sábado, 16 de abril de 2016

Lula, Stédile, trabalhadores e esquerda tem de ocupar as ruas do País se o golpe passar no domingo

Por Davis Sena Filho – Palavra Livre


Vamos direto ao assunto e ao que tem de ser feito. Se o golpe de estado travestido de legalidade não for derrotado no domingo, o ex-presidente Lula, o líder nacional dos Sem Terra, João Pedro Stédile, o líder nacional dos Sem Teto, Guilherme Boulos, o líder nacional da Via Campesina, Cedenir de Oliveira, além da CUT, da UNE, da CNBB, dos partidos de esquerda, à frente o PT e o PCdoB, bem como os 54.5 milhões de brasileiros, que votaram em Dilma Roussef para reelegê-la, têm de ocupar as ruas.

E não é somente isto. Tem de parar o Brasil e mostrar à burguesia (empresários, políticos e servidores públicos do Judiciário) e à pequena burguesia (classe média coxinha reacionária e despolitizada) que são os trabalhadores que produzem, de fato, as riquezas do Brasil, assim como podem pará-lo, a piorar ainda mais a crise política e econômica, porque na mão grande e na canalhice, ou seja, por intermédio de um golpe criminoso promovido pela direita brasileira e sua casa grande há muito tempo desesperada por não controlar há quase 14 anos o Orçamento da União, o impeachment sem motivo factual não vai acontecer.

O golpe de estado surreal, porque quem tenta concretizá-lo são políticos e empresários que são réus ou respondem a inúmeros processos na Justiça, além de que os lideres do golpe estão mais sujos do que pau de galinheiro, nas pessoas de Michel Temer, Eduardo Cunha e seus áulicos do golpe, como as famigeradas Organizações(?) Globo da famiglia Marinho, além de outros setores historicamente golpistas como a Fiesp e grupos indevidamente politizados e partidarizados da Justiça, do MPF e da PF.

É simplesmente uma crônica do absurdo e de horrores, porque as acusações contra a presidenta trabalhista formam uma peça jurídica na qual a verdade e a realidade são tratadas incrivelmente apenas como irrelevantes detalhes, em um mundo fantástico dos contos dos irmãos Grimm, como Rapunzel, Cinderela e Chapeuzinho Vermelho, pois as denúncias e as acusações são infundadas, descabidas e, portanto, sem nenhuma consistência que possa levar Dilma Rousseff a cair do poder por meio de um impeachment sem crime de responsabilidade.

O golpe de estado e mal engendrado não vai vicejar, vencer e acontecer. Que não vai, não vai, pois quem viver verá... Esse golpe criminoso de direita, da direita e para a direita vai ser derrotado ainda na Câmara dos Deputados e não chegará ao Senado, onde também seria derrotado, porque, na verdade, trata-se da maior farsa e fraude política da história do Brasil, além de crime contra a Constituição, o Estado Democrático de Direito, a Democracia e contra o povo brasileiro, que ficou décadas sob o jugo de uma ditadura empresarial-militar, que calou as pessoas, as censurou, as perseguiu, as exilou, as torturou e as matou.

Se o golpe do impeachment passar, os golpistas, porém, não passarão. Não vão dar o golpe e ficar imunes ao que fizeram, mesmo os golpistas anônimos das turbas coxinhas, porque suas consciências mais cedo ou mais tarde perceberão que apoiaram um golpe de estado para que políticos corruptos assumissem o poder e, com efeito, governar de forma ilegítima o Brasil. Sem legitimidade não há paz social e nem política. Não há crescimento econômico, mas haverá guerra, porque um governo de direita formado por golpistas, cuja maioria acusada de corrupção não possibilitará qualquer trégua, acordo, negociação e, consequentemente, o País ficará ingovernável.

Ninguém vai aceitar ser vítima de golpe mequetrefe e inconstitucional, não ter seu voto em Dilma Rousseff validado e ver usurpadores do poder republicano e da democracia a assumir a Presidência da República sem o crivo das urnas e desprovidos de qualquer legitimidade política e institucional. Ninguém é otário ou burro. Um golpe nos tempos de hoje significa retroceder o Brasil a 1964.

Não há mais espaço para a casa grande brasileira tratar o Brasil como se fosse seu quintal para a “elite” se locupletar e manter o País e seu povo presos aos grilhões do atraso econômico e do retrocesso das garantias constitucionais e das conquistas sociais. Se a burguesia e seus aliados coxinhas de classe média consideram que vão dar um golpe criminoso e ficar depois tudo bem, como se nada tivesse acontecido vai ser um inenarrável engano., porque vai ter reação e luta, que será nas ruas das cidades e nos campos. E por quê? Porque golpe sem crime de responsabilidade é inaceitável! Simples assim.    

Se o golpe vicejar, Michel Temer e seu bando de golpistas não vão governar, a começar que as greves serão gerais e vão parar o País, só para início de conversa, bem como as rotinas das cidades vão ficar mais duras, porque ninguém em sã consciência vai aceitar quieto e conformado um golpe efetivado pela direita, porque ela não aceitou sua quarta derrota eleitoral consecutiva. A verdade é que o fato notório e específico é este: a não aceitação da derrota para o PT por parte dos demotucanos, tanto é real que Aécio Neves no outro dia estava nas ruas a propalar o golpe e a contestar, inclusive, a contagem dos votos na Justiça.

Depois o golpe cresceu na imprensa de mercado e alienígena dos magnatas bilionários, no sistema judiciário partidarizado, nos segmentos empresariais mais atrasados e conservadores, a exemplo da Fiesp e de seu pato amarelo corrupto e sonegador e, obviamente, nas associações patronais rurais, que combatem há séculos a reforma agrária e contratam jagunços para matar camponeses, que ocupam terras devolutas e improdutivas.

Entretanto, vai acontecer muita coisa que esses golpistas de direita e inconsequentes nem imaginam, porque gente irresponsável e sem discernimento somente se importa com os fins que suas más ações podem lhes propiciar, mas existem os meios e nesses meios se encontra a resistência de dezenas de milhões de pessoas contra o golpe de estado injusto e inconstitucional, porque não há crime de responsabilidade cometido pela presidenta eleita pelo PT.

Está mais do que na hora dessa crise política sem precedentes terminar. Está na hora de a direita parar para pensar no grave erro que está a fazer e a cometer. Grande parcela da população brasileira vai reagir ao golpe de estado de direita. Isto está mais do que posto. Michel Temer e Eduardo Cunha são golpistas e mentirosos descarados, porque o golpe do impeachment não tem base legal. 

 Lula, Stédile, trabalhadores e esquerda tem de ocupar as ruas do País se o golpe passar no domingo. Os democratas, os garantistas, os legalistas e os constitucionalistas não vão permitir que a jovem democracia brasileira tenha suas raízes arrancadas para que os golpistas de direita possam se apropriar do Brasil. Não vai ter golpe! Já tem luta! Golpe nunca mais!


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Entenda o porquê do golpe de direita e do ódio em forma de coxinha

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Dia 12 da abril. 8h25. Encontro-me dentro do elevador de um prédio comercial, no Centro do Rio. Entra um senhor bem vestido, altura média, grisalho de uns 65 anos. Me cumprimenta. Eu respondo afirmativamente com a cabeça. Ele me diz: "Não quero saber se é golpe ou não é golpe. O Brasil tem de mudar. O que acha?" Respondo: "Não sou favorável ao golpe". Me calo. Ele olha para mim, em dúvida. O elevador chega no andar que eu vou ficar. O terceiro. Saio do elevador, e ele em fúria vocifera: "Para mim todo petista tem de tomar tiro... Tiro no cu!" O elevador sobe e ele some de minhas vistas, mas mesmo assim o ser que parecia civilizado explode em cólera retumbante: "Os militares deveriam tomar este País e dar tiro no cu de petistas! Desgraçados!"  Me benzo. Ainda é manhã. Faço o sinal da cruz, e vou ao consultório do oftalmologista.  

O golpe é uma doença que geralmente acomete as "elites" subdesenvolvidas e colonizadas, mas bilionárias de países igualmente subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, a exemplo do Brasil. O golpismo é seu principal sintoma, pois engendrado nos gabinetes de políticos, de juízes, de procuradores, de delegados da PF, mas principalmente, como a doença do golpe atual, o golpismo, seu principal sintoma, iniciou-se na Vara do Moro, do PSDB do Paraná, com a cumplicidade do procurador-geral, Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot, bem como na empresa de "educação" do juiz Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso.

Contudo, o golpe, em forma parlamentar e congressual, foi escaneado e esquadrinhado, efetivamente, nos gabinetes do Amigo da Onça, o vice-presidente Michel Temer e seu aliado de golpe de estado travestido com o verniz de legalidade, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, os dois do PMDB, que resolveram, o primeiro por cobiça e ambição desmedida, sendo que o segundo retaliou a presidente Dilma Rousseff por vingança, e, mais do isto, para dar fim ao mandato legítimo de uma mandatária trabalhista.

Por sua vez, não se deve nunca esquecer o fomentador e articulador do golpe, o sujeito que apagou incêndio com gasolina, o golpista-mor que reponde pelo nome de Aécio Neves, senador tucano derrotado por Dilma nas urnas, que não aceitou a derrota e se transformou em um Carlos Lacerda, menos culto e inteligente, mas tão golpista quanto o Corvo, bem como, tal qual ao udenista que depois foi rejeitado e isolado pelos militares, Aécio vai entrar para as páginas sombrias da História do Brasil, como o boi de piranha, o otário que pagou pau, pois se o PMDB conquistar hipoteticamente o poder, realidade esta que não vai acontecer, Aécio Neves vai ser lembrado como o golpista que bate palmas para malucos dançar.

Os malucos são o Michel Temer e o Eduardo Cunha, que, no poder, evidentemente, preparariam a cama de gato para as eleições de 2018 e, por seu turno, tratariam de enfraquecer as candidaturas tucanas, que estão desmoralizadas, pois frágeis politicamente, além de desgastadas pelo tempo, a exemplo de Geraldo Alckmin e José Serra. Além do mais, a candidatura Aécio Neves morre com o PMDB, porque tal partido vai disputar o mesmo público e propõe praticamente os mesmos programas de governo do PSDB, de conotação neoliberal, o mesmo neoliberalismo que é derrotado como proposta há quatro eleições consecutivas pelo PT, assim como fracassou no mundo, inclusive na Europa e nos Estados Unidos.

Vide a crise da gringada que perdura desde 2008 e mesmo assim tais países desenvolvidos não prenderam até hoje os banqueiros e os proprietários das grandes imobiliárias, ladrões e corruptos que roubaram, a se provar com isso que nesses países, diferentemente do Brasil atual, rico, milionário, bilionário e branco não são presos, bem como na Europa e nos "Esteites" existe impunidade para quem tem dinheiro e poder. Aliás, sempre teve. Depois fica uma malta de coxinhas babacas a repetir como papagaios sem asas presos a poleiros e a tagarelar, porque é impossível para esses seres de pouquíssima complexidade cerebral e mental ter discernimento e conhecimento sobre os fatos, as realidades e as verdades que se apresentam.   

Entretanto, por que vivemos ou vivenciamos a tentativa  de se sacramentar um golpe de direita, que tem por essência o ódio em forma de coxinhas ferozes de classe média e ricos, como aquele ser troglodita do elevador? Respondo: Dilma lidera um Governo que tem projeto vitorioso e que vai ficar para sempre na memória e no imaginário do povo brasileiro, que levou o PT a vencer quatro eleições consecutivas. Dezenas de milhões de pessoas foram beneficiadas, porque ascenderam socialmente, e, consequentemente, votam no PT.

A razão principal é esta e não tem muito segredo. E se um grupo político, coligado ou não como é o caso do PT, atende os pobres e melhora a condição de vida dessas camadas sociais desprivilegiadas, invisíveis ao Estado e à iniciativa privada, certamente que parte significativa da população brasileira vai votar nos políticos do Partido dos Trabalhadores, que não é uma sigla política de esquerda, no sentido de radical. Pelo contrário, Lula e Dilma e a maioria de seus colaboradores são moderados, não revolucionários, porque não são radicais.

Na verdade, são sociais democratas, mas de verdade,  como era a social democracia europeia até o início dos anos 1980, que depois se degenerou e abraçou os programas de direita em termos mundiais, que depois se denominou de Consenso de Washington. Não é Tony Blair? Por sua vez, no Brasil o PSDB só tem a social democracia no nome, pois tão de direita quanto o DEM, a abraçar todos os princípios do capitalismo quando se torna selvagem e predador, bem como dissociado dos interesses do País e das necessidades do povo. Quanto a isto não se resta dúvida. 

Contrários aos demotucanos, Lula e Dilma cansaram de afirmar em conversas, em negociações e em discursos que desejam uma sociedade de classe média, ou seja, tal qual a norte-americana, por exemplo, sendo que exemplificada na social democracia europeia, aquela originária, a que foi extinta e que pregava o estado do bem-estar social, como ocorre nos países escandinavos, muito desenvolvidos, a ter o estado como o indutor do desenvolvimento dos povos nórdicos.

O núcleo dominante do PT e que ocupa a Presidência da República é social democrata. Contudo, a direita brasileira é tão radical, atrasada, provinciana e violenta, que, mesmo a ser beneficiada economicamente nesses anos todos de várias formas e maneiras, como as enormes desonerações praticadas pelo Governo Trabalhista sobre os produtos vendidos no mercado pelos empresários, combate a ferro e fogo mandatários que nunca pensaram em implantar o socialismo no Brasil, apesar de serem de esquerda, como o Lula e a Dilma.

Até mesmo a presidente Dilma após ter amadurecido em idade, em experiência e até mesmo politicamente. Duvida? Então sugiro que observe o plano econômico atual do Governo Dilma, que chegou a ter como ministro da Fazenda o economista e engenheiro Joaquim Levy, que, sobremaneira, jamais poderá ser considerado um homem de pensamento de esquerda e ligado à corrente estruturalista e desenvolvimentista, no que concerne ao pensamento econômico, a exemplo de Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares ou Guido Mantega, para dar um exemplo mais recente.

Lula, para quem não sabe, ideologicamente está mais à esquerda do que Dilma, mas mesmo assim realizou governos moderados, pois, inclusive, não fez a reforma agrária como deveria ser feita, pois compromisso histórico do PT. E deveria, porque se tem um grupo no Brasil que merece consideração e respeito é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de outros grupos sociais de trabalhadores do campo e das cidades, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Lula também cometeu seu maior erro e hoje paga caro por isto. Não efetivou o marco regulatório (econômico), sem se intrometer em conteúdos jornalísticos, no que tange aos meios de comunicação.

E fica aí, a falar e a repercutir desatinos e desconhecimentos um bando de bestas-feras a insultar e a dar golpes em uma presidente que jamais cometeu crimes de responsabilidade. O golpe é farsa e fraude, pois é criminoso, bem como cometido por empresários, políticos e gente do Judiciário que se dizem cidadãos de bem, e, o pior, acreditam nisso. Mentem para si mesmos e fazem da hipocrisia, do cinismo e da má-fé um modo de vida. Vade retro...

Acontece que literalmente esses atores (maus) não são do bem, porque efetivaram um processo criminoso e golpista, fora da lei, porque impeachment só pode ser aprovado se a pessoa acusada e denunciada cometeu crimes, conforme a Constituição, realidade esta que não é o caso de Dilma Rousseff. O golpe de Estado não vai passar na Câmara quanto mais ir ao Senado.  Afinal, não queremos um País bárbaro, à margem da lei, cujo futuro é o retrocesso econômico e social, porque quando grupos políticos e econômicos ilegítimos ocupam os poderes da República, a paz some do mapa e a vida se transforma em um inferno de Dante, porque o inconformismo, a ira, a revolta e a injustiça passam a imperar à revelia da Lei.     

Os conflitos serão imensos e Lula vai para as ruas com todo o movimento social e os partidos de esquerda, ao ponto de parar o Brasil. O PT é o único partido realmente orgânico deste País, pois está presente em quase todos os setores, inclusive os intelectuais. Nenhum partido, a não ser o PT, resistiria a uma avalanche de ataques sem precedentes na história do Brasil. Um verdadeiro linchamento imposto ao PT diuturnamente, sem trégua ou piedade.

Esses fatores demonstram que o PT é uma agremiação política das mais organizadas do mundo, mesmo a sair políticos de ponta e influentes, que, por motivos outros, pois não pretendo agora entrar no mérito, mas ainda entrarei em outro artigo, abandonaram o barco e hoje se aliam aos interesses golpistas da oposição de direita, representante nos foros de poder da casa grande e disposta a afundar o Brasil para assumir o poder por intermédio de um golpe covarde, descabido e injusto. Um golpe de direita, da direita e para a direita. Doa a quem doer.

E quem apoia esse processo há muito tempo contaminado pelos golpistas de poder e mando, como o juiz de província Sérgio Moro? Exatamente a classe média que sempre foi beneficiada com acesso pleno ao seu desenvolvimento como cidadã. Essa gente alienada e mal-educada, como o senhor do elevador que me tratou com desrespeito sem me conhecer ou ao menos ter discutido comigo. Pessoas que participam de passeatas de coxinhas brancos e ensandecidos pela fúria, alucinados, além de totalmente despolitizados, mas com profundo sentimento de preservação de sua classe social, a se movimentar pelos bairros chiques das cidades e capitais brasileiras. Coxinhas da classe média tradicional e ricos, herdeiros da Marcha da Família com Deus pela Liberdade pré-golpe 1964, que se sentiram seguros para sair dos armários, e, com efeito, exercitar o fascismo tão íntimo de seus corações e pensamentos.

Essa gente fascista (muitos por ignorância) não sabem que são praticantes da pequenez solidária. Consideram que perderam espaço na sociedade ao verem os pobres pela primeira vez a participar do processo de cidadania e a ter acesso ao Orçamento da União, o que permitiu aos do andar de baixo, por exemplo, ter poder de compra, ir ao shopping, viajar de avião e frequentar a universidade pública, dentre inúmeros benefícios efetivados pelos presidentes petistas, dentre eles os mais de 20 milhões de empregos, que foram criados entre os anos de 2003 e 2013. Nada é mais importante do que o emprego; nada é mais digno. E os governos de Lula e de Dilma fizeram isso com competência e determinação. Só que as pessoas esquecem, uns por conveniência e outros porque estão a se lixar com o que acontece atualmente no Brasil.

Mesmo assim, a direita dona da casa grande e ligada à plutocracia nacional e internacional jamais quis dialogar com os trabalhistas. Só esboçaram um diálogo quando os índices de Lula e Dilma passaram dos 80% e 70%, porque aí não tem jeito. Não dá para dar golpe. Quando aconteceu a manifestação do MPL por causa de preços de passagens, a direita oportunista começou a sair para as ruas e hoje, de maneira fascista, agride as pessoas em restaurantes, hospitais, clubes, áreas de lazer de prédios, bares e nas ruas em geral. Os fascistas saíram de suas tumbas e ocuparam a internet e ameaçam as pessoas que não pensam como eles até de morte. Eu já fui ameaçado de morte ao passar em frente a um bar no bairro da Urca. Ameaçado frontalmente e não pela internet, o que também acontece muito, fora os insultos.

Todos esses fatores socioeconômicos de melhoria das vidas dos pobres, dos nordestinos e nortistas, dos negros, dos gays e das mulheres empoderaram esses grupos estratificados e historicamente oprimidos, nova realidade que incomodou de mais os burgueses e os pequenos burgueses. E quem incomodou, além do Governo Trabalhista? Aqueles que nunca tiveram poder e voz ativa, como, por exemplo, as mulheres pobres, a maioria dona de casa humilde ou empregada doméstica, catadora ou camponesa, mãe de filhos pequenos ou jovens, muitas delas sem a presença e a cooperação de seus maridos e moradoras do Brasil profundo, a parte invisível e até então sem os direitos garantidos pela Constituição de 1988, que até os dias atuais ainda não está totalmente regulamentada por causa de interesses e da influência da grande burguesia.

Mulheres que nunca tiveram dinheiro nas mãos e pela primeira vez romperam com o domínio de seus empregadores, que perceberam, mas não aceitaram, que com dinheiro na mão a mulher pobre, ou negra, ou nordestina e secularmente abandonada pelo Estado poderia escolher o que quisesse comprar e da maneira que lhe aprouver ou convier, porque agora seus filhos poderiam ir à escola sem que ela, por causa das circunstâncias, os obrigasse a trabalhar ou a pedir esmolas ainda com idade tenra, mas expostos às ruas e, com efeito, alvos de violência, drogas, bebidas, prostituição e trabalho perigoso similar à escravidão.

Todos esses aspectos mexeram de mais com a índole, os princípios e os valores arraigados nos grupos sociais dominantes e ideologicamente conservadores, sejam eles médios ou ricos. E deu no que deu: a luta incessante pelo golpe de estado por parte da direita, que se baseia também na criminalização dos partidos e na judicialização da política, a ter o engessamento das ações sociais e estruturais do Governo como estratégia também de grande importância por parte dos direitistas, que se encontram histéricos, apopléticos, encolerizados e desesperados por estarem há 12 anos sem controlar o poder central do País.

A direita sabe que não ganha no voto em 2018. Por isto esse processo, tanto que o juiz de primeira instância e que deveria ter sido exonerado, o tal de Sérgio Moro, anunciou que pretende dar fim à Lava Jato em dezembro. Ele já fez a parte suja do golpe de estado travestido de legalidade parlamentar e jurídica, o que é uma conversa pra boi dormir. Ninguém com o mínimo de discernimento vai cair em uma balela e fraude e farsa dessa, que é o golpe contra a Dilma e as "boas intenções" do Moro, até porque de boas intenções o inferno está cheio. Não é mesmo?

O golpe vai ser derrotado e o Governo Trabalhista vai ter de fazer as reformas estruturais. Espero que tenham aprendido que jamais se brinca com a direita e muito menos se tergiversa. A verdade é que se o golpe for derrotado, o PT e suas lideranças vão rearrumar o Governo Trabalhista e fazer forte mudança na economia, que sofrerá uma guinada progressista para resultar em condições de recuperação dos índices econômicos, que serão calcados em um processo que vai favorecer o consumo. Porém, ainda é pouco.

Contudo, Lula fez isto com maestria e Dilma também manteve o padrão em seu primeiro governo. Por sua vez, Lula e Dilma sempre souberam que faltam concretizar as reformas estruturais, como a Agrária, a Previdenciária, a Política, a dos Meios de Comunicação, a Tributária e a do Judiciário. O sistema judiciário como está não pode ficar. Existem setores politizados e ideologizados, sendo que juízes, delegados da PF e procuradores intervieram no processo político brasileiro danosamente, equivocadamente e ilegalmente, quando não criminosamente, a exemplo dos grampos ilegais dos advogados de Lula, das conversas vazadas entre Dilma e Lula e da publicação das contas bancárias e fiscais de Lula e de sua empresa, além das escutas em mictórios de presos do juiz de província e golpista de proa, Sérgio Moro.


Servidores que se transformaram em agentes do golpe de estado, antirrepublicanos, antidemocráticos e desrespeitosos, assim como de uma arbitrariedade somente vista e experimentada no ditadura civil-militar. Agora, volto a repetir o que disse e a ressaltar: Sérgio Moro anuncia o fim da Lava Jato, enquanto seu parceiro de golpe, Michel Temer, vaza de propósito um WhatsApp a anunciar suas primeiras medidas como presidente golpista da República. Até parece que o Amigo da Onça é sério. Até parece que se os golpistas concretizarem o golpe vão governar em paz com suas ilegitimidades. Que o diga o Lula. Para finalizar, aproveito para enviar minhas congratulações ao troglodita golpista do elevador. Não vai ter golpe! Vai ter luta! É isso aí. 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Povo tem de ir às ruas para combater e derrotar o golpe

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


O povo brasileiro, e falo dos trabalhadores rurais e urbanos, das donas de casa, dos profissionais autônomos e dos estudantes, tem de ir urgentemente às ruas para impedir um golpe de estado travestido de golpe parlamentar, jurídico e midiático, ou seja o que for ou valha a definição mais apropriada sobre o impeachment dada pela esquerda e distorcida e manipulada pela direita.

A verdade é que se formos à realidade nua e crua do que está a acontecer no Brasil, independente de quaisquer processos e discursos oposicionistas e de caracteres golpistas, é que a direita quer levar na mão grande o poder constituído à presidenta Dilma Rousseff pela maioria dos eleitores brasileiros, que depositaram 54,5 milhões de votos nas urnas para que a mandatária do PT fosse reeleita.

Não importa como pensa e age o patronato inquilino da casa grande (plutocracia) e seus áulicos e porta-vozes da Justiça (STF e STJ), da PGR (MPF) e da DPF, além do sistema midiático privado controlado por golpistas históricos, a exemplo das famílias Marinho, Civita, Mesquita, Frias, Alzugaray, Sirotsky, além dos sócios dos Diários Associados.

Realmente, não importa suas concepções políticas, ideologia e crenças econômicas. E sabe por quê? Porque a direita brasileira, em todos seus setores e segmentos, exemplificados desde os coxinhas de classe média até o vice-presidente da República, Michel Temer, interditaram quaisquer possibilidades de diálogos que favorecessem o fim de crise política tão aguda e a retomada do crescimento econômico.

Não há mais como tergiversar; e reafirmo o que disse inúmeras vezes: não importa à direita brasileira e seus apoiadores estrangeiros, como o sistema financeiro privado em âmbito mundial, a ter como testa de ferro o FMI e o Bird, os governos dos Estados Unidos e da Inglaterra, dentre outros como a França, o que aconteça com o Brasil. Não importa! Sendo que esta realidade tem de ser levada a sério por aqueles que pensam que o Brasil, por intermédio de um golpe descarado e covarde, vai melhorar a economia e se pacificar politicamente.

Não vai. O pau vai quebrar e os golpeados vão parar o País e afundar mais ainda a economia, bem como causar sérios prejuízos à sociedade brasileira, que, certamente, vai ter seus programas seriamente prejudicados, pois tais programas visam e efetivam a inclusão social, de igualdade de oportunidades e de acesso de parcela pobre à segurança alimentar e ao consumo, que, no decorrer de 12 anos, foi o dínamo que movimentou a economia brasileira e livrou o País de crise tão danosa à sociedade, como ocorreu na Europa, no Japão e nos Estados Unidos.

Só não se sabe mais o que aconteceu de ruim nos países desenvolvidos porque a imprensa de mercado dos magnatas bilionários censura a realidade social e econômica europeia e estadunidense, pois se recusa a aceitar que a crise é mundial, pois tem interesse de apenas selecionar o que se diz respeito ao Brasil quando se trata de crise econômica. 

Cinismo, hipocrisia, mentira e golpismo diretamente aplicados nas veias da sociedade brasileira, que fica apenas a ouvir a opinião de uma imprensa meramente mercantilista e replicadora dos interesses das oligarquias brasileiras, das corporações e dos governos estrangeiros, pois são "elites" subalternas, colonizadas e entreguistas, que se contentam em dominar e a explorar as periferias do mundo ao invés de lutarem por um projeto de País, que trate de transformá-lo em protagonista mundial.

A verdade é uma só: temos uma casa grande ordinariamente subserviente ao tempo que arrogante e prepotente com seu próprio povo, o principal responsável por sua riqueza e opulência. Por isto e por causa disto que é necessário que o povo vá às ruas. O povo democrata, legalista e garantista. Aquele que também sofre há séculos e que também há séculos não tinha até então a oportunidade de ser incluído no Orçamento da União, bem como exercitar pela primeira vez sua cidadania, um direito pétreo da Constituição.

Não há mais o que fazer, pois políticos (grande parte deles) processados, sendo que muitos já são réus em tribunais, estão dispostos a dar um golpe, que está a caminho e com o dia 17 de abril marcado para que, enfim, já que não foi possível vencer nas urnas, que seja por intermédio da mão grande, da patifaria, da cafajestada, do roubo, da mentira e de tudo aquilo que seja necessário para que a direita brasileira de alma escravocrata volte a assumir a Presidência da República.

A intenção dos golpistas é controlar o Orçamento da União, além de implementar um programa de Governo derrotado nas urnas pela maioria dos brasileiros, que visa, indubitavelmente, reviver o neoliberalismo, transformar o Estado nacional em mínimo, vender as estatais, dentre elas a Petrobras, juntamente com o Pré-Sal, extinguir e diminuir o número de programas sociais, bem como seus orçamentos caiam, no mínimo, pela metade, assim como recolocar o Brasil na esfera de influência dos Estados Unidos. A resumir: transformá-lo novamente em colônia.

Quem não percebe o que vai acontecer ou é um mentecapto ou prima pela má-fé. Ou ambos. Não há como não perceber que o Brasil vai ficar de joelhos mais uma vez e a gringada esperta e malandra vai, novamente, transforma-se em pirata da riqueza alheia, pois, irrefragavelmente, o alto padrão de vida dos povos dos países ricos era proveniente das riquezas exploradas por séculos dos países da América Latina, Ásia e África.

Portanto, não se trata apenas de crise econômica e política. Trata-se, evidentemente, da defesa de um projeto coordenado pelo PT e seus aliados de defesa dos interesses do Brasil, como a exigência de conteúdo, quando um País ou uma empresa vendesse, por exemplo, aviões de combate ou submarinos, de forma que o Brasil, além de comprar os produtos, ainda passaria a dominar a tecnologia daquele que repassou o conhecimento.

E assim se fez, com muita determinação, no que concerne à diplomacia, que se tornou independente e não alinhada a qualquer potência ocidental, porque a finalidade era abrir novas fronteiras de relacionamentos e de negócios, o que favoreceu a criação de novos blocos, como o G-20, os Brics, além do fortalecimento de blocos regionais, a exemplo do Mercosul.

Tudo isto que foi conquistado vai ser desconstruído e, irremediavelmente, desmoronado, pois se trata de um golpe de direita, da direita e para a direita. Essa gente golpista e criminosa quer um País para poucos, pois dedicada a concretizar os interesses de uma burguesia antinacional e antidemocrática.


Querem a volta de um País para privilegiados, que são os beneficiários de um Estado patrimonialista, que coopere para sedimentar seus espaços e manter, para o todo e sempre, o status quo de uma minoria sobre uma grande maioria. O povo tem de ir às ruas, urgentemente, para combater e derrotar o golpe! É isso aí.   

sábado, 9 de abril de 2016

Rodrigo Janot tem outro sobrenome: Golpe

Por Davis Sena Filho – Palavra Livre

JANOT SE COBRE COM A CAPA PARA DISSIMULAR O GOLPE.
Rodrigo Janot é procurador-geral da República, mas trabalha mesmo no âmbito provinciano do Paraná, cujo condestável juiz de primeira instância, Sérgio Moro (PSDB/PR), trabalha como ponta de lança para se concretizar um golpe de direita e, portanto, criminoso, contra a presidente Dilma Rousseff, o Estado de Direito e a democracia.

Janot, que deve acrescentar ao seu sobrenome a palavra Golpe, está a preparar sua biografia para a história como um golpista que, não só participou de uma hipotética derrubada de uma presidente constitucional, bem como liderou o golpe, a se aproveitar de seu cargo público pago com o dinheiro do contribuinte, sendo que dezenas de milhões desses cidadãos votaram em Dilma Rousseff.

A História é muito dura e cruel com os golpistas, inclusive a citá-los eternamente como acontece com os golpistas vivos e mortos de 1964, que hoje compõem o lado sombrio da História. Certamente que, se o golpe acontecer, o nome de Rodrigo Janot vai ser escrito com letras garrafais, inclusive como uma autoridade que validou os grampos ilegais de Sérgio Moro, que foram vazados para o público, sendo que Lula já era, sim, ministro nomeado e Dilma, obviamente, a presidente da República.

Um escândalo contra a segurança nacional. A validação do crime tem por objetivo cassar o mandato da mandatária trabalhista, pois “legalizaria” a escuta ilegal e ainda daria pano para manga no âmbito do STF, porque Dilma seria acusada de crime de responsabilidade por intervir na Justiça, bem como fragilizaria Lula no que concerne ficar à mercê das diatribes do juiz Moro e dos procuradores obsessivos e politizados do Paraná.  

O futuro de Janot, depois de aposentado, vai ser o desprezo e seu “esquecimento” pelos segmentos democráticos e legalistas da sociedade, que não vão ter com ele a mínima compaixão, pois sabedores de que se trata de um golpista perigoso, não só para as instituições brasileiras, mas, sobretudo, no que concerne aos interesses do povo, que hoje estão em perigo se o golpe dos direitistas sair vitorioso.

Janot vai ter de se resumir a perambular pelos círculos burgueses e conservadores, a frequentar encontros sociais e empresariais dos quais vai participar para dar conselhos e consultas jurídicas, além de viver à sombra de sua fama de golpista, pois admirado pelos setores mais reacionários da sociedade, que vão lhe dar guarida, como acontecia com os antigos golpistas de proa, hoje quase todos mortos, após a total redemocratização do Brasil depois das eleições presidenciais de 1989.

Vai ser a punição infringida aos que transgridem e desrespeitam as regras do jogo democrático, pois se evidencia a violação do contrato social exemplificado na Constituição. Trata-se da herança deixada pela sociedade aos golpistas, que sabem que estão a cometer crimes e compreendem que o País vai ficar ingovernável por causa de um golpe de estado travestido de impeachment.

Um golpe que tem como propósito apenas dar verniz de legalidade ao crime, quando, na verdade, ele não existe, porque Dilma Rousseff não cometeu dolo, ou seja, crime de responsabilidade, como está mais do que comprovado, principalmente no que diz respeito à sua defesa feita pelo AGU José Eduardo Cardozo, na Comissão do Impeachment (Golpe), majoritariamente composta por parlamentares golpistas liderados pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, réu no STF.

Um político que chafurda na lama da corrupção, porque envolvido na Lava Jato, dentre outros escândalos, mas blindado pela imprensa de mercado mais manipuladora e corrupta do planeta, além de contar com a cumplicidade e a morosidade de certos juízes do STF, bem como da PGR e da Vara do Moro, que procrastinam seu afastamento da presidência do Legislativo, até que o golpe vingue, independente das graves acusações imputadas a Eduardo Cunha. Nada mais mequetrefe e rastaquera. Nada é mais seletivo, o que causa revolta aos eleitores de Dilma e às pessoas democratas e legalistas.   

O procurador-geral, Rodrigo Janot incorre em muitos erros e ao que parece não se importa como vai se desdobrar essa crise política sem precedentes que abala o Brasil e prejudica seriamente a economia, a ter a Petrobras como alvo de uma direita predadora, que deseja tomar de assalto o poder, impor as bases do neoliberalismo fracassado no mundo todo ao Brasil, além de se alinhar automaticamente aos interesses dos Estados Unidos, a levar o poderoso País da América do Sul ao retrocesso na condição vergonhosa de colônia.

É inacreditável a que ponto pode chegar servidores públicos sem um único voto, a exemplo de Rodrigo Janot. Muda de opinião como se muda de camisa, conforme o ritmo da música. A verdade é que Janot, depois de emitir parecer favorável à nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil, agora, em novo parecer, recomenda ao STF a anulação da nomeação do ex-presidente porque ele acredita ver “indícios” de desvio de finalidade da presidenta Dilma Rousseff para tentar impedir as investigações da Operação Lava Jato.

Chega a ser surreal a postura dúbia desse servidor que, nitidamente, está a liderar o golpe de estado com verniz de impeachment legal. A verdade é uma só, e ela não tergiversa com a realidade: a anulação da nomeação de Lula, cidadão que não responde a qualquer processo, não é e nunca foi réu e que tem todos seus direitos civis assegurados é de finalidade política e visa impedir, sobretudo, que Lula restabeleça e recomponha a base do governo no Congresso, de forma que o Governo retome a governabilidade e, com efeito, inicie o processo de crescimento da economia.

Além disso, ressalta-se para o bem da verdade, que Rodrigo Janot quer derrubar Dilma Rousseff do poder de forma sorrateira, dissimulada e desleal. Trata-se de uma ousadia e atrevimento de essências sórdidas, porque ao recomendar ao STF que anule a nomeação de Lula para a Casa Civil e fazer ilações por escrito que nomeá-lo tem por propósito, conforme os “indícios”, de “desvio de finalidade da presidenta Dilma Rousseff para tentar impedir as investigações da Operação Lava Jato, o procurador sedimenta o golpe e sinaliza que sua mudança de opinião era apenas uma estratégia para acusar Dilma e derrubá-la do poder.

Ou seja: Janot está a afirmar, categoricamente, que a presidente cometeu crime de responsabilidade porque interveio no processo da Lava Jato, uma operação nitidamente de caráter oposicionista, que tem lado partidário, cor ideológica e preferências políticas, que, concretamente, somam-se aos interesses golpistas do PSDB, do DEM, do PPS, da Fiesp, dos latifundiários e das grandes corporações nacionais e internacionais, bem como, evidentemente, atendem aos interesses dos magnatas bilionários de imprensa, os piores, os mais perversos e os mais golpistas de todo o empresariado. Os verdadeiros plutocratas.

Trata-se de um processo dantesco, antinacionalista e antidemocrático, que luta para retroceder aos tempos do neoliberalismo tucano, assim como dar fim aos programas de igualdade, de oportunidades e de inclusão social, além de engessar os projetos de recuperação do poder do Estado, como agente indutor do desenvolvimento nacional e promotor de distribuição de renda e de riqueza. A resumir: transformar o estado em estado mínimo. Uma verdadeira desgraça para o povo brasileiro.

O procurador-geral, reafirmo, nunca mudou de opinião, mas apenas deu o primeiro parecer meia boca “favorável” à posse de Lula porque estava a dar tempo ao juiz do STF, Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso, um juiz arbitrário, de posições conservadoras, oposicionistas e que odeia o PT, o Lula e a Dilma. Gilmar vai ser empossado presidente do TSE, sendo que vai ser por tal tribunal que a oposição vai de fato tentar o golpe descarado e dissimulado com ares de “legalidade”, que neste caso é tão tênue e frágil, porque tal golpismo não tem consistência jurídica e nem mesmo política.

A intenção de Janot, Gilmar e Moro é dar um golpe jurídico, com o apoio insano de coxinhas de classe média consumidores dos desatinos de uma imprensa de negócios privados de histórico golpista, que fez do jornalismo uma ferramenta de manipulação, distorção e de mentira todo santo dia, pois o verdadeiro, genuíno e autêntico jornalismo de esgoto.

Além disso, por intermédio da delação “premiada” mequetrefe de Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez e de outros executivos, esse pessoal golpista do sistema judiciário vai tentar o golpe via TSE, porque, incrivelmente, a empreiteira mais tucana do País, de origem mineira e financiadora contumaz das campanhas do PSDB, especialmente as do senador Aécio Neves, somente acusou e denunciou o PT, realidade que sinaliza que o golpe vai ser pelo TSE de Gilmar Mendes, que, useiro e vezeiro em atacar o PT e suas lideranças em público, vai abrir espaços para o golpe ilegal e imoral.

Janot mal sabe, e se sabe está pouco a se lixar, que se Dilma sofrer um golpe de estado o próximo mandatário não vai governar. A República vai ficar ingovernável em todos os setores e segmentos e as ruas vão se transformar em campos de manifestações intermináveis, quando não de batalhas. O Congresso vai virar um vulcão e os movimentos sociais, sindicatos e confederações vão parar este País. O golpe de direita efetivado por seus áulicos e beneficiados vai fazer os golpistas de direita comer um dobrado, assim como a paz se tornar uma palavra apenas resumida ao dicionário.

Deem o golpe, mas paguem a conta, que vai ser muito cara e alta para os golpistas, a começar pela História. O golpe vai ser denunciado e repercutido no exterior. Lugar de golpista deveria ser na cadeia, porque golpistas não têm direito a conviver com a sociedade vítima de quebra do jogo democrático, em flagrante desrespeito à Constituição e ao Estado Democrático de Direito, por aqueles que não aceitam os resultados das eleições presidenciais de 2014 e querem simplesmente invalidar os votos de 54,5 milhões de pessoas, que não acreditaram nas propostas da direita apresentadas ao povo pelo PSDB e seus aliados.

Dilma Rousseff venceu as eleições legalmente e não vão ser servidores públicos politicamente conservadores e elitistas que vão transformar o Brasil em república das bananas para que a casa grande possa se locupletar mais do que já se locupleta. O tempo dos escravos acabou. Eu sei que os coxinhas querem suas empregadas domésticas de volta ao quartinho que representa a senzala em miniatura.


Porém, vão ter de assinar carteira e pagar todos seus direitos trabalhistas. Além disso, Dilma nomeia quem ela quiser para montar sua equipe, e Lula não é criminoso, são plenos seus direitos civis e, por sua vez, tem o direito de assumir a Casa Civil.  A verdade é que Rodrigo Janot acrescentou mais um sobrenome ao seu nome: Golpe. Não vai ter golpe! Vai ter luta! É isso aí.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Procuradores manipulam a verdade e a Andrade Gutierrez aliada do PSDB delata o PT — Surreal!

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Os "cruzados" seletivos estão dispostos a acabar com a corrupção no Brasil, mas somente se for contra o PT, porque a do PSDB "Não vem ao caso!", como sempre diz o filósofo de primeira instância o juiz Sérgio Moro.
"Financiamento de campanha eleitoral para o PT é propina. Já para o PSDB, conforme as decisões do MPF, a comandá-lo o procurador-geral, Rodrigo Janot, é oferta legal, porque tão pura e honesta como as arrecadações das quermesses de paróquias do interior brasileiro. Enquanto isso as listas de Furnas e da Odebrecht onde vicejam, como os campos verdes os demotucanos, 'Não vem ao caso' — como diz sempre o juiz de província e seletivo, Sérgio Moro, bem como os procuradores obsessivos e os delegados aecistas quando se trata de investigar, denunciar e julgar os crimes cometidos por tucanos". (DSF)

Todo mundo do mundo mineral, animal e vegetal sabe que a empreiteira Andrade Gutierrez há mais de 30 anos é aliada do PSDB, principalmente o de Minas Gerais, Estado em que o PSDB governou por cerca de 20 anos, sendo que o senador golpista e tucano, Aécio Neves, ficou no poder por quase oito anos, o que lhe deu muito tempo, por exemplo, para mandar construir aeroporto em terras de parentes no município de Cláudio.

Todo mundo sabe, até mesmo o procurador Douglas Kirchner, que espancava sua mulher com socos e chicotadas de cinto, além de mantê-la em cárcere privado, bem como acusava o ex-presidente Lula por supostamente ter cometido tráfico de influência junto ao BNDES, acusação esta despropositada e que denota claramente que as ações do procurador, que cometeu crimes contra sua própria esposa, são de ordem persecutória. Nada mais.

Todo mundo sabe, até mesmo a Janaína Paschoal, considerada pela direita golpista a "musa" do golpe de estado e advogada do procurador que torturava sua mulher que a Andrade Gutierrez é, de fato, ligada ao PSDB pelo motivo de que sempre foi, bem como seus proprietários apoiaram publicamente o candidato Aécio Neves, assim como o PSDB em geral nos estados mais importantes da Federação brasileira.

Todo mundo sabe, até os coxinhas fascistas, paneleiros de barrigas cheias, irremediavelmente despolitizados e ignorantes da história do Brasil, que a Andrade Gutierrez é partidariamente e politicamente tucana e que — este ponto é muito importante ressaltar — financiou eleitoralmente o PSDB com valores maiores do que os estabelecidos pela construtora para repassar ao PT, no ano eleitoral de 2014.

A resumir: a Andrade Gutierrez sempre foi considerada pelos vivos e também pelos mortos como a principal empresa de construção de financiamento de campanhas eleitorais do PSDB e, especialmente, do político tucano e golpista, Aécio Neves, que não aceitou a derrota de 2014 para Dilma, que, depois de incendiar o País, resolveu estrategicamente se recolher e se calar nesses últimos dias, pois citado oito vezes em delações "premiadas" por cinco pessoas diferentes, bem como agora está à espera do desenlace do impeachment contra Dilma no Congresso Nacional.

Diga-se de passagem, um dos piores e dos mais medíocres parlamentos da história do País, pois extremamente conservador, corrupto e golpista, além de totalmente desinteressado pelo desenvolvimento do País e contrário aos interesses do povo brasileiro, tanto que a direita que comanda o golpe se chegar ao poder anunciou que implementará um programa que retira e diminui as garantias trabalhistas, extinguirá programas de inclusão social, assim como privatizará o que resta das estatais, a incluir o Pré-Sal da Petrobras, que tem o propósito maior de financiar a educação e a saúde do povo brasileiro. E a soberania do Brasil e  a emancipação do povo brasileiro, sem dúvidas, a direita sectária e racista, dona da casa grande e herdeira da escravidão de 400 anos não quer.

Trata-se de impeachment absolutamente injusto e criminoso comandado pelo deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara e envolvido com inúmeros crimes comprovados, pois documentados, que age e atua livre, leve e solto para conspirar e efetivar um processo de golpe, que tem por finalidade, primeiramente, a vingança pessoal contra Dilma Rousseff pelo motivo de o Governo não se empenhar para que a bancada do PT no Legislativo cooperasse para impedir que o pedido de seu afastamento da presidência da Câmara e, com efeito, a possível cassação de seu mandato não ocorresse.

Além disso, Eduardo Cunha, com o apoio da oposição demotucana golpista, a ter como alicerces do golpe a Rede Globo e suas similares, o candidato derrotado que incendiou o País, senador Aécio Neves, a PGR sob a batuta de Rodrigo Janot, os juízes militantes de direita, a exemplo de Gilmar Mendes, do STF, além do juiz de primeira instância, Sérgio Moro, que intervém, criminosamente, na política brasileira, a ter como ponto de apoio os delegados da PF aecista do Paraná, bem como os procuradores obsessivos com o PT e lamentavelmente lenientes ou permissivos com o PSDB, nas figuras de Carlos Fernando dos Santos Lima, Deltan Dallagnol, Antônio Carlos Welter, Januário Paludo, Roberson Henrique Pozzobon e Paulo Roberto Galvão, dentre outros, sem esquecer de juízes que envergonham a Justiça, como o Catta Preta, fanzoca de Miami, e do procurador do MPSP, Cássio Conserino, perseguidor de Lula, que, insensato e midiático, pediu a prisão do líder petista, um ex-presidente que até agora se comprovou que nunca cometeu crimes. 

O Brasil ficar à mercê de um sistema judiciário seletivo, injusto e de alma persecutória como este que apresenta suas garras, depois de ter sofrido com 21 anos de ditadura civil-militar é, simplesmente, o fim da picada. Inaceitável que se rasgue a Constituição, o Código Penal e que se mande para o espaço o Estado Democrático de Direito por intermédio de um golpe, sendo que posteriormente quem vai pagar pelo pato da golpista Fiesp é o povo trabalhador brasileiro. Ponto.

E quem não sabe disso tudo? Respondo: os coxinhas tontos e de direita de classe média. Com a conquista do poder pela direita por meio de um golpe de estado parlamentar ou jurídico, simplesmente as regras democráticas se quebram, o que acarretará, sem dúvida, em um inferno de conflitos que não se sabe como vai terminar.

Todo mundo sabe como se iniciam os golpes na América Latina: pela direita! Também se sabe como eles terminam, porque basta olhar pelo túnel do tempo, ou seja, da história. Brasil, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai, Peru, Bolívia, dentre outros países latinos e americanos foram vítimas de ditaduras, de sistemáticas quebras do jogo democrático com o fim do Estado de Direito.

Todo mundo sabe, até os marcianos e os lunáticos. Como também percebe que um golpe não tipificado por falta de provas é golpe de estado, mesmo o impeachment constar na Constituição de 1988. A Andrade Gutierrez é tucana, mas os procuradores de almas coxinhas e espíritos golpistas e privatistas fingem não saber o que está a acontecer com o processo político deste País.

E por que do cinismo e hipocrisia? Porque são eles, juntamente com o juiz Sérgio Moro e os delegados aecistas em pleno serviço, que insultavam nas eleições de 2014 o Lula de "molusco" e de "nove dedos" e a Dilma Rousseff de "dilmanta", além de outros impropérios absurdos e inconsequentes disseminados por agentes públicos da ativa muito bem pagos pelo dinheiro do contribuinte.

A verdade é que esses procuradores sabem que a tucana Andrade Gutierrez foi beneficiada com o caixa da Cemig quando teve problemas de caixa em Belo Monte. A empreiteira ligadíssima ao PSDB mineiro causou sérios prejuízos à Cemig, que, para ajudá-la, comprou debêntures emitidas pela construtora. A resumir: o contribuinte ficou com o mico; e o governo tucano de Minas e a Andrade Gutierrez mais uma vez socializaram o prejuízo e concentraram e privatizaram os lucros.

O capitalismo brasileiro é uma falácia, pois vive do dinheiro público e depois fica a arrotar loas e boas sobre a iniciativa privada. Durma-se com um barulho desses, não é Paulo Skaf, golpista da Fiesp, federação que vive do dinheiro público do Sesi e do Senai. Capitalismo predador, pois concentrador de riquezas. Por isto que essa direita incompetente e irresponsável não quer os trabalhistas Lula e Dilma no poder, porque lutam por um capitalismo tacanho e de mercado pequeno, a privilegiar poucos, em um País que tem 210 milhões de habitantes e precisa sempre criar empregos. Lamentável.

O capitalista brasileiro é a antítese do desenvolvimento e do crescimento do consumo. Um paradoxo propositalmente baseado na má-fé. Os trabalhistas quando no poder desde Getúlio Vargas desenvolveram o País e fomentaram a economia muito mais do que essas pragas empresariais, que no fundo querem mesmo é se locupletar e tomar o dinheiro do Estado para si. Sem dúvida, o objetivo do golpe é se apropriar do patrimônio público e dos recursos do Estado e, consequentemente, fazer o que a direita sempre fez aqui no Brasil e no mundo: manter seus benefícios e eternizar seus privilégios. Ponto.

Seletivos, ao tempo que desacreditados por parcela grande da população, aquela que não se considera idiota como pensam tais procuradores e juiz de primeira instância. Servidores que se confundem com os heróis de gibis e que não exigiram dos diretores e donos da Andrade Gutierrez informações sobre o incendiário Aécio Neves, que há algumas semanas está quieto, e, certamente, não é de bobeira. Aécio não quer chamar a atenção nesses dias em que os responsáveis pela Lava Jato praticamente obrigaram seu dono a acusar o PT e desconsiderar o PSDB, o maior beneficiário há mais de 30 anos das doações da Andrade Gutierrez. Dois pesos e duas medidas... Incrível, mas acontece uma barbaridade dessa no Brasil em plena vigência do Estado de Direito.

Afinal, ele é o político mais íntimo dos donos da construtora e seria providencial se calar, já que sua campanha recebeu a maior quantia de dinheiro dentre todos os partidos, mas, contudo, é considerada por Sérgio Moro, Carlos Fernando e Deltan Dallagnol como recursos de campanha lícitos, pois doados aos políticos do PSDB, todos honestos, honrados, legalistas e garantistas, enquanto as doações para o PT são consideradas pelos operadores da Lava Jato como desonestas, desonradas e ilegais, porque tais servidores públicos atuam seletivamente e partidariamente.

Financiamento de campanha eleitoral para o PT é propina. Já para o PSDB, conforme as decisões do MPF, a comandá-lo o procurador-geral, Rodrigo Janot, é oferta legal, porque tão pura e honesta como as arrecadações das quermesses de paróquias do interior brasileiro. Enquanto isso as listas de Furnas e da Odebrecht onde vicejam, como os campos verdes os demotucanos, 'Não vem ao caso' — como diz sempre o juiz de província e seletivo, Sérgio Moro, bem como os procuradores obsessivos e os delegados aecistas, quando se trata de investigar, denunciar e julgar os crimes cometidos por tucanos.

A Lava Jato tem caráter insidioso e político. A operação vai ficar na história como uma farsa e fraude de essência partidária e ideológica que serve ao campo da direita. Ela funciona como um biombo que dividiu o País para efetivar um golpe de estado criminoso, antinacional e antidemocrático contra uma presidente eleita legalmente com 54,5 milhões de votos e que não cometeu crimes de responsabilidade. Todo mundo sabe... Até os recém-nascidos. Menos os procuradores obsessivos, o juiz de primeira instância e seus muitos associados de outros segmentos golpistas da sociedade. Não vai ter golpe! Vai ter luta! É isso aí.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Impeachment é golpe e golpistas tem de ser derrotados no Congresso, na Justiça e nas ruas

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Meus amigos, vamos à vaca fria. A direita se mobilizou em busca de concretizar um golpe de estado e ocupar, ilegalmente e criminosamente, o Palácio do Planalto para impor ao País seu único programa de governo em todos os tempos, épocas e eras: governar para poucos e privilegiar os ricos.

A finalidade principal se traduz em mais uma vez implementar o processo neoliberal, que se transformou em um fracasso retumbante em âmbito mundial e deixou o Brasil humilhado, pois com o pires nas mãos, bem como os países desenvolvidos a dobrar os joelhos por causa da pior crise desde o crash de 1929. A resumir: um horror, que levou o mundo inteiro a se desesperar, porque a produção praticamente parou e o desemprego se tornou a regra para os trabalhadores.

Agora, a casa grande brasileira que nunca aprende, mesmo quando ganha muito dinheiro como ocorreu nos governos trabalhistas de Lula e Dilma, que fomentaram a economia e quadruplicaram o PIB do Brasil, resolveu, despoticamente e arbitrariamente, tomar o poder a força, não pela força das armas, mas, evidentemente, por chicanas jurídicas, com a cumplicidade de grande parte do sistema Judiciário deste País.

Um Judiciário (Justiça, PF, MP) repleto de servidores públicos divorciados dos interesses do Brasil e de seu povo. Juízes, promotores, procuradores e policiais de almas aristocráticas e punhos de renda, que não aceitam a democracia e a ascensão econômica dos pobres, e, por causa disso, reagem como uma colmeia de zangões furiosos, que desejam pôr fim a um governo eleito legalmente pela vontade soberana do povo, que escolheu pela segunda vez e livremente a candidata do PT, Dilma Rousseff, para ocupar a cadeira da Presidência da República.  

Uma estratégica demoníaca de setores conservadores da sociedade, porque meramente golpista, a apostar no retrocesso, pois o propósito é  transformar o Brasil novamente em um clube privé de coxinhas, enfim, para menos de 10% da população — a se locupletar e depois viajar a Miami para falar mal do País onde ganham muito dinheiro e exploram seus empregados. Esta realidade perversa acontecia até a conquista do poder, em 2003, por meio do voto popular pelos mandatários Lula e Dilma Rousseff.  Ponto!

O que resta é cinismo e hipocrisia, ou seja, os argumentos golpistas que se resumem em apenas tergiversações, dissimulações, sorrateirismos, calculismos e oportunismos baratos, como estratégias de paixões políticas completamente vazias de sentido de justiça, responsabilidade com o País e de preservação da democracia e do Estado de Direito, conquistado às duras penas por inúmeras gerações de brasileiros, sendo que muitos foram exilados, torturados e mortos pela ditadura civil-militar.

Certa vez um advogado coxinha desavisado e desinformado pela imprensa burguesa, tal qual ao conselho federal golpista da OAB, perguntou-me: por que você acrescenta à ditadura militar a palavra civil? Respondi: os civis, ou seja, o grande empresariado e os setores de direita e politizados do Estado brasileiro, como os juízes e advogados, por exemplo, emprestaram seu conhecimento técnico sobre Direito para dar razão a quem não tem, ou seja, os golpistas...

No passado esses setores foram os garantidores das ditaduras militares, no Brasil e no mundo. Sem a participação desses segmentos se torna difícil um golpe ser concretizado, porque esses grupos dão uma cara de legalidade ao que é ilegal e arbitrário, como anteparo para a regulamentação de um golpe pela força das armas, bem como acontece agora, um golpe de estado dissimulado como se fosse constitucional por intermédio de um impeachment aceito pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB), que, vingativo e rancoroso como o juiz Moro, também incendiou o Brasil.

Trata-se de um presidente da Câmara que responde a inúmeros processos, possui contas ilegais no exterior e já é réu no STF. Realidade esta que é uma provocação e um deboche ao povo e ao Estado de Direito, porque se trata de alguém que cometeu vários crimes, muitos deles comprovados, pois documentados, e que luta para derrubar uma presidente que não cometeu crime de responsabilidade. Inacreditável, mas acontece no Brasil, a sétima maior economia do mundo, além de ser o País mais poderoso da América Latina e fundador dos Brics e do G-20.

Contudo, o maior responsável dentre os principais responsáveis por toda crise política que acontece no Brasil é o juiz de província e de primeira instância, Sérgio Moro.  Há dois anos esse cidadão inferniza o País, não porque ele está a mandar prender e a julgar os ladrões do dinheiro público, mas, sobretudo, por fazer da Operação Lava Jato uma plataforma político-partidária, pois irremediavelmente ideológico tal magistrado, que, a despeito de quaisquer razões jurídicas e judiciárias, demonstra ter lado, cor ideológica, opção partidária, além de se considerar, pois é visível, o salvador da Pátria. Só que não...

Moro, assim como muitos procuradores, delegados federais e advogados como os da OAB, são partes de um processo golpista seletivo e, com efeito, partidário. Indubitavelmente que essa gente é ligada à oposição liderada pelo PSDB e DEM ou faz o jogo dela. Suas ações nesse sentido são claras. Trata-se de servidores e advogados cúmplices dos interesses dos coronéis midiáticos e da casa grande em geral, principalmente aquela retratada no empresariado da Fiesp, na banca financeira e no grande latifúndio rural.

A burguesia nacional a ter como sua chefe hierárquica a plutocracia internacional, especialmente os banqueiros que controlam o FMI e o Bird por intermédio dos bancos centrais dos países ricos, a desestabilizar institucionalmente o Brasil, bem como a rasgar sua Constituição com o beneplácito das "elites" brasileiras colonizadas, subalternas e sem programa e projetos para o País, porque nunca e em hipótese alguma a casa grande pensou o Brasil, no decorrer de séculos.  

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, que está a me surpreender por se mostrar garantista e legalista afirmou que o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, apagou incêndio com gasolina, assim como incorreu em ilegalidades e irregularidades (crimes) ao vazar diálogos de autoridades com prerrogativa de função, que é o caso de Dilma Rousseff e também de Lula, apesar de o juiz de Maringá, ou seja, do PSDB do Paraná insistir em afirmar que Lula não detinha ainda a prerrogativa de função quando, na verdade, o líder petista já era ministro, conforme comprova o Diário Oficial.

Moro, além de atropelar as prerrogativas do STF, o que já é passível até de prisão, ainda ousou em mentir. Moro é um magistrado que mentiu! Ele interferiu, sem dúvida, no processo político brasileiro e levou comoção a milhares de eleitores de direita, que até hoje, como o candidato tucano derrotado, Aécio Neves, não aceitam a derrota para o PT de Dilma e Lula. A não obediência às regras do jogo democrático resultou em conspiração e secessão, que se iniciaram logo no dia posterior ao resultado das eleições que conduziu Dilma Rousseff pela segunda vez à Presidência da República.

O juiz Moro é um golpista que impediu Lula de assumir a Casa Civil, a colocar mais lenha na fogueira e a fazer com que as pessoas, irracionais e golpistas como a advogada Janaína Paschoal — a Musa do Golpe — a entrar, ridiculamente, em transe, pois resultado de discurso proferido na Faculdade de Direito da USP, em meio a golpistas como Hélio Bicudo e o desembargador Newton De Lucca, que, ainda na ativa, fez discurso e puxou coro a gritar: "Lula na cadeia!"

Um desembargador de São Paulo, homem de idade, experiente, com posição e função importantes e de confiança para a sociedade, a fazer um papelão desse, a desenvolver uma política rasteira ao se deixar se contaminar pelas paixões políticas e a pedir a prisão do maior político da América Latina, que não é réu, não responde a processos e não cometeu crimes, como é o caso de Luiz Inácio Lula da Silva.

De Lucca se comportou como um Catta Preta qualquer, como se fosse integrante de torcida organizada quando perde a estribeira, ou seja, abandona a razão e se embriaga com suas paixões ideológicas vãs e parte para a porrada, a esquecer do que é civilizado e sensato. E ele é desembargador... Durma-se com um barulho desses.

Lula há anos, principalmente nos últimos três anos, tem sido alvo de perseguição feroz e sistemática por parte da imprensa de mercado mais corrupta e bandida do mundo, bem como de servidores do Judiciário pagos pelo contribuinte para trabalhar de forma isenta e justa, mas jamais para escolher lado e selecionar aqueles que vão ser reféns e presas de seus ódios ideológicos e partidários, até porque os inúmeros escândalos do PSDB "Não vem ao caso", como gosta muito de propalar, cinicamente, o juiz de província Sérgio Moro. Inaceitável.

Nada se provou contra o líder trabalhista, o que se torna, sobremaneira, o calcanhar de Aquiles de juízes como Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso, que, politicamente, determinou a volta dos autos sobre Lula para a primeira instância do juiz Moro, um magistrado obsessivo e ideológico, que faz político em prol do PSDB e das oligarquias brasileiras.

Simples assim: Gilmar, a herança maldita de FHC — o Neoliberal I —, atropelou seu colega relator do caso Lava Jato, ministro Teori Zavascki, que simplesmente determinou que os autos voltassem à Corte. Até hoje as forças democráticas não compreendem como um juiz-empresário da estirpe de Gilmar Mendes ainda não sofreu um impeachment no Senado. É algo inexplicável, porque a biografia desse senhor é uma história que consolida a desconstrução do Direito.

Entretanto, Moro continua em sua cruzada moralista, como se ele fosse o varão de Plutarco. Agora o magistrado volta a desenterrar o caso do assassinato de Celso Daniel, prefeito de Santo André, morto em janeiro de 2002. Tal juiz de província sabe muito bem que este caso foi exaustivamente investigado e seu desenlace sacramentado, inclusive com prisões e a descoberta de corrupção, principalmente no segmento da coleta de lixo.

Por sua vez, o juiz de direita e da direita tupiniquim compreende que o caso Celso Daniel é polêmico, porque se trata de um político do PT assassinado e tudo o que toca ao PT é motivo de escarcéu e dimensionamento por parte da imprensa de negócios privados pertencente a meia dúzia de famílias que tratam o Brasil como se fosse a extensão dos quintais das casas delas.

Por seu turno, ressalta-se que a morte de Celso Daniel não tem nada a ver com a corrupção na Petrobras. É forçação de barra por parte de Moro — o Midiático II —, bem como se torna imperativo lembrar que Lula assumiu o poder em janeiro de 2003, um ano após a morte do prefeito de Santo André. Lembro ainda que o Midiático I é o juiz Joaquim Barbosa, o homem cuja vocação para o bem da saúde do povo brasileiro é o esquecimento e o recolhimento à sua insignificância, cujo lar é o apartamento de Miami, que, ao que parece, já está a lhe dar severas dores de cabeça.

Sérgio Moro — o Midiático II — não quer saber, porque não vem ao caso, da morte da modelo mineira, ligada ao PSDB, crime abafado e que até hoje não é tratado por meio de manchetes retumbantes pela imprensa golpista e corrupta, bem como o helicóptero a carregar também em Minas meia tonelada de cocaína e o avião sem dono do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que caiu e o matou também não é considerado pela imprensa seletiva e golpista dos magnatas bilionários, que, na verdade, são os controladores do partido de direita mais poderoso do Brasil conhecido como PIG.

O ministro Marco Aurélio de Mello tem razão, como o tem também os oito mil advogados que se insurgiram contra o golpismo insano e hipócrita do conselho federal da OAB, cujos membros se comportam como se fossem políticos da oposição tucana, o que é inaceitável. A OAB, a despeito de sua atuação elogiável contra a ditadura de 1964, antes apoiou tal golpe civil-militar, fato este que denota grave erro histórico e uma mancha indelével em sua história.

Agora, o conselho da Ordem comete outro grave erro, sendo que sabe o que está em jogo e que esse jogo tem cartas marcadas por muitos juízes e procuradores, que estão a beneficiar o time do golpe, do golpismo barato, da mão grande e de uma violência inominável contra o Estado Democrático de Direito e a vontade soberana das urnas de um povo que vive sob a batuta de uma das "elites" mais perversas e sectárias da humanidade, pois escravizou seres humanos por 400 anos.

O golpe contra o Brasil se baseia em fraude, farsa e mentira. São grupos conservadores que não aceitaram a derrota eleitoral e morrem de medo da vitória de Lula em 2018. Praticamente destruíram a engenharia brasileira, superdesenvolvida e conquistadora de mercados internacionais, a competir com as grandes construtoras de países desenvolvidos, que, espertos, as protegem com unhas e dentes, pois a finalidade é garantir suas entradas em todos os mercados do planeta.  

A competente e altamente desenvolvida engenharia brasileira, portadora de sofisticado conhecimento científico e tecnológico. É tão desenvolvida, ao ponto de a Odebrecht ser a principal condutora da fabricação e montagem de submarinos nucleares brasileiros, cujas funções principais seriam o de proteger e fiscalizar as águas marítimas onde se encontra os poços do Pré-Sal, que é um tesouro nacional e estratégico para as futuras gerações deste País.

O Pré-Sal destinado, por votação no Congresso e sancionado pela presidente da República, como fonte de recursos para a educação e a saúde dos cidadãos brasileiros, que a casa grande antinacionalista, colonizada e traidora da Pátria quer entregar de mão beijada para a gringada esperta e malandra de alma pirata.

A casa grande é provinciana e subserviente aos estrangeiros, porque se consola com esmolas ao tempo que é arrogante e violenta com a própria Nação e seus trabalhadores. A burguesia e a pequena burguesia deste País é uma lástima em forma de preconceitos abissais. Se consolam com a condição de párias da periferia mundial, porque ir a Miami e a Orlando para lamber as botas do Mickey já lhes apetecem. São pequenos e vulgares, porque, ridiculamente, consideram-se vips. Só se for vip da burrice, da babaquice, da leviandade e da vulgaridade.


Não há como negociar com a direita, porque ela é predadora. Predadores não negociam a paz para o Brasil crescer por meio da negociação, do debate e do diálogo. Nem pensar. Golpistas não pensam, porque são golpistas. Eles tem de ser derrotados, nas ruas, no Congresso e na Justiça. O País para eles não importa, mas, sim, seus lucros. O impeachment nesses termos é golpe; e os golpistas vão chafurdar no esgoto da história. Não vai ter golpe! Vai ter luta! É isso aí.