segunda-feira, 11 de maio de 2015

Yousseff é cúmplice do PSDB que a direita resolveu sacrificar para extinguir o PT

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre



“(…) O frisson do momento é a delação premiada de Alberto Youssef. Mas quem é Youssef? Um mergulho num passado não tão distante mostra que ele foi um dos doleiros usados pelo então operador do caixa do PSDB, Ricardo Sérgio, para “externalizar”, num linguajar ao gosto da legenda, propinas da privatização selvagem dos anos 1990”.

“Youssef é velho de guerra tanto em delitos como em delação premiada. Já fez uma em 2004, na época da CPI do Banestado, quando se comprometeu a nunca mais sair da linha. O tamanho de sua confiabilidade aparece em sua situação atual. Está preso de novo. Quem diz é o Ministério Público: “Mesmo tendo feito termo de colaboração com a Justiça (…), voltou a delinquir, indicando que transformou o crime em verdadeiro meio de vida”. É num sujeito com tal reputação que oposicionistas apostam suas fichas (…)”.

{Trecho do artigo “Vazamento Premiado e o fator Yousseff”, de Ricardo Melo, na Folha de S. Paulo.}

Todos os seres vivos e mortos deste pequeno planeta sabem e compreendem, até mesmo os coxinhas paneleiros analfabetos políticos, quanto mais as pessoas sensatas, e, por serem assim, são realistas e sábias, que a direita partidária, sob a liderança do PSDB, certos setores do MP, do Judiciário e principalmente a imprensa de negócios privados “rifaram” para o alto o doleiro Alberto Yousseff. Porém, retiraram o colchão de ar que o impediria de se machucar na queda, bem como o traíram, porque, seguramente, tal cidadão é cúmplice e foi o arrecadador de dinheiro para as campanhas eleitorais passadas dos tucanos.

Entretanto, dentre os muitos operadores das campanhas do PSDB, duas pessoas se destacaram para arrecadar valores monetários: Alberto Yousseff e Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, operador notório das campanhas do senador José Serra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, responsável maior pela selvagem Privataria Tucana, que visou, sobretudo, desmantelar o Estado nacional e entregar, de bandeja, o patrimônio público brasileiro construído, no decorrer de décadas, por sucessivas gerações, que jamais se recusaram a pensar o Brasil para desenvolvê-lo e, por sua vez, conquistar sua independência.

Quem conhece e é íntimo do doleiro Yousseff são os políticos do PSDB e do DEM, apesar de que na política todo mundo sabe quem é quem, o que fez e o que deixou de fazer, mesmo quando se tenta esconder, porque nos altos escalões da República tudo se vaza, por mais que haja cuidado para que informações de Estado, segredos de Justiça e crimes cobertos por uma fina camada de verniz sejam escondidos da imprensa de mercado e manipulados quando se trata de informar o grande público — a sociedade.

Os tucanos e seus principais aliados, a “grande imprensa livre” — como gostam de enfatizar certos coxinhas paneleiros, que desconhecem os bastidores da imprensa empresarial e dos partidos políticos —, o MP e o Judiciário, perceberam, e há muito tempo, que é necessário imolar alguns aliados incômodos, como o Yousseff, do que ficar também no olho do furacão, como se encontra o PT, que desde que venceu as eleições de 2014, anda não pôde respirar e muito menos ter algum momento de tranquilidade para governar e colocar em prática seu programa de governo, tão diversificado e criterioso, que levou o Partido dos Trabalhadores a governar o Brasil pela quarta vez consecutiva.

Contudo, a esquerda brasileira, progressista e desenvolvimentista, que ousou, inclusive, efetivar uma diplomacia independente e não alinhada aos Estados Unidos, apesar de saber que a direita brasileira é uma das mais poderosas e perversas do mundo, jamais pensou que, após estar no poder há 12 anos, ficaria imprensada contra o muro no dia seguinte às eleições de outubro de 2014, sem ter tempo ao menos para administrar o País e mostrar ao povo brasileiro o que está a ser feito e realizado.

Apesar de reações tímidas e setoriais por parte dos parlamentares e governantes do PT, a avalanche empresarial e direitista, com o apoio financeiro e propagandístico do governo dos Estados Unidos, transforma o Brasil, o País latino-americano mais poderoso, em um alvo de uma propaganda política virulenta, somente similar ao que houve na Argentina e na Venezuela, quando o casal presidencial, Néstor e Cristina Kirchner, e a dupla bolivariana, Hugo Chávez e Nicolás Maduro, tornaram-se alvos de uma conspiração internacional, à frente as burguesias apátridas desses dois países, que até hoje sofrem com uma forte campanha negativa orquestrada pelas mídias conservadoras e pelos segmentos mais ricos da sociedade, que até hoje conspiram contra a democracia e a emancipação desses povos.

Alberto Yousseff foi escolhido pela direita brasileira para ir à forca. Todavia, ele tem boca, língua e um cérebro que grava suas memórias. Ele “entrega” o PT, em Curitiba, a capital brasileira onde a reação à vitória eleitoral de Dilma Rousseff é mais virulenta e que tem o apoio logístico e de pessoal do próprio Estado, que a presidenta Dilma Rousseff administra e comanda. Ou se esqueceram dos delegados federais aecistas, que fizeram campanha contra o PT e atacaram, desrespeitosamente, o ex-presidente Lula? Ou do juiz Sérgio Moro, com suas decisões de primeira instância, cujo principal propósito é fazer do PT um partido proscrito, porque implicar o caixa de campanha do PT e de seus principais dirigentes à operação Lava Jato viabiliza a criminalização do partido por meio da partidarização e da ideologização da PF e da Justiça Federal do Paraná.

Porém, era só o que faltava acontecer no Brasil. Depois da truculência, da seletividade e da partidarização de juízes de direita do STF, que se basearam na armadilha jurídica conhecida por “domínio do fato”, para prender, sem prova de culpabilidade, lideranças petistas históricas e de grandeza nacional, a exemplo de José Genoíno e José Dirceu, agora querem extinguir o maior e mais importante partido brasileiro de todos os tempos, organicamente inserido na sociedade em quase todos seus matizes. Um partido que não revolucionou, mas modificou, profundamente, as relações sociais e econômicas até então impostas ao povo brasileiro, que se livrou da fome, da miséria absoluta e teve acesso, sem sombra de dúvida, ao mercado de consumo, à educação e ao emprego.

De repente, o MP e a Justiça do Paraná, onde atuam políticos de oposição, que agem de forma feroz, não se preocupam com a realidade dos fatos e nem observam os limites do jogo democrático, a exemplo de Álvaro Dias, Beto Richa e Fernando Francischini, resolvem “pisar na jaca” para influenciar a política nacional, porque estão a serviço, indubitavelmente, dos interesses do establishment e das candidaturas a presidente do PSDB.  Um estado que politicamente nunca liderou a política nacional e que ora se faz presente por intermédio de caprichos de funcionários públicos togados, que resolveram fazer política partidária, porque optaram pelos interesses de uma direita que não se conforma de não ter mais o controle total do status quo.

Aos estúpidos que não enxergam a um palmo do nariz, vos direi: o que está em jogo neste momento é a criminalização e o indiciamento do PT e de seus principais dirigentes, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que, coincidentemente, venceram quatro eleições. Ambos políticos socialistas e trabalhistas, que enfrentam uma frente conservadora tão violenta, que faz com que setores importantes da sociedade vislumbrem suas quedas como políticos e mandatários e comemorem uma possível extinção do PT. Fatos estes que não ocorrerão, porque, no Brasil, viceja o regime democrático, cujo alicerce é a Constituição e o Estado de Direito. Existem instâncias judiciais mais elevadas que a do senhor juiz Moro, realidade esta que, sem dúvida, inviabilizará os desejos atávicos de vingança e de ilegalidade constitucional da direita brasileira, legítima herdeira da escravidão.

Por isto, a atenção das mídias, dos magnatas bilionários de imprensa e de seus empregados de confiança a mais um depoimento do doleiro Alberto Yousseff, em Curitiba. A imprensa burguesa espera por delações que atinjam a presidenta Dilma Rousseff para se iniciar o processo de impedimento, bem como desconstruir a imagem de Lula, pois este político pode ser candidato a presidente, em 2018, com muitas possibilidades de vitória.

Acontece que o juiz Sérgio Moro vai ter de comer muito feijão para poder extinguir o maior partido trabalhista e de esquerda do País, sem, entretanto, ser legalmente e duramente questionado. Dizem que decisão judicial não se discute. Por sua vez, decisão político-partidária se discute. Quando um juiz resolve ser um andarilho dessas veredas tortuosas, é sinal de que ele resolveu sair de sua confortável redoma judiciária para encarar as agruras e os obstáculos da política.

Mais do que Dilma, o alvo é Lula. Temos uma burguesia que insiste em tratá-lo como “peão” de fábrica e não como um ex-presidente reconhecido internacionalmente e que saiu do poder com 92% de aprovação. Arrogante, a Casa Grande se reporta ao político trabalhista como se ele, um dos maiores presidentes que governaram a República Federativa do Brasil, fosse medrar ou simplesmente baixar a cabeça. Ledo engano. Lula tem seus defeitos, mas, seguramente, a covardia não é um deles. A verdade é que a direita que está a fazer o papel de juíza no Paraná está com muita dificuldade para provar o envolvimento dos mandatários petistas com corrupção e por isto está a rasgar a Constituição e o Código Penal.

É como se a direita, de forma uníssona, se transformasse no ex-governador do Pará e ex-ministro da ditadura militar, Jarbas Passarinho, que, de acordo com os historiadores, afirmou ao presidente, marechal Costa e Silva, quando da assinatura do Ato Institucional nº 5: "Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência”. E é exatamente assim que o PSDB e seus aliados da Justiça e do MP agem e se comportam. Às favas a legalidade constitucional e a estabilidade institucional. O que vale é derrubar o PT do poder mesmo com as eleições encerradas.

Às favas os mais de 54 milhões de votos concedidos à Dilma Rousseff pelo povo brasileiro. Às favas a autoridade dos tribunais superiores, a exemplo do STF e do STJ. Às favas as decisões do STF e da PGR contra o impeachment de Dilma e o indiciamento de Lula sobre supostos crimes que os mandatários trabalhistas cometeram. Às favas o direito de defesa de quem é acusado por um doleiro criminoso, que foi preso em 2004, fez deleções à Justiça e incorreu em novos crimes, até ser preso novamente, sendo que a intenção dos togados do Paraná é incriminar o PT, derrubar a presidenta Dilma e inviabilizar a candidatura de Lula, em 2018. Só não enxerga quem não quer. Ou enxerga, mas, hipócrita, aposta no golpe e na ilegalidade.


Yousseff é dos tucanos. Sempre o foi. Doleiro velho conhecido deles. E o PSDB, os jornalistas dos magnatas bilionários e seus togados vestidos de preto fingem que não sabem dessa história. Todos a dar uma de joão sem braço. Engessar o Governo popular de Dilma é de enorme necessidade política para a oposição. Por seu turno, mais do que engessá-lo é imperativo destruí-lo para depois fazer do PT um partido extinto em pleno regime democrático e de direito. O doleiro é cúmplice do PSDB, que a imprensa de mercado e a direita partidária resolveram sacrificar. Yousseff é cria do PSDB. É isso aí

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Coxinha paneleiro e analfabeto político bate na panela de barriga cheia porque sente ódio da inclusão social

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

 
Estou a ver televisão, quando é anunciado o programa político do Partido dos Trabalhadores. De repente, alguns vizinhos do prédio onde moro e dos edifícios circunvizinhos começam a bater em panelas, frigideiras, fôrmas, caçarolas e tambores. Sim... Tambores? Afinal, trata-se da tribo dos coxinhas paneleiros, que remonta, por intermédio do som de um batuque mequetrefe e desprovido de ritmo e harmonia, as origens e os sentimentos mais antigos da humanidade — os mais ferozes e inconfessáveis.

Reacionários e rancorosos em crise de identidade, porque portadores de uma depressão psicossocial sem precedentes, os coxinhas paneleiros, moradores dos bairros de classe média, média alta e ricos nunca passaram fome na vida e, ignorantes, não percebem o quão ridículo é bater em panelas, um símbolo de protesto dos povos latino-americanos reprimidos pelas ditaduras ou pelos pobres, que ocupavam as praças, a realizar os “panelaços”, porque realmente sentiam fome. Uma fome generalizada até os idos da década de 1990, quando a América do Sul, por exemplo, foi varrida em sua dignidade por causa de presidentes ou mandatários neoliberais que conquistaram o poder e “ferraram” com seus povos e países, a exemplo de FHC — o Neoliberal I.

Agora e neste momento, os coxinhas batuqueiros de panelas estão a demonstrar uma profunda depressão cívica, que contamina seus humores e cérebros, que não conseguem ao menos debater o País e perceber, inclusive, que suas vidas melhoraram de forma real, na prática e no dia a dia. Porém, a vitória de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves causou um pânico e inconformismo a essa gente fútil e deslumbrada, que sonha em ter ascensão social para frequentar a classe A. Este é o sonho “dourado” de nove entre dez coxinhas ritmistas de panelas de marca e que reluzem como as luzes da ribalta de suas lindas salas refrigeradas e repletas de quadros, abajures e candelabros.

Trata-se da depressão da “coxada”, que se sente profundamente traída pelos governos petistas por ver empregados braçais, gente de origem humilde e trabalhadores em geral a ocupar os espaços públicos e alguns privados até então destinados “somente” para a pequena burguesia de temperamento feroz e intolerante, ao ponto de mandar a educação às favas, além de xingar e vociferar contra tudo e todos, com palavrões e palavras ríspidas as pessoas que não compartilham com suas concepções políticas e ideológicas notadamente ridículas, pueris, sectárias, provincianas, racistas, que formam o conjunto de seus preconceitos e violências.

Lamentável é a ignorância social e histórica dessa gente de alma pequena, mas mesquinhez e insensatez gigantescas, bem como se apresenta em forma de desfaçatez e infâmia o analfabetismo político desse grupo social aliado dos interesses dos ricos e dos muito ricos. Coxinhas paneleiros encolerizados, donos de bons empregos, que viajam e compram o que desejam, passam a bramar e a esbravejar com a barriga cheia de comida e bebida, mas os cérebros vazios de ideias, de conhecimento, de generosidade e sensatez. Trata-se do dantesco em toda a plenitude de sua estupidez.

Enquanto isto, a imprensa burguesa, leviana e venal, fonte de informação preferida dos coxinhas paneleiros que conhecem Miami e desconhecem as realidades do Brasil e de seu povo, fica a cantar loas e boas a um panelaço promovido por burgueses e pequeno burgueses, nos melhores bairros das capitais do País, como se fosse um protesto do povo brasileiro, que votou em Dilma e não em Aécio Neves, candidato da direita, das oligarquias e dos coxinhas paneleiros de classe média, que jamais vão ser ricos e, consequentemente, não frequentarão os saraus, a comezaina, os regabofes e a papança dos ricos e dos muito ricos. É melhor os pais coxinhas avisarem seus filhos coxinhas sobre esta dura, porém, verdadeira realidade. Coitados...

A verdade é a seguinte: os coxinhas paneleiros de péssimo ritmo e harmonia estão cagando e andando para a corrupção e para “tudo o que está aí”. Se estivessem, eles iriam bater tanto nas panelas, que não sobrariam mais tão importantes objetos no mercado consumidor. Afinal, e imaginem, se tais coxinhas revoltados resolvessem ter, enfim, uma pauta séria de reivindicações e exigissem à base da porrada em panelas a investigação, a denúncia, a acusação, o julgamento e a prisão de todos os corruptos, inclusive da oposição, leia-se PSDB, DEM, PPS(PSB), PRO, SD etc., além de empresários de outros setores da economia, que não sejam apenas da construção civil, a exemplo dos magnatas bilionários de imprensa, que estão nas listas dos escândalos HSBC e Zelotes.

Imagine os coxinhas paneleiros de janelas e varandas, seres humanos(?) completamente despolitizados e que viajam todo o dia na maionese, exigir com porradas em panelas, que antes estavam abarrotadas de comida boa e saborosa, a prisão dos responsáveis pelos roubos da Lista de Furnas, do Banestado, do Trensalão, do Metrozão, do maior roubo do mundo: a Privataria Tucana, do Mensalão Tucano, da sonegação da Rede Globo referente à Copa do Mundo de 2002, dentre inúmeros casos, acusações e denúncias, que a PGR, o MP, o STF, a Receita, a PF resolveram congelar. Só não me perguntem se essas instituições fazem política ou se aliaram à oposição aos Governos do PT. O que você acha, cara pálida?

Então, se já imaginou, imagine também se os coxinhas paneleiros, cujas “revoltas” são, sobretudo, seletivas, resolvessem acabar com os fundos de suas panelas porque estão “putos” da vida com a Lei da Terceirização, que prejudica a classe trabalhadora, com os aeroportos construídos em fazendas de parentes de Aécio Neves, com o massacre dos professores do Paraná, com a falta de água e de planejamento do governo de São Paulo, à frente o governador tucano Geraldo Alckmin, ou com a dengue que infestou o estado bandeirante, o mais industrializado do País, cujo povo está a ser comido por mosquitos, que lhes dão em troca dor e febre.

Não. De forma alguma. E a reforma política? Os coxinhas berram por ela nas ruas, mesmo sabendo que o financiamento privado de campanhas é o maior responsável pela corrupção, como informa, inapelavelmente, o noticiário sobre os escândalos? A resposta é um sonoro não! Os coxinhas paneleiros são reacionários e amargurados, quiçá, violentos. Apostam no atraso e no retrocesso e só faltam gritar, a pleno pulmões, “Mamãe, eu quero o meu Brasil sectário e elitista de volta!”, para logo complementar: “Eu quero a minha universidade pública, o meu bairro, o meu aeroporto e aviões, o meu shopping, o meu cinema, bar e restaurante, a minha loja de eletroeletrônicos e de carros de volta, porque somente eu e os meus podem usufruir das coisas boas da vida!”


Por fim, o revoltado coxinha paneleiro e seletivo dá um altissonante rugido: “Eu não quero — acredite, é sincero e pra valer o preconceito enraizado e a hipocrisia que sinto — ver a minha empregada doméstica, o meu mecânico e o meu porteiro em Paris, Miami, Londres e Nova York. Tudo, menos isto. Do contrário, prefiro a morte!” E assim segue o Brasil, que, em 2018, vai realizar outra eleição presidencial. Os coxinhas das revoltas seletivas ainda vão bater muito em suas panelas chiques e de grife. O melhor a fazer é entrar em uma escola de samba ou bloco carnavalesco e treinar a batucada. Ou usar as panelas para cozinhar. É isso aí.         

segunda-feira, 4 de maio de 2015

PT, Ideologia e política, direita inimiga do Brasil, esquerda no poder e luta pelo socialismo

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre


O negócio é o seguinte: o Brasil está a passar por um processo de profundas mudanças, que vai durar, até se completar, muitos anos, quiçá, décadas. Este processo é o mais complexo, o que gera mais reações e o que mais revolta os “bem-nascidos”, os ricos, os que controlam os meios de produção, aqueles que são chamados de “elites” e fazem parte da plutocracia ou servem a ela, como seus executivos ou nos papéis de servidores públicos de alto escalão e peças-chave dos interesses da burguesia, a exemplo dos delegados aecistas da Polícia Federal, de promotores do Ministério Público e de juízes, principalmente os dos tribunais superiores, como o STF, o STJ e o TSE, sem generalizar, evidentemente.

Não esqueçamos também que muitos membros da Receita Federal também trabalham em prol dos interesses do grande empresariado, de partidos conservadores e de oposição, como o é, sem sombra de dúvida, o PSDB, partido que jogou ainda na década de 1990 a social democracia no lixo e que há mais de 20 anos é o legítimo representante da sociedade de classes imposta por um sistema de capitais que favorece apenas 1% da população, casta esta que tem o apoio, inacreditavelmente, de coxinhas de classe média, que, lamentavelmente, repetem e repercutem como papagaios de piratas os valores e os princípios de uma burguesia cujos princípios se resumem a dois: explorar ao máximo a classe trabalhadora e resolver os antagonismos e conflitos sociais com os porretes das polícias e da imprensa de mercado, em forma de manchetes, manipulações e mentiras.

Sabedora de que os tempos são outros, a grande burguesia, que integra o establishment em termos mundiais, percebeu que somente por intermédio dos partidos de direita não conseguiria combater um partido do tamanho e força do PT, histórico, socialmente orgânico, ligado umbilicalmente à classe trabalhadora, cujo líder é um político carismático, de esquerda, trabalhista e socialista. Tudo o que a direita historicamente escravocrata e violenta deste País detesta, e, por sua vez combate, sem trégua, os políticos e os partidos populares que conquistaram o poder central desde quando o estadista Getúlio Vargas “apeou do cavalo” a República Velha, por meio da Revolução de 1930.   

O PT, ao conquistar o poder, com disposição para fazer as reformas necessárias para que o povo brasileiro tenha acesso a uma vida de melhor qualidade e o Brasil se desenvolva sua economia, em setores como infraestrutura, saúde e educação, mexeu em um vespeiro sem tamanho e com poder para tentar todo tipo de golpes baixos, inclusive apostar na “intervenção militar”, um eufemismo hipócrita e barato para se tentar um golpe militar e utilizado, de forma cínica, pelos coxinhas fascistas que andaram a perambular, ridiculamente, as ruas das capitais deste País, porque, seis meses após as eleições presidenciais vencidas pela quarta vez consecutiva pelo PT, políticos derrotados, como o tucano Aécio Neves, juntamente com seus aliados exemplificados nos partidos de oposição, nas mídias de mercado e em setores públicos, como o MP e o Judiciário, ainda não conseguiram digerir a derrota.

Enquanto isto, o Governo Trabalhista de Dilma Rousseff luta para não ficar parado e ter seu programa de governo engessado por uma direita que se recusa, terminantemente, aceitar um Brasil democrático, justo, que inclua as pessoas ao invés de excluí-las, como sempre se fez desde quando os portugueses aportaram em Porto Seguro, na Bahia. Lula e Dilma apenas estão a dar sequência ao que foi interrompido, abruptamente e violentamente, em 1964, quando as “elites” deste País traíram a Pátria brasileira ao se aliar aos Estados Unidos para derrubar João Goulart, do PTB, um presidente constitucional, eleito legalmente, com maioria de votos, inclusive com mais votos do que Jânio Quadros, que renunciou.

Naqueles tempos os candidatos a vice-presidente eram eleitos pelo voto direto. Jango também teve mais votos do que Juscelino Kubitschek, em 1955, seu colega de chapa, mais conservador politicamente. Fatos esses indiscutivelmente históricos e que, sobretudo, evidenciam que a esquerda e os trabalhistas quando tem em seus quadros líderes nacionalistas compromissados com o Brasil e seu povo, tornam-se quase que eleitoralmente invencíveis. E por quê? Porque não tem como a maioria da população brasileira, que pertence às classes populares, não diferenciar, não perceber quando um político é ligado aos seus interesses do que aquele candidato que visivelmente é compromissado com a banca, ou seja, com os interesses da burguesia, das classes privilegiadas e dos poderosos conglomerados econômico-financeiros nacionais e internacionais.

E é exatamente esta realidade que acontece quando políticos nacionalistas e que tentam distribuir renda e riqueza experimentam, a seguir: tentativas de impeachment; golpes jurídicos; golpes de estado; ataques diuturnos por intermédio de manchetes e matérias da imprensa empresarial e alienígena dos magnatas bilionários; seletividade lamentável, criminosa e nada republicana da PF, da Justiça e do MP, quando se trata de fazer o “jogo” da oposição burguesa, ao apurar, investigar, denunciar, julgar e punir com prisão apenas os membros de governos trabalhistas e populares, porque o que está realmente em jogo é a permanência do Brasil como um País atrasado e que atende somente às demandas da Casa Grande ou a continuidade dos avanços sociais, econômicos e financeiros, conquistados pelos cidadãos brasileiros nos últimos 12 anos.

Não se trata meramente de conquistas aleatórias, porque elas tiveram seu início, efetivamente, no já longínquo ano de 1930 e continuaram a ser realizadas e concretizadas até 1954, quando o trabalhista Getúlio Vargas se matou com um tiro no coração. O tiro que adiou por dez anos o golpe militar, que ocorreu em 1964, com o propósito de estancar os avanços sociais e econômicos que já estavam a acontecer. Após a tomada do País pelos militares e empresários, o Brasil ficou à mercê dos ditames casuísticos e vampirescos do mercado por longos 38 anos, quando o trabalhista e socialista Luiz Inácio Lula da Silva conquistou, por intermédio do PT e de seus aliados, a Presidência da República.

O cargo mais alto e importante do Brasil voltou a ser ocupado por um presidente popular, mais do que popular, por um mandatário saído, realmente, do ventre do povo brasileiro, que é muito melhor, muito maior e incomparavelmente mais chique e corajoso do que a burguesia e a pequena burguesia (coxinhas) juntas, de modos e matreirices bregas e mequetrefes, rastaqueras e violentos, além de entreguistas, racistas e classistas, porque, irremediavelmente, sectários e patrimonialistas, subservientes e subalternos, pois traidores da Pátria, bem como portadores de inenarráveis e incomensuráveis complexos de vira-latas.

A resumir: as “elites” que a burguesia e o establishment norte-americano e europeu não querem se transformar jamais, porque apesar de ideologicamente reacionários, ao menos são nacionalistas e historicamente lutaram pelo desenvolvimento de seus países e povos. Coisa que não acontece com a medíocre e incompetente Casa Grande tupiniquim, pois simplesmente, mas, com efeito, ela nunca pensou o Brasil e jamais vai pensá-lo, porque sua alma é escravocrata, mesquinha e predadora. Coitado do País que possui em suas terras uma classe dominante tão medíocre e irresponsável como a brasileira.  

Os donos do status quo, que não sonham e que secularmente tentam diminuir a amplidão dos sonhos daqueles que lutam por um Brasil mais democrático e com inclusão por meio de justiça social. Engana-se aquele que pensa que a evolução dos povos e das sociedades possa ser cristalizada ou congelada. Tentar barrá-la é antinatural e não convém à natureza dos seres vivos que formam o conjunto da humanidade. Quem pensa dessa forma rasa, mesquinha e que destoa, inapelavelmente, da verdade histórica da humanidade, está a dar um tiro no próprio pé. Por isto, vos direi: a retomada do poder por políticos e lideranças trabalhistas e esquerdistas significa a evolução da sociedade brasileira, que há mais de 12 anos elege governantes compromissados com o desenvolvimentismo, teoria e prática efetivada por políticos, economistas, administradores e pensadores que acreditam que as necessidades e as demandas humanas estão acima dos números e dos índices tão vergonhosamente colocados acima dos sonhos e das expectativas humanas pelos neoliberais, os fanáticos e fundamentalistas do mercado, os monetaristas senhores da guerra, em todas suas estúpidas formas e ações, bem como aqueles que tem como princípio moral e ideológico o péssimo, mas sábio adágio popular, que resume de forma simples e inteligente o que essa gente, sem eira nem beira, realmente pensa, apesar de suas mirabolantes “fórmulas” para enganar os trouxas, os afoitos, os desinformados, os apressados e os coxinhas: “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

Por tudo isto e por causa disto, o sapiente povo brasileiro, mesmo se não conhecer a fundo a história deste poderoso País de língua portuguesa, sabe o que faz quando escolhe suas opções. E por quê? Porque este povo varonil, como afirma o hino, conhece profundamente as suas dores e as dificuldades pelas quais passou e vai passar. Por causa deste motivo, e somente isto basta, porque é tudo, que a direita não consegue vencer as eleições presidenciais, mesmo a ser dona de uma parafernália midiática agressiva, manipuladora e mentirosa, uma verdadeira máquina de moer reputações e destruir, sem trégua, aqueles que ela considera seus inimigos econômicos e políticos.

A burguesia e seus cupinchas replicadores de suas ideias e valores viciados e distorcidos compreendem a situação e estão desesperados, porque Lula, se estiver bem de saúde, vai concorrer às eleições de 2018. E o povo, como afirmei anteriormente, sabe onde o calo aperta e dói. Sem conhecer com detalhes a história do Brasil, por sua vez, compreende que Lula e Dilma são os herdeiros dos legados dos governos Getúlio e Jango, ou seja, voltados aos interesses da Nação, da luta por sua independência e emancipação definitiva do povo, que é o sonho maior de todo brasileiro democrata, nacionalista e humanista, disposto a cortar as amarras, e, com efeito, lutar em prol do desenvolvimento total do Brasil, um País violento e vítima das desigualdades sociais e regionais.

De forma alguma se deve permitir que a agenda direitista, que aposta no atraso e no retrocesso, seja vitoriosa, e, consequentemente, imponha um projeto neoliberal, que se mostrou, em âmbito mundial, um fracasso retumbante, porque propõe e, o pior, efetiva a concentração de renda e riqueza, bem como vincula e subordina a diplomacia e o comércio exterior brasileiros aos interesses estrangeiros. Entretanto, os governos trabalhistas, do PT, tem lutado para que haja mais justiça social no Brasil. É o que está a ser feito. A duras penas, devagar, mas de forma sistemática e consistente. E é exatamente esse processo que a direita quer parar, custe o que custar. É o seu infame papel histórico.

Contudo, certos setores da esquerda ainda não tiveram a compreensão e a dimensão do que os governos trabalhistas estão a enfrentar. Se alguns a tiveram, é porque, de livre escolha, pularam o muro e resolveram, muitos deles até sem querer, aliar-se ao outro lado, o lado da reação conservadora. O “sem querer” não reflete os casos, por exemplo, de Marta Suplicy e do falecido Eduardo Campos, que, deliberadamente, tornaram-se oposição, sendo que ela está a fazer o jogo da direita. Vaidade, picada de mosca azul e ambição desmedida, que colocaram em risco a eleição de uma presidenta compromissada com o desenvolvimento do Brasil, como Dilma, bem como denota a fogueira das vaidades, o inconformismo e o rancor de uma política petista que retorna para o berço da burguesia e atrai os votos de uma esquerda cor de rosa, desencantada com os tucanos e que na verdade sonha com a social democracia e não com o socialismo científico e real.

Penso no socialismo democrático, porque os tempos de hoje não comportam o socialismo iniciado na segunda década do século passado. Entretanto, o socialismo mantém sua essência, que é exemplificada na luta constante e sistemática por uma sociedade que inclua as pessoas, onde a renda e a riqueza sejam divididas de forma mais equânime, e que a Judiciário, seguramente um dos pilares de qualquer democracia e nação, deixe de ser um braço da burguesia brasileira e passe a ser um poder da República que atenda aos anseios e à fome de justiça do povo brasileiro, fato este que, irrefragavelmente, não ocorre.

A luta política e pelo poder se dá nesse campo, porque o Executivo e o Legislativo, apesar de suas falhas e defeitos, são poderes abertos, já democratizados, expostos ao público, alvos de críticas e que cortam na carne quando necessário se faz afastar algum membro que “pisou na bola”. É o que não acontece com o Judiciário e seus juízes, que querem, nitidamente, transformar o Brasil em uma “República de Toga”, juntamente com procuradores e promotores vaidosos e muitos deles irresponsáveis, que estão, sem sombra de dúvidas, a partidarizar o MP e a ideologizar suas ações e a criminalizar a política. É o fim da picada. E quem vai processar essa gente, que, atrevidamente e ousadamente, quer combater um governo eleito pelo voto popular? Um governo cuja presidenta está a pôr na cadeia, por intermédio das investigações e repressões da PF, os ladrões de colarinhos brancos do dinheiro público.

As eleições de 2014 provaram e comprovaram que procuradores, policiais e juízes resolveram desfilar na passarela da política de saltos altos sob as luzes da ribalta. Seria cômico e surreal se não fosse trágico. E quem vai parar essa gente que trabalha como um justiceiro de máscara de filmes de heróis e vilões? Quem? Respondo: os órgãos de controle dessas instituições, que não devem jamais tergiversar sobre o que está escrito na Lei Magna e em seus estatutos corporativos, porque maior do que os homens e as mulheres componentes dessas instituições republicanas é a sociedade, ou seja, o povo brasileiro, único soberano, porque é dele que emana o poder. Ponto.  

Todavia, o socialismo não acabou, como pregam os lorpas e os pascácios da direita partidária e midiática, ideologicamente e intelectualmente sofríveis, porque não compreendem nem o que é o liberalismo e o neoliberalismo econômico, que nos países mais avançados sempre preservaram a educação de boa qualidade, equacionaram com maior sensatez a renda, os salários e primaram pela lógica de que bons empregos e melhores condições de trabalho vão permitir, como permitiram, o desenvolvimento de seus negócios, o lucro, e, consequentemente, o desenvolvimento de seus países, o que redunda em um sentimento coletivo de satisfação e paz social.

E é o que o PT tem feito, mesmo a ser de esquerda, porque a lógica dos socialistas democráticos e dos trabalhistas é melhorar as condições de vida da população e favorecer o desenvolvimento, por meio do fortalecimento do comércio interno, de investimentos estrangeiros que agregam valores e conhecimentos e das relações comerciais ampliadas, como fez Lula, político estadista, em parceria com o grande Celso Amorim, chanceler que compreendeu que o mundo mudou com o advento da derrubada das torres gêmeas nos Estados Unidos e com a crise econômica de 2008, que até hoje não foi debelada e que prejudica, e muito, os povos dos países considerados desenvolvidos.

A direita — a burguesia brasileira — é burra, porque nunca colocou em prática o que fez a direita dos países mais avançados. A Casa Grande desta Nação brasileira é pária, subalterna, subserviente e eternamente periférica. Sente-se satisfeita com as sobras dos países ricos e, para manter o status quo, reprime e rouba seu próprio povo, além de se aliar, desavergonhadamente, com os interesses da “gringada”, que ela tanto admira, ao ponto de sempre quando tem oportunidade tenta “abraçar o Mickey para dar uma de pateta”, enquanto o rato rouba-lhe a carteira. E ela ri e não reage, porque inexiste em nossa burguesia fibra e vergonha na cara. Comporta-se com intolerância e perversidade com os mais fracos e pobres. Por sua vez, abre as pernas para os ricos, ainda mais quando o rico é estrangeiro, de preferência dos Estados Unidos ou Inglaterra.

É uma lástima a direita, pária e apátrida, porque não racionaliza o porquê de pensar o Brasil. Por não racionalizar, nunca teve projeto para o País  e não gosta de seu povo inteligente e trabalhador, ao tempo que adora ganhar bilhões e explorar até o último suor daqueles que são responsáveis maiores pelos seus lucros exorbitantes: os brasileiros. Esta falta de visão e discernimento, só que de outro jeito e maneira, atinge também certos setores da esquerda, que se bandearam para o campo conservador, inclusive nas crises precedentes à morte de Getúlio Vargas e que se repetiram no Governo de Jango. O Partido Comunista, por exemplo, além de outras siglas de esquerda, combateram Getúlio ferrenhamente, caso similar ao que fez o PSOL, o PSTU e por fim o PSB nos tempos atuais.

Não perceberam que se alinhar às vozes da direita por causa de doutrinas e de espaços por poder é o caminho para o túmulo de governos populares, trabalhistas ou de esquerda, conforme o caso de cada presidente em seu tempo histórico. É tudo o que a direita quer. E quando ela consegue seus objetivos, a primeira coisa que os direitistas fazem é perseguir, cassar, exilar, torturar e até mesmo matar seus adversários esquerdistas, inclusive aqueles “tontos” que com os reacionários compartilharam o combate aos governantes trabalhistas que chegaram ao poder.

O gaúcho Luís Carlos Prestes, o comunista mais notório da história do Brasil, disse uma vez, no tempo em que ele deu apoio ao PDT de Leonel Brizola, que muitos anos depois ele percebeu essas tolices da esquerda quando se divide e faz coro, inadvertidamente, com a direita. O PT tem projeto de País. A verdadeira direita sabe disso. Por causa disto é que o Partido dos Trabalhadores é tão combatido. É isso aí.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Francischini é o brucutu da porrada. Richa é o mandante truculento. Ambos iguais

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Richa e Francischini: a educação por intermédio da porrada.
Beto Richa é playboy, tal qual a Aécio Neves e Cássio Cunha Lima. Eles se divertem e curtem as suas “douradas” vidas, adoidados, sempre em cargos eletivos e de relevância, como os de governadores e de senadores. Nunca moveram uma palha para se elegerem e pegaram a carona político-partidária de seus pais e avô, Tancredo Neves, Ronaldo Cunha Lima e José Richa. Politicamente são mais conservadores que seus progenitores, apesar de serem de uma geração mais jovem.

Viveram a vida inteira no high society, em baladas e festas, não conhecem as dificuldades pelas quais passam a maioria dos brasileiros, bem como não compreendem a dor alheia, porque viveram, de forma ampla, em um mundo hedonista, privado, sectário e dedicado a poucos, com a cooperação do Estado, transformado em patrimonialista, ou seja, direcionado para atender às demandas da alta burguesia, da qual fazem parte esses três políticos criados a pão de ló, farinha láctea e todo tipo de achocolatado, para que esses meninos, coxinhas, crescessem e se divertissem como chefes de governos de estados.

Contudo, o assunto é o senhor playboy Beto Richa, autêntico político autoritário e despido de quaisquer sensibilidades sociais. Há anos este filho das elites escravocratas e inquilino da Casa Grande tripudia contra o povo paranaense, de forma fascista e virulenta. Richa, o playboy das Araucárias, considera que negociar é ser derrotado, porque em sua cabeça reacionária e conservadora, os trabalhadores não passam de mão de obra barata para alimentar a opulência e a fartura das classes sociais abastadas, que, divorciadas dos interesses do Brasil, pisoteiam os mais fracos e violam todos os códigos da civilidade, de honra e respeito.

E por quê? Porque não é normal e nem civilizado que tal brucutu, a ter como seu assecla, o violentíssimo, pois truculento, o secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, um valentão acusado de horrores praticados, como os acontecidos quando ele andou pelo Estado do Espírito Santo. Além disso, tal ser bestial conspirou efetivamente em Brasília para que o governador do DF, o petista Agnelo Queiroz, fosse derrubado do poder, ao ponto de Francischini pensar em concorrer ao cargo de governador da capital do País, mesmo a ser um político do Paraná.

Lamentáveis são as cenas de barbáries praticadas por essa dupla dinâmica às avessas, que, perversamente, mandou “sentar” a porrada em trabalhadores da Educação, em estudantes e em quem quer que seja, se ousasse a questionar o governo direitista, violento e autoritário de Beto Richa e Fernando Francischini, este último que, na maior cara de pau, ainda almeja concorrer às eleições para prefeito de Curitiba, depois de a polícia comandada por esse político de perfil fascista ferir mais de 200 pessoas e sangrar dezenas e dezenas de professores, como não deixam margem a dúvidas as fotos e as filmagens dos massacres perpetrados pela polícia do Paraná, a mando de Richa e Francischini.

O bate-pau Francischini, o que “enfiou” um monte de parlamentares mequetrefes em um camburão para eles votar contra os interesses dos trabalhadores, mas que, por sua vez, foi impedido por um único servidor de se aproximar do carro por intermédio de um simples empurrão. O valentão do Paraná correu feito uma lebre velocista, em um medo que não condiz com sua condição de policial e muito menos com seus discursos — verdadeiras odes à violência, à macheza, ao “prendo e arrebento”, à desfaçatez e à falta de consideração e respeito.

A estupidez, a intolerância e a intransigência tucana é o DNA do PSDB e de seus congêneres, a exemplo do DEM, do SD, do PPS, que foi anexado pelo PSB, partido que abraçou com força a direita e traiu a aliança de 30 anos com o PT, a jogar sua história no lixo e deixar, sobretudo, sua militância perplexa ao tempo que admirada com tanta leviandade, ausência de discernimento político e percepção histórica, bem como a incontrolável vontade de servir, como um cão de caça, à sua nova patroa: a plutocracia e seus meios de comunicação privados e alienígenas.

Richa é um estúpido, no sentido literal da palavra. Somente um mandatário estúpido, em plena democracia, com as instituições a funcionar a toda prova, apesar das crises reais, artificiais e superdimensionadas por uma imprensa meramente de negócios privados, nomearia para ocupar o importante cargo de secretário de Segurança um homem da estirpe de Francischini, de passado sombrio, no que diz respeito à violência e à falta de discernimento sobre as questões e os antagonismos sociais, além de não ter a compreensão de que um político real e consciente serve aos interesses do povo, dos trabalhadores e não do status quo — do establishment.

Por seu turno, percebe-se nitidamente que o Paraná está à frente da reação contra a vitória do PT nas eleições presidenciais. Hoje, politicamente, o Estado sulista é mais agressivo que São Paulo, berço dos tucanos de alta plumagem e que também estão inconformados com quarta derrota consecutiva para o PT. O Paraná sempre foi conservador. É histórico. Todavia, o histerismo da direita paranaense ultrapassou todos os limites do que é civilizado e sensato, até porque a democracia tem regras, que são subordinadas à Constituição e ao Estado Democrático de Direito.

O Paraná se transformou em um Estado golpista e inconformado tanto quanto o playboy Aécio Neves, que desde sua derrota em outubro não pára de falar em impeachment contra uma mandatária legalmente eleita com mais de 54 milhões de votos e que não cometeu crimes de responsabilidade. O senador Aécio se transformou em um golpista, enquanto seu avô, Tancredo, sempre combateu golpes, desde os tempos do estadista e trabalhista gaúcho, Getúlio Vargas. É o fim da picada e um deboche contra a memória do antigo político mineiro, que, se vivo fosse, ficaria de “cara” com as diatribes e a alma de mau perdedor de seu neto, boêmio do Leblon e de Ipanema.  

E o Paraná continua a trilhar por veredas tortuosas em prol dos interesses do establishment nacional e internacional, a combater no campo do Judiciário e do MP o Governo Trabalhista, a fazer indevidamente política e a se intrometer em questões administrativas referentes às decisões de um governo ou de um presidente eleito, no caso a presidenta Dilma Rousseff.    

Autoridades como o juiz Sérgio Moro, os delegados aecistas da PF, que fizeram campanha contra a presidenta Dilma e ofenderam o ex-presidente Lula, mesmo a investigar um caso oficial grave, como a operação Lava Jato, estão indelevelmente a fazer política, e de oposição ao Governo. É nítido. Visível. Só não vê quem não quer ou não tem um mínimo de discernimento ou de conhecimento sobre a política brasileira e o nosso Judiciário.

Além do mais, autoridades estaduais e influentes, exemplificadas no governador e no secretário de segurança estão mancomunadas com essa gente, porque os interesses são os mesmos: derrubar a presidenta Dilma ou macular sua imagem, desqualificando-a, desvalorizando-a, a desconstruí-la, com o propósito de engessar seu governo e colocá-la até o fim de seu mandato em uma redoma infernal, de forma que quando acontecerem as eleições de 2018 o PT e suas lideranças não tenham chances de vitórias. Se é contra o Governo Trabalhista e o PT, aí vale tudo.

Por seu turno, se é contra o PSDB e seus congêneres, o mundo se torna irreal, pois surreal, ao ponto de greves de categorias grandes e influentes praticamente não existirem para a imprensa empresarial no Pará, no Paraná e principalmente em São Paulo. E por quê? Porque são estados controlados por tucanos e tucanos são “puros”, “legais” e “probos”. Os magnatas bilionários de imprensa mandam seus empregados esconder os fatos e as realidades, afinal o PSDB não tem caixa dois e nunca existiu Mensalão tucano, além de outros inúmeros escândalos protagonizados pela tucanagem.  

E tudo isto com a complacência, a blindagem e a cooperação da imprensa dos magnatas bilionários, da Justiça e do MP. O governador Beto Richa e o secretário Fernando Francischini podem ser estúpidos, mas sabem que contam com a imprensa familiar amiga para cometer suas tiranias e sangrar os trabalhadores. Trata-se do Paraná do PSDB.  É isso aí.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Rollemberg trai e o PSB abraça a direita

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

PSB: DE SOCIALISTA À SOCIAL-DEMOCRACIA DE DIREITA.
O Partido dos Trabalhadores tem de se posicionar, de forma clara e objetiva, quanto a discernir, ponderar, avaliar e, consequentemente, perceber com lucidez e decisão de propósitos quem são seus inimigos e aliados para poder separá-los, além de reconhecer quais são os traidores de sua base, que se juntaram aos interesses políticos e econômicos dos partidos de oposição, ideologicamente conservadores e reacionários, bem como aos ditames de uma burguesia apátrida, antinacional, portanto, entreguista e golpista. 

A burguesia que tem como principal ponta de lança de seus interesses escusos e nada confessáveis a poderosa máquina midiática privada, controlada pelos magnatas bilionários de imprensa, que ora se esforçam para criminalizar o PT e, por seu turno, desconstruir a imagem da presidenta Dilma Rousseff, porque a intenção é fomentar um clima de crise política e institucional, artificial e sem fim, que favoreça a efetivação de um impeachment, a ter como fundo de pano a corrupção na Petrobras e as “pedaladas” fiscais, principalmente no tange ao uso de recursos da Caixa Econômica para pagar os benefícios sociais, fato este rotineiro desde a época do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.

Os dois pesos para um medida da oposição no que se trata a combater o governo trabalhista de Dilma se tornou uma música de uma nota só. A verdade é que se exauriu a tentativa e a má-fé por parte da imprensa familiar e da oposição demotucana no que diz respeito ao impeachment, que vai fracassar, a corrigir, já fracassou, porque até mesmo homens com poder e de oposição consideraram inviável o impedimento da mandatária, a exemplo do presidente conservador da Câmara, deputado Eduardo Cunha, do ex-presidente FHC, líder nacional do PSDB, do eterno candidato tucano, José Serra, além de juristas de renome e opositores do PT, nas pessoas de Miguel Reale Jr., Ives Gandra Martins e José Eduardo Alckmin.

Eles não acreditam no impedimento de uma presidenta que não incorreu em quaisquer crimes de responsabilidade, bem como jamais tergiversou quanto ao combate à corrupção, realidade esta que recrudesceu nos governos trabalhistas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, mandatários que juntos realizaram mais de três mil operações de combate aos crimes de corrupção, como não deixam margem à dúvida as prisões de empresários e executivos poderosos da iniciativa privada, além de servidores públicos de alto escalão, que há décadas roubavam a Petrobras, muito anos antes de o PT ter conquistado o poder presidencial.

Eis que após duas décadas de alianças e lutas políticas e eleitorais pelo poder, principalmente no âmbito federal, a partir de 2013 e 2014, políticos e partidos historicamente ligados às lutas populares e que se consideravam de esquerda resolvem se afastar do Governo Trabalhista e romper as alianças históricas em prol dos trabalhadores e dos interesses do Brasil. Muitos tiveram esta conduta no decorrer do tempo, a exemplo de Luiza Erundina, Luciana Genro, Heloisa Helena, Cristovam Buarque, Marina Silva, Eduardo Campos, dentre outros, que não tiveram a compreensão, apesar dos muitos erros do PT, que o Brasil avançou em direção ao seu desenvolvimento e independência.

Não entenderam realmente os avanços que, de uma forma ou de outra, ou às duras penas, estão a ser efetivados por intermédio de inúmeros programas, que se transformaram em uma gigantesca rede de proteção e inclusão social, concomitantemente à implementação de um projeto de País, fiscalizado pela CGU e demais órgãos de fiscalização e investigação do Governo Federal, cujos atos e ações são inquestionavelmente republicanos e públicos, porque os governos do PT deram publicidade à sua maneira de governar, por intermédio da criação do Portal da Transparência.

Trata-se da ferramenta de onde a imprensa meramente de mercado e de caráter alienígena retira suas informações, ao tempo que aproveita para elaborar suas reportagens oposicionistas e mequetrefes, cujo propósito é atacar o Governo Dilma, através de um portal que foi concebido no governo trabalhista de Lula. Durma-se com um barulho desses. A verdade é que a doutrina dos governos trabalhistas é a busca incessante pelo desenvolvimento, a luta pela igualdade de oportunidades, a fundamentar a efetivação de justiça social, bem como acabar com a pobreza extrema e fazer com que o Brasil deixe de ser uma Nação onde milhões de indivíduos são vítimas da fome, e, com efeito, não tem a mínima condição de ascender socialmente, porque quem sente fome não pensa, quanto mais vai ter força para estudar, trabalhar, e, por sua vez, melhorar de vida.

É dantesca ao tempo que quixotesca a falta de discernimento, a vaidade temperada pela burrice de certos indivíduos como Marta Suplicy, Paulinho da Força, Rodrigo Rollemberg e Carlos Lupi. Sempre foram políticos medíocres, alavancados pelas circunstâncias e conhecimento político junto às lideranças de seus partidos, no que é relativo ao apadrinhamento no começo de suas carreiras, bem como à “sorte”, no caso de Rollemberg, que viu, no decorrer dos anos, praticamente todas as lideranças político-partidárias do Distrito Federal se envolver em crimes de responsabilidade e denúncias sobre corrupção.

Imputações que terminaram em prisões, a exemplo de pessoas como Luiz Estevão e José Roberto Arruda, além de acusações gravíssimas a Gim Argelo, sendo que Joaquim Roriz e Paulo Octávio foram cassados ou destituídos de seus cargos eletivos, dentre muitos outros políticos que colocaram Brasília como um lugar de governantes criminosos e corruptos, posseiros violentos e ilegais de terras pertencentes ao Estado, além de patrimonialistas, sempre no olho do furacão, a pôr em risco a democracia, porque o Distrito Federal quase perdeu sua autonomia política e seus cidadãos o direito de eleger o governador e os deputados distritais.

O governador Rodrigo Rollemberg, apesar de sua mediocridade política, pois foi um péssimo deputado e senador, além de ficar em cima do muro, sempre soube ocupar os espaços, não conquistados por competência do atual mandatário do DF, mas, sobretudo, ocupados graças à incompetência e à vocação para o crime de certas lideranças de Brasília, que ficaram a cair, uma após a outra, em uma sucessão de miserabilidade política, que restou apenas a Rollemberg concorrer às eleições para governador com a faca e o queijo na mão.

Os fatos conspiraram a favor de Rollemberg, porque o petista, Agnelo Queiroz, apesar de seus reconhecidos equívocos políticos e a dificuldade para se defender de muitas acusações infundadas e perpetradas pela direita brasiliense, uma das mais reacionárias e violentas do País, foi alvo constante de uma das campanhas mais infames e sórdidas que se tem notícia no Distrito Federal durante todo seu mandato como governador. Desde o início aconteceu uma movimentação da direita, em termos nacionais, para que o Governo do PT no DF não conseguisse a reeleição, com a cumplicidade do PSB, ou seja, de Rodrigo Rollemberg, que se beneficiou de aliança com o PT e depois o traiu em âmbito nacional e regional. A resumir: Rollemberg tem compromisso com a burguesia e com seus projetos pessoais, como, por exemplo, ser candidato a presidente da República. Ponto.               

Agnelo Queiroz errou muito. Não reagiu à altura contra os diários conservadores Correio Braziliense e Jornal de Brasília, que sempre foram beneficiados pela publicidade e empréstimos estatais, bem como cresceram sob a proteção da ditadura militar. O petista se calou perante a TV Globo local, que tem como principal voz oposicionista o jornalista direitista, Alexandre Garcia, ex-porta-voz do governo do general João Figueiredo. Hoje, Garcia se comporta como o “baluarte” da moral e dos bons costumes, o que me leva a rir, quase gargalhar, quando ele demonstra “preocupação” com a educação, a saúde e a corrupção.

A verdade, pura e simples, é que tal jornalista de confiança dos Marinho apoiou todos os governos de direita desde a ditadura militar, exatamente os governos mais corruptos e violentos, que entregaram as nossas riquezas para os estrangeiros e ao empresariado nacional golpista e apátrida. Soa ridículo, mas tal desfaçatez e hipocrisia acontecem todos os dias de sua aparição na telinha global. Somente um ser alienado ou que compartilha com as “ideias” de Alexandre Garcia poderia acreditar na suposta “preocupação” de um executivo de confiança da Globo com os rumos do Brasil. Um homem que, indubitavelmente, nunca primou pela defesa dos interesses desta Nação. Duvida? Basta, então, pesquisar sua história e verificar o lado que o jornalista sempre esteve. Ponto.

Rollemberg, astuto e sorrateiro, calou-se. Não defendeu, em hipótese alguma, no plenário do Senado, o governador Agnelo Queiroz e o PT dos ataques virulentos da direita. Jamais o oportunista parlamentar do PSB moveu uma palha para proteger o governador e o partido que o ajudou, e muito, a se eleger senador. Praticamente sumiu da CPI do Carlinhos Cachoeira, Época (Globo) e Veja, quando Agnelo foi se defender e se saiu muito bem das armadilhas montadas pela direita golpista, pois queria derrubá-lo do poder. Anteriormente, Rodrigo Rollemberg traiu o PT nacional, o Governo Lula, a quem ele serviu como secretário da poderosa Secretaria de Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O político “socialista” sempre se beneficiou da força política e eleitoral do PT, pois também ocupou o cargo de Secretário de Turismo do Governo Cristovão, ex-político do PT e que hoje está no PDT, a fazer uma oposição rancorosa ao Governo Dilma, porque demitido por Lula quando era ministro da Educação, a ter um desempenho medíocre, retórico, pois sem objetividade, realidade esta que não ocorreu no período do atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, à frente da Pasta, que abriu as portas das universidades públicas e das escolas técnicas a milhões de brasileiros oriundos das classes populares, que jamais sonhariam um dia terem acesso a tantas oportunidades para se instruir e, por sua vez, melhorar de vida.

Rodrigo Rollemberg não é um socialista de fato. Nunca expôs suas ideias e muito menos combateu a direita enquanto titular dos mandatos de deputado federal e senador. Ingrato com seus aliados de esquerda, o governador do DF pagou com traição política ao PT e ao governador Agnelo Queiroz, no Congresso Nacional, e compôs com a direita na corrida presidencial de 2014. O socialista histórico e ex-presidente do PSB nacional, Roberto Amaral, lamentou a adesão do partido e de suas principais lideranças aos interesses da oposição de direita, e afirmou:

O PSB renasceu em 1985 como uma opção socialista e democrática no campo da esquerda. Este era o projeto original comandado por Jamil Haddad e consolidado a partir dos anos 1990 por Miguel Arraes. Da esquerda transitou para a centro-esquerda, e, com a última decisão de apoiar o candidato da direita (Aécio Neves/PSDB), optou claramente pelo campo do centro-direita. Esse novo partido não pode mais dizer-se herdeiro de João Mangabeira, nosso fundador em 1947, ou de Miguel Arraes, de cujo pensamento comum transformou-se numa contrafação. O PSB de hoje repudia tudo o que seus fundadores representam”.  

Roberto Amaral foi defenestrado e desconsiderado por Eduardo Campos, Beto Albuquerque e, evidentemente, Rodrigo Rollemberg, que levaram o partido de Jamil Haddad, Miguel Arraes e João Mangabeira para o campo da direita. Atualmente, o PSB é um partido conservador, cooptado pelo sistema de capitais e deslumbrado com o crescimento no Congresso e com a conquista de alguns estados e municípios. A sua bancada se alinha aos interesses do conservadorismo na Câmara e no Senado.

A coerência ideológica de Rollemberg tem a consistência de um sorvete que caiu no chão, a derreter em asfalto quente. Trata-se, sem sombra de dúvida, de um político de centro-direita e a serviço das oligarquias, mas com um discurso dúbio, afeito aos coxinhas de classe média, mas não àquele público que votou no PT e concedeu à Dilma Rousseff mais de 54 milhões de votos, por compreender que acima das disputas políticas e dos escândalos que servem como armas em forma de manchetes para a oposição de direita, aconteceram realisticamente os avanços sociais, na forma de inclusão de segmentos da sociedade brasileira que não tinham nem o direito de consumir quanto mais ascender socialmente.

Rodrigo Rollemberg é filho da oligarquia e, como tal, procede. Deveria assumir sua condição de político e governante que abandonou o socialismo e hoje compõe e defende os interesses dos mais ricos ou dos que sempre puderam mais. A inclinação do PSB para o conservadorismo é visível, porque a renovação de seus dirigentes partidários e que ocupam ou ocuparam cargos em prefeituras, governos estaduais, casas legislativas e ministérios se deu por intermédio de tecnocratas, principalmente em Pernambuco, estado que controla o PSB, mesmo após o acidente trágico que levou à morte o candidato Eduardo Campos.

Esses tecnocratas saíram direto de seus cargos e funções para a política. Esse processo se deu praticamente em todo o País, quando se trata do PSB. Os novos políticos do ex-partido socialista não foram forjados na luta partidária do dia a dia, bem como praticamente não conhecem a fundo a história do PSB, seus princípios ideológicos e políticos, porque não se dedicam a conhecer também as realidades sociais do povo brasileiro, que se apresentam e têm de ser solucionadas, com o objetivo de melhorar sua vida. O PSB é um partido que envelheceu em suas ideias e concepções e hoje é um inquilino da Casa Grande, em forma de engenho do ciclo da cana de açúcar.

A aliança com o conservador PSDB de Aécio Neves, depois de ser aliado de governos trabalhistas durante quase 12 anos, é um dos maiores absurdos e erros cometidos pela classe dirigente do PSB, uma legenda que traiu a si, aos outros e deixou sua militância perplexa. É imperdoável a postura irresponsável de um partido que se dizia socialista e que abandonou o projeto de País de governos que, apesar dos percalços, entraves e dificuldades, não foram cooptados pelo sistema de capitais, cujos porta-vozes são as mídias monopolizadas por meia dúzia de famílias que tem a ousadia e o atrevimento de considerar que o Brasil de 210 milhões de habitantes e a sexta economia do mundo é o quintal das casas delas. Seria cômico se não fosse surreal e trágico.


Os dirigentes atuais do PSB, à frente Rodrigo Rollemberg por ser governador e jamais por ser um pensador político e ideológico, porque ele, como o faz e sempre o fez a direita, recusa-se a pensar o Brasil, entregaram-se ao hedonismo coxinha, que é ideológico e tem como combustível o ódio, que fomenta os protestos da classe média brasileira nas redes sociais e nas ruas. Engana-se redondamente aquele que pensa que o sentimento da direita é de indignação, de injustiça e de dor quando protesta. Não, caras pálidas... É de ódio por ter percebido que o Brasil está a ser construído para todos e não apenas para as classes que sempre foram privilegiadas e favorecidas. O PSB escolheu seu caminho, e é exatamente o caminho por onde já trilhava há 500 anos a burguesia brasileira. Rollemberg trai e o PSB abraça a direita. É isso aí.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Moro é político e quer criminalizar o PT para derrubar Dilma

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre
 
Moro recebe o prêmio "Faz a Diferença" dos Marinho. Ele é o mais novo funcionário padrão da Globo.
O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, é um brasileiro que “faz a diferença”, como pretendem fazer crer as Organizações(?) Globo, useira e vezeira em premiar aqueles sujeitos que, de preferência, fazem oposição ao Partido dos Trabalhadores e investigam, prendem e punem somente autoridades ou pessoas ligadas ao PT, porque tal partido venceu quatro eleições presidenciais consecutivas, realiza administrações republicanas e faz um governo de inclusão social, com o enfoque para a igualdade de oportunidades, realidades essas que deixam por demais furibundas as oligarquias brasileiras, que se mostram presentes nos setores públicos e privados.

A verdade é que com a prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari, Moro fere gravemente o Governo Trabalhista, que desde a vitória eleitoral de Dilma Rousseff, em outubro de 2014, não teve um dia sequer de sossego para poder trabalhar a favor do desenvolvimento do País e da emancipação do povo brasileiro. Essa gente conservadora e reacionária, encastelada no Judiciário, no Ministério Público, nos partidos políticos de direita, na Polícia Federal dos delegados aecistas, na comunidade coxinha e, principalmente, nos meios de comunicação privados pertencentes aos magnatas bilionários de imprensa, tem apenas dois itens em sua agenda política: o golpe de estado e o impeachment de Dilma Rousseff.

Fascistas de carteirinha como o senador do DEM, Ronaldo Caiado, e playboys oportunistas, inconformados e furiosos com a derrota, a exemplo do senador Aécio Neves (PSDB), apostam todas suas fichas nesses dois processos draconianos, antidemocráticos e ilegais. Ilegais, sim, porque a presidenta Dilma não incorreu em malfeitos, não cometeu quaisquer corrupções e sua campanha eleitoral foi comprovadamente considerada legal, como apontam as resoluções quanto a isto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O presidente do PT, Rui Falcão, pronunciou-se sobre a prisão de Vaccari e garantiu que os advogados da legenda vão recorrer contra a prisão. O fato é que se percebe nitidamente que a prisão do tesoureiro tem por finalidade criminalizar as doações ao PT, já que o PSDB, o PSB e o PMDB também receberam dinheiro para financiar suas campanhas de empresas que estão a ser investigadas pelo Operação Lava Jato.

Por sua vez, torna-se inacreditável e até mesmo surreal a seletividade do juiz Moro, de promotores e de setores da PF, que até agora não prenderam ninguém do lado tucano e de outros partidos, porque no Brasil certos grupos são inimputáveis, o que reafirma que o status quo é blindado, ainda mais quando ele é o representante legítimo dos interesses da burguesia nacional e dos conglomerados econômicos internacionais.

É o fim da picada a seletividade de juízes, como o Sérgio Moro, e de procuradores, como Rodrigo de Grandis e Deltan Dellagnol, o primeiro “esqueceu” o pedido de investigação do MP da Suíça sobre a roubalheira acontecida no metrô e nos trens de São Paulo, e o segundo posa de herói, juntamente com seus colegas de Operação Lava Jato, e sai em foto de capa do diário conservador, Folha de S. Paulo, ferrenho opositor ao PT e à Dilma. O jornal da família Frias jamais aceitou o resultado das urnas, ou seja, a derrota de Aécio Neves.

Ao fazer a vez da oposição partidária, a imprensa de mercado recrudesceu a espetacularização nada republicana de servidores públicos da Procuradoria da República, propositalmente promovida por uma mídia golpista, que sabe o que faz com seu canto de sereia, que embriaga procuradores atraídos pelas luzes da ribalta. A prisão de João Vaccari significa a criminalização do PT, que apresentou ao TSE as doações recebidas, tanto quanto se beneficiaram os partidos da oposição, que, entretanto, não são denunciados, investigados, punidos e muito menos saem nas manchetes e chamadas dos jornais, rádios e televisões dos oligarcas das comunicações.

Vaccari foi à CPI da Petrobras e apresentou documentos e dados que comprovam que as doações recebidas pelo PT são legais. Para não deixar dúvidas, ainda informou, volto a comentar, que o PMDB, o PSB e o PSDB também receberam dinheiro e nem por isso são investigados pelos seletivos, juiz Moro, procurador Dellagnol e delegados aecistas. E por quê? Porque fazem política, aliaram-se à imprensa corporativa, aos partidos de direita e de oposição e querem, de uma forma ou de outra, que o PT saia do poder, afinal existem movimentos golpistas, que desejam a extinção do PT e a destituição de Dilma Rousseff da Presidência da República. Seria cômico ou surreal se não fosse trágico.

O que quer esse Juiz nada confiável, pois político, e esses promotores que pensam ser os “Intocáveis” de Hollywood? O que se pode esperar de juízes, imprensa dos magnatas e de promotores partidários, ideologicamente conservadores e que lutam desesperadamente e incansavelmente para manter o status quo, a defender esse sistema de capitais injusto e perverso e a tentar preservar os privilégios das classes sociais abastadas.

Tratamos, sem dúvida, de um embate político duríssimo e tão violento e insensato quanto os ocorridos nos idos de 1954 e 1955, 1961 e 1964. As questões desses fatos e acontecimento não se resumem em prisões e punições, porque sou plenamente favorável às prisões de ladrões do dinheiro público, sejam eles membros do PT, do PSDB, do funcionalismo público, do empresariado, seja de onde for e vier. O que está em jogo, porém, não é simplesmente prender ou não prender, porque a reação quer apagar o fogo com gasolina e apostar no quanto pior, melhor.

O que está em jogo é a estabilidade democrática, a Constituição, o equilíbrio entre os poderes e a submissão aos resultados das urnas, quando Dilma Rousseff, do PT, recebeu do povo brasileiro mais de 54 milhões de votos e derrotou pela quarta vez o candidato da direita, das oligarquias e dos interesses internacionais, desta vez na pessoa de Aécio Neves. O resultado disse tudo é que ficam no ar muitas dúvidas quanto à lisura e o republicanismo da Justiça. Muita gente fica com a impressão que o PSDB e seus aliados não recebem doações, não tem caixa dois e muito menos tesoureiros responsáveis pelas contas dos partidos.

Os tucanos falam muito de corrupção. O DEM também. A imprensa familiar e empresarial está histérica com o assunto sobre corrupção. São todos contra a corrupção. No entanto, os magnatas bilionários de imprensa e seus empregados de confiança se dizem a favor do financiamento privado para as campanhas eleitorais. Os partidos de direita também, sendo que muitas dessas pessoas ou grupos não querem nem saber de efetivar uma reforma política. São cínicos e hipócritas, porque não são sinceros. Como pode você se dizer contra a corrupção, mas quer o financiamento privado de campanhas eleitorais, o maior responsável, inegavelmente, pela corrupção entre empresas privadas e o poder público.

A crise política está a vicejar, a recrudescer e longe de seu fim porque não interessa à direita que ela acabe, pois a intenção é engessar o governo e não deixar a presidenta Dilma governar. O negócio é infernizar, mesmo ao preço de prejudicar a economia do País e a paz social. Combate-se, sem trégua, um governo de caráter popular e que está a prender, pela primeira vez neste País, ricos empresários e executivos. Sem dúvida, é exatamente o Governo Trabalhista do PT que começou a limpar a sujeira dentro do Estado nacional. Só não vê quem não quer. Ou é de oposição, aquela que está desesperada, inconformada, irada e furiosa por estar sem controlar o Governo Federal há mais de 12 anos. O juiz Sérgio Moro é político e quer criminalizar o PT para derrubar do poder a presidenta Dilma Rousseff. É isso aí.