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quinta-feira, 9 de abril de 2015

PSDB sai da social democracia para o golpismo e PT precisa resgatar seu berço

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


O PSDB dos tucanos sempre foi um partido em cima do muro. Entretanto, seus principais membros do passado e do presente jamais reconheceram esta característica do caráter partidário e até mesmo ideológico de uma agremiação política fundada em 1989, que tinha a intenção de representar a social democracia no Brasil, apesar de o PDT, do trabalhista Leonel Brizola, fundado em 1979, ser o partido brasileiro que integra a Internacional Socialista (IS), uma organização composta por agremiações de esquerda e de centro esquerda e que prega, em âmbito internacional, a união de partidos políticos trabalhistas, social-democratas e socialistas.

Contudo, o grande partido de esquerda do Brasil é o Partido dos Trabalhadores, com suas ramificações, grupos e subgrupos ideológicos, que atuam e agem dentro de um partido profundamente democrático, nascido do operariado, da classe estudantil, da intelectualidade acadêmica, do apoio efetivo da Igreja Católica do campo progressista, bem como de setores autônomos da classe média, que não se sentiam representados pelos partidos burgueses e, por causa disso, apostaram em uma nova forma de se fazer política, no que diz respeito a eleger candidatos e partidos que, efetivamente, incluíssem a sociedade no processo decisório de poder e governo.

Um exemplo dessa inclusão e engrenagem político-administrativa é o orçamento participativo (OP), efetivado na gestão de Olívio Dutra, em 1989, quando o petista foi prefeito de Porto Alegre, cidade que se tornou referência nacional e internacional, porque o OP foi implantado em inúmeros municípios brasileiros e europeus, a exemplo de São Paulo, Bruxelas, Belo Horizonte, Montevidéu, Barcelona e Recife. Evidentemente quando o PT perdeu as eleições em algumas cidades brasileiras, o orçamento participativo foi extinto. A participação popular gera a democracia direta, pois as decisões sobre as políticas públicas e governamentais contam com a presença de representantes da sociedade por intermédio dos Conselhos Setoriais de Políticas Públicas, que também funcionam como espaços de controle social, ou seja, o poder da autoridade eleita compartilhado com o povo.

Depois o PT chegou ao poder federal ao conquistar por quatro vezes consecutivas a Presidência da República, o que forçou o partido a abandonar algumas teses defendidas no decorrer de décadas, até porque ser oposição é uma coisa e ser governo é outra, ainda mais quando para se governar um País tão complexo como o Brasil é necessário formatar um governo de coalizão e, por sua vez, conseguir ter maioria na Câmara e no Senado. Todavia, é imperativo, ao meu modo de ver, que o Partido dos Trabalhadores resgate seu berço, revisite suas origens e retome, com força e determinação, ferramentas que fortaleçam a participação popular nas definições e efetivações das políticas governamentais, que tem por objetivo fundamental melhorar as condições de vida do povo brasileiro.

O PT é o maior partido de esquerda do Brasil e, quiçá, das Américas, e, como tal tem de proceder, porque se trata do único partido orgânico do País, que, apesar de seu afastamento de algumas causas históricas e de interesses populares, é ainda a agremiação partidária com poder o suficiente para realizar a inclusão social com igualdade de oportunidades e fazer as reformas política, dos meios de comunicação, tributária, além de mobilizar o Congresso para que ele regulamente o que tem de ser regulamentado, no que concerne à Constituição.

O Orçamento Participativo é uma das ferramentas sonhadas e colocadas em prática pelos militantes e políticos que creem no socialismo democrático, a partir do momento em que o PT conquistou eleitoralmente as primeiras prefeituras e, anos depois, elegeu governadores em diversos estados. Naqueles tempos ditatoriais o Brasil realizou “eleições” em 1974, 1976 (municipais) e 1978, completamente controladas pelo poder militar, inclusive com nomeações de prefeitos, governadores e senadores biônicos, “eleitos” por um colégio eleitoral para dar maioria ao partido do Governo — a Arena e depois o PDS.

A verdade é que eram pleitos supervisionados duramente pelo Ministério da Justiça, pela Justiça Eleitoral da ditadura militar, pelos coronéis políticos, que detinham imensos poderes sobre as municipalidades interioranas, bem como de muitas capitais, principalmente dos estados menores e de regiões mais pobres e longínquas, no que é relativo ao poder central e às metrópoles do Sul e Sudeste, consideradas mais desenvolvidas, industrializadas e politizadas, no que tange naquela época as populações dessas regiões terem relativamente autonomia, e, com efeito, votos mais independentes.  

Todavia, em 1982, realizaram-se as primeiras eleições realmente diretas para governadores desde o golpe de 1964, inclusive com a participação de políticos exilados, a exemplo de Leonel Brizola. Apesar de tudo, aquele ano teve um pleito eleitoral submetido ao cabresto e ao chicote da Lei Falcão, que obrigava o candidato aparecer na televisão apenas com sua foto, também chamada de “boneco”, onde uma voz em off informava seu partido, nome e número, como propaganda eleitoral. As eleições de 1982 foram um sufrágio sob a tutela da mão forte do sistema ditatorial, que obrigou ainda o eleitor se submeter ao voto vinculado, pois seus candidatos teriam de ser do mesmo partido para todos os cargos em disputa, sob a pena de o voto ser anulado. Casuísmo e acinte contra o cidadão brasileiro, que já amargava 18 anos de ditadura.

Nesse rastro cívico, e a partir da redemocratização do País com a volta dos exilados em 1979 e o fim do bipartidarismo (Arena versus MDB), as esquerdas e a direita retomaram seus caminhos e retornaram às suas origens, porque o MDB, na verdade, era uma grande frente partidária e um caldeirão ideológico, onde atuavam e agiam políticos conservadores, a exemplo do paulista Roberto Cardoso Alves, um dos líderes do Centrão, no decorrer da Constituinte, e  o baiano Chico Pinto, comunista histórico, que, em 1974, fez um discurso contra o ditador chileno, general Augusto Pinochet, sendo depois preso pelos militares e ainda teve seu mandato de parlamentar cassado.

O PSDB saiu do ventre do PMDB de São Paulo, apesar de Franco Montoro, um dos fundadores do partido dos tucanos, ter sido eleito governador pelo PMDB, em 1982. Com a eleição do Orestes Quércia a governador de São Paulo, em 1986, aconteceu uma dissidência no partido, e, em 1989, Mário Covas, acompanhado de Franco Montoro, José Serra e Fernando Henrique Cardoso, dentre outros, criaram o PSDB, partido que traiu os princípios da social democracia, que, por sinal, na década de 1990, deu uma guinada à direita também na Europa e nos Estados Unidos, em nome da criação da “Terceira Via”, como demonstraram, sem deixar dúvidas, o presidente estadunidense, Bill Clinton, o primeiro ministro inglês, Tony Blair, o primeiro ministro espanhol, Felipe González, o primeiro ministro francês, Lionel Jospin, o chanceler alemão, Gerhard Schröder, o primeiro ministro italiano, Massimo D’Alema, o presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, o presidente da Argentina, Carlos Menem, e o presidente do Chile, Ricardo Lagos.

Em nome de uma suposta atualização e modernização da social-democracia, essas lideranças se reuniram em 1994, e, a partir desse encontro, que na verdade é uma consequência do Consenso de Washington, de 1989, começaram a colocar em prática a depredação e a alienação dos estados nacionais, principalmente dos países emergentes, bem como também recrudesceram, em seus próprios países considerados desenvolvidos, a privatização de estatais e a criação de agências reguladoras, que não regulavam nada, mas serviam apenas como aliadas dos interesses privatistas, como se deu no Brasil do tucano Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, exatamente aquele que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.

O tucano colonizado e subserviente que ficou a segurar o “mico” e a ninar o “Bebê de Rosemary”, cuja alma é a tal da “Terceira Via”, responsável maior, porque fiadora, de quase duas décadas de neoliberalismo nas veias das nações, que levou os estados nacionais à bancarrota e os povos dos países vítimas de roubos e piratarias a sofrer com o desemprego, a fome, a miséria e com todo o tipo de cruéis dificuldades, pois sem perspectivas de um futuro melhor e impedidos de ter acesso à educação, à saúde, à moradia, ao emprego e ao consumo.

Depois de venderem o Brasil como medíocres caixeiros viajantes, essa gente despida de brasilidade, que despreza um País que é a terceira economia do mundo e que hoje exerce um papel importante na comunidade internacional, porque um dos criadores dos Brics, da Unasul, do Mercosul e do G-20, os tucanos do PSDB (existem tucanos do Psol, do DEM, do PPS, do PSB etc.), após serem derrotados em quatro eleições presidenciais, resolvem abraçar o golpismo e a flertar com o que de pior este País pode produzir, que é o ódio e a intolerância de setores da sociedade brasileira, extremistas do campo da direita, que em passeatas pedem, inclusive, por um golpe de estado, ou seja, essa gente sem memória, ignorante e sem instrução e conhecimento sobre a história do Brasil, chama cinicamente e hipocritamente de “intervenção” militar, fato que até os mortos, os recém-nascidos e os que estão em coma profundo há 30 anos sabem que os coxinhas querem mesmo é dar um golpe.

O PT, antes de tudo, tem de recuperar sua identidade, e há tempo para isso. Reabrir os canais de diálogo com a sociedade civil, com os trabalhadores e seus sindicatos e federações rurais e urbanas, renovar o corpo de militantes, cumprir com seu programa de governo e projeto de País propostos e aprovados nas urnas e passar a ouvir mais aqueles que votam ou votaram no PT, porque quem colocou o Lula e a Dilma na Presidência da República foram os eleitores desses dois mandatários trabalhistas e socialistas. O PT é das ruas e dos segmentos populares. É um partido, como disse anteriormente, orgânico, porque está presente em todos os segmentos de nossa sociedade, mesmo sendo alvo de uma sórdida e covarde campanha de uma imprensa de negócios privados, de setores do MP e do Judiciário, que desejam e tentam pautar governantes para impor suas agendas políticas, diplomáticas e econômicas.

O PT ratifica sua força porque pode resgatar seu berço. Já o PSDB não tem rumo, porque é um partido de classe social elitista e, portanto, é servidor dos ricos, como não deixou margem à dúvida quanto a esta realidade quando ocupou por oito anos o governo central. O PSDB se tornou um partido ímpio e inócuo, porque se recusa a pensar o Brasil para, consequentemente, desenvolvê-lo. Os tucanos tupiniquins, tais quais aos tucanos europeus e estadunidenses, desmoralizaram a social-democracia e a jogaram no colo da direita.


O Partido dos Trabalhadores tem um compromisso inadiável com a democracia, com a igualdade de oportunidades e com a justiça social. Apesar de ter raiz socialista, o PT, no poder, afastou definitivamente o PSDB do que foi um dia sua presumível vocação social democrata e o empurrou para a direita. Este, sim, o campo ideológico que, ao que me parece, os tucanos se sentem muito bemconfortáveis como pés em sapatos velhosO PSDB sai da social-democracia para o golpismo barato dos coxinhas que pedem por um golpe de estado, como se estivessem nos idos de 1964. O PT precisa resgatar seu berço e ideário. É isso aí.

40 comentários:

Anônimo disse...


Aderir ao PSDB, ou "adotar" a política dos tucanos - o que significa:
- é abandonar a idéia de que é preciso antes de tudo combater a desigualdade monstruosa que existe no país, e a de que toda política deve visar em primeiro lugar a luta contra essa desigualdade, e o estabelecimento de uma situação em que os pobres não sejam mais hiperexplorados ou marginalizados.
(Ruy Fausto, professor emérito de filosofia da USP/folha/28/08/2007 na edição 448)

Henrique

Anônimo disse...

O PSDB não faz e não sabe fazer oposição porque não tem idéias.
O PSDB tem sim uma clientela, uma banda clientelista, entre outros e/ou outras cito Globo, Folha de São Paulo, O Estadão, Veja, Alstom, Chevron/Consenso de Washington, etc...

Henrique

Jorge Marcelo disse...

Davis, o PT acabou, coloque isso na sua cabeça definitivamente e pare de iludir essa meia dúzia de bobões que ainda te seguem. Petistas sofredores começando a espernear em 3, 2, 1...

Anônimo disse...

Quem quer dividir a população?

A grande mídia e alguns acadêmicos, dizem que tudo o que é bom, é trabalho de tucanos, cujo "resultado só começa a aparecer agora".

O que for ruim é culpa do PT.

Há nisso uma gritante "omissão", intelectual e midiática, do seguinte:

- recusam-se categoricamente em reconhecer qualquer avanço social resultante da política dos governos petistas.

Quem quer dividir a opinião pública?

Os tucanos sempre foram assim, fazendo social-democracia sem o povo e calando-se sobre inúmeros problemas que estão debaixo do seu nariz e da sua mídia golpista, tais como:
- o mensalão tucano, há mais de 10 anos está prescrevendo e sem juiz;
- o trensalão tucano/20 anos/SP;
- a retirada das licitações na Petrobrás pelo sátrapa de Higienópolis, ops, FHC;
- os 100 bilhões das privatizações tucanas;
- a lista de Furnas;
- o aeroporto particular do 'senador que dirige bêbado/aecio' feito com dinheiro público;
- o helicóptero com cocaína
- o PCC em SP
- os bilhões de reais para os acionistas da Sabesp, que o mentiroso do alckmin disse que não foi privatizada, e qual foi a solução da seca em SP!?
.......
Assim é o Partido Sabotador Desmanchista Brasileiro/PSDB.

Henrique

Anônimo disse...

FUNDAÇÃO DO PSDB
Historiadores e a ata de fundação do partido revela um dos itens defendidos que são as privatizações, acabando com o Estado forte, ou seja, o NEOLIBERALISMO.

Muita gente não concordou com isto, pois achava que seria um entreguismo.

Desde a sua fundação o PSDB tem a 'sina' de taxar o contribuinte e vender tudo para um crescimento rápido.

É o Estado mínimo junto com seu povo.

Henrique

Anônimo disse...

No PSDB ou no IFHC não há nenhum programa para o país.

Os economistas tucanos só querem saber de faturar no mercado financeiro, sem idéias para o país.
Segundo o economista Nakano da equipe do Alckmin não deveria ter controle da inflação e o câmbio deveria ser desvalorizado(FSP, 11/10/06).

Henrique

Anônimo disse...

O PSDB nunca contou com o povo, só com os mais abastados e o resto vira estatística.

As idéias dos tucanos são coisas já existentes.

Nos 8 anos no poder ninguém viu o arrocho dos tucanos

A farsa tucana é revanchismo.

A cara-de-pau tucano é esconder como eles são mestres, a farra fiscal e fazer social democracia sem o povo.

Henrique
.

Anônimo disse...

Partido Sabotador Desmanchista Brasileiro – PSDB

Com seus bacharelados, mestrados, doutorados e demais especializações aqui e no exterior, não conseguem superar Lula-Dilma.

É que os tucanos não conhecem e não querem conhecer o povo brasileiro.

Henrique

Anônimo disse...

De maneira bem crítica e sem partidarismo, os oito anos de FHC e o PSDB, foi e é muito pouca coisa para tanta intelectualidade, tanta ética, tanta capacidade, tanta honestidade.

Cito como exemplo de tamanha intelectualidade dois fatos:
- o Sr Enganador da Atômica Bolinha de Papel/serra disse que o caos educacional em SP era por causa da imigração,
- o FHC chamou-nos de vagabundo e tupiniquins.

Para quem estudou em Sorbone e Harvard, é muito rasteiro.

Henrique

Anônimo disse...

O povo brasileiro para o PSDB:

- FHC tinha uma cozinheira francesa no planalto!?
- chama o brasileiro de "TUPINIQUIM"!?
- chama o aposentado de "VAGABUNDO"!?
- com a portaria nº 646/97, que fixou metas para diminuição da oferta de ensino médio pelas escolas federais!?
- com o racionamento de gás!?
- com o "apagão"!?
- com a compra de votos para a reelieção!?

Com o povo brasileiro - nada!

Henrique

Bento Lisboa disse...

É, jorge Poltrao marcelo, o autor deste texto brilhante vai te ouvir e atender a sua opiniao imbecil.

Anônimo disse...

Não é mais fácil parar de ir preso, parar de roubar, parar de sair da Petrobras com fama de Graça, parar de assistir tesoureiros e mais tesoureiros sendo expurgados, ministros ensacados e fazer apenas o que o Davis escreveu?
Aí que tá, o PT está com o povo, mas o povo está envergonhadíssimo do PT.
Pois tudo que pregou, que combateu, que ameaçou, se desfez em putarias.
Bobos vcs não são. Hipócritas, talvez. Defensores de mais do mesmo, com aura de éticos, limpos, hoenestos e voltados ao povo, sim.
Acontece que o povo, além de não saber quem são, também - se viesse a saber- teriia vergonha e nojo...

Anônimo disse...

Por que a rede sonegadora,ops, globo, mandou remover todas as citações a FHC/PSDB em reportagens sobre a lava-jato?

Será porque eles não sabem quem são ou é vergonha e nojo do FHC/PSDB?

Henrique

Anônimo disse...

Por que o mensalão tucano - cujo relatório da Polícia Federal/Del Zamprogna entregue em 04/07/1998 ao 'erói' da pátria/joaquim - até hoje ninguém foi preso e nem juiz há para o caso?

Será que há alguém 'envergonhadissimo' com isto?
Será que o povo teria 'vergonha e nojo' disto?

Anônimo disse...

Quando o Sr Enganador da Atômica Bolinha de Papel/serra/PSDB, assumiu a prefeitura em SP, ele, simplesmente, acabou com o orçamento participativo.

Ou seja, saiu da social democracia e partiu para o golpismo.

Henrique

Anônimo disse...

A dívida pública no Brasil:
- em 500 anos: 38% do PIB,
- em 8 anos da social democracia/FHC/PSDB: 78% do PIB.

Henrique

Anônimo disse...

Argutos
Andre Vargas, do PT, na cadeia hoje.
Argutos do futuro do pretérito.
E mais um do PT - mais do mesmo - na cadeia.
Argutos comentários.
Pena que não ajudam em nada na vergonha que o povo sente do partido de Andre Vargas.
Mas argutos...

Anônimo disse...

Mauro Pires de Amorim.
Como você ainda não publicou meu comentário anterior, mas visando esclarecer e complementar. Segue o seguinte adendo.
Quando me refiro a "Lumpen Esquerda". Refiro-me realmente a forma de alienação voluntária, já que, em partido político, gente que não estuda é alienado voluntário, vez que, estudar é raciocinar, cruzar dados informativos dinamicamente, mas tem gente que prefere jogar o marketing do Big Brother eleitoral.
O grande "companheiro", parceirão do PT, o PMDB, não é um partido de "esquerda", pelo contrário, é centro-direita pois tem fortes raízes de formação e mentalidade de colaboracionistas do "Antigo Regime" e a última vez que o PMDB sentou-se na Presidência da República ou teve tanta influência como nos tempos atuais, foi no tempo do Sarney e de lá para cá, o PMDB fica só na oposição ou comendo bocadas nos cargos em troca da pretensa "governabilidade". Portanto, a política econômica do PMDB desde os tempos em que comodamente pararam de estudar, remonta a era Sarney, Dílson Funaro e Maílson da Nóbrega. E penso que lembramos e sabemos bem no que a política econômica culminou.
Felicidades e boas energias.

Davis Sena Filho disse...

Prezado Mauro, o fórum deste blog é livre. Portanto, o leitor envia a mensagem e ela é publicada sem a minha interferência. Reenvie, por favor, sua mensagem anterior. Felicidades e boas energias. Abraço.

Anônimo disse...

Mauro Pires de Amorim.
Bem, deve ter havido algum problema técnico. Mas de qualquer maneira, reescrevo o teor da mensagem anterior, que segue abaixo.
A política no Brasil é feita em facções. Quando uma facção é situação, a posição da outra facção é ser oposição e portanto criticar e procurar embarreirar a facção detentora do poder. Esperar quem esteja no poder enfiar os pés pelas mãos e cair de pau em cima. Mas a verdade é que por trás dessa postura de situação e oposição existe muito discurso e pouca efetividade material que ultrapasse o marketing da palavra.
E tudo na efetividade, enquanto assunto de Estado e governo no exercício de seu papel principal, bem como o exercício da oposição responsável, madura em termos democráticos, fica para amanhã, para "o futuro". E o futuro nunca chega, pois trata-se do futuro.
Com isso, o tempo passa, gerações se sucedem na existência e continuamos no presente, como estávamos no passado e nosso futuro será o nosso presente-passado ou passado-presente. Algo do tipo correr na esteira rolante e dizer que chegará a algum lugar, sem de fato, materialmente, sair do quarto ou sala onde a esteira rolante está situada. Pode-se até queimar calorias, fazer-se esforço, mas a paisagem e lugar, será sempre o mesmo quarto ou sala.
Dilma hoje diz que os esforços econômicos estão esgotados e quer ajuste fiscal já. Conforme já mencionei em escritos anteriores, o sistema tributário existe para fazer a passagem do capital privado para o capital público, compondo o orçamento.
Ora, o perigo de se ter uma carga tributária elevada é que os donos da economia ao serem onerados, repassam os preços para o consumidor. No velho esquema do peixe maior que come o peixe menor que ele e esse por sua vez, come o menor ainda. Sabe o que isso significa? Alimentar a inflação, vez que para cada real no bolso, haverá uma carga percentual incidindo sobre seu poder de compra dos produtos e a com essa perda do poder compra da moeda nacional, haverá uma queda no consumo e a economia, mesmo em países socialistas, também é feita de consumo. Caso haja a volta do "gatilho salarial", engendrará a emissão de moeda sem lastro de produção e consumo e mesmo que a saída seja a exportação, todos os países no planeta, protegem seu mercado produtor nacional por meio de barreiras alfandegárias ou impostos de importação, pois é isso que sustenta cada economia nacional, servindo de escudo, vez que sempre que compramos qualquer produto importado, garantimos parte do emprego da produção e comércio de exportação nos países onde são produzidos, restando para o país importador somente o setor do serviço de importação e venda no comércio nacional.
Portanto, mexer no sistema tributário, que também está intimamente ligado com o sistema econômico em termos nacionais, pode ser outra forma de meter os pés pelas mãos mais uma vez, se enrolando mais ainda. E é claro, quem vai sofrer são os mais pobre, mais economicamente desprotegidos por terem menor salvaguarda de capital para viver.
A inflação está de volta, mas o governo e seus "aliados" a calculam na média do consumo, mas o fato é que alimentação, moradia e itens de higiene, itens de 1ª necessidade para a vida estão subindo vertiginosamente, enquanto, ferragens, pedras, tijolos, cimento, plásticos, borrachas, tecidos, elétrico-eletrônicos. Mas ninguém vai chupar prego ou parafuso para viver. Isso equivale a um bombardeio e tome bomba na vida do povo.
Esse é o teor do meu comentário que por algum motivo ou erro não foi publicado e para finalizar, o PT além dos "companheiros" do PMDB, deveria também arguir o "companheiro" Fernando Collor de Mello, afinal, são todos aliados, embora ache eu que o país tem mais a perder do que ganhar com essa "aliança" da situação do poder político.
Felicidades e boas energias.
Esse é o jogo cíclico do poder político no Brasil.

Anônimo disse...

O PT não poderá retornar ao berço, pois um Petralha o roubou...............

Anônimo disse...

Mauro Pires de Amorim.
O povo brasileiro, tão vivido nas agruras da existência, usa em seu vocabulário diário o termo sobreviver ao invés de viver.
Ora, etimologicamente, sobreviver é uma situação excepcional ou trágica, catastrófica. A gente só quer viver.
Mas tudo bem, cara de um focinho do outro. por isso penso que o PT não precisa inventar inimigos, pois dorme e anda com eles e afaga como companheiros, parceiros(as), amigões, aliados.
Com "amigos" desses, quem precisa de inimigo? Ah..........marketeiramente.
Bem apesar disso, a vida ou sobrevivência continua, não fosse assim, a raça humana não teria vingado nesse planeta, apesar de tudo.
Felicidades e boas energias.

Anônimo disse...

"...Consenso de Washington, de 1989, começaram a colocar em prática a depredação e a alienação dos estados nacionais,..."

Não é difícil perceber que a política/PSDB/FHC de juros que gerou uma dívida do nada, que obrigou ao aumento dos tributos, à apropriação da base de arrecadação dos estados pela União, ao desestímulo à formalidade.

Este conjunto foi assustador: aumento da carga tributária para cumprir acordos do FMI, endividamento interno, vulnerabilidade externa = redução do crescimento.

Precisamos ser isentos, foi o que aconteceu desde 1998.

Os críticos de plantão é que simplificam muito o discurso sem dar explicações nenhuma.

Anônimo disse...

A incompetência do PSDB/FHC, a 'quebra' do traidor da pátria em 1998, criou uma social democracia golpista que é explicável:

- o fundo americano LTCM (Long Term Capital Management), quando entrou em colapso, foi a última grande crise das bolsas, em 1998;
- Brasil e Rússia quebraram algum tempo depois, uma das 2 quebras que o Brasil teve foi sob o sátrapa de Higienóplois/FHC e
- a culpa das 2 quebras foi de todo mundo, menos do FHC, que nada sabia.

Atualmente, a grande mídia e os tucanos/DEM/lacaios/... torcem por uma quebra igual a de 1998.

Henrique

Anônimo disse...

Para quem estudou em Sorbone e Harward e não acrescentou nada ao País, é muito ‘rasteiro’ para intelectuais/capazes/éticos/honestos/trabalhador... e outros títulos midiáticos, espezinhar o seu prórpio povo e querer praticar o golpismo.

Anônimo disse...

Não acrescentou nada ao País o Real?
Que o PT foi contra?
Andre vargas que acrescenta, enquanto o povo senta.
Senta, mas esta envergonhadíssimo.
Do Real?
Não.
Do PT?
Sim.
E se ao menos soubesse quem são vocês, teriam também nojo...

Anônimo disse...

Mauro Pires de Amorim.
Concordo com você quanto da crise de 1998 que bateu em 2002. A Rússia sofreu, mas aprendeu a lição desde essa época e mesmo com tudo que se faz para derruba-lá ela resiste, enquanto o Brasil que ficou embromando, caí por contra própria atolado em seu próprio engodo do ciclo político viciado.
Sabe qual a diferença entre Brasil e Rússia?
A Rússia é autônoma em tecnologia e tem grande participação na China, já que ficou como herdeira das patentes da URSS. Todo o esteio de potência econômica da China de hoje teve base na tecnologia da URSS. Os chineses historicamente sabem disso e mesmo países socialistas existe economia que funciona igualzinha aos países liberais capitalistas, a diferença, que é grande é que países socialistas não possuem sistema tributário, já que este existe para fazer a passagem do capital privado produtor de riqueza para o capital público, compondo o orçamento, já que em países socialistas o Estado já é o detentor dos meios de produção de riqueza e assim, todas as empresas são públicas. O grande desafio de países socialistas consiste em ter que se administrar todo o complexo industrial-comercial e tecnológico como grande conglomerado econômico nacional e chineses vem fazendo isso desde os meados dos anos de 1950. A URSS foi o 1º país socialista no mundo e quando se é pioneiro em algo é natural que se cometa erros. Os chineses aprenderam com os erros da URSS e diversificaram sua economia com um pequeno mas eficiente sistema tributário. Algo que nos países liberais capitalistas sérios se faz também e é chamado de capacidade contributiva dentro da justiça tributária, afim de não onerar a economia com excessiva carga tributária, causando efeitos econômicos indesejáveis e impossíveis do Estado controlar, conforme menciono no meu comentário acima. Portanto, mesmo entre países socialistas, ninguém dá nada de graça para ninguém, oferece a chance de compra de seus produtos e tecnologia como alternativa de negócio e por vezes bem mais viáveis na relação custo-benefício. Não dá o peixe, mas oferece a vara e ensina a pescar. Tudo depende da avaliação do país interessado, logo seus políticos e partidos políticos.
Quanto ao Brasil, é um país dependente, principalmente tecnologicamente que praticamente não produz tecnologia própria, paga royalties ou direitos autorais milionários para ter projetos feitos em outros países de detentores das patentes ou direitos autorais estrangeiros europeus ocidentais ou norte-americanos, tendo basicamente um parque industrial de montadoras de projetos internacionais. E não falo apenas de automóveis, já que o termo montadora é mais comumente usado como referência a tal setor industrial, mas no mesmo sentido referido a automóveis, o restante do parque industrial brasileiro é composto basicamente de montadoras de projetos e direitos autorais estrangeiros.
Como brasileiro, sinto muito que ao longo de nossa história gerações de governantes, políticos e partidos políticos não tenham relevado isso, preferido se isolarem egocentricamente e hedonistamente em suas ilhas da fantasia megalômanas de uma realidade nacional fantasiosa ou marqueteira, deixando o país no atraso do passo da história.
Felicidades e boas energias.

Marvio disse...

Depois de ler o Davis, o Mauro, o Henrique e ler este demente anônimo e ignorante acima é dose pra mamute. Chega a ser ridículo uma paca dessa querer debater sem conhecimento de nada. Um boçal completo.

Anônimo disse...

Caramba sujeito!!!!!! O Hospício te afeta tanto???? Petralhismo estoico.....defender corruptos para manter suas convicções é correto? fazer uma leitura tosca da história recente do país é saudável?
Este blog só existe para defender o indefensável e provavelmente com verbas da SECOM. Fechem o Hospício.... e tem outra Comunismo deveria ser considerado crime, tanto quanto o Nazismo......um regime criminoso, perpetrado por vermes assassinos.....divulgar a foice e o martelo deveria ser proibido e punido como apologia ao crime contra a humanidade, tanto quanto a suástica....

Anônimo disse...

Eu sou COXINHA......Petralha é CAIXINHA. Tudo para a caixinha.....verbas do SECOM, da CEF, do BNDES, da PETROBRAS ou PTROUBAS........Coxinha se manifesta no domingo, ele não é vagabundo e trabalha. Petralha se manifesta a qualquer dia e hora, ele não trabalhe e não estuda.....coxinha é "bom moço" e Petralha é "bom almoço grátis", sempre 0800.....ou PT acaba como o Brasil ou a Saúva (ou seria a Lula) acaba com a "Viúva", mas de um modo ou de outro o Brasil acaba nas mãos de um Petralha.

Anônimo disse...

Em discurso na Cúpula das Américas, a presidente Dilma ouviu elogios do presidente Barack Obama: “Vejam só o exemplo do Brasil, em combate a corrupção… Precisou-se que uma mulher chegasse ao poder para se começar a limpar a corrupção”, disse ele.

Dilma é do PT.
A social democracia/PSDB e Cia, é golpista - são os zumbis da ditaduta.
Dilma, do PT, teve coragem de dar autonomia à Polícia Federal para tirar a corrupção debaixo do tapete, capitaneada pela grnade mídia.
O fortalecimento da PF começou com Lula, que também é do PT.
Durante os oito anos da administração de FHC, foram registradas apenas 48 operações da Polícia Federal.
FHC é do PSDB, aquele da social democracia golpista.

Será que os cartazes das manifestações coxinhas, continuarão a ser escritas em inglês?

Os coxinhas sociais democratas golpistas foram pegos pelo Obama.

É como diz o espetacular Davis: "O Partido dos Trabalhadores tem um compromisso inadiável com a democracia, com a igualdade de oportunidades e com a justiça social."

Henrique

Anônimo disse...

O PIB do Brasil, que era de 534 bilhões de dólares, em 1994, caiu para 504 bilhões de dólares, quando o social democrata golpista/FHC/PSDB deixou o governo, oito anos depois.

Para subir, extraordinariamente, destes 504 bilhões de dólares, em 2002, para 2 trilhões, 300 bilhões de dólares, em 2013, último dado oficial levantado pelo Banco Mundial, crescendo mais de 400% em dólares, em apenas 11 anos, depois que o PT chegou ao poder.
Fonte: Banco Mundial, (http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.CD)

O que fez o social democrata golpista FHC/PSDB com os mais de 100 bilhões de dólares da sua privataria?
??

Henrique

Anônimo disse...

O PT é um partido tão comunista que nenhum, NENHUM, governo apoiou, como ele, o capitalismo e a livre iniciativa em nosso país.

Henrique

Anônimo disse...

'Colonizado e subserviente foi o PSDB/FHC.'

O Lula não saiu do Governo dono de uma fazenda no interior de Minas.

Henrique

Anônimo disse...

'Colonizado e subserviente foi o PSDB/FHC.'

O PT não comprou a reeleição.

Henrique

Anônimo disse...

Quem está envergonhadissimo?

O PT não se deixou atropelar no trensalão.

Henrique

Anônimo disse...

'Colonizado e subserviente foi o PSDB/FHC.'

O PT não vendeu(doou) a Vale a preço de banana, a telefonia e nem entregou a Embratel aos americanos, com os satélites de comunicação das Forças Armadas brasileiras dentro.

Henrique

Anônimo disse...

'Colonizado e subserviente foi o PSDB/FHC.'

O FHC se reelegeu com o câmbio fixo, amparado no Bill Clinton e o FMI, e na semana depois da posse deu uma cacetada no câmbio.
Quem apostou nessa utopia, perdeu, quebrou - literalmente.

Henrique

Anônimo disse...

Datafolha em 12/04/2015:

Lula - 50% da preferência nacional.
FHC/PSDB/entreguista/subserviente: aparece bem distante, em segundo lugar, com 15%.

Lula, inabalável, apesar da campanha de ódio contra o PT.

Henrique

Anônimo disse...

Mauro Pires de Amorim.
Deixo bem claro por antecipação que não sou contra o Brasil. Apenas expresso minha visão e parco conhecimento, afinal, temos que trabalhar com a realidade e em termos analíticos básicos como esteio.
Os países tem 2 opções.
A 1ª é crescer para dentro, permeando desenvolvimento adequado, desenvolvendo pesquisa e tecnologia, qualidade de vida e circulação de bens e capitais na economia interna. Isso é algo que se faz constantemente ao longo da história e em épocas de crise global e conjuntural externa, como agora, a solução para a época das vacas magras. Mas para realizar isso, é preciso ter reserva de capital, poupança em todos os sentidos no sistema nacional.
A 2ª opção é exportar, essa opção depende do câmbio externo e da bonança ou vacas gordas na economia internacional. Mas mesmo assim, com o capital auferido externamente, ter sabedoria onde aloca-lo, não estourar o orçamento torrando tudo com a mentalidade do quanto mais ganha mais gasta até gastar tudo e na época das vacas magras ficar pedindo esmola, tal qual retrata a comédia "Até Que a Sorte Nos Separe".
Portanto, saber poupar, gastar estrategicamente e inteligentemente, de forma comedida, na maneira de se ter reservas para manter uma média de gastos. Não gastar hedonisticamente e de forma marqueteira irresponsável, de modo que, da noite para o dia, não se saia da riqueza para a pobreza.
Felicidades e boas energias.