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quarta-feira, 20 de maio de 2015

PSDB é uma gralha de mau agouro, não pensa o Brasil, que supera barreiras e faz acordos bilionários

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

http://www.brasil247.com/get_img?ImageId=435592
ELE É TUCANO, MAS AGORA É TAMBÉM GRALHA. EIS O NOVO PSDB.
O programa político-eleitoral do PSDB não passou de uma tragicomédia cheia de penas de aves de mau agouro. Trágico, porque políticos do PSDB acusados de cometerem irregularidades e malfeitos quando ocuparam cargos executivos e legislativos acusaram o Governo Trabalhista, o que mais combateu a corrupção na história do Brasil de conviver e até mesmo ser parte da corrupção.

E cômico, porque quem acusou o Governo Popular de ser corrupto foram exatamente os tucanos, que nunca investigaram coisa nenhuma, a terem, inclusive, um procurador-geral da República, que atuou nos sombrios e sofridos governos de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, conhecido como engavetador-geral. Porém, de uma coisa eu não tenho dúvida, se existem pessoas com amnésia no Brasil, essas pessoas são os tucanos do PSDB.

Acontece que tal “amnésia”, que toma o corpo, a alma e o cérebro dessa gente, tem fundamentalmente o propósito de causar confusão junto à população, porque os tucanos não são do povo e nunca recorrem às ruas para defender seus projetos, geralmente dedicados às causas da burguesia dona de corporações empresariais e bancos. A verdade é que tais aves de bico longo e voo curto são politicamente sorrateiras, dissimuladas, manipuladoras e contam, insofismavelmente, com a cumplicidade dos coxinhas-tucanoides-paneleiros.

Já estes seres, politicamente alienígenas e irremediavelmente deprimidos por verem os pobres melhorarem de vida, dão a impressão de terem vivido todo o tempo em que respiram muito além da estratosfera, porque desprovidos de qualquer conhecimento sobre as causas do atraso de nossa sociedade. Os coxinhas-tucanoides-paneleiros são assim, porque rejeitam e, com efeito, sentem temor por tudo aquilo que ultrapasse os limites fronteiriços de seus umbigos. Os combustíveis que os movem são a ignorância e o preconceito.

Enquanto os tucanos se transformam em gralhas de maus agouros, ficam também a fazer bravatas, hipocrisias e demagogias em televisão. Ou simplesmente apelam para a mentira, pura e simples, como se comportou, sem disfarçar, o senador Aécio Neves, que até agora, tal qual a um menino birrento que foi impedido de brincar de presidente da República, não conseguiu digerir a derrota para a presidenta trabalhista, Dilma Rousseff. Por causa disso, Aécio e seus sequazes se mostram, indelevelmente, arrivistas, pois hedonistas, caracteres em cujos principais objetivos são concretizar seus prazeres, desejos e contentamentos.

Os tucanos e seus primos do DEM são, antes de tudo, hedonistas, a terem o arrivismo como forma de fazer política. E o arrivista é invejoso, vingativo e destrutivo, o que o impede, indubitavelmente, de pensar no desenvolvimento do Brasil e na emancipação do povo brasileiro. Tucano não pensa o Brasil. Trata-se de uma ave descompromissada, fútil e leviana. Tucano vende o Brasil e o despreza. Quem me contou sobre o comportamento e a conduta dessas gralhas agressivas foi uma senhora chamada História. Ponto.

Concomitantemente à prosopopeia de Aécio Neves e companhia na tevê, a vida segue seu rumo, as pessoas continuam a respirar e o governo democrático do PT, eleito pela maioria dos brasileiros, está a aprovar seus projetos e resoluções no Congresso, no que diz respeito aos reajustes na economia propostos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, além de Dilma Rousseff ter vencido a oposição de direita, no que é relativo à aprovação do nome do jurista Luiz Edson Fachin para ocupar uma das 11 cadeiras do Supremo Tribunal Federal — STF.

A vida continua, insisto. Enquanto os tucanos vociferam na televisão a cobrar, com a maior cara de pau, o que eles nunca fizeram quando governaram o País como caixeiros viajantes, o Brasil, administrado por uma mandatária petista, continua sua trajetória em busca da independência ao assinar com a China um mega-acordo que dispõe sobre capacidade produtiva e investimento, em áreas e setores de infraestrutura, manufaturas, mineração e energia elétrica.

Além disso, os brasileiros e os chineses anunciaram 35 acordos comerciais, bem como está prevista a criação de um fundo de US$ 50 bilhões para investimentos no País, com o apoio da Caixa Econômica Federal e do Banco de Desenvolvimento da China. Os países, dois dos cinco sócios do Brics, ainda vão construir uma ferrovia que cujo trajeto vai começar no litoral do Pará e vai terminar no Pacífico, em litoral peruano. Uma resposta direta aos Estados Unidos, no que concerne ao controle administrativo e financeiro do Canal do Panamá pelo país yankee.

Um país diplomaticamente oportunista, porque sempre foi adepto da diplomacia do porrete. Preocupado com o avanço das relações do Brasil com a China e Cuba, os estadunidenses resolveram apressadamente reatar as relações comerciais com a pequena nação caribenha, que há mais de meio século sofre uma violência inominável, que é o embargo econômico imposto pelos gringos do norte, um verdadeiro crime de lesa-humanidade, que depõe contra o mito de que os Estados Unidos são os guardiões da democracia e dos direitos civis da humanidade. Uma farsa e lástima, porque a verdade é que este poderoso país está em guerra desde sua independência, porque de sangue vive, pois necessita se sustentar economicamente.

Por sua vez, deparo-me com a figura de *Fernando Henrique Cardoso na televisão. Apesar de seus quase 84 anos, o vaidoso príncipe da pirataria continua a tentar salvar sua péssima biografia presidencial, porque compreende o fracasso de seus sombrios governos, que se recusaram a criar empregos para a maioria da população, que, por causa disso, tinha dificuldade até para comer.

Porém, suas tentativas de se redimir não vão surtir efeito, porque o povo não é idiota e se lembra muito bem de seus governos entreguistas e subservientes de céus acinzentados, sujeitos a raios e trovoadas. FHC fez eu rir, pois sua figura parecia como a de um fantasma Neoliberal I dos idos da década de 1990. Como pode — esta é a pergunta — um homem que governou o País como um caixeiro viajante, cujos governos são acusados de vários crimes de corrupção, sendo que muitos deles cansei de citar em meus artigos, acusar o Lula e o PT de serem os responsáveis pela corrupção na Petrobras?

Respondo: Não pode. Como não pode falar de mensalão, sendo que o do PSDB é o primeiro e que até hoje não foi julgado. Enquanto o do PT não foi comprovado, porque se o recurso do “domínio do fato” é a ferramenta de comprovação, aí é melhor rasgar a Constituição, o Código Penal e mandar para o inferno o Estado Democrático de Direito.

Contudo, não vou citar novamente os mais de 45 casos de corrupção de grande envergadura, porque realmente escandalosos, nos governos elitistas e sombrios de FHC — o Neoliberal I —, aquele que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.


Os tucanos que se transformaram em gralhas de mau alvitre e de agouro perderam o fio da meada, porque enquanto o Brasil supera barreiras, assina acordos bilionários para consolidar o desenvolvimento da Nação, os tucanos vão para a televisão mentir, a pensar que todo mundo é idiota e acredita em tucanagem. Essa gente foi à tevê e não apresentou um único programa de governo quanto mais um projeto de País. É porque o PSDB-UDN não pensa o Brasil. O choro é livre e o canto de gralha tucana é sonoramente horrível.  É isso aí. 

5 comentários:

Anônimo disse...

O banditismo do PSDB com o povo brasileiro

Do Deputado Jorge Pozzobom – PSDB-RS:
“Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Repetindo: “Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Henrique

Anônimo disse...

Eu não consegui ver, no programa do PSDB, a lista de propostas do partido para melhorar o país.

???

Henrique

Anônimo disse...

Do 'exuberante' gov/PSDB/alckmin/21 anos.

- Não existe greve e nem racionamento de água em SP.

Quando os paulistas vão se livrar desta letargia tucana!?

Henrique

Anônimo disse...

No programa do PSDB, o senador que dirige bebado/aécio disse que o Brasil precisa saber quem roubou e quem deixou roubar.

Então, vamos lá:
- e a investigação da participação do senador que dirige bebado/aecio no escândalo da Petrobras?
- e a Lista de Furnas?
- e o mensalão do PSDB?
- o que fizeram com as provas apresentadas, sobre a participação do senador que dirige bebado/aecio, por Nilton Monteiro, delator do mensalão do PSDB?
- a PF já periciou as provas do senador que dirige bebado no mensalão do PSDB, e aí!?
- há dois delatores que confirmam a presença do senador que dirige bebado em Furnas e no mensalão/PSDB - por que não investigam quem roubou e deixou roubar?

Henrique

Marcos Lúcio disse...

Para variar, você está genial.Irretocável. Um achado:"coxinhas-tucanoides-paneleiros". Desta insuportável gente alienada e americanizada, é difícil dar conta. Sempre que possível mantenho a prudente distância...rs.À guisa de colaboração, compartilho parte deste ótimo texto, na minha modesta conceituação.Abraço

De Maria Inês Nassif



A AUTORIDADE MORAL DE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO – I


O ex-presidente, que pontifica lições de boa governança para Dilma Rousseff, foi reeleito com dinheiro dos bancos e depois jogou o Brasil na crise

A crise econômica vivida pelo governo Dilma Rousseff, no primeiro ano de seu segundo mandato, nem de longe tem a gravidade da que balançou o país no primeiro ano do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1999-2002). A crise política enfrentada por Dilma apenas é mais intensa que a de FHC nesse primeiro ano de segundo mandato porque ele tinha uma base de apoio que, embora mais vulnerável do que a dos primeiros quatro anos, reunia elementos de coesão ideológica inexistentes na atual coalizão governista. FHC apenas tinha uma posição um pouco mais confortável do que tem Dilma agora.

No governo FHC, a aliança parlamentar se fazia do centro à direita ideológica. Assim, mesmo que houvessem discordâncias pessoais na base parlamentar e quedas-de-braço do Congresso com o Palácio do Planalto – e o então senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) fazia questão que isso acontecesse com regularidade –, nas questões fundamentais para o projeto econômico os interesses convergiam. Ajudava a constituir maiorias parlamentares o apoio dos meios de comunicação às chamadas “reformas estruturais” – e a pressão de fora para dentro do Congresso tinha o poder de resolver as disputas mais mesquinhas.

Nas gestões do PT, a diluição ideológica do apoio parlamentar – ao centro, à direita e à esquerda – tornaram a vida dos presidentes Lula e Dilma mais difícil. No governo Dilma, a exposição de uma fragilidade econômica deu à mídia oposicionista o elemento que faltava para pressionar os parlamentares, de fora para dentro do Congresso, a assumirem posições contrárias ao governo; e, junto à opinião pública, jogar elementos de insegurança e desqualificar toda a gestão anterior.

Ainda assim, e apesar da propaganda contrária ao governo Dilma, não se pode atribuir ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso qualidades morais para pontificar julgamentos sobre política econômica, ajuste fiscal, relacionamento com a base parlamentar, relações apropriadas com financiadores de campanha ou de fidelidade a promessas eleitorais da atual presidente. Se sua experiência ajudar em alguma coisa a crise de agora, é para dar o exemplo de como não fazer o ajuste fiscal, de como não se relacionar com a base parlamentar e de como não fazer política eleitoral.

No ano de 1999, segundo os jornais, o Brasil pagava a conta do governo anterior tucano, que manteve a estabilidade de preços às custas de uma âncora cambial artificial e de uma política fiscal rigorosa, que resultou numa enorme fragilidade externa, em grande desemprego, pífio crescimento econômico e, ironicamente, aumento da inflação.

A conta foi alta. Em 1998, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4%, e em 1999, 0,5%; o dólar, que valia R$ 1,2 em 1998, saltou para R$ 1,8 no ano seguinte. A inflação foi de 8,9% em 1999; o ajuste fiscal do governo imprimiu uma inflação de 19,2% em 1999 sobre os preços monitorados (petróleo e energia). O consumo das famílias teve crescimento negativo de 0,7% em 1998 e apenas 0,4% positivo no ano seguinte. O investimento público federal caiu de 2,1% do PIB em 1998 para 1,4% em 1999; a taxa de investimento, de 17% para 15,7% do PIB; a formação bruta de capital fixo, que sofreu variação negativa de 0,2% em 1998, chegou ao fundo do poço em 1999, com queda de 8,9% em relação ao ano anterior.