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Marina é oposição pra valer, mas contra o Brasil. Chico Mendes, a quem Marina chamou de elite foi assassinado por fazendeiros — a verdadeira "elite". |
O PASSADO É A VIRTUDE DO PRESENTE, QUE NOS LEVA AO PORTO SEGURO — DSF
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Marina é a direita, estúpido! Quem nunca comeu melado se lambuza
Por Davis Sena
Filho — Blog Palavra Livre
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Dilma exorciza na ONU o complexo de vira-lata dos barões da Casa Grande
Por Davis Sena Filho — Palavra Livre
O diário O Globo e os colunistas de direita, a exemplo de Merval Pereira, possuem uma contradição comum aos subalternos e subservientes ao poder norte-americano e dos países imperialistas da Europa Ocidental. Eles sentem “vergonha” da presidenta brasileira por ela dar continuidade a uma diplomacia não alinhada, pois não submetida aos interesses dos países ricos do ocidente.
Por
sua vez, ficam muito irritados ao que eles consideram ousadia e atrevimento de
o Brasil dar opinião e criticar duramente, por exemplo, os bombardeios dos
Estados Unidos e de seus aliados contra os militantes do Estado Islâmico, que
efetivam suas atividades de guerra no Iraque e na Síria.
Todavia,
os aliados ocidentais se deparam também com questões complexas na Ucrânia, a
ter a Rússia como poderosa antagonista. No norte da África, em países como a
Líbia e o Egito, bem como nos longínquos Afeganistão e Paquistão, países do centro-sul
da Ásia, os EUA, a França e a Inglaterra tratam com vespeiros insondáveis, de
difíceis soluções diplomáticas e militares, e se preparam para o pior. Depois,
esses governos têm de conviver com uma paranoia coletiva, organizam sistemas de
segurança extremamente rígidos, a impingir às suas populações um preço alto por
seus governos terem tantos inimigos.
Dilma
Rousseff, no decorrer de seu discurso de abertura criticou veementemente as
ações militares e a insistência das nações ricas e poderosas em tratar questões
que necessitam de diálogo e cooperação apenas com a força das armas. É evidente
que as armas imperialistas jamais arrefeceram o moral de grupos radicais e
armados, como o Estado Islâmico, que vicejam nessas regiões do planeta acostumadas
a contendas, guerrilhas, terrorismos e guerras seculares.
A
verdade é que apenas os grandes grupos capitalistas, os trustes internacionais,
que ganham vantagens, e, consequentemente, muito dinheiro, por intermédio dos
multibilionários comércios de armas, de petróleo e dos bancos, que financiam a
morte e lavam o dinheiro, de forma descarada e criminosa, pertencente aos
influentes homens de negócios, e, obviamente, aos governos dos países
ocidentais beligerantes de caracteres colonialistas.
Os capitalistas que controlam as corporações midiáticas brasileiras são partes
dessa perversa e assassina engrenagem internacional. Eles compreendem, sem
sombra de dúvida, o que a move e a faz rodar. Por isso, manipulam em suas redes
de concessões públicas as notícias, porque conscientes que a desinformação tida
como verdade favorece seus interesses legais e ilegais, pois são os porta-vozes
do sistema de capitais, que ora se encontra em crise e, por conseguinte, busca,
desesperadamente, saídas para suas decadências políticas e econômicas em âmbito
mundial.
Entretanto,
tais porta-vozes dos interesses do establishment, que atuam e agem no Brasil,
não sentem vergonha por serem colonizados, porque querem, na verdade, que o
poderoso País sul-americano continue como um eterno vagão, a ser conduzido de
um lado para o outro, conforme os interesses dos países que, após o fim da
Segunda Guerra Mundial, efetivaram um processo de domínio quase absoluto sobre
a maioria das nações.
Países
que não conseguem serem ouvidos na ONU, um órgão internacional que apenas
cumpre a função de ratificar as decisões dos Estados Unidos, França e
Inglaterra, além de seus aliados menos influentes, como o Canadá, a Austrália,
a Itália, a Alemanha e o Japão. Os três últimos são as potências derrotadas em
1945, e até hoje obrigados a sediar gigantescas bases militares pertencentes
aos yankees.
A
verdade é que no fundo essas “alianças” ocidentais, a ter a Otan como um clube
de guerra das potências vencedoras da Segunda Guerra, são, sobretudo, ocupações
militares e territoriais por parte dos aliados sobre os países que formavam o
Eixo e hoje compõem o sistema dos países hegemônicos em termos planetários.
Ponto.
O
discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da Assembleia-Geral das
Nações Unidas evidenciou que o Brasil se tornou uma potência regional que quer
também ser ouvido, porque seu propósito é participar das decisões em termos
mundiais. O Brasil é um dos vencedores da Segunda Guerra Mundial, realidade
esta jamais considerada e respeitada pelos inquilinos da Casa Grande, que
sempre trataram a participação brasileira como algo sem importância, quando na
verdade muitos soldados brasileiros morreram, pois lutaram em frentes violentas
contra os alemães.
A
“elite” brasileira esconde a nossa história, pois a trata como se fosse
irrelevante, quando a verdade é que somos uma Nação que conquistou e edificou
este País com suor, sofrimento e sangue. A Casa Grande é tão colonizada e
portadora de um indescritível e inenarrável complexo de vira-lata que chega ao
ponto de traí-la e desmerecê-la, porque a intenção é fazer com que o povo
brasileiro se sinta menor, com a autoestima baixa.
Ao
implementar esse processo vampiresco no decorrer de anos a fio, acredita a
direita midiática se tornar mais fácil combater governos e mandatários os quais
a imprensa alienígena e de mercado considera inimigos ideológicos, políticos e
de seus interesses meramente financeiros e comerciais. Trata-se da mesquinhez
em toda sua essência e da patifaria em toda sua plenitude.
A
presidenta Dilma Rousseff, diferentemente da subalternidade do ex-presidente
tucano, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele que foi ao FMI
três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o
Brasil três vezes, apesar de vendê-lo, deixou claro que o Brasil é um País
autônomo, com uma política internacional independente e soberana, não alinhada
às potências europeias e norte-americana, em um tempo de 12 anos.
Essa
realidade acontece desde que o presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da
Silva, e o seu chanceler, Celso Amorim, efetivaram no País uma política externa
que cooperasse para que o Brasil superasse suas dependências e, posteriormente,
combatesse com mais ênfase a crise internacional de 2008, a comercializar com
novos parceiros, a fortalecer o mercado interno, além de dar fim ao alinhamento
automático à potência do norte das Américas, fato este que se tornou real e
emblemático com o enfraquecimento da Alca, que o presidente petista abandonou,
pois a tirou da pauta do Governo trabalhista.
A
mandatária trabalhista disse que guerra e bombardeios não adiantam, pois se
adiantassem a questão israelo-palestina já teria sido resolvida, bem como o
Iraque não estaria desmantelado e dividido como nação milenar, bem como fez
referência à Síria. Este país está destruído e vivencia uma guerra fratricida,
cujos militantes do Estado Islâmico, que sonham em fundar um califado entre a
Síria e o Iraque, receberam armas e dinheiro das potências ocidentais.
Imperialistas
que sempre conspiraram contra o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, que
tal qual aos seus antecessores, manteve a Síria como um país não alinhado aos
EUA, e, mais do que isto, inimigo de Israel, além de ser geograficamente
estratégico no Oriente Médio. Por isto e por causa disto, o EUA tem enorme
interesse geopolítico no que concerne à tomada e ocupação da Síria e à entrada
de grupos políticos que possam servir como títeres ou bonifrates, ou seja, paus
mandados do país yankee e de seus interesses.
O
Brasil, como demonstrou a presidenta trabalhista do PT, Dilma Roussef, segue a
trilha de seu destino calçada pela soberania, autonomia e independência. Esses
são os desejos e sonhos da maioria do povo brasileiro. Os Brics, o Mercosul, a
Unasul, o Banco dos Brics, o Fundo dos Brics, a luta por uma cadeira para o
Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas, as parecerias políticas e
comerciais Sul-Sul em termos hemisféricos denotam que o Brasil mudou, e para
sempre.
Não
há mais espaço para a subserviência, a subalternidade e o complexo de vira-lata
tão evidenciados pelos inquilinos da Casa Grande e pelos coxinhas das classes
médias tradicional e alta. Posturas e condutas exemplificadas, sobretudo, nos
governos entreguistas e traidores da Pátria de Fernando Henrique Cardoso e de seus
chicagos boys, que governaram o Brasil, não como mandatários eleitos pelo povo,
mas, sim, nos papéis de caixeiros viajantes.
Pessoas
medíocres, cujo único objetivo era desmantelar o Estado brasileiro, além de
mantê-lo em uma política de dependência, que chegou ao seu auge de falta de
vergonha na cara quando o ministro do Itamaraty, Celso Lafer, tirou os sapatos
em aeroporto nos Estados Unidos, a inaugurar dessa forma servil e humilhante, a
diplomacia dos pés descalços. Uma humilhação imposta ao povo brasileiro, pois
se trata de uma autoridade constituída, que representa o Governo, o Estado e a
Nação. Ponto!
Realmente,
os tucanos do PSDB e a imprensa aliada e cúmplice de negócios privados
controlada por magnatas bilionários não têm quaisquer compromissos com o
Gigante da América do Sul e Latina. Esse Brasil morreu, pois os avanços no que
tange à diplomacia são irreversíveis, mesmo se a direita brasileira vencer as
eleições, o que é muito difícil.
Dilma
mostrou ao mundo que o Brasil tem opinião e toma posições assertivas e livre de
dubiedades e aliterações. A imprensa comercial e privada ficou furiosa, mas “O
Globo” estrilou, babou de ódio, publicou um editorial mequetrefe e que manipula
a realidade dos conflitos pelo mundo, principalmente no Oriente Médio. O diário
de direita acionou o Merval Pereira, que acompanhou o pensamento, as ideias do editorialista,
que pode ser ele mesmo.
O
complexo de vira-lata dos Marinho e de seus principais porta-vozes, bem como a
luta para manter o Brasil no cabresto, além da defesa intransigente do
alinhamento automático do Brasil aos interesses dos Estados Unidos denotam que
a Casa Grande brasileira, de caráter escravocrata, não tem jeito. Ela é
simplesmente uma das mais atrasadas do mundo em todos os sentidos.
A
classe dominante deste País vive como forasteira ou colonialista, que ocupa
terras e indústrias, utiliza-se da mão de obra barata, se pudesse, escravizaria, como tal faziam os
antigos escravocratas e “donos” de todas as riquezas. Revoltados ficaram com o
discurso de Dilma e, “coitadinhos”, sentiram vergonha. Talvez a vergonha
perante seus chefes estrangeiros dos quais dependem e por isso têm de dar
satisfações.
O
problema é o PT que está no poder. São os trabalhistas que estão no Palácio do
Planalto, e, se vencerem as eleições, a política externa soberana vai ter
continuidade para o bem dos brasileiros e dos latinos americanos. A verdade nua
e crua: Dilma exorcizou na ONU o complexo de vira-lata dos barões da Casa
Grande. Os magnatas bilionários de imprensa e seus Mervais poderiam chorar na
cama, que é mais quentinha, para não sentir vergonha. É isso aí.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Garotinho e Globo: Brizola manda lembranças
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
As respostas ao tempo que as perguntas saíram da boca do ex-governador do Rio de Janeiro e atual deputado federal pelo PR, Anthony Garotinho, como dois diretos de um boxeador no queixo da jornalista Mariana Gross, do RJ TV, da Rede Globo de Televisão.
As respostas ao tempo que as perguntas saíram da boca do ex-governador do Rio de Janeiro e atual deputado federal pelo PR, Anthony Garotinho, como dois diretos de um boxeador no queixo da jornalista Mariana Gross, do RJ TV, da Rede Globo de Televisão.
Acostumados a acuar até presidentes da
República, ainda mais se tais mandatários são considerados inimigos e
contrários aos seus interesses políticos e comerciais, a família Marinho é
useira e vezeira em triturar reputações de políticos, além de intervir,
indevidamente e arrogantemente, no processo político brasileiro, como ocorreu,
de forma mais drástica, no golpe militar de 1964 e na edição mequetrefe do
debate entre Lula e Collor nas eleições presidenciais de 1989, que favoreceu o
“Caçador de Marajás”.
As Organizações(?) Globo e seus diretores,
editorialistas, editores, colunistas e comentaristas são membros de um partido
político de essência conservadora e que atua e age de forma não oficial. Uma
agremiação política midiática que tomou, com a aquiescência dos partidos de
direita, a exemplo do PSDB, DEM e PPS e com a cumplicidade de setores
conservadores do MP e do STF, o lugar da oposição partidária aos governos
trabalhistas do PT.
Esses segmentos formam uma frente
conservadora de atuação política e propagandista poderosa e trabalham,
diuturnamente, para que os candidatos de esquerda e trabalhistas, notadamente
os petistas, sejam derrotados principalmente em eleições presidenciais. Sempre
foi assim. Historicamente.
Para a direita, não controlar o Governo
Federal é como se um homem ficasse sem os braços, porque as pernas a burguesia
as tem para trilhar pelos caminhos de sua influência e poder, a fim de
concretizar sua hegemonia como classe dominante. A conquista do Palácio do
Planalto é o bolo da cereja de todo esse processo político que remonta ao
Brasil Colônia.
A Casa Grande é um vespeiro de pessoas muito
ricas e influentes inconformadas com a ascensão social das classes populares e
tudo o que essa realidade representa, bem como é oposicionista ferrenha da
autonomia e independência do Brasil, principalmente no que diz respeito à
diplomacia internacional emancipadora efetivada por Lula e Dilma Rousseff, no
decorrer de 12 anos. Os Brics, o Mercocul, a Unasul e o fortalecimento das
relações Sul-Sul em termos hemisféricos são realidades que comprovam a
autonomia brasileira conquistada por intermédio dos governos petistas.
Mariana Gross, uma das apresentadoras do RJ
TV estrila, irrita-se e responde a Garotinho, candidato que lidera as pesquisas
ao Governo do Rio, que a Globo não sonega impostos. Mariana, a jornalista
global, toma as dores de seu patrão e, de entrevistadora, transforma-se em
política e trava com o candidato, com passado no trabalhismo e lançado na
política por Leonel Brizola, um bate-boca inconveniente a uma profissional de
imprensa, porque, na verdade, ela é apenas uma empregada, que aluga sua força
de trabalho a empresários para receber salários e benefícios, que ela possa ter
de sua empresa por força de contrato.
Como a Globo sempre faz com os políticos que
não rezam por sua cartilha, Mariana Gross fez perguntas agressivas, pois são
mais acachapantes do que às indagações consideradas duras, mas palatáveis para
políticos experientes e inteligentes, bem como aceitas pelo público, que ora
está curioso para saber de suas propostas e, posteriormente, decidir sobre seu
voto e, por conseguinte, eleger o governador do Rio de Janeiro.
Mariana perguntou a Anthony Garotinho sobre
as acusações de corrupção quando ele foi governador do Estado fluminense. O
candidato do PR respondeu que ele nunca foi condenado e que o MP acusa e a
Justiça pune — o que não é o caso dele, porque “Quem erra paga pelos seus
atos”. E complementou: “Eu não tenho essa condenação”. O político deu a
entender que não seria a Globo que o acusaria e o julgaria.
Entretanto, Garotinho reagiu de bate-pronto e
respondeu à jornalista de forma contundente: “Agora mesmo acusaram a Globo de
estar envolvida em um desvio milionário, com laranjas em paraísos fiscais. Eu
não sei se a Globo é culpada. Eu até acho que é”.
A verdade é que o desvio propalado por
Garotinho não é milionário e, sim, bilionário, de acordo com os valores
calculados pela Receita Federal, bem como a Polícia Federal, o MP e o
Judiciário já tratam desse caso, que ora está parado nos escaninhos do poder
público. Um absurdo.
Mariana Gross, surpreendida pelas palavras de
Garotinho, o interrompeu e tomou as dores de seus patrões: “Candidato, a Globo
não sonegou nada. Eu deixo claro para o senhor”. Como assim cara pálida, a
Globo não comete malfeitos? Como assim? A jornalista é advogada dos Marinho?
Ela faz parte da cúpula da empresa? Tem autonomia e poder para tratar das
finanças e dos negócios da Globo, e por isso a apresentadora do RJ TV saiu em
defesa da empresa onde ela é empregada?
A nova “advogada” rapidamente mudou de
assunto e perguntou sobre a redução do IPVA. Todavia, a Globo não se dá
facilmente por vencida, e Mariana voltou à tona, e perguntou se as pessoas
poderiam confiar no candidato, se Garotinho quando governador aumentou o IPVA e
agora diz que vai reduzi-lo.
O ex-governador afirmou que fez autocrítica e
que considera a redução do IPVA uma questão importante para a população do Rio
de Janeiro. E emendou: “Quantas coisas na vida a gente faz autocrítica? Por
exemplo: a Globo apoiou a ditadura. Depois passou um tempo, né? Fez autocrítica
e reconheceu que não devia ter apoiado a ditadura”.
Considero emblemáticas as respostas de
Garotinho às perguntas de Mariana Gross. É muito difícil e raro um político
entrar em um estúdio da Globo e questioná-la duramente, ao ponto de a
jornalista se submeter aos seus interesses, bem como de seus patrões ao fazer,
no papel de entrevistadora, contraponto político a um candidato a cargo
executivo, sem, no entanto, não ser a função dela.
Mariana Gross não é uma das donas da Globo, e,
portanto, não responde pelos processos que a empresa onde ela trabalha está a
resolver na Receita e na Justiça. A jornalista não é advogada da Globo.
Portanto, suas respostas a um candidato, seja ele qual for, independente de
partidos e cores ideológicas, o são indevidas, impróprias e arrogantes.
O PT está no poder e até hoje não efetivou o
marco regulatório para os meios de comunicação, conforme está previsto pela
Constituição de 1988. O PT deveria fazer uma autocrítica e, se vencer as
eleições presidenciais, torna-se imperativo fazer duas coisas: a primeira é a
reforma política; e a segunda é a efetivação do marco regulatório para as
mídias também conhecida como Lei dos Meios.
Garotinho é um político ideologicamente e
politicamente dúbio, mas é popular. Move-se à direita e à esquerda, mas se
considera trabalhista e se diz admirador de Leonel Brizola. Transita em certos
segmentos evangélicos, mas é rejeitado por parte importante e poderosa desse
mesmo segmento religioso.
Conviveu com o político trabalhista
histórico, que governou o Rio de Janeiro duas vezes e o Rio Grande do Sul.
Tempos depois rompeu com Brizola e trocou de partidos de acordo com seus
interesses políticos mais urgentes. Realmente, um pragmatismo que fez muitos de
seus eleitores e aliados que se consideram trabalhistas se afastarem de seu
círculo político.
Contudo, a atuação de Garotinho nos estúdios
da Globo demonstra que a megaempresa, que luta incessantemente para pautar a
vida brasileira, pode ser, sim, combatida, inclusive dentro de seus domínios e
com a força da lei, como, por exemplo, a Lei Eleitoral, que propiciou a um
político adversário da família Marinho a dar respostas contundentes à jornalista
do RJ TV, um jornal visto por milhões de cariocas e fluminenses. A Globo e os
Marinho conhecem o Leonel Brizola, que manda lembranças. É isso aí.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Marina chora lágrimas de crocodilo e, messiânica, não aceita o debate
Por Davis Sena
Filho — Blog Palavra Livre
"Se
a candidata do PSB se considera a heroína da “nova” política, então porque seus
principais técnicos de economia são pessoas que defendem um modelo econômico
para o Brasil derrotado e fracassado em todo planeta?"
A presidenta Dilma Rousseff passou quatro anos a
ser atacada impiedosamente pelas publicações e televisões da imprensa de
mercado e desrespeitosamente pela oposição do PSDB e de seus aliados do DEM e
do PPS. Além disso, durante todo seu mandato foi duramente atacada pelos
coxinhas de classe média, que a xingaram de todos impropérios possíveis e
imagináveis porque, ideologicamente e politicamente, não concordam com a
mandatária, com o PT e, enfim, com o programa de Governo e projeto de País
implementado há 12 anos, desde quando os trabalhistas chegaram à Presidência da
República, em 2003.
Marina Silva abandonou o PT, partido pelo qual foi
filiada por 27 anos, bem como a agremiação que lhe propiciou a galgar cargos
importantes como os de ministra de estado e de senadora. Contudo, Marina, tal
qual a Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, esqueceu tudo, sendo que
FHC pediu a quem o ouvisse que esquecesse tudo o que ele escreveu. Marina, por
seu turno, foi cooptada pela direita e, como um boto amazônico, sente-se muito
bem em seu novo habitat, pois já que ela se diz ecológica e, como tal, está a
vicejar em novos ecossistemas, a exemplo dos espaços naturais aos banqueiros e
aos capitães das grandes corporações nacionais e internacionais.
Entretanto, Marina Silva se sente,
convenientemente, acuada pelo PT, por Lula e Dilma, e seus aliados de última
hora da imprensa oportunista e de negócios privados tomaram suas dores, e
atacam, por intermédio de suas manchetes mequetrefes e rastaqueras, a
candidatura e a pessoa de Dilma Rousseff, além de Lula, evidentemente, que se
transformaram, através da ótica da imprensa alienígena e de Marina e seus
aliados, nos Lobos Maus da história da Chapeuzinho Vermelho.
Marina ataca seus adversários violentamente, pois
rancorosa e vingativa, desde quando ela foi preterida por Lula para ser
candidata à presidenta da República. Em seu lugar, Lula preferiu Dilma, pois
administradora e política mais preparada, que exerceu cargos de relevância no
Rio Grande do Sul, como secretária municipal de Fazenda de Porto Alegre e,
posteriormente, secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. Além disso,
Dilma assumiu o Ministério das Minas e Energia, para tempos depois se tornar a
ministra-chefe da Casa Civil do Governo Lula.
Dilma demonstrou ser uma técnica com sensibilidade
política e social de alto desempenho profissional e administrativo, bem como se
tornou a segunda pessoa mais poderosa da República. Tanto o é verdade que foi
escolhida por Lula para ser candidata a presidente, a despeito de nomes
históricos do PT, além de ter se tornado a primeira mulher brasileira a ocupar
o cargo mais importante de um País etnicamente e culturalmente complexo e
multifacetado, geograficamente gigante, além de poderoso politicamente e
economicamente como o é Brasil.
A imprensa burguesa e seus áulicos ferozes, em
campanha ferrenha e nitidamente oposicionista desde 2005 quando estourou o caso
do "Mensalão", o do PT, porque o do PSDB completou este ano seu
aniversário de dez anos sem ser investigado e julgado, agora estão a considerar
críticas entre candidatos a presidente da República uma falta de respeito, um
acinte à boa educação e um despropósito ético, no caso de Dilma, evidente, porque,
para esse gente, Marina receber crítica, ou seja, participar do debate político
só se for permito somente à "socialista" do Itaú falar, e, se
possível, atacar. E foi o que ela fez e o fará até o dia 5 de outubro quando os
brasileiros irão às urnas votar.
Marina chama todo mundo de corrupto e afirmou que o
PT nomeou um diretor que está há 12 anos a roubar a Petrobras. Na verdade,
Marina, a Fadinha da Floresta de direita e mais amiga da Natura do que da
natureza, expressou o verbo assaltar. Só que o suposto "delator",
Paulo Roberto da Costa, que teve seu inquérito vazado por alguém da Polícia
Federal à revista "Veja" — a "Última Flor do Fáscio",
pasquim que elabora há muito tempo um jornalismo de esgoto e baseado em off,
foi preso pela PF sob o comando do Governo do PT.
Aliás, os governos Lula e Dilma prenderam,
afastaram, demitiram e exoneraram milhares de pessoas nos últimos 12 anos, e
Marina sabe disso, porque foi ministra de Estado, bem como também conhece esse
processo de caça aos malfeitores a imprensa da Casa Grande, porque se ela tem
acesso a processos e inquéritos que estão em segredo de Justiça, torna-se
impossível aos magnatas bilionários donos de todas as mídias cruzadas e seus
empregados, que são piores do que eles, não saberem que milhares de pessoas
foram punidas no decorrer dos governos trabalhistas, até porque existe o Portal
da Transparência, uma das ferramentas de informações mais republicanas e
democráticas que se tem notícia neste País em todos os tempos.
Dilma e Lula apenas estão abertos ao debate. E Marina
tem de aceitar, porque ela é candidata a presidente e não pode e não deve se
furtar em debater as questões brasileiras. A "Nova Política" de
Marina Silva se resume a um apanhado de itens de carátares neoliberais.
Portanto, seu programa é natimorto. Morreu antes de nascer. Os países que
implementaram o neoliberalismo a partir do Consenso de Washington em escala
planetária fracassaram, basta-nos olhar a Europa, que eliminou 100 milhões de
empregos, os Estados Unidos que até hoje sofrem com a crise de 2008 e
compararmos com o Brasil que criou 20,4 milhões de empregos nos governos
trabalhistas de Lula e Dilma.
Os governos e governantes petistas não jogaram nada
para baixo do tapete, como o fizeram os tucanos, que tiveram um
procurador-geral que era chamado de engavetador-geral da República. Geraldo
Brindeiro era o nome dele. O Governo FHC também teve um ministro das Relações
Exteriores, o Celso Lafer, que colocou em prática a diplomacia da dependência.
Tal Governo neoliberal do PSDB vivia de joelhos para o FMI e inaugurou no
planeta a diplomacia do tirar os sapatos para ficar descalço perante o Império
Yankee. Essa gente era muito "criativa" e subserviente.
Ao que parece, Marina Silva quer voltar a esses
tempos de trevas e desemprego em massa. Afinal, vamos lá, Neca Setúbal, do
Itauuuú (esse U alongado é em homenagem às vaias dos coxinhas à Dilma, que
partiram do camarote do Itauuuú no jogo de abertura da Copa, em São Paulo), e
Eduardo Gianetti, neoliberal ligado aos tucanos, são até o momento seus
porta-vozes sobre questões econômicas e financeiras.
Se a candidata do PSB se considera a heroína da
"nova" política, então porque seus principais técnicos de economia
são pessoas que defendem um modelo econômico para o Brasil derrotado e
fracassado em todo planeta? Que "nova" política é essa? A verdade é
que é a Velhíssima Política, sem aspas, e que defende implementar para o
desgosto e a infelicidade dos brasileiros o seguinte: 1) redução dos direitos
trabalhistas; 2) volta das privatizações; 3) diminuição do crédito; 4) aumento
do desemprego; 5) arrocho salarial; 6) Banco Central sob o domínio dos
banqueiros ("independência"); 7) elevação dos juros; e 8) tristeza e
desespero das camadas mais baixas, que verão suas conquistas sociais e
financeiras irem para o ralo da iniqüidade e da perversidade, porque o que a
direita, a inquilina da Casa Grande quer é governar para os ricos e assim
atender aos interesses do establishment nacional e internacional.
Lula e Dilma tem de desconstruir a Marina dos
banqueiros, sim. A mentira não pode e não deve superar ou vencer a verdade. O
Brasil tem um projeto nacional de País e programas sociais e de infraestrutura
que estão a desenvolver a sociedade brasileira em todos os sentidos e segmentos
sociais. Sou testemunha de décadas de pouco desenvolvimento e de administrações
incompetentes e, sobretudo, irresponsáveis. Vi muito desemprego e fila para
tudo. Aquele País administrado para poucos não existe mais. Sumiu nos
escaninhos da história. A verdade é que o chororô de Marina reflete o que ela
é: lágrimas de crocodilo, pois, messiânica, não aceita o debate e a crítica. É
isso aí.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Empresariado de Ponta Grossa propõe cassar voto de cidadãos e eliminar leis trabalhistas
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
FIOR TEM NOSTALGIA DO BRASIL COLÔNIA E QUER O FIM DE DIREITOS DE CIDADANIA. |
Ao contrário do filme “De volta para o futuro”, sucesso do cinema na década de 1980, os empresários ou os endinheirados da cidade de Ponta Grossa, no Paraná, resolveram “viajar” pela máquina do tempo, e, diferentemente da maioria das pessoas normais que tem curiosidade de saber sobre o futuro de suas vidas, o que é uma evidência de ordem racional, a classe dominante de Ponta Grossa resolveu voltar ao passado, especificamente ao Brasil Colônia do século XVIII, quando apenas as pessoas do sexo masculino, de peles brancas e proprietárias de terras e de escravos tinham o direito de votar em seus candidatos e representantes.
Contudo, inacreditavelmente e de forma surreal, a diretoria da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), com a aquiescência de seus associados diversificados em 21 setores, apresentou documento aos candidatos a prefeito convidados para debater na entidade empresarial, com propostas e reivindicações da importante categoria empresarial, que ora se encontra muito preocupada com os programas de transferência de renda do Governo Federal, em parceria com os estaduais, e, obviamente, com a participação também das prefeituras municipais, como é o caso de Ponta Grossa.
Dentre as inúmeras reivindicações de homens e mulheres que atuam no segmento empresarial pontagrossense, duas chamaram a atenção pelos seus conteúdos perversos: 1) a redução de direitos trabalhistas; e 2) o impedimento de cidadãos cadastrados em programas sociais, a exemplo do Bolsa Família, de votar em eleições. Inacreditável! Além de ser inconstitucional, apenas pessoas consideradas criminosas e condenadas em terceira instância perdem o direito ao voto. Muita gente pensa assim. Basta qualquer pessoa acessar a internet, ver televisão, ler jornais e revistas e ouvir debates políticos e empresariais.
Entretanto, não me lembro de uma entidade oficial de uma categoria, mesmo sendo empresarial e privada, colocar essas barbaridades no papel, como o fez a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa. Tal atitude de essência elitista e ordinariamente de interesse mercantil deixou as pessoas sensatas e que tem consciência do passado de escravidões deste País indignadas.
As propostas da Acipg são tão descaradas e infundadas que faz muita gente pensar como uma categoria empresarial de uma cidade paranaense importante elege e segue uma diretoria sem qualquer consciência social, sensibilidade política e conhecimento de história, ao ponto de apresentar documentalmente e, portanto, oficialmente, reivindicações e propostas que retiram direitos trabalhistas conquistados nos tempos do estadista Getúlio Vargas, bem como, inacreditavelmente, propõe que cidadãos brasileiros, trabalhadores e honrados, percam o direito de votar porque estão cadastrados em um dos programas sociais do Governo Federal, atualmente administrado por políticos trabalhistas do PT.
O “documento” dos empresários de Ponta Grossa é tão horroroso, draconiano e fora da realidade que atingiu em cheio o candidato a prefeito do PT, Péricles Holleben de Mello, que sofreu uma arritmia cardíaca por ter ficado irritado e deveras surpreso com tanta ignomínia e sordidez por parte de indivíduos ricos, mas completamente insensatos e egoístas. O político teve de ser hospitalizado, pois se alterou com tais pleitos formulados por empresários. Não é para menos.
E como não se sentir mal ao lidar com tamanha falta de sensibilidade, senso moral e crítico, além da total ausência de solidariedade por parte de empresários ricos? Cidadãos donos dos meios de produção e que deveriam, no mínimo, ter noção do que é correto e incorreto, bem como do que é justo e injusto — questões inalienáveis no que tange à condição humana, pois inerentes à sua existência e sobrevivência.
Fatores importantes de vida que, definitivamente, os inquilinos da Casa Grande de Ponta Grossa e também de todo o Brasil jamais levam em conta, porque o que lhes interessa é que o mundo seja para poucos, para que uma minoria possa se locupletar, a viver como os “nobres” escravocratas do Brasil Colônia, a ter acesso a tudo o que é de bom e melhor, em todos os setores e segmentos da vida, pois talvez acreditam, por intermédio de suas consciências vazias e corações de pedra, ser muito natural que milhões de pessoas vivam mal e a burguesia opulenta, de caráter patrimonialista e nepotista, viva como uma verdadeira diva sectária, a ter mucamas a abaná-la enquanto ela se refestela em sua própria iniqüidade.
Haja paciência para tanta infâmia e falta de discernimento. Afinal, estamos no terceiro milênio, em pleno século XXI e não mais nos tempos do Brasil Colônia, apesar de saber que a nossa burguesia é colonizada e subserviente ao estrangeiro, pois portadora de um gigantesco e indescritível, porque inenarrável complexo de vira-lata. A Casa Grande perversa, covarde e feroz como um leão quando se trata de oprimir e prejudicar os mais pobres. Por seu turno, subalterna, pusilânime e entreguista quando se depara com os mais fortes, a exemplo dos governos e das classes ricas dos países desenvolvidos. Êita burguesia chinfrim!
A verdade é que a cartilha da Acipg apresentada aos candidatos criminaliza a pobreza, pois, irremediavelmente, preconceituosa. Por sua vez, o direito ao voto é universal, conforme reza a Constituição de 1988. O presidente da associação de empresários, Nilton Fior, deveria ter mais consciência, e, se não a tem, poderia consultar pessoas que pudessem lhe aconselhar a não apresentar uma cartilha tão sectária e elitista para os candidatos, mesmo os de direita. Fior deveria respeitar os direitos civis da sociedade, que, em maioria, não deve concordar em perder direitos que levaram séculos para se transformarem em conquistas sociais e cívicas.
Cassar votos de cidadãos com plenos direitos civis é repetir o passado ditatorial do Brasil, País que foi vítima de um golpe civil-militar em 1964. Entidades empresariais maiores e mais poderosas que a Acipg conspiraram e financiaram os militares e os órgãos de repressão da ditadura. Passados 30 anos da redemocratização do Brasil, a cúpula empresarial de Ponta Grossa apresenta oficialmente uma cartilha (documento) que cassa o direito ao voto de cidadãos brasileiros, além de reivindicar a retirada de direitos trabalhistas. É o fim da picada. Realmente, tem setores da sociedade brasileira que são assustadores, pois ainda vivem em mundo paralelo, sem o brilho da luz. Ponta Grossa e seu povo não merecem essa gente. É isso aí.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Marco Antonio Villa é historiador sectário a serviço da Casa Grande
Por Davis
Sena Filho — Blog
Palavra Livre
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VILLA É UM HISTORIADOR QUE ESCREVE E REESCREVE A HISTÓRIA CONFORME OS INTERESSES DA CASA GRANDE. |
Todo mundo sabe, até os desajuizados e os
alienados, que o historiador Marco Antonio Villa tem uma visão da história
bastante peculiar para não dizer excêntrica. Digamos que o moço tem propensão a
observar a história pela ótica dos grupos sociais e acadêmicos aos quais ele
pertence, que se resume no mundo das classes sociais e econômicas bem nutridas
e ricas.
Por isto, tal historiador age como um dos
historialistas (misto de historiador com editorialista) oficiais da direita
brasileira. Realidade esta que lhe retira credibilidade junto à maioria dos
acadêmicos das universidades brasileiras, porque, como todo mundo já percebeu,
Villa tem lado, partido, cor ideológica e preconceitos de classe, que
inviabilizam o trabalho de qualquer historiador, pois sua atividade requer
equilíbrio, sensatez, pesquisa, estudos e, mais do que tudo, imparcialidade. Todos
esses fatores são o que, definitivamente, Marco Antonio Villa não preza e nunca
prezará.
Por seu turno, a história observada e
escrita, tal qual Marco Antonio Villa faz, transforma-se em uma colcha de
retalhos, pois história fragmentada e, consequentemente, desacreditada. Villa
aparenta ter o dom da mágica, porque a história filmada pelo seu olhar sofre
uma inacreditável metamorfose e se transforma em fofoca, a historia da
carochinha, a verdadeira conversa para boi dormir, mas que atende plenamente
aos interesses da Casa Grande, que Villa tão bem representa nos fóruns
apropriados à burguesia.
E por quê? Porque as realidades e as verdades
históricas são vilipendiadas por Villa, o mágico historialista da falácia, da fraude
ou simplesmente da mentira. Inverdades em âmbitos históricos, que fique clara
tal assertiva, pois o propósito de Villa é fazer política contra os governantes
trabalhistas do PT, a fim de favorecer os setores acadêmicos, midiáticos e
partidários conservadores — de direita, que lutam pela hegemonia, pois, para
mantê-la, é necessário excluir, o que, seguramente, é o que não tem feito os
governos do PT.
A oposição de uma “elite” desesperada, sumariamente
feroz, porque não aceita a inclusão social de milhões de brasileiros. O sistema
a utilizar gente igual a Marco Antonio Villa, o historialista que confunde
propositadamente os fatos e os acontecimentos, com sua conversa dúbia sobre as
realidades e, por conseguinte, atrair principalmente a classe média por meio de
um verniz de intelectualidade, que tem a finalidade de dar uma conotação
histórica aos “graves” erros do Lula, do PT, da Dilma e dos governos
trabalhistas, que realizaram uma revolução social silenciosa neste País.
A direita colonizada e entreguista que se encontra
histérica por estar somente há 12 anos sem controlar o Governo Federal, quando,
no decorrer de séculos, esse segmento se locupletou nababescamente com as
riquezas do País, explorou a mão de obra barata e aumentou suas fortunas
mediante o poder do Estado, transformado pelas “elites” em patrimonialista e
nepotista. E é exatamente essa nostalgia que mexe profundamente com o caráter
hegemônico e de perfil excludente dos burgueses e dos pequenos burgueses.
Marco Antonio Villa está careca de saber
disso. Porém, historialista vinculado ao golpista e direitista Instituto
Millenium, torna-se necessário a ele distorcer os fatos ou os acontecimentos
para dar veracidade às suas crenças ideológicas, e, por sua vez, agradar às
classes dominantes que Villa representa, porque delas recebe benefícios, como,
por exemplo, ter acesso à Globo News, no papel de “especialista” de prateleira,
ou participar do “Programa do Jô” e aproveitar para fazer publicidade de seu
livro, além de contar a história recente do Brasil através de sua ótica
essencialmente conservadora.
Aliás, um aviso aos coxinhas desavisados ou
ingênuos de plantão: as “entrevistas” do Jô não são consideradas entrevistas
pela Globo, mas, sim, merchandising. Explico melhor: propaganda dentro do
programa e não nos intervalos. Essas propagandas podem ter um formato
jornalístico, de programa de auditório ou serem veiculadas em novelas. Ou seja, quem
vai ao Jô Soares e a outros programas “globais” está a vender algum produto,
mesmo se a pessoa não tiver conhecimento dessa engrenagem, o que muitas vezes
acontece, porque já ouvi declarações de autores, atores e cantores reclamando
desse processo mercantil das Organizações(?) Globo. Ponto!
Recorrentemente, o negócio de venda de
produtos, uma peça de teatro, por exemplo, ou um livro, poderá ser realizado
entre empresas pertencentes às Organizações(?) Globo. De qualquer forma, o monopólio
global não dá abertura ou qualquer opção para que os profissionais de
diferentes segmentos ganhem dinheiro sem deixar a parte do leão para o
oligopólio de todas as mídias cruzadas, que se chama Globo.
Os Marinho monopolizaram o setor midiático,
e estão em todos os negócios, inclusive naqueles em que não gastaram um tostão,
a ter como exemplo chamar um diretor de teatro para falar de seu trabalho,
sendo que a “entrevista” é considerada merchandising, independente ou não da
vontade do “entrevistado”. Todavia, alguém poderia exclamar: “A pessoa vai se
quiser!” Eu retruco com uma indagação: “E tem jeito?” Como sobreviver e deixar
de ser refém dos tentáculos de tal polvo midiático, que pauta até a agenda
política brasileira?
Então, até aqui está tudo bem, mas voltemos
ao Marco Antonio Villa. Não é que o historialista dos ricos não cansa de deitar
falação sobre o ex-presidente trabalhista Lula, pois, acredito, que se ele
falasse de FHC — o Neoliberal I — não conseguiria ser ouvido e muito menos
vender seus livros comprados por uma classe média reacionária, cujo maior sonho
é ir para a Disneylândia abraçar o Mickey para dar uma de Pateta.
A classe média intolerante, aquela que não
agüenta mais “tudo o que está aí”, ou seja, o Governo do PT e sua mania de
distribuir renda e riqueza, bem como empregar os trabalhadores brasileiros, que
passaram a freqüentar aeroportos, universidades, restaurantes, shoppings e a
comprar carros, eletroeletrônicos e passagens aéreas, o que acarretou aos coxinhas
um enorme desprazer de viver no Brasil.
Realidades que geraram um inconformismo e
rancores de conotações preconceituosas incontroláveis, que levaram a classe
média, de forma ridícula, a participar das primeiras manifestações, até porque,
quando o caldo engrossou, os coxinhas se recolheram à segurança e ao conforto
de suas casas e voltaram a criticar com cólera e xingar, geralmente de forma
anônima, por intermédio das redes sociais.
A resumir: Voltaram a fazer o que sempre
fizeram, pois ficou comprovado que os protestos nas ruas foram levados a cabo
por grupos sociais organizados (sindicatos, partidos político e entidades
variadas) e não por uma classe média devoradora de novelas, de programas de
auditório, de revistas conservadoras, como a Época e a Veja e de jornais
televisivos, que fazem a cabeça dessa gente de origem universitária, mas
politicamente alienada e que se sente prejudicada e traída pelo Governo
Trabalhista.
Traída, sobretudo, por ela ter que conviver
ou simplesmente esbarrar com os pobres, em lugares que tal classe reacionária
sempre considerou, equivocadamente, como seus, o que lhe causou revolta e ódio
ao PT, aos seus eleitores, à esquerda e ao Lula e à Dilma.
A classe média quer ser VIP, mas não
controla os meios de produção. A verdade é que nem classe organizada ela o é.
Coitada, sonha em ser um dia convidada para os regabofes, as comezainas dos
ricos e depois se refestelar. Todavia, a realidade é dura, e a classe média
apenas serve à burguesia, que nunca abre as portas da Casa Grande para aqueles
que ela trata apenas como consumidora de seus produtos e empregada de suas
empresas. Ponto!
A “elite” sabedora desse complexo processo,
serve-se de seus meios de comunicação, inclusive os de concessão pública, a fim
de trazer para seu lado a pequena burguesia desejosa de ascender socialmente. É
a partir desse ponto que gente, a exemplo do historialista Marco Antonio Villa,
deita e rola, sem, contudo, ter alguém para fazer contraponto às suas opiniões,
geralmente contrárias à esquerda, aos trabalhistas e, sobretudo, favorável ao
establishment controlado por aqueles que eternizam o status quo, ou seja, a
plutocracia nacional e internacional.
Afinal, a moderada ascensão social dos
pobres no Brasil resultou em um indomável sentimento de ódio e desprezo saído
do coração da classe média, que se sentiu preterida e por isso abomina o PT e
todas suas políticas públicas, que visam dar um equilíbrio econômico e social à
Nação brasileira. O PT não é um partido revolucionário, mas, sim, reformista e
legalista, condição que faz a imprensa de mercado apelar para a fofoca, a
maledicência e a manipulação — a arquitetura do jornalismo de esgoto.
Os petistas no poder da República são
sociais democratas, realidade esta que os tucanos nunca abraçaram. Afinal, convenhamos,
o nome do PSDB significa Partido da Social Democracia Brasileira, mas seu
espaço foi ocupado pelo PT, que se dedicou às questões sociais e investiu
pesadamente em programas de combate à pobreza, bem como em infraestrutura, o
que permitiu, sem sombra de dúvida, que o Brasil crescesse tanto ao ponto de
ser a sétima maior economia do mundo.
Como o PSDB se tornou um partido
conservador e que, indubitavelmente, representa os interesses do empresariado,
dos banqueiros e dos governos de países considerados desenvolvidos, mas de
passado colonialista, evidentemente que o espaço popular já ocupado há décadas
pelo PT permaneceu com o partido estrelado e de cor vermelha.
O PT e o Governo Trabalhista efetivam
políticas públicas de caráter social, reconhecidas no exterior e pelo povo
brasileiro. Não resta dúvida. Por isso venceu três eleições seguidas, além de
não ter vendido as estatais. Ao contrário, criaram outras e fortaleceram as já
existentes. Villa, o historialista da high society sabe disso ou finge não
saber. Porque não é possível que um cara que se diz historiador não enxergue a
história a um palmo de seu nariz. Inacreditável sua desfaçatez e cegueira
ideológica.
Villa chama Lula de ditador, quando a
verdade é que o político trabalhista ampliou as ferramentas e os instrumentos
democráticos ao abrir as portas do Palácio do Planalto a segmentos sociais
fragilizados e sem visibilidade social, organizou centenas de conferências e
chamou a sociedade para participar, nunca reprimiu movimentos sociais e reivindicatórios,
implementou o Portal da Transparência, aceitou as listas tríplices para
escolhas de ministros do STF e procurador-geral da PGR, além de governar de
forma republicana, porque até os governadores adversários receberam recursos
para exercerem seus mandatos com dignidade.
Além disso, o PT tem tradição de organizar
reuniões políticas, partidárias, laborais e é uma agremiação política
democrática, porque talvez o PT seja o único partido brasileiro que seus
militantes têm direito a voto. Lula é um político paciente, pois foi forjado
pelas negociações sindicais com o patronato, além de estar aberto a discussões
partidárias. Sempre ouviu mais do que falou, para ter ciência do que seu
interlocutor quer e deseja.
Todo mundo sabe disso, menos o Marco
Antonio Villa, que, como historiador, é o fim da picada. A verdade é que sua
intenção é desconstruir o PT e seus líderes simbolizados em Lula e Dilma. Villa
apenas repete o mantra antigo e cheio de poeira que historialistas e jornalistas
antigos repercutiam no passado, a ter como alvo o PTB do estadista Getúlio.
Villa é desprovido de criatividade e por causa disso tenta repetir a história.
Só que a história retrata a vida humana e não se repete, pois, quando há esta
intenção forjada pelo homem, a história se torna uma fraude, a farsa em toda
sua essência e plenitude. Ponto!
Os propósitos dessa gente são tão
inacreditáveis que chego a pensar que esse pessoal passou por um processo de
lobotomia. Acredito que não é necessário mentir para distorcer a história, como
o historialista da Casa Grande faz e está cansado de fazê-lo. Marco Antonio
Villa aparenta ser tão imprudente como historiador, que me leva a concluir que
no futuro ele vai ser relegado ao plano de “especialista” de prateleira da
Globo News. Só isso e nada mais. É isso aí.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Aécio se diz o “ético”, o “novo”, mas recorre ao discurso “mar de lama” do Corvo Carlos Lacerda
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
Estava a pensar no assunto corrupção, e, por sua vez, nas declarações do candidato neoliberal e do PSDB, Aécio Neves. O tucano mineiro está em terceiro lugar na corrida presidencial. Desprovido de programa de Governo e projeto de País, recorre, malandramente, a temas como corrupção, o mote preferido dos conservadores desde os tempos da UDN de Carlos Lacerda, político radical de direita e conhecido também pela alcunha de o Corvo.
Aécio Neves se considera uma pessoa muito preocupada com a corrupção, a começar pelo Mensalão do PSDB, cujo protagonista é seu aliado, o ex-governador de Minas Gerais, o tucano Eduardo Azeredo. Além disso, o candidato a presidente dos tucanos e dos coxinhas que defendem os interesses dos ricos, sem, contudo, serem ricos, esquece que o publicitário Marcos Valério, o operador de mensalões e que ora se encontra preso é oriundo das fileiras do PSDB — o mineiro.
Contudo, Aécio Neves, senador de medíocre atuação no Senado, continua a seu bel-prazer a falar sobre corrupção, de forma que se alguma pessoa estiver em uma condição de desavisada, ou o é meramente alienada, embarca em seu discurso vazio e pouco inteligente, mas cheio de malícia e veneno.
Um discurso recorrente e mais velho do que andar para frente, mas que se tornou a única forma de a direita combater os trabalhistas e republicanos que estão no poder, assim como o fizeram nos tempos de Getúlio, JK e Jango. O velho e mofado discurso golpista e, com a proximidade das eleições, revigorado. Portanto, criminoso, porque sem veracidade — mentiroso, aos moldes udenistas e com o apoio obscurantista dos magnatas bilionários de imprensa de negócios privados e seus empregados de confiança, que são piores do que os patrões.
E por que isto acontece ciclicamente? Porque a direita, no caso o PSDB (DEM/PPS), não tem propostas concretas, que objetivam melhorar ainda mais as condições de vida do povo brasileiro, bem como superar o que o PT já fez nos últimos 12 anos, em termos sociais e econômicos. Ponto! A Casa Grande nunca fez e não quer fazer nada para o povo.
Historicamente sempre se comportou dessa maneira, restando-lhe apenas apelar para a velha acusação cretina e golpista exemplificada na mais do que batida frase udenista “Mar de lama”. A “lama” que — em conformidade com revistas, jornais oposicionistas e editorialmente conservadores, como a “Veja”, a “Folha” e “O Globo” — afunda o Governo Trabalhista, além da Petrobras, maior empresa da América Latina, uma das maiores petroleiras do mundo e que causa verdadeiro ódio à direita escravocrata do Brasil.
A Petrobras foi recuperada e hoje, além de explorar a imensidão do Pré-Sal, tem o apoio insofismável da indústria naval brasileira, atualmente a quarta maior do mundo, que, nos tempos do governo tucano e neoliberal de FHC foi à falência, a fazer com que o Brasil comprasse navios em Cingapura, empregasse os trabalhadores daquele País, ao invés de empregar o trabalhador brasileiro em suas terras, a fim de melhorar as condições de vida do dia a dia.
Logo a Petrobras que enche de orgulho a Nação, mas que causa ódio e desprezo à classe média e à burguesia, classes de perfis entreguistas e portadoras de um inenarrável e indescritível complexo de vira-lata, porque possuidoras de uma nostalgia de conotação colonial, pois inexplicável a admiração e a subalternidade que sentem pelas cortes estrangeiras, que dominam, de forma imperialista e colonial, suas mentes, seus caráteres, a retirar-lhes quaisquer sentimentos de brasilidade e autodeterminação. Total falta de amor próprio. Uma vergonhosa subserviência! “Elite” provinciana e complexada, com vocação para capataz, e, por conseguinte, para trair, como ocorreu em 1964.
Ataques infundados, sem quaisquer provas contra a Petrobras e acontecidos antes das eleições, com o indiscutível propósito de desconstruir a candidatura petista de Dilma Rousseff e desqualificar o Governo Trabalhista como gestor. O mesmo que recuperou a Petrobras, investiu pesados recursos em todos seus setores e segmentos, contratou milhares de trabalhadores por meio de concursos, bem como recuperou e construiu estaleiros, além de plataformas, similares à P-36, na época a maior plataforma de prospecção de petróleo do mundo e que foi afundada no Governo de FHC, aquele tucano que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.
Agora a sociedade tem que suportar as gaiatices de Aécio Neves e seus títeres, a maldizer a Petrobras, a se aproveitar da cumplicidade da imprensa de mercado para repercutir mentiras e sandices do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sem quaisquer preocupações com a verdade e com a queda de ações de tão importante estatal.
Seu partido, o PSDB, agremiação que vendeu o Brasil, inclusive estatais estratégicas como a Telebras, a Embratel e a Vale do Rio Doce, quer a criação de uma CPI quando há poucos meses esvaziou a CPI da Petrobras, onde seus representantes faltaram a quase todas as sessões por saberem, no fundo, que as acusações não tinham quaisquer lastros de verdade. As acusações à Petrobras são eleitoreiras e visam atingir a candidata trabalhista Dilma Rousseff. É isso aí, e nada mais.
Seria cômico se não fosse trágica a petulância de um candidato que em Minas Gerais governou
para os ricos em detrimento dos pobres e da classe média. Esta, coitada, ainda
acredita que um dia vai ter as portas da burguesia franqueadas à sua presença.
Ora bolas, tolo é aquele que acredita em ilusão. É o caso da pequena burguesia
empregada dos ricos, com mania de grandeza, repleta de preconceitos e,
sobretudo, sem o controle dos meios de produção. A classe metida que não tem
aonde cair morta.
A Casa Grande sabe onde seu calo aperta. Sempre soube e por isto considera a Petrobras o símbolo da independência brasileira desde os tempos do estadista Getúlio Vargas e do movimento cívico e nacionalista “O Petróleo é Nosso!”, que derrotou os interesses da direita na época. A Veja — a Última Flor do Fáscio — é useira e vezeira em publicar matérias de conotação política e eleitoral. Seus associados de fakes jornalísticos, os jornais Folha de S. Paulo, Estadão, Correio Braziliense, Zero Hora e O Globo, repercutem a “reportagem” de sábado de Veja no domingo, a partir do programa global “Fantástico”.
Tal programa há muito tempo serve de plataforma política para que a imprensa-empresa na segunda-feira dê continuidade ao assunto, por intermédio do “Jornal Nacional” e seu congêneres indutores de um jornalismo roto, esfarrapado, manipulado e, se for o necessário, mentiroso. A verdade é que se colar, colou. É a estratégia já há muito tempo conhecida efetivada pelos áulicos do jornalismo de esgoto. Ou seja: repercutir ao máximo o desgaste político do governo ou de governantes ou autoridades.
Entretanto, se as acusações ou ilações não forem comprovadas, problema de quem foi citado ou atingido, porque o estrago, a desconstrução da imagem pessoal e institucional foi concretizada, como todos sabem e compreendem, explicar depois que “focinho de porco não é tomada” são outros quinhentos e problema de quem foi muitas vezes injustiçado.
Afinal quem manda os governos trabalhistas e democráticos de Dilma e de
Lula não efetivarem o marco regulatório para os meios de comunicação. Quem
manda não regulamentar a Constituição. Enquanto todos os setores da economia
são regulados, o segmento midiático age e se conduz a seu bel-prazer, como quiser
e bem entender, inclusive tentar dar golpes políticos diuturnamente, pois se
tiver oportunidade de derrubar mais um presidente trabalhista, não se enganem,
os magnatas bilionários de imprensa e seus feitores pagos regiamente o farão.
Não se iludem. O passado dessa gente é a prova e a contraprova de suas “boas”
intenções.
Aécio Neves incrivelmente acenou que vai se utilizar das declarações do preso pela Justiça, Paulo Roberto Costa, vazada pela revista “Veja”, cuja reportagem não prova e não comprova nada. Apenas ilações jogadas ao ar, como sempre as dissemina tal pasquim de péssima qualidade editorial, de extrema direita e que não tem o mínimo compromisso com a verdade, portanto, com os seus leitores, com o passar do tempo cada vez mais em números menores.
Como o programa da direita brasileira se resume a privatizar e a efetivar “medidas amargas” aos trabalhadores, estudantes e donas de casa e assim favorecer os jogadores do mercado financeiros e os rentistas, de acordo com anúncios dos privatistas neoliberais Eduardo Gianetti (Marina Silva) e Armínio Fraga (Aécio Neves), resta a Aécio Neves a opção de falar em corrupção, a ter como mote as matérias do sistema midiático privado contra o Governo Trabalhista.
Fazer o quê, né? Quem não trabalha a sério; quem não distribui renda e riqueza quando está no poder; quem não luta pela emancipação do povo e independência do Brasil tem mais que transformar em tábua de salvação a mentira, a falácia e a manipulação. Dessa forma que agem os partidos conservadores e a imprensa alienígena para angariar votos dos incautos, dos alienados, dos analfabetos políticos, ou simplesmente ter a confiança do eleitorado de direita.
A direita que aposta, por ideologia ou sentimento colonialista, em um País de joelhos, a
reboque da União Europeia e dos Estados Unidos, como sempre aconteceu, antes de
Lula e Dilma Rousseff conquistarem a Presidência da República. Somente nos
governos de Getúlio Vargas e João Goulart houve também a efetivação de uma
política externa independente e não alinhada aos países considerados
desenvolvidos. A política externa implementada pelo Governo do PT, com certeza,
é também um dos principais motivos do ódio e da intolerância da burguesia
brasileira de alma colonizada.
Ao dar os trâmites por findos, pois sabedor que o tucano Aécio Neves não elaborou programas e projetos para apresentar ao povo brasileiro, por se tratar de um candidato programaticamente vazio, decidi por bem ajudá-lo em sua dura lida quixotesca contra a iniqüidade e os malfeitos humanos, ao tempo em que aproveito para apresentar mais alguns casos de “supostas” corrupções, porque espero que o candidato do PSDB exija com tenacidade e até mesmo ferocidade a resolução desses casos.
Então vamos lá: 1) Privataria Tucana; 2) Mensalão do PSDB; 3) Mensalão do DEM; 4) Lista de Furnas; 5) Trensalão de São Paulo; 6) Metrosalão de São Paulo; 7) Caso Banestado; 8) Vampiros da Saúde; 9) Banco Marka; 10) TRT de São Paulo; 11) Navalha na Carne; 12) Caso Sudan, 13) Anões do Orçamento, dentre muitos outros escândalos ocorridos em governos tucanos, que já foram citados, inclusive, pela imprensa da Casa Grande.
Como se observa, o tucano Aécio tem vários pratos cheios... E poderá, se assim lhe interessar ou prover, começar a encher a barriga e matar sua fome imensa de justiça. Só não pode bancar o paladino da Justiça, da moral, da ética e dos bons costumes somente contra seus adversários, porque os armários do PSDB estão repletos de esqueletos. Diga-se de passagem.
A verdade é que os governos que realmente combateram a corrupção foram os governos petistas de Lula e Dilma. E quem sabe disso? Respondo: a imprensa burguesa, que manipula a verdade; a Polícia Federal e o Ministério Público, além de alguns “agentes” que vazam processos e investigações, inclusive com sigilo de justiça, para a imprensa de mercado, como ocorre agora com as declarações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, à “Veja” (sempre ela), mas que oficialmente e institucionalmente não foram reconhecidas pelos MP e Polícia Federal.
Agora, vamos às perguntas que não querem calar: Quem vazou o inquérito do preso? Qual é o papel do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, cuja PF é subordinada a ele? Por que geralmente é a “Veja” — a Última Flor do Fáscio — que divulga tais reporcagens vazadas por servidores do Governo? Por que a direita tucana não apresenta propostas de governo e projeto de País para o povo brasileiro? Por que a direita se dedica a fofocas, trapaças, pilantragens, ao jornalismo bandido e à política de essência mequetrefe e rastaquera? Com a palavra, os interessados...
O tucano Aécio Neves se autodenonima o “ético”, o “novo”, mas recorre ao velho e ao superado discurso golpista “mar de lama” do corvo udenista Carlos Lacerda e de toda a direita brasileira através dos séculos. Apresenta seu programa ao povo, Aécio, e os compare com os do PT. É assim que se faz política. É isso aí.
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