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domingo, 11 de março de 2012

Voluntariado: a face humana da solidariedade


Por Davis Sena FilhoBlog da Dilma

O voluntariado é, para mim, a expressão máxima da solidariedade entre os homens e as mulheres. Poder-se-ia afirmar também que o voluntariado é o amor em toda sua essência, porque pessoas voluntárias são dignas da condição humana, porque cuidam de desconhecidos, sem, no entanto, receber remuneração e muito menos se preocupam em conquistar fama, dinheiro ou o reconhecimento da sociedade.
O trabalho voluntário é a mais nobre das ações laborais praticadas pelos entes humanos. O espírito cívico, a busca pelo bem-estar social é o que movem as pessoas, com a finalidade de fazer com que a cidadania se torne plena, justa e democrática para todos os cidadãos, principalmente aqueles que, por motivo ou outro, por questões circunstanciais de suas vidas, encontram-se em uma realidade dura e por isso difícil de enfrentar sem o importante apoio do voluntariado.
Contudo, não devemos esquecer que o trabalho voluntário requer o mesmo grau de profissionalismo e a mesma dedicação de um profissional remunerado. Do contrário, não se consegue desenvolver ações satisfatórias no que concerne ao atendimento às pessoas necessitadas. Por isso que existem milhares de entidades cadastradas, de diversas naturezas e perfis, em uma diversidade de tipos de trabalho e profissões, o que proporciona aos beneficiados ser atendidos por profissionais especializados e que sabem o que fazer para atender da melhor maneira possível a pessoa ou a comunidade que necessita de ajuda.
São médicos, enfermeiros, engenheiros, advogados, operários, construtores, militares, estudantes, técnicos em informática, professores, jornalistas, assistentes sociais, donas de casa, que se dedicam à causa voluntária em prol de vivermos em uma sociedade solidária, que enfrenta as adversidades e combate o egoísmo, a violência, o desdém, a avareza e a irresponsabilidade social. São pessoas valorosas que, conscientes de sua importância para a sociedade, tratam de dignificar suas vidas, ao dar a mão aos enfermos, aos abandonados, aos desalojados, às vítimas de violência e de injustiças e necessidades de todo tipo e gravidade.
Não é fácil ser voluntário. Tem de ter muito amor ao próximo e respeito e consideração para com aqueles que vivem momentos de fragilidade social e financeira. O voluntário é um ser ímpar, diferenciado, porque ele é solidário e a solidariedade é a conduta e a ação mais nobre do espírito humano. É quando o homem e a mulher se aproximam de Deus. Por isso, e por saber que o voluntariado é algo mais do que especial, eu termino este pronunciamento com a seguinte frase: "A solidariedade e o voluntariado convertem em direito o que a caridade como favor”.

3 comentários:

M. Exenberger disse...

Conheci pessoas que se tornaram inesquecíveis para mim porque praticavam o voluntariado. Meu pai foi uma delas, mas gostaria de destacar uma senhora que se chamava Dona Zuleika.
Zuleika morava na nossa rua. Quando minha mãe teve pneumonia, Dona Zuleika ia lá em casa visitar minha mãe todos os dias. E todos os dias ela levava um doce diferente para a minha mãe. Eu era pequeno e fiquei muito impressionado com aquele gesto diário e com aquelas sobremesas maravilhosas dentro de grandes travessas, que eu nunca comi. Sabia que a minha mãe precisava daqueles cremes, gelatinas etc. feitos em casa com todo o carinho pela inesquecível Dona Zuleika.
Minha mãe ficou tão agradecida que, alguns anos depois, em 1969, convidou a Dona Zuleika para ser madrinha de batismo da minha irmã Raquel. Por ironia do destino, a minhã irmã nunca foi uma boa afilhada. Destestava ser paparicada. Não gostava dos presentes da Dona Zuleika. Tinha rebeldia inexplicável.
Anos depois, com a Dona Zuleika em seu leito de morte, foi a vez de minha mãe repetir o gesto, não com doces, mas com o carinho de uma velha amizade.

Marcos Lúcio disse...

Suponho oportuna a referência ao ótimo filme francês, O Porto, em cartaz, principalmente nestes tempos insanos de neoliberalismo predador, excludente e massacrante. O altruísmo e a solidariedade, como cerne da película (quem dera a vida fosse assim...), caminham na direção oposta à ilimitada ganância capitalista. Admiro e respeito profundamente quem, voluntariamente, se engaja na defesa ou proteção ou cuidado ou atenção ou caridade, etc., com relação aos desvalidos, fracos e oprimidos. Para ficar no clima humanitário deste excelente post, reproduzo esta pérola do Gabriel Garcia Marquez:"Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se".
Abraço
Marcos Lúcio

Paulo Luiz disse...

Incêndio em mato verde.

Parece estranho que o fogo possa alastrar-se em uma mata verde e úmida. O que acontece: A progressão do fogo ateado a um ponto qualquer, se dá pelo fato de, á medida que ele avança vai aquecendo o ambiente ao seu redor, propiciando seu alastramento com muita facilidade.
A solidariedade e o amor ao próximo funcionam da mesma maneira, ou seja, quando nós demonstramos solidariedade e amor ao próximo a alguém, sem que percebamos estamos irradiando algo que contagia as pessoas próximas, com isso induzindo-as a participarem da mesma prática.
Isso parece simples filosofia, mas não é. Tudo na nossa vida tem relação, pois estamos todos ligados a um propósito comum, que é a preservação da vida e a busca da felicidade.
O principal mal que assola a humanidade é o individualismo associado ao egoísmo. Se todos os humanos da face da terra, com a inteligência que tem se irmanassem, fariam da terra um verdadeiro paraíso, não um utópico paraíso divino, mas sim um lugar paradisíaco perfeitamente equilibrado e ótimo para viver.

Paulo Luiz Mendonça.