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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Francischini é o brucutu da porrada. Richa é o mandante truculento. Ambos iguais

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Richa e Francischini: a educação por intermédio da porrada.
Beto Richa é playboy, tal qual a Aécio Neves e Cássio Cunha Lima. Eles se divertem e curtem as suas “douradas” vidas, adoidados, sempre em cargos eletivos e de relevância, como os de governadores e de senadores. Nunca moveram uma palha para se elegerem e pegaram a carona político-partidária de seus pais e avô, Tancredo Neves, Ronaldo Cunha Lima e José Richa. Politicamente são mais conservadores que seus progenitores, apesar de serem de uma geração mais jovem.

Viveram a vida inteira no high society, em baladas e festas, não conhecem as dificuldades pelas quais passam a maioria dos brasileiros, bem como não compreendem a dor alheia, porque viveram, de forma ampla, em um mundo hedonista, privado, sectário e dedicado a poucos, com a cooperação do Estado, transformado em patrimonialista, ou seja, direcionado para atender às demandas da alta burguesia, da qual fazem parte esses três políticos criados a pão de ló, farinha láctea e todo tipo de achocolatado, para que esses meninos, coxinhas, crescessem e se divertissem como chefes de governos de estados.

Contudo, o assunto é o senhor playboy Beto Richa, autêntico político autoritário e despido de quaisquer sensibilidades sociais. Há anos este filho das elites escravocratas e inquilino da Casa Grande tripudia contra o povo paranaense, de forma fascista e virulenta. Richa, o playboy das Araucárias, considera que negociar é ser derrotado, porque em sua cabeça reacionária e conservadora, os trabalhadores não passam de mão de obra barata para alimentar a opulência e a fartura das classes sociais abastadas, que, divorciadas dos interesses do Brasil, pisoteiam os mais fracos e violam todos os códigos da civilidade, de honra e respeito.

E por quê? Porque não é normal e nem civilizado que tal brucutu, a ter como seu assecla, o violentíssimo, pois truculento, o secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, um valentão acusado de horrores praticados, como os acontecidos quando ele andou pelo Estado do Espírito Santo. Além disso, tal ser bestial conspirou efetivamente em Brasília para que o governador do DF, o petista Agnelo Queiroz, fosse derrubado do poder, ao ponto de Francischini pensar em concorrer ao cargo de governador da capital do País, mesmo a ser um político do Paraná.

Lamentáveis são as cenas de barbáries praticadas por essa dupla dinâmica às avessas, que, perversamente, mandou “sentar” a porrada em trabalhadores da Educação, em estudantes e em quem quer que seja, se ousasse a questionar o governo direitista, violento e autoritário de Beto Richa e Fernando Francischini, este último que, na maior cara de pau, ainda almeja concorrer às eleições para prefeito de Curitiba, depois de a polícia comandada por esse político de perfil fascista ferir mais de 200 pessoas e sangrar dezenas e dezenas de professores, como não deixam margem a dúvidas as fotos e as filmagens dos massacres perpetrados pela polícia do Paraná, a mando de Richa e Francischini.

O bate-pau Francischini, o que “enfiou” um monte de parlamentares mequetrefes em um camburão para eles votar contra os interesses dos trabalhadores, mas que, por sua vez, foi impedido por um único servidor de se aproximar do carro por intermédio de um simples empurrão. O valentão do Paraná correu feito uma lebre velocista, em um medo que não condiz com sua condição de policial e muito menos com seus discursos — verdadeiras odes à violência, à macheza, ao “prendo e arrebento”, à desfaçatez e à falta de consideração e respeito.

A estupidez, a intolerância e a intransigência tucana é o DNA do PSDB e de seus congêneres, a exemplo do DEM, do SD, do PPS, que foi anexado pelo PSB, partido que abraçou com força a direita e traiu a aliança de 30 anos com o PT, a jogar sua história no lixo e deixar, sobretudo, sua militância perplexa ao tempo que admirada com tanta leviandade, ausência de discernimento político e percepção histórica, bem como a incontrolável vontade de servir, como um cão de caça, à sua nova patroa: a plutocracia e seus meios de comunicação privados e alienígenas.

Richa é um estúpido, no sentido literal da palavra. Somente um mandatário estúpido, em plena democracia, com as instituições a funcionar a toda prova, apesar das crises reais, artificiais e superdimensionadas por uma imprensa meramente de negócios privados, nomearia para ocupar o importante cargo de secretário de Segurança um homem da estirpe de Francischini, de passado sombrio, no que diz respeito à violência e à falta de discernimento sobre as questões e os antagonismos sociais, além de não ter a compreensão de que um político real e consciente serve aos interesses do povo, dos trabalhadores e não do status quo — do establishment.

Por seu turno, percebe-se nitidamente que o Paraná está à frente da reação contra a vitória do PT nas eleições presidenciais. Hoje, politicamente, o Estado sulista é mais agressivo que São Paulo, berço dos tucanos de alta plumagem e que também estão inconformados com quarta derrota consecutiva para o PT. O Paraná sempre foi conservador. É histórico. Todavia, o histerismo da direita paranaense ultrapassou todos os limites do que é civilizado e sensato, até porque a democracia tem regras, que são subordinadas à Constituição e ao Estado Democrático de Direito.

O Paraná se transformou em um Estado golpista e inconformado tanto quanto o playboy Aécio Neves, que desde sua derrota em outubro não pára de falar em impeachment contra uma mandatária legalmente eleita com mais de 54 milhões de votos e que não cometeu crimes de responsabilidade. O senador Aécio se transformou em um golpista, enquanto seu avô, Tancredo, sempre combateu golpes, desde os tempos do estadista e trabalhista gaúcho, Getúlio Vargas. É o fim da picada e um deboche contra a memória do antigo político mineiro, que, se vivo fosse, ficaria de “cara” com as diatribes e a alma de mau perdedor de seu neto, boêmio do Leblon e de Ipanema.  

E o Paraná continua a trilhar por veredas tortuosas em prol dos interesses do establishment nacional e internacional, a combater no campo do Judiciário e do MP o Governo Trabalhista, a fazer indevidamente política e a se intrometer em questões administrativas referentes às decisões de um governo ou de um presidente eleito, no caso a presidenta Dilma Rousseff.    

Autoridades como o juiz Sérgio Moro, os delegados aecistas da PF, que fizeram campanha contra a presidenta Dilma e ofenderam o ex-presidente Lula, mesmo a investigar um caso oficial grave, como a operação Lava Jato, estão indelevelmente a fazer política, e de oposição ao Governo. É nítido. Visível. Só não vê quem não quer ou não tem um mínimo de discernimento ou de conhecimento sobre a política brasileira e o nosso Judiciário.

Além do mais, autoridades estaduais e influentes, exemplificadas no governador e no secretário de segurança estão mancomunadas com essa gente, porque os interesses são os mesmos: derrubar a presidenta Dilma ou macular sua imagem, desqualificando-a, desvalorizando-a, a desconstruí-la, com o propósito de engessar seu governo e colocá-la até o fim de seu mandato em uma redoma infernal, de forma que quando acontecerem as eleições de 2018 o PT e suas lideranças não tenham chances de vitórias. Se é contra o Governo Trabalhista e o PT, aí vale tudo.

Por seu turno, se é contra o PSDB e seus congêneres, o mundo se torna irreal, pois surreal, ao ponto de greves de categorias grandes e influentes praticamente não existirem para a imprensa empresarial no Pará, no Paraná e principalmente em São Paulo. E por quê? Porque são estados controlados por tucanos e tucanos são “puros”, “legais” e “probos”. Os magnatas bilionários de imprensa mandam seus empregados esconder os fatos e as realidades, afinal o PSDB não tem caixa dois e nunca existiu Mensalão tucano, além de outros inúmeros escândalos protagonizados pela tucanagem.  

E tudo isto com a complacência, a blindagem e a cooperação da imprensa dos magnatas bilionários, da Justiça e do MP. O governador Beto Richa e o secretário Fernando Francischini podem ser estúpidos, mas sabem que contam com a imprensa familiar amiga para cometer suas tiranias e sangrar os trabalhadores. Trata-se do Paraná do PSDB.  É isso aí.

17 comentários:

Anônimo disse...

Para com isso Petista.............Seu PT é mil vezes pior...........E defender bandido do PT é ofensa ao povo brasileiro...........

Anônimo disse...

Atirador de elite para uma manifestação de professores!?

!?!?!?!?!

Henrique

Anônimo disse...

Para cobrir o rombo orçamentário, é pau nos educadores.

Esta é a civilidade e a democracia tucana.

Henrique

Anônimo disse...

Francischini é um jagunço do Beto Hitler. Qual patife chegaria a tanto!?

Assim é a democracia tucana.

Henrique

Henrique Cesar disse...

COMO UM BANDIDO TUCANO OFENDE O POVO BRASILEIRO

Do Deputado Jorge Pozzobom – PSDB-RS:

“Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Repetindo: “Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Imaginem o quanto este bandido estudou e trabalha para ofender o povo brasileiro.

Henrique

Jorge Marcelo disse...

Estima-se que a reconstrução do Nepal vai custar 6 bilhões de dólares.
Considerando que o prejuízo contábil da Petrobras chegou próximo de 20 bilhões de dólares, podemos concluir que financeiramente é melhor um país ser devastado por um terremoto do que administrado pelo PT

Henrique Cesar disse...

O FHC torrou 100 bilhões da privataria.

Quanto o beto hitler torrou no PR?

Henrique

Henrique Cesar disse...

Por que tanto medo dos professores?

Será porque o beto hitler quer que a Assembléia Legislativa aprove o confisco da previdência dos servidores públicos do Paraná?

Henrique

Henrique Cesar disse...

Por que tanto medo dos professores?

O beto hitler convocou 1.120 PM - um efetivo maior do que o usado diariamente na capital Curitiba.

Tudo isto para garantir a votação do confisco da previdência dos servidores públicos paranaenses?

Por que tanto medo dos professores?

Henrique

Henrique Cesar disse...

Será que tudo isto foi só para impedir o protesto dos professores?

Por que será que o brucutu francischini e o beto hitler têm tanto medo dos professores?

Será que eles nunca estudaram e trabalharam!?

Henrique

Anônimo disse...

Pelo menos nisto a Madonna acertou ao declarar: "Se você não gosta de mim, mas continua vendo o que eu faço, então você: É meu fã." (Madonna). Por analogia e pelas evidências solares, quem mais curte, admira e adora o Davis, embora inconscientemente, pois está sempre por aqui, sem faltar um post sequer, e tentando aparecer da forma mais bizarra possível, é esta criatura denominada jorge marcelo (minúsculo mesmo) .Credo@!

Ana koffman disse...

Davis, você é o maior jornalista que li na vida. E olha que eu tenho 76 anos. Obrigado. Ainda existe gente pensante na imprensa de um país vítima desta imprensa corrupta.

Marcos Lúcio disse...

Para variar, seu texto está irretocável e extremamente lúcido e/ou coerente com o bom senso, no mínimo.Ainda não tenho 76 anos, mas concordo absolutamente com a dona Ana Koffman, acima.Qualquer humanista considera vergonhoso , bárbaro, criminosos, e imperdoável o massacre curitibano..O presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro e da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB, Wadih Damous, avalia que a polícia militar do Paraná, por ordem do governador, "espancou de forma selvagem professores em greve na defesa de seus direitos que estão sendo esbulhados por um governo inconsequente, incompetente e violento". Damous classifica ainda como uma "brincadeira irresponsável" dizer que houve confronto, chamando os fatos violentos de "verdadeiro massacre contra educadores desarmados". O jurista cita o exemplo de 17 policiais que se recusaram a participar da "selvageria", acreditando que eles devem ter respeitados, naturalmente, "professores de seus filhos". Em uma declaração nas redes sociais, Damous chama o governador do estado de Beto "Hitler" e afirma que tal apelido não é a toa - "mostra que não reúne as mínimas condições de governar um estado tão importante", dispara.Jorge Luiz Souto Maior, professor de Direito na Universidade de São Paulo, destaca que o que aconteceu na cidade pode ficar conhecido como o "Massacre de Curitiba", em referência a outros ataques históricos contra a classe trabalhadora e a população. Para ele, a ação covarde contra os professores demonstra uma afronta à lógica democrática, sobretudo no que se refere a reivindicações de trabalhadores. A Anistia Internacional se posicionou sobre o ocorrido, criticando a resposta do governo do Paraná à ação policial. “É fundamental que a violência de ontem seja investigada, de forma célere e independente, e que as autoridades do alto escalão também sejam responsabilizadas pelo que ocorreu. A polícia não age por conta própria e as falas das autoridades mostram que para o governo a ação policial foi adequada. Isso é um agressão à liberdade de expressão e ao direito à manifestação pacífica”, afirma Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional Brasil.

Marcos Lúcio disse...

Por Kiko Nogueira
Richa é o Aécio que venceu as eleições?

O silêncio do PSDB em relação à truculência da PM paranaense contra os professores é sintomática do oportunismo e da indignação coletiva de seus dirigentes.

Onde está a histeria de um Carlos Sampaio, o Carimbador Maluco? Onde foi parar Aloysio Nunes e sua vontade de fazer sangrar? FCH? Serra?

Num vídeo do 1º de Maio, ao lado de Paulinho da Força e de Eduardo Cunha, Aécio falou que aquele era o “dia da vergonha, o dia que a presidente Dilma se acovardou e não teve coragem de dizer aos trabalhadores brasileiros porque eles vão pagar o preço mais duro desse ajuste”.

Ok. Instado a se manifestar sobre a pancadaria em Curitiba, foi sucinto. “Nós lamentamos profundamente”, disse. “Nada do que aconteceu em Curitiba deve ser objeto de ironia ou de críticas”.

Era isso? A batalha campal não pode ser criticada ou ironizada? Foi uma indireta a Dilma, que fez uma observação, aliás tímida e superficial, da porradaria.

Quem determina o que pode ser dito? Nenhuma palavra de solidariedade de Aécio a quem apanhou pelas mãos da polícia de um colega de legenda?

Em setembro de 2014, Aécio esteve com Richa em alguns comícios. “Vim buscar no Paraná exemplos de iniciativas para bem governar o Brasil”, discursou. Num evento tucano, ainda cravou: “Da minha geração, Beto Richa é o mais bem preparado homem público”.

Um modelo de gestão fabuloso. Entre outras coisas, os dois têm em comum a faixa etária (ambos nos 50) e o fato de ser membros de uma dinastia política. Richa é o Aécio que venceu as eleições e cujo preço os paranaenses pagam com pitbulls.

Anônimo disse...

Só um lado foi agredido - os professores.

Tinha até atiradores de elite!

Por que a mídia golpista e seus lacaios dizem que foi um confronto?

Os tucanos nunca se importaram com a educação!

O cheiroso do senador que dirige bebado, aecio, ainda disse que o beto hitler não deve ser questionado!

Henrique

Jorge Marcelo disse...

Você é fã da Madonna, anônimo bichona? Ahahah

Anônimo disse...

Uma bichona, se fosse o caso, sempre reconhece a outra, jorginho ahahah.