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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Moro determina: a Lei é para o Lula, menos para FHC, Aécio, Alckmin, Serra e quadrilhão do PMDB chefiado por Temer

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


É hoje que o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, e personagem do filme anti-PT "Polícia Federal: a Lei é para Todos — Menos para os Tucanos", evidentemente, dará sequência à sua já conhecida justiça persecutória, às suas injustiças, à sua seletividade, ao seu partidarismo de direita, diga-se de passagem, contra o Lula. E por quê? Vou responder mais uma vez e quantas vezes for necessário dar respostas: porque é urgente e desesperador para a direita golpista deste País, da qual o juiz Moro faz parte, impedir que o Lula, líder inconteste das pesquisas, concorra às eleições presidenciais de 2018.

A resumir: a direita brasileira conquistou mais uma vez o poder central mediante um golpe de terceiro mundo, porém todos seus candidatos do PSDB estão desmoralizados, com exceção, por enquanto, do João Dória, que está a se desmoralizar rapidamente por si próprio, além do Jair Bolsonaro, hipotético candidato de extrema direita, um fascista confesso e irremediável, que não é digerido, inclusive, por setores amplos do conservadorismo brasileiro, que ainda mantêm um verniz de civilidade, a prezar um pouquinho do que lhes resta após a aventura  irresponsável do golpe cucaracha e bananeiro, que levou à deposição da presidente legítima e constitucional Dilma Rousseff.

Entretanto, o juiz Sérgio Moro, o arauto da moral e dos bons costumes, o varão de Plutarco do combate à corrupção, o "bom rapaz", que as mães e os pais da classe média coxinha sonham como genro e marido de suas filhas, o self-made man "vendido" ao público pela Globo não possui prova material alguma contra o maior político popular que o Brasil já produziu, porque a verdade é que, apesar das provas contundentes apresentadas por Lula e seus advogados em todos os processos os quais o líder trabalhista e de esquerda foi acusado sem provas concretas e cabais, o magistrado de Maringá, picado pela mosca azul e cabotino por essência, simplesmente não se ateve aos autos e à falta de provas, pois a fim de colocar o Lula na cadeia e, ressalta-se mais uma vez, interditar sua candidatura.

Prender o Lula ou impedi-lo de ser pela terceira vez presidente da República não é somente uma questão doméstica do partidarismo de direita deste País de burguesia golpista, provinciana e atrasada, onde o juiz Moro milita como ativista político, a partir de seu cargo no Judiciário pago pelo dinheiro do contribuinte. Afastar o Lula da luta política é, sobretudo, uma questão de sobrevivência do golpe de direita e empresarial formatado a partir do apoio dos Estados Unidos, que mais uma vez na humilhante história deste País interveio em sua política interna, com o apoio de brasileiros, que compõem o campo ideológico da direita e que, evidentemente, estão a mandar e desmandar no Brasil, pois tomaram de assalto o Presidência da República, a impor uma política econômica neoliberal, que, inclusive, afundou as economias norte-americana e europeia.

O neoliberalismo é tão perverso e tóxico, tão prejudicial ao desenvolvimento moral, econômico e social de um povo, que até mesmo os seus ideólogos e protagonistas trataram de limitá-lo e vigiá-lo de perto no que concerne aos países considerados civilizados e hegemônicos. Nem o presidente de direita e radical com os povos latinos e negros, Donald Trump, está a efetivar o neoliberalismo nos Estados Unidos, porque o sujeito imperialista não é otário, bem como já tratou, como o fez o Lula, de incrementar e favorecer o mercado interno, de forma a criar empregos e dar as condições para que a indústria de base, desde as construtoras à indústria naval, desde às siderúrgicas ao setor elétrico, além do protecionismo comercial, faça com que a economia norte-americana volte a crescer.

Tudo isto o Lula fez, com imensa competência em um País muito mais pobre do que os Estados Unidos, a provar, definitivamente, que incluir os pobres no Orçamento da União, bem como combater as desigualdades regionais, além de favorecer a igualdade de oportunidades é o caminho correto para que um povo ou nação se desenvolva e, consequentemente, conquiste sua emancipação política e financeira, além de viver em um estado de bem-estar social, cuja autoestima é o dínamo do desenvolvimento e, com efeito, o instrumento de combate às mazelas sociais, a exemplo da violência, dos tráficos de drogas e de armas, da prostituição, da exploração do trabalho de crianças e adolescentes, do analfabetismo e da miséria, tanto material quanto espiritual.

Lula e seus governos, bem como os de Dilma Rousseff tiveram falhas, algumas graves, mas tiveram muito mais acertos, que os números e os índices econômicos, financeiros e sociais não deixam mentir e muito menos permitir que a direita golpista e entreguista brasileira e seus órgãos privados de comunicação e jornalismo tentam esconder e, mais do que isto, manipular, distorcer e, se necessário, mentir. Os governos do PT já entraram para história como competentes, democráticos e envolvidos com o desenvolvimento econômico e social.  

O PT incluiu e se recusou a excluir, realidade que jamais acontecerá com os governos de direita de carácteres empresariais e privatistas, como comprova, inquestionavelmente, o governo do usurpador e pigmeu moral *mi-shell temer, que não passa de um reles fantoche desprovido de votos, além de ser um político pária e pau mandado da plutocracia liderada pelos EUA. O golpista e usurpador é acusado de ser chefe de quadrilha, com provas materiais solidamente apresentadas e contundentes, diferentemente de Lula.

Contudo, nada importa ao juiz de província e comprometido com o combate político e com a consolidação do golpe, que somente será totalmente vitorioso como a prisão de Lula ou o impedimento de sua candidatura, mesmo o ex-presidente a ter seus direitos civis ainda intactos, a despeito de quase cem pessoas terem dito ao Moro em seus depoimentos que jamais souberam de o Lula participar de ações criminosas.

Nada importa, porque o julgamento de Lula é político e ideológico, assim como a consolidação do golpe de estado da casa grande é o propósito maior e principal do consórcio de direita que chegou ao poder criminosamente por um impeachment (golpe) travestido de legal e legítimo. Por isto, o juiz Moro, a seu bel-prazer e a rasgar solenemente os autos e a desconsiderar provas reais de que o político trabalhista não roubou, resolveu condená-lo a mais de nove anos de cadeia, e, para a surpresa geral das pessoas que se recusam a ser idiotas, reconhece em sua própria sentença que não há provas de que Lula foi beneficiado por meio de corrupção, para se tornar o dono do apartamento de Guarujá, que nunca foi dele. Surreal! Só num paiseco como este, com uma Justiça burguesa de punhos de renda e de terceiro mundo tal fato poderia acontecer.

Lula depõe hoje a Moro, em Curitiba. Agora a acusação é de que ele recebeu propina da Odebrecht. O negócio dos meganhas e togados é criminalizá-lo, sem se importarem com as arbitrariedades e com a justiça. Pobre do País que tem um Judiciário de punhos de renda, servil e subalterno a interesses escusos, que protege os golpistas que usurparam o poder, além de escolherem lado e tomarem o partido de grupos empresariais, como a Globo e suas congêneres televisivas, radiofônicas, impressas, além da internet. Parece que o juiz Moro e sua turma pensam assim: a Lei é para o Lula, menos para o FHC, o Aécio, o Alckmin, o Serra e o quadrilhão do PMDB, chefiado por *mi-shell temer — o bárbaro e filhote da burguesia paulista.

Juízes, delegados e procuradores que se deixaram fotografar e filmar em rega-bofes sociais e em eventos políticos de tucanos do PSDB e do DEM. Tipo assim: eu prendo o PT e participo, como um serelepe vaidoso e partidário, dos ôbas ôbas da direita tupiniquim, que tomou de assalto o Palácio do Planalto, como os bandidos tomam de assalto as ruas, as residências e o comércio das cidades brasileiras. Tomaram de assalto o patrimônio público e estratégico à soberania da Nação e mesmo assim os togados e meganhas cruzam os braços, pois cúmplices e associados a um golpe terceiro-mundista, que tem por finalidade subjugar a independência e a soberania do Brasil. E se consideram os varões de Plutarco... Só se for às avessas!

Os métodos da Operação da Lava Jato são covardes e selvagens e contradizem todos os marcos civilizatórios conquistados pela humanidade. No Brasil, este processo macartista de espírito fascista se tornou ordinário e, com efeito, parte da rotina de uma sociedade autoritária, preconceituosa, sectária, intolerante e violenta, porque optou pelo individualismo e pela permanência da maior parte da população em uma condição subalterna e, consequentemente, sem acesso à boa qualidade de vida, que somente será possível com a inclusão de todos os brasileiros no Orçamento da União, a ter o Estado nacional como o indutor do desenvolvimento social e econômico. E foi exatamente isto que o Lula e a Dilma fizeram. E foi exatamente isto que fomentou o ódio no Brasil e, obviamente, o golpe de estado bananeiro e colonizado. 
  
Todo mundo sabe que no Brasil aconteceu o golpe. O planeta sabe. Quem "não sabe" são os golpistas promotores de um consórcio de direita, onde se pode visualizar o Congresso, o PSDB, o PMDB, o DEM, o PP  e, inacreditavelmente para o desgosto de seus militantes e vultos históricos, o PSB, dentre outros partidos. Estão como membros do terrível consórcio golpista ainda a Fiesp, a Globo e Cia, além da participação do Partido do Judiciário, composto pelo STF, TSE, STJ, TRF e Varas como as do juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná.

Junto aos tribunais plenos de juízes coxinhas e agentes do golpismo, os delegados e os procuradores da PF e do MPF, sendo que a bater panelas e irem às ruas histericamente, os inconfundíveis coxinhas de classe média — aqueles que, incrivelmente, realizavam micaretas ridículas e apoiavam e ainda apoiam os golpistas que estão a retirar-lhes seus direitos e garantias históricos. Estão aí esquadrinhados os agentes do golpe bananeiro, cucaracha e altamente perigoso para a soberania do Brasil.

O crime de Lula foi governar para todos e mostrar, ipsis litteris, que o tal do "economês" dos economistas e comentaristas da direita era e é apenas um subterfúgio para enganar os tolos, os alienados e os trouxas. Verdadeira conversa para boi dormir, porque, efetivamente, Lula e Dilma mostraram que os 500 anos que a direita mandou no Brasil não transformou o Brasil em País desenvolvido porque não quis, pois preferiu excluir para que os ricos e os muitos ricos vivessem, geração após geração, de maneira farta e opulenta, ou seja, nababescamente.

Luiz Inácio Lula da Silva encara hoje o paladino da Justiça, o juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, que, sem sombra de dúvida, a história cuidará de sua biografia como o verdugo da democracia, do Estado Democrático de Direito e como um dos principais agentes do golpe de estado contra o Brasil de 2016. Lula não roubou, e o juiz Moro e seus asseclas do MPF e da PF sabem e sempre souberam disso. Interditar a candidatura Lula e impedi-lo de ser presidente é o cerne da questão. O grande objetivo do processo golpista ainda em andamento. Que o diga o powerpoint leviano e mentiroso da Lava Jato. É isso aí.

Um comentário:

Jorge Marcelo disse...

O Instituto Lula declarou que não conhece Lula e que essa denúncia é uma tentativa de ligá-lo a algum criminoso.