segunda-feira, 5 de setembro de 2016

*temer, o Golpista, é tratado como pária na China e Lex Luthor continua a fazer o que sabe fazer: dar porrada!

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

*michel temer — o político pigmeu — está no lugar reservado aos ilegítimos, aos traidores e aos golpistas. Os governantes sabem disso, porque diferenciam Lula e Dilma de tal desditosa peçonha, cuja alcunha é Amigo da Onça. 
*michel temer é *Golpista. Todo mundo sabe disso, inclusive os recém-nascidos, os midiotas de pai e mãe e os extraterrestres, assim como as autoridades do G-20, que se reuniram na China e que, na foto oficial da reunião de cúpula, o *Usurpador Traidor ficou distante, em um canto, sozinho, como se tivesse sido separado do evento, como uma bola que é jogada por um defensor de time de futebol para escanteio. *temer foi tratado como pária na China, enquanto Alexandre de Moraes — o Lex Luthor da Justiça — distribuía bombas, cassetadas e borrachadas nos protestos da oposição do "Fora temer!", em São Paulo, onde viceja uma direita subalterna ao Tio Sam.

*temer não tem jeito. Golpistas não têm jeito, porque são golpistas e, consequentemente, são antagônicos à verdade, bem como disfarçam as realidades que se apresentam com muita hipocrisia e cinismo, porque é necessário dissimular, manipular e mentir, para que suas ações e seus atos criminosos, a exemplo do golpe de estado contra Dilma Rousseff e seus 54,5 milhões de eleitores, sejam amenizados e, "quem sabe — assim pensa o *temer — esquecido com o passar do tempo".

Entretanto, o Amigo da Onça, o mordomo da plutocracia internacional e das oligarquias nacionais não perde por esperar, porque as manifestações vão crescer e as contestações nos tribunais superiores e as denúncias aos diferentes fóruns internacionais e nacionais de que o impeachment contra a presidenta, que não cometeu crimes de responsabilidade, foi uma farsa histórica e arquitetada por todos os derrotados nas eleições de 2014.

A farsa que também teve a participação dos coxinhas de classe média, que se calaram quando perceberam que o governo de direita de *temer quer prejudicar os trabalhadores e retirar garantias e direitos trabalhistas, previdenciários e constitucionais, que há décadas beneficiam também os profissionais da classe média tradicional de origem universitária — a mão de obra especializada das empresas da burguesia ou dos cargos importantes do setor público, mas que adora dar tiro no pé, porque de direita, a pensar, equivocadamente, que faz parte da casta dos ricos, além de ser, indubitavelmente, analfabeta política.

*temer é a vergonha do Brasil e seus ministros igualmente golpistas são completamente distantes das realidades da população e dos interesses do Brasil, quando tomam o poder de assalto e dão início, de forma predatória, extremamente violenta e em curto espaço de tempo ao desmonte do Estado, à extinção ou ao enfraquecimento dos programas de inclusão social, em todas as áreas, desde o Ciência sem Fronteira ao Bolsa Família, além de destruírem a engenharia brasileira de base, bem como os programas estratégicos militares e de infraestrutura, assim como dar fim às políticas de conteúdo, que exigiam o repasse científico e tecnológico por parte dos estrangeiros ao Brasil que, porventura, quisessem vender, por exemplo, aviões ou submarinos.

O governo de *temer é realmente assombroso, de uma força reacionária pouco vista na história do Brasil, sendo que o golpe dessa gente bananeira e descompromissada com a Nação não precisou de intervenção armada. E tudo isto com a cumplicidade e a aquiescência do STF, da PGR, da PF e de varas de primeira instância, como a do juiz Sérgio Moro, que dará continuidade à sua sanha contra Lula, por intermédio de ações persecutórias, sem se importar com provas, fatos e com a narrativa das realidades, de forma que o líder de esquerda e político trabalhista não possa concorrer às eleições de 2018.

Além desse processo mais do que cansativo, que desde as manifestações de 2013 infernizam a rotina brasileira, o País ainda tem de enfrentar autoridades golpistas, a exemplo do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, um bate-pau dos interesses da casa grande, que sempre deu porrada em movimentos contrários ao seu grupo político e ideológico personificado no PSDB, a ser em passado próximo o secretário de Justiça do Governo Geraldo Alckmin, um governador de extrema-direita, acusado de ser da Opus DEI e que está a tratar com repressão e opressão às manifestações e protestos que ocorrem em São Paulo.

Trata-se do DNA de Alexandre de Moraes — o Lex Luthor —, um político sem qualquer brilho, sensibilidade social e popular, que há muito tempo considera os movimentos de esquerda e as reivindicações de trabalhadores e grevistas como se fossem casos de polícia. É o que esse sujeito sabe fazer e foi o que ele fez em São Paulo, a reprimir com mão de ferro quem ouse fazer oposição contra os tucanos, a mando de seu chefe, o governador Geraldo Alckmin, um dos principais algozes da democracia, do estado de direito e da liberdade de expressão, principalmente quando se trata de seus opositores.

*michel temer é um político veterano e ficha suja. Ele está inabilitado para concorrer eleições. Portanto, ele não pode ocupar cargos eleitorais, a não ser o de presidente, o que se torna uma ironia da vida, pois era vice-presidente e a lei da ficha suja não o pega. Todavia, o que importa para um indivíduo golpista como este, que apunhalou, tal qual a Brutus, a presidente da República, que o convidou para formalizar uma chapa. Só que *temer, um completo inconsequente, devolve-lhe o respeito e a fé concedidos a ele com traição, usurpação e covardia.

Nunca vi tantos covardes e canalhas juntos, como os que estão a configurar esse governo direitista, entreguista, subalterno e subserviente à plutocracia. Quase todos os ministros do Amigo da Onça respondem a processos, inclusive envolvidos com a Lava Jato, sendo que muitos já são réus. Trata-se realmente de gente colonizada, com aquela coisa paulista, americanizada e pasteurizada, como se nunca tivesse conhecido outra realidade, a não ser o Mc Donald's, os shoppings de Miami e o Mickey de Orlando, que trouxe de volta para a alma do Brasil o inenarrável e incomensurável complexo de vira-lata.

*temer é a própria República Velha, a tentativa de golpe dos coronéis cafeeiros paulistas de índoles escravocratas de 1932. Ele é surreal, como se seu relógio parasse no tempo, a dar oportunidade aos seus associados no golpe de fazer do Brasil o quintal de São Paulo, que sempre viveu às custas do trabalho de todos os brasileiros de todas as regiões, que sempre se beneficiou de subsídios governamentais, bem como usufruiu dos cofres públicos, a começar pelo Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES.

Esse pessoal é medíocre, com uma queda para o fascismo e todo o tipo de preconceito, inclusive o racial. Tais golpistas são a representação real do atraso e do retrocesso, a comprovar o que afirmo o programa "Uma Ponte para o Futuro", um libelo da pior qualidade, que transforma o Brasil em um republiqueta de banana e subalterno aos interesses e aos ditames dos Estados Unidos. *temer e seus associados do PSDB et caterva transformarão o Brasil em um gigantesco Porto Rico, ou seja, em um País satélite, resumido apenas em exportador de commodities.

Por causa dessas sandices e irresponsabilidades dos golpistas, sempre afirmo que os brasileiros que combatem o golpe de estado travestido de legal e legítimo têm de ir às ruas, protestar e não dar paz a esses golpistas, que rasgaram e prostituíram as leis e a Constituição. Desobediência civil e nenhuma concessão aos que traem, a beneficiar e governar para os ricos, além de vender o patrimônio público, a fim de inviabilizar o Brasil como Nação, a não ter o Estado nacional como indutor do desenvolvimento e gerador de emprego e renda.

O presidente golpista e usurpador do poder sabe que não é de seu direito a cadeira presidencial. Ele não é idiota. Pelo contrário, tal sujeito é constitucionalista. O golpista está "bem" acompanhado por ministros dos carateres de José Serra, Geddel Vieira, Eliseu Padilha e outros consortes do golpe trambiqueiro, mas violento. Em apenas um pouco mais de três meses esses caras pálidas realizaram um desmonte sem igual, por causa da violência e da pressa, de chamar a atenção. Violentíssimos e de uma "fome" predadora contra o próprio País que, realmente, é de chamar a atenção.

E por quê? Dou um exemplo básico e simples que, dimensionado, o leitor poderá compreender, de fato, o que está a acontecer no Brasil e com a sociedade brasileira, que está completamente ensandecida, assim como moralmente e socialmente doente. Temos uma sociedade esquizofrênica, partidária da violência e revoltada com os avanços e as conquistas sociais dos últimos 13 anos, por parte das classes populares e carentes.

O ódio explodiu e os setores reacionários do Estado, antirrepublicanos e antidemocráticos, como o Judiciário, as polícias estaduais, o grande empresariado, os coronéis midiáticos e os políticos de direita, que tomaram de assalto o poder, associaram-se e organizaram um consórcio conservador, que tem por finalidade excluir grande parte da população e manter os privilégios do status quo. O Brasil está irremediavelmente doente. Patologia.

Protofascistas demonstram em ruas, residências, empregos e redes sociais toda a intolerância em forma de ideologia para aplacar o sentimento de ódio. Como se odiar amenizasse seus medos e frustrações, que se explicitam em todos tipo de preconceito, a começar pelo racismo e pelo sentimento desditoso de se sentir superior aos seus semelhantes, geralmente das classes populares ou os que pensam diferente da maioria das pessoas de classe média e da burguesia, que não aceitaram a ascensão social dos mais pobres.

Exemplo emblemático do que assevero é a ação do tenente-coronel, Henrique Motta, membro da PM mais violenta e assassina do Brasil, a debochar pelo twitter de uma estudante de apenas 19 anos, por ter ficado cega de um olho, violência causada por estilhaços de bomba jogada pela PM, que jamais reprimiu os coxinhas de camisas amarelas e adoradores de um pato corrupto e sonegador de impostos da Fiesp, também igualmente amarelo. São os amarelões do golpe.

A ironia do coronel PM é apenas a representação do que se faz no Brasil, principalmente a partir de junho de 2013, o que, sobremaneira, só poderia acabar em golpe, que é contestado no mundo, inclusive pela grande imprensa internacional, que exerce suas atividades nos países desenvolvidos da Europa ou de tradição jornalística como a Argentina e o México, além dos Estados Unidos e Canadá.

Todos grandes jornais de grandeza internacional afirmaram que no Brasil houve um golpe. Menos a imprensa terceiro-mundista deste País, corrupta e provinciana, autora do verdadeiro e genuíno jornalismo de esgoto e gangsteriano. A imprensa de mercado, que ganha muito dinheiro no Brasil e quer porque quer impor sua agenda neoliberal e ligada umbilicalmente aos interesses dos Estados Unidos.

A imprensa tupiniquim e alienígena, a ter as Organizações(?) Globo a liderar o golpe parlamentar-jurídico-midiático e a fomentar ataques e protestos de coxinhas reaças contra o PT, o Lula, a Dilma e seu governo, que ficou sem maioria no Congresso e foi vítima de vazamentos criminosos por parte de juízes, procuradores e delegados, pois o objetivo era enfraquecê-lo. *michel temer vai ter de saltar como sapo ou canguru para terminar seu governo, bem como mentir tal qual ao Pinóquio para fazer crer aos incautos que ele e seus acólitos não são golpistas. *temer não terá paz! É isso aí.

*michel temer - o nome de tal peçonha é sempre escrito em minúsculo, por se tratar de um pigmeu moral, político, citadino e golpista.


*temer é também conhecido pelo vulgo Amigo da Onça — o Usurpador Traidor.

*Golpista é palavra sinônima de michel temer.


*Golpismo é sua essência e razão.

João Mendes de Jesus diz que eleito dará continuidade à luta para melhorar a vida dos cariocas e preservar os interesses dos evangélicos

ELEIÇÕES 2016 — RIO DE JANEIRO

ENTREVISTA

JOÃO MENDES DE JESUS

(Rio, 05/09/2016)


Todo mundo sabe que o vereador João Mendes de Jesus (PRB) é um político dedicado ao social. Como deputado federal e duas vezes vereador, o político republicano se notabilizou por ser autor de inúmeras leis, que evidenciam sua vocação política para tratar dos interesses do povo carioca, além de se empenhar em sua luta em prol da cidade do Rio de Janeiro. João Mendes de Jesus é um dos raros políticos que compreende ser o crescimento econômico importante, mas que tem de ser obrigatoriamente acompanhado do desenvolvimento social.

Para o candidato a vereador João Mendes de Jesus, cujo número é 10123, o PRB é um partido que está em franco crescimento e se tornará no poder, sem dúvida, um partido que sempre abraçará as causas sociais e a melhoria na qualidade de vida de todos os cariocas de todas as regiões do Cidade Maravilhosa.

Pergunta - Vereador João Mendes de Jesus, por que o senhor é candidato à reeleição?

João Mendes de Jesus - Sou candidato porque percebi, apesar dos erros cometidos por partidos e políticos nos últimos anos, que não há outro caminho para desenvolvermos e debatermos a sociedade carioca e a cidade do Rio de Janeiro a não ser pelos caminhos da política. Contudo, eu falo da boa política, a que está antenada com os interesses e as reivindicações da população carioca, que está cansada da velha política da corrupção, do abuso de poder e da irresponsabilidade com o dinheiro e o patrimônio público. Por causa disto, continuo na política, porque sou um parlamentar que sempre me dediquei ao povo carioca, conforme comprovam meus projetos de leis e as leis de minha autoria que já estão em vigor.

Pergunta - A política e os políticos estão passando por um processo de desconfiança e de rejeição pelo povo carioca. Como reverter este quadro desfavorável à política e aos políticos?

João Mendes de Jesus - Olhe, eu acredito que o povo carioca e o brasileiro em geral têm sérias razões para desconfiar dos políticos. Por sua vez, acredito também que o combate à corrupção como está acontecendo no Brasil vai "purificar" a política e os partidos. Além disso, sempre é imprudente generalizar, afinal todos os setores e segmentos da sociedade possuem pessoas bem intencionadas e mal intencionadas. Eu, por exemplo, considero-me um vereador e candidato à reeleição pelo PRB com trabalhos importantes que promoveram o bem-estar social, além de serem voltados aos interesses do povo carioca. Por isto, peço a atenção do cidadão para que vote em candidato que sempre beneficiou o povo e que está a lutar constantemente e corretamente pelos seus interesses. Sou candidato a vereador ficha limpa, assim como o  é também o candidato a prefeito Marcelo Crivella.

Pergunta -  O senhor diz que é um homem e um político dedicado às causas sociais e ao desenvolvimento econômico. Cite alguns de seus projetos e leis em vigor de sua autoria.

João Mendes de Jesus - Como candidato do povo carioca, em geral, e também dos evangélicos, quero dizer que sou o autor da Lei das Academias da Terceira Idade; sou um dos autores da Lei do Ensino Integral, o Turno Único; da Lei de Cotas para Negros e Índios em concursos públicos em âmbito municipal; da Lei da "Boa Aparência", que proíbe a expressão "boa aparência", por parte de empresas para contratar candidatos a empregos, para evitarmos preconceitos; sou autor ainda da Lei de Alerta aos Desastres Naturais, sendo que o sistema de sirenes em comunidades de risco zerou, pois evitou mortes por causa de desmoronamentos, inundações e deslizamentos. Além disso, sou o autor da Lei da Vacinação na Casa do Idoso;  da Lei do Cão-Guia para Cegos, que obriga o comércio e as repartições públicas a aceitar a presença do cão-guia em suas dependências; bem como sou o autor da Lei da Praia para Todos, que tem a finalidade de facilitar o acesso dos deficientes físicos à praia e ao banho de mar. A verdade é que sou autor de mais de 100 projetos de lei e leis, quando juntamos tudo.

Pergunta - O senhor, apesar de ser um político dedicado às causas sociais e olha a sociedade em seu todo, sabe-se que o senhor é evangélico. O senhor elaborou leis para que os evangélicos, como grupos que integram a sociedade, também sejam atendidos em seus interesses?

João Mendes de Jesus -  Claro que sim. Sou um vereador e candidato que sempre olhou para todos os segmentos da sociedade carioca. Evidentemente, nunca esqueceria os evangélicos, que são cidadãos muito importantes socialmente. Sou autor da Lei Autor da Lei que fixa placas de trânsito indicativas nas principais vias de acesso, para facilitar que o evangélico localize a igreja onde ele quer ir; sou autor da Lei que inclui o Centro Cultural Jerusalém no Guia Oficial e no Roteiro Turístico e Cultural do Rio de Janeiro; é de minha autoria a Lei que institui o Dia 9 de Julho como o Dia Municipal da Igreja Universal do Reino de Deus; Sou autor da Lei que inclui no calendário oficial da Prefeitura a "Semana da Juventude Evangélica"; também é de minha autoria a Lei que inclui no calendário oficial o "Dia do Eu Creio", a ser comemorado no dia 1º de abril, além de outras leis e projetos que estão a tramitar na Câmara Municipal.

Pergunta - Como é sua atuação na Câmara quando o senhor percebe que projetos de outros vereadores são contrários aos interesses dos evangélicos?

João Mendes de Jesus - Ah! (João Mendes de Jesus esboça um sorriso) Estou sempre alerta. Não permito que políticos prejudiquem os autênticos e justos interesses dos evangélicos, que são pessoas importantes e merecem o respeito da sociedade, porque também respeitamos a sociedade. Vou relatar o que já fiz para defender os evangélicos. Quando fui deputado federal, consegui incluir as igrejas e templos como organizações religiosas a serem consideradas "Pessoas Jurídicas de Direito Privado". Minha ação foi elogiada no meio evangélico, porque as igrejas ficaram isentas  de pagar impostos e livres da fiscalização do Estado, que, de acordo com interesses políticos, as igrejas poderiam sofrer intervenções. Na época, cooperei também para evitar que os dízimos fossem taxados pelo Governo.

Pergunta - Para finalizar, o que mais o senhor fez?


João Mendes de Jesus - Lutei sem descansar, na Câmara Municipal, contra os projetos que contrariam os interesses dos evangélicos, a preservar-se a liberdade religiosa. Lutei e derrotei o projeto que trata de impedir que pastores e evangélicos possam orar e levar uma palavra amiga aos enfermos nos hospitais. Combati ainda o projeto que impedia a construção ou efetivação de novos templos e igrejas na Zona Sul, ou seja, barrei essa má intenção e hoje a Zona Sul está aberta à construção de templos, conforme as necessidades das igrejas.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

*temer entrou na história como golpista. Gol-pis-ta! — Não haverá reunificação e nem repacificação no Brasil

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

*TEMER, O GOLPISTA, FEZ JURAMENTO. ELE JUROU QUE VAI VENDER O BRASIL, GOVERNAR PARA OS RICOS E TIRAR OS BENEFÍCIOS E OS DIREITOS DO POVO BRASILEIRO PARA FAVORECER OS MERCADOS.
*michel temer, o constitucionalista golpista, que traiu a presidente eleita com 54,5 milhões de votos para usurpar o poder máximo da República e, consequentemente, impor o programa draconiano e neoliberal do PSDB-DEM, da Febraban, da Fiesp e de Wall Street, é um sujeito, sem sombra de dúvida, golpista. Gol-pis-ta!

Seu pronunciamento ao lado de duas personalidades lamentáveis, a ombrear-lhes na Salão Oval da Presidência da República, é algo dantesco, surreal, fora de lugar e de tempo, pois se trata de repetição de um golpe, como ocorreu em 1964. *temer é um presidente fraco, traiçoeiro e covarde, porque simplesmente ilegítimo, além de ser um dos líderes de uma sedição que, em futuro não tão longe, constará nas páginas da história como golpe, e bananeiro.

Sua imagem ao dizer que não houve golpe, ao lado de Alexandre de Moraes, o Lex Luthor paulista, e de Eliseu Padilha, o gaúcho que envergonha os homens históricos, nacionalistas e libertários do Rio Grande do Sul, reflete o quão esse indivíduo não tem compromisso com a verdade, com a democracia, com o Estado de Direito, com os interesses estratégicos do País e com a emancipação do povo brasileiro, notadamente com a população mais pobre.

O discurso do político golpista, cercado por lesas-pátrias igualmente envolvidos com o golpe terceiro-mundista e essencialmente predatório, trata-se de um sinal, inequívoco, de que os grupos políticos e econômicos que assumiram o poder central, sem a legitimidade e a legalidade do voto popular, estão dispostos a quaisquer ações para que o golpe seja consolidado e, com efeito, essa gente colonizada e fantoche dos grandes conglomerados econômicos internacionais efetive o desmonte do Estado nacional, por meio da entrega das estatais brasileiras e o fim de projetos estratégicos, como o Pré-Sal e a construção, através da exigência da política de conteúdo, de aviões supersônicos e submarinos nucleares.

Políticas econômico-financeiras de arrasa-quarteirão vão vicejar neste País azarado, por viver nele uma das "elites" mais perversas, mesquinhas e alienígenas do mundo, pois completamente avessa à independência do Brasil e à autodeterminação de seu povo. Trata-se, sobretudo, de uma burguesia desprovida de projetos e de programas para o Brasil, porque jamais, no decorrer da história, esses grupos ricos e hegemônicos pensaram o Brasil.

Tanto é verdade que essa gente, sem eira nem beira, nunca criou nada, nem mesmo o "Sistema S" (Sebrae, Sesi, Senai, Sesc, Senac etc.), que os empresários há décadas tomaram conta, mas que foi criação do estadista Getúlio Vargas, que, por sinal, político trabalhista. Mais uma prova de que a direita não cria nada em prol do desenvolvimento do País, pois de índole mesquinha e alma predadora, como deixa claro e transparente o programa do usurpador Amigo da Onça, vulgo *michel temer.

Tal "programa" recebeu o nome de "Uma Ponte para o Futuro". Uma "ponte" que, na verdade, não chega a lugar nenhum, porque o fim dela termina em um precipício para os trabalhadores e a sociedade em geral se esborracharem no chão, pois a intenção da direita golpista é entregar o Brasil e limitar os benefícios sociais e os direitos previdenciários e trabalhistas conquistados pelo povo desde os tempos de Getúlio, Jango, Lula e Dilma — políticos trabalhistas que desenvolveram o País, assim como respeitaram e beneficiaram o povo brasileiro. 

Nem este sistema os empresários tiveram a responsabilidade de criar, apesar de adorarem se beneficiar do "Sistema S", bem como do dinheiro público captado pelos "S". Os donos do capital também gostam muito de pedir empréstimos ou serem "salvos" quando suas empresas quebram pelos bancos públicos sustentados pelos contribuintes, ou seja, pelo trabalho de milhões de trabalhadores.

Muitos empresários se comportam como verdadeiros parasitas, porque privatizam o lucro e socializam seus prejuízos com a sociedade, que injustamente tem de arcar com a irresponsabilidade e com a inaptidão e a irresponsabilidade dos endinheirados. São incompetentes, sem generalizar. Depois ficam a cantar, hipocritamente e cinicamente, loas e boas à iniciativa privada, como o faz, sistematicamente, o grupo de "especialistas" e "comentaristas" de economia da imprensa de mercado, notadamente os empregados e associados das Organizações(?) Globo, oligopólio midiático que deveria, na verdade, privatizar-se, porque vive há décadas do dinheiro público. Durma-se com um barulho desse.

Todo esse processo predatório efetivado pela direita tem como propósito impor a cartilha diabólica do neoliberalismo, que, a partir do Consenso de Washington, de 1989, impôs ao mundo, inclusive aos países desenvolvidos, políticas econômicas de concentração de renda e de riqueza que, no decorrer da década de 1990 até o início o século XXI, assombraram inúmeras nações, que ficaram à míngua e empobreceram. E deu no que deu: a maior e mais grave crise da história em âmbito mundial, maior, inclusive, do que a crise de 1929, até porque hoje o mundo é globalizado.

O empobrecimento mundial veio a galope. E por quê? Porque as economias dos países praticamente faliram, foram à bancarrota, para que banqueiros, os grandes trustes internacionais e as plutocracias nacionais e estrangeiras pudessem se locupletar com o trabalho dos trabalhadores do mundo inteiro, bem como com as riquezas naturais e os mercados internos de inúmeros países, a exemplo do Brasil, da Argentina, do México e da Venezuela, países ricos, mas com povos pobres.

Todos esses países, dentre outros, faliram e ficaram desprotegidos, porque expostos aos ditames do FMI, do Bird, do BID, da OMC, do BCE e do FED, os dois últimos os bancos centrais da União Europeia e dos Estados Unidos. Não vai demorar muito para que o Brasil volte para as garras do FMI. *temer e o ministro golpista da Fazenda, Henrique Meirelles, têm dois anos e quatro meses para submeter novamente o Brasil à colonização, porque são agentes internacionais dos interesses da plutocracia. Meirelles é hoje, sem dúvida, um dos mais importantes agentes da banca internacional, até porque o golpista é ministro da Fazenda da sétima maior economia do planeta. Só isso; ou querem mais?

A verdade é a seguinte: os países ricos vão implantar o "duto" da exploração e da pirataria e, com efeito, voltar a sugar as riquezas brasileiras, pois o propósito é amenizar suas crises econômicas e financeiras. Era o que sistema de rapinagem dos países ricos fazia desde a queda de João Goulart, mas deixaram de fazê-lo com tanta brutalidade por causa da ascensão ao poder do nacionalista e trabalhista Luiz Inácio Lula da Silva, com a continuação de Dilma Rousseff. O golpe, antes de quaisquer interesses, tem a finalidade de transferir as riquezas do Brasil para o exterior e para a burguesia brasileira. Este é o foco principal. Ponto.

Os grupos políticos e partidários de direita apoiados pelo sistema judiciário brasileiro, pela imprensa de negócios privados dos magnatas bilionários e pelos empresários da Fiesp se uniram para dar um golpe de estado travestido de legal e legítimo em Dilma Rousseff e seus 54,5 milhões de eleitores. Um golpe realizado com competência e que realmente teve "forma", porque se enquadrou em um "rito" jurídico e parlamentar, como alegam os golpistas e os traidores do povo brasileiro.

Porém e apesar da "forma", o golpe bananeiro, com a cara e o espírito (de porco) da burguesia nacional, perversa e provinciana, é totalmente desprovido de conteúdo. Explico: apesar do rito e da forma, comprovou-se que não houve crime de responsabilidade, assim como as alegadas "pedaladas" fiscais se transformaram nas principais ferramentas para dar início ao golpe. Se não há dolo não existe crime. Portanto, impeachment sem crime é golpe, como reza a Constituição.

Por seu turno, o que mais chama a atenção de quem observa a política brasileira é a cara de pau dessa galera golpista, que fica a pensar que todo mundo é idiota ou burro. Rejeitado pela maioria do povo brasileiro em quatro eleições consecutivas, o programa neoliberal de tais golpistas ainda vai ser objeto de muita reação por parte da sociedade organizada, que já está a ser reprimida duramente nas ruas, como comprovam e mostram as imagens veiculadas pela internet e censuradas ou repercutidas em parte pela imprensa golpista dos magnatas bilionários.

Os golpistas agem e se conduzem como se estivesse tudo normal, pois tratam o golpe de estado como se fosse muito natural. Um golpe travestido de legal e legítimo, sendo que *michel temer, seu grupo palaciano e suas lideranças no Congresso são os principais golpistas de incontáveis golpistas, que participaram de tamanha farsa jurídica e parlamentar. A verdade nua e crua é que o Amigo da Onça, um dos maiores traidores da história do Brasil, é um sujeito que sentou na cadeira da Presidência sem ter autoridade moral, política e eleitoral para tanto.

*temer é irremediavelmente um mandatário ilegítimo, porque não foi eleito para trair e muito menos implementar o programa digno dos dentes de um Drácula, que é o programa neoliberal do PSDB de José Serra e Cia. Serra é um derrotado, porque suas propostas quando candidato à Presidência foram derrotadas, bem como de outros tucanos do naipe entreguista e elitista de Geraldo Alckmin e Aécio Neves — o mau perdedor —, que se insurgiu ao resultado legítimos das urnas, que incendiou o País e que, após a queda de Dilma, evidenciou todo seu cinismo e escárnio contra a legalidade constitucional e institucional em seus mórbidos e medíocres pronunciamentos.

A verdade é que vai haver mobilização contra as perdas dos direitos trabalhistas e previdenciários, além de resistência contra a entrega das estatais brasileiras por parte da burguesia tupiniquim e inquilina da casa grande, que odeia o Brasil e seu povo, mas que adora ser pária e bastarda no mundo, pois subserviente, subalterna, sectária, preconceituosa, além de antinacionalista e antirrepublicana.

Como dizia o poeta Cazuza: "A burguesia fede; a burguesia quer ficar rica; enquanto houver burguesia, não haverá alegria!" Todos às ruas, porque sem justiça não há paz. Impeachment sem crime é golpe. Em um país de tradição democrática e maduro politicamente, os golpistas seriam presos, a começar pelo *temer golpista! É isso aí.

*michel temer - O nome de tal peçonha é sempre escrito em minúsculo, por se tratar de um golpista e pigmeu moral, político e citadino. Tal sujeito é também conhecido pela alcunha Amigo da Onça — o Traidor Usurpador.

*temer: vossa excelência já consta na história como golpista. Gol-pis-ta! Não haverá reunificação e nem repacificação no Brasil. Golpe é crime. Quem comete crime é criminoso. *temer entrou no Palácio do Planalto pela porta dos fundos e vai sair pela porta dos fundos.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Histórico discurso eleva Dilma à condição de estadista e expõe o caráter autoritário dos golpistas do Senado e do Planalto

Davis Sena Filho — Palavra Livre


Estadistas como Getúlio, Jango, Brizola e Lula receberam ontem a companhia de Dilma Rousseff, a presidenta da República golpeada por ratazanas criminosas, que respondem a processos na Justiça, sendo que muitos dos processados já são réus. Dilma foi derrubada, mas caiu em pé, bem como mostrou todo seu conhecimento técnico como economista e executiva de alta estatura, porque explicou e evidenciou suas ações no que tange à economia, às finanças, à administração, à contabilidade, além de dar uma aula de política e sociologia.

Seu vasto conhecimento deve ter surpreendido a milhões de brasileiros de classe média, que saíram às ruas para apoiar um golpe bananeiro digno de "mauricinhos" provincianos, que deram tiros em seus próprios pés, porque agora terão de lidar com o golpista e usurpador do poder, *michel temer, que já anunciou suas perversidades, por não ter um programa de governo e um projeto de País, que realmente pense o Brasil e em seu desenvolvimento econômico e social, que vise, sobretudo, emancipar o povo brasileiro, especialmente os mais pobres, os grupos sociais carentes e de baixa renda.

*michel temer e sua camarilha desprovida de sentimento nacionalista e de interesse em proteger e preservar os projetos estratégicos para propiciar a independência do Brasil, assim como sua autonomia perante a comunidade internacional, simplesmente se conduz como um fantoche da plutocracia, encarcerado pelas mãos do vingativo Eduardo Cunha, o deputado que deu início ao golpe, porque retaliou, irresponsavelmente, a presidenta Dilma por ela não ter se empenhado junto à bancada do PT para salvar o golpista Cunha de seu julgamento na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, no que redundou, posteriormente, em seu afastamento da presidência do Legislativo, pois acusado de corrupção e de outros crimes.

O golpe de estado (parlamentar) e de alma e índole terceiro-mundista, realidade esta que é a cara da burguesia e da pequena burguesia brasileiras, colonizadas e provincianas, que deram tiros nos próprios pés e terão de arcar com o desmonte do Estado brasileiro, com o fim ou restrições dos programas de inclusão social, no que tange às áreas da saúde, da educação, além dos projetos de infraestrutura, que vão desde o Luz para Todos até as gigantescas hidrelétricas, além de programas como o Bolsa Família, a passar também por uma infinidade de grandes obras e projetos que são estratégicos para a independência e a soberania do País.

Dilma Rousseff encarou os golpistas de frente, olhos nos olhos e debateu com todos os senadores que quiseram se pronunciar, desde os golpistas aos que apoiam a mandatária, assim como contrários ao golpe bananeiro promovido por políticos corruptos e bárbaros, que se  contrapõem ao que é civilizado, à civilidade — à civilização.

Ficou muito claro que os golpistas não se importam com as provas favoráveis à Dilma, a comprovação de que ela não cometeu ilegalidades e malfeitos, porque a única coisa que importa é derrubá-la do poder. Trata-se de políticos integrantes do consórcio de direita, que deu o pontapé inicial do golpe por meio de artimanhas perpetradas por dois servidores públicos partidarizados — auditor e procurador do TCU —, que há pouco mais de dois anos elaboraram um peça jurídica e contábil, de forma que o Governo Dilma passasse a responder pelo "crime" de "pedaladas" fiscais.

Processo este que jamais ocorreu em tempos idos, ou seja, com os presidentes, governadores e prefeitos anteriores à gestão de Dilma Rousseff, sendo que, por exemplo, o senador tucano, Antônio Anastasia, relator do golpe contra a presidenta trabalhista, foi um "pedaleiro" de marca maior, quando exerceu o cargo de governador de Minas Gerais. Hipocrisia e cinismo aplicados diretamente nas veias. Tudo pelo golpe e nenhum compromisso com a verdade e a realidade dos fatos comprovados pelo MPF e por uma equipe de técnicos do Senado, que afirmaram, oficialmente, que Dilma não cometeu as tais "pedaladas". O MPF, inclusive, pediu o arquivamento das acusações.

Todavia, a presidenta mostrou coragem, galhardia, educação e, sem sombra de dúvida, pronunciou um discurso histórico, ouvido e visto pelo povo brasileiro, que deste vez não pôde ser censurado pelos coronéis midiáticos e seus empregados golpistas, pois que o discurso da presidenta foi transmitido ao vivo pela TV Senado e por inúmeros canais existentes na internet, pertencentes a sindicatos, sites e blogs de jornalistas independentes e, principalmente, pelas redes de âmbitos mundiais, a exemplo do Youtube. Por sua vez, a grande imprensa internacional repercutiu o pronunciamento de Dilma, assim como considera golpe o que está a acontecer no Brasil.

Certamente, assevero sem preocupação de errar, o discurso de Dilma Rousseff, no plenário do Senado, foi um dos mais midiáticos e ouvidos pelo povo brasileiro em todos os tempos, afinal vivemos em um mundo informatizado e digitalizado. Evidentemente que o pronunciamento da mandatária deposta pela direita derrotada eleitoralmente quatro vezes consecutivas vai ser ainda muito repercutido, a tal ponto que grande parte da sociedade ficará a saber o que de fato ocorreu com a democracia brasileira, com a Constituição, com o Estado Democrático de Direito e com os 54,5 milhões de votos arbitrariamente rasgados e invalidados. Um crime sem precedentes, que vitima a jovem democracia brasileira.

Não há dúvidas que o golpe, além de servir para que ladrões do dinheiro público escapem da cadeia, tem como propósito primordial atender aos interesses das grandes corporações multinacionais de petróleo, como comprova o ministro golpista José Serra, com a cumplicidade de *temer, por intermédio da venda do poço Carcará, um  dos maiores da bacia do Pré-Sal, que, segundo engenheiros da Petrobras, foi doado à Noruega, com um preço cobrado muito menor do que seu valor real.

A empresa que comprou Carcará é estatal. Vejam só como a Noruega, país nórdico, que até o início da década de 1970 era um dos mais atrasados da Europa, tem um governo que não é composto por idiotas entreguistas e antinacionalistas. Eles se preservam, pois garantem riqueza ao seu povo e ainda compram o petróleo da Petrobras, que deveria ser destinado ao desenvolvimento do povo brasileiro, conforme matéria aprovada no Congresso.

A nação norueguesa não é traída pelo seus governantes, como acontece, sistematicamente, no Brasil, com a aquiescência de coxinhas patetas e preconceituosos, empregados de seus patrões, estes sim, os proprietários dos meios de produção, a quem a idiotice personificada apoia, sem pensar e ponderar no erro grave que cometeu, pois a classe média não passa de empregada e por isto é surreal e patético que ela se alie aos interesses dos golpistas da casa grande, que são diametralmente opostos, porque antagônicos. Vá entender... Durma-se com um barulho desse! Trata-se de caso patológico, como o é a Síndrome de Estocolmo.

Contudo, a partir de descobertas de imensas jazidas no Mar do Norte, a Noruega, mesmo a ser um país gelado, transformou-se em uma nação das mais desenvolvidas do mundo. Tudo graças à petroleira estatal da Noruega, cujos dirigentes políticos não são colonizados e muito menos subservientes e subalternos aos interesses internacionais, notadamente no que é referente às multinacionais do petróleo conhecidas como as Sete Irmãs — responsáveis por mais de um século por guerras, misérias e mortes, ocasionadas por invasões de países para explorar seus campos petrolíferos, como acontece no Oriente Médio, na Ásia e na África. Uma verdadeira rapinagem para atender os interesses da indústria internacional de petróleo dominada pelos europeus e estadunidenses. É a guerra pelo controle das energias. Energia é igual a poder e hegemonia.

No Brasil, ocorre o contrário, porque um golpista tucano subdesenvolvido do naipe de José Serra, em apenas três meses a usurpar o poder, vendeu o poço petrolífero gigantesco de nome Carcará. Riqueza e ativo importantes para o desenvolvimento da saúde e da educação dos brasileiros, por intermédio do modelo de partilha aprovado pelo Congresso, para assegurar um melhor presente e futuro à sociedade brasileira, que teria no Pré-Sal a garantia de receber recursos para os dois principais tendões de Aquiles do Brasil: a saúde e a educação.

Porém, nada importa e o entreguista e antinacionalista José Serra retoma sua luta desditosa no que concerne ao Brasil e o modelo volta a ser de concessão, a entregar dessa forma as jazidas de petróleo do Pré-Sal aos estrangeiros espertos e malandros, que não vendem o que é deles, a exemplo da Noruega. O golpista Serra deveria ser preso por alta traição. Não somente ele, a acompanhá-lo também o incompetente Pedro Parente, entreguista tucano contumaz, que prejudicou gravemente no passado a Petrobras, assim como também deveria ir para o xilindró o golpista e traidor digno de um Calabar — o super impopular *michel temer. Ponto.     

Privatizar é o que os tucanos sabem fazer, como afirmou Dilma, com outras palavras, quando defendeu no Senado o Pré-Sal, a Petrobras, os programas de inclusão social, o setor elétrico, as obras de infraestrutura em todo País, além dos projetos estratégicos para a soberania brasileira e exemplificados na indústria naval, na transposição do Rio São Francisco, na construção de hidrelétricas, de ferrovias, portos e aeroportos, na indústria nuclear, bem como em assuntos sensíveis à banca financeira e aos banqueiros, como juros, dívidas públicas, política monetária e cambial, a independência do Banco Central e as reservas internacionais do País. A Previdência deixará de fazer a distribuição de renda dos últimos tempos, sendo que o salário mínimo não será mais aumentado anualmente, como proposto pelo interino usurpador.

Reservas internacionais de US$ 370 bilhões de dólares, um valor impensável nos governos de FHC — o Neoliberal I. Reservas que servem como colchão para que a crise internacional não se torne mais dura do que já é para o Brasil e seus interesses. Um formidável recurso financeiro conquistado nos governos do Partido dos Trabalhadores, que zeraram a dívida com o FMI ao invés de procurá-lo de joelhos e implorar por empréstimos, como fizeram os tucanos, que quebraram o Brasil três vezes. E os emplumados ainda têm a cara de pau de se considerarem "competentes", fora o apagão elétrico de um ano e meio, resultado da irresponsabilidade do Governo FHC, que desejava vender as empresas distribuidoras de energia, sendo que assim o fez.

No que concerne às áreas econômica e financeira, a verdade é que Dilma, assim como Lula, consideraram perigoso e imprudente o Brasil passar a ter um Banco Central independente. "Independente de quem?" — faço a pergunta, ao tempo que a repondo: "Só se for do Estado brasileiro e do presidente eleito pelo povo para gerir e administrar o País, sendo que o mandatário ficará absurdamente nas mãos de um executivo de plantão, nomeado presidente do BC pelos banqueiros donos de bancos privados, que, obviamente, determinarão as políticas de juros e cambiais. Preferível, então, dar comida a leões ferozes com as mãos.  

Assim não é possível, pois significa que um presidente legalmente eleito e seu projeto de País aprovado nas urnas fiquem submetidos às políticas cambiais e monetárias de um técnico que poderá muito bem ser opositor aos programas do presidente eleito, sem ter um único voto. Chega a ser ridículo quando falam em "independência" do Banco Central, porque é a mesma coisa que entregar o galinheiro aos cuidados de uma raposa esfomeada e serviçal à banca internacional.

Dilma calou fundo o Brasil em sua magistral e histórica defesa e mostrou o quanto respeita sua terra e seu povo. Trata-se de política estadista, que, tal qual a Lula, ficou anos no poder sem poder falar sobre o Brasil e as conquistas de seu povo, no decorrer de 13 anos, porque as mídias comerciais e familiares sempre censuram e boicotaram as realizações de seu governo e o de Lula. Dilma, enfim, tornou-se "presa" da direita ultraconservadora, a mais extremada e capitaneada por *michel temer, Eduardo Cunha e a corja que embarcou no golpe de terceiro mundo a apoiá-los.

Os sediciosos passaram a não aprovar projetos de interesse do Governo Trabalhista, além de prejudicá-lo seriamente com as pautas-bombas, assim como não aprovaram as metas fiscais e o aumento de limites de recursos para que o Governo pudesse organizar melhor sua contabilidade e, com efeito, fazer caixa. Engessaram as ações do Governo. Estava aberto o caminho para tomar o poder de assalto, a fim de usurpá-lo, a se comportarem como bandoleiros, com o propósito de impor um programa draconiano chamado de "Uma Ponte para o Futuro", um libelo neoliberal e fundamentalista, que não foi aprovado pela maioria do povo brasileiro, que votou pela continuidade dos programas e projetos de Lula e Dilma, nas eleições de 2014. Golpe real e que manda mais uma vez às favas o voto popular na história do Brasil.

Esta é a questão, e foi isto que Dilma disse ao se deparar com políticos ultrapassados, acólitos do coronelismo religioso, financeiro, empresarial, rural e industrial, que se uniram para derrubar uma presidenta constitucional, a ter ainda como seus alicerces para que o golpe bananeiro vicejasse o sistema judiciário (juízes, procuradores, delegados e servidores do TCU), a imprensa de mercado e, evidentemente, os partidos derrotados quatro vezes pelo PT, a exemplo do PSDB, do DEM, do PPS, que depois tiveram a companhia dos traidores da base do governo petista, cujos principais partidos são o PMDB, o PSB, o PP e o PR.

Dilma afirmou: "Moralistas sem moral. Traidores. Golpistas, que se aproveitaram de artimanhas para dar um golpe em uma presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Impeachment sem crime é golpe! Uma presidenta inocente e vítima de injustiça". O governo de Dilma Rousseff foi duramente e perversamente sabotado e boicotado por uma das piores e das mais cruéis direitas do mundo. A reacionária direita brasileira, a legítima herdeira da escravidão — um recorde histórico e mundial —, que perdurou no Brasil por 388 anos. A escravidão que até os dias de hoje alimenta a memória e o imaginário das "elites" deste País.

Escravidão de milhões de pessoas durante quase quatro séculos. A escravatura organizada e efetivada por brasileiros da casa grande, das oligarquias regionais e da burguesia nacional, que são párias dos interesses estrangeiros, porque subordinadas, colonizadas e servis, porque sempre apostaram no retrocesso, no atraso, na violência e no sectarismo, como forma de preservar o status quo, cujo oxigênio é o privilégio.

Por sua vez, a primazia que se traduz em concentração de renda e riqueza para uma pequena casta social, que fica a se locupletar com as benesses sem fim propiciadas por um Estado, que deixa de ser republicano para ser patrimonialista. É exatamente isto que os golpistas que tomaram de assalto o poder querem: o Estado a servi-los, bem como a "meritocracia" que hipocritamente essa gente defende seja a cruz dos pobres. Os Unos tomaram o poder. São selvagens e violentos. O barbarismo de direita em toda sua plenitude. Observe as ações do governo *temer. Nada que considere e edifique o povo brasileiro. Nada.

Dilma Rousseff já é parte das páginas mais nobres da história do Brasil, porque se trata realmente de uma estadista de enorme coragem e profundo conhecimento da máquina pública e dos anseios e sonhos do povo brasileiro. O tempo dirá e confirmará sua condição histórica, porque a história justifica as ações, os atos e os pensamentos daqueles que se tornaram e se fizeram estadistas.

Quem vai absolver a presidenta Dilma é a verdade, somente a verdade e jamais as chicanas jurídicas das "Janaínas" da vida, tão profundas filosoficamente e politicamente como poças rasas de águas de chuva. Este processo lento, mas gradual significa que a história reserva lugar especial àqueles que cuidam da independência do País e do bem-estar social do povo.

Estadista é o mandatário que cuida do povo, que é o caso, de Dilma Rousseff, sem dúvida, e de políticos históricos, a exemplo de Getúlio, Jango, Brizola e Lula. Enquanto Dilma se transforma em uma protagonista histórica, os golpistas e seus algozes entram de cabeça na lata de lixo da história, que vem a ser o lugar apropriado aos traidores e aos usurpadores do poder e dos votos do povo brasileiro.

O que houve no Brasil, em 2016, foi um golpe violento e travestido de legal e legítimo. Golpe de estado praticado por uma maioria parlamentar conservadora e maculada por processos na Justiça contra os interesses do Brasil e os avanços sociais que nestas terras aconteceram, no decorrer dos governos trabalhistas, de Getúlio à Dilma. A mandatária expôs a alma e o caráter golpista dos senadores, do governo golpista e antinacionalista, fundamentalista do mercado e pária internacional de *michel temer.

A estadista Dilma Vana Rousseff dignificou a política, a democracia, a verdade e explicitou o golpe de estado, além de calar fundo a razão, o imaginário e a consciência dos brasileiros. O governo *temer é um governo de essência autoritária, e, por ser ilegítimo, não terá autoridade sobre incontáveis setores e segmentos da sociedade organizada.

O governo autoritário e predador do Brasil de *temer vai reprimir os movimentos sociais e de trabalhadores. Não esperem por esperar. *temer é obscurantista e vai reprimir e oprimir para valer seus oposicionistas, porque o golpista vai fazer todo o esforço para que os interesses firmados por ele e sua trupe com a plutocracia internacional e com a burguesia nacional sejam concretizados. Quem viver verá. A oposição tem que começar o processo de desobediência civil. Em terra sem justiça não há paz. É isso aí.

*michel temer - o nome de tal peçonha é sempre escrito no diminutivo, por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino. *temer também é conhecido pela alcunha de Amigo da Onça — vulgo Traidor Usurpador.


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Preparem-se, o governo de direita do Temer vem aí! — Dilma não cometeu crime e criminoso é quem dá golpe

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Arquivo - Folha
"Faremos uma oposição inquebrantável, incansável, intransigente"... (Senador Aécio Neves, em pronunciamento no Senado após ser derrotado por Dilma Rousseff). E deu no que deu: golpe! (DSF)

"Pedaladas" cometidas por todos os governos anteriores à Dilma Rousseff se transformam em ferramentas do golpe de estado bananeiro travestido de legal e legítimo. Impeachment sem dolo é golpe. A verdade é que 54,5 milhões de brasileiros tiveram seus votos rasgados por golpistas que desprezam a democracia e que deram um pontapé na autodeterminação do povo e no Estado Democrático de Direito", com o propósito de tomar de assalto o poder e usurpá-lo, impor a agenda neoliberal derrotada quatro vezes consecutivas e se livrar da cadeia, porque temerosos das ações da Lava Jato". (DSF)

A barra vai pesar. O fardo vai ser grande e pesado para o povo brasileiro carregar. Basta-nos parar para pensar e ponderar quanto às ações danosas, sectárias e maquiavélicas do golpista *michel temer — vulgo o Usurpador —, que, a despeito de suas inúmeras determinações ilegítimas quanto à administração do País, uma delas simboliza, indelevelmente, o caráter perverso de seu governo, quando tal golpista interrompe o Programa Brasil Alfabetizado.

Isto mesmo. Os golpistas, por intermédio de um ministro que não pode andar nas ruas de Pernambuco, Mendonça Filho, político que representa, sobretudo, as oligarquias pernambucanas dos coronéis de engenho, historicamente uma das mais cruéis do Brasil e, por que não, do mundo, resolve suspender a alfabetização de 13 milhões de brasileiros, adultos e pertencentes às classes carentes, que não conseguem ler um simples bilhete, um cartaz de aviso em um posto de saúde ou ler os letreiros dos ônibus para saber quais são seus itinerários. Um grupo social de 13 milhões de pessoas significa 8,3% da população. Existem países com populações menores.

Então, chega-se à conclusão: o governo de *michel temer e seus palacianos não estão de brincadeira e vão realizar um governo de lesa-pátria e arrasa-quarteirão. Escolhi citar um programa que não é dos mais caros, para que as pessoas ou os leitores tenham uma noção do que os golpistas, que cometeram crimes contra a Constituição, a democracia e o Estado de Direito, são capazes, de forma que eu pergunto: o que essa gente, que odeia o Brasil e despreza seu povo trabalhador, não fará com as estatais e com os programas de inclusão social, a exemplo do Bolsa Família e de inúmeros programas dos setores da Saúde e da Educação, além das obras de infraestrutura, como a transposição do Rio São Francisco e a hidrelétrica de Belo Monte.

Quero dizer que, independente das privatizações que visam a entrega do patrimônio público e o desmonte do Estado, a intenção é fazer com que o atendimento à população por parte do Governo Federal seja inviabilizado, ou melhor falando, torne-se impossível, pois se o Estado nacional se torna mínimo, mínimas serão também suas condições para atender às demandas e os interesses sociais e econômicos de quase 210 milhões de brasileiros, como também os projetos estratégicos do País, exemplificados nos segmentos nuclear, naval e construção civil, que serão praticamente "congelados", a priorizar os interesses estrangeiros nessas importantes áreas estratégicas e econômicas, como sempre agiram dessa forma irresponsável e colonizada as "elites" brasileiras de caracteres escravocratas.

A casa grande tupiniquim sempre foi inconsequente no que tange aos interesses do País, porque nunca saiu da "adolescência", pois historicamente sustentada e amparada pelo Estado patrimonialista, que a direita quer ressuscitá-lo, por intermédio de um golpe criminoso contra uma presidenta constitucional, que não cometeu um único crime de responsabilidade, bem como eleita por 54,5 milhões de cidadãos brasileiros, que tiveram seus votos desrespeitosamente e violentamente cassados, por golpistas que, entre outros horrores, querem fugir da cadeia e dos braços da Justiça.

O golpe contra Dilma Rousseff é o golpe contra a democracia. Ponto. Não há argumentos plausíveis para derrubá-la do poder. O que a casa grande pensa que está a fazer? Que vai governar em paz? Que o Brasil vai se unir em prol de seu desenvolvimento, por intermédio de políticas sociais e econômicas dignas dos dentes de um Drácula? A verdade, como Dilma asseverou em sua defesa no Senado, é que "querem sua morte política", pois, além de cassá-la, a mandatária reeleita democraticamente ficará inelegível por oito anos. Um absurdo, porque se trata de uma pessoa inocente  e condenada por muitos senadores que são réus na Justiça ou são acusados de serem beneficiários de propinas e de financiamento ilegal de campanhas, como demonstram as delações premiadas da Lava Jato.

Se Dilma Rousseff for condenada a perder seus direitos políticos e ser derrubada do poder por um golpe terceiro-mundista, que reflete a alma das oligarquias brasileiras, certamente que a crise política brasileira vai recrudescer — agravar-se. Não há paz sem justiça. Além disso, ninguém é idiota, mesmo os que fingem sê-lo por interesse alheio aos interesses do Brasil e da governante reeleita, porque o que interessa aos golpistas é assumir o poder definitivamente por meio de eleição indireta, a rasgar-se a Constituição e a dar uma sonora banana ao povo brasileiro, sendo que os bananeiros provincianos são os golpistas inquilinos da casa grande.

No caso do Brasil, golpe de estado parlamentar, com o apoio e a cumplicidade de juízes, procuradores, delegados, empresários, além, evidentemente, dos golpistas magnatas bilionários de imprensa e seus empregados tão golpistas como qualquer integrante do consórcio de direita. Não há como tergiversar sobre o processo golpista que acontece no Brasil. E por quê? A resposta é simples e direta: porque é golpe! Impeachment sem crime, sem dolo é golpe. Preparem-se, o governo de direita do *temer vem aí! Dilma não cometeu crime e criminoso é quem dá golpe. É isso aí.

*michel temer: o nome de tal peçonha se escreve sempre em minúsculo, por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino. temer é também conhecido pelo vulgo Amigo da Onça — o Traidor Usurpador. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Procurador e auditor montam farsa e desmascarados evidenciam que servidores são cúmplices de golpe contra Dilma

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

D'ÁVILA E JÚLIO MARCELO: SERVIDORES POLÍTICOS A CONSPIRAR COM O GOLPE CONTRA DILMA 
"O golpe bananeiro de direita começou no TCU, a ter a Lava Jato como a chibata do PT e para o PT". (DSF)

Impressionam as ações do consórcio de direita formado e organizado para tirar o mandato da presidente Dilma Rousseff, por meio de um golpe de estado. Um golpe articulado e fundamentado juridicamente, a ter como alicerce para se efetivar a queda de Dilma os togados do sistema judiciário, a imprensa de mercado dos coronéis midiáticos e a oposição tucana, exemplificada em partidos como o PSDB, o DEM, o PPS, que receberam a companhia de partidos que estavam no poder há 12 anos.

Siglas a exemplo do PMDB, do PP e do PSB, que pularam o muro para trair e se juntaram aos tucanos e, consequentemente, armaram um golpe de estado travestido de legítimo e legal para derrubar uma presidente que não cometeu crimes de responsabilidade, além de ter sido eleita com 54,5 milhões de votos, que foram criminosamente rasgados por políticos eleitoralmente derrotados, que têm o apoio imprudente e irresponsável de juízes de várias instâncias, procuradores, promotores, delegados e ministros do TCU e do STF.

O golpe das oligarquias apoiadas por servidores públicos do Judiciário têm seis motivos básicos: 1) Inviabilizar o Lula como candidato às eleições em 2018, por meio de prisão ou torná-lo inelegível (ficha suja); 2) Desconstruir o PT como partido popular; 3) Reconquistar o poder por intermédio de um golpe para impor a agenda neoliberal do PSDB, derrotada eleitoralmente quatro vezes consecutivas; 4) Vender a toque de caixa as estatais brasileiras; e 6) Livrar os caciques golpistas do PSDB, do DEM, do PPS, do PP e do PMDB da cadeia, por causa da Lava Jato.

Aliás, o relógio dos golpistas tenta acompanhar o relógio do juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, e dos operadores da força tarefa da Lava Jato, coordenada pelos procuradores Carlos Fernando e Deltan Dallagnol, que se comportam como se fossem pop stars, sendo que o juiz Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso, prefere chamá-los de "cretinos", pois seu interesse é livrar José Serra, Aécio Neves e *michel temer de processos que possam levá-los a quedas das cadeiras que tais golpistas sentaram sem ter a autoridade e a legitimidade do voto popular, porque tomaram o poder de assalto e hoje mandam no Brasil sem ter o apoio do povo, como demonstram as pesquisas e as reações contrárias aos golpistas em âmbito nacional e internacional.

O Brasil, para sua vergonha, ficou muito menor, porque desditosamente voltou a ser um anão político e diplomático do tamanho de *michel temer, José Serra, Eliseu Padilha, Geddel Vieira, Moreira Franco, Cássio Cunha Lima, Ronaldo Caiado, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e toda a escumalha que os acompanha em prol de interesses inconfessáveis. É o retorno da "Diplomacia do Tirar os Sapatos" dos tempos sombrios dos governos de FHC — o Neoliberal I. Um período da história sem avanços e conquistas para os trabalhadores brasileiros e a classe média, que tinha dificuldade para comprar até passagens de avião. Eu sei. Eu vi.

Por sua vez, o mundo sabe o que esses golpistas provincianos de terceiro-mundo querem: o Brasil governado para poucos, a privilegiar e beneficiar os ricos, com um estado mínimo e impotente, para que a luta e as perspectivas para desenvolver o País sejam quase nulas, a impossibilitar a independência e a emancipação de seu povo. É o que a casa grande de índole e caráter escravocrata pensa; e, a pensar dessa forma, age e efetiva e concretiza seus programas e projetos de desconstrução que encarceram a grande maioria da sociedade e deixa de joelhos o Brasil, como nos tempos do FMI.

O principal inimigo do povo brasileiro é interno e não externo, bem como tem nome: casa grande — o logradouro e o CEP das oligarquias donas do status quo. Trata-se de um inimigo impiedoso e perigoso, pois antinacionalista, antidemocrático e antirrepublicano. Se duvida, leia o "programa" dos golpistas chamado de "Uma Ponte para o Futuro" e observe com mais atenção as ações do ministro golpista, José Serra, à frente do Itamaraty e no que tange ao Pré-Sal, quando tal tucano trata com a Shell e com outras corporações de petróleo, logo após ele ter conversado, a sós, com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry.

Enquanto Dilma Rousseff é traída e cassada por um Senado inconsequente e irresponsável dominado por políticos corruptos e conservadores, Serra, um interino golpista e traidor de marca maior, cassa o Pré-sal e o tira dos brasileiros, além de ser o chefe direto do presidente incompetente e entreguista da Petrobras, o tucano Pedro Parente, um "viciado" em privatizações, que, no decorrer da privataria de FHC, prejudicou seriamente a Petrobras, empresa indutora do desenvolvimento nacional, a enfraquecer o Estado, assim como contrário a seus interesses estratégicos. Eles são predadores, inclusive da autoestima da Nação.

O ex-auditor do TCU, Antônio Carlos D’Ávila Carvalho, e o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, representante do MP junto ao  TCU, realizaram depoimentos no Senado, arrolados como testemunhas da acusação, ou seja, dos demotucanos, que exercem os papéis de juízes e lutam para golpear a presidente Dilma Rousseff. Tais depoentes foram duramente questionados pela defesa da mandatária afastada e, com efeito, tornaram-se exemplos prontos e acabados de como servidores públicos se transformaram em agentes políticos.

Mais do que isto, tais servidores se tornaram, sobretudo, militantes políticos e ideológicos alinhados à direita, a conspirar contra o Governo Dilma, além de em outra frente combaterem sem trégua o ex-presidente Lula.  Está claro e estampado os procedimentos dessa gente que perdeu a noção do que é ser republicana, de forma que parte importante e organizada da sociedade perceba como é complexa a engrenagem de derrubada de uma mandatária constitucional e eleita democraticamente, conforme os ditames da Lei.

Entretanto, existe algo incontrolável, a despeito dos interesses do usurpador e traidor *michel temer e de seus acólitos de golpe, que é a verdade. Isto mesmo. A verdade, que sempre emerge quando menos se espera para desnudar os mentirosos e deixá-los sem voz e ação. E por que eu penso assim? Porque os servidores públicos Júlio Marcelo e D'Ávila, que obrigatoriamente teriam de ser republicanos, resolveram fazer política e se deram mal, porque caíram em contradições e foram pegos na mentira em pleno Senado, com transmissão para as televisões.

Tal fato e realidade, inquestionáveis, permitiram ao público perceber que o impeachment (golpe) sem crime de responsabilidade teve seu início por meio de uma farsa chamada de "pedaladas fiscais", porque o INÍCIO começou pela representação contra as "pedaladas", de autoria do procurador Júlio Marcelo, com a assessoria do ex-auditor de Controle Externo do TCU, Antônio D'Ávila.

Comprovou-se, no plenário do Senado, a ser presidido pelo juiz Ricardo Lewandowski, que os dois servidores se associaram para cometer uma farsa, pois a fraude se evidenciou e se notabilizou na forma do parecer de D"Ávila sobre a representação de Júlio Marcelo. Política baixa e rasteira, diga-se de passagem. Os "guardiães da moral e da moralidade" foram "detonados" como testemunhas dos golpistas no Senado por Lewandowski, que estão ensandecidos para que o golpe bananeiro, que tem a cara e a alma deles, seja, enfim, consolidado.

O que é farsa é farsa. O que é fraude é fraude. O golpe bananeiro é farsa ao tempo que fraude. Os servidores do público e muito bem pagos pelos contribuintes, que são os eleitores, pensam que estão à margem da lei, porque passaram em um concurso público que os alavancou para exercerem cargos de influência, que decidem sobre questões de alta importância para o Governo e o País, a exemplo da representação do procurador Júlio Marcelo, contumaz militante da internet em favor da deposição de Dilma Rousseff.

Este fato lamentável fez com que Júlio Marcelo perdesse a condição de testemunha para ser apenas informante, ou seja, um balão sem ar. O golpe é escancarado. Júlio Marcelo e Antonio D'Ávila são apenas dois péssimos exemplos de servidores a se envolver com a derrubada criminosa de uma presidente eleita constitucionalmente pelo povo e que não cometeu crimes de responsabilidade. É um disparate. Insensatez e desfaçatez. É golpe de estado aplicado diretamente nas veias do Brasil, por uma "elite" decrépita e carcomida pelo tempo, que rouba e prejudica o Brasil e seu povo desde os tempos da escravidão.

Todos os setores golpistas armaram armadilhas em diversas situações, seja no campo do sistema judiciário (STF, PGR e PF) ou por parte de setores corruptos e golpistas como a imprensa de negócios privados, pertencente a meia dúzia de famílias plutocratas, além de segmentos como o liderado pela Fiesp e seu pato amarelo corrupto, sonegador de impostos e tão golpista como os empresários da Fiesp do passado, que financiaram o golpe de 1964 e continuaram, no decorrer dos anos, a financiar a repressão e a tortura, porque repassavam dinheiro para os caixas do Dops e do DOI-Codi.  

Não sei como vai acabar a farsa do golpe de 2016, a maior da história do Brasil. Porém, compreendo e dimensiono que o poderoso País de língua portuguesa vai levar muitos anos para se recuperar. Milhões de brasileiros não votaram em Aécio Neves e certamente não estão felizes com o golpe que deram em suas autodeterminações e autonomias para escolher a candidata que elegeram, cujo nome é Dilma Rousseff.

O procurador Júlio Marcelo e o ex-auditor Antônio D'Ávila exemplificam, fidedignamente, o quanto o golpe bananeiro de terceiro-mundo e com a cara e o cheiro de coxinha é uma farsa armada nos bastidores do próprio Estado brasileiro. O STF é o maior responsável pelo golpe ter vicejado. Não é possível que a Corte mais importante do País se desmoralize porque alguns juízes estão diretamente envolvidos com tamanha patifaria.

A história reservará um lugar sombrio aos golpistas, bem como seus nomes serão eternamente publicados e divulgados pela história, como acontece com os golpistas de 1964 até hoje. Não tem jeito. Os homens e as mulheres são julgados pelos seus atos, por suas ações e por seus pensamentos. O Brasil não vai ter paz. Dilma Rousseff é a presidente legítima. Impeachment sem crime é golpe.  É isso aí.