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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Vitória de Dilma, derrota de Cabral e o choro é livre

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre
                                                                             foto: Gazeta do Povo
Deputados da base do Governo comemoram a aprovação da MP dos Portos.
A imprensa de negócios privados, quando não consegue impor à sociedade suas mentiras, distorções, manipulações e dissimulações, tal organismo midiático de propósitos elitistas se torna um "ser" abissal, pois aloprado e desesperado; irado e maledicente, passa a atacar em várias frentes, a exemplo da inflação retratada no preço (sazonal) dos tomates, bem como repercute pelos quatro cantos que o Brasil vai ter de enfrentar um duro racionamento de energia, além de pressionar sistematicamente, em nome dos banqueiros e de governos internacionais, para que os juros tenham seus índices elevados.


Trata-se de uma imprensa de mercado rastaquera, totalmente leviana e descompromissada com o Brasil. Adere a qualquer ação, pessoa, grupo ou interesse que, de uma forma ou de outra, favoreça a efetivar uma oposição aos governos trabalhistas, mesmo se tal imprensa alienígena ganhar muito dinheiro, bem como o mundo empresarial em todos seus setores e segmentos. O setor econômico de mídias vive um apagão de ideias e se alicerça no pensamento de seus "especialistas" do mundo acadêmico e da comunicação jornalística, geralmente retrógado, reacionário e completamente desleal intelectualmente.

A imprensa comercial e privada brasileira é o embuste de si mesma. Ela conspira e boicota, porque é golpista, entreguista, colonizada, e, antes de tudo e qualquer coisa, a imprensa burguesa é uma farsa. Ponto. Associou-se, instantaneamente, aos interesses dos grandes empresários controladores há décadas de terminais dos portos. Aliou-se aos lobistas nacionais e internacionais, que ganham muito dinheiro por intermédio de favorecimentos e corrupção do setor alfandegário e aduaneiro junto ao setor de importação e exportação, e percebeu rapidamente que até mesmo alguns sindicatos e líderes sindicais, com medo de perder influência, mordomias e "parcerias" com esse mundo empresarial, voltaram-se contra a MP dos Portos.

Contudo, e, sobretudo, a imprensa corporativa apoiou e deu voz aos políticos do PSDB, do DEM, do PPS e do PMDB, do governador fluminense Sérgio Cabral, na pessoa do deputado Eduardo Cunha, que, seguramente, transformou-se nesse processo em instrumento de retaliação de Cabral, insatisfeito que está com a presidenta Dilma Rousseff e com o PT, que resolveram apoiar a candidatura do senador Lindbergh Farias para o Palácio Laranjeiras.

O candidato do governador do Rio de Janeiro, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, não decolou. O ex-governador, o deputado Anthony Garotinho (PR), e o petista, senador Lindbergh, são os favoritos para vencer as eleições de 2014, fato este que levou o PT (leia-se Lula e Dilma) a refazer suas avaliações, ainda quando se sabe que o Rio de Janeiro é o segundo estado mais poderoso da Federação, bem como sua capital é a cidade internacionalmente mais conhecida do Brasil, sede de jogos da Copa do Mundo, das Olimpíadas de 2016 e de incontáveis eventos políticos, religiosos, culturais, artísticos, empresariais e esportivos.

A retaliação de Sérgio Cabral ao Governo Federal tem fundo paroquial. Sua atitude mostrou a pequenez do político como governante, bem como sua alma tucana, a exemplo do prefeito Eduardo Paes, com origem no PSDB. Cabral e Paes perceberam que a aliança com os presidentes Lula e depois Dilma transformariam o Rio de Janeiro em um canteiro de obras. Além disso, o Estado fluminense e a cidade carioca são os dois destinos que mais receberam recursos orçamentários em todo o planeta. Essa realidade é fato, e não ilusão.

Não existe contrapartida. A ingratidão é imensa, e Cabral não se fez de rogado para retaliar e, consequentemente, prejudicar a votação da MP dos Portos, o que poderia ser evitado com um simples telefonema para o deputado Cunha, líder do PMDB na Câmara. Em nenhum momento, o governador do Rio afirmou em público ou pela imprensa que é contra a MP, por qualquer motivo que seja. Então, o que resta a pensar é que Sérgio Cabral está inconformado com a tibieza da candidatura Pezão e o crescimento do petista Lindbergh Farias, como candidato do PT ao Governo do Rio, além, não podemos esquecer, das polêmicas e dos embates no que concerne aos royalties de petróleo, que fizeram muitas vezes o governador ser açodado em suas críticas contra os presidentes Dilma e Lula, este responsável maior pelo Rio de Janeiro receber recursos bilionários, recuperar sua autoestima e se tornar em uma locomotiva econômica que chama a atenção do Brasil e do mundo.

Eis que, como lobos à espera de realizar a emboscada, as lideranças do PSDB, do DEM (o pior partido do mundo) e do PPS, a ter o PSOL como apêndice, aproveitam-se da conduta do líder do PMDB, Eduardo Cunha, parlamentar monitorado por Sérgio Cabral, para mais do que tentar obstruir a votação da MP tão necessária à modernização dos portos, tentam, em vão, tirar a proposta da pauta de votações, e, por conseguinte, inviabilizar o projeto do Governo Central de acabar com um dos maiores gargalos da nossa economia, que se traduz na pouca efetividade dos portos, do controle de seus terminais por empresários que não pensam no País e na dificuldade de escoamento da gigantesca produção brasileira, por motivo de ainda o Brasil enfrentar problemas de infraestrutura, apesar dos avanços sociais e econômicos comprovados pelos índices e números do IBGE, do Banco Central, da Fundação Getúlio Vargas e do Ministério da Fazenda. Por isso, que a MP dos Portos é importante, ao ponto de fazer com que Dilma pedisse, em público, que os deputados a aprovassem.

A direita brasileira é uma das piores do mundo, afinal ela é, incontestavelmente, a herdeira da escravidão e protagonista de golpes de estado. Ou algum patrício tem dúvida? Todavia, uma coisa eu reconheço: a direita não desiste do seu papel histórico, que é o de tentar obstruir, e se puder para todo o sempre, o desenvolvimento econômico do Brasil e a emancipação do povo brasileiro. Como perdeu no plenário da Câmara, porque não tem maioria, e o Senado, impreterivelmente, aprovou também a MP dos Portos, a direita brasileira resolve usar mais uma vez como recurso para sua derrota política o STF, onde atuam juízes conservadores como o Gilmar Mendes, que novamente está em pé de guerra com o Congresso Nacional.

A direita eleitoralmente derrotada e que, por intermédio do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), anuncia que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal para interromper a aprovação da MP dos Portos pelo Congresso, pelos seus colegas parlamentares, eleitos que foram pela soberania do povo. O senador tucano Aloysio, que foi militante da esquerda armada, dobra-se aos interesses do establishment e tenta repetir o que o juiz Gilmar Mendes fez, há alguns dias, em relação ao projeto aprovado pelo Senado, que dispõe sobre a limitação da criação de partidos políticos.

Gilmar Mendes, que para mim é a pior herança de FHC — o Neoliberal I —, abriu uma crise enorme com o Congresso, que apenas está a tratar de seu papel constitucional, que é o de legislar e aprovar ou não, constitucionalmente e soberanamente, os projetos que são apresentados para ser votados. Criar outra crise é a esperança da oposição, além de, evidentemente, tentar reverter mais uma derrota no tapetão do Supremo. Trata-se da busca constante da judicialização do processo político. A direita foi mais uma vez derrotada. Os portos vão ser modernizados. O choro é livre! É isso aí.

6 comentários:

Henrique disse...

gilmar dantas, ops, gilmar mendes não passa de uma aparição do fantasma fhc.

Será que as INTROMISSÕES do gilmar no congresso foram para tentar evitar que tirassem o porto de Santos do daniel dantas - é, aquele porto que o FHC entregou ao dantas!?

O consórcio santos brasil do dantas é o que manda em tudo - agora deverá mudar!

A judicialização do processo político não seria o golpe da aparição do fantasma do FHC - o gilmar?

Alguém aí tá com medo da DEMOCRACIA!

Henrique disse...

A MÍDIA DO MURDOCH: UM CONDOMÍNIO POLICIAL,MIDIÁTICO E POLÍTICO.

A MÍDIA DO BRASIL: UM CONDOMÍNIO COM O CRIME ORGANIZADO/NEGÓCIOS PRIVADOS, MIDIA E POLÍTICO

Ou seja, não existe BRASIL na imprensa(?) brasileira.

Anônimo disse...

Também assino embaixo: Valeu Dilma !!

Anônimo

Anônimo disse...

Quem pega ônibus, trem, barca ou metrô no Rio sabe o valor que Sergio Cabral e Eduardo Paes dão ao povo trabalhador.

Sergio Costa Filho - RJ

M. Exenberger disse...

Sobre o Cabral, a relação foi boa enquanto durou. Mas e o PSOL? Perdeu o rumo. Virou um partidinho de direita, muito sacana.

Cunha disse...

Bom dia Davis, é o Cunha. Cunha , leitor de longas datas,não sendo o Cunha da "esquadra de Cabral" e do capitão Dantas. O Cabral , fluminensemente falando, não é governador do Estado do Rio. Divide as responsabilidades com Paes na administração da capital, esquecendo do restante fluminense. O Estado do Rio, para ele, serve para receber royalties. Gostaria de ver Cabral se interessar em ser governador de um Estado do Rio sem petróleo,sem agronegócios ,sem indústrias de porte, como era antes. Indústria grande, só CSN e , tempos depois, a naval (quase dizimada por FHC, mais tarde). Concentra um grande percentual de suas ações na capital. O restante da região metropolitana carece de transporte de qualidade, metrô, saúde e segurança. Esse último, os fluminenses são unânimes: o leste fluminense virou tapete de Cabral , que é levantado para os bandidaços se mudarem após as "invasões" anunciadas com antecedência, para aparecer na TV e ecoada nessa mídia, como se fosse uma "tomada do Monte Castelo".
As companhias de ônibus têm mais poder do que o clamor público. Certamente monotrilhos , metrô e túneis semelhantes aos do Rio seriam uma flexada no tendão de Aquiles do "relacionamento" das companhias hereditárias de ônibus e os poderes públicos municipais. Outro agravante: o agronegócio fluminense é fraco. Não vemos campos cultivados,só descampados originados de queimadas colossais do Brasil Colônia e império, para cultivo de cana,cana,cana e café. Tudo sob o suor do escravo. Após a abolição, por não terem a capacidade de dar soldos à quem recebia chicotadas, quebraram por usura e conformismo. Hoje, vemos enormes áreas descampadas com alguns tufos de mata atlântica , com cidadezinhas que sobrevivem de não se sabe o que. O Estado do Rio não é autosuficiente em muitos itens agrícolas , tendo que trazer quase tudo de estados vizinhos. Onde está o governador para governar o Estado do Rio? O Cabral, o Pedro Álvares,descobriu o Brasil,mas,esse Cabral não sabe nem o que é o Estado do Rio. Pensa que os royalties são as únicas possibilidades de ter riqueza. Não adianta querer mostrar algum serviço com o trabalho árduo dos outros, no caso, do pessoal da PETROBRAS e seus prestadores. Se o estado tivesse um interior forte, como outros estados vizinhos, certamente não haveria tanto nhenhenhem no Laranjeiras.