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quarta-feira, 18 de julho de 2012

A hora e a vez do tucano Marconi Perillo (Globo o abandona)

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre



O governador do PSDB e de Goiás, Marconi Perillo, começou a ser fritado em óleo quente pelos órgãos privados de comunicação deste País. A verdade é que as Organizações(?) Globo, por intermédio da TV Globo, da Globo News, do jornal O Globo, da rádio CBN e da revista Época, cujo o ex-diretor e editor Eumano Silva “supostamente” se envolveu com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que está preso em Mossoró, no Rio Grande do Norte, abandonaram o governador goiano.

Percebe-se, pelo o andar da carruagem, que o tucano Perillo está envolvido até a medula com a organização criminosa de Cachoeira, por intermédio de lavagem de dinheiro, tráfico de influência, empresas fantasmas, nomeações de pessoas no Governo de Goiás, a pedido e até mesmo a mando do bicheiro, concessão de prestação de serviços públicos por meio de licitações fraudulentas ou marcadas, além de um sem número de intervenções da quadrilha no governo goiano, cujo governador é acusado também de negociar mansão e receber vantagem pecuniária por meio de empresa fantasma.

Agora, descobre-se, por intermédio das fitas da PF, que vários secretários do senhor governador tucano Marconi Perillo também recebiam dinheiro de Carlinhos Cachoeira, além de outras vantagens. Cachoeira não é um bicheiro comum, pois é homem articulado, inteligente, que tem liderança e por isso controla ou controlava com mão de ferro seus negócios, que se infiltraram nas três esferas do estado, a atingir o MP de Goiás, o Senado (Demóstenes Torres), a PM, a Policia Civil, o governo goiano e até alguns setores de âmbito federal, bem como de outros estados, como o DF, o Tocantins e, evidentemente, a nossa imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?), que luta desesperadamente para que alguns de seus pupilos fiquem livres de depor na CPMI do Cachoeira/Veja/Época.

Entretanto, os valorosos repórteres e editores da “imprensa investigativa” — assim que eles se autodefinem — se aliaram a espiões (arapongas) conhecidíssimos por atuarem no submundo, à quadrilha de Cachoeira e a membros do Ministério Público, que vazavam para os intrépidos jornalistas processos e inquéritos que corriam em segredo de Justiça. Essa mistura de TNT, sordidez e patifaria deu no que deu: caíram seis ministros de Dilma Rousseff, o governador do DF, ao que parece, foi vítima de uma quadrilha que quis desestabilizá-lo para derrubá-lo, além de fazer com que a população brasileira, sentindo-se indignada e impotente, passasse a questionar autoridades e governantes, pois as informações as quais tinha e tem acesso são disseminadas e repercutidas pelo sistema midiático privado brasileiro, o mesmo que apoiou golpe de estado no passado, bem como apoiou, recentemente, golpes no exterior (Honduras, Venezuela e Paraguai) e que há dez anos combate, sistematicamente, os governos trabalhistas de Lula e de Dilma, porque se tornou oposição política de fato, por perceber que os partidos oposicionistas como o PSDB e seus congêneres (DEM, PPS e PV) estão derrotados e despidos de programa de governo, pois sequer possuem um projeto para apresentar ao povo brasileiro.

Diferente de Agnelo Queiroz (DF), Marconi Perillo (GO) não abriu suas contas.
 A imprensa burguesa e, consequentemente, de negócios, “esquece”, todavia, que conspirou, boicotou, desestabilizou o Governo Federal e derrubou ministros, nas pessoas de Orlando Silva, Carlos Lupi, Alfredo Nascimento, Pedro Novais e Wagner Rossi. Para desestabilizar governos trabalhistas, a imprensa empresarial atacou até ministros de perfil conservador, como o Alfredo Nascimento, o Wagner Rossi e o Pedro Novais, que são empresários e, portanto, ideologicamente “próximos” aos ditames que os barões da imprensa defendem e pregam. Evidentemente, os partidos desses ministros formam a base do governo, porque sem alianças não se governa um Pais continental como o Brasil e que as contradições e os antagonismos regionais e estaduais são sempre avaliados e considerados pelos políticos que formam alianças em qualquer tempo e governo. Ponto.

Contudo, o PSDB, o DEM, os conglomerados midiáticos de direita, setores do Ministério Público, da Procuradoria Geral da República (alô, alô procurador Roberto Gurge!), alguns ministros conservadores do STF (alô, alô juízes Gilmar Mendes, Antônio Cezar Peluso e Marco Aurélio de Mello!) se aliaram e passaram a fazer uma política de afronta ao Governo, de desestabilização, de boicote e até mesmo de subversão à ordem estabelecida pelos Poderes da República garantida pela Constituição de 1988. São esses fatos que devem ser compreendidos pela população e principalmente pela parte da classe média de perfil conservador que, quando compreende o jogo político muitas vezes rasteiro dos bastidores, dá de ombros, pois ressentida, preconceituosa e não deseja que outros grupos políticos, sociais e econômicos ascendam ao poder no que tange ao político, ao partidário, ao de classe social, ao acesso ao cosumo, à educação e, enfim, a uma melhor qualidade de vida. Mas não vai ser possível, porque são irreversíveis as conquistas do povo brasileiro nos últimos dez anos.

Marconi Perillo está com a vez e a hora marcadas para sair do Governo de Goiás, pois senão vai se transformar em um cadáver político, como seu aliado político Demóstenes Torres. A velha imprensa de direita já percebeu isso e entregou sua cabeça, por intermédio de notícias, pois percebeu que o caso Perillo é jogo perdido e por isso não vale à pena gastar energia com alguém que se envolveu até a medula com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, de acordo com os autos de inquérito e com as gravações da PF, que são veiculadas a conta-gotas pela imprensa de oposição. Agora resta esperar pelo jogo de xadrez, que se tornou o caso do governador tucano Marconi Perillo.

Gurgel é lento como uma preguiça para o Perillo. Quanto ao Agnelo... rápido.
 O senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), membro da CPMI do Cachoeira-Veja-Época, pediu a reconvocação de Perillo por causa dos diálogos gravados entre Cachoeira e um de seus cúmplices sobre pagamentos para secretários de estado do governo goiano. Os tucanos, nas pessoas do senador Álvaro Dias e do deputado Sérgio Guerra, abriram a boca e acusaram o PT de estar por trás das acusações contra o governador de Goiás, o que é um absurdo e que visa causar confusão e dúvida ao público. Eles sabem que a CPMI do Cachoeira-Veja-Época foi um tiro pela culatra e sofrem e lamentam porque no fundo eles queriam se valer, se aproveitar do Mensalão para poder enfrentar as eleições de outubro.

Acontece que o PSDB e o DEM estão a chafurdar na lama, porque são esses partidos que estão realmente envolvidos com todo tipo de corrupção e tráfico de influência no que concerne às questões de Brasília, Goiás e quiçá outros estados da Federação. Lembro ao leitor que a Delta do senhor Fernando Cavendish (leia-se bicheiro Cachoeira também) formalizou seus maiores contratos com o Estado e a cidade de São Paulo. E adivinhe, prezado navegante, quem são os políticos que governam aquele estado há cerca de 30 anos? Obviamente, você acertou: os tucanos e o pessoal do DEM, que fora para o PSD.

Por isso e por tudo isso é que os tucanos estão desesperados e os barões da imprensa golpista também. E a ser assim, os senhores Sérgio Guerra e Álvaro Dias ficam a falar quase um mantra: “É o mensalão! É o mensalão!”. Haja paciência com tanta desfaçatez e hipocrisia! Não foi o PT que pressionou para que o mensalão seja julgado em agosto, e sim a imprensa e o PSDB. Ponto. As lideranças do PT no Senado e na Câmara querem que os documentos da CPMI relativos ao Marconi Perillo sejam enviados, de imediato, à Procuradoria-Geral da República do senhor procurador Roberto Guregel para que ele possa reforçar as investigações que já estão em andamento na Justiça. Ponto.

Além disso, o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT/MG) afirmou que o processo passa também pelo STJ após as investigações sobre o escândalo Cachoeira pela Comissão. A partir daí, os documentos serão repassados para a Assembleia Legislativa de Goiás, que, então, vai decidir se vai formalizar um pedido de impeachment para o governador goiano. Porém, os fatos estão ai para quem quiser saber deles em todos os âmbitos. A outra verdade é que a imprensa hegemônica e monopolista resolveu abandonar Marconi Perillo. Os barões da imprensa são duros, insistentes, coerentes ideologicamente, mas não são burros.

Dizia Nelson Rodrigues: "a vida como ela é". A verdade sempre vem à tona.
          Em tempo: O ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, que cooperou para trazer as Olimpíadas e a Copa do Mundo para o Brasil (além de outros ministros) afirmou que está a processar certas publicações que conspiraram para fomentar golpes e elaboraram o verdadeiro jornalismo de esgoto, com o propósito de desestabilizar o Governo. Orlando Silva foi inocentado pelo órgão independente que é a Comissão de Ética da Presidência da República quanto às denúncias sobre supostas irregularidades no Programa Segundo Tempo. As acusações tiveram como origem a “Veja” — a revista porcaria. Contudo, nada foi comprovado, a não ser que a “Veja” usou de artifícios que deixariam o Rupert Murdoch com um sentimento de vergonha e de amadorismo inenarrável. É isso aí.

Um comentário:

Carlos Augusto-PR disse...

Davis, como a luta politica e o crime são intrincados. Caramba!! Bem, espero que o Perillo sofra impeachmente. Estou espalhando seu blog pela internet. Tudo de bom.