segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Aécio, Serra e FHC são golpistas; Temer trai Dilma, que não tem o José Alencar

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Eles, os derrotados das eleições de 2014, os mesmos que venderam o Brasil e traíram seu povo por 30 moedas, na década de 1990 e início dos anos 2000. Reúnem-se sistematicamente para conspirar e, por sua vez, abrem as bocas para a imprensa de negócios privados, tão dolosa e golpista quanto os demotucanos.

Eles são assim: quebram o Brasil, afundam sua economia e que se danem os empregos do povo brasileiro e o projeto desenvolvimentista e humanitário que em apenas 13 anos acabou com a forme, segunda a FAO, ao tirar da miséria absoluta cerca de 40 milhões de habitantes, sem falar nas dezenas de projetos e programas de inclusão social, além de milhares de obras de infraestrutura.

Não. Nada disso importa. O que realmente conta para essa gente de direita é o golpismo à moda paraguaia, porque o golpe em forma de quartelada os militares não querem saber de entrar nessa irresponsável aventura, nesse barco furado em alto mar. De forma alguma.

Os anos de chumbo queimaram a imagem do Exército, da Marinha e da Aeronáutica por muitos anos, principalmente no que concerne à prática da tortura. Os que apostam em golpe a protestar pelas ruas são geralmente pessoas idosas, despolitizadas, mas ideologicamente conservadoras, além dos coxinhas de classe média, porém, mais jovens, sendo que muitos deles não sabem o que é uma ditadura militar apoiada por empresários poderosos, que derrubaram do poder um presidente constitucional eleito pelo povo, como o fora João Goulart.

Esses coxinhas não sabem, de fato, o que é inflação, dos tempos em que os cidadãos entravam nos mercados e os sons que eles ouviam, intermitentemente, eram os barulhos das máquinas mudando os preços dos produtos em suas embalagens. Tratava-se de uma realidade impressionante, além de o Brasil ter um mercado de consumo muito aquém do que poderia ter.

Naqueles tempos sombrios, época que o desemprego prosperava, éramos um País cujos mandatários governavam para poucos e o Estado, patrimonialista, somente atendia aos interesses dos ricos e de uma classe média coxinha elitista, que atualmente, de maneira radical, tem mostrado e referendado sua verve e alma golpistas. Tal qual aos seus iguais de 1964.

O problema é que esses jovens, ignorantes sobre a nossa história, não sabem do ocorrido ou simplesmente compreendem, mas são realmente pessoas que lutam contra a inclusão social e a igualdade de oportunidades. Já diziam os antigos: "Os canalhas também envelhecem". E para eles envelhecer, antes tem de ser jovens.

Contudo, todo dia sabemos, porque lemos, ouvimos e vemos, os demotucanos a apregoar o golpe, independente de quaisquer razões, até porque são indelevelmente irresponsáveis. E por quê? Porque a direita não tem compromisso com a sociedade, mas apenas com os números e os índices que podem enriquecer ainda mais a grande burguesia, a que frequenta o pico da pirâmide social, a casa grande — a que se torna plutocrata.

Aécio Neves, um dos políticos mais rancorosos e irresponsáveis que já vi em quase 30 anos de jornalismo, bem como José Serra, Fernando Henrique — o Neoliberal I — e toda sua trupe filiada ao PSDB, DEM e PPS, a ter ainda o SD, do Paulinho da Força, o "líder" de trabalhadores de direita, o que se torna um fato surreal por si próprio, continuam a conspirar sob o auspício da imprensa historicamente golpista e chantagista dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas e monopolizadas.

Essa gente, portadora de uma irresponsabilidade atroz, fala em golpe como se tomasse chopp em um bar, pois completamente descompromissada com o País, a não respeitar, inclusive, os quase 55 milhões de votos que foram depositados nas urnas pelo povo brasileiro para reeleger a política trabalhista, Dilma Rousseff, uma mandatária que jamais incorreu em crimes comuns e muitos menos de responsabilidade, porque sempre se submeteu aos ditames da Lei.

E aí temos de aguentar a ver gente sem qualquer preocupação com a estabilidade econômica e política do País, porque quer conquistar o poder de qualquer jeito, da maneira que for, mesmo se tiver de dar um golpe, com a cooperação de certos juízes, a exemplo de Gilmar Mendes e Sérgio Moro, bem como promotores midiáticos como Deltan Dallagnol e seus parceiros de equipe, que se apresentam ao público como os "salvadores" da humanidade, a terem como cobertura para seus atos as luzes da ribalta da imprensa alienígena pertencente à meia dúzia de famílias autoritárias e nostálgicas da ditadura.  

José Serra afirmou sobre o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), assumir a Presidência: "Creio que se o destino exigir dele a tarefa de presidir o Brasil, ele estará à altura. Vai dar tudo de si. Vou fazer o possível para ajudar. Temos que ter a responsabilidade de concluir esse processo o mais rápido possível. Começou, agora precisa ter fim".

Pela primeira vez tal tucano abre o verbo golpista em público. Até então, diferentemente de seus correligionários golpistas, a exemplo de Aécio Neves, Cássio Cunha Lima e Carlos Sampaio, Serra atuava nos bastidores. Tão golpista e irresponsável quanto os demotucanos de proa, que vivem a tagarelar nas mídias privadas dos coronéis de imprensa, patrões de escribas jagunços estabelecidos em colunas, blogs, editoriais, sites, canais de televisões e de rádios.

Essas pessoas que propõem o golpe tem de ser levadas a sério. Não se pode tergiversar ou remediar com gente tão perigosa para os interesses do Brasil e de seu povo trabalhador. O papel de Michel Temer é uma vergonha, tanto o é que ele disse que Dilma Rousseff nunca confiou nele. E como confiar em um político que representa os barões de São Paulo e a plutocracia brasileira, umbilicalmente, aliada da internacional?

Como confiar em um político que jamais, em hipótese alguma, dirigiu-se ao povo por intermédio dos meios de comunicação do coronéis midiáticos para afirmar que não concorda com golpes e que vai lutar para enfrentá-lo e derrotá-lo. Como confiar em um homem que é ambivalente, fica em cima do muro, trabalha contra o Governo Trabalhista de forma quase invisível, em silêncio, como a dizer que no PMDB à noite todos os gatos são pardos.

Não tem como confiar em um vice como o Michel Temer, um político sorrateiro e que representa, sem dúvida, os "quatrocentões" de São Paulo. Temer tem a cara da conspiração de 1932, o golpe que foi sumariamente derrotado pelas forças revolucionárias de Getúlio Vargas, que conquistaram o poder da República em 1930, a derrotar São Paulo e sua Política do Café com Leite de inspiração escravocrata.

Michel Temer, tal qual a José Serra, Fernando Henrique — o Neoliberal I — e  Aécio Neves, bem como seus aliados golpistas, está longe de ter a grandeza do vice de Lula, José Alencar, que, apesar de ser um grande empresário, era um homem compromissado com o desenvolvimento do Brasil e com o presidente Lula.

Alencar era nacionalista e lutava para que a indústria e o mercado brasileiros crescessem o suficiente para serem independentes, de forma que o Brasil se tornasse um País com um projeto industrial próprio e livre de especulações estrangeiras, no que é relativo a ficar à mercê de importações de produtos que a indústria nacional pode fabricar e desenvolver, inclusive no que tange à indústria mais especializada, a exemplo da nuclear, além de ter acesso ao conhecimento de tecnologia de aviões de combate, dentre muitos outros segmentos do mundo industrial e tecnológico.

O projeto industrial do PT e do PCdoB está aberto às negociações com os demais países. Porém, exige que os negócios agreguem conhecimento, como sempre foi colocado em prática pelo Itamaraty, no decorrer dos governos petistas. Realidade esta que nunca aconteceu quando os demotucanos estavam no poder. O PSDB e seus aliados tem as almas entreguistas, antinacionalistas e antidemocráticas.

Tanto o é verdade que estão há mais de um ano a tentar todo tipo de golpes contra a presidenta legalmente eleita, seja por intermédio da Justiça (STF e TSE) ou pelo TCU, bem como, agora, pelo Congresso Nacional, a ter como mote as "pedaladas" fiscais. Um absurdo, mas é o que está acontecer no Brasil, um País que sempre fica à mercê de fantasmas do passado, como a ditadura militar de 21 anos, que torturou e matou pessoas, bem como a enfrentar péssimas situações como as privatizações do tucano neoliberal FHC, que quase desmantelou o Estado brasileiro — uma verdadeira lástima, com prejuízos econômicos astronômicos, além de morais à Nação, que não tem preço.

Um político como José Alencar jamais faria o papel dúbio e de conotação conspiratória como o faz Michel Temer. Por sua vez, está mais do que na hora de o Governo Trabalhista pôr uma pá de cal nas intenções golpistas de partidos de direita como o PSDB, DEM, PPS e SD, bem como ficar atento às leviandades e irresponsabilidades de pré-candidatos exemplificados no juiz aposentado e de direita, Joaquim Barbosa, um dos ícones dos conservadores elitistas e racistas, mas que, para derrotar o PT, votariam, hipocritamente, em um candidato negro.

Além disso, e como sempre, a candidata Marina Silva e seu discurso vazio e incompreensível, sobe mais uma vez no muro, mas com seus olhos a olhar para a direita. Marina sumiu no caso da morte do Rio Doce. E por quê? Porque ela não vai atacar a Vale privatizada no papel de Samarco. Se ela atacar a Vale do Rio Doce vai dar força ao Governo Trabalhista e ajudar a questionar as privatizações cujos empresários somente se preocupam com os lucros, como sempre se comportou a iniciativa privada, que só pensa em suas ações e agradar seus associados. Ponto.

Marina não consegue esconder seu ódio e rancor por Dilma, e como política menor que é e sempre foi vai, sem sombra de dúvida, proceder dessa maneira. Há muito anos tal pessoa foi cooptada pela direita, bem como seu blá blá blá inintelegível e enfadonho se tornou uma forma de ela falar muito e não dizer nada com coisa nenhuma. Marina é uma fraude política como o são também o Aécio, o FHC e o José Serra.

Quanto aos políticos do DEM (o pior partido do mundo), não é necessário citá-los, porque eles o são, na verdade, a caricatura de si mesmos, além de o partido, herdeiro da UDN e da Arena, ter se transformado em uma sigla anã. O golpe liderado pelo deputado Eduardo Cunha, um chantagista contumaz e acusado de inúmeros crimes, conforme autoridades da Suíça comprovaram com documentos, chega a ser surreal, porque se trata de um processo de impeachment contra uma presidente constitucional, eleita pela força das urnas e que, volto a repetir, não cometeu qualquer modalidade de crime. 

Este é o fato. O PT e o Governo tem de mobilizar a sociedade civil organizada e ir às ruas para contestar e combater o golpe. O Brasil não é uma republiqueta de bananas. Se o fosse, a casa grande e seus apaniguados não lutariam tanto pelo poder, inclusive de forma criminosa, que são as incontáveis tentativas judicializar a política e de criminalizar o Governo Trabalhista, o PT e suas lideranças, nas pessoas de Lula e Dilma. Se o Brasil fosse o fracasso que a "elite" diz ser, de forma alguma a direita subserviente e subalterna aos governos dos países ricos desejaria tanto o poder. Acontece que os reacionários sabem que o Brasil é a sétima economia do mundo e com um mercado gigantesco e que ainda não foi totalmente explorado.


A direita tupiniquim sabe e compreende muito bem as realidades e as aventuras que já entrou e paga mais uma vez para ver. Trata-se da direita colonizada, que se movimenta, sinuosamente sem parar, com a finalidade de privilegiar seus negócios e favorecer seus patrões — a plutocracia internacional. Os golpistas não passarão. O Governo Trabalhista e a sociedade organizada não vão deixar acontecer o retrocesso, o atraso e o golpe, apesar do PSDB, do Eduardo Cunha e do Michel Temer. É isso aí.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Agora é guerra! Impeachment é golpe e chantagem

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Não há como a presidenta trabalhista, Dilma Rousseff, governar o Brasil sem enfrentar a oposição de direita, de frente, olho no olho, cara a cara, e dizer-lhe: "Quer me derrubar por meio de um impeachment mequetrefe? Quer dar golpe? Então pago para ver! É guerra!" Não existe mais condições de a mandatária trabalhista e do Partido dos Trabalhadores abrir mão de seu protagonismo e mandar o mais rápido possível o golpe de conspiradores de direita às favas. Derrotá-los!

O golpe da classe média coxinha, aliada das elites mais atrasadas do Brasil. A direita que não produz, que não desenvolve o Brasil, recusa-se a pensá-lo e não cuida de seu povo. Enfim foi declarada a guerra, que Dilma, a base do Governo, os partidos de esquerda compromissados com o projeto nacional do PT, os movimentos sociais urbanos e rurais, os sindicatos, os militares e juízes legalistas e os quase 55 milhões de eleitores, que reelegeram a presidente trabalhista não vão compactuar com tal molecagem com o verniz de constitucional.

O golpe de direita, à moda paraguaia, com atores conhecidos e vinculados aos status quo, a explicitar toda sua irresponsabilidade e desrespeito com o Brasil, com a democracia, com o Estado de Direito e com a Constituição. O golpe de direita ovacionado nos plenários do Congresso por golpistas de baixa estatura política, a exemplo de Aécio Neves, Paulinho da Força, Eduardo Cunha, Ronaldo Caiado, Cássio Cunha Lima, Rodrigo Maia, José Agripino Maia, Carlos Sampaio, Roberto Freire, Mendonça Filho, Onyx Lorenzoni, Álvaro Dias, José Serra, dentre muitos outros, além de Fernando Henrique Cardoso, que, medíocre, transformou-se em um anão político, como, inclusive, vai ser retratado pela História.

Políticos de direita que desejam conquistar o poder da forma como puder, mesmo à revelia do que é justo e legal, com o apoio irrestrito de juízes e procuradores, servidores políticos e partidários, que sempre demonstraram ter lado e cor ideológica à direita, como os senhores Gilmar Mendes, Sérgio Moro, Deltan Dellagnol e Rodrigo Janot, um procurador-geral da República que mais uma vez não cumpriu com suas responsabilidades, a permitir que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, ficasse no poder, mesmo a ser um cadáver político acusado de se envolver com corrupções até a medula.

Um procurador que rapidamente pediu o afastamento do senador do PT, Delcídio Amaral (MS), que ora está preso, juntamente com o banqueiro, André Esteves, dono do Banco BTG Pactual, apoiador contumaz do senador Aécio Neves, bem como o financiador de sua lua de mel em hotel de luxo, em Nova Iorque. Não se compreende o porquê de os tucanos do PSDB, do DEM e do PPS serem inimputáveis no Brasil. Porém, compreende-se, sem sombra de dúvida, que funcionários públicos que ocupam cargo de poder e mando tem lado, e este lado fica à direita do espectro político.

Talvez seja porque a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal, sem generalizar, consideram o povo brasileiro idiota, que não percebe que algo está errado nos bastidores da Justiça, que não prende, de forma alguma, os tucanos que cometeram crimes, pois protagonistas de dezenas de escândalos de corrupção, de crimes de responsabilidade e tráfico de influência, conforme comprovam os milhares de processos que estão de maneira oportuna e, politicamente, engavetados.

É porque somos todos idiotas, e não percebemos o que está a acontecer no Brasil. Isto mesmo. Somos cegos, mudos, surdos e idiotas, ao ponto de o Brasil ficar submetido a um chantagista da pior espécie, que esperava por votos favoráveis a ele de três deputados do PT, membros da Comissão de Ética. Como não foi possível, bem como a oposição liderada pelo PSDB o jogou para o espaço, com estacas à espera de sua queda, Eduardo Cunha resolveu encaminhar o pedido de impeachment, assinado por um jurista conhecidíssimo e de direita, que responde pelo nome de Miguel Reale Jr.

O outro signatário do golpe, idoso ao tempo que rancoroso e vingativo, é conhecido como Hélio Bicudo, que resolveu, solenemente, jogar na lama ou na lixeira todo seu passado, e, por sua vez, aliar-se à pior direita deste País, porque golpista e irresponsável, inclusive com a estabilidade democrática e institucional. Os filhos do jurista sem juízo o criticaram duramente. O bicudo que na ditadura enfrentou grupos paramilitares de extermínio é considerado pelos seus filhos uma pessoa de caráter vingativo. E deu no que deu: um pedido de impeachment que é um verdadeiro golpe. É simplesmente o fim da picada.

Agora é guerra. E esta guerra tem de ser vencida pelas forças progressistas, legalistas e democráticas deste País. O povo brasileiro, principalmente os milhões de pobres que saíram da miséria e, com efeito, passaram a ter o direito de comer, não compactuam com o golpe de classe média aliada à casa grande de índole escravocrata, que não se conforma de ter perdido a quarta eleição para o PT.

Contudo, Dilma, juntamente com o ex-presidente Lula, tem de mobilizar a sociedade civil organizada para ir aos tribunais, ao Congresso e ao Ministério Público para pressionar contra a desfaçatez e a irresponsabilidade de uma oposição desprovida de projetos e de programas para o País. Não se pode deixar barato. Golpistas tem de ser tratados como golpistas. Como pessoas à margem da legalidade. E por quê? Porque Dilma Rousseff não cometeu crimes, seja o tipo de crime que for. O golpe não vai passar. Os golpistas não passarão. De forma alguma.


Para se dar um golpe em uma presidenta constitucional como a Dilma tem de passar muita água por baixo da ponte. Não estamos em 1964, em um Brasil praticamente rural, com índices de analfabetismo altíssimos, além de um povo sem nenhuma informação. São outros tempos, de um Brasil industrializado e importante no contexto internacional. Dilma tem café no bule. Impeachment é golpe e chantagem. A guerra recém começou. É isso aí. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Alckmin é a elite que não aceita democracia, inclusão social e fecha escolas

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


A repressão aos estudantes de São Paulo é o exemplo pronto e acabado de que a classe dominante brasileira, especificamente neste caso a paulista, é antidemocrática, e, portanto, elitista e sectária. A repressão da polícia do governador do PSDB, Geraldo Alckmin, que fechou quase cem escolas, mas construiu presídios e transformou o Estado de São Paulo no paraíso dos pedágios, ou seja, simbolicamente de quem pode pagar para ganhar a vida.

O governador de São Paulo, juntamente com o do Estado tucano do Paraná, Beto Richa, está na contramão da história do povo brasileiro. Não negocia com os estudantes e os professores e, por seu turno, trata as questões sobre a educação como se fosse caso de polícia, a lembrar, inclusive, o presidente, Washington Luís, da República Velha, que certa vez afirmou: "A questão social é um caso de polícia".

Washington Luís, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Príncipe da Privataria I —, nasceu no Rio de Janeiro, só que na cidade de Macaé, mas foi adotado pela aristocracia paulista e paulistana, bem como seu partido, o Partido Republicano Federal (PRF), tal qual ao PSDB, era uma agremiação que defendia os interesses dos republicanos oligárquicos, que controlavam a Presidência da República por intermédio da imposição da política do Café com Leite.

Os revolucionários de 1930, liderados por Getúlio Vargas, destituíram do poder o presidente Washington Luís, que estava pronto para empossar seu candidato, o presidente (governador) de São Paulo, Júlio Prestes, como presidente da República. Prestes foi acusado, juntamente com Washington Luís, de fraudar as eleições, em um tempo em que os oligarcas podiam tudo, inclusive assassinar seus adversários políticos e nada acontecer, sem se preocupar com punições.

O governador Geraldo Alckmin, dentre todos seus correligionários do PSDB paulista, a exemplo de José Serra e FHC, além de outros tucanos, é o político conservador que mais se aproxima com os barões da política do Café com Leite. Alckmin é a própria direita em toda sua essência no que concerne ao seu pensamento direitista e elitista. Se este político estivesse a viver nas primeiras três décadas do século XX, ele se sentira tão confortável como um pato na lagoa ou um peixe no aquário.

Ideologicamente, filosoficamente e religiosamente conservador, o político direitista, representante e porta-voz da oligarquia paulista e brasileira, na verdade é um plutocrata, que deveria ser duramente combatido pelas forças progressistas deste País. Alckmin expressa a vontade e o desejo de os conservadores romperem com o Estado de Direito, com as instituições republicanas, que sustentam o regime democrático, bem como é referência da direita brasileira para que os avanços sociais e econômicos conquistados até agora não se consolidem.

A luta da direita de índole escravagista é esta, e muitas pessoas instruídas não percebem ou fingem que não compreendem as mudanças, porque a verdade é que não concordam com os avanços no campo político e econômico que aconteceram neste País, a partir de 2003. Alckmin, por ser governador de uma Estado da Federação tão poderoso, reage furiosamente e violentamente contra a consciência e os desejos da maioria, que passou a ter direitos e voz para reivindicá-los, como tem ocorrido nas milhares de passeatas e protestos que tem acontecido principalmente nos últimos três anos.

São estas realidades e estes fatos e fatores que incomodam profundamente a reação, os que apostam no atraso e no retrocesso, os que lutam contra a inclusão social e a igualdade de oportunidades. Incomoda-os, e muito, acredite. Causa rancor e fúria a simples visualização, por parte da classe média paneleira e dos ricos, em perceber que cidadãos pobres ou remediados estão a frequentar "seus" espaços, a exemplo de shoppings, universidades, restaurantes, aeroportos, lojas de todos os ramos, acesso ao consumo e a direitos trabalhistas, como a obrigatoriedade de assinar as carteiras das empregadas domésticas.

O governador Geraldo Alckmin e o PSDB são a pura expressão de um desejo de conotação nostálgica e de uma vontade quase instintiva de manter congelada sem limite de tempo a ascensão social dos pobres. Tais elites conservadoras não negociam e, com efeito, recusam-se a descer do pedestal onde se encontram com a finalidade de dialogar. Simplesmente não cedem nada para a sociedade civil, que, na verdade, sustenta a riqueza e o status quo dos poderosos e ricos.

Quando Alckmin e o tucano paranaense quebram a cara, literalmente, de estudantes e professores por meio de força policial, tal violência se torna simbólica ao tempo que real. Trata-se da intolerância, da soberba e da evidenciação da face violenta e sectária da casa grande de alma escravocrata. É seu mais puro DNA, que move as profundezas da alma de uma das piores elites econômicas do planeta, em termos históricos.

Em todas as eras e épocas o poder sofre alternâncias, sendo que os grupos políticos conservadores, ou seja, de direita, ficam mais tempo no poder por serem eles próprios o status quo — o establishment. Fechar escolas é a mesma coisa que negar a vida às pessoas, à sociedade, que, como disse anteriormente, sustenta o poder político e econômico, por razões que vão desde o analfabetismo político das elites até a cooptação e a concordância com esse estado de coisas por parte também de grupos sociais populares.

Quero explicitar, este é o propósito, que muitos pobres são cúmplices dos interesses da casa grande por serem ideologicamente de direita, sem, no entanto, compreenderem que seus posicionamentos não os favorecem, porque simplesmente basta olhar com lucidez para seus passados, bem como para as situações de vida muito difíceis que seus pais e avós, enfim, seus antepassados, tiveram de enfrentar, até porque quase a metade do povo brasileiro é descendente de escravos. Vale lembrar que o Brasil tem a segunda maior população de negros do mundo, sendo que a Nigéria, país africano, é a primeira.

Entretanto, reconheço, que parte do povo brasileiro tem índole e valores conservadores, porque vivemos em uma sociedade moralmente conservadora, apesar de muitas vezes se mostrar moralista sem moral. Mesmo assim a luta pelo desenvolvimento do Brasil e pela emancipação plena do povo brasileiro é um processo longo e doloroso. Já se conquistou no Brasil muitos avanços, mas ainda falta quebrar, definitivamente, o muro "invisível" edificado pelas diferentes burguesias, as classes dominantes, inquilinas da casa grande, que desejam a felicidade apenas para elas e suas proles, que crescem e se tornam mais egoístas e intolerantes do que seus próprios pais.

Geraldo Alckmin, ao contrário de Fernando Henrique — o Neoliberal I — não consegue disfarçar o que ele verdadeiramente é. Alckmin é o conservadorismo em pedra bruta. FHC, tal qual a Washington Luís, é fruto do Rio de Janeiro capital da República, que tinha verniz francês e estava socialmente à frente das províncias brasileiras, como a de São Paulo, apesar de ser rica.

A resumir: Fernando Henrique Cardoso é camaleônico e Geraldo Alckmin retrata, literalmente, a violência paulista dos bandeirantes. Por isto que o governador de São Paulo e a elite "cafeeira", ainda ancorados no golpe derrotado de 1932 contra Getúlio Vargas, não negociam com a sociedade, porque, antes de tudo e qualquer coisa, o status quo é alma e raiz da casa grande.

O ódio ao PT, às suas lideranças e aos seus eleitores está intrinsecamente ligado à hegemonia que a direita não quer perder, mesmo a saber que com o Partido dos Trabalhadores no poder jamais vai perdê-la. O PT é reformista, porque não é revolucionário. O governador Alckmin representa a elite que não aceita democracia e inclusão social, e, consequentemente, fecha escolas, a repetir Washington Luís, que disse: "A questão social é um caso de polícia". É isso aí. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Dilma tem de enfrentar chantagem sobre impeachment, cassação de Cunha e superávit

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Duvido, e ressalto que escrevo antes das duas votações que decidirão, em parte, o futuro do Governo Dilma, bem como até que ponto a oposição, capitaneada pelos tucanos, vai realmente apostar no golpe contra a presidente do Brasil, eleita legalmente e democraticamente, sem, no entanto, avaliar os resultados das ações que visam, tão somente, o poder pelo poder, como já disse antes.

Evidentemente, o Conselho de Ética da Câmara está alerta quanto a esta realidade. Porém, Dilma Rousseff avisou que não negocia e que está disposta a enfrentar esta situação. Exatamente. Foi o que a mandatária disse. Eduardo Cunha, por sua vez, está entre a cruz e a espada, porque terá de se equilibrar para não colocar em pauta o impeachment, além de se precaver contra o PSDB, que, golpista como é, jogará o presidente da Câmara na fogueira, que, sem sombra de dúvida, vai ser cassado pelo plenário.

Entretanto, Dilma Rousseff, conforme opinei no artigo "FHC e Aécio conspiram e, como a Justiça, consideram o brasileiro idiota", a presidente tem de enfrentar, juntamente com o PT, esta delicada situação. E por quê? Porque tem assuntos e questões que não são negociados. Mesmo se o preço for a cassação de um chefe da Nação, pois negociar com um chantagista como Eduardo Cunha é como expor o Brasil e seu povo à mercê de qualquer crimes e chantagens. A resumir: Trata-se de abrir a caixa de Pandora.

Os deputados do PT que são membros da Comissão de Ética não podem, como também a Dilma, se reduzir à estatura política de Eduardo Cunha, que simplesmente inexiste, porque se trata de um cadáver político e moral. Que os deputados votem pela cassação de um dos piores presidentes que presidiu a Câmara dos Deputados.

Um presidente envolvido com inúmeros crimes e que foi apoiado, sem sombra de dúvida, até há pouco tempo pela imprensa venal e de mercado, bem como pela oposição de direita, liderada pelo PSDB e o DEM, que sempre apoiaram o golpe contra a presidente Dilma. Que Cunha seja cassado para o bem do Brasil, assim como os deputados do PT da Comissão de Ética esqueçam, solenemente, o processo de impeachment por crime de responsabilidade que Dilma pode sofrer, em 2016, por causa de uma possível reprovação da redução do superávit primário deste ano.

A redução da meta do superávit ajudará o Governo Trabalhista a validar as contas de 2015, bem como vai permitir que a Lei de Responsabilidade Fiscal não seja desrespeitada. Contudo, considero que é melhor o Governo pagar para ver se a oposição de direita realmente vai dar um golpe, porque foi necessário aos administradores do Estado nacional realizar as famosas "pedaladas", em um momento de recessão e de aumento da inflação, que estão a ser combatidas pelo ajuste fiscal efetivado pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy. Ajuste que, por sinal, contraria o pensamento econômico e fiscal dos técnicos desenvolvimentistas e estruturalistas que estão dentro e fora do Governo.

Dilma Rousseff tem de enfrentar essas perigosas situações, que se resumem no momento na cassação de Eduardo Cunha e na redução da meta do superávit. O Governo Trabalhista não pode, de maneira alguma, dobrar os joelhos. Tem de enfrentar e se defender contra a oposição golpista do PSDB e seus aliados de partidos e da imprensa familiar e mercantil.


Todavia, as lideranças do Governo Trabalhista na Câmara e no Senado, bem como o presidente do Senado, Renan Calheiros, além dos ministros Jacques Wagner e Ricardo Berzoini, estão prontos para interceder politicamente e votar o que se tem para votar, doa a quem doer.Dilma tem de enfrentar chantagem sobre impeachment, cassação de Cunha e diminuição do superávit. Chantagem, não! É isso aí.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

FHC e Aécio conspiram e, como a Justiça, consideram o brasileiro idiota

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Passaram-se mais de 13 meses das eleições presidenciais vencidas pelo PT de Dilma Rousseff, que não consegue governar o País, conforme decidiu, por intermédio da soberania das urnas, a maioria do povo brasileiro. São muitos meses de uma crise que se tornou meramente policial, mas de conotação política, de tal forma que o Governo Trabalhista não consegue aprovar quase nada no Congresso, e, quando aprova, somente por meio de duras negociações, a ter ainda o oba-oba da imprensa venal e de tradição golpista, que distorce os fatos, manipula os acontecimentos e mente descaradamente para que seus aliados do PSDB e DEM possam ter uma agenda, que permita aos demotucanos atacar, sistematicamente, o Governo do PT.

Agora, Aécio Neves, o pior político deste País, pois incrivelmente incendiário, além de ser um péssimo perdedor por ser antidemocrático e autoritário, anuncia pelas redes sociais seu encontro, no domingo, com seu "mestre" Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele ex-presidente tucano exacerbadamente "competente", que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, a pedir esmolas para a gringada neocolonial, porque quebrou o Brasil três vezes.

Aécio não se fez de rogado e publicou foto do jantar, em seu facebook, com o grão-tucano de 84 anos, no qual, "inspirados" e irresponsavelmente golpistas, conspiraram, recorrentemente, contra o mandato da presidente trabalhista, Dilma Rousseff, eleita legalmente, constitucionalmente e que, como política e cidadã, não incorreu em malfeitos, não foi autora de crime de corrupção, ou seja, não meteu a mão no dinheiro público, bem como não cometeu crime de responsabilidade, porque se submete à Constituição e ao Código Penal deste País.

Aécio Neves, o playboy machão de Ipanema, que, absurdamente, ofendeu  uma senhora de "leviana" em um dos debates presidenciais, sabe disso. Bem como também sabe o playboy veterano e sociólogo, que não entende nada de povo, porque com o povo nunca andou e jamais o compreendeu. A verdade é que a crise não é econômica, como já demonstram a recuperação dos números e índices da economia. A crise é política e direcionada, estritamente, pela direita para a efetivação de um impeachment presidencial contra Dilma Rousseff.

Esses tucanos querem porque querem dar um golpe, e não esperar pelas eleições de 2018. Impedem, de todas as formas e maneiras, que o Governo Trabalhista governe e efetive suas ações por meio de seus programas e projetos, tanto no âmbito da infraestrutura e logística quanto no que diz respeito às dezenas de programas de inclusão social e de igualdade de oportunidades, realidades que, definitivamente, os tucanos não efetivaram e muito menos concretizaram nos oito anos de seus governos neoliberais e privatistas, dispostos a governar para poucos, ou seja, para as castas sociais historicamente privilegiadas.

Contudo, a irresponsabilidade institucional e constitucional dessa gente é de chamar a atenção. O vale tudo na política brasileira é algo que impressiona até os analistas e críticos conservadores da Europa e dos Estados Unidos, que são referências dos coxinhas de classe média brazucas e da casa grande eternamente nostálgica da escravidão ou das empregadas domésticas sem carteiras de trabalho assinadas.

Todavia, os tucanos mais parecidos entre todos os emplumados do PSDB foram à comezaina em um restaurante qualquer de luxo como se estivessem a decidir os destinos do Brasil, com a intenção de melhorar a vida do povo brasileiro. Mas, como, se tucanos e a direita em geral não pensam o Brasil e muito menos se importam com isto? Não. A verdade é que eles, de acordo com as declarações do menino mimado que ficou sem o presente de Natal de 2014, ou seja, a Presidência da República estão a gerar factoides para que a imprensa de mercado os repercuta e dê continuidade ao processo de desconstrução do Governo Trabalhista e da imagem da presidente Dilma e do ex-presidente Lula.  

"Para que pensar o Brasil?" — se indagam os tucanos, que complementam sua falta de discernimento quanto aos interesses e destino da Nação: "Somos párias das cortes europeias e estadunidenses, além de antidemocráticos, porque somos parte de uma elite que não consegue viver no regime democrático. Somos golpistas. Trata-se do nosso DNA". Por isto e por causa disto aconteceu um encontro em que FHC — o Príncipe da Privataria I — e o Aécio Neves, ao invés de discutirem os rumos para desenvolver o Brasil, e, por seu turno, apresentarem propostas ao povo brasileiro, discutem apenas como dar um golpe, com consequências imprevisíveis para a Nação, a América do Sul e o mundo.

O Brasil não é qualquer País. É um País poderoso, de imensa extensão, populoso, com uma economia gigante e um mercado interno que poucos países no mundo tem ou podem ter. Trata-se da sétima maior economia do mundo, a despeito de suas dificuldades econômicas e problemas sociais graves. O Brasil é uma liderança regional, que está a ser influente no mundo, cuja liderança, de forma conjunta, expressa-se no G-20, nos Brics, no Mercosul, na Unasul e em outros fóruns internacionais, a lutar, inclusive, para integrar o Conselho de Segurança da ONU, que, propositalmente, continua a se comportar como se vivenciasse o fim da II Guerra, ou pior, como estivesse no tempo da Guerra Fria.

Nossas elites ainda não saíram desse tempo, e continuam irresponsavelmente a conspirar para dar golpes. Como a casa grande deve estar a sofrer por não poder ser mais vivandeira de quartel. Como deve estar inconformada a burguesia tupiniquim por perceber que os generais não querem mais participar de presepadas, traições e cafajestadas contra o povo brasileiro, porque uma elite de índole escravocrata, mas que se recusa, afirmo novamente, a pensar o Brasil para desenvolvê-lo, como o fizeram as elites da França, da Alemanha, do Japão, dos Estados Unidos, da Inglaterra, além de outros países, a despeito de serem democráticas ou não.

Aécio Neves e seu "guru", Fernando Henrique, são mais parecidos com dois capiaus de província do que propriamente como se fossem cidadãos cosmopolitas, mesmo a terem por toda vida acesso às classes dominantes, até porque são membros delas. É inacreditável que dois dos mais importantes políticos do maior partido de oposição do Brasil se resumirem politicamente a arquitetar golpes contra o povo brasileiro, que, em sua maioria, não compactua com tal atitude e conduta, porque não votou em uma candidata para ser derrubada ao bel-prazer de tucanos inconformados e amargos com a quarta derrota eleitoral para o PT.

A verdade é que se notabiliza cada vez mais que os tucanos vão trilhar por qualquer caminho que, porventura, leve ao golpe. Esqueça ética, Estado de Direito, responsabilidade, Constituição, estabilidade política e institucional. Esqueça. O que importa é o poder pelo poder, mesmo se os tucanos não puderem assumir agora, contanto que o PT seja destituído do poder. Acontece que os escândalos vão chegar aos tucanos, porque, indubitavelmente, os mesmos agentes financiadores de campanhas, as mesmas empresas e os mesmos presos — corruptos e corruptores — agiram e atuaram dos dois lados.

O que se quer, na verdade, é isonomia jurídica e judicial por parte dos juízes do STF, do STJ, do TSE e da Justiça Federal, mesmo a de primeira instância do senhor juiz condestável, Sérgio Moro. O que se quer é isonomia e igualdade de tratamento por parte da PGR e dos ministérios públicos nos estados. O que se quer é isonomia e o fim dos vazamentos dos autos de processos por parte de juízes, procuradores, promotores e delegados federais. Que todos eles se submetam à Lei e parem de fazer política e que guardem suas ideologias e partidarismos para as urnas. Ou se candidatem, ora bolas...

Que os tucanos parem de fazer proselitismos e deixem de ser deletérios quando se trata de apoiar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mesmo sabendo das acusações sobre crimes de autoria do deputado fluminense e do PMDB, que virou um cadáver político e esqueceram de avisá-lo.

A prisão de Delcídio Amaral volta a mobilizar o PSDB quanto a dar um golpe, como se fosse igual a comer pipoca e beber refrigerante. Durma-se com um barulho desses. Aécio e FHC estão cheios de esperanças, juntamente com seus colegas de bancada. Rompem com o Cunha e depois voltam às boas se ele abrir o processo de impeachment. Hipocrisia na veia e irresponsabilidade à toda prova. Como assim, camarada? O PT, independente de qualquer coisa, tem de obrigatoriamente ser favorável à cassação de Eduardo Cunha. Que se dane o resto. Cunha que dê início ao processo de impeachment e vamos ver até que ponto ele chega e como essa miscelânea política e bagunça acabam.

Que Dilma Rousseff e o PT enfrentem a realidade e vamos ver até onde o PSDB, o DEM, o PPS e seus aliados esticam a fita métrica do golpe, sem se preocuparem com o retorno, que são as consequências advindas de tal irresponsabilidade, que já causam imensos prejuízos ao Brasil e, principalmente, a uma empresa do porte da Petrobras, que está à mercê da agenda da imprensa familiar e historicamente golpista e de políticos de direita que lutam para atender aos interesses dos grandes trustes econômicos e de governos internacionais.  

Vamos ver se os tucanos vão impedir de o Governo Dilma aprovar projeto que o permite fechar as contas com déficit. Se não aprovar, o Governo terá suas contas reprovadas e, com efeito, a oposição de caráter predatório vai, mais uma vez, apostar no impeachment. Pedaladas aconteceram em todos os governos, inclusive os do PSDB e de estrangeiros de países desenvolvidos, que os coxinhas consideram maravilhosos. Somente para Dilma Rousseff é proibido, porque os tucanos e a imprensa alienígena querem dar um golpe.

Contudo, mesmo com a crise política superdimensionada pela imprensa de negócios privados, derrubar uma presidente constitucional não é fácil, ainda mais quando se trata de um País poderoso como o Brasil. Os tucanos estão a ser acusados e possuem inúmeros processos na Justiça que ora estão engavetados. Delcídio Amaral, por exemplo, demonstra grande preocupação sobre revelações relativas a negócios com a Alstom, um escândalo emplumado e bicudo de bilhões, lá em São Paulo.

O senador preso, juntamente com o banqueiro André Esteves, homem ligado ao PSDB e padrinho de Aécio Neves, foi diretor da Petrobras no Governo FHC, além de ser muito próximo aos tucanos durante toda sua carreira. São fatos e não apenas conjecturas. Delcídio cansou de votar com o PSDB, além de servir de ponte entre os partidos. Ele sempre foi considerado mais tucano do que muitos tucanos, bem como muito questionado no PT, principalmente por seus grupos de esquerda.

O escândalo na Petrobras é tudo o que a direita queria. Os grupos empresariais e políticos conservadores nunca preservaram a Petrobras. Pelo contrário, desde antes de sua fundação combatem a poderosa estatal, porque sabem que a empresa, assim como o foi a Vale do Rio Doce e a Telebras, é muito importante para o desenvolvimento do Brasil e seu projeto nacional de independência.

A casa grande sabe disso. A imprensa burguesa, o grande empresariado e, principalmente, o PSDB de FHC — o Neoliberal I  — e Aécio Neves sabem disso. Tanto é verdade que entregaram mais de 125 estatais, fatiaram a Petrobras, colocaram suas ações na Bolsa de Nova Iorque, afundaram a maior plataforma do mundo, a P-36, pararam com os investimentos para que a estatal fosse sucateada e vendida, enfim, a sabotaram, como sempre o fez a direita brasileira subalterna e subserviente aos interesses estrangeiros. Agora, neste momento, o trabalho é de desqualificação e desconstrução da empresa pública, pois está em jogo o destino do Pré-Sal. A verdade é que FHC e Aécio conspiram e, como a PF, o MP e a Justiça, consideram o brasileiro idiota. É isso aí.
  


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CHEIRO

ESPAÇO BICO DE PENA — DAVIS SENA FILHO

A idade estava avançada. 88 anos. Pensava com seus botões: “a vida foi pródiga para comigo, apesar de ter de desatar o nó de muitos problemas”. Lembrava-se de muitas coisas de sua fase madura e de sua juventude; esta, para ele, tão curta quanto à vida das borboletas. Sua memória, no entanto, não conseguia captar sua infância e início da adolescência. Sentia um grande pesar por isso, pois queria, antes de morrer, resgatar sua voz infantil, as vozes de seus pais, irmãos e tios, os ruídos quase inaudíveis do sobrado onde nasceu, o ranger do assoalho, os cantos dos passarinhos no vasto quintal e principalmente os cheiros de sua infância emanados da cozinha, das flores do jardim, dos perfumes de sua mãe e dos braços sempre suados e gordurosos de Antônia, dublê de babá, cozinheira e contadora de histórias.

João Florêncio quando tentava trazer á tona sua memória olfativa, sentia o cheiro da morte, pois, quanto mais o homem procura lembrar seu passado, quanto mais busca as reminiscências de sua tenra idade, mais ele tem consciência que a vida está se esvaindo como areia fluindo na ampulheta. “Ah” – dizia – “os cheiros da minha infância são indefectíveis!”. À tardinha se dirigia à varanda que dava para os fundos do sobrado para melhor pensar no seu passado, e, ao mesmo tempo, julgar a si próprio perante a vida que levou, tendo como base suas relações pessoais.

Mas o que mais incomodava João Florêncio era realmente resgatar os cheiros da infância. O cheiro de café novo, de manga madura, de carne assada. Os cheiros de terra molhada, de maresia, de doces cozinhados em panela de barro sobre o fogão à lenha. Os cheiros de fronhas e de lençóis depois de lavados e engomados. João Florêncio, obviamente, convivia ainda com esses odores, que deixam de ser tão prazerosos na vida adulta. Adulto, ele bem sabia, os sentidos ficam em segundo plano, principalmente o olfato, que, para o equilíbrio biológico do homem, é tão essencial quanto à visão.


 João Florêncio percebia que depois de adulto os objetivos de almejar bens materiais, a dedicação à profissão e os problemas, importantes ou não, a serem resolvidos no dia a dia, faz do homem um animal mutilado quanto à sua própria natureza, retratada na capacidade ou não de utilizar seus sentidos. Para João Florêncio, se o homem usasse mais seus sentidos como os outros animais, talvez a sociedade humana não enfrentasse tantas crises, refletidas na falta de tolerância, que leva rapidamente ao egoísmo, responsável direto por ganância, guerras, doenças e mortes.

O resgate dos cheiros da infância para João Florêncio estava intrinsecamente ligado à própria continuação de sua vida, à sua condição humana. João Florêncio se preocupava, antes de morrer, em saber ao menos quem era ele. Queria e buscava esse conforto de saber se a vida valeu a pena, mesmo se a decepção, no final das contas, for imperativa.

Passavam-se os dias...

O ancião se desprendia, aos poucos, de tudo o que o rodeava. Estava fazendo um balanço de sua vida: amores, empregos, enfermidades, sua finada companheira, filhos, pais, amigos, satisfações e aborrecimentos, tristezas e alegrias. A vida fluía freneticamente em seu coração. Suas veias pulsavam como as de um recém-nascido. Bebia água sofregamente, pois seus lábios secavam e sua garganta ardia, como se ele tivesse ingerido pimenta. Era a vida se oferecendo com força, tal qual a terra quando entra em parto através das lavas e das labaredas dos vulcões.

“Os cheiros...” – pensava.

“As crianças são os únicos seres humanos que, por não estarem corrompidas, dominam plenamente seus sentidos” – acreditava.

“Como estão na fase das descobertas, amam, sem saber, seus sentidos, tirando deles prazer e experiência de vida” – ponderava.

Sabendo disso, João Florêncio começou a mapear em sua memória os lugares os quais freqüentava em sua infância. Estava resoluto em procurar e por fim achar os cheiros perdidos no tempo e no espaço que tanto o apeteceram. Precisava se encontrar com sua própria consciência e não mais sentir o vazio das vidas estéreis e sem sentido. O ancião percebeu que as pessoas vivem representando, até mesmo para se proteger, com a finalidade de conseguir sobreviver. É a fragilidade dos homens – o fracasso humano.
Para poder viver bem consigo mesmo, o velho procurava, no fim de sua vida, redimir-se perante a existência e seus semelhantes, mesmo que estes não saibam de sua procura.

“A consciência é íntima de quem a tem” – conjecturava.

“E os cheiros da minha infância trarão consciência à minha realidade, à minha verve, à minha história” – ressaltava

Para João Florêncio, o vetusto é somente o corpo deteriorado pelo tempo, o que não implica na sabedoria de quem se fez sábio e de quem, através da compreensão, sente compaixão pela pusilanimidade humana.

“Sabedoria é compreensão” – observava.

“Experiência é sentir para entender e reconhecer os outros, os cheiros” – murmurava, com convicção.

João Florêncio não queria chegar ao fim de sua vida sem reencontrar a paz e a pureza dos sentimentos e sentidos de sua infância. Queria morrer em paz. Apesar de ter levado uma vida decente em sociedade, achava que todo homem, de uma forma ou de outra, corrompe-se. Não é necessário matar, roubar ou cometer maledicências para não se corromper. A maioria dos homens se corrompe, até mesmo pela força da sobrevivência. E todos, bem intencionados ou não, já experimentaram, pelo menos uma vez, este amargo gostinho.

Levantou-se de sua poltrona, dirigiu-se ao quintal, perambulou por toda a extensão do vasto terreno pontilhado por plantas. Abriu a braguilha e ficou olhando sem muita convicção, quase desconcentrado, para a espuma que se formava no chão, por causa da urina. Urinou no pé de um limoeiro e sentiu o forte cheiro que exalava dos frutos e das folhas da árvore. Começou a rir baixinho e, paulatinamente, o riso foi aumentando de tom, até que João Florêncio, emocionado, chegou às lágrimas. O velho enxergou sua infância e cheirou sua vida.

PALAVRA LIVRE

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Globo mente, porque a mentira é seu DNA

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

ANDRÉ ESTEVES, SEGUNDO O GLOBO, É AMIGO DO PT E NÃO DO PSDB DE AÉCIO NEVES.
Não é à toa que o jornal dos Marinho foi empastelado pelo povo carioca, em 1954, logo após o estadista gaúcho e presidente trabalhista, Getúlio Dornelles Vargas, ter se matado, e, com efeito, adiado o golpe de estado da direita brasileira, dentre ela a famiglia Marinho, que até nos tempos atuais continua em sua luta insana, desleal e violenta contra a independência do Brasil e a emancipação social e econômica do povo brasileiro.

As Organizações(?) Globo são assim: até seus aliados quando são presos passam a ser tratados como "amigos" ou "cúmplices" ou "apoiadores" de seus adversários e inimigos. Surreal! Patético! Mas não tem jeito... E por quê? Porque a família Marinho é empresária, e, como tal, defende apenas seus interesses econômicos, sendo que, por ser muito poderosa, tornou-se há muito tempo a principal porta-voz da plutocracia nacional e internacional neste País.

De índole golpista e sem limites éticos para concretizar seus interesses, que jamais coadunam com os interesses e as necessidades do povo brasileiro, a famiglia Marinho, liderada por três irmãos bilionários, continua a fazer perversidades, a construir armadilhas e a moer reputações de partidos, empresas e cidadãos. Não importa se depois nada fique comprovado, como ocorreu incontáveis vezes, até porque tal famiglia midiática é também, como os tucanos, inimputável.

A verdade o que importa aos plutocratas e proprietários de um dos maiores e mais poderosos oligopólios do mundo se resume a implementar suas agendas e pautas doa a quem doer, porque para esta famiglia, que inferniza a vida brasileira desde 1925, ou seja, há quase cem anos e a despeito de quaisquer questões, é realizar seus meganegócios e defender os interesses das oligarquias e aristocracias internacionais, que controlam o dinheiro e a máquina de guerra, que serve como polícia do mundo e dos interesses da plutocracia.

Não há movimento político brasileiro de apelo e essência popular que não foi combatido pela famiglia Marinho em quase um século. Desde 1930. Ponto. Agora, os irmãos se mobilizam para descartar o banqueiro de seus quadrados, bem como de seus aliados, a exemplo de Aécio Neves. De repente, não mais do que de repente, o banqueiro, André Esteves, dono do BTG Pactual e preso na Operação Lava Jato virou "amigo" do Partido dos Trabalhadores.

É isto mesmo, minha gente! O banqueiro financiador de campanhas tucanas, amigo e padrinho de casamento do senador tucano, Aécio Neves, além de ter sido feroz opositor ao PT, ao Lula e à Dilma na campanha presidencial de 2014, conforme comprovam inúmeras matérias da imprensa de negócios privados deste País, hoje está no limbo, a beber o cálice de fel ofertado pelos Marinho, com notícias e manchetes no jornal fundado por Irineu Marinho, pai do Roberto e avô dos irmãos plutocratas.

Coisas de O Globo, o jornal destruído (empastelado) pelo povo em 1954 por considerá-lo golpista, insidioso e mentiroso, além de ser um dos culpados pela morte do grande estadista Getúlio Vargas, o político que honrou o trabalhador brasileiro e civilizou o empresariado selvagem deste País, de índole escravocrata, por meio da criação do Ministério do Trabalho, das leis trabalhistas — CLT, do salário mínimo, além das férias, do repouso remunerado e do 13º salário, conquistas estas que se transformaram nas principais razões, até os dias de hoje, do ódio brutal da casa grande contra os governantes trabalhistas do Brasil e de qualquer país do mundo, principalmente da América Latina.

Contudo, voltemos ao assunto. O Globo, na maior desfaçatez e cara de pau possíveis, quer desvincular o garoto "prodígio" do mercado, o banqueiro aliado do PSDB, André Esteves, de Aécio Neves, porque não é de bom alvitre o playboy mineiro ser visto como amigo de uma pessoa presa e acusada de se beneficiar com a corrupção na Petrobras. O tucano das Minas Gerais e morador do Rio de Janeiro, que há 13 meses, por ser um péssimo perdedor, demonstra ódio, intolerância e inconformismo com a derrota para a petista Dilma Rousseff.

O mesmo ódio niilista, ao tempo que vingativo das burguesias, que não abrem mão de fazer do Estado uma ferramenta para servi-las e manter intactos seus benefícios e privilégios por tempo indeterminado. O Estado ideal para a burguesia é o Estado patrimonialista, bem como dotado de forças de repressão para defender seus interesses perante os trabalhadores por intermédio da força bruta e de demissões. A mesma burguesia do golpe do impeachment contra a presidenta eleita pela vontade das urnas e pela maioria do povo.

O Globo é arrivista, inclusive com seus aliados, sejam eles antigos ou novos por causa de interesses comuns e circunstanciais. É exatamente o caso de André Esteves, que acabou de levar um chute bem forte na bunda por parte da famiglia Marinho. Agora e sempre foi assim: O Globo mente descaradamente sem se importar com a mentira, a credibilidade e a verdade. O diário não precisa dessas coisinhas "irrelevantes", porque a maioria de seus leitores é igual.

Como afirmou certa vez Malcolm X: "A imprensa é tão poderosa no seu papel de construção de imagem, que pode fazer um criminoso parecer que ele é a vítima e fazer a vítima parecer que ela é o criminoso. Esta é a imprensa, uma imprensa irresponsável. Se você não for cuidadoso, os jornais terão você odiando as pessoas que estão sendo oprimidas e amando as pessoas que estão fazendo a opressão".

E completo com as palavras de Millôr Fernandes: "A imprensa brasileira sempre foi canalha. Uma das grandes culpadas das condições do País, mais do que as forças que o dominam politicamente, é a nossa imprensa. Nossa imprensa é lamentavelmente ruim. E não quero falar da televisão, que já nasceu covarde!"

Exatamente isto que O Globo e suas Organizações(?) fazem. Há muitos anos eu combato e critico a imprensa meramente de mercado, de péssima qualidade editorial e completamente divorciada dos interesses do País. A conheci profundamente no Correio Braziliense, no Jornal de Brasília e no TJ Brasil do SBT, comandado por Boris Casoy, no fim dos anos 1980 até meados dos anos 1990. Uma sujeira só. Putrefação pura em forma de jornalismo.

Manipulações, distorções e mentiras diretamente aplicadas nas veias dos leitores, principalmente aqueles incautos, geralmente pessoas de classe média, incrivelmente de origem universitária, que se deixam envenenar pelo sibilar da serpente até se tornarem drones bípedes, ideologicamente e politicamente radicalizados à direita, prestes a explodirem como se fossem bombas, como acontece nas redes sociais e nos lugares públicos, como restaurantes e até mesmo hospitais.

Coxinhas pit bulls que acampam armados em frente ao Congresso Nacional em defesa de golpe de estado contra uma mandatária eleita legalmente e constitucionalmente. Coxinhas que se aproveitam da democracia e da liberdade de expressão para pregarem, de forma surreal e irresponsável, a volta da ditadura, que tanto prejudicou e entristeceu a sociedade brasileira, que tem vocação democrática.

Trata-se dos coxinhas e da casa grande com a cara e a alma da imprensa golpista e que inferniza, literalmente, o Brasil porque é antidemocrática e casuística, além de ter uma enorme dificuldade para tolerar o contraditório, o contraponto e tudo o que é antagônico às suas causas e crenças elitistas e sectárias. É assim que atua e age O Globo e todos seus congêneres com outros nomes e nomenclaturas, que tem como paradigma o jornalismo de engodo repercutido pelos empregados dos irmãos Marinho.

Agora é a vez de o banqueiro André Esteves ser, ridiculamente, "acusado" de ser amigo do PT, quando, na verdade, ele é inimigo, pois aliado do PSDB, como demonstrou, sem sombra de dúvida, por intermédio de suas ações, de seus atos e de seus pronunciamentos, a participar e financiar reuniões, almoços, jantares e viagens ao candidato a presidente pelo PSDB, o tucano Aécio Neves. Notícias, fotos e filmagens estão aí para comprovar o envolvimento do banqueiro abandonado às traças pelo O Globo. Basta o cidadão ir à internet e verificar. Só isto. Simples assim...

André Esteves contratou Persio Arida, economista tucano famoso e um dos ícones das privatizações piratas efetivadas pelo governo do tucano Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — para presidir o Banco BTG Pactual. Esteves ainda controla parte do Banco Panamericano, que era de Silvio Santos e quebrou, em 2010. O apresentador de televisão afirmou, na época, à Justiça: "Diziam {diretoria} que o banco era uma maravilha!" Quanta ingenuidade. Todavia, o dono do SBT e do Baú da Felicidade, que se saiba, também nunca foi amigo do PT.

Persio Arida, o economista privatista é tucano. Ele não é petista. Além disso, o preso André Esteves realizou seminário em Nova York quando "descascou" o PT, o Governo e sua candidata, Dilma Rousseff. Aécio Neves foi ao seminário, além de ser "premiado" pelo banqueiro com o pagamento de sua lula de mel em um dos hotéis mais caros do mundo — o Waldorf Astoria. Ninguém faz isto de graça, e muito menos para um desconhecido, o que não é o caso de Aécio em relação ao Esteves.

Pois é, cara pálida, e O Globo diz que o banqueiro preso é amigo do PT. A verdade é a seguinte: O Globo mente, porque a mentira é seu DNA. É isso aí.