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terça-feira, 29 de setembro de 2015

O Brasil não é o País das bananas, a "crise" é da mídia — Golpe, não!

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Evidentemente que o Brasil não é um País das Bananas, apesar do pensamento equivocado, colonizado e perverso da casa grande, que sonha, eternamente, manter a senzala intacta, ou seja, submissa e ignorante, porque somente assim as "elites" poderão eternizar suas vantagens, seus benefícios, bem como o acesso ao dinheiro e ao poder.

É o que se denomina de "olhar imperial" de uma casta poderosa, dominadora dos meios de produção e controladora do Estado, que serve como instrumento para que a grande burguesia realize seus negócios com segurança e a ditar as regras econômicas e políticas para o restante da sociedade, que é a maioria composta pelo proletariado e pela pequena burguesia, também conhecida como classe média — a tradicional e alta. Estas sem o controle dos meios de produção, e, por sua vez, empregadas do empresariado, que a utiliza como gerenciadora de seus negócios, pois de origem universitária.

A base do sistema capitalista, no que concerne à repercussão, à propaganda e à defesa dos valores e princípios burgueses é a classe média, muito mais que o proletariado, que é bombardeado, no decorrer de toda uma vida, sobre as maravilhas do capitalismo, sem, no entanto, ter acesso a esses "privilégios", porque, na verdade, este grupo social e de trabalhadores é mão de obra barata, moradores dos guetos, das comunidades carentes, dos alagados, dos morros, dos bairros longínquos e da periferia das cidades.

A mão de obra barata que afrouxa o cinto e só passa a respirar um pouco quando governantes populares, que as "elites" para desqualificá-los os chamam de "populistas", conquistam o poder central e, com efeito, passam a efetivar políticas públicas, que se baseiam, notadamente e no mundo inteiro, no fortalecimento do mercado interno por intermédio dos programas de inclusão social e nas atividades de projetos de construção civil, de infraestrutura e logística, a ter como propulsoras do desenvolvimento as empresas estatais.

Somente o Estado é capaz de distribuir renda e riqueza. A iniciativa privada não o faz; e, se o fizer, realiza a distribuição de forma tímida e pontual. As empresas privadas trabalham para o enriquecimento de seus proprietários. Ponto. Contrata empregados, mas paga salários baixos e destina os maiores para seus executivos, que cumprem metas muitas vezes sobre-humanas. Contudo, e apesar do salário alto, são poucas pessoas bem empregadas, que, quando demitidas, dificilmente se recolocarão no mercado, no mesmo cargo e com o salário que perdeu. É fato.

O Estado é o indutor do desenvolvimento, como ficou comprovado nos governos de Getúlio Vargas, de perfis desenvolvimentistas e estruturalistas, bem como tentou dar continuidade ao projeto nacional dos políticos trabalhistas o presidente deposto em 1964, João Goulart, além de Luiz Inácio Lula da Silva, que principalmente a partir de 2006 direcionou seus projetos para o crescimento econômico com inclusão social, ao ponto de criar mais de 10 milhões de empregos e levar, em dado momento, o Brasil se tornar a sexta economia do mundo.

Os inúmeros programas sociais do Governo Lula, juntamente a tocar este projeto generoso para o Pais, a chefe do Gabinete Civil, Dilma Rousseff, fomentaram a economia interna, o que impulsionou a geração de empregos e a distribuição de renda. Vale ressaltar que a mover essa engrenagem de crescimento a política externa do presidente Lula, à frente o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que se empenhou, com competência, para que o Brasil se tornasse referência no que tange a realizar novas parcerias e a concretizar os blocos econômicos e políticos já existentes.

Blocos como o Mercosul, a Caricom, a Cepal, a Unasul, além de criar os Brics e incrementar as relações Sul-Sul, que viabilizaram e aumentaram o comércio brasileiro com os países africanos, o que cooperou, dentre outras questões, como o mercado interno brasileiro, que fez com que o Brasil não sentisse em demasia a crise mundial de responsabilidades dos países ricos europeus e dos Estados Unidos. Nunca se viu tanta irresponsabilidade e roubalheira por parte do grande empresariado e dos banqueiros desses países. Praticamente ninguém foi preso, a despeito dos suicídios e das falências de milhares de pessoas. Impunidade!

Ah, Lula fez uma grande favor ao Brasil e à América do Sul: mandou a Alca dos estadunidenses para o espaço, sendo que o México se estrepou e até hoje tenta se recuperar. O PSDB tem um projeto de atrelar o Brasil à Alca e, consequentemente, entregar à gringada esperta, protecionista e nacionalista o gigantesco mercado interno brasileiro, além de vender o que restou das estatais, a começar pela Petrobras e o Pré-Sal, que, por lei, destina grande soma de recursos financeiros e orçamentários para a saúde e a educação. A Chevron dos gringos agradece, penhoradamente, e comemora com champanhe a doação de brasileiros colonizados, entreguistas, subservientes e traidores da Pátria, a exemplo de José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves e Geraldo Alckmin, privatistas crônicos e entreguistas apátridas. Amigos do Mickey e admirados pelos coxinhas patetas.

Por causa dessa engrenagem social controlada pela burguesia temos, em certos períodos da história, especificamente a do Brasil, a quebra do monopólio do poder político e estatal. Esse rompimento, que não é completo, pois negociado, acontece com a ascensão de governos populares, de caracteres nacionalistas e possuidores de programas e projetos que tem por finalidade efetivar o desenvolvimentismo, que começou, de forma mais ampla e consistente, na Era Vargas, o construtor do Estado nacional e o edificador da industrialização do Brasil, que, para industrializar o País, efetivou a criação e a promulgação das leis trabalhistas. Enfim, o Brasil começou, de fato, o caminho da civilização.

Até então esta Nação era agrária, exportadora de produtos primários e importadora de produtos manufaturados. Este sistema, quase escravocrata, era um benefício só para a casa grande, que até hoje, em pleno ano de 2015, sente nostalgia dos tempos de escravidão, porque sua vocação para a exploração, juntamente com seu sectarismo anacrônico, são os combustíveis fundamentais para a máquina que move o sistema que a beneficia e faz seus privilégios vicejarem não pare nunca de funcionar.

Todavia, a irresponsável e golpista oposição (leia-se imprensa de mercado, PSDB e seus aliados, setores da Justiça, do MP e da PF e segmentos empresariais) ficam a bater, diuturnamente, na tecla do golpe. Golpe, sim. Ponto. Derrubar uma mandatária que venceu as eleições de forma legítima, a se subordinar ao Estado de Direito e ao jogo democrático é golpe. Impeachment é golpe, sim senhor! E não deveria nem ser discutido, se a oposição não fosse tão bisonha, tacanha, provinciana e de alma secularmente golpista. E por quê? Respondo com uma indagação: você leu o que está escrito no texto acima? Se leu, é exatamente por isto.

Homens experientes, vividos politicamente e que se consideram cosmopolitas, a exemplo de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I ou o Príncipe da Privataria —, a acompanhá-lo nessa sordidez e infâmia figuras derrotadas e inconformadas, como Aécio Neves e José Serra, que guardam seus rancores e ódios no freezer, depois os liberam para tentar fazer do Brasil uma republiqueta, porque como representantes da casa grande, não aceitam que a Nação brasileira se torne independente, emancipada, instruída e dona de seu destino.

De forma alguma essa gente tucana e seus apoiadores se comprometem com a democracia e com a igualdade de oportunidades, pela razão de serem antidemocráticos. A verdade é a seguinte: o Brasil enfrenta uma crise política, muito mais do que econômica. As notícias sobre a crise econômica, que não é do tamanho que a imprensa de negócios privados mostra, são superdimensionadas, propositalmente direcionadas e perversamente manipuladas para que o povo brasileiro jamais eleve sua autoestima.

A estratégia da mídia porta-voz da direita e dos ricos, como os magnatas bilionários de imprensa, é baixar ao máximo a autoestima do cidadão, dar uma conotação de um País sem rumo e com um Governo recalcitrante, e, principalmente, apagar da memória do povo brasileiro as conquistas que ele obteve nos últimos 13 anos, sob a batuta de governos e governantes trabalhistas, que, tais quais aos governos de Getúlio Vargas, efetivaram um ciclo econômico de desenvolvimento social e econômico. E estas realidades, sem sombra de dúvida, não constam nos programas e projetos da direita brasileira — a casa grande. É isso aí.   

14 comentários:

Beatriz Mendoza disse...

Excelente, Davis. Os coxinhas e o empresariado sempre afirmam que o comunismo ou o socialismo fracassou. E n;ao é bem assim. E o capitalismo? Eles dão meia dúzia de países capitalistas como exemplo de virtude e sucesso, quando a verdade é que continentes inteiros como a Ásia, a África, a América Latina, além do Oriente Médio vivem as misérias e as violências do capital selvagem, que os exploram e os roubam. Tá aí a história a comprovar. Seu texto é muito bom, pena que no Brasil 247 você fique à mercê de muitas agressões, geralmente dos mesmos coxinhas, todos fakes e fascistas. Ou a maioria... Não argumentam. Leem seus ótimos artigos e depois xingam. Apenas isto. Parabéns. Se contrapor a você tem de estudar, ler e, mais do que tudo, observar a vida com precisão e amor às pessoas.

Jorge Marcelo disse...

Martin Winterkorn, presidente da Volkswagen, renunciou ao cargo na última semana devido ao escândalo da manipulação dos níveis de poluição dos seus veículos a diesel nos EUA.

-> Depois de uma reunião de 2 horas com Lula ele voltou atrás, reassumiu o posto e deu as seguintes declarações:

- Eu não sabia de nada.

- A Volks não inventou a poluição.

- É só a Volks que polui?

- A poluição sempre existiu na indústria automobilística e agora a elite está chocada?

- Se a poluição tivesse sido combatida na década de 90 não teria chegado aos níveis atuais.

- Não é que se polui mais, mas sim que hoje há mais transparência nos testes.

- Volkswagen significa: carro do povo, e a elite não suporta ver o povo comprando carro e indo para a universidade.

- A mídia golpista persegue a Volks por fazer carros para o povo.

- Isso faz parte de um golpe do EUA para prejudicar a nossa indústria nacional.

- Quem crítica a poluição é "Ecoxinha".

- Quem critica a poluição não tem moral para fazê-lo pois também polui.

- Vamos recriar a CPMF (Contribuição sobre Poluição de Motores Farsantes).

- Todos estão dispostos a pagar um pouco mais de impostos.

- O aumento do número de câncer gera oportunidade de empregos a médicos e farmacêuticos mas isso a Veja não divulga.

- Vamos saudar a mandioca!

- Critica a poluição mas tem varanda gourmet.

- Quando o MST botar seu exército nas ruas aí eu quero ver reclamarem da poluição!

Paulo Blanc disse...

Jorge Marcelo Marinho, um coxinha raso e bobalhão como sempre.

Henrique R disse...

O nosso grande estadista Lula não deixou a Alca anexar o Brasil aos EUA e em mais 20 anos de Mercosul, Lula diz que ALCA (de FHC-Alckmin-Serra) era submissão.

Infelizmente temos coxinhas que são formados por telejornais e jornalões partidários, tal qual o oráculo coxinha - a globo. Isto os torna tão analfabetos políticos, reles do chão, que o entreguismo é a única saída deles.

Henrique R disse...

O golpe do FHC/PSDB e seus coxinhas rasos:

- a PRIMEIRA, a PRIMEIRA medida do Governo FHC foi o decreto Nº1376/1995, que extinguiu a Comissão Especial de Investigação da Corrupção, criada no governo anterior, de Itamar Franco que, como se sabe, é o verdadeiro Pai do Plano Real.

Henrique R disse...

O golpista FHC e lacaios comprou a reeleição, a mais promíscua, a mais espúria operação de suborno de parlamentares.

Henrique R disse...

O colonizado, entreguista, subserviente e traidor da Pátria, FHC recebeu R$ 500 mil da Sabesp - aquela que cuida(?) da seca em SP - a mesma que não investiu em infra-estrutura, mas tinha dinheiro para dar a um instituto tucano.
Recebeu ainda R$ 6 milhões de recursos públicos federais, via lei Rouanet.
FHC ganhou até um aeroporto particular da Camargo Correa.

Henrique R disse...

O golpe é patrocinado pela elite.

Os verdadeiros motivos para o golpe ninguém confessa ou são inconfessáveis.

Os motivos são sempre os mesmos: corrupção, desgoverno, bagunça, crise, populismo.

Os coxinhas, os golpistas, os jornais que apoiam o golpe também citam os mesmos motivos.

Por que o golpe?

É que a direita está muito contrariada com a perda do poder.

Selma Dilma disse...

Davis Sena Filho, como sempre, dando um show de aula! esse sabe das coisas! Adoro ler seus textos e publicações! Henrique R também muito bem informado, e super coerente em seus comentários! Ah, se a Globo tivesse jornalistas assim! mas esses ela não quer, só carneirinho de presépio!

Rapa Capa disse...

Não é somente escatológico este reaça empedernido do Jorge Marcelo, como também a burrice dele é anacrônica. Não consigo compreender gente assim tão perversa. Não sei se gente dessa laia se conduz dessa forma por cinismo e hipocrisia e por isso distorce os fatos e as realidades ou é por burrice mesmo, além de um enorme sentimento reacionário e conservadorismo. Até acho que uma pessoa pode ser de direita, mas, contudo, a burrice e a insensatez tem de ter limites. O pensamento desse cara é uma lástima e raso como um pires de xícara de cafezinho. Sobre o artigo desse grande articulista que é o Davis Sena Filho, a única coisa que posso dizer é que mais uma vez o articulista foi ao ponto exato de que o Brasil não é mais o mesmo, aquele país submisso e sem importância no mundo, como quer a nossa elite e coxinhas sem noção de nada como o coitado desse coxinha que vive aqui falando asneira.e defendendo o que é indefensável.

Jorge Marcelo disse...

Obrigado pelos elogios, a recíproca é verdadeira. Lula mandou lembranças diretamente da sua cobertura no ABC Paulista. Grande abraço!

Anônimo disse...

Jorge Marcelo, simplesmente sensacional. Parabéns !!!

Bento Lisboa disse...

Anônimos são os retardados de máscaras que enfiaram o rabo no culo quando os Black blocs descontrolados apareceram e aí, covardes, sumiram da bandalha? É este vagabundo coxinha que admira um delinquente como o Jorge Marcelo? Ah, tá...

Rapa Capa disse...

Olha a resposta deste boçal. Não se trata de um pária abandonado pela inteligência?