quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Ives Gandra é a direita sorrateira e FHC aposta no golpismo barato

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre

Fotomontagem - Br247
O cartunista e analista de política Bessinha derrubou, com apenas um tiro, o advogado tributarista da casa grande e do Opus Dei (Obra de Deus) Ives Gandra da Silva Martins de seu voo de corvo udenista. O notório "sábio" do Direito, que sempre teve sua palavra franqueada pelos magnatas bilionários de imprensa, não se conteve e saiu de seu silêncio obsequioso para, dissimuladamente, fazer ode a um golpe de Estado, aos moldes paraguaios, como se o Brasil, a sétima economia do mundo, com 210 milhões de habitantes e uma democracia consolidada fosse uma republiqueta.

Esse modo de agir, evidentemente, reflete o pensamento de Gandra e de quem ele representa: as classes dominantes e seus interesses políticos e econômicos. Acostumado a ver o Brasil como quintal dos Estados Unidos e ex-colônia "eterna" de países europeus, o tributarista, festejado pela imprensa conservadora e empresarial, não dá ponto sem nó, e, simplesmente, realizou uma "consultoria" ao advogado José de Oliveira Costa, que, por coincidência, é conselheiro do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), sendo que o Príncipe da Privataria, também conhecido como Neoliberal I, escreveu artigo em que disserta sobre possível impeachment, por via judicial contra a presidenta Dilma Rousseff.

Fernando Henrique Cardoso sujou sua biografia ao publicar na imprensa historicamente aliada dos tucanos artigo em que fomenta o golpe, e, com efeito, adere ao golpismo, pura e simplesmente, sem quaisquer dramas de consciência ou ruborização de sua face, sendo que o grão-tucano participou no passado da luta pela redemocratização do País e, por seu turno, sabe muito bem o que significa um golpe institucional ou de estado, seja ele por via judicial ou por uma quartelada.

O tucano-mor foi pródigo em sua irresponsabilidade sem precedentes, porque até então o golpismo barato e sorrateiro estava a cargo de políticos de menor envergadura e expressão, a exemplo de Álvaro Dias, Carlos Sampaio e Agripino Maia, que, pautados, vociferam há anos no Congresso a repercussão de notícias da imprensa de negócios privados, principalmente nos dias seguintes ao que foi publicado no fim de semana. É a práxis tucanoide, a rotina de suas diatribes, sem dúvida alguma.

Chega a ser ridícula a dissimulação de FHC sobre seu apoio a um golpe por via judicial. Trata-se de um homem octagenário, a fazer um papel desses que enlameia sua reputação política, pois sua fama de ex-mandatário do Executivo é de incompetência, de entrega das riquezas do Brasil e de subserviência aos Estados Unidos e à União Europeia. O maior vendilhão da Pátria de todos os tempos ainda se acha no direito de fazer ilações que contrariam a civilidade, as regras da democracia e a subordinação ao Estado Democrático de Direito.

E nada como recomendar uma "consultoria" ao doutor Ives Gandra para dar, hipocritamente, uma conotação ilibada e pressupostamente de caráter sério, como se fosse viável no Brasil de hoje apostar em ilegalidades constitucionais cujos propósitos se resumem em derrubar uma presidenta recém-eleita, que não cometeu crimes, além de ser chefe de um governo de perfil republicano, que está a colocar na cadeia ladrões de colarinhos brancos, tanto os corruptos quanto os corruptores, realidades estas que, certamente, um dia também atingirão os personagens blindados do PSDB e os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas.

Ou a sociedade brasileira, à frente os coxinhas, são tão ingênuos ao ponto de considerar que os tucanos e os magnatas bilionários, que venderam o Brasil e governam São Paulo há 20 anos, não são autores ou protagonistas de mensalões, corrupções, sonegações e envolvimentos com doleiros, paraísos fiscais e financiamentos privados e ilegais de campanhas eleitorais? Acredito que não, pois no fundo todo mundo sabe que essa gente age por conveniência política e ideológica, além de jogar pedras somente naqueles que são ideologicamente e politicamente seus antagonistas.

São esses fatores que movem Fernando Henrique Cardoso e seus lugares-tenentes, Ives Gandra e José de Oliveira Costa. A verdade é que o artigo vergonhosamente golpista de FHC — o Príncipe da Privataria — é a senha para a imprensa familiar, posteriormente, publicar a "consulta" de Gandra sobre a viabilidade de um golpe de estado, que, cinicamente, eles denominam como jurídico. Perdem nas urnas e tentam vencer no tapetão, que é o terceiro turno das eleições para os tucanos e seus aliados golpistas.

Entretanto, essas questões são pormenores para a direita escravocrata e também àqueles que não têm compromisso com o bem-estar do povo brasileiro e por isso se associam a qualquer golpismo barato e sorrateiro. Afinal, o que vale mesmo é chegar ao poder, a não importar os meios, como e quando, porque assumir o Governo Federal é uma questão de estratégia para que a burguesia brasileira possa voltar a fazer negócios praticamente com os países de carácteres imperialistas, inserir novamente o Brasil no círculo de influência norte-americana, sendo que hoje o maior alvo dessa direita tupiniquim e alienígena certamente é o pré-sal e seu modelo de partilha, que contraria os interesses das petroleiras estrangeiras e do establishment brasileiro.

A direita está desesperada; mas, como pontuou o chargista Bessinha, "A classe dominante não tem ódio. Tem astúcia. O ódio ela terceiriza". É verdade. O ódio ela deixa para os brucutus de direita, bem como para a classe média coxinha, que entra na conversa fiada de uma "elite" acostumada há séculos a retirar tudo da sociedade, a começar por negar saúde, educação, moradia, emprego e paz de espírito, como sempre fez desde que Pedro Álvares Cabral aportou na Bahia.

Nunca canso de afirmar: A direita é um escorpião ideológico, que não se importa se foi beneficiada economicamente pelos governos trabalhistas, como ocorreu com a explosão do consumo no Governo Lula, com pleno emprego. A casa grande considera irrelevante se seus privilégios seculares, que chegam a ser pornográficos, foram garantidos. Ela sempre vai estar disposta a boicotar, sabotar, conspirar e derrubar governantes legitimamente e democraticamente eleitos pela maioria do povo.

E acrescento: a direita golpeia e derruba. Se possível, mata, ainda mais se os mandatários considerados inimigos são políticos do campo da esquerda e da vertente trabalhista. É fato histórico. Não há como dissimular e manipular esta realidade, como o faz sistematicamente a direita brasileira herdeira da escravidão, que até hoje tenta, inocuamente e em vão, apagar a imagem do estadista Getúlio Vargas da memória do povo brasileiro, por intermédio de "historialistas" e "especialistas" de prateleiras.

Contudo, o que chama a atenção é o Instituto que leva o nome de Fernando Henrique Cardoso, aquele presidente que entregou o patrimônio do Brasil para os estrangeiros. Ressalta-se que o Neoliberal I, seus correligionários e aliados não construíram tão importante e rico patrimônio. Pelo contrário, depois da patuscada entreguista ainda foram ao FMI três vezes, de joelhos, humilhados e com o pires nas mãos, porque quebraram o Brasil três vezes.

A situação do Governo Trabalhista é preocupante. Porém, o Governo tem de entender de vez que tem de resistir e lutar para não perder a luta pela comunicação. A Secom e o sistema midiático governamental, volto a falar, têm de se mobilizar para que a Nação saiba o que ocorre, porque até agora a imprensa burguesa e o PSDB estão a falar sozinhos, como acontece desde a vitória de Lula em 2002. Chega de incompetência. Quem cala, consente.

Denúncias e acusações têm de ser explicadas para o povo, e rebatidas, quando necessário, sistematicamente. É dessa forma que se deve funcionar uma Secretaria de Comunicação e todas suas ramificações. Ponto. Além do mais, o PT e o Governo Trabalhista têm de retomar suas ações junto aos movimentos sociais, como declarou, recentemente, o ex-presidente Lula.
O Partido dos Trabalhadores tem de voltar para suas origens e raízes, alimentar-se de sua essência retratada nos movimentos sociais, nos sindicatos, nas ONGs de esquerda dedicadas aos direitos humanos e de cidadania, além de retomar o diálogo com a Igreja Católica Progressista, que sempre se fez presente nas lutas em prol da emancipação do povo brasileiro.

O Governo Dilma tem de dar uma guinada à esquerda, porque a direita deixou claro que não vai dialogar ou negociar quaisquer coisas, a não ser a queda de Dilma Rousseff, se for possível e se o novo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, conspirar, juntamente com o Judiciário, leia-se STF, e com setores reacionários do Ministério Público, que atuam de forma seletiva, a fim de macular a imagem do Governo Federal.

Lula pode ser o candidato de 2018, e este fator desespera a direita, que poderia experimentar sua quinta derrota eleitoral seguida. Por isso que os setores conservadores da sociedade, por meio de seus porta-vozes, apostam em impeachment, bem como tratam a Petrobras como a Geni, que é alvo de pedradas e escarradas, sem poder se defender à altura, porque as mídias privadas pertencem à direita brasileira, além de a comunicação do Governo Dilma ser péssima.

O Brasil de hoje lembra muito o Brasil pré-golpe de 1964. A história não se repete, mas quando se "repete" é em forma de farsa. Todavia, muitas situações de 2014 são muito parecidas com as daqueles tempos, a notar, com a cooperação do prezado Gustavo Mello: a extinta UDN reapareceu em três agremiações: DEM, PPS e PSDB; o velho PSD, de Tancredo Neves, é exemplificado no PMDB, com Michel Temer em novo papel de "moderador" com perfil conservador; o presidente do Congresso à época, Ranieri Mazzili, atualmente tem seu papel efetivado na pessoa de Eduardo Cunha; os militares de ontem são hoje os juízes do Poder Judiciário, a intervir, indevidamente, na política; e a Imprensa de mercado está a ocupar o seu lugar de sempre, pois porta-voz dos trustes nacionais e internacionais, além de fomentadora de crises artificiais e realidades manipuladas.

Por fim, Dilma Rousseff exerce o papel de João Goulart, o presidente criminosamente deposto. Tudo muito parecido, mas o campo conservador se esquece de uma coisa fundamental: a esquerda é hoje mais poderosa, a democracia está consolidada e os Estados Unidos não meteriam as mãos em um vespeiro do tamanho do Brasil. A verdade é que a história quando se repete é na forma de farsa.


As condições para um golpe têm de passar também pelas Forças Armadas; e a sociedade, em quase seu todo, teria de estar propensa em apoiar tal crime constitucional e contrário aos interesses da Nação. Além disso, a sociedade organizada é hoje muito mais informada, complexa, maior e mais forte do que a daqueles tempos, bem como o político Lula, o mais carismático do País, conhecido internacionalmente e que saiu do governo com 82% de aprovação popular reagiria a um golpe de estado e ocuparia as ruas com multidões, o que, sobremaneira, é um sério obstáculo para a reação conservadora tomar o poder ilegalmente. Ives Gandra é a direita sorrateira e FHC aposta no golpismo barato. É isso aí.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Vitória de Cunha é do PSDB, dos magnatas bilionários, de certos juízes e contra as reformas política e da mídia

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

PANFLETO DE CAMPANHA DE EDUARDO CUNHA: "MUITO RESPEITO".

Primeiro: a vitória do deputado Eduardo Cunha (PMDB) é a vitória do PSDB, que traiu o candidato do PSB, Júlio Delgado, e votou em peso no deputado carioca, a ser seguido pelos seus aliados históricos e satélites políticos, DEM e PPS, além de vários partidos nanicos e de portes médios.

Segundo: Cunha tem alma tucana; é um político ideologicamente conservador e sempre foi um adversário ferrenho do PT e do PDT, no Rio de Janeiro, seu estado, bem como "inimigo" do Governo Dilma Rousseff, a atrapalhá-lo, mesmo quando respondeu pelos interesses de sua bancada, cujo partido, o PMDB, ocupa o cargo de vice-presidente da República, na pessoa de Michel Temer.

Terceiro: O novo presidente da Câmara dos Deputados é de oposição, o que se torna um grave problema para a aprovação dos projetos do Governo Federal. Certamente que a efetivação do marco regulatório para os meios de comunicação social previsto pela Constituição de 1988, assim como a aprovação da reforma política vão sofrer um sério revés, porque Eduardo Cunha é alinhado aos interesses dos magnatas bilionários de imprensa.

Além disso, ele é favorável ao financiamento privado de campanhas, até porque o deputado fluminense se notabilizou também em ter acesso ao mundo das construtoras e de megaempresários aos quais sempre defendeu seus interesses como parlamentar. Não é à toa que Cunha teve uma das campanhas mais caras e ricas do Brasil para o cargo de deputado federal, nas eleições de outubro passado.

Quem certamente deve estar muito feliz com a vitória de Eduardo Cunha, além da imprensa de negócios privados e o PSDB é o juiz do Supremo e político de direita, Gilmar Mendes. Creio que tal magistrado, quando soube da vitória de um deputado opositor ao Governo para exercer a Presidência da Câmara, deve ter pipocado fogos e brindado com champanhe a vitória de um de seus aliados políticos mais emblemáticos.

Afinal, completou-se dez meses que o juiz condestável pediu vistas do processo que o STF considerou inconstitucional a doação de empresas para as campanhas eleitorais. A verdade é que partidos como o PSDB, DEM, entre outros, além dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas, bem como juízes com o perfil conservador de Gilmar Mendes, querem a perpetuação do financiamento privado de campanhas eleitorais, porque, evidentemente, o establishment, representado por esses grupos e pessoas, sempre se beneficiou e elegeu seus aliados.

O juiz, de tantas e infindáveis polêmicas e que deveria ser discreto por causa da força de seu cargo, está a desconsiderar seus pares e não a aceitar a derrota, por se tratar de um homem despótico e que rejeita o diálogo. Quando percebeu o placar de seis a um desfavorável ao financiamento privado de campanhas políticas, Gilmar Mendes pediu vistas do processo de uma votação já consolidada, porque não concorda que a maioria dos votos defina como inconstitucional as doações de empresas.

Então, para ele, somente resta protelar e segurar ao máximo o resultado da votação da qual ele discorda, independente se seus maus atos e ações vão prejudicar o Brasil, a sociedade brasileira e a democracia. Gilmar sempre agiu assim. Agora resta saber quando o magistrado, a seu bel-prazer, vai devolver o processo para ser pautado e, consequentemente, a votação ser concluída, apesar de o resultado estar consolidado.

A vitória de Eduardo Cunha para presidente da Câmara é também a vitória de juízes, a exemplo de Gilmar Mendes, bem como da direita partidária e do sistema midiático empresarial, que se tornou há muito tempo o principal partido de direita e de oposição do Brasil.

Contudo, a derrota do PT e do Governo Trabalhista denota a fraqueza do Governo quanto à sua mobilização político-partidária, além do desgaste público perante parcela importante da Nação, que hoje vota contra o Governo e se compõem politicamente com o noticiário da imprensa controlada pelos magnatas bilionários.

Evidentemente que uma oposição midiática sistemática, feroz e completamente despreocupada em fazer jornalismo influencia, e bastante, o humor de milhões de pessoas, principalmente as de classe média, que, por intermédio de seus valores e princípios, compartilham dos interesses da burguesia inquilina da casa grande.

O Partido dos Trabalhadores e o Governo Trabalhista perderam a guerra da comunicação e vai ser muito difícil reverter este quadro. Entretanto, a culpa é do próprio Governo e, com efeito, do PT. Sempre afirmei que a Secretaria de Comunicação (Secom) do Governo é fraca. Chegaram a nomear, e durante anos, uma secretária ligada ao mais poderoso oligopólio de comunicação, exemplificado nas Organizações(?) Globo. Simplesmente surreal!

O PT e o Governo que paguem o pato ou passem a ler mais a história do Brasil. Sempre, e em todas as épocas, quando trabalhistas estiveram no poder, a direita se mobiliza e joga sujo. Como a direita escravagista brasileira não tem quaisquer compromissos com o Brasil e seu povo, além de nunca ter realizado ou construído nada, a exemplo da Petrobras, da Vale do Rio Doce ou a transposição do Rio São Francisco, dentre dezenas ou centenas de obras estratégicas, o que resta para os direitistas é apelar para temas como "corrupção", "mar de lama", "república sindicalista", com o apoio da classe média coxinha, que sempre gostou de empunhar vassouras e servir de sustentação política para as mentiras e trapaças políticas da burguesia, que objetivam a concretização de golpes de estado, seja por via militar (João Goulart), parlamentar (Collor e Jânio) e judicial, como tentaram com o Lula e agora tentam com a Dilma.

A imprensa de mercado, a direita partidária, parcela importante do Ministério Público e do STF, e agora com o apoio do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, vão engessar o Governo do PT e fazer com que a presidenta Dilma Rousseff não consiga governar, porque vai ter de ficar sempre na defensiva para se defender de acusações e denúncias, sem ter trégua para poder implementar seu programa de governo e projeto de País apoiados nas urnas pela maioria do povo brasileiro.

O PT e o Governo vacilaram, tergiversaram, sentiram-se inseguros e hoje pagam um preço altíssimo. Receberam abraços de ursos ou de afogados e agora experimentam derrotas na Câmara e em instituições oposicionistas como o STF e o MP. Essa derrota para um deputado totalmente voltado aos interesses da classe rica e de oligopólios golpistas, a exemplo dos meios de comunicação controlados pelos magnatas bilionários de imprensa é realmente algo desalentador.

Então, o que resta ao Governo Trabalhista? Lutar, lutar e lutar! Fazer as reformas, com o apoio primordial da comunicação. Que a Secom, da Presidência da República, as Ascons, dos Ministérios e dos órgãos e autarquias, além da Radiobras, façam seus papéis e rebatam, terminantemente e sistematicamente, quaisquer tipos de ataques, denúncias e acusações, sejam elas procedentes ou não.


A Secom tem de ter voz ativa, e, por seu turno, deixar de ser obsoleta. O quadro político se mostra cinzento e pode se transformar em nuvens de chuvas torrenciais. A vitória de Eduardo Cunha pertence mais ao PSDB do que ao PMDB, aos empresários em geral e aos interesses norte-americanos, à imprensa da casa grande e a um Congresso conservador politicamente, liberal economicamente, que despreza o Brasil e odeia ver os trabalhistas no poder. É isso aí.

REGULAR AS MÍDIAS É DEVER DO ESTADO, PROTEÇÃO À DEMOCRACIA E O FIM DO CONTROLE DA BV

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre

Constituição Brasileira, parágrafo 5º, do artigo 220: "Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio". Entendeu, ou quer que eu desenhe?

ILUSTRAÇÃO: BIEN

Vamos à pergunta que se recusa a calar: "Por que os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas, por intermédio de seus caudatários, mentem audaciosamente quanto à regulação dos meios de comunicação social, quando a verdade é que a regulação tem por propósito efetivar o marco regulatório, no que tange à economia e não quanto ao conteúdo do que é veiculado ou publicado nas diferentes mídias?


Respondo: os magnatas bilionários, na verdade, querem confundir o público, bem como trazer para seu lado políticos conservadores testas de ferro de seus interesses, além de parcela importante da classe média, politicamente conservadora, que rejeita quaisquer mudanças, no que concerne à manutenção do status quo e do monopólio desse poderoso e influente segmento econômico.

Um setor que, após a vitória eleitoral do ex-presidente Lula, em 2002, transformou-se em partido político poderoso e de direita, que se recusa, terminantemente, a se submeter aos ditames da Constituição e do Estado Democrático de Direito, porque, sem sombra de dúvida, historicamente nunca respeitou a democracia, por ter um caráter antinacional, despótico e imperialista.


Dito isto, vamos a outra questão: O que existe por detrás de tanta reação à democratização dos meios de comunicação?


Respondo: Certamente não é a censura à imprensa de negócios privados tão propalada pelos sequazes do baronato midiático, e muito menos o "medo" de a liberdade de expressão ser contaminada pelo Estado, até porque a imprensa de mercado, por meio de seus bate-paus mascarados de jornalistas, nunca foi tão livre como no período dos trabalhistas no poder, ao ponto de manipular, dissimular e simplesmente mentir sobre os fatos e as realidades que se apresentam na economia e na política, inclusive a intervir reiteradamente no processo eleitoral, e, derrotada, dedicar-se a uma oposição sistemática e feroz, em um período de 12 anos.


A verdade é que  a máquina midiática empresarial diz o que quer, age como quiser e ainda se recusa a dar voz a quem foi injuriado, caluniado e difamado, sem ter, muitas vezes, culpa no cartório. Existem incontáveis casos que comprovam esses maus procedimentos da imprensa de mercado. E, quando ela "concede" tais direitos ou é obrigada a dar o direito de resposta, o destaque a quem teve a imagem desmoralizada ou desconstruída é mínimo, além de completamente diluído pelas páginas de jornais e revistas, bem como disfarçado nos jornais televisivos.


Contudo, o que mais importa para a sociedade brasileira é democratizar definitivamente as mídias em todos os sentidos, desde a publicidade até o direito de outros segmentos sociais, empresariais, entidades, associações, instituições e sindicatos terem acesso à comunicação, bem como o controle de sua programação, a respeitar, evidentemente, o marco regulatório para os meios de comunicação — chamado por muitos de Ley dos Medios.


Os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas tem verdadeiro pavor desse assunto e reagem ferozmente contra quaisquer regulações, porque a intenção é "melar" o debate, não divulgá-lo em suas mídias e, quando necessário, falar de regulação a dar-lhe uma conotação de casuísmo, de despotismo e de censura, ao que esses bilionários midiáticos e seus empregados de luxo chamam, cinicamente e hipocritamente, de "imprensa livre".


A mesma "imprensa livre" que não dá voz aos seus adversários e inimigos, que tem lado, partido político, cor ideológica e que detesta ouvir as partes envolvidas em algum caso, porque sempre beneficia alguém de seu interesse, e, por causa disso, foge do contraditório. A mesma "imprensa livre" que demite ou "congela" qualquer empregado ou contratado seu, se tal ente humano pensar diferente ou vacilar quanto à "doutrina" política determinada pelos diretores, chefes de redação e editores, que, sem sombra de dúvida, a grande maioria, pois não é justo generalizar, faz o jogo dos patrões, a assoviar e a chupar cana ao mesmo tempo.

Despidos de quaisquer dores de consciência, pois muitos deles são piores que seus patrões, os quais, inadvertidamente e ousadamente, consideram "seus" colegas, o que se torna uma piada de mau gosto, além de arrogância e a completa falta de discernimento de sua condição de empregado, que, sumariamente, não tem o direito de pensar, mas, obviamente, repetir como um papagaio de pirata tudo o que é determinado pelo establishment da empresa, mesmo se tiver de cometer crimes como o fez certo repórter da revista Veja — a Última Flor do Fáscio —, que invadiu o quarto de hotel do ex-ministro José Dirceu, para logo ser denunciado à policia pela gerência do estabelecimento comercial.


Ou, lembremos, dos diretores de Época — o pasquim que ninguém lê —, e de Veja — o libelo de caráter fascista —, que se aliaram ao bicheiro Carlinhos Cachoeira e ao senador cassado, Demóstenes Torres — o ex-varão de plutarco da mídia corporativa —, com o objetivo sórdido de desestabilizar o Governo Trabalhista e também o Governo do Distrito Federal. Esses fatos estão nos "anais" dessa própria imprensa alienígena, que luta, desesperadamente, para manter o oligopólio de mídias cruzadas, que está na mão de meia dúzia de famílias, que, na verdade, dependem de uma só: as Organizações(?) Globo, da família Marinho, porque é ela que monopoliza os eventos esportivos, grandes e pequenos, os artísticos e culturais, os programas jornalísticos e de auditórios, as novelas, bem como o segmento fonográfico e do show business, seja qual for, a exemplo do Rock in Rio, além de estar fortemente presente no rádio e na internet.


Todavia, apesar desses eventos serem controlados com mão de ferro pelos irmãos Marinho, a galinha dos ovos de ouro tem nome, e atende por Bonificação de Volume, o famigerado BV, que concentra as gigantescas verbas publicitárias em apenas um grupo empresarial, por intermédio da venda casada de comerciais. É notória essa vampiresca realidade que favorece, indubitavelmente, a efetivação de chantagens aos anunciantes governamentais e privados, que se veem "obrigados" a anunciar na empresa monopolista e cartelizada, até porque a "Vênus Platinada" faz dura oposição a quem não atende seus interesses, bem como os anunciantes também a temem politicamente e comercialmente, além de saberem que a megaempresa de comunicação é a que tem a maior audiência. 


A resumir: é o fim da picada! Trata-se, na verdade, de um capitalismo selvagem e sem regras, em um mundo privado, livre de um marco regulatório e disposto a enfrentar a sociedade civil, o Governo Federal, o Congresso, além de órgãos que deveriam cuidar desse importante assunto, com coragem, responsabilidade, a cumprir seu trabalho e obrigação, a exemplo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Secretaria de Direito Econômico (SDE), ambos órgãos estratégicos do Ministério da Justiça, que ora atuam com corpo mole, ouvidos de mercador e olhos fechados para tal ignomínia, que é o abuso de poder perpetrado pelo gigantesco oligopólio dos irmãos Marinho.    


Desconheço a tamanha dificuldade de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e de sua chefe direta, a presidenta Dilma Rousseff, além do ex-presidente Lula, quando esteve no poder, em obedecer a Constituição, no que é relativo ao combate aos monopólios e oligopólios, além de se  efetivar urgentemente um marco regulatório para o setor econômico midiático. Reconheço, entretanto, que Lula já há algum tempo tem batido nesta tecla, inclusive tem questionado duramente o cartel midiático em público. 


Também considero de bom alvitre a posse de Ricardo Berzoini no cargo de ministro das Comunicações. O petista sempre foi favorável à Ley dos Medios, e, diferentemente de seu antecessor, Paulo Bernardo, Berzoini sempre tocou no assunto do marco regulatório, além de ser um parlamentar combativo e que sempre fez assertivas sobre quaisquer assuntos sem tergiversar. Vamos ver para crer. Afinal, mexer com o status quo não é fácil e tem de ter coragem, fato que não deveria faltar aos políticos, principalmente os de esquerda, eleitos pelo povo e pelo povo tem de lutar ou fazer o que tem de ser feito, ou seja, obedecer a Lei. Ponto.


Estados Unidos, França, Inglaterra, Suécia, Espanha, dentre muitos outros países, possuem marcos regulatórias para o setor da economia dos meios de comunicação social. São paises capitalistas, desenvolvidos, admirados profundamente pelas "elites" deste País e também pela classe média coxinha, mentalmente colonizadas, provincianas e portadoras de um estratosférico complexo de vira-lata.  Então se trata de retumbante farsa, fraude, hipocrisia e mentira a veiculação de notícias por parte dos magnatas bilionários da mídia contrários ao combate aos oligopólios, de acordo com os ditames da Constituição.


Não se pode levar a sério essa gente manipuladora e mentirosa. Não é definitivamente democrático apenas uma empresa familiar dominar o mercado publicitário e de propaganda em um País que tem 210 milhões de habitantes, geograficamente gigantesco, ser considerado a sétima maior economia do mundo e, mesmo assim, ficar à mercê de uma família autoritária, parceira da ditadura militar, que se recusa, casuisticamente, a compreender que o Brasil é outro País, poderoso e fundador de blocos econômicos como o Mercosul, o G-20 e os Brics.


O Governo Trabalhista tem de afirmar às famílias midiáticas que o Brasil não é a continuação dos quintais das mansões delas, pois o tempo da Casa Grande tem de terminar, para que a sociedade brasileira possa ser emancipada definitivamente, tanto no que concerne à independência financeira e política, mas também no que é referente à democratização das mídias, de tal forma que elas fiquem ao alcance de todos, o que significa permitir a diversidade de pensamento e o combate à censura praticada pelos magnatas bilionários de imprensa e de seus feitores, que sempre fazem a vez de seus patrões autoritários. A imprensa quer falar sozinha. Ponto. A verdade é que ela não se preocupa com liberdade de expressão, porque a liberdade de expressão que vale é somente a dela. Não se enganem os ingênuos, os apressados e os cúmplices...


Enfim, urge a inclusão midiática e também digital para o segmento dos meios de comunicação. O Brasil tem de abrir um maior número de empresas, bem como a Bonificação de Volume (BV) tem de ser extinta. Para quem não sabe, a BV é o lucro das agências publicitárias. Como as Organizações(?) Globo são um monopólio, a agência não tem para onde correr. Se atrasar as faturas para a Globo, perde o direito à BV, um instrumento, ora veja, criado pela própria Globo, que, draconianamente, deixa tal agência sem dinheiro, como se fosse uma grande lição — "para aprender!", diriam os lorpas e os pascácios de Nelson Rodrigues. 


E se o cliente da agência dá um calote ou simplesmente atrasa o pagamento? Problema de tal empresa. O empresário ou publicitário dono da agência rapidamente, e muito assustado, opta por recorrer aos bancos, porque na cabeça dele é melhor dever ao banqueiro do que dever à Globo, que, se retaliar de maneira séria, é capaz de o publicitário ter de fechar as portas de sua agência, porque a falência virá a galope. Por isso a luta dos magnatas bilionários para manter as coisas como estão. É muito poder em jogo.

Realmente, o Governo tem de ordenar e reorganizar esse segmento que, de tão poderoso, apoia até golpe de estado e interfere em eleições presidenciais. Mas, compreendo que mexer nesse vespeiro tem de ter coragem e determinação. Por seu turno, governantes são eleitos até para sacrificar a vida, se ele não for um pusilânime ou covarde. Estadistas não são relapsos com a governança e com os interesses do povo. Regular as mídias é dever do Estado, proteção à democracia e o fim do controle da BV, ou seja, do mercado publicitário por apenas uma empresa. A Ley dos Medios tem de ser efetivada, a Constituição respeitada, e é para já. É isso aí.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Ódio da direita a Dirceu o transforma em bruxa na fogueira

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre

FOTO: ARQUIVO - REDAÇÃO PRAGMATISMO POLÍTICO

Mais uma vez, e não vai ser a última, que as mídias familiares e essencialmente de mercado voltam a bater no ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, um dos principais militantes históricos do Partido dos Trabalhadores, e, principalmente, um dos articuladores políticos mais influentes do País, antes da chegada da agremiação popular ao poder máximo da República Federativa do Brasil, por intermédio do líder trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva.

Sem sombra de dúvida, a direita de passado escravocrata e que atualmente se articula para evidenciar toda sorte de golpes políticos e jurídicos não se esquece de Dirceu, pois a intenção é dar um caráter maior às "crises" em suas manchetes, pois sabedora que o político ora encarcerado se tornou um símbolo da "corrupção" do PT e do Governo Trabalhista, e, portanto, quando necessário, recorre-se ao seu nome, mesmo se o político não tiver quaisquer envolvimentos com lutas políticas e partidárias, bem como em escândalos que frequentam as capas dos jornais e revistas e as chamadas de televisões e rádios.

A satanização recorrente de José Dirceu se tornou, indelevelmente, um dos mais covardes e perversos linchamentos da história recente da política brasileira. Não existe nada mais sórdido e infame do que as ações e os atos de jornais e revistas como o Globo, a Folha, o Estadão, a Veja e a IstoÉ, além das televisões cujas redações são pautadas por essas publicações, que há muito tempo abandonaram o jornalismo e que hoje se dedicam, pura e somente, a achincalhar e a linchar àqueles que são considerados inimigos dos magnatas bilionáros de todas as mídias cruzadas, que exigem submissão do poder público e que os governantes efetivem suas agendas políticas e econômicas, conforme seus interesses inconfessáveis.

No meio dessa parafernália política capitaneada pelo maior partido de direita deste País, a imprensa de negócios privados, eis que surge novamente o nome de José Dirceu no caso Lava Jato. As Organizações(?) Globo, por intermédio de seus bate-paus, toma a frente da demonização de José Dirceu, o acusa, o julga e o condena mais uma vez, pois só falta os repórteres, blogueiros e colunistas de tal organização(?) assumirem também os papéis de policiais e carcereiros do homem escolhido por eles para fazer o papel eterno de protagonista de escândalos e de malfeitos.

É acinte e infâmia a um cidadão punido e a cumprir sua punição, pois considerado, sem provas, o articulador do "mensalão" do PT, porque o do PSDB, o mais antigo, ainda não chegou às barras dos tribunais, vai completar 11 anos e até hoje nenhum tucano foi preso, porque eles são blindados e por isto intocáveis. Pelo contrário, frequentam as páginas e as telas da imprensa historicamente aliada do PSDB como grandes políticos e homens preparados para tomarem conta dos destinos do Brasil. Fato este que, realmente, só rindo para não se irritar demais, porque a única coisa que sobra para confortar tanta leviandade e aleivosia por parte da imprensa comercial é o deboche.

A verdade é que continuar a bater em José Dirceu é como fazer o cidadão brasileiro lembrar do "mar de lama", dos tempos de Getúlio Vargas e da "república sindicalista", dos idos de João Goulart. Dirceu é a "sombra do medo e da iniquidade", que paira sobre os valores e os princípios da classe média coxinha, que sempre "lembra" de sua figura por intermédio da imprensa de caráter pérfido e insidioso, que transforma a imagem de Dirceu em uma pessoa que veio para destruir o modo de vida de uma classe média de gerações universitárias, mas completamente colonizada, conservadora, consumista, individualista e politicamente analfabeta, pois desconhece a história do Brasil, dos partidos e de suas respectivas correntes ideológicas, bem como os bastidores da política. Uma classe média alienada, impiedosa socialmente, mas que tem o instinto conservador preservado, ao ponto de sentir rancor por detestar ver sua empregada doméstica ou seu porteiro no aeroporto ou em shopping que frenquenta. 

E é para ela que a máquina midiática do sistema de capitais se reporta, porque o propósito é ter seu apoio para sua agenda política e econômica, que é a mesma agenda liberal do governo de FHC — o Neoliberal I —, aquele senhor também conhecido pela alcunha de o Príncipe da Privataria, que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. As elites, especificamente os magnatas bilionários de imprensa, conhecem muito bem os coxinhas, e percebem que apoios aos seus interresses não vão faltar-lhes, afinal o sonho do pequeno burguês é virar burguês e talvez um dia frequentar as patuscadas, papanças e comezainas da Casa Grande. A ascensão social é difícil, sempre o foi, mas a classe média conservadora se dá por satisfeita, até porque sonhar não custa dinheiro e ameniza as dores dos limites impostos pelo bolso.

O resultado das eleições gerou inconformismo à direita partidária e a segmentos empresariais. Por isso, não há trégua ao Governo Trabalhista, como o sistema mídiático privado jamais deu trégua a Lula, a Brizola, a Jango e a Getúlio. Trabalhistas no poder para a direita brasileira é sinal de luta política sistemática e desleal. Trabalhistas sempre tiveram votos, mesmo a ter a mídia imperialista como adversária. O espectro conservador compreende que os trabalhistas distribuem renda, riqueza e empregos, além de permitirem o acesso à educação e primarem por uma política externa independente e não alinhada automaticamente aos Estados Unidos e à União Europeia. 

Os programas sociais e projetos nacionais são tudo o que a direita entreguista e antinacional não quer, até porque a burguesia colonizada, americanófila e apátrida se opõe aos interesses do Brasil e não reconhece seu próprio povo como sujeito cívico, e, com efeito, somente serve para ela apenas como mão de obra barata. Sendo assim está enraizado em seu âmago o desprezo pelo Brasil, o que não acontece, por exemplo, com a direita francesa, inglesa e estadunidense. A resumir: a direita brasileira é pária de direitistas estrangeiros, que pelo menos defendem os interesses de seus países. Ponto.

José Dirceu representa um pouco disso tudo, no que diz respeito à direita colocá-lo como foco de situações das quais ele não tem participação. Advogado, apessoado, branco, de classe média, optou por militar na esquerda, liderou manifestações estudantis e teve de ir para as sombras da política, porque senão seria assassinado pelo estado ditatorial. Dirceu, ainda muito jovem e depois de sair do PCB, integrou as Dissidências (DI-SP), que tinham forte afinidade política e ideológica com o grupo de Carlos Marighela, criador da Ação Libertadora Nacional (ALN), e este fato é imperdoável até hoje para os brucutus de direita. Além disso, em 1969, o político foi um dos 15 presos políticos trocados pelo embaixador norte-americano, Charles Burke Elbrick. Uma derrota humilhante para a ditadura, que, indubitavelmente, era muito mais forte, treinada e aparelhada do que estudantes, operários, camponeses, militares e políticos que, porventura, entraram na luta armada. 

José Dirceu foi deportado para o México. Depois foi para Cuba e após a redemocratização, em 1979, o socialista surge como um dos articuladores da esquerda brasileira e, juntamente com o Lula e outros companheiros, funda o PT, coopera para criar a CUT e se torna uma das principais lideranças políticas do partido e do País. Ideológico, Dirceu foi um dos principais interlocutores da esquerda junto à direita para negociar temas e pontos no decorrer da Constituinte de São Paulo, quando confrontou a direita mais poderosa do País. Certamente, Dirceu fez muitos inimigos, como se comprovou posteriormente no caso do "mensalão", o do PT, que é uma das maiores farsas de conotação política oquestrada e levada a cabo pelo oligopólio midiático que viceja à vontade em terras brasileiras, porque é um setor da economia, impressionantemente, ainda não regulamentado.

Contudo, as razões para se efetivar um linchamento persistente a José Dirceu são muitas e variadas. A verdade é que o politico está à mercê dos maus bofes de feitores em postos de mando da imprensa alienígena, a obedecerem ordens de seus patrões bilionários e inquilinos da plutocracia, que tem tanto poder ao ponto de fazer com que juízes e promotores, consumidores de suas notícias mequetrefes e rastaqueras, consideram ter o direito de serem influenciados, o que, irrefragavelmente, é o fim da picada. Juízes e promotores que cooperam para judicializar a política e fazerem de seus ofícios verdadeiros bastiões para a oposição tucana, a mídia hegemônica, que deseja manter, a todo custo, o direito de falar sozinha, porque defende a liberdade de expressão apenas para si e seus aliados, pois de caráter inegavelmente despótico.

Agora vem a Globo, a Globo News e o Globo novamente transformar José Dirceu, que resignadamente está a cumprir sua pena, em bruxa na fogueira. É uma lástima tanta perfídia e infâmia praticada por uma máquina midiática privada e concessionária do poder público, que, ordinariamente e propositalmente, manipula os fatos, distorce as realidades em proveito político próprio e os joga no ventilador. É a cara do Jornal Nacional, dos bilionários irmãos Marinho e de seus lugares-tenentes, William Bonner e Ali kamel, este o executivo principal da megaempresa de comunicação, que determinaram um novo ataque à moral e à cidadania de José Dirceu.

Como todo mundo está careca de saber, Dirceu é advogado e, desde quando saiu do governo e perdeu seu mandato de deputado federal, fundou uma empresa de assessoria e consultoria, a JDA, como tantas que vicejam no Brasil. Todavia, Dirceu é muito conhecido, exerceu postos e cargos de poder, tem conhecimento sobre inúmeras questões, afinal ele foi um político influente e que, evidentemente. adquiriu competências para dar consultas e assessoria a empresários, políticos e a pessoas de vários ramos de atividade profissional e empresarial.

Por seu turno, a mídia de direita e adversária dos politicos que estão no poder, transformam a atividade profissional do advogado José Dirceu em ações ilegais, porque a conotação que se dá às notícias sobre o ex-ministro é negativa e depreciativa, sem sombra de dúvida. Somente beócios e mentecaptos, mesmo os que concordam com a imprensa burguesa, acreditam em tanta vilania política e ilações desprovidas de fundamentos e provas, como fizeram com o "mensalão", somente o do PT, por meio da teoria do domínio do fato, aplicada de forma seletiva e a desrespeitar a tradição e a jurisprudência brasileiras.
  
Segundo nota ao público, a JDA deu consultoria às empresas OAS, UTC e Queiroz Galvão, de acordo com os contratos firmados, que dispõem sobre as atuações dessas empresas na América Latina e na Europa. Além disso, segundo a JDA, os serviços contratados não tem vínculos com as investigações da operação Lava Jato. Além do mais, José Dirceu não ocupava cargo público no período coberto pelos contratos. Para finalizar, a empresa de Dirceu afirmou que ele está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.

A intenção dessa imprensa despida de ética jornalística e feroz com aqueles que ela considera inimigos a serem aniquilados com acusações mentirosas, notícias manipuladas e geralmente pinçadas de um contexto mais amplo tem a finalidade de acuar o Governo Trabalhista de Dilma Rousseff e, para isso, a figura de Dirceu é fundamental, porque há muito tempo o sistema midiático triturador de reputações alheias e não regulamentado o transformou em um espantalho de si próprio, jogado ao limbo e preso indeterminadamente ao purgatório midiático.

Uma "prisão" administrada pelos magnatas bilionários de imprensa e seus asseclas, historicamente golpistas e sonegadores de bilhões em impostos devidos à Nação brasileira, até que essa gente considere que José Dirceu seja esquecido e que tenha aprendido a lição por integrar a esquerda e não a direita, como o fez Carlos Lacerda — o Corvo —, golpista-mor, que foi cooptado pelo sistema e, por sua vez, transformou-se em algoz virulento e histérico de Getúlio e Jango, que depois do golpe de estado de 1964 foi escanteado pelos militares e desprezado ao ponto de o Corvo ter de procurar Jango e JK para formalizar a Frente Ampla, uma aliança para enfrentar os militares e, por conseguinte, restabelecer as eleições diretas para presidente da República.

Nada como um dia após o outro, principalmente quando se trata de traidores e golpistas, a exemplo de Lacerda. Os generais, evidentemente, sufocaram quaisquer reações e ficaram 21 anos no poder. Até os dias de hoje o Corvo tem viúvas choronas que vão às ruas pedir "intervenção" (golpe) militar, sendo que as mais choronas são os magnatas bilionários de imprensa oligopolizada. Contudo, as vivandeiras de quartel jamais desistirão e por isso continuam a tentar influenciar a sociedade brasileira e impor suas agendas politicas junto á socieade civil organizada e suas instituições republicanas, exemplificadas no Congresso, no STF e no Planalto.

Ameaçam, manipulam, mentem, boicotam e sabotam. Transformam simples acontecimentos como uma queda de energia por algumas horas, em horário de pico, em pleno verão de 40 graus, em um escândalo de dimensões interplanetárias, a ter como objetivo não somente combater o Governo Trabalhista, mas, principalmente, cooptar o apoio da população, principalmente da classe média conservadora, que está sempre disposta a aprovar a agenda política dos magnatas bilionários de imprensa, que é defendida também pelos aliados tucanos do PSDB, em todos os plenários. A classe média de direita é a hipocrisia e o cinismo em forma de Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade.

Além de tudo que foi dito, o ódio a José Dirceu, a covardia e o linchamento moral em um tempo de dez anos contra sua pessoa acontecem também por outros motivos, e vou elencá-los, com a ajuda fundamental de Stanley Burburinho:

1 – Foi José Dirceu, quando ministro da Casa Civil (chefe do Gushiken), que deu a ideia de se regular as mídias. Criar uma Ley De Medios, e a Globo não perdoa;

2 – Foi José Dirceu que acabou com a farra da Globo. Antes de Lula, toda a verba de publicidade do governo era dividida somente entre 499 veículos;

3 – E para cada R$1,00 de verba publicitária do governo, a Globo ficava com R$0,80 (80%);

4 – José Dirceu redistribuiu a verba publicitária do governo entre cerca de 9 mil veículos. Antes eram só 499. Agora, Globo só recebe 16% do total;

5 – Foi ideia do José Dirceu criar o Ministério das Cidades que acabou com o poder dos coronéis locais. Oposição e velha mídia não perdoam;

6 – Foi José Dirceu quem acabou com a farra dos livros didáticos que eram publicados pela Editora Abril e Fundação Roberto Marinho;

7 – Foi José Dirceu que articulou e viabilizou a governabilidade do governo Lula;

8 – Foi José Dirceu que barrou Demóstenes de ser o secretário Nacional de Justiça. Demóstenes e Cachoeira se juntaram para ferrar José Dirceu;

9 – Por que José Dirceu sofre perseguição do Ministério Público? Em 2004, foi ideia de José Dirceu de se criar um controle externo sobre o MP;

10 – Por que Peluso não gosta de José Dirceu? Márcio Thomaz Bastos indicou a Lula o nome de Peluso para o STF. José Dirceu barrou. Márcio Thomaz Bastos forçou a barra;

11 – José Dirceu, quando ministro chefe da Casa Civil, fechou as portas do BNDES à mídia: “Dinheiro só para fomentar desenvolvimento, jamais pagar dívidas";

12 – José Dirceu fez o BNDES parar de financiar as privatizações e deixar de ser hospital para empresas privadas falidas;

A dar os trâmites por findos, o que se percebe é que mais uma vez um poderoso sistema de imprensa empresarial volta seus olhos a José Dirceu toda vez que se quer implicar ou "colar" sua figura e personalidade ao PT, ao Governo Trabalhista, à presidenta Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, a maior liderança da América Latina e uma das principais do mundo, querendo ou não os jornalistas empregados dessas empresas. José Dirceu não é um político comum. Se o fosse, não seria tão perseguido. A verdade é única: o ódio da direita a Dirceu o transforma em bruxa na fogueira. É isso aí. 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Veja é o lúmpen da imprensa da Casa Grande

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre

ILUSTRAÇÃO. REDAÇÃO BRASIL 247

A sociedade brasileira tem a exata compreensão de que a imprensa de negócios privados e de direita pertencente aos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas tem lado partidário, cor ideológica e propósitos políticos e econômicos inconfessáveis, que deixariam um verdugo com as faces coradas de tanta vergonha.

Contudo, e apesar de essa imprensa em geral ter rasgado todos os códigos do jornalismo para se transformar em um partido direitista a serviço do establishment, a revista Veja — a Última Flor do Fáscio dos irmãos Civita — se destaca nesse mar de lama transformado em uma gigantesca pocilga.

Mesmo com dificuldades financeiras para se manter, Veja — o lúmpen das publicações — continua a caminhar por veredas tortuosas, sempre em busca de achincalhar e desqualificar seus adversários, bem como manipular, dissimular e, se necessário, mentir para o público, porque o objetivo é desestabilizar o Governo Trabalhista e, se possível, as instituições republicanas.

Panfleto político de péssima qualidade editorial, o brucutu dos Civitas não desiste de sua leviandade vã e de sua vocação para o submundo, como ficou comprovado somente em dois episódios, porque os são às centenas no decorrer dos anos, como nos casos da aliança de Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, além da tentativa de influenciar nas eleições presidenciais de 2014 quando tal libelo, a fim de favorecer o candidato do PSDB, Aécio Neves, antecipou sua distribuição nas bancas, residências e repartições públicas, pois evidentemente considerou que cooperaria para que o tucano vencesse as eleições.

A capa de Veja, com o Lula e a Dilma, e a sombreá-los o título "Eles sabiam" foi uma demonstração de o quanto essa imprensa comercial e privada, originária do século XIX e início do século XX é ousada e vocacionada para a disputa política, sem, no entanto, assumir de forma transparente e objetiva seus interesses, a exemplo da manipulação sistemática que faz com os leitores, ouvintes e telespectadores, ainda mais quando tais cidadãos tem vocação conservadora, são politicamente reacionários e se mostram contrários à ascensão social da parcela mais pobre da população. Muitos denominam tais indivíduos de coxinhas de classe média.

Uma manipulação dos fatos e dos acontecimentos praticada pela mídia hegemônica e de mercado tão constante e incansável, que se tornou um processo de cooptação e até mesmo de lavagem cerebral de grande parte da classe média colonizada, que despreza o Brasil e que sonha em ser rica, a ter como exemplos inquestionáveis dessa "lavagem" a questão do marco regulatório para os meios de comunicação, o caso do "Mensalão" e a operação "Lava Jato".

Operação que no momento tem como  cerne desse grave caso a corrupção na Petrobras cometida por servidores de carreira em cargos de poder e mando, aprovados em concurso público nos anos 1970 e 1980, que passaram por vários governos, cujos crimes foram descobertos pela Polícia Federal sob o comando de mandatários trabalhistas do PT, governantes que determinaram demissões, e, com efeito, a prender criminosos de colarinho branco como nunca antes aconteceu na história deste País.

Servidores, executivos e empresários poderosos e influentes estão na cadeia. Só resta agora ao Estado brasileiro prender juízes e promotores que favorecem aliados políticos e ideológicos, pois escamoteiam os crimes daqueles que eles consideram parceiros da luta pelo poder, além dos interesses de classe social e da permanência, de preferência para sempre, da manutenção do status quo.

Quando o Brasil em nome de seus cidadãos começar a pôr na cadeia juiz e promotor que protegem aliados políticos e empresários ricos que cometem crimes, em uma blindagem que envergonha o Ministério Público e o Judiciário, aí, sim, teremos um País melhor, justo, democrático, com seu povo definitivamente emancipado e pronto para conquistar o desenvolvimento que os brasileiros do passado e do presente tanto sonharam e lutam para concretizar esse legado. Ponto.

Enquanto isso a sociedade desta Nação honrada tem que ainda conviver com um pasquim praticante de um jornalismo barato, de quinta categoria, de pefil fascistoide, como o é o da Veja, panfleto também conhecido pela alcunha de "Detrito Sólido de Maré Baixa", que rompeu definitivamente com a civilização e se transformou em uma ponta de lança sórdida de interesses bárbaros e inconfessáveis, que se o diabo porventura os conhecesse certamente lamentaria tanta vilania e falta de qualquer ética quando se trata de publicar e repercutir seu jornalismo de esgoto, que, por sinal, é o mais autêntico praticado por essas bandas tupiniquins.

A última capa dessa revista de maus presságios, que odeia o Brasil e seu povo é o exemplo pronto e acabado do quanto uma publicação pode cada vez mais ficar decadente ou mergulhar profundamente no lodo de onde busca e capta sua essência. As cores de sua capa, similares às do PSDB, retratam o quanto tal pasquim atingiu os píncaros da iniquidade, da transgressão e do despotismo.

Realmente, a ausência de um marco regulatório leva essa gente a confundir liberdade de expressão com leniência, leviandade, virulência e irresponsabilidade. A revista Veja é o maior exemplo para a sociedade e para os jovens e futuros jornalistas de como não se deve fazer jornalismo.

A verdade é que a "Última Flor do Fáscio" se supera, pois somente se iguala à "doutrina" praticada no Instituto Millenium, uma "escola" controlada pelos magnatas bilionários de imprensa, que "ensina" como se deve conspirar e manipular a verdade para lá na frente, se tiver oportunidade, derrubar governos e governantes quando estes são de esquerda e principalmente trabalhistas.

Nada mais parecido com o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad), que cooperaram para derrubar o presidente trabalhista João Goulart, herdeiro político de Getúlio Vargas. Seria hilário se a repetição dessas realidades não fosse perigosa e trágica para os interesses do Brasil.

A direita brasileira e da América do Sul odeia os trabalhistas, porque foram eles, quando estiveram no poder, que desenvolveram suas nações, ordenaram o trabalho e efetivaram os direitos dos trabalhadores. Isto é imperdoável para a burguesia. É histórico. Não há o que contestar. Só se mentir, como o fazem os "historiadores", ou seja, os contadores de estórias e editorialistas empregados da imprensa familiar e empresarial amalocados no Instituto Millenium, de vocação golpista e americanófila.

Então é assim: Veja resolve publicar mais um panfleto politico com as cores dos tucanos, pássaros de bicos longos e voos curtos, bem como derrotados quatro vezes pelo PT. Tal "reportagem" sem discernimento e seriedade contesta as promessas de Dilma Rousseff, aquela que derrotou o playboy Aécio Neves e toda a parafernália midiática que o apoiou antes, durante e depois do processo eleitoral.

Veja, o pasquim que não tem nenhuma condição moral e jornalística para cobrar nada de quaisquer pessoas ou institiuições ou entidades, considera que Dilma vai efetivar o programa econômico liberal de Aécio Neves e Armínio Fraga, quando a verdade é que a mandatária petista vai, sim, fazer ajustes necessários, mas sem perder o norte de suas administrações, que é garantir os direitos dos trabalhadores, promover o desenvolvimento e trabalhar pela inclusão social.

E é o que interessa, porque as condições da economia mundial não são das melhores, bem como o Brasil vai ter de enfrentar dias mais duros, porque a situação econômica de hoje não é igual, por exemplo, ao segundo mandato do primeiro governo Lula e aos dois anos iniciais do primeiro Governo Dilma Rousseff.

O resto é conversa fiada de jornalistas comprometidos com os interesses de seus patrões, de rentistas de grandes empresas, de jogadores das bolsas de valores e do mercado financeiro, além de afirmativas de "especialistas" de prateleiras da Globo News, da Globo, da CBN, da Jovem Pan e de suas congêneres.

As mídias alienígenas são afeitas a criar crises artificiais e, consequentemente, gerar confusão na economia com o propósito de desestabilizar governos, bem como conquistar apoio de uma classe média coxinha, alienada, que faz questão de ficar do lado dos ricos que a explora e nunca a convida para participar de seus saraus e regabofes na Casa Grande. Rico não se mistura, e somente casa com rico, com raríssimas exceções.

A verdade é que a Veja deveria se desestatizar, já que o pasquim elogia e defende tanto a iniciativa privada, bem como deveria parar de viver do dinheiro público, como o faz a Editora Abril, que sobrevive graças às cinco mil assinaturas distribuídas em escolas e repartições públicas de São Paulo, além de receber dinheiro do Governo Federal, como ainda fazem os Correios.

Por sua vez, o Governo Trabalhista decidiu cortar as verbas publicitárias de Veja pagas pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras. São R$ 6,1 milhões anuais, o que, sobremaneira, deve prejudicar os cofres de uma das piores revistas publicadas neste País e que não tem qualquer compromisso com seu desenvolvimento e o bem-estar da Nação.

Ainda é pouco, porque os crimes que Veja cometeu deveriam ser julgados tais quais aos do magnata bilionário australiano, Rupert Murdoch, cujos editores e chefes de redação cometeram crimes de espionagem com a finalidade de escandalizar as notícias e, por seu turno, favorecer a vendagem dos jornais de seu conglomerado midiático, bem como enfraquecer politicamente e socialmente autoridades e celebridades que, porventura, foram espionadas ilegalmente.

O Governo Dilma e sua Secretaria de Comunicação há muito tempo deveriam suspender a publicidade desses veículos privados e que se comportam como inimigos do País, porque não concordam com os programas de governo e o projeto de País apresentados ao povo brasileiro e por ele aprovado nas urnas. Veja é o lúmpen da imprensa da Casa Grande. É isso aí.