quarta-feira, 17 de maio de 2017

Ives Gandra é exemplo pronto a acabado de como pensa (mal) a casa grande escravocrata da Banânia

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

TRATA-SE DA CORDA E DA CAÇAMBA DE UM GOVERNO GOLPISTA NO QUE CONCERNE PREJUDICAR OS TRABALHADORES.

“Se você começa a admitir indenizações muito elevadas, o trabalhador pode acabar provocando um acidente ou deixando que aconteça porque para ele vai ser melhor”. (Ives Gandra Filho, presidente do TST, em momento irresistível de pensamento escravocrata e de desprezo incomensurável aos trabalhadores)

Trata-se da luta de classes. Ponto.

Agora, vamos ao ditado popular: "Quem sai aos seus não degenera". E é verdade, mas para o bem e para o mal, Ives Gandra Martins Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), não degenerou e, com efeito, mantém o mesmo pensamento tosco, sectário e elitista das oligarquias escravagistas brasileiras. Gandra não apenas seguiu somente os preceitos burgueses de seus antepassados, mas, sobretudo, dos ancestrais das classes dominantes e hegemônicas, que há séculos formam advogados, juristas e homens e mulheres que ocuparam e ocupam cargos de poder e mando no âmbito da Justiça e do Judiciário, assim como mais recentemente no MPF.

Disse Gandra quando assumiu a presidência do TST, em fevereiro de 2016, em plena crise política e institucional, que acarretou a deposição da presidente legítima e constitucional, Dilma Rousseff: "O excesso de intervencionismo estatal, quer legiferante, quer judicante, pode desorganizar a economia mais do que proteger o trabalhador e promover o desenvolvimento produtivo" — afirmou o jurista da alta burguesia, a assinalar ao patronato que ele se empenhará para que os conflitos do trabalho, ou seja, entre as classes sociais pendam sempre para o lado mais forte, o lado dos patrões, dos grandes capitalistas para quem o sistema judiciário e judicial brasileiro trabalha, pois sempre defendeu os interesses patronais, principalmente os econômicos e financeiros.

Ives Gandra é um dos filhos da casa grande como o foi seu pai e muitos de seus parentes. O jurista e presidente do TST sabe que sua nomeação não foi à toa e muito menos em vão. Seu papel na área em que atua, como fazem outras autoridades nos diversos segmentos de atividade humana onde também atuam, é o de estabelecer e confirmar a primazia e a hegemonia do empresariado e dos banqueiros sobre a grande maioria do povo brasileiro, que é composta por trabalhadores, estudantes, donas de casa, profissionais liberais, servidores públicos de baixos salários, aposentados e pensionistas.

Gandra tem esta total compreensão, bem como os golpistas e os usurpadores que tomaram de assalto o Palácio do Planalto, os ministérios e as estatais como os bandidos dominam e assaltam as ruas, os comércios e as residências em todo o território nacional. O jurista sabe o que está a acontecer neste País tão atrasado quanto à sua burguesia colonizada e subalterna, que, por intermédio de um golpe terceiro-mundista, bananeiro e cucaracha está a transferir com incrível rapidez os patrimônios e os dinheiros públicos para a iniciativa privada brasileira e estrangeira, assim como expulsar do Orçamento da União, que não pertence aos empresários e nem ao presidente (golpista) de plantão, o povo constituído por trabalhadores.

E como se sabe que o aristocrático de província, Ives Gandra Filho, observa e possui a compreensão sobre essas terríveis questões? Fácil de responder, afinal o magistrado Gandra é golpista de primeira hora, além de pertencer desde sempre a uma classe social que nega a ideologia, mas é profundamente ideológica, nega a política, mas é partidária e nega o Estado, mas luta para dominá-lo e transformá-lo em patrimonialista, porque o propósito é diminuí-lo para não ter condições de atender a população brasileira de 210 milhões de habitantes, mas, em contrapartida, grande o suficiente para servir a 30% da sociedade, sendo que apenas 5% composta pelos ricos e muito ricos.

Os golpistas endinheirados que passaram novamente a ter escancaradas as portas dos bancos públicos (BNDES, BB, CEF e BNB) e a ter influência e prestígio no Ministério da Fazenda, no Banco Central, no TCU, na Receita Federal, de forma que suas sonegações (crimes), dívidas e empréstimos, conforme o caso, sejam resolvidos sem, no entanto, desembolsar muito dinheiro ou até mesmo terem suas dívidas perdoadas, o que é um crime de lesa-pátria dos muitos que o governo golpista já cometeu. Leniência... e permissividade à vontade, pois o governo pertence às oligarquias e associado aos grandes capitalistas.

É isto que a burguesia quer; e para ter — vide o exemplo da imprensa de mercado, das mídias pertencentes aos magnatas bilionários de imprensa, que após o golpe voltaram a encher as burras de dinheiro, como jamais aconteceu nos governos petistas — é necessário controlar o Governo Federal, mesmo que seja por meio de um golpe criminoso travestido de legal e legítimo, com a chancela de um Congresso corrupto e de um Judiciário diretamente e vergonhosamente implicado em um golpismo que o jogará na lixeira da história.

A imprensa empresarial e alienígena gosta de afirmar que somente a iniciativa privada "salva", mas alguém tem de avisar aos magnatas bilionários e donos de oligopólios que para eles manterem este discurso mentiroso, cínico e hipócrita é necessário pelo menos desestatizar suas empresas "privadas", pois, indubitavelmente, sempre viveram do dinheiro público em forma de empréstimos com os juros abaixo do praticado no mercado e do dinheiro da publicidade e propaganda dos governos federal, estaduais e municipais. Esta é a verdade. Ponto.   

Todavia, o assunto é o doutor Ives Gandra Filho, que recentemente chamou muito a atenção por causa destas palavras por ele proferidas: “Se você começa a admitir indenizações muito elevadas, o trabalhador pode acabar provocando um acidente ou deixando que aconteça porque para ele vai ser melhor”. Não é incrível ou inacreditável que um homem que estudou nas melhores escolas e se tornou um jurista respeitável pelo sistema hegemônico que ele defende, a ser um de seus porta-vozes, tenha a desfaçatez de falar a respeito dos trabalhadores com tanto desprezo e preconceito de classe? Ives Gandra Filho é um celerado ou apenas um insensato por conveniência já que defende os interesses da plutocracia nacional e internacional?

Respondo: Ives Gandra Filho zela para atender todos os interesses do governo usurpador do golpista *mi-shell temer. Todos os setores do governo ilegítimo estão ocupados por pessoas que trabalham a favor do desmonte do Estado de bem-estar social, a começar pela venda de seus patrimônio, pelo fim dos programas de inclusão social, pela destruição da diplomacia altiva, soberana e independente que o Brasil explicitou e efetivou nos últimos 13 anos e pela desconstrução dos direitos e conquistas dos trabalhadores da ativa e dos que estão aposentados.

Gandra é apenas uma peça do desmonte do Brasil propiciado pelo governo mais antinacional, antidemocrático e antipopular de todos os tempos na história da República. O presidente do TST sabe o que está a dizer, mas peca pela perversidade e a ausência de limites no que tange à humanidade e ao respeito à pessoa humana. Sempre acontece, em qualquer país que se depara com um golpe de estado, que vilipendia a democracia, porque os golpistas, que geralmente se calam e são discretos com suas perversidades, percebem rápido quando o ambiente político e institucional está instável e propício para que oportunistas e gângsters se reúnam em uma malta para dar golpe de estado.

Tais aventureiros de carácteres reacionários e intolerantes se sentem à vontade e saem em turbilhões de suas colônias, como ocorreu em 2013 quando os coxinhas de classe média aproveitaram para sair às ruas quando o Movimento Passe Livre (MPL), de esquerda inconsequente, protestou conta o aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus, que serviu como rastilho de pólvora para a direita ir às ruas e fazer campanhas violentas e sistemáticas contra uma presidente da República, que foi reeleita legalmente e legitimamente, bem como não cometeu qualquer crime de responsabilidade.

A direita burguesa promotora de conflitos e violências se sente, na verdade, à vontade não somente para falar ao público de suas aleivosias e arbitrariedades, mas, sobretudo, perdeu a falsa modéstia e a vergonha que nunca teve, pois, se preciso for, parte em direção ao casuísmo e a tudo o que possa beneficiar seus interesses políticos, partidários e, principalmente, econômicos e financeiros. A sordidez e a covardia dignas dos sorrateiros por conveniência é a bíblia dos que lutam por primazias, privilégios e benefícios.

No poder, os golpistas perdem, definitivamente, a compostura e tranquilamente se autogratificam e privilegiam seus grupos que negociam, à revelia do povo e dos votos que eles não possuem, pois agora controlam o poder e inauguram um novo regime de exceção no Brasil, porque sabedores que podem tudo, pois não devem explicações à sociedade, que não elegeu o fantoche de plantão, que se mostra mais perverso que o pica-pau do desenho animado e mais traiçoeiro do que o Amigo da Onça, que atende pela alcunha de *mi-shell temer, o mais perverso e antipopular dirigente que este País já produziu na história da República e à sombra da Constituição Cidadã de 1988.

Ives Gandra Filho e os golpistas que se aboletaram ilegitimamente no Governo, como os lobos e os chacais se concentram em seus covis, sentem-se à vontade e dispostos a esculachar os trabalhadores. É por tudo isto que ele pronuncia frases draconianas, como dizer que o trabalhador mutila e amputa seu próprio corpo para se beneficiar e ter dinheiro, que, evidentemente, é pouco. Gandra, completamente irresponsável, pois cometeu leviandade atroz, esquece-se, sempre por conveniência e cinismo, que quem rouba para valer são os grandes empresários e os políticos e servidores públicos de altos cargos, que são mancomunados com a corrupção das altas esferas. Ou o Gandra não sabe disso? Olhe aí a Lava Jato, a despeito de seus crimes, de seu partidarismo e de sua seletividade.

A verdade é uma só: o presidente do TST perdeu a vergonha e sua mediocridade de pensamento subiu ao pedestal sem a autorização da sabedoria, da ponderação e do discernimento. É como eu disse antes: os golpistas de direita no poder se sentem realmente à vontade e livres para fazer e dizer as maiores sandices e perversidades repletas de preconceitos e covardias. É a luta de classe, cara pálida! Ainda não entendeu? Trata-se, ipsis litteris, da direita no poder.


É assim que a direita atua e age, bem como as pessoas que têm até 35 anos de idade não a conheciam, sendo que muitas foram às ruas para apoiar golpes criminosos contra a democracia e o Estado de Direito. A direita no poder significa privilégios aos ricos e exclusão e sofrimento aos pobres e remediados — os de classe média. Ives Gandra Filho é o exemplo pronto e acabado de como pensa (mal) e age a casa grande escravocrata da Banânia. É isso aí.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Merval é o que ele é: o pseudo juiz, o escriba desmilinguido e a triste figura — Lula

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

MERVAL QUER O LULA E A DILMA PRESOS, MESMO SEM PROVAS. ALÉM DE GOLPISTA, MERVAL NÃO QUER FICAR NOVAMENTE DECEPCIONADO, COMO DEMONSTRA A FOTO APÓS SABER DA VITÓRIA DE DILMA E DA DERROTA DE AÉCIO, O CANDIDATO DA CASA GRANDE A QUEM O MERVAL SERVE.

Uma mulher inteligente diria: o Merval Pereira cansa a minha experiência, a minha paciência e o meu discernimento objetivo e pontual sobre os fatos, a realidade e a verdade. Sua mediocridade é medonha.

Um homem inteligente diria: o Merval Pereira é tudo o que um homem sensato, justo e ponderado não queria ser, além de me provocar desprezo e repulsa por sua indigência intelectual e sua sordidez sobre as realidades.

As duas definições sobre o menino mimado da famiglia Marinho poderiam ser invertidas, pois a ordem dos fatores não altera o produto, bem como o produto (jornalismo) que o Merval vende é, inquestionavelmente, de má qualidade.

Ninguém merece o que o Merval e seus patrões vendem, mas os acontecimentos vividos nos últimos anos no Brasil vão se encarregar de colocar as Organizações(?) Globo na lixeira da história, porque lugar de lixo é na lixeira, de onde tal  oligopólio nefasto e prejudicial à saúde e à qualidade de vida dos brasileiros nunca conseguiu sair, desde os tempos de Getúlio Vargas, de João Goulart, da ditadura civil-militar, de Lula e, por fim, de Dilma Rousseff.

Merval sabe disso, mas o que eu quero realmente é alertar que tal escriba de direita e que jamais vai passar de um medíocre jornalista está a criar novos powerpoints mentirosos e levianos à moda Lava Jato/Deltan Dallagnol, porque verdadeiros penduricalhos chicaneiros no que diz respeito ao Direito e à Justiça.

Merval não passa de um fomentador de mentiras e distorções descabidas e de realidades tão irreais e irracionais quanto às visões delirantes de Dom Quixote de La Mancha, que pelo menos e ao contrário de Merval Pereira se expunha e pagava pela sua exposição em seu cavalgar incompreendido e repleto de equívocos e tristezas.

O porta-voz dos Marinho, não. Ele tem a proteção da tribuna cedida pelos seus patrões, golpistas de direita históricos e sempre de primeira hora, que lutam, sistematicamente, contra o desenvolvimento econômico do Brasil e a emancipação definitiva do povo brasileiro. Os Marinho são tão colonialistas e imperialistas quanto os plutocratas dos países hegemônicos.

Merval está protegido pela redoma de cristal concedida a ele, a fim de que tal sujeito possa fazer o trabalho sujo e pesado contra a democracia, o Estado de Direito e a favor de golpistas e usurpadores que destruíram a economia do Brasil, empobreceram ainda mais o povo brasileiro e mandaram às favas o Estado Democrático de Direito.

O escriba de talento mediano de O Globo e que vez ou outra aparece na Globo News e na CBN para dar pitacos insensatos e desprovidos de conteúdo real, agora desta vez se superou, pois a fazer o papel de togado ou meganha do Judiciário, quando asseverou do alto de sua arrogância de capataz da casa grande: "Há indícios para abrir um processo contra Lula por obstrução de Justiça. É natural e precisa ser investigado. Renato Duque e Leo Pinheiro contaram à Justiça que Lula mandou-os acabar com contas no exterior e apagar anotações que mostrassem a propina da Petrobras (...)"

É simplesmente delirante o Dom Quixote do Globo, que não possui a graça e o carisma do personagem de grandeza mundial e muito menos o talento do grande escritor espanhol, Miguel de Cervantes. A única coisa que este tolo mas maldoso, porque sempre à vontade para repercutir maledicências de ordem golpistas, tem parecido com o Dom Quixote é sua alcunha ou apelido de "Cavaleiro da Triste Figura".

É isto mesmo. Merval é um indivíduo de triste figura, que faz um papel subalterno e subserviente, que tem a finalidade de cooperar com os interesses da alta burguesia, das oligarquias e da plutocracia. Merval é um dos ferreiros da democracia, um dos chicoteadores do Estado de Direito e um dos carcereiros da Constituição.

Triste figura de má-fé intelectual, porque ele, seus patrões, os Marinho, e todos os golpistas que compuseram o consórcio de direita sabem que cometeram crimes de lesa-pátria e depuseram a presidente constitucional e legítima, que obteve 54,5 milhões de votos, que foram miseravelmente rasgados por uma súcia de ladrões, que tomaram o poder de assalto, como fazem os bandidos nas ruas, nos comércios e nas residências de todo o Brasil.

Merval Pereira deveria parar com seu maniqueísmo e macartismo anacrônicos e pensar seriamente em suas maledicências e contradições, se algum dia este senhor pensou, porque até seus livros que supostamente o levaram à ABL são simples compilações e, para variar, sobre o Lula. Merval é o que ele é: o pseudo juiz, o escriba desmilinguido e a triste figura.


Merval não viveria sem o Lula, pois age e se comporta como parasita de sua fama internacional e de sua grandeza política, que acabou de nocautear e deixar tontos meganhas com ares de juiz como o Moro e os procuradores obsessivos do powerpoint digno das maiores covardias morais e indigências jurídicas.

A obsessão pelo maior político da história do País é tanta que o Merval vai acabar "louco" como o Dom Quixote, mas sem ter a lucidez poética de tão doce, simbólico e emblemático protagonista da literatura mundial.


Merval é medíocre, e não convence qualquer pessoa que tenha o mínimo de sinceridade, ponderação e lucidez. Merval, respeite o Estado de Direito e o processo legal, já que os que acreditam em suas elucubrações não respeitam a si próprios. Triste figura é o Merval. É isso aí.  

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Marisa Letícia — Veja, a última flor do fáscio, é o verdadeiro, o genuíno e o autêntico jornalismo de esgoto

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


A revista Veja, da editora Abril, que pertence à famiglia Civita, que foi expulsa da Itália, dos Estados Unidos e da Argentina, para a alegria, o júbilo e o bem maior daquelas respectivas sociedades e nações, até chegar em São Paulo e, por sua vez, aproveitar-se do terreno fértil para se estalar e, com efeito, vicejar suas cafajestadas e infâmias de carácteres criminosos, pois organização que opera suas atividades  de forma francamente fascista e dedicada a moer as reputações daqueles que são considerados pelos donos da Abril e por seus capatazes de confiança como os inimigos a serem destruídos, porque não dançam conforme sua música e não leem de acordo com sua pauta.

E não é que a Última Flor do Fáscio sempre consegue se emporcalhar cada vez mais no lodo imundo das acusações pervertidas, a ter a sordidez e a infâmia como regra de seu jornalismo opressivo e de guerra? Pois é... A Veja sempre consegue se superar quando se trata de jornalismo gangsteriano, que visa, sobretudo, moer reputações, causar danos morais à pessoa atingida pela sua ferocidade desumana, além da ausência total de ética. A Revista Porcaria é pródiga em superar a sua já conhecida vocação para a tirania e a criminalidade que vicejam em suas pautas e em sua páginas.

Sempre a fim de realizar o jogo político sujo e mal cheiroso somente cabível na imprensa marrom, Veja se apresenta às bancas, à internet e aos seus assinantes de perfis e índoles "bolsonaristas" com a capa de sua última edição a chicotear a verdade, os fatos, a realidade e a ética. Mentirosa e incontrolavelmente agressiva, esta porcaria que se autodenomina como a principal revista do País, acusa Lula de ter responsabilizado sua esposa, dona Marisa Letícia, sobre as questões de triplex do Guarujá, que nunca pertenceu à família do ex-presidente. A verdade é que o Lula é acusado de ter o que nunca teve. É surreal, mas no Brasil dos últimos anos os processos de exceção são a tônica, porque os golpistas para garantir o poder precisam dar o golpe dentro do golpe, que se resume, pois primordial, impedir que Lula seja candidato em 2018.

As acusações sobre o apartamento do Guarujá são ridículas, mas perversas, porque causam sofrimento e dolo a quem é acusado de maneira injusta, o que somente é possível em um regime de exceção, a ter a democracia coberta por uma nuvem de fumaça para que os golpistas possam realizar seus casuísmos e arbitrariedades. Na verdade, o problema da direita que comete crimes de golpe e de lesa-pátria não é o triplex do Guarujá ou o sítio de Atibaia. Trata-se do governo vitorioso e competente que o Lula realizou, bem como sua liderança natural e seu prestígio internacional incomodam a burguesia dona da casa grande e do status quo. O problema dessa gente é o Lula ser candidato a presidente.

O que está em jogo — os Civita, os jornalistas da Veja e os operadores da Lava Jato sabem disso como ninguém — não é triplex do Lula, que nunca pertenceu ao Lula, além de ser apartamento relativamente pequeno, de classe média e que a imprensa de mercado, golpista e a mais corrupta do planeta, faz questão de apresentar o imóvel como se fosse um palacete, pois a intenção é confundir e manipular e, por conseguinte, fazer com que os coxinhas despolitizados, tresloucados e inconsequentes fiquem com raiva e formem juízos de valores que não coadunam com a verdade, mas cooperaram para demonizar o presidente Lula e o PT, partido e candidato favoritos às eleições presidenciais de 2018. E a Veja, o juiz Moro e todos os golpistas de todos os setores e segmentos da sociedade brasileira sabem disso, porque essa gente pode ser usurpadora, cínica e hipócrita, mas não é burra e muito menos ingênua.   

A capa e a matéria sórdidas de Veja denotam, inquestionavelmente, que a Última Flor do Fáscio, os Civitas e os lobos que trabalham em suas redações perceberam, no decorrer do depoimento de Lula ao Juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, que não existem provas reais e materiais de que o ex-presidente tenha cometido delitos, malfeitos ou crimes, o que causa grande transtorno e desespero a empresários predadores como os Civita e ao próprio establishment, que é o maior responsável pelo golpe contra o povo brasileiro, que teve seus votos cassados e a presidente legítima e constitucional, Dilma Rousseff, deposta.

Derrubaram criminosamente do poder a mandatária eleita legalmente e democraticamente, que obteve 54,5 milhões de votos. O Brasil encilhado e adequado ao consórcio de direita que tomou a Presidência de assalto é a Banânia, onde vicejam os bárbaros endinheirados e embriagados pelo poder. Eles não se subordinam ao jogo democrático e não respeitam os limites da Constituição, das leis e dos códigos, porque são golpistas sem votos e que não foram eleitos pela população e mesmo assim impõem um programa de governo ultraneoliberal, que foi derrotado quatro vezes nas urnas. Não se sentem compromissados com o povo, pois assumiram o poder com o apoio das oligarquias e da plutocracia internacional. E retiram direitos e garantias históricos da Nação brasileira.

Veja chafurda em sua própria imundície e exala, em forma de jornalismo, a farsa, a mentira, a perversidade e a total e completa falta de ética por intermédio de seu jornalismo digno de celerados e fanáticos em defesa dos mercados financeiros e do desmonte do Estado nacional. A capa e a matéria de Veja que tentam fazer de Lula um homem leviano, que chegou ao ponto de acusar sua mulher, dona Marisa Letícia, falecida recentemente, é um dos piores exemplos, se não for o pior, do que é capaz a união entre empresários e seus empregados para satanizar impiedosamente um cidadão, no caso o político e líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula derrotou o Moro politicamente, mas é o juiz que faz o juízo e possui a caneta que poderá determinar a prisão do fundador do PT, afinal o juiz, que se mostrou seletivo, provinciano e parcial aparenta não se importar com os fatos e a realidade dos autos dos processos, pois se trata de um julgamento eminentemente político e não jurídico. Moro não é juiz; ele é político e, indubitavelmente, representa interesses alheios à vontade dos 54,5 milhões de brasileiros, que elegeram a presidente deposta Dilma Rousseff e que tiveram de engolir a força o golpe contra seus votos — as soberanias depositadas nas urnas.  

O juiz do Paraná foi de uma leviandade e de uma irresponsabilidade absolutamente questionáveis. Quando ele apresentou documento sem assinatura e outro com rasura o magistrado atingiu os píncaros da insensatez, da desfaçatez e do que é imponderável. Não... Absolutamente não é normal. Chego a afirmar que algumas perguntas de Moro ao Lula, que evidentemente teve a cooperação dos procuradores do powerpoint leviano e mentiroso, porque simplesmente mentiroso e leviano, não passaram de provocações a um homem que deveria ser tratado com respeito e consideração por causa de seu passado e de seu presente, que serão honrados pelas páginas da história, independente de seus erros e equívocos humanos.

A condição humana é passível de cometer erros. Qualquer ser humano os comete, sendo que o Lula é o maior presidente da história do Brasil e um animal político ímpar, pois de rara existência. Cometer falhas e erros no decorrer da vida é uma coisa, agora ser taxado de criminoso sem sê-lo por causa de questões políticas, partidárias e ideológicas é outra coisa e bem diferente. Ter de aturar e ter de se defender diuturnamente de vazamentos criminosos promovidos por servidores públicos pagos pelo contribuinte é algo simplesmente inaceitável, não somente para o Lula, o PT e seus milhões de eleitores, mas, sobretudo, para a sociedade brasileira, mesmo àqueles que são contrários ao ex-presidente trabalhista e ao seu partido.

A Veja — a Última Flor do Fáscio — é fascista, portanto de extrema direita. Tal imundície exala o cheiro fétido da miserabilidade humana em toda sua plenitude e eloquência. A capa de Veja é a própria podridão de cores diabólicas. A revista, que não passa de um libelo de fanáticos do mercado de capitais, que depende do dinheiro público do governo golpista do traidor *mi-shell temer e dos governos dos  tucanos paulistas, esmerou-se para ser a mais torpe, sinistra e infame das publicações de direita e autoras do jornalismo de guerra e de opressão.

Veja não respeitou a memória de dona Marisa Letícia, esposa digna de Lula, mãe de cinco filhos, avó de oito netos e bisavó de um bisneto. Bárbaros e selvagens, os donos e os empregados de Veja, que dizem também exercer o ofício de jornalista, tratam da vida como se ela fosse apenas um jogo para ver quem ganha mais dinheiro e, consequentemente, adquirir poder e fartura para viverem iguais a nababos ou paxás ou sultões. Lutam, sobretudo, por dinheiro e tentam pautar todo e qualquer governo, inclusive os eleitos e os que não se submetem aos ditames das pautas e das agendas dos magnatas bilionários de imprensa, como são os casos de Lula, Dilma, Brizola, Jango e Getúlio.

Entretanto, nada importa, pois o País está a vivenciar um regime de exceção que para se transformar totalmente em uma ditadura só falta prender os oponentes do governo, exilá-los ou matá-los. Aqui neste País bananeiro de "elites" provincianas, subalternas, subservientes e que admiram, na maior desfaçatez e pobreza de espírito seus complexos de vira-latas, só falta para fechar o cerco do golpe o impedimento de Lula concorrer à Presidência e, por sua vez, adiar as eleições de 2018 para o ano de 2020, e olhe lá.

E por que digo isto? Porque é perceptível, até mesmo para um coxinha celerado, despolitizado, mas conservador, que a direita estúpida e escravocrata brasileira não dará um golpe de estado travestido de legal e legítimo, como ora está a fazer o juiz Sérgio Moro, para depois largar o osso. Os golpistas vão lutar para permanecer no poder, já que viraram a mesa e sabem que são  tratados como párias de terceiro mundo pela comunidade internacional.

Afinal, eles se arriscaram e não vão deixar o poder por causa de derrota em eleição no ano que vem. Os golpistas, alguns de renome como o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, sujaram, indelevelmente, suas biografias e frequentarão as páginas infames da história. Golpistas vão até o fim e só saem do poder quando já em coma pela podridão de seus atos e de suas ações. É o verme a comer suas memórias já na antessala da história.

A Veja, o panfleto de espírito sicário e arrivista, sabe disso e, por seu turno, desrespeitou a memória da mulher de Lula, bem como se intrometeu na relação do casal, que foi casado durante décadas e que se dava bem, pois se respeitava. Quem dá autoridade para que jornalistas escrevam um lixo como o é essa matéria? O que pensam quem são esses jornalistas? Como podem a seus bel-prazeres e à margem de qualquer civilidade e respeito cometerem atos desatinados e dignos de boçais em frenesi ao verem sangue?

Respondo: compreenderam que Lula é maior do que eles pensavam e perceberam que o depoimento do ex-presidente ao Moro se transformou em tiros nos pés do sistema golpista que derrubou Dilma Rousseff e persegue caninamente e covardemente o Lula. Não existem provas, mas, sim, ilações e acusações desprovidas de conteúdos e materialidades. Porém, é preciso impedir Lula, inviabilizar sua candidatura, a não importar que a maioria do povo brasileiro o queira novamente na Presidência. Isto é apenas filigrana e "não vem ao caso", não é doutores Moro e Dallagnol, sendo que este estava ausente do depoimento, porque parece que o Lula gostaria de falar com o "intocável" sobre o powerpoint leviano e mentiroso de acusações frívolas e não fundamentadas, que tiveram apenas a finalidade de desconstruir a imagem do ex-presidente e causar danos à sua integridade moral.

A verdade é que o Brasil está a tratar de seu futuro, que não poderá, de forma alguma, ficar nas mãos de golpistas que tratam os brasileiros como seus inimigos, até porque as ações e atos do governo golpista de *temer são todos contra os interesses do País, do povo, dos trabalhadores e dos aposentados. Não houve uma única ação dos golpistas em prol do desenvolvimento do Brasil e das condições de melhorias nas vidas dos brasileiros. Tudo piorou, além de o governo composto por uma malta de ladinos e sacripantas estar mergulhado em um pântano de corrupção.

A revista Veja conseguiu mergulhar profundamente em seu próprio esgoto, com a capa "A segunda Morte de Marisa". Sem delongas e na maior cara de pau e cafajestada, a matéria de Veja acusa o Lula de "assassinar" a memória de sua esposa. Acusa o Lula ainda de culpar sua companheira de décadas, já falecida, pela compra do triplex do Guarujá, que nunca foi de Lula e de Marisa. Surreal e de uma covardia e molecagem sem precedentes. Nunca vi empresários e jornalistas tão covardes, irresponsáveis e inconsequentes. Simplesmente atroz!  

Como assim cara pálida? O Lula foi coerente e apenas repetiu o que disse em outro depoimento, em março de 2016 quando foi levado coercitivamente pela PF a uma sala no aeroporto de Congonhas e a dona Marisa Letícia estava viva. O líder popular afirmou na época que sua mulher possuía uma cota do imóvel, mas que a opção de compra não foi exercida. Ponto. Qual é o problema? Explico: o problema é que a Veja e os oligopólios privados de comunicação, à frente do linchamento a Globo, estão a criar uma nova narrativa, porque perceberam que não existem provas materiais de que Lula tenha cometido crimes.

Se não tem provas, os celerados e irresponsáveis da imprensa burguesa resolveram partir simplesmente para a demonização de Lula, afinal os coxinhas paneleiros de barrigas cheias e vestidos com a camisa da CBF corrupta não poderiam ficar sem notícias que apostam na demolição moral e política de Lula. É assim que funciona o Lawfare (perseguição jurídica) com o apoio irrestrito da mídia de negócios privados, que julga e condena publicamente o inimigo a ser derrotado ou destruído.


A mídia comercial e privada trata os coxinhas como se eles fossem viciados em drogas pesadas, porque é realmente uma droga o jornalismo de Veja e de suas coirmãs moedoras de reputações e de vidas. Esta droga pesada é composta por mentiras, leviandades, perversidades, irresponsabilidades, golpismo e bandidagem. Veja — a Última Flor do Fáscio — é, sem sombra de dúvidas, o verdadeiro, o genuíno e o autêntico jornalismo de esgoto. Lula vem aí. É isso aí.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Não querem prender o Lula. Querem prender o que ele representa para o Brasil e o povo brasileiro.

Palavra Livre


Lula representa:

A luta em favor da inclusão social;

A luta contra as discriminações de qualquer natureza, ou seja, o racismo, o machismo, a homofobia, o preconceito de classe social e de origem;

A luta contra o domínio do grande capital internacional sobre o capital nacional;

A luta contra a privatização, a preço de banana, das empresas estatais brasileiras;

A luta contra o domínio militar, político, cultural e social dos EUA sobre o Brasil;

A luta pela hegemonia nacional e a soberania do Brasil;

A luta contra o massacre dos despossuídos pelas elites insaciáveis;

A luta pela preservação dos povos indígenas, das florestas e de todos os diferentes ecossistemas;

A luta pela democracia e o Estado Democrático de Direito;

A luta pelos interesses nacionais e pelos projetos estratégicos de independência e soberania do Brasil;

A luta pela defesa das garantias constitucionais dos cidadãos brasileiros e de seus direitos trabalhistas e previdenciários;

A luta pela diminuição das desigualdades sociais e regionais; e

A luta pela emancipação total e irrestrita do povo brasileiro.

Por isto, não querem prender o Lula. Querem prender o que ele representa para o Brasil e o povo brasileiro.





Moro e Zydek são ativistas políticos, Lula restabelece a verdade e ser militar não é ser nacionalista

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre  


"A casa caiu para Lula". (Juíza Diele Zydec, militante antipetista ao comentar favoravelmente sobre a covardia e as ações de política  baixa e rasteira perpetradas pelo juiz Sérgio Moro ao conduzir coercitivamente o ex-presidente Lula a uma sala de aeroporto em São Paulo)

"Não vem ao caso". (Juiz Moro ao ser questionado sobre o porquê de os políticos do PSDB não serem presos ou sequer chamados a depor)

Primeiro vamos nos reportar ao juiz de primeira instância Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, mas especificamente sobre sua última determinação despótica e arbitrária, à margem da lei, dentre muitas outras ocorridas no decorrer desse processo draconiano e macartista chamado de Lava Jato.

O chefe dos "Intocáveis" midiáticos, juiz Sérgio Moro, da ditadura terceiro-mundista de Curitiba, tinha como estratégia e objetivo fundamental receber o ex-presidente Lula humilhado e derrotado, bem como esperava o PT sem força para respirar quanto mais para se mobilizar e pretender levar dezenas de milhares de pessoas ao dia do depoimento de Lula, ora marcado para amanhã, dia 10 de maio, na 13ª Vara Federal de Curitiba.

Moro percebeu que o tiro saiu pela culatra, porque grande parte da população brasileira, assim como a sociedade organizada compreenderam que a Lava Jato, a despeito de se combater a corrupção, o que é louvável, é na verdade um instrumento de combate político, partidário e ideológico, que atua e age no campo político da direita. A oligarquia brasileira que mais uma vez em sua desditosa e sombria história conquista o poder pela força, desta vez por meio de chicanas jurídicas e ações de parlamentares conservadores.

Deputados e senadores que se elegeram por intermédio da democracia e do Estado de Direito e se voltaram contra a legalidade e a legitimidade para colocar na cadeira da Presidência da República um traidor e golpista usurpador cujo nome é *mi-shell temer, chefe de um governo corrupto, incompetente e desmoralizado, porque seus membros frequentam as listas de delações da Lava Jato.

Uma bagunça só, mas desordem premeditada e oportunista, pois a fim de vender o patrimônio do Brasil e retirar o povo e o trabalhador do Orçamento da União e conceder recursos financeiros e materiais aos ricos, aos grupos transnacionais e até mesmo a governos estrangeiros, que compram o Pré-Sal por  meio de suas estatais. Isto mesmo, países como a Noruega compram o Pré-Sal da estatal Petrobras por intermédio de sua estatal Statoil. Lá, os gringos fortalecem o patrimônio público deles.

E o Pedro Parente, presidente golpista da Petrobras e tucano da pior qualidade administrativa, está solto quando deveria estar preso. Porém, não se sabe de um único procurador do MPF a se sentir indignado e a combater o desmonte criminoso do estado brasileiro. É assim que a banda toca neste País atrasado onde o retrocesso é considerado avanço. Enquanto isso, dedicam-se fanaticamente contra o PT e o Lula. E por quê? Porque o golpe de direita e de caráter entreguista ainda não foi consolidado.

A primeira parte foi a deposição de Dilma Rousseff e a segunda parte é o impedimento de Lula como candidato a presidente. Por isto que temos juízas como a Diele Zydec, dentre muitos outros que no decorrer desses últimos anos golpistas conspiraram contra o Governo Dilma e que agora lutam para que Lula não seja presidente pela terceira vez. O Judiciário está no golpe, como também seu parceiro e cúmplice de sedição: a imprensa meramente de mercado dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas e oligopolizadas. Ponto.   

O Parlamento desmoralizou-se, como estão a caminho desse processo antropofágico e miseravelmente persecutório a Justiça e o Ministério Público Federal (MPF). Instituições onde vicejam juízes como Sérgio Moro e Diele Zydec, além de procuradores, a exemplo de Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima, afrontam a Constituição, porque têm lado, escolheram partido, são ideológicos à direita e fazem política baixa e rasteira, que tem a finalidade de destruir o PT e consolidar o golpe das bananas, mas violento.

O golpe para manter a direita no poder até o fim de 2018 e para isso é necessário criminalizar e demonizar o Lula por meio de Lawfare (perseguição jurídica) e do jornalismo de guerra repercutidos pelo baronato das mídias privadas e de concessão pública, há de se ressaltar. É necessário destruir moralmente o maior político do Brasil de todos os tempos e que cada vez mais se aproxima historicamente de Getúlio Vargas, o pai da industrialização brasileira e o arquiteto dos direitos trabalhistas por intermédio da CLT, que está a ser estuprada por deputados e senadores irresponsáveis e miseravelmente patronais e entreguistas, já que golpistas e desprovidos de quaisquer sentimentos de nacionalidade e noções de soberania para o Brasil.

Lula no poder contraria, insofismavelmente, os interesses do grande capital nacional e internacional. Além disso, é visível que o Lula está a provar diariamente que jamais se aproveitou do poder para se beneficiar ou favorecer grupos econômicos e pessoas terceiras, como comprovam, inclusive, os delatores escolhidos a dedo pelos procuradores e juiz da Lava Jato para depor e relatar sobre a conduta do ex-presidente e fundador do PT e da CUT, o mais importante partido político e a mais poderosa central sindical da história do Brasil.  

Nenhum deles acusou o Lula, e os dois executivos, Leo Pinheiro e Renato Duque, que o acusaram na semana passada, disseram anteriormente e inúmeras vezes que não tinham informação alguma sobre a influência do ex-mandatário em esquemas ilegais. De repente, não mais do que de repente, os presos e já condenados há décadas de cadeia (Pinheiro, condenado a mais de 30 anos de prisão; Duque, condenado a mais de 50 anos) resolveram atender aos ansiosos procuradores e juiz da Lava Jato. Surreal! Os dois presos, de forma precipitada e atabalhoada, resolveram falar contra o Lula, mas sem apresentar quaisquer provas e em um momento que o líder petista teve adiado do dia 3 para o dia 10 de maio seu depoimento.

A resumir: Moro e Dallagnol se concederam uma semana a mais para tentar acusar o Lula de ladrão e, quiçá, prendê-lo durante a oitiva, a despeito de não haver provas que comprovem os malfeitos alegados contra o líder trabalhista que lidera todas as pesquisas eleitorais. Porém, qualquer pessoa com um mínimo de lógica, discernimento, sensatez e noção de justiça se perguntaria: "O Moro e o Dallagnol são autoridades preocupadas com a verdade, a realidade e estão realmente a fim de fazer justiça?" Evidentemente que não, afinal o papel da Lava Jato é político e ideológico e quem é político e ideológico o é também partidário. Ponto.

A verdade é que o juiz Moro foi escolhido a dedo, e este dedo começou a apontar para o Brasil em território norte-americano, bem como tem suas ramificações aqui, em Terra Brasilis, que são conectadas às corporações do MPF, da PF, de setores da Justiça e da  Abin, que é ligada diretamente ao Palácio do Planalto. Digo ainda que setores de inteligência das Forças Armadas coadunam e participam dessa conjuntura político-institucional inquietante e instável, que traz escuridão ao Brasil e que dividiu, indelevelmente, a sociedade brasileira.

Outra fator que me chama a atenção é quanto aos oficiais das Forças Armadas. Os oficiais brasileiros são pequenos burgueses e sempre estiveram ao lado dos interesses da burguesia e da plutocracia, de acordo com a história e das pessoas que a vivenciaram e a leram. Eles são ou querem ser unhas e carnes de seus colegas de fardas yankees. Trata-se apenas de um nacionalismo de bandeiras, hinos e marchas — o nacionalismo de aparências e superficial, mas não se importam com a autonomia, a independência e a soberania do Brasil, pois, do contrário, estariam a reclamar das privatizações de lesa-pátria, antinacionais e do fim dos programas de inclusão social perpetrados por um governo de corruptos e golpistas.

Um governo ilegítimo que, na verdade, sempre recebeu o apoio da maioria do oficialato brasileiro da ativa e da reserva, como demonstraram, inquestionavelmente, a postura dos militares oficiais nos protestos de coxinhas nas ruas, além de suas opiniões, muitas delas de cunhos fascistas, preconceituosos e sectários, por intermédio das redes sociais. Esta é a verdade. Este é o fato, sendo que contra os fatos não há argumentos, porque já aconteceram e se aconteceram não há como mudar ou modificar a história e as realidades pretéritas. Simples assim.

O modo de vida dos militares é praticamente socialista, pois amplamente e organicamente comunitário, mas a ideologia e seus valores e princípios o são irremediavelmente pró-capital. Contraditório, mas real. Muitos deles se dizem privatistas e capitalistas, mas não abrem mão da estabilidade funcional e de suas garantias previdenciárias e trabalhistas, porque militar que eu saiba não é patrão e muito menos proprietário de terras, de empresas ou de bancos.

O militar é o capitalista sem capital e, como filho de oficial que eu sou, nunca compreendi o porquê dessas pessoas serem tão reacionárias e sectárias quando se trata de os políticos trabalhistas efetivarem, no decorrer da história, políticas públicas e programas de inserção social e distribuição de renda e riqueza. Para mim é o fim da picada e de uma idiotice e despolitização completa.

Ou me engano? Se me engano, então assevero que os militares são treinados e doutrinados desde os tempos de escolas para cadetes, com raras exceções, a considerar como inimigos a esquerda, os movimentos sociais, populares e de trabalhadores, bem como tudo aquilo que questione o status quo — o establishment. O inimigo a ser derrotado, o inimigo interno, o povo como inimigo, porque a classe média é aliada das classes dominantes, como ficou mais uma vez comprovado na deposição de Dilma Rousseff.

Os militares são aliados da alta burguesia, porque também de classe média e com os mesmos princípios e valores pequenos burgueses dos civis conservadores que os admiram. Os militares defendem o sistema político hegemônico do campo da direita, o capital e o modo de vida cristão, judaico e ocidental, que sempre lutou para controlar as riquezas e as terras do País, além de manter a ferro e fogo grande parte da população nos guetos, nos morros e nas periferias, sem acesso aos serviços do Estado, porque o Estado burguês não existe no Brasil para servir e atender a população e sim para tratar dos negócios privados e patrimonialistas da burguesia, que deu um golpe bananeiro em Dilma para exatamente tratar de seus negócios junto a seus sócios internos e externos.

Só que fome e miséria, subdesenvolvimento e violência, ignorância e falta de escolaridade não têm a menor graça, bem como essas misérias e perversidades humanas de essências diabólicas não têm nada a ver com ideologias e crenças. Tem a ver, com toda certeza e razão, com a "elite" branca, dona da casa grande de alma escravocrata e espírito de porco, que há mais de cinco séculos se recusa a pensar o Brasil para desenvolvê-lo e a emancipar seu povo, de forma que ele experimente e passe a saber o que é liberdade, esperança e livre arbítrio.  

Eu considero o seguinte: militar deveria estar sempre a favor dos trabalhadores e contrário a quem se insurge contra os interesses e o desenvolvimento social e econômico do Brasil, a incluir neste conjunto de interesses nacionais os programas estratégicos, como o arsenal militar de defesa e de ataque, no que tange à ciência, à pesquisa e à construção de equipamentos de guerra; no que concerne às questões espaciais, como foguetes e satélites; no que é relativo à diplomacia independente do Brasil em relação aos EUA e aos países europeus hegemônicos; no que se dispõe quanto ao desenvolvimento da indústria naval e petrolífera; no que se refere à proteção e valorização do mercado interno com oferta de empregos para os trabalhadores brasileiros, além do apoio estatal às grandes empresas deste País, que se tornaram multinacionais e que disputam o mercado externo, além de atenção redobrada à infraestrutura exemplificada em portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, hidrovias, hidrelétricas, mobilidade humana e transportes.

Defender essas questões realmente sérias é ser nacionalista e responsável com a Nação. Os militares têm de ter essa compreensão, porque não basta apenas guardar as fronteiras, fazer segurança presencial quando chamados a exemplo da Olimpíada, jurar a bandeira, bater continência, marchar e cantar hinos. Não, não basta. Amar o Brasil e defender seus interesses, além de respeitar o povo e os trabalhadores requer entender as razões de ser brasileiro e, consequentemente, realizar-se tudo o que eu disse acima sobre os militares e o que é de fato ser nacionalista.

Os oficiais das Forças Armadas têm de se politizar e compreender quem são os verdadeiros inimigos internos, que ao meu modo de ver são os membros da casa grande e seus capatazes de confiança, cujos proprietários estão diretamente envolvidos com o golpe de estado de 2016. Quem cala consente. Se políticos, juízes, procuradores e militares se calam quanto aos interesses do Brasil e de seu povo que arquem com as consequências de sermos um povo dominado e escravizado por estrangeiros e por uma burguesia nacional fantoche, servil, subordinada e portadora de incomensurável complexo de vira-lata.

Em apenas três anos, os golpistas de direita, capitalistas entreguistas, servis e subalternos aos interesses dos Estados Unidos e da grande burguesia brasileira estão a desmontar o Estado nacional, a extinguir programas essenciais para o desenvolvimento da Nação e a vender o Brasil em ofertas dignas de um feirão dominado por gângsters, que tomaram de assalto o poder e que nunca e em hipótese alguma pensaram o Brasil para desenvolvê-lo. A direita é um câncer porque não constrói nada, como irredutivelmente comprova a história.

Para mim e para muita gente, os líderes históricos trabalhistas são muito mais nacionalistas e comprometidos com a soberania do Brasil do que qualquer militar, principalmente após o golpe de 1964, apesar de eu reconhecer de ter havido militares realmente nacionalistas e compromissados com o País, principalmente os de 1930 quando Getúlio chegou ao poder por meio de uma revolução e não de um golpe, como quer fazer crer a imprensa de mercado e os acadêmicos ligados às elites.

Você, leitor, não acredita? Então leia os programas de governo de Getúlio, Jango, Brizola (candidato a presidente), Lula e Dilma. Depois de lê-los, pesquise e observe o que os políticos trabalhistas e de esquerda construíram em prol do desenvolvimento social e econômico do Brasil e compare com o que realizaram os presidentes de direita e ligados às oligarquias, à casa grande brasileira de índole e caráter escravocratas. Faça isto. Compare. Depois pense e pondere...

A diferença é gritante ou imensa e por isto que geralmente candidatos trabalhistas derrotam os candidatos de direita em eleições livres e diretas para presidente da República. Por causa disto que o Brasil mais uma vez em sua lamentável história é vítima de mais um golpe deplorável de terceiro mundo, com a carranca e o focinho da burguesia e da pequena burguesia brasileiras. Encerro por aqui e retomo o assunto Moro e Diele Zydek.

Esses juízes, dentre outros, pertencem a corporações e órgãos que são partes inerentes e importantes do golpe de estado de 2016, que aconteceu no Brasil e derrubou Dilma Rousseff, a presidente constitucional, legitimada pelas urnas, que lhes concederam 54,5 milhões de votos. O Brasil dos juízes, procuradores e delegados golpistas é a Banânia, cuja capital para essa gente é Miami ou Orlando, de acordo com o juiz Catta Preta.

Neste interregno, de apenas uma semana, Moro e seus "intocáveis" do MPF, volto a lembrar, tentaram, em vão, fazer com que dois executivos presos forjassem provas que servissem como balas de prata para detonar o líder trabalhista, que há três anos sofre todo tipo de perseguição e covardia, a relembrar perseguidos políticos do passado como Getúlio Vargas, João Goulart, Juscelino Kubitschek e Leonel Brizola, todos eles políticos do campo popular, que comeram um dobrado quando a direita escravocrata deste País tomou o poder de assalto, como fazem os bandidos ou marginais nas ruas, nos comércios e nas residências.

A questão fundamental e que ora está em jogo é que o juiz Moro, que se reportou ao seu "eleitorado" pela internet e com isso sedimentou ainda mais a desconfiança de que ele é partidário e está a enfrentar o Lula como acusador e político adversário, não quer permitir que o Lula grave seus depoimentos, o que é estabelecido como direito do cidadão por intermédio do Código Civil. Moro rasga a Constituição, o Código Civil e o Código Penal a seu bel-prazer, como se ele fosse um ditador, que determina como deve proceder seu adversário e à margem da lei.

Além disso, o juiz de província afirmou que Lula faz política, porque terá apoiadores em Curitiba, quando a verdade o ex-presidente é um animal político que faz política há quase 50 anos e, consequentemente, aonde ele estiver terá o apoio de correligionários e simpatizantes. Ora bolas! Quem faz política é o Moro, e há muito tempo. Sem dúvida. Disse a Frente Brasil de Juristas pela Democracia (FBJD): "Intransigente na defesa do Estado Democrático de Direito e reiterando preocupação com o resguardo do "justo processo" para todos e, em especial, para o ex-presidente Lula, no âmbito da Operação Lava Jato, vem a público ALERTAR sobre a necessidade de que a gravação do depoimento remarcado para o dia 10/05 seja ampla de modo a proteger a defesa e não frustrar o propósito legal de dar a conhecer a totalidade da dinâmica da audiência, formada por acusação, defesa e juízo".

O que deseja o Moro? Que só seja permitida as gravações da Lava Jato para que depois elas sejam vazadas criminosamente e a conta gotas para a imprensa alienígena e aliada dos togados da Lava Jato? E disse mais a FBJD: "O registro audiovisual dos atos processuais de forma ampla, irrestrita, capaz de transmitir o momento da audiência na sua totalidade, é garantia para ampla defesa e contraditório, com o fim de evitar que as audiências sejam instrumento de abuso contra o próprio acusado em posição vulnerável, maculando o rito processual e o sentido de justiça".

A Lava Jato se continuar a não perceber que o engodo e a farsa contra o Lula terão de acabar, a única coisa que se verá é que a Lava Jato, que levou a economia do País à bancarrota com a enorme ajuda do golpista *temer, de sua corja e da rede Globo, subirá no telhado. Enquanto isso, a juíza Diele Zydek, que pareceu estar a fim de cooperar com as arbitrariedade do juiz Moro ao proibir manifestações pró-Lula na imediações da 13ª Vara Federal onde Lula irá depor amanhã.

O problema é que tais proibições como não gravar o depoimento de Lula ou proibir manifestações são anticonstitucionais e contrariam o que estabelece o Código Civil. Trata-se da ditadura do Judiciário com o protagonismo também da imprensa de coronéis midiáticos, a exemplo dos irmãos Marinho. Asseverou o professor e jurista Luiz Moreira: "Moro só confirma que já não se pauta pela técnica jurídica. A própria existência da TV Justiça confirma a legalidade do pedido de defesa [para gravar e filmar o depoimento de Lula]". Moreira complementou: "Soa ridículo que um juiz que divulga vídeos seus pelo Facebook e proíba alguém de gravar seu próprio depoimento".

A verdade é que o Brasil no dia 10 de maio conhecerá a verdade, não porque o Lula é o candidato do campo popular e de esquerda, que lidera as pesquisas. Não, de forma alguma. O que importa e o que está em jogo é a verdade sobre o Lula e a verdade sobre a Lava Jato de Moro e Dallagnol, com os auspícios da PF do delegado Lendro Daiello, a cumplicidade do STF, o apoio da PGR de Rodrigo Janot e a parceria com a máquina de moer reputações e vidas exemplificada na Rede Globo.


Lula ter o direito de gravar seu depoimento e torná-lo público permitirá que o povo brasileiro conheça e compreenda de fato o que está a acontecer no Brasil. E o que está a acontecer? Respondo: o maior linchamento moral e político da história do Brasil, a covardia mais infame perpetrada pelo Judiciário e a imprensa comercial e privada e a consolidação do golpe dentro do golpe, que seria o impedimento de Lula concorrer à Presidência em 2018. A Lava Jato vai subir no telhado porque nada, mas nada mesmo derrota a verdade. Lula vem aí! É isso aí.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Carta a Rodrigo Maia — Instala-se na Câmara o golpe no golpe para evitar Lula presidente em 2018

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


"Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador". (Paul Valéry)

A notícia

"O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mandou instalar, na tarde desta quinta-feira, uma comissão especial para analisar uma proposta de emenda constitucional, apresentada pelo deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), que estabelece a simultaneidade nas eleições para todos os cargos majoritários. Com isso, abre-se o caminho para a anulação das eleições presidenciais de 2018 e a disputa poderia ocorrer apenas em 2020, quando haverá eleição para as prefeituras. "Pode ser o golpe dentro do golpe", diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que vê risco de cancelamento da disputa presidencial.

No último domingo, o Datafolha revelou que o ex-presidente Lula lidera em todos os cenários, com 29% a 31% das intenções de voto, e que 85% dos brasileiros exigem a saída imediata de Michel Temer e a convocação de diretas já. No entanto, o eventual adiamento das eleições ajudaria a direita, que já derrubou a presidente Dilma Rousseff por meio de um golpe parlamentar, a tentar inabilitar Lula no tapetão. Esta proposta de emenda constitucional estava parada desde 2003, mas acaba de ganhar tramitação urgente na Câmara, segundo aponta o deputado Pimenta. Em suas falas posteriores ao golpe, a presidente deposta Dilma Rousseff sempre alertou para o risco de anulação das eleições de 2018".

Carta ao golpista

Golpista é golpista, e nada mais do que isto. Explica-se e define-se o significado da palavra: "Golpista é quem planeja ou realiza golpes, estratagemas ou tramas ilegais que buscam enganar, fraudar, iludir e mentir. Golpista é o sujeito safardana e velhaco que dá golpes ou que ludibria alguém para obter lucro e vantagem, além de ser aquele que conspira para usurpar o poder violentamente ou por meio de subterfúgios jurídicos e políticos para derrubar determinado governo ou governante. Golpista é o indivíduo que toma parte em um golpe de Estado, ou seja, trata-se de partícipe e cúmplice de crimes constitucionais, institucionais, de lesa-pátria e de traição".

Para que qualquer pessoa possa se tornar um golpista, antes de tudo e de qualquer coisa é necessário que tal indivíduo casca grossa seja um tremendo cara de pau, porque, do contrário, não se consegue ser um verdadeiro, legítimo e genuíno golpista e usurpador. É essencial ao golpista não perder este foco — a sua concentração. A ética, irremediavelmente, torna-se apenas um detalhe, pois tratada como filigrana, como uma questão sem a menor importância por aquele que deseja concretizar seus desejos e impor suas vontades, mesmo se for contra os interesses do País ou da Nação. O golpista é o traidor.

Para se transformar em golpista de alto rendimento, como se fosse um atleta de ponta, o sujeito tem de ser um especialista em cinismo, hipocrisia, mentira, maledicência, egoísmo e narcisismo, além de ter a completa e total noção e consciência de que ao juntar todos esses defeitos humanos em uma só pessoa, o golpista, aí sim, estará pronto para entrar em ação e colocar em prática todo seu mau-caratismo temperado pela leviandade, sordidez, patifaria e violência.

O golpista é a personificação do arrivismo em toda a plenitude em forma de infâmia. O golpista é o próprio arrivista, pois a mais perfeita tradução do "meritocrata" de conveniência, pois oportunista, além de ser o privatista do dinheiro dos trabalhadores e o predador voraz de suas garantias constitucionais e de seus direitos trabalhistas e previdenciários. O golpista rouba dos pobres para dar aos ricos, a beneficiar e privilegiar aos que tem muito. Ele faz questão de viver em um mundo paralelo e divorciado das realidades, porque, indelevelmente, irresponsável.

O golpista transforma o Estado republicano em patrimonialista, bem como mantém o Brasil como colônia a ser eternamente explorada, pois na condição de subalterna e servil sempre será mais fácil deixar o povo brasileiro de joelhos, trair os interesses do País e roubar das pessoas o sonho de um Brasil justo, soberano, livre e democrático. A resumir: o golpista é um grande safado; trata-se de deplorável traidor, porque de uma descompostura ética inenarrável.

O golpista é antes de tudo e de qualquer coisa um criminoso que efetivou a derrubada da presidente legítima e constitucional, Dilma Rousseff, e ainda luta para consolidar um golpe de estado e de direita travestido de legal e legítimo, porque recebeu e recebe o apoio da imprensa de mercado mais corrupta e mentirosa do planeta, bem como setores do Judiciário acobertaram seus crimes para que os golpistas pudessem dar ao golpe de estado de 2016 contra a democracia e o Estado de Direito um aspecto de legalidade e legitimidade.

Certamente e evidentemente que a intenção digna de "João sem braço" dos golpistas malandros e espertalhões não deu certo, porque os mundos mineral, vegetal e animal perceberam que no Brasil aconteceu mais um golpe terceiro-mundista, ou seja, bananeiro e cucaracha. Aliás, os golpistas odeiam o Brasil, mas adoram a Banânia, porque na Banânia a bagunça é incomensurável e, com efeito, os golpistas e seus parceiros do crime de golpe de estado e de direita poderão enriquecer ainda mais.


Instala-se, na Câmara dos Deputados, o golpe no golpe para impedir no tapetão que o ex-presidente Lula seja candidato nas eleições de 2018, pois o líder trabalhista é o favorito a vencê-las e a direita golpista está desesperada, porque seus candidatos estão desmoralizados, pois acusados de corrupção e de outros crimes constantes no Código Penal. Lula lidera todas as pesquisas eleitorais. Como já afirmou o poeta Cazuza: ”Transformam o País inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro". Golpistas são assim, não é Rodrigo Maia? É isso aí.