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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Scott McKenzie morre aos 73 anos

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

      O cantor Scott McKenzie morreu no sábado passado em Los Angeles. Conhecido pelo hit "San Francisco", Mackenzie é personalidade importante do Movimento Hippie internacional — o Flower Power (Poder da Flor), que pregava a amizade, o entendimento, o amor e o diálogo entre as pessoas e as sociedades.

      Scott McKenzie é um autêntico representante desse tempo em que os jovens foram às ruas e romperam com tradições e preconceitos arcaicos que não mais cabiam em uma sociedade industrializada, em plenas décadas de 1960 e de 1970 —  em pleno século XX.

    
    O Poder da Flor revolucionou o mundo ocidental, modificou seus costumes e culturas e anunciou uma nova era para o século XXI, no que diz respeito à liberdade sexual, à moda, às relações familiares e sociais e à participação política intensa de grupos sociais como os jovens, que expuseram suas opiniões e protestaram veementemente contra, por exemplo, a segregação racial, a Guerra do Vietnã e às ações dos conservadores da Casa Branca, do Judiciário e do Congresso.

      Até então os jovens não participavam tão intensamente de contestações políticas nos Estados Unidos. Os filhos do Flower Power são da geração da década de 1940, do fim da década de 1930 e início da década de 1950. Eram os hippies, que, por algum momento, pintaram o mundo psicodélico onde viviam com as cores das flores e o transformaram em uma aquarela que até hoje causa saudade até àqueles que não tiveram a oportunidade de vivenciar tão inigualável época.


       O artista é contemporâneo de ícones da música popular internacional, do rock and roll de Jimi Hendrix, John Lennon, Jim Morrison, Janis Joplin e tantos outros que habitam o consciente das diversas gerações, que, independente de época e do tempo, amam a música e sonham com um mundo melhor para viver.

PS: na platéia de Scott McKenzie: Janis Joplin, Jimi Hendrix etc...

3 comentários:

M. Exenberger disse...

A música São Francisco virou também hino da cidade (os moradores escolheram)

Anônimo disse...

Mauro Pires de Amorim.
É Davis, essa geração Hippie, da Flower Power e do ínício do Hard Rock e Heavy Metal, está chegando aos 60, 70, 80 anos e quem não foi-se precocemente, está partindo e deixando saudades.
Dia 02 de agosto, foi-se meu pai e de minhas 02 irmãs, Paulo Marcos Pires de Amorim, antropólogo e professor aposentado da UFRJ, nos núcleos do Museu Nacional e do IFCS, tendo trabalhado também com Antônio Houaiss e outros na tradução e elaboração de verbetes em português das edições brasileiras das Enciclopédias Britânica e Delta-Larrousse, nos anos 1970. Nessa mesma década, trabalhou também com Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, com elaborador de verbetes de antropologia de seu dicionário, tendo sido muitos desses verbetes, mantidos nas edições posteriores.
Mesmo meu pai sendo brasileiro, vivenciou essa época na idade madura, embora tivesse preferência pela música brasileira e latino-americana, mas nutria simpatia pelos movimentos de Contra-Cultura, por serem combatentes dos esteriótipos dominantes em nosso mundo ocidental, embora por vezes, tal movimento, perdesse o rumo com exageros que acabavam tornando-se fatores alienantes, ao passo que, serviam como argumento aos reacionários para desmoralizarem e denegrirem os contra-culturais.
Eu mesmo nasci em 1965 e tenho hoje 47 anos de idade. Sei que a perda de uma pessoa próxima e querida é sempre triste, mas por outro lado, meu pai vinha há 02 anos lutando contra a agressividade do câncer, que acabou evoluíndo para estágio metastásico e tanto os tratamentos, como os procedimentos médicos, causaram-lhe grande sofrimento, debilitação e definho físico. Não quero ser mórbido, soturno, mas a morte é a única coisa 100% certa em nossas vidas. Todos nós um dia, invariavelmente, iremos com ela nos depararmos. Mas nem por isso a vida deixa de ser bela e de valer menos, muito pelo contrário, pois já que nosso fim invariável e inevitável será morrer, temos ao menos que combatermos o bom combate, da nossa melhor forma possível, para deixarmos um mundo melhor, a semente de um mundo melhor, ou ao menos, nos esforçarmos nesse sentido, como legado para as gerações sucessoras.
Felicidades e boas energias.

Davis Sena Filho disse...

Seu pai foi um grande homem.
Muito legal, Mauro. Obrigado.