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terça-feira, 26 de novembro de 2013

PEDRAS



ESPAÇO BICO DE PENA BLOG PALAVRA LIVRE

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Pedra, estrada de pedras...
E eu descalço, passo a passo
Subtraio o meu caminho que
No encalço da vida se encerra.

Luzes, sonhos de angústia e bem-estar.
Sentimentos de desejos, realidades e frustrações.
Moções não escritas, apenas ditas e fingir amar...
Tudo o que não é lúcido: as nossas ilusões.

Cai o verbo e substantivamente penso na utopia.
Único paliativo que não tem lógica e ideologia,
Que não se derrota no tempo vazio de glória.

Cansado de revisar todas as minhas memórias,
Volto-me decididamente ao que me traz alegria:
Flamengo, socialismo, mulheres, Pedro e boemia.

10/06/1995 - Brasília
Davis 

Um comentário:

Anônimo disse...

Gostei muito do poema que, não sei como...remeteu-me imediatamente a este a seguir... de um dos meus poetas preferidos, posto que nunca consegui ser (muito) iludido...tenho natureza intrinsecamente desconfiada, até porque sou mineiro, uai!

"Das ilusões
Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.
Com ele ia subindo a ladeira da vida.
E, no entretanto, após cada ilusão perdida...
Que extraordinária sensação de alívio!"
Mario Quintana (1906-1994)

Abraço
Marcos Lúcio