servilmente, porque se trata de um político autoritário, arbitrário e sempre disposto a fazer, inclusive, o enfrentamento por meio da opressão e da repressão. A cadela do fascismo está solta nas ruas e ainda não assumiu o poder. Quem viver verá!

Bolsonaro significa, nada mais e nada menos, que a tentativa de ser a pá de cal do estado de bem-estar social implementado pela Constituição de 1988 e que edificou o Estado Democrático de Direito, que a casa grande brasileira odeia com todas suas forças, pois detesta a democracia e a igualdade de oportunidades.

Por sua vez, juízes e procuradores têm muita culpa por um fascista chegar ao poder central. Esses meganhas togados foram de uma irresponsabilidade e vulgaridade atrozes e a história se encarregará de colocá-los em suas páginas mais fétidas e infames, se não fossem eles a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil. Ponto.

Porém, vamos à outra questão, pois é necessário chamar a atenção para o óbvio retratado em Sérgio Moro, o politiqueiro de toga, que mais uma vez interditou a política e o processo democrático que não mais existe no País, porque vivemos em um regime de exceção, que irá piorar com a extrema direita no poder, além de todo mundo saber, até os que se valeram do golpe terceiro-mundista contra Dilma Rousseff e a prisão injusta e infame de Lula, que Jair Bolsonaro fez uma campanha baseada em mentiras e agressões verbais nunca vistas antes em qualquer eleição presidencial.

O whatsapp da campanha do candidato fascista, por exemplo, foi financiado por empresários direitistas para favorecê-lo. Esses caras se juntaram, em um verdadeiro caixa dois, para financiar calúnias, injúrias e difamações, assim como a enxurrada de fakes news, ou seja, mentiras contra seu adversário, do campo progressista, o candidato do PT, Fernando Haddad, a exemplo do "kit gay", que jamais foi levado às escolas pelo simples fato de que nunca existiu. E assim foi feito com inúmeros assuntos para que o PT ficasse numa situação de sempre se explicar sobre questões que nunca pertenceram ao seu plano de governo, à sua plataforma eleitoral.

O Brasil fez sua escolha, apesar da máquina de moer reputações e vidas dos oligopólios midiáticos associados ao Judiciário e seus juízes autocráticos. Subiu ao poder um político fascista, que é contestado no mundo civilizado e por setores nacionais que não se encantaram com o canto do fascismo, que gera violência e preconceitos. O pensamento econômico deste grupo que alçou o poder é preocupante, porque não pensa jamais no social, nas pessoas sem acesso a uma vida pelo menos digna. O fascismo tem de ser combatido, porque o mensageiro da morte do pensamento, da liberdade, do conhecimento e da democracia. É isso aí.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Fascismo é ódio, desigualdade e violência — Bolsonaro é seu mensageiro!

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre



Fascistas da PM, PF e Justiça Eleitoral realizam ações repressivas e invadem, em apenas dois dias, quase 30 campus universitários em todo o País. O fascismo, como ação política e método antidemocrático e antipopular, odeia o pensamento, a liberdade de expressão, o debate, o diálogo, a diversidade, a pluralidade, as diferenças de gênero, a cultura, a inclusão social e econômica, a lógica, o conhecimento e, sobretudo, a inteligência, que difere o homem e a mulher dos animais considerados irracionais.

O fascista odeia, sobretudo, o Estado de Direito, que permite a igualdade de oportunidades, a ter a Constituição de 1988 a reconhecer as minorias — os setores mais vulneráveis da sociedade. Os fascistas da Justiça, da PF e da PM saíram dos quintos dos infernos, de suas caixas de Pandoras para darem vez aos seus sentimentos diabólicos e seus atos infames. Essa gente, após o golpe de estado de 2016 se sente empoderada e livre para fazer suas covardias e malevolências.

Os fascistas odeiam e desprezam tudo o que é bom para a sociedade, porque querem o que é bom somente para eles e os ricos, que controlam os sistemas do capital. O fascista é contra os índios, os negros, os nordestinos, os pobres, os gays, as mulheres, os quilombolas, os moradores das comunidades, os moradores de rua, os deficientes, os estrangeiros de países do terceiro mundo e os trabalhadores, ao ponto de o candidato fascista de alcunha Jair Bolsonaro afirmar que o trabalhador terá de escolher entre o emprego e seus direitos.

Exatamente. Os direitos conquistados nos tempos de Getúlio Vargas, bem como retirados por uma "reforma" estúpida e cruel promovida pelo corrupto, traidor e entreguista inconsequente *mi-shell temer, que precarizou o emprego para beneficiar ricos empresários. A perversa reforma trabalhista, que prejudica de morte os trabalhadores e deixa mais rico quem é podre de rico, teve e tem o apoio de Bolsonaro, o fascista que há quase 30 anos insulta e ameaça as pessoas na Câmara dos Deputados, mas que nunca produziu nada como parlamentar, em benefício para a população e os trabalhadores, apesar desses anos todos.

O brasileiro está prestes a sair de seu trajeto e derrapar na curva direto para o abismo. São milhões de pessoas a apostar no desconhecido, a saltar do abismo e a tentar enxergar na escuridão do fascismo, que levou a Europa à derrocada por intermédio de duas guerras mundiais, a ter Adolf Hiltler e Benito Mussolini como os pilares do totalitarismo, bem como os ditadores de extrema direita, o português Joaquim Salazar e o espanhol Francisco Franco, a impulsionar o fascismo na península ibérica, além de cooperarem, e muito, para que Portugal e Espanha ficassem atrasados décadas em relação aos países mais desenvolvidos da Europa.

No Brasil (1964/1985), o fascismo e, em alguns casos, o nazifascismo levou a holocausto cerca de 30 mil pessoas na Argentina (1976/1983), dos generais Jorge Rafael Videla, Roberto Viola e Leopoldo Galtieri, e três mil pessoas no Chile, do general Augusto Pinochet, dentre outras ditaduras militares espalhadas pela América Latina, a exemplo da uruguaia, hondurenha, guatemalteca, panamenha, nicaraguense, peruana, boliviana e paraguaia, que exilaram, torturaram, mataram e atrasaram profundamente esses países, no que é relativo a conquistar seus marcos civilizatórios, assim como todas as ditaduras de direita e civil-militar tiveram o apoio político e logístico dos Estados Unidos.

São essas ditaduras de direita, sanguinárias e perversamente colonizadas pelos EUA, com a finalidade de concentrar renda e riqueza contra seus povos, que foram responsáveis pelo surgimento das guerrilhas de esquerda pelos continentes americanos. Bolsonaro representa esse passado sombrio e tempestuoso, pois sua cabeça esquizofrênica remonta à Guerra Fria dos idos de 1950, e, inacreditavelmente, causa nostalgias aos pequenos mussolinis da classe média coxinha, que se mostram fascistas, bem como não vivenciaram essa época de repressão e dor.

A verdade é que milhões de brasileiros jovens ou que estão ainda na casa dos quarenta anos não tem a mínima ideia do que é uma ditadura civil-militar. Trata-se de pessoas portadoras de ignorâncias e irresponsabilidades sem precedentes. A primeira ação ou atitude que um presidente de caráter autoritário e violento do Bolsonaro, que há décadas avisa que se chegar ao poder central irá perseguir, reprimir, prender e exilar seus adversários políticos, será fechar o regime.

O fascista perseguirá os que ele considera como inimigos a serem derrotados e a força afastados da vida pública e profissional. Certamente que tal processo arbitrário irá recrudescer com o passar do tempo e, com efeito, chegar-se-á logo a uma ditadura.

A ditadura envernizada de "democrática", com o propósito de disfarçar o que realmente será o regime ditatorial de Jair Bolsonaro, com o Congresso Nacional a funcionar, como aconteceu na ditadura militar, a referendar e aprovar tudo o que o ditador e seu grupo decidir. Por sua vez, o Supremo Com Tudo (SCT), que vem a ser a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil, será tutelado pelo governo de um candidato que se mostra, por meio de atos, ações e palavras, um ditador de terceiro mundo, somente para variar, além de dar sequência ao seu projeto de servilismo e subserviência aos Estados Unidos.

Um projeto draconiano e subalterno, que atende, ipsis litteris, a casa grande pertencente às burguesias brasileira e estrangeira e suas corporações multinacionais, que praticamente transforma novamente o Brasil em colônia e o submete, vergonhosamente e humilhantemente, ao papel de um gigante com pés de barro, que passa a ser apenas um apêndice dos países centrais, principalmente como fornecedor de matéria prima e mão de obra barata.

O fascista e o capitalista colonizado e periférico, Jair Bolsonaro, vai acabar com a soberania do Brasil e sua diplomacia na condição vergonhosa de estado pária e totalmente integrado à órbita dos interesses econômicos e geopolíticos da gringada malandra e esperta do Norte das Américas.

A perda sistemática de direitos, a entrega de estatais, inclusive as estratégicas, a concentração de renda e riqueza, a repressão e a violência contra os segmentos sociais que tem terras ou lutam por terras e pela casa própria, a exemplo dos quilombolas, dos índios, dos pequenos posseiros e agricultores, além dos Movimentos dos Sem Terra e dos Sem Teto, bem como a repressão militar e policial nas favelas, comunidades e periferias, onde moram dezenas de milhões de pessoas pobres e sem voz ativa no sistema de poderes, serão, sem sombra de dúvida, a tônica e o processo a ser implementado por um governo de fascistas, de extrema direita, à frente o deputado improdutivo, Jair Bolsonaro.

Nunca este País passou por uma crise política e econômica forjada por grupos econômicos associados a políticos de direita e corruptos, de tal forma que, inclusive, contou com a decisiva participação de juízes, procuradores e policiais, dando-se início ao golpe do impeachment contra uma presidente honesta e que não cometeu quaisquer crimes, que até hoje, passados cinco anos desde as primeiras manifestações de coxinhas golpistas e celerados, jamais foram comprovados.

A direita brasileira ainda foi mais longe e prendeu o maior presidente da história do Brasil, juntamente com Getúlio Vargas, sem jamais comprovar que o Lula incorreu em crimes, ao ponto do fascista juiz e golpista Sérgio Moro reconhecer em sua sentença política e injusta que os crimes imputados a Lula não foram realmente comprovados. E sabe por quê? Porque não se consegue comprovar crimes contra quem não os cometeu. Simples assim.

Por sua vez, o que aconteceu? O Brasil está há anos irremediavelmente dividido, sem prognóstico para ser efetivamente pacificado. E por quê? Porque o campo democrático, aqui no Brasil de "elite" escravocrata e eternamente desprovida de projeto para o País, foi vítima de mais um golpe de estado travestido de legal e legítimo, cuja presidente reeleita com 54,5 milhões de votos foi deposta por canalhas do parlamento, de togas e, principalmente, por gangues que controlam o sistema midiático.

Gângsters da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?!), corruptos e historicamente golpistas, que deveriam estar presos há muito tempo, além de devolver tudo o que já roubaram do País e do povo brasileiro, no decorrer dos últimos 60 anos.

O Grupo Globo, por exemplo, é o principal ator e o responsável maior por apoiar um golpe de terceiro mundo contra uma presidente legítima, ter facilitado aos fascistas e meganhas togados a prisão injusta, covarde e calhorda de Lula, além de favorecer que os ventos políticos e partidários permitissem que um fascista violento e desequilibrado, que odeia os mais fracos e os que têm menos voz pudesse chegar com reais chances à Presidência da República. É o fim da picada!

É lamentável e melancólico que o Brasil tenha a casa grande, as "elites" mais irresponsáveis, levianas e violentas, fúteis e covardes do ocidente e sem nenhuma identificação com as culturas e o modo de viver do povo brasileiro, a fazer todo tipo de trapaça e crimes, inclusive os inconstitucionais, porque os crimes econômico-financeiros e patrimoniais já fazem há séculos.

Trata-se da burguesia pária internacionalmente e que sempre negou o País e se recusou a criar uma Nação desenvolvida, justa, democrática e solidária. Nunca pensaram o Brasil! Porém, prenderem o Lula criminosamente e ilegalmente para que o político trabalhista, nacionalista e de esquerda não vencesse as eleições ainda no primeiro turno, conforme todas as pesquisas promovidas pelos grupos vinculados ao sistema de capitais.

Jair Bolsonaro no poder é uma infâmia e blasfêmia contra a vida e a democracia, pois seria uma realidade mórbida e plena de iniquidades e desrespeitos a inúmeros grupos sociais, que têm o direito de viver em paz no Brasil com respeito, consideração e cidadania. O Estado nacional não pertence à direita e aos ricos daqui e alhures. O Estado é para servir ao País, à Nação, e promover a igualdade, a inclusão social, as oportunidades, os direitos e a Lei para todos, inclusive para os que pregam a violência e o expurgo dos adversários, a exemplo do fascista Bolsonaro e seus apoiadores diretos e indiretos.

Jair Bolsonaro causa indignação a quem possui o mínimo de ponderação, lógica, consciência, discernimento, amor próprio e às pessoas, responsabilidade social e preza a democracia e o Estado Democrático de Direito.

Na minha opinião, votar no político e candidato fascista Jair Bolsonaro é abrir mão do que é bom, e o bom é termos o Brasil pertencente a todos os brasileiros. Votar no fascista é votar contra sua liberdade e direito às oportunidades. O fascismo é o ódio, a desigualdade e a violência. Bolsonaro é seu mensageiro. #Ele não! É isso aí.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Bolsonaro é o Possesso do fascismo e se coloca como candidato a tirano

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre



"Cara, se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo. Não é querer desmerecer o soldado e o cabo. O que é o STF? Tira a poder da caneta da mão de um ministro do STF, o que ele é na rua. Se você prender um ministro do STF, você acha que vai ter manifestação popular a favor dos ministros do STF? Milhões na rua?" (Eduardo Bolsonaro, em 9 de julho, a uma plateia de estudantes de um cursinho em Cascavel/PR)

"(...) Perderam ontem, perderam em 2016 e vão perder a semana que vem de novo. Só que a faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão pra fora ou vão pra cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria (...)" (Jair Bolsonaro, em São Paulo, na Avenida Paulista, a considerar o golpe de estado de 2016 do qual ele participou como se tivesse sido democrático ou normal, além de ameaçar perigosamente os adversários e se colocar como um candidato a tirano ou ditador, a "esquecer" que metade do Brasil vota preferencialmente na esquerda)

Temer é Bolsonaro. Bolsonaro é Temer, é imprensa de mercado, é banqueiro, é grande ruralista. Bolsonaro também representa o grande empresariado, porque é polícia, é forças armadas, é judiciário, é EUA, é concentração de renda e riqueza, é retirada de direitos, é privatização selvagem, é contra os trabalhadores, os índios, os quilombolas, os gays, as mulheres, os negros, os esquerdistas, os partidos de esquerda, os movimentos sociais e a continuação do fim dos direitos trabalhistas e sociais. É o que ele é e sempre foi! Não se engane, pois basta o leitor e o contribuinte verificar as votações de Bolsonaro na Câmara, sempre contra os interesses do País e o povo trabalhador brasileiro. Contra os fatos e as realidades não há argumentos.

No comércio exterior e na diplomacia, Bolsonaro deixou claro que seus preconceitos ideológicos e o desprezo pela América Latina, África, Oriente Médio e outros parceiros asiáticos são imensos, quando ele e seu staff demonstram lamentável ignorância, porque simplesmente vinculados carnalmente e subalternamente aos Estados Unidos.

Trata-se de mentes colonizadas através de gerações, que não se sentem seguras sem a tutela dos estadunidenses, que tem forte influência cultural sobre a burguesia provinciana deste país, bem como na mesma condição se encontra a pior e mais ignorante pequena burguesia do mundo — a classe média coxinha, golpista por natureza, pretensiosa e ridícula quanto aos seus arroubos de grandeza financeira e status social.

A verdade é que a casa grande brasileira e seus agregados da classe média culturalmente e socialmente coxinhas odiaram ter de conviver com a pequena ascensão dos pobres no período petista, assim como detestaram ver o Brasil tentar sair de seu mundinho regional e subalterno, a fortalecer o Mercosul, a Unasul, o Brics, o G-20 e ainda exigir uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, além de ocupar cargos importantes na OMS, OMC e OIT, além de efetivar programas de defesa e compra de armas para as Forças Armadas.

Os militares odiaram a diplomacia independente do PT para o Brasil, mesmo sempre a estar com o pires nas mãos, a mendigar recursos para fortalecer e modernizar as Forças Armadas, como também aconteceu com o MPF e PF golpistas, que melhoram em todos os níveis profissionais e de logística, por meio do empenho dos governos trabalhistas. Aí vem os generais lambe-botas de americano, que se recusam a entender que a guerra fria acabou, a encher o saco e falar um monte de patetices e insanidades, no que diz respeito ao golpe de estado de 2016 que eles, levianamente e perversamente, apoiaram, porque o golpismo está marcado em suas mentes e espíritos como tatuagem. É histórico!

As Forças Armadas, e o Exército em especial, sempre foram os capitães do mato ou os centuriões da burguesia dona da casa grande escravocrata e exploradora feroz e voraz da mais valia. Sempre combateram os interesses da população no decorrer da história do Brasil. Sempre se aliaram ao empresariado e aos interesses dos Estados Unidos, como fazem agora, ao ameaçarem recentemente o Supremo Com Tudo (SCT), se alguns de seus juízes colocassem em pauta a questão da segunda instância.

De olho na permanência de Lula como preso político e nos seus milhões de votos, os generais, que já estão no poder e compõem com o chefe do governo mais corrupto da história do Brasil desde 2016, porque corrupção para certos generais e juízes é assunto conforme a ideologia do corrupto e do corruptor resolveram preparar o terreno para assumir o poder de fato por meio de uma eventual vitória do fascista Jair Bolsonaro.

E quer saber de uma coisa, cara pálida? Os generais sempre se sentiram muito bem ao flertar com o fascismo, apesar da vergonha e do fracasso internacional que foram os governos ditatoriais dos generais em um tempo de 21 anos. Essa gente não aprendeu nada... Nem quando eles saíram do poder, em 1985, pelas portas dos fundos do Palácio do Planalto, com o general João Figueiredo a pedir para o Brasil esquecê-lo. Como esquecer uma ditadura tirânica, que censurou, perseguiu, demitiu, prendeu, exilou, torturou e matou? Como? Com a resposta, os eleitores do Bolsonaro e seus apoiadores diretos.

E é tudo isto que poderá voltar a acontecer. Afinal, o discurso de Bolsonaro na Avenida Paulista é uma ode ao fascismo, à violência, à injustiça, à intolerância e à perseguição infame e covarde aos seus adversários, mesmo a ser eleito por uma pseudo democracia, cujo Estado de Direito foi mandado para o espaço por membros da Justiça e do MPF e a Constituição foi vilipendiada por juízes do Supremo Com Tudo (SCT), o garantidor do golpe no Congresso de Eduardo Cunha e quadrilha.

O SCT, que vem a ser a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil é o principal responsável por um fascista assumir o poder maior da República. Se o Bolsonaro vencer as eleições, tais togados irresponsáveis, que vivem numa redoma cor de rosa de cristal e completamente dissociados das necessidades do povo, saberão o que é bom para a tosse ao lidarem com os fascistas... Quem brinca com fogo faz xixi na cama. Quem alimenta a cadela do fascismo com as mãos ficará sem os braços.

Somos um País realmente surreal, onde servidores públicos de poder e mando do Exército, como também os do Judiciário e do MPF são privatistas, contanto que não mexam em suas instituições ou corporações, assim como em seus benefícios, privilégios, influências, mordomias e altos salários. Depois, hipocritamente e cinicamente, enrolam-se em bandeiras do Brasil para bancarem os patriotas e nacionalistas (de araques), além de baterem panelas e continências, como se todo mundo fosse acreditar em suas hipocrisias e contradições.

Portanto, antes de tudo e qualquer coisa, Luiz Inácio Lula da Silva é preso político em um regime farsesco implantado com o golpe de 2016. Vivemos em uma farsa democrática, promovida pela grande imprensa de mercado, o Congresso de maioria direitista e pelo STF e os tribunais inferiores, que por intermédio da Lava Jato do juiz Moro e do procurador Dallagnol emparedaram o PT e suas principais lideranças, assim como acontece em vários países da América Latina, que passa por uma onda conservadora promovida pelos EUA, que tem interesses que os líderes populares e de esquerda sejam desmoralizados, perseguidos, exilados e presos — à escolha, pois o banquete da direita e da extrema direita no que é relativo às covardias e perversidades é farto — lauto.

A eleição sem o Lula foi um casuísmo bárbaro, perpetrado por juízes que se consideram civilizados, porque de tempos em tempos vão ver o Mickey e o Pateta em Orlando. Prenderam o Lula porque ele venceria as eleições em primeiro turno. A prisão de Lula é um projeto desde quando se iniciou o processo de deposição da presidente legítima e constitucional Dilma Rousseff.

Com o Lula solto não haveria a possibilidade de a direita dar sequência ao golpe liderado pelo desprezível *temer, figura sombria que ficará nas páginas mais infames da história desta republiqueta dos branquelos ensandecidos, que só sabem se dar bem em detrimento do conjunto da sociedade. Lula é o líder de um projeto de independência e soberania para o Brasil, além de ter lutado para promover a emancipação do povo brasileiro.

Bolsonaro é o antipovo, quando ele diz que o trabalhador terá de escolher entre ter direitos ou emprego, assim como propõe ensino básico a distância ou simplesmente fala do peso de quilombolas a pronunciar a palavra "arroba", equiparando-os aos animais, dentre muitas outras aberrações, como insultar e prometer violência contra seus adversários políticos, a dizer em público que irá metralhá-los.

E toda esta desfaçatez e violência em nome da família, dos cristãos e do País, ou melhor a afirmar: "O Brasil acima de tudo". "Deus acima de todos"; frase que é a principal peça de propaganda eleitoral dos fascistas do PSL e aliados. Nada mais hipócrita, mentiroso e sórdido. Nada mais brutal, com a aquiescência de pessoas que até cinco anos atrás se consideravam civilizadas, com formações acadêmicas, que já foram ao exterior e que moram nos melhores bairros das cidades.

Pessoas que, com na Alemanha de Hitler, na Itália de Mussolini, em Portugal de Salazar, na Espanha de Franco, nas ditaduras militares brasileira, chilena, uruguaia e argentina, dentre outras, conviviam com você ou comigo, que mal falavam em política e que, de repente, saíram às ruas como manadas tresloucadas, a apoiar golpe de estado e a odiar as diferenças de uma multifacetada e multicultural sociedade como a brasileira, que compõe o País dos imigrantes, inclusive os que são descendentes dos escravos.

Pessoas gentis que se "tornaram" bárbaras ao ponto de o Brasil ter na Presidência um político fascista, que odeia as diferenças e que prometeu prender e exilar os adversários, que ele trata como inimigos de morte. Vale-me Deus! É inacreditável que o Brasil chegue a esse ponto de selvageria em nome também de Deus!

O projeto do Partido dos Trabalhadores visa, sobretudo, o desenvolvimento social e econômico do Brasil, sendo que as doações de campanhas até então legais passaram a ser tratadas como ilegais e serviram, por meio de juízes golpistas e de direita, como trunfo e ferramenta para perseguir, caninamente, o PT e seus lideres e, com efeito, dar fim ao projeto democrático, trabalhista e de esquerda, que tem como propósito fundamental combater as desigualdades e dar acesso ao povo à educação, à saúde, ao consumo, à moradia e à terra.

O projeto do PT é tudo o que a direita escravocrata deste País jamais aceitou e, por sua vez, efetivou outro golpe de estado travestido de legal e legítimo, que, tragicamente, descambou na violência em todo o País e no fascismo simbolizado pelo extremista de direita, Jair Bolsonaro, um capitão reformado, mentalmente simplório, que durante anos foi odiado pelos generais e coronéis do Exército, porque, insubordinado e radical, resolveu reivindicar aumento salarial com ameaças de detonar bombas e granadas.

Este é o Bolsonaro, um fascista que poderá estar à frente da Presidência da República e radicalizar mais ainda o neoliberalismo tucano, que no governo de *mi-shell temer arrasou a economia, desempregou e colocou no emprego informal cerca de 50 milhões de brasileiros, além de entregar o Pré-Sal, trabalho e esforço de anos de trabalhadores e engenheiros brasileiros às transnacionais do petróleo, principalmente as norte-americanas, que simplesmente chegarão com seus canudinhos para chupar o óleo do pré-sal.

O deputado Bolsonaro irá radicalizar o entreguismo da burguesia terceiro-mundista do Patropi dos endinheirados, a quem o fascista faz questão de servir para tentar ser aceito como membro dessa casta que tem horror ao Brasil e adora Miami e Orlando, apesar saber que a casa grande com origem na escravidão é plena de complexo de vira-lata e de subserviência tamanha que causa náuseas, nojo, desprezo e raiva aos seus colonizadores das cortes europeias e norte-americana.

A burguesia do Bolsonaro, dos juízes, dos procuradores, dos donos da imprensa comercial, dos empresários e dos partidos de direita é trata pelos governos e sociedades dos países hegemônicos como párias, grupos ricos de segunda classe e que servem como reles canais para que sejam entregues as riquezas e a soberania do Brasil. E isto é o Bolsonaro. É o que ele e seus apoiadores representam. O fim em si mesmo. Ponto.

O mensageiro do ódio e dos preconceitos continuará as privatizações antinacionais de *temer em todos os setores, inclusive os da educação e da saúde, além de fomentar o comércio de armas e entregar o mercado da construção civil a empresas estrangeiras, como já aconteceu com a Embraer entregue descaradamente à Boeing. E a milicada se diz nacionalista... Só for nacionalista para os americanos.

Chegar-se-á a um ponto que as Forças Armadas de generais golpistas e privatistas exercerá apenas o papel de polícias, pois o entreguismo desses militares é tão subalterno e subserviente, que a função de defensor do território brasileiro ficará a cargo dos militares dos EUA, até porque ao que parece a Constituição para tais grupos dominantes do poder público é meramente um folhetim manipulável conforme os interesses da alta burguesia.

Entretanto, Bolsonaro no poder é o fim da picada, pois se trata, ipsis litteris, da rejeição do que é civilizado e minimamente aceitável para qualquer cidadão que deseja viver em uma verdadeira democracia com oportunidades para todos os brasileiros.

Por esses motivos, tal qual aconteceu com todos os presidentes trabalhistas, de Getúlio a Lula, de Jango à Dilma, o maior político da história deste País paga com a cadeia por colocar o Brasil no mundo, em um processo draconiano e infame, que começou com as manifestações de direita em 2013, continuou com a deposição de Dilma Rousseff em 2016, para no lugar da presidente legítima assumir um corrupto, traidor e entreguista — o pária internacional que atende pela alcunha de *mi-shell temer.

A verdade é que os juízes milionários do SCT se transformaram em carrascos do Estado Democrático de Direito, a serem os autores do mais grave exemplo de afronta à lei, que se materializou na prisão injusta, política e totalmente sórdida de Lula, por parte de juízes de inúmeras instâncias que, enfim, encarceraram o mais importante político da América Latina, desprovidos de quaisquer provas materiais e reais. Afinal, sabedores de que o Lula livre é sinal que ele poderá se movimentar pelo País e, principalmente, falar diretamente ao povo nas ruas, entidades, organizações e redes sociais.

A covardia e a insanidade perpetradas pelo consórcio de direita formado pelo Congresso, Globo e suas congêneres, empresariado urbano e rural, partidos de direita, à frente o PSDB e o MDB, além dos coxinhas celerados e lobotomizados por uma propaganda agressiva, sistemática e antipetista, que tinha e tem como propósito fundamental judicializar a política e criminalizar o PT e suas principais lideranças.

No decorrer de três mandatos e meio do Partido dos Trabalhadores conquistados democraticamente e legitimamente, grupos de extrema direita, financiados por empresários (a maioria paulista) e por partidos de direita tomaram o front da batalha política e ideológica no lugar das agremiações conservadoras derrotadas eleitoralmente quatro vezes pelo PT e associadas à grande mídia de mercado nacional, que sempre deu voz aos setores golpistas e usurpadores da sociedade brasileira.

Segmentos que se sentiram à vontade e livres para participar do processo do golpe do impeachment, que usurpou o poder e o entregou a uma das maiores quadrilhas da história da República, que está prestes a deixar o Palácio do Planalto, com a cumplicidade e a aquiescência do desmoralizado e desacreditado Supremo Com Tudo (SCT), que vem a ser, ressalto mais uma vez, a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil.

O fascista Jair Bolsonaro, cuja equipe é a maior provedora e promotora dos fake news mais canalhas, covardes e mentirosos da história das eleições brasileiras, que tem por objetivo desconstruir e criminalizar o candidato do PT, Fernando Haddad, está a ser protegido e beneficiado pelo sistema judiciário brasileiro, notadamente em questões eleitorais fiscalizadas pelo TSE presidido por Rosa Weber.

Trata-se de uma juíza há tempos acovardada, que, vergonhosamente, cala-se perante os crimes de caixa dois sustentados por mais de R$ 12 milhões, dinheiro não contabilizado legalmente e proveniente de um grupo de empresários, cuja maioria oprime seus empregados para que votem no candidato do PSL, Jair Bolsonaro, um político de extrema direita, que há 30 anos na Câmara dos Deputados está a reverberar sua voz fratricida, porque se fez o mensageiro de violência, que o Congresso e a sociedade viram e ouviram em um tempo de três décadas.

O Bolsonaro apoiado disfarçadamente pelos jornalistas porta-vozes do Grupo Globo, que participaram, tal qual ao político de extrema direita e o PSL, como protagonistas do golpe de estado contra a legítima presidente Dilma Rousseff, pois falam pela famiglia Marinho, a exemplo também do apoio dos cúmplices do fascismo ao capitão reformado, como os Revoltados Online, Vem pra Rua e MBL, dentre muitos outros grupelhos golpistas e de extrema direita, que difundem fakes news e caluniam, difamam e injuriam autoridades, empresas públicas e os brasileiros que discordam das ações desses nichos bárbaros e intolerantes.

Selvagens que de maneira violenta e "engravidados" pela ideologia fascista estão, inclusive, a reprimir e oprimir os eleitores, cidadãos comuns e militantes de esquerda nas ruas, a agredi-los fisicamente e moralmente, a ameaçá-los em locais públicos e fechados, sem falar na internet e inúmeras redes sociais, que se tornaram terra de ninguém, mas férteis para todo tipo de covardias, mentiras e infâmias por parte de uma direita de terceiro mundo, que luta, de fato, para implantar no Brasil uma ditadura civil-militar aos moldes do que foi feito em 1964, a ressaltar, evidentemente, as diferenças históricas.

Bolsonaro, em discurso dos mais ferozes, no domingo, na Avenida Paulista, afirmou que é candidato a tirano ou ditador, mesmo a se utilizar durante 30 anos da democracia para se eleger deputado federal dos mais fracos, porque totalmente improdutivo, assim como colocar todos seus filhos a mamar em cargos públicos e, por sua vez, assumir os cargos com discursos ameaçadores contra inúmeros grupos sociais deste País.

O Patropi violentíssimo e extremamente desigual, sendo que milhões de pessoas, infelizmente, somente tem o Estado nacional para socorrê-las. E agora, José? Brasileiros humilhados no decorrer de séculos, desde seus ancestrais, que tentam, em vão, livrarem-se da violência, da fome e da miséria, das doenças e do desemprego poderão ficar expostos a uma turba que adentrará o Palácio do Planalto com o único objetivo de subjugar milhões de brasileiros.

A efetivação da exploração para que eles trabalhem em seus benefícios e mantenham seus privilégios, além de serem mãos de obra barata para as multinacionais, que após o golpe do traidor e corrupto *mi-shell temer, que sempre teve o apoio em peso do PSL de Bolsonaro, efetivou o programa privatista do PSDB, que tem por único propósito atender os interesses dos ricos e dos muitos ricos.

O capitão reformado de mentalidade simplória que fala contra a corrupção no horário eleitoral, cujo PSL, seu partido, é o que mais votou a favor dos projetos do desgoverno golpista de *temer contra o Brasil e os trabalhadores brasileiros. Hipocrisias e mentiras em profusão, mas que definem o Bolsonaro e seu partido exemplarmente.

Bolsonaro prometeu prender o senador Lindbergh Farias e também seu adversário Fernando Haddad. Disse que Lula irá apodrecer na prisão, bem como os dois citados farão companhia ao presidente preso político de uma direita calhorda, golpista, covarde e violenta a qual Bolsonaro é um dos seus maiores representantes em termos mundiais.

Porém, nem a extremista de direita, a francesa Marine Le Pen, conseguiu digerir a barbárie de Bolsonaro, e afirmou: "Ele tem dito coisas que são extremamente desagradáveis, que são intransponíveis na França". A principal líder da extrema direita francesa e um dos símbolos da direita europeia sente repulsa pelas palavras e pensamentos diabólicos que Bolsonaro difunde há 30 anos em público e no parlamento. Nem a extrema direita aceita o barbarismo bolsonariano.

O Brasil e a América Latina não mereciam o fascismo como forma de fazer política e se reportar à sociedade. Fascistas não refletem e não representam a civilização e o que é civilizado. O deputado federal do PSL, improdutivo, preconceituoso e violento, Jair Bolsonaro, é o Possesso do fascismo e se coloca como candidato a tirano. #Ele não! É isso aí.