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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

FHC e Aécio conspiram e, como a Justiça, consideram o brasileiro idiota

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Passaram-se mais de 13 meses das eleições presidenciais vencidas pelo PT de Dilma Rousseff, que não consegue governar o País, conforme decidiu, por intermédio da soberania das urnas, a maioria do povo brasileiro. São muitos meses de uma crise que se tornou meramente policial, mas de conotação política, de tal forma que o Governo Trabalhista não consegue aprovar quase nada no Congresso, e, quando aprova, somente por meio de duras negociações, a ter ainda o oba-oba da imprensa venal e de tradição golpista, que distorce os fatos, manipula os acontecimentos e mente descaradamente para que seus aliados do PSDB e DEM possam ter uma agenda, que permita aos demotucanos atacar, sistematicamente, o Governo do PT.

Agora, Aécio Neves, o pior político deste País, pois incrivelmente incendiário, além de ser um péssimo perdedor por ser antidemocrático e autoritário, anuncia pelas redes sociais seu encontro, no domingo, com seu "mestre" Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele ex-presidente tucano exacerbadamente "competente", que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, a pedir esmolas para a gringada neocolonial, porque quebrou o Brasil três vezes.

Aécio não se fez de rogado e publicou foto do jantar, em seu facebook, com o grão-tucano de 84 anos, no qual, "inspirados" e irresponsavelmente golpistas, conspiraram, recorrentemente, contra o mandato da presidente trabalhista, Dilma Rousseff, eleita legalmente, constitucionalmente e que, como política e cidadã, não incorreu em malfeitos, não foi autora de crime de corrupção, ou seja, não meteu a mão no dinheiro público, bem como não cometeu crime de responsabilidade, porque se submete à Constituição e ao Código Penal deste País.

Aécio Neves, o playboy machão de Ipanema, que, absurdamente, ofendeu  uma senhora de "leviana" em um dos debates presidenciais, sabe disso. Bem como também sabe o playboy veterano e sociólogo, que não entende nada de povo, porque com o povo nunca andou e jamais o compreendeu. A verdade é que a crise não é econômica, como já demonstram a recuperação dos números e índices da economia. A crise é política e direcionada, estritamente, pela direita para a efetivação de um impeachment presidencial contra Dilma Rousseff.

Esses tucanos querem porque querem dar um golpe, e não esperar pelas eleições de 2018. Impedem, de todas as formas e maneiras, que o Governo Trabalhista governe e efetive suas ações por meio de seus programas e projetos, tanto no âmbito da infraestrutura e logística quanto no que diz respeito às dezenas de programas de inclusão social e de igualdade de oportunidades, realidades que, definitivamente, os tucanos não efetivaram e muito menos concretizaram nos oito anos de seus governos neoliberais e privatistas, dispostos a governar para poucos, ou seja, para as castas sociais historicamente privilegiadas.

Contudo, a irresponsabilidade institucional e constitucional dessa gente é de chamar a atenção. O vale tudo na política brasileira é algo que impressiona até os analistas e críticos conservadores da Europa e dos Estados Unidos, que são referências dos coxinhas de classe média brazucas e da casa grande eternamente nostálgica da escravidão ou das empregadas domésticas sem carteiras de trabalho assinadas.

Todavia, os tucanos mais parecidos entre todos os emplumados do PSDB foram à comezaina em um restaurante qualquer de luxo como se estivessem a decidir os destinos do Brasil, com a intenção de melhorar a vida do povo brasileiro. Mas, como, se tucanos e a direita em geral não pensam o Brasil e muito menos se importam com isto? Não. A verdade é que eles, de acordo com as declarações do menino mimado que ficou sem o presente de Natal de 2014, ou seja, a Presidência da República estão a gerar factoides para que a imprensa de mercado os repercuta e dê continuidade ao processo de desconstrução do Governo Trabalhista e da imagem da presidente Dilma e do ex-presidente Lula.  

"Para que pensar o Brasil?" — se indagam os tucanos, que complementam sua falta de discernimento quanto aos interesses e destino da Nação: "Somos párias das cortes europeias e estadunidenses, além de antidemocráticos, porque somos parte de uma elite que não consegue viver no regime democrático. Somos golpistas. Trata-se do nosso DNA". Por isto e por causa disto aconteceu um encontro em que FHC — o Príncipe da Privataria I — e o Aécio Neves, ao invés de discutirem os rumos para desenvolver o Brasil, e, por seu turno, apresentarem propostas ao povo brasileiro, discutem apenas como dar um golpe, com consequências imprevisíveis para a Nação, a América do Sul e o mundo.

O Brasil não é qualquer País. É um País poderoso, de imensa extensão, populoso, com uma economia gigante e um mercado interno que poucos países no mundo tem ou podem ter. Trata-se da sétima maior economia do mundo, a despeito de suas dificuldades econômicas e problemas sociais graves. O Brasil é uma liderança regional, que está a ser influente no mundo, cuja liderança, de forma conjunta, expressa-se no G-20, nos Brics, no Mercosul, na Unasul e em outros fóruns internacionais, a lutar, inclusive, para integrar o Conselho de Segurança da ONU, que, propositalmente, continua a se comportar como se vivenciasse o fim da II Guerra, ou pior, como estivesse no tempo da Guerra Fria.

Nossas elites ainda não saíram desse tempo, e continuam irresponsavelmente a conspirar para dar golpes. Como a casa grande deve estar a sofrer por não poder ser mais vivandeira de quartel. Como deve estar inconformada a burguesia tupiniquim por perceber que os generais não querem mais participar de presepadas, traições e cafajestadas contra o povo brasileiro, porque uma elite de índole escravocrata, mas que se recusa, afirmo novamente, a pensar o Brasil para desenvolvê-lo, como o fizeram as elites da França, da Alemanha, do Japão, dos Estados Unidos, da Inglaterra, além de outros países, a despeito de serem democráticas ou não.

Aécio Neves e seu "guru", Fernando Henrique, são mais parecidos com dois capiaus de província do que propriamente como se fossem cidadãos cosmopolitas, mesmo a terem por toda vida acesso às classes dominantes, até porque são membros delas. É inacreditável que dois dos mais importantes políticos do maior partido de oposição do Brasil se resumirem politicamente a arquitetar golpes contra o povo brasileiro, que, em sua maioria, não compactua com tal atitude e conduta, porque não votou em uma candidata para ser derrubada ao bel-prazer de tucanos inconformados e amargos com a quarta derrota eleitoral para o PT.

A verdade é que se notabiliza cada vez mais que os tucanos vão trilhar por qualquer caminho que, porventura, leve ao golpe. Esqueça ética, Estado de Direito, responsabilidade, Constituição, estabilidade política e institucional. Esqueça. O que importa é o poder pelo poder, mesmo se os tucanos não puderem assumir agora, contanto que o PT seja destituído do poder. Acontece que os escândalos vão chegar aos tucanos, porque, indubitavelmente, os mesmos agentes financiadores de campanhas, as mesmas empresas e os mesmos presos — corruptos e corruptores — agiram e atuaram dos dois lados.

O que se quer, na verdade, é isonomia jurídica e judicial por parte dos juízes do STF, do STJ, do TSE e da Justiça Federal, mesmo a de primeira instância do senhor juiz condestável, Sérgio Moro. O que se quer é isonomia e igualdade de tratamento por parte da PGR e dos ministérios públicos nos estados. O que se quer é isonomia e o fim dos vazamentos dos autos de processos por parte de juízes, procuradores, promotores e delegados federais. Que todos eles se submetam à Lei e parem de fazer política e que guardem suas ideologias e partidarismos para as urnas. Ou se candidatem, ora bolas...

Que os tucanos parem de fazer proselitismos e deixem de ser deletérios quando se trata de apoiar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mesmo sabendo das acusações sobre crimes de autoria do deputado fluminense e do PMDB, que virou um cadáver político e esqueceram de avisá-lo.

A prisão de Delcídio Amaral volta a mobilizar o PSDB quanto a dar um golpe, como se fosse igual a comer pipoca e beber refrigerante. Durma-se com um barulho desses. Aécio e FHC estão cheios de esperanças, juntamente com seus colegas de bancada. Rompem com o Cunha e depois voltam às boas se ele abrir o processo de impeachment. Hipocrisia na veia e irresponsabilidade à toda prova. Como assim, camarada? O PT, independente de qualquer coisa, tem de obrigatoriamente ser favorável à cassação de Eduardo Cunha. Que se dane o resto. Cunha que dê início ao processo de impeachment e vamos ver até que ponto ele chega e como essa miscelânea política e bagunça acabam.

Que Dilma Rousseff e o PT enfrentem a realidade e vamos ver até onde o PSDB, o DEM, o PPS e seus aliados esticam a fita métrica do golpe, sem se preocuparem com o retorno, que são as consequências advindas de tal irresponsabilidade, que já causam imensos prejuízos ao Brasil e, principalmente, a uma empresa do porte da Petrobras, que está à mercê da agenda da imprensa familiar e historicamente golpista e de políticos de direita que lutam para atender aos interesses dos grandes trustes econômicos e de governos internacionais.  

Vamos ver se os tucanos vão impedir de o Governo Dilma aprovar projeto que o permite fechar as contas com déficit. Se não aprovar, o Governo terá suas contas reprovadas e, com efeito, a oposição de caráter predatório vai, mais uma vez, apostar no impeachment. Pedaladas aconteceram em todos os governos, inclusive os do PSDB e de estrangeiros de países desenvolvidos, que os coxinhas consideram maravilhosos. Somente para Dilma Rousseff é proibido, porque os tucanos e a imprensa alienígena querem dar um golpe.

Contudo, mesmo com a crise política superdimensionada pela imprensa de negócios privados, derrubar uma presidente constitucional não é fácil, ainda mais quando se trata de um País poderoso como o Brasil. Os tucanos estão a ser acusados e possuem inúmeros processos na Justiça que ora estão engavetados. Delcídio Amaral, por exemplo, demonstra grande preocupação sobre revelações relativas a negócios com a Alstom, um escândalo emplumado e bicudo de bilhões, lá em São Paulo.

O senador preso, juntamente com o banqueiro André Esteves, homem ligado ao PSDB e padrinho de Aécio Neves, foi diretor da Petrobras no Governo FHC, além de ser muito próximo aos tucanos durante toda sua carreira. São fatos e não apenas conjecturas. Delcídio cansou de votar com o PSDB, além de servir de ponte entre os partidos. Ele sempre foi considerado mais tucano do que muitos tucanos, bem como muito questionado no PT, principalmente por seus grupos de esquerda.

O escândalo na Petrobras é tudo o que a direita queria. Os grupos empresariais e políticos conservadores nunca preservaram a Petrobras. Pelo contrário, desde antes de sua fundação combatem a poderosa estatal, porque sabem que a empresa, assim como o foi a Vale do Rio Doce e a Telebras, é muito importante para o desenvolvimento do Brasil e seu projeto nacional de independência.

A casa grande sabe disso. A imprensa burguesa, o grande empresariado e, principalmente, o PSDB de FHC — o Neoliberal I  — e Aécio Neves sabem disso. Tanto é verdade que entregaram mais de 125 estatais, fatiaram a Petrobras, colocaram suas ações na Bolsa de Nova Iorque, afundaram a maior plataforma do mundo, a P-36, pararam com os investimentos para que a estatal fosse sucateada e vendida, enfim, a sabotaram, como sempre o fez a direita brasileira subalterna e subserviente aos interesses estrangeiros. Agora, neste momento, o trabalho é de desqualificação e desconstrução da empresa pública, pois está em jogo o destino do Pré-Sal. A verdade é que FHC e Aécio conspiram e, como a PF, o MP e a Justiça, consideram o brasileiro idiota. É isso aí.
  


2 comentários:

Jorge Marcelo disse...

Pensamento do dia:
"Petista é igual a intestino. Ou está preso, ou está se preparando para uma cagada"

Antonino Mendes disse...

O articulista Davis Sena Filho escreve um texto maravilhoso como este e um coxinha débil mental responde com duas frases dignas de um grande imbecil. E ainda quer fazer contraponto ao artigo do articulista; Chegue a dar pena dum idiota desse. Como diz o Davis, durma-se com um barulho desses".