Google+ Badge

terça-feira, 19 de junho de 2012

Merval Pereira e seus clones ficam furiosos e criam crise no PT por causa da aliança com Maluf



Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

O colunista de o ”O Globo” e “imortal” Merval Pereira, aquele que ganhou eleição do escritor consagrado e premiado, Antônio Torres, e passou a ocupar uma cadeira da Academia Brasileira de Letras (ABL), está muito irritado, hoje e sempre, com o Lula e o PT. Na verdade, o Merval está furibundo com o “lulopetismo”, palavra criada para desmerecer o político carismático que revolucionou o Brasil sem dar um tiro pelos jornalistas da imprensa de direita, porque, recentemente, o ex-presidente concretizou uma aliança com o PP paulista do deputado Paulo Maluf, com a intenção de ganhar 1,5 minuto no horário eleitoral do TRE, que será veiculado nas rádios e televisões.

Para quem não sabe, o PP é partido integrante da base do Governo Federal e desde 2004 ocupa a Pasta do Ministério das Cidades. Como se vê, não há nada de anormal na aliança entre os dois partidos na esfera municipal paulista, a não ser a revolta de jornalistas da velha imprensa oligárquica, que no passado apoiaram Paulo Maluf, e que, certamente e sem sombra de dúvida, considerariam muito normal se o PP paulistano apoiasse, como já apoiou, o candidato tucano e neoliberal José Serra, que para eles é a “elite da elite”, como afirmavam na campanha presidencial de 2010, da qual saíram derrotados mais uma vez.

A ex-prefeita de São Paulo e deputada pelo PSB, Luiza Erundina, afirmou agora há pouco à Rádio Brasil Atual que não vai abandonar a chapa de Fernando Haddad, na qual ela é candidata a vice-prefeita.  “Não sou de recuar. Vou manter a decisão, porque é uma decisão partidária. Vou me empenhar e fazer o melhor que puder para dar minha contribuição, mas vou procurar demarcar campos. De um lado está o seu Maluf; de outro lado estaremos nós e os setores da sociedade que não concordam, a meu ver, com essa aliança” — afirmou, sem deixar dúvida.

A direita partidária vai ter de engolir. E a imprensa corporativa e conservadora dos senhores Merval Pereira, Arnaldo Jabor, Ricardo Noblat, Míriam Leitão, Lúcia Hipólito, dentre muitos outros paladinos da ética e da liberdade de expressão, também. Eles estão inconformados e por isso o fel da desonestidade intelectual escorre de suas bocas e de suas penas alugadas pelos seus patrões, que controlam o sistema midiático brasileiro e combatem os governos trabalhistas incansavelmente, a fim de “salvar” o que lhes restam ainda: o Estado de São Paulo e sua capital, que é a maior e a mais rica metrópole do País

Erundina confirmou seu nome na chapa de Haddad. A imprensa vai mentir?
 Os barões da imprensa, por meio dos governantes do PSDB ou do DEM, conseguem manter seus negócios altamente lucrativos ao tempo que dão como contrapartida apoio político e midiático aos senhores José Serra, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Fernando Henrique Cardoso ou a qualquer político que seja compromissado com esse grupo, que já sofreu três derrotadas presidenciais e poderá perder as eleições para prefeito de São Paulo este ano, afinal o candidato petista Fernando Haddad já tem 8% das intenções dos votos, sendo que há cerca de dez dias tinha apenas 2%, o que deixava os tucanos e os demos de São Paulo e de todo o Brasil eufóricos e com vontade de comemorar antes de o jogo terminar, o que é um grave erro, inclusive no futebol.

No o “O Globo” de hoje Merval Pereira tergiversa, dissimula e manipula a realidade, a verdade, o jogo político que se apresenta em São Paulo. Ele não tem compromisso com o leitor e sim com os interesses políticos de seus patrões e dos tucanos paulistas que estão no poder há cerca de 30 anos. Vou mais além: Merval Pereira é useiro e vezeiro em ser porta-voz de Fernando Henrique Cardoso e da família Marinho, no que concerne a dar avisos, por intermédio de sua coluna de jornal e da sua presença em programas da Globo News, quando ele atua como especialista de prateleira.

Agora seu inconformismo com a aliança entre o PT e o PP paulistano o leva às raias da insensatez e da comoção sem sentido com “palavras de ordem” ridículas de sua lavra, como “Lula se sente acima do bem ou do mal” , “requintes de crueldade dessa aliança”, “pragmatismo do PT” e “faz (Lula) qualquer coisa para vencer as eleições”. As frases e os parágrafos de Merval são de uma tragédia nada inusitada ou espontânea. O global jornalista “imortal”, que derrotou o escritor e romancista Antônio Torres, autor de 16 livros e premiado com os prêmios Jabuti, Machado de Assis e reconhecido, em 1999, na França, com o título Cavaleiro das Artes e das Letras, dentre outros importantes reconhecimentos literários, finge não saber que o presidente Lula não tem de dar satisfação à imprensa e muito menos a jornalistas de oposição como ele.

Lula, sem mandato popular, está a repetir o que Getúlio Vargas fez de 1945 a 1950, quando se recolheu à sua fazenda em São Borja, no Rio Grande do Sul, sem, no entanto, deixar de fazer política, efetivar alianças e participar de decisões partidárias do Executivo, do Congresso, do PSD e do PTB em âmbito nacional, já que o presidente Eurico Gaspar Dutra recebeu seu apoio nas eleições, além de ter sido seu ministro do Exército, na época chamado de ministro da Guerra, e os partidos citados foram fundados pelo estadista gaúcho. Percebe-se, então, que Getúlio Vargas saiu do poder sem, contudo, perdê-lo. Essa realidade aconteceu porque o presidente trabalhista, do PTB, era “dono” de milhões de votos, mesmo com sua queda em 1945 perpetrada pelos militares, que mais uma vez o traíram e, em um golpe branco, o afastaram por alguns anos do poder.

Lula e Maluf: aliança em SP repete o que acontece em âmbito federal
 A mesmíssima coisa acontece com o outro presidente estadista e trabalhista, que fundou o PT, a CUT, dialóga com o MST e mobiliza milhões de pessoas, a grande maioria da classe trabalhadora rural e urbana, além dos estudantes e profissionais liberais, que acreditam no programa de governo do PT e não querem ver, nem de longe, os tucanos de volta ao poder, com seu projeto perverso de Pais, vendilhão de empresas nacionais, concentrador de renda e riqueza, bem como aniquilador de empregos e da felicidade. E aí o que acontece? Merval Pereira, em sua coluna despeitada, manipuladora e sem credibilidade tenta criar uma realidade de crise no PT, que, na verdade, “vive em crise”, pois se trata de um partido plural, aberto às discussões e com dezenas de representatividades à esquerda do espectro ideológico, além das correntes sociais democratas que o PT também tem. Fatos esses que não acontecem nos partidos conservadores e de aluguel.

Merval é um pobre coitado, que tem de mentir para se manter onde está. Tem de manipular para demonizar o maior partido trabalhista das Américas e um dos maiores do mundo, que revolucionou o Pais em apenas dez anos, a provar com isso que a direita, os reacionários que ficaram décadas no poder não fizeram o que tinham de fazer para o povo brasileiro porque não quiseram. Isto é fato e verdade. É notícia. É a realidade. Agora, o que resta à imprensa de direita, já que os tucanos não tem propostas para apresentar ao povo brasileiro? Mentir... mentir... mentir... nas rádios, como a Globo, CBN, Jovem Pan, etc. Mentir... mentir... mentir... nas televisões, como a Globo, a Bandeirantes, a Globo News etc., sem esquecer os jornais e as revistas, como a Veja e a Época, cujos editores Policarpo Jr. e Eumano Silva se envolveram, supostamente, com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que está preso na Papuda, presídio de Brasília.

Lula tem poder fora do poder, como Getúlio, e não vai abrir mão disso. Não adianta gente como o Merval Pereira e jornalistas como ele criticar, tentar pautá-lo ou coisa que o valha. Pode chorar. O choro é livre. Luiz Inácio Lula da Silva é um intelectual orgânico, o maior animal político surgido no Brasil nos últimos 40 anos, e não adianta a direita midiática e a partidária tentar desconstruí-lo com agressões desrespeitosas, como o fez hoje o radialista da Rádio Globo despolitizado e sem noção, Robson Aldir, que disse hoje, por volta das 4h20 da madrugada que “Lula e Maluf estão se lambendo”, ao ver as fotos de ambos no jornal direitista “O Globo”. Será que tal energúmeno falaria assim se o Maluf resolvesse apoiar o José Serra? A resposta fica a cargo do leitor.

Luiza Erundina, política séria, socialista e dedicada às causas de nossa sociedade, tem razão quando se sente constrangida em ter Paulo Maluf como aliado. Acontece que a aliança com Maluf é necessária porque o PT tem um objetivo que é vencer as eleições para poder, enfim, colocar em prática seu programa de governo no Estado e na cidade de São Paulo. Os tucanos venderam praticamente as estatais daquele estado e boicotaram os programas econômicos, financeiros e sociais do Governo Federal, o que fez com que a cidade e o estado bandeirantes experimentassem baixa em seus índices sociais e alta em criminalidade, desemprego, PIB e influência em termos de Pais.

Onde está o Merval? Muitos Mervais na Globo. São clones.

Merval Pereira e seus clones da imprensa podem falar (mal) de Lula, mas o petista sabe o que faz. Não foi ele que derrotou o José Serra e a imprensa burguesa e elegeu Dilma Rousseff presidenta? Não foi ele que derrotou os caciques de direita em vários estados e com isso garantir maioria no Senado para o Governo Dilma? Não foi ele que revolucionou o Brasil em todos os campos de economia e da sociedade? Erundina não vai recuar, abandonar a aliança com o PT, como ela deixou claro a quem quisesse ouví-la. A imprensa privada (privada nos dois sentidos, tá?) vai ter de criar outra crise, como tantas outras manipulações que fez nos últimos dez anos.  Então, somente resta dizer uma coisa para o Merval “imortal”: “Meu filho, o choro é livre, e eleição se ganha com alianças, nas urnas e não na sua coluna”. É isso aí.



5 comentários:

Anônimo disse...

Belíssima defesa do ato político do PT e de Lula.
A atuação que influencia o arco municipal da capital paulistana tem seus reflexos - e custo alto também. Magoar Marta e seu eleitorado, Erundina e sua história por um minuto e meio a mais na tv? E ainda não com o PPS, mas com maluf - este em caixa baixa mesmo e tudo que representa- pode ser muito caro. Tomara que não, pois o tucanato é um atraso. Eu é que não quero assistir uma sátira, do tipo um Lula fictício dizendo: Vote no Haddad, e se ele não for um bom prefeito, ....
Abraço
Anônimo

Anônimo disse...

Davis você vem escrevendo otimos textos. A respeito da democratização da educação e da saude gostaria que voce comentasse um pouco como isso pode ocorrer com qualidade, ja que a Medida Provisória assinada por Dilma recentemente decepcionou muito, com congelamento de salarios de professores e redução em 50% do salario dos medicos federais. Esperamos que ela possa voltar atrás, já que as perspectivas são as piores possiveis se isso se mantiver.

Anônimo disse...

Para variar _com o brilhantismo de sempre_ seu texto é coerente, político e "maquiavélico", no que isto representa de melhor. Sua inteligência brilhou como sol de meio dia!.Parabéns!

O que chamo de fino acabamento, é a forma contundente e pra lá de assertiva do último e definitivo parágrafo. Vou repassar essa jóia de jornalismo lúcido/político/pragmático.
Abraço
Marcos Lúcio

Davis disse...

Marcos Lúcio, um grande abraço.

Marcelo Migliaccio disse...

Mais um texto primoroso.