sexta-feira, 10 de julho de 2015

Aécio Neves e Cássio Cunha Lima representam o golpe e o descompromisso com o Brasil

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

ESQUIZOFRENIA OU LOUCURA MESMO?

No dia 7 de julho, o senador de Minas Gerais e do PSDB, Aécio Neves, afirmou os seguintes “atos falhos” em entrevistas às rádios Gaúcha e Itatiaia: 1) “Nós somos o principal partido de oposição ao Brasil”; 2) “A convenção me reelegeu neste domingo presidente da República”; e 3) Nesse momento de conspiração, qualquer conversa vira conversa pra derrubar presidente”.


Agora vamos à pergunta que não quer calar: “Aécio Neves é golpista ou não?” Resposta: “É”. E a reforço: “Irremediavelmente, o neto do político legalista e antigolpista, Tancredo Neves, transformou-se em um radical de direita, pois inconformado com a derrota eleitoral para Dilma Rousseff, em 2014. Daqui a pouco, ele se transforma em um personagem pitoresco, mas que deve ser levado a sério, principalmente pelas instituições republicanas que dão sustentação ao Estado de Direito e à soberania do povo.

As frases pronunciadas por Aécio Neves denotam que o tucano está a vivenciar um momento quase esquizofrênico no que tange ao seu rancor e inconformismo por não estar sentado na cadeira da Presidência da República. Ele realmente está disposto a derrubar uma presidenta legalmente constituída, com 54,5 milhões de votos dados pelo povo brasileiro. Por causa disso, o político mineiro se torna perigoso para a estabilidade democrática e, apesar de seus afãs e descontroles emocionais, a verdade é que ele coloca em prática o que fala, bem como foi capaz de se aventurar na Venezuela, acompanhado de um bando de patetas e trapalhões, com o propósito de criar uma crise internacional e, consequentemente, questionar a diplomacia do Governo Dilma, além de provocar o mandatário venezuelano.

Para realizar seus desmandos e inconsequências político-partidárias, tal playboy de Ipanema e Leblon tem o apoio de grande parcela de parlamentares da oposição, da imprensa dos magnatas bilionários e, pasmem(!), de setores direitistas do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário, ou seja, servidores públicos que aproveitam seus cargos para ilegalmente fazer oposição, e, inclusive, intervir politicamente, inapropriadamente, nos programas do Governo, porque o propósito é impedir que Dilma Rousseff governe e administre o País. Impedir que mandatários governem é golpe, e, portanto, tais golpistas tem de ser denunciados e combatidos.

Porém, duas coisas me chamam a atenção em Aécio Neves, o senador derrotado do PSDB à Presidência da República por Dilma Rousseff, do PT: a primeira é que em sua agenda política o desenvolvimento do Brasil inexiste; e a segunda é que ele, como todo homem de direita e que defende os interesses das classes dominantes nunca pronuncia a palavra povo. Aécio, a exemplo do senador paraibano e igualmente tucano, Cássio Cunha Lima, é privatista, entreguista, defensor dos interesses da iniciativa privada, mas viveu a vida inteira a ocupar cargos públicos e deles a tirar seu sustento e prestígio perante o sistema de poder. É privatista, mas vive sob o guarda-chuva do Estado.

O tucano evita pensar sobre o País para debater o Brasil. Esta evidência deixa claro e transparente que o PSDB e a Casa Grande não tem propostas de governo e projeto de País, porque quem não pensa e debate realmente não tem o que oferecer ao povo brasileiro. Se não fosse Getúlio Vargas e os trabalhistas que governaram posteriormente, essa gente burguesa e provinciana estaria ainda no campo, a contar cabeças de gado, plantar alguma coisa para exportar e mandar seus filhos estudar na Europa, para depois odiar o Brasil, explorar seu povo e servir como testa de ferro dos interesses dos países considerados desenvolvidos. A “elite” brasileira ainda não saiu da era colonial — do ciclo da cana de açúcar.

Até hoje a burguesia brasileira e a pequena burguesia (classe média) se recusam a pensar o Brasil, pois somente reclamam e desprezam o País, mas tem como referência meia dúzia de países, muitos deles a passar nitidamente por um processo de decadência, que essa gente medíocre e portadora de um imenso complexo de vira-lata considera como suas cortes. Seria até engraçado, se não fosse trágico e ridículo. Igualmente desta forma os políticos conservadores procedem, porque são sujeitos que apenas defendem interesses de grupos empresariais, que estão por trás de suas carreira. 

É desta forma que também se comportou Aécio Neves em 2014, no decorrer de sua campanha desrespeitosa e vocacionada para o acinte, a agressão verbal, a manipulação e a distorção das realidades e dos fatos, porque o objetivo era realmente não debater o Brasil, por falta de proposta e projeto para o País mais importante da América Latina, que, segundo Barack Obama, “é de expressão e força global”, a calar a boca da repórter da Globo News, Sandra Coutinho. Aliás, se o Brasil não fosse poderoso, a direita brasileira não estaria tão histérica e, com efeito, não se importaria tanto por estar fora do poder há mais de 12 anos. Ponto.

Na coletiva à imprensa, maliciosamente e matreiramente, a repórter de cabeça colonizada e com um indisfarçável complexo de vira-lata quis colocar a presidenta Dilma em uma saia justa, prontamente rejeitada por Obama, que disse à repórter, empregada dos Marinhos, que o Brasil tem importância mundial e não apenas regional. O problema é que o mandatário estadunidense talvez não saiba que tal jornalista é apenas uma ventríloqua do pensamento retrógado, colonizado e reacionário da família Marinho, dona das Organizações(?) Globo, uma das maiores e mais poderosas oligarquias midiáticas do mundo, que há décadas atrasa o desenvolvimento do Brasil e prejudica seu povo.

Passados nove meses das eleições, os tucanos do PSDB (existem também tais aves no DEM e no PPS) continuam em sua desditosa campanha pelo impeachment de Dilma Rousseff. Não há absurdo e desfaçatez maior. Além do senador Aécio Neves, que anda furioso, ao tempo que inconformado com sua derrota, agora a sociedade brasileira tem de aturar as estrepolias e traquinagens do senador igualmente tucano, o paraibano Cássio Cunha Lima, que, junto com o mineiro, tornou-se um incendiário da política brasileira, que não mede consequências, porque também não tem compromisso com a democracia e com a estabilidade institucional do País.

E não é que o senador paraibano se tornou um dos principais porta-vozes do golpe? Logo ele, que tem um passado político nada elogiável, bem como é filho do falecido governador, Ronaldo Cunha Lima, que atirou com arma de fogo no ex-governador Tarcísio Burity, em um restaurante de João Pessoa, cujo crime nunca foi punido pela Justiça.

Inacreditável é ver e ouvir de um homem, com tantos esqueletos no armário, acusações infundadas e perversamente engendradas contra a presidenta Dilma, porque o propósito é derrubá-la do poder por via judicial, como ocorreu com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. A verdade é que o Brasil é a sexta economia do mundo, possui uma democracia consolidada e não cabem mais golpes de estado, porque políticos, filhinhos de papai da casa grande, recusam-se a aceitar o resultado de uma eleição livre, soberana e democrática por causa de seus sonhos, devaneios e caprichos.

Cássio Cunha Lima demonstra total falta de discernimento, pois parece desconhecer sua própria realidade, bem como o histórico político de sua vida, sendo que, em 2007, foi cassado pela Justiça Eleitoral de seu Estado por abuso de poder econômico e político, bem como destituído do cargo de governador da Paraíba por cometer tais ilegalidades. Em 2008, o TSE ratificou a decisão do TRE.

E não é que o senador paraibano se tornou, de repente e por conveniência, o catão da mídia de mercado, ao tempo que o arauto da moral, da ética e dos bons costumes, além de porta-voz do golpe? Surreais são as acusações de Cássio Cunha Lima contra a presidenta Dilma Rousseff, cujo governo foi o que mais prendeu os corruptos e ladrões do dinheiro público. Esta realidade é fato, porque nos tempos de FHC — o Neoliberal I —, o procurador-geral da República era chamado de engavetador-geral, inclusive pela imprensa alienígena, que viceja no Brasil e que também se mostra inconformada com a derrota de Aécio Neves. No tempo de FHC, rico não era preso. Fato.

Este é o catão da Paraíba, que aposta no impeachment de uma presidenta eleita legalmente! Logo ele, que foi cassado por ser acusado de ter distribuído 35 mil cheques a pessoas carentes, no decorrer de sua campanha eleitoral de 2006, por intermédio do programa da Fundação Ação Comunitária (FAC), braço assistencialista vinculado ao governo paraibano. Os cheques, de acordo com as denúncias do Ministério Público, totalizaram a soma milionária de R$ 4 milhões. Isto tudo em plena campanha...

O relator do processo no TSE, juiz Eros Grau, negou o recurso a Cássia Cunha Lima, e disse: “Houve marcante descontrole na distribuição de valores financeiros na proximidade do pleito”, para logo o magistrado completar: “Há exemplos expressivos nos autos. Pagamento de plano de saúde, festival de repentistas, que não configuram assistência à pessoa em carência extrema”. Todos os demais ministros da Corte compartilharam com o voto do relator Grau, o que, sobremaneira, confirma o dolo cometido na época pelo governador paraibano para ser eleito.

Cássio é também acusado de nepotismo, irregularidade que foi comprovada. Depois de conseguir eleger Romero Rodrigues (PSDB) prefeito de Campina Grande, o arauto dos bons costumes empregou como assessora especial de gabinete a sogra Iolanda Alves de Azevedo, bem como sua namorada, Jacilene Azevedo, foi nomeada para um cargo na Câmara Municipal da mesma cidade. O tucano também não esqueceu seu cunhado, Jackson Azevedo, e o empregou como supervisor de Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Campina Grande. Seu primo, Flávio da Cunha Lima, funcionário do Senado, também foi agraciado, pois nomeado chefe de seu gabinete. Não importa se essas pessoas ocupam ainda os cargos, mas foram beneficiadas por meio do nepotismo, que é proibido pela legislação.

Então é assim, no Brasil: pessoas que guardam esqueletos no armário saem da penumbra e deitam falação, com a finalidade de judicializar a política e criminalizar autoridades legalmente constituídas e que não incorreram em crimes de responsabilidades, a exemplo de Dilma Roussef e de Lula. Se não fosse a parafernália midiática pertencente à casa grande, o PSDB não passaria de um partido de tamanho médio, porque derrotado quatro vezes consecutivas em eleições presidenciais, bem como, reitero, não tem projeto de País e programas de governos, que visem à emancipação do povo brasileiro e à independência e soberania total do Brasil.

A verdade é que Aécio Neves e seus aliados, que radicalizaram o discurso e suas ações políticas, perceberam que o tucano mineiro só vai sentar na cadeira da Presidência da República se escolher o caminho do golpe institucional, como ocorreu no Paraguai. Seria uma vergonha para o povo brasileiro se tamanha desfaçatez e banditismo político acontecesse, pois ilegal, porque rasga a Constituição e manda para o espaço a democracia brasileira, que a duras penas está a se consolidar, após o Brasil ficar sob as amarras de 21 anos de ditadura militar, apoiada por grandes empresários e também por coxinhas paneleiros de classe média, que, ignorantes, não compreendem o momento histórico vivido pelo Brasil, em busca de independência e autonomia, de seu desenvolvimento e do acesso à igualdade de oportunidades.

Citei alguns equívocos do senhor Cássio Cunha, mas Aécio Neves, em Minas Gerais, cometeu um número maior de graves erros políticos e administrativos. Certamente que esses malfeitos são conhecidos e vicejam como notícias na blogosfera progressista, até porque os grandes meios de comunicação privados dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas censuram a si mesmos, bem como não permitem, de forma alguma, que notícias contra seus aliados tucanos e a oposição em geral, inclusive setores reacionários do MP, da Justiça e da PF, sejam veiculadas, publicadas e repercutidas.

Afinal, no Brasil quem somente comete crimes é o lado do Governo Trabalhista. Aliás, todos os governos trabalhistas da história, segundo os inquilinos da casa grande. A direita brasileira, herdeira da escravidão e há cinco séculos dona dos bancos, das empresas e das terras, não comete crimes, não efetiva golpes de estado e não luta para que o status quo seja preservado indefinidamente. Não. De jeito nenhum. A verdade é a seguinte: não vai ter golpe. Como também todos sabem que Aécio Neves e Cássio Cunha Lima representam o desejo de golpe e o descompromisso com o Brasil. É isso aí.

 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Aécio sucateou a Educação, desempregou 71 mil e não convocou os concursados — Eis o legado do tucano!

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Todo mundo sabe, até as pessoas mais alienadas ou politicamente reacionárias, que o choque de gestão imposto a Minas Gerais por dois governadores tucanos e neoliberais deixou setores como o da Saúde e o da Educação naquele Estado praticamente em regime falimentar. A resumir: em 12 anos de desmandos em suas administrações, os governadores Aécio Neves, Antônio Anastasia e Alberto Pinto Coelho (PP) arrombaram os cofres do Governo mineiro, e, para piorar as coisas que iam de mal a pior, deixaram uma herança maldita para o governador Fernando Pimentel (PT), que aos poucos está tentando arrumar a casa bagunçada.

Pimentel está a se virar para pagar as contas atrasadas ao funcionalismo e aos terceirizados da Educação, bem como tem de desarmar "granadas" e "bombas" de efeito retardado, como, por exemplo, a famigerada Lei Complementar nº 100, que prejudica 80 mil servidores da Educação, sendo que milhares de pessoas que fizeram concursos para o setor ainda não foram chamadas, porque a Lei 100 regularizou profissionais que assumiram cargos por nomeações, o que, sobremaneira, prejudicou os concursados, porque até agora a maioria deles não conseguiu ainda ser chamada para assumir seus postos de trabalho.

E por que o governador não os conduz a seus cargos? Porque ele ainda precisa resolver a questão dos 80 mil funcionários que perderão seus empregos, o que dá um impacto muito grande, afinal de contas ainda há espaço para outra pergunta: "Quantas famílias e seus membros dependem desses empregos?" Resposta: "Milhares!" Então desempregar não é tão simples assim. Além disso, a Lei 100, de 2007, é fruto da irresponsabilidade do ex-governador Aécio Neves, e, com efeito, foi considerada inconstitucional pelo STF, que, desde o dia 1º de janeiro deste ano, decidiu que os servidores nomeados sem concurso terão de deixar seus cargos.

Oitenta mil pessoas desempregadas somente no setor de Educação. Uma realidade triste e preocupante, mas, sobretudo, indelevelmente de perfil e caráter tucano. O PSDB é pródigo em três coisas: 1) desempregar e não criar empregos; 2) entregar o patrimônio público e não investir o dinheiro da venda na infraestrutura do Brasil e no desenvolvimento de seu povo; e 3) apostar em golpe para tentar derrubar presidentes constituídos e eleitos legalmente pelo povo brasileiro.

Este é o PSDB neoliberal de Aécio Neves, aquele que está a dar uma de Capriles, e viaja à Venezuela para fomentar arruaça naquela nação para criar factoides, uma forma de política baixa cujo propósito é atacar o Governo Dilma, além de questionar a política externa independente do Brasil, a partir do Governo Lula. Contudo, político que defende os interesses do status quo não tem jeito, e sempre tentará colocar obstáculos para que a maioria dos brasileiros e mineiros não tenha seus direitos assegurados, porque a equação que este grupo político conservador desenvolve sempre tem um resultado desfavorável ao povo, ou seja, aos trabalhadores.

Após sancionar a fatídica Lei Complementar nº 100, Aécio Neves se tornou um político rejeitado pelos servidores da Educação, além de detestado por outras categorias profissionais. O tucano que hoje faz uma campanha insidiosa e de conotação golpista em favor do impeachment de Dilma Rousseff, passou a enfrentar greves constantes dos profissionais da Educação, bem como seus sucessores, Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho. Nada desses fatos a imprensa burguesa de Minas repercutiu. Pelo contrário, censurou ou manipulou as realidades.

Para que tenhamos uma ideia melhor da irresponsabilidade e do estrago criado pelos tucanos mineiros, já foram demitidos 71 mil servidores este ano dos 80 mil que foram investidos nos cargos. Eles acreditaram que suas carreiras teriam estabilidade, palavra mágica usada matreiramente por Aécio Neves, porque iludiu dezenas de milhares de pessoas, que hoje amargam o desemprego. Como assim iludidos, camarada? Exatamente, enganados, pois receberam, em 2011, uma carta enviada pelas secretárias da Educação, Ana Lúcia Almeida Gazzola, e do Planejamento e Gestão, Renata Vilhena.

A carta tratava de garantir e reafirmar suas estabilidades pela Lei 100, o que se mostrou, posteriormente, com a demissão de mais de 70 mil deles, que tal carta dos mandatários tucanos era mentira, fraude e farsa. A verdade é que 71 mil servidores foram enganados pelos governantes do PSDB. Ponto. E quem tem de resolver essa herança maldita e que denota a total irresponsabilidade dos tucanos neoliberais e privatistas é o governador Fernando Pimentel.

Contudo, a crise na Educação mineira não acaba apenas nessas questões. O Estado de Minas Gerais ficou 13 anos sem realizar concurso público para docente de universidade, ou seja, quase o tempo do PSDB no poder. Ao falar com o professor e pesquisador, com doutorado em Literatura Brasileira, Constantino Luz de Medeiros, aprovado e homologado no concurso de provas e títulos da Universidade Estadual de Montes Claros, ele me disse que são 500 professores de todo o Brasil aprovados e que até hoje não conseguiram ser chamados para assumir seus cargos.

Disse-me ainda que os concursados "estão todos desesperados", porque sabem que o Governo de Minas vai ter de resolver a questão dos mais de 70 mil servidores que foram demitidos, porque nomeados de forma inconstitucional pelos mandatários tucanos, que ficaram 12 anos no Palácio da Liberdade e entregaram o Governo a Fernando Pimentel com os cofres combalidos, além de o petista ter de enfrentar incontáveis crises com as diferentes categorias de servidores públicos, a somar ainda dívidas gigantescas com os fornecedores e prestadores de serviços ao Governo mineiro.

Agora vamos à pergunta teimosa, aquela que se recusa a calar: Por que Aécio sancionou tal lei e seus sucessores continuaram a se apoiar nela? Respondo: A Lei Complementar nº 100 faz parte de acordo entre o Ministério da Previdência e o Governo de Minas Gerais para que a administração de Aécio Neves recebesse o certificado de regularização previdenciária — CRP. O documento é essencial para que as unidades da Federação recebam os recursos do Governo Federal, e, consequentemente, possam ser autorizadas a receber empréstimos de bancos internacionais.


Eis o choque de gestão tão propalado e elogiado pelos direitistas neoliberais, que para terem seus interesses realizados atropelam até mesmo o povo brasileiro e os trabalhadores. Inexistem no dicionário desses caras, da tucanagem, as palavras povo e Brasil. Se duvida, cara pálida, preste atenção quando um tucano de poder e mando fala nos meios de comunicação dos magnatas bilionários. Eles, os emplumados, nunca usam ou se lembram dessas duas palavras tão essenciais para quem pensa no Brasil e respeita o povo brasileiro. A brasilidade dessa gente é tão fértil quanto às terras estéreis ou às águas poluídas.

Aproveitam-se da cumplicidade e do apoio ora irrestrito da imprensa corporativa e familiar, tão golpista como Aécio Neves, José Aníbal, Ronaldo Caiado, Carlos Sampaio, Agripino Maia, Cássio Cunha Lima, Jair Bolsonaro, Aloysio Nunes Ferreira, Roberto Freire, Álvaro Dias, e, estupidamente, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, um ex-presidente da República que, no mínimo, deveria sentir vergonha por apregoar um golpe contra a presidenta eleita legitimamente, a se submeter às regras do jogo democrático e que jamais incorreu em crimes de responsabilidade ou malfeitos.

Os professores de Minas Gerais, das creches ao ensino universitário, bem como os servidores da Educação em seus inúmeros ofícios, cargos e funções, por intermédio de seus sindicatos, denunciam os desmandos dos governos tucanos, com Aécio Neves à frente. O que o político do PSDB fez é digno de investigação e suas contas deveriam há muito tempo serem julgadas e denunciadas pelo TCE, Ministério Público de Minas, Assembleia Legislativa e até mesmo por órgãos federais, pois o acordo entre o Ministério da Previdência e o Governo mineiro para ter acesso ao CRP tem de ser, evidentemente, avaliado e verificado.

Entretanto, há um problema: no Brasil, tucanos e magnatas bilionários de imprensa são inimputáveis. Eles o são realmente protegidos pelo establishment — exemplificados, por exemplo, em setores direitistas do MP, do Judiciário (juízes Sérgio Moro, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, delegados da PF aecistas, imprensa de mercado etc.). E os brasileiros são tratados como perfeitos idiotas, até mesmo os que são realmente idiotas.

Aécio sucateou a Educação, desempregou 71 mil servidores e não convocou os concursados. Eis o choque de ordem tucano! Eis seu legado! E quer o impeachment de Dilma. É o máximo da hipocrisia! Não sei por que tudo isto acontece, se vivemos sob a égide da mesma Constituição e do mesmo Código Penal. Talvez seja uma questão de bico... É isso aí. Todo mundo sabe, até as pessoas mais alienadas ou politicamente reacionárias, que o choque de gestão imposto a Minas Gerais por dois governadores tucanos e neoliberais deixou setores como o da Saúde e o da Educação naquele Estado praticamente em regime falimentar.

A resumir: em 12 anos de desmandos em suas administrações, os governadores Aécio Neves, Antônio Anastasia e Alberto Pinto Coelho (PP) arrombaram os cofres do Governo mineiro, e, para piorar as coisas que iam de mal a pior, deixaram uma herança maldita para o governador Fernando Pimentel (PT), que aos poucos está tentando arrumar a casa bagunçada.

Pimentel está a se virar para pagar as contas atrasadas ao funcionalismo e aos terceirizados da Educação, bem como tem de desarmar "granadas" e "bombas" de efeito retardado, como, por exemplo, a famigerada Lei Complementar nº 100, que prejudica 80 mil servidores da Educação, sendo que milhares de pessoas que fizeram concursos para o setor ainda não foram chamadas, porque a Lei 100 regularizou profissionais que assumiram cargos por nomeações, o que, sobremaneira, prejudicou os concursados, porque até agora a maioria deles não conseguiu ainda ser chamada para assumir seus postos de trabalho.

E por que o governador não os conduz a seus cargos? Porque ele ainda precisa resolver a questão dos 80 mil funcionários que perderão seus empregos, o que dá um impacto muito grande, afinal de contas ainda há espaço para outra pergunta: "Quantas famílias e seus membros dependem desses empregos?" Resposta: "Milhares!" Então desempregar não é tão simples assim. Além disso, a Lei 100, de 2007, é fruto da irresponsabilidade do ex-governador Aécio Neves, e, com efeito, foi considerada inconstitucional pelo STF, que, desde o dia 1º de janeiro deste ano, decidiu que os servidores nomeados sem concurso terão de deixar seus cargos.

Oitenta mil pessoas desempregadas somente no setor de Educação. Uma realidade triste e preocupante, mas, sobretudo, indelevelmente de perfil e caráter tucano. O PSDB é pródigo em três coisas: 1) desempregar e não criar empregos; 2) entregar o patrimônio público e não investir o dinheiro da venda na infraestrutura do Brasil e no desenvolvimento de seu povo; e 3) apostar em golpe para tentar derrubar presidentes constituídos e eleitos legalmente pelo povo brasileiro.

Este é o PSDB neoliberal de Aécio Neves, aquele que está a dar uma de Capriles, e viaja à Venezuela para fomentar arruaça naquela nação para criar factoides, uma forma de política baixa cujo propósito é atacar o Governo Dilma, além de questionar a política externa independente do Brasil, a partir do Governo Lula. Contudo, político que defende os interesses do status quo não tem jeito, e sempre tentará colocar obstáculos para que a maioria dos brasileiros e mineiros não tenha seus direitos assegurados, porque a equação que este grupo político conservador desenvolve sempre tem um resultado desfavorável ao povo, ou seja, aos trabalhadores.

Após sancionar a fatídica Lei Complementar nº 100, Aécio Neves se tornou um político rejeitado pelos servidores da Educação, além de detestado por outras categorias profissionais. O tucano que hoje faz uma campanha insidiosa e de conotação golpista em favor do impeachment de Dilma Rousseff, passou a enfrentar greves constantes dos profissionais da Educação, bem como seus sucessores, Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho. Nada desses fatos a imprensa burguesa de Minas repercutiu. Pelo contrário, censurou ou manipulou as realidades.

Para que tenhamos uma ideia melhor da irresponsabilidade e do estrago criado pelos tucanos mineiros, já foram demitidos 71 mil servidores este ano dos 80 mil que foram investidos nos cargos. Eles acreditaram que suas carreiras teriam estabilidade, palavra mágica usada matreiramente por Aécio Neves, porque iludiu dezenas de milhares de pessoas, que hoje amargam o desemprego. Como assim iludidos, camarada? Exatamente, enganados, pois receberam, em 2011, uma carta enviada pelas secretárias da Educação, Ana Lúcia Almeida Gazzola, e do Planejamento e Gestão, Renata Vilhena.

A carta tratava de garantir e reafirmar suas estabilidades pela Lei 100, o que se mostrou, posteriormente, com a demissão de mais de 70 mil deles, que tal carta dos mandatários tucanos era mentira, fraude e farsa. A verdade é que 71 mil servidores foram enganados pelos governantes do PSDB. Ponto. E quem tem de resolver essa herança maldita e que denota a total irresponsabilidade dos tucanos neoliberais e privatistas é o governador Fernando Pimentel.

Contudo, a crise na Educação mineira não acaba apenas nessas questões. O Estado de Minas Gerais ficou 13 anos sem realizar concurso público para docente de universidade, ou seja, quase o tempo do PSDB no poder. Ao falar com o professor e pesquisador, com doutorado em Literatura Brasileira, Constantino Luz de Medeiros, aprovado e homologado no concurso de provas e títulos da Universidade Estadual de Montes Claros, ele me disse que são 500 professores de todo o Brasil aprovados e que até hoje não conseguiram ser chamados para assumir seus cargos.

Disse-me ainda que os concursados "estão todos desesperados", porque sabem que o Governo de Minas vai ter de resolver a questão dos mais de 70 mil servidores que foram demitidos, porque nomeados de forma inconstitucional pelos mandatários tucanos, que ficaram 12 anos no Palácio da Liberdade e entregaram o Governo a Fernando Pimentel com os cofres combalidos, além de o petista ter de enfrentar incontáveis crises com as diferentes categorias de servidores públicos, a somar ainda dívidas gigantescas com os fornecedores e prestadores de serviços ao Governo mineiro.

Agora vamos à pergunta teimosa, aquela que se recusa a calar: Por que Aécio sancionou tal lei e seus sucessores continuaram a se apoiar nela? Respondo: A Lei Complementar nº 100 faz parte de acordo entre o Ministério da Previdência e o Governo de Minas Gerais para que a administração de Aécio Neves recebesse o certificado de regularização previdenciária — CRP. O documento é essencial para que as unidades da Federação recebam os recursos do Governo Federal, e, consequentemente, possam ser autorizadas a receber empréstimos de bancos internacionais.

Eis o choque de gestão tão propalado e elogiado pelos direitistas neoliberais, que para terem seus interesses realizados atropelam até mesmo o povo brasileiro e os trabalhadores. Inexistem no dicionário desses caras, da tucanagem, as palavras povo e Brasil. Se duvida, cara pálida, preste atenção quando um tucano de poder e mando fala nos meios de comunicação dos magnatas bilionários. Eles, os emplumados, nunca usam ou se lembram dessas duas palavras tão essenciais para quem pensa no Brasil e respeita o povo brasileiro. A brasilidade dessa gente é tão fértil quanto às terras estéreis ou às águas poluídas.

Aproveitam-se da cumplicidade e do apoio ora irrestrito da imprensa corporativa e familiar, tão golpista como Aécio Neves, José Aníbal, Ronaldo Caiado, Carlos Sampaio, Agripino Maia, Cássio Cunha Lima, Jair Bolsonaro, Aloysio Nunes Ferreira, Roberto Freire, Álvaro Dias, e, estupidamente, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, um ex-presidente da República que, no mínimo, deveria sentir vergonha por apregoar um golpe contra a presidenta eleita legitimamente, a se submeter às regras do jogo democrático e que jamais incorreu em crimes de responsabilidade ou malfeitos.

Os professores de Minas Gerais, das creches ao ensino universitário, bem como os servidores da Educação em seus inúmeros ofícios, cargos e funções, por intermédio de seus sindicatos, denunciam os desmandos dos governos tucanos, com Aécio Neves à frente. O que o político do PSDB fez é digno de investigação e suas contas deveriam há muito tempo serem julgadas e denunciadas pelo TCE, Ministério Público de Minas, Assembleia Legislativa e até mesmo por órgãos federais, pois o acordo entre o Ministério da Previdência e o Governo mineiro para ter acesso ao CRP tem de ser, evidentemente, avaliado e verificado.

Entretanto, há um problema: no Brasil, tucanos e magnatas bilionários de imprensa são inimputáveis. Eles o são realmente protegidos pelo establishment — exemplificados, por exemplo, em setores direitistas do MP, do Judiciário (juízes Sérgio Moro, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, delegados da PF aecistas, imprensa de mercado etc.). E os brasileiros são tratados como perfeitos idiotas, até mesmo os que são realmente idiotas. Aécio sucateou a Educação, desempregou 71 mil servidores e não convocou os concursados. Eis o choque de ordem tucano! Eis seu legado! E quer o impeachment de Dilma. É o máximo da hipocrisia! Não sei por que tudo isto acontece, se vivemos sob a égide da mesma Constituição e do mesmo Código Penal. Talvez seja uma questão de bico... É isso aí.

Leia abaixo:

ENTREVISTA – Constantino Luz de Medeiros/Doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP

Davis Sena Filho — A Lei Complementar 100 é como se fosse um golpe, uma farsa dos tucanos em relação aos mais de 70 mil servidores nomeados de forma inconstitucional?

Constantino Luz de Medeiros — Sim, isso mesmo, um golpe, uma farsa que deixou milhares de pessoas, quase todas da área da Educação, em situação precária. Hoje em dia, muitos não tem mais força para prestar concursos, e estão ainda longe da aposentadoria, de modo que estão sofrendo as consequências dessa lei espúria, considerada inconstitucional em 2014 pelo plenário do STF. Na época, essa lei surgiu como uma forma do Estado fazer caixa. O Estado estava sob a tutela do PSDB, e prometeu a essas pessoas a estabilidade em cargo público sem concurso. O Governo Estadual de Minas Gerais viu-se diante de um impasse: como eram designados não poderiam ser aposentados pela previdência do Estado, mas como contribuíram por anos para a previdência não podiam ser abandonados, simplesmente.

DSF — A bagunça no setor público mineiro nos tempos de Aécio Neves e companhia, especificamente na Educação, prejudica a nomeação de concursados aprovados?

CLM — Exato. O problema está agora nas mãos do governador Fernando Pimentel, que herdou, por assim dizer, do PSDB, mais esse "presente" de grego. Assim como na UEMG, (Universidade Estadual de Minas Gerais), a Universidade Estadual de Montes Claros tem grande porcentagem de seus docentes em cargos precários, seja como "efetivados", "designados" ou "Lei 100". Tem muita gente que não acredita que a posse e a nomeação vão ocorrer, porque há anos estão simplesmente deixando toda essa gente sem concurso nos cargos. Mas, vamos torcer para que o governador Fernando Pimentel resolva ambos os lados dessa "herança maldita" que o PSDB deixou, arrumando, de alguma forma, a vida dos "Lei 100" e nomeando e dando posse a quem passou nos concursos, já que é assim que reza a lei e que deve regir o Estado de Direito.

DSF — Aécio Neves, mais do que seus sucessores aliados e do PSDB, é o maior responsável pela crise econômica e institucional em Minas?

CLM — O caos na Educação é resultado direto do tal "Choque de Gestão" de Aécio, que penalizou milhares de trabalhadores da Educação do Estado de Minas Gerais. Esperamos que o atual governo do PT, na gestão do Pimentel, que tem se pautado pelo diálogo, possa realmente encontrar uma solução para essas pessoas que foram massacradas moralmente por anos, em razão dessa manobra do Aécio e do PSDB, mas que também cumpra a Constituição e dê a nomeação e posse o mais rapidamente para nós, os professores que foram aprovados e homologados no Concurso de Provas e Títulos da Universidade Estadual de Montes Claros.

Carta das ex-secretárias da Educação e do Planejamento do Governo Aécio Neves aos servidores nomeados "definitivamente", sem concurso público e atualmente demitidos.



quinta-feira, 2 de julho de 2015

Juiz Moro e procurador Lima inauguraram a República da delação — E se orgulham


Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

  
Evidentemente, a republiqueta do Paraná, uma metáfora para definir a vara de primeira instância do juiz Sérgio Moro e dos seus associados em fazer política e justiça seletiva, os delegados aecistas da Polícia Federal daquele Estado, que se tornou, sobretudo, um centro do conservadorismo brasileiro.

Juntamente com o Ministério Público, o TCU e a Câmara dos Deputados, sob a batuta do neocon, deputado Eduardo Cunha, que preside a Casa de Leis como se ela fosse dele, os direitistas deste País estão a mostrar suas garras, porque o objetivo final é não permitir, de forma alguma e doa a quem doer, que o PT vença as eleições presidenciais de 2018.

Enquanto isso se deita falação por intermédio da imprensa meramente mercantilista, que pauta autoridades ligadas à Justiça, ao MP e à Polícia Federal, porque dentro dessas instituições existem homens e mulheres que decidiram fazer política, principalmente após as manifestações de junho de 2013, quando perceberam que, enfim, poderiam ter uma abertura para minar sistematicamente o Governo Trabalhista.

Além disso, tais autoridades se mostram arbitrárias e não republicanas, porque tratam de maneira seletiva as acusações, as denúncias, as prisões, as investigações, as delações e os vazamentos criminosos de processos em segredo de justiça por parte de servidores públicos que se utilizam equivocadamente de seus cargos para favorecer partidos de direita, que povoam a oposição e são protegidos pela imprensa dos magnatas bilionários.

Megaempresários que desejam colocar na cadeira da Presidência da República um presidente vinculado ao establisment nacional e internacional, como o fora Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele tucano conhecido por sua incomensurável e inenarrável vaidade, que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.

Agora as pessoas que não gostam de serem tratadas como idiotas ou coisa que o valha estão a perceber que, além de as autoridades fazerem política em plena atividade em seus cargos e funções, rebatem também a presidenta da República, como se fossem políticos do PSDB ou seus aliados, o que, na verdade, corrobora para que a sociedade brasileira perceba e compreenda que gente que deveria ficar calada para não dar bom dia a cavalo, assume um papel político, de enfrentamento e fala no lugar de deputados, senadores, governadores e prefeitos oposicionistas.

Dessa forma inconveniente se comportou Carlos Fernando dos Santos Lima, o negociador das delações premiadas da Operação Lava Jato no Paraná. Esse pessoal está a confundir a democracia brasileira com bagunça, quando deveria ter uma postura ilibada quanto às delações, ainda mais que são pessoas que supostamente incorreram em crimes, mas que ainda não foram julgadas pela Justiça, a exemplo de um personagem que já foi julgado, como o senhor doleiro, conhecidíssimo dos demotucanos, Alberto Youssef.

O procurador se doeu. E não se cala em prol de seu cargo e responsabilidade. Foi para o ataque e se utilizou de palavras e pensamentos que mais pareciam o “Samba do Crioulo Doido”, do jornalista e escritor, Sérgio Porto. Já há algum tempo a tratar com pessoas investigadas e presas sob seu tacão, o procurador não se fez de rogado, e respondeu à Dilma Rousseff sobre suas declarações de não respeitar delatores, porque ela sabe do que se trata, pois foi presa e torturada pela repressão da ditadura, que queria transformá-la em delatora de seus companheiros de resistência.

Além da imprensa de mercado, que deseja tratar todo mundo como imbecil ou mentecapto, apesar da existência dos coxinhas paneleiros, bem como o derrotado Aécio Neves voltou a cometer seus impropérios e desatinos por causa das declarações da presidenta, mas pelo menos o tucano é político de oposição, o procurador, indevidamente e irritado, rebateu as palavras da mandatária que comparou os delatores ao traidor de Tiradentes, cujo nome é Joaquim Silvério dos Reis.

O procurador afirmou: “Como não há [entre delatados da Lava Jato] nem Jesus Cristo nem Tiradentes, não há entre os delatores nem Judas nem Silvério. Porque não vivemos nem na Roma imperial nem nos tempos de Maria Louca. Vivemos na democracia”. Não é uma beleza as locuções desse gênio da promotoria brasileira? Um gênio, que deve achar muito natural o juiz Moro receber prêmio da família Marinho, porque tal magistrado “faz a diferença”. Não é isso.

A verdade é que Dilma quis apenas dizer que delações premiadas feitas por corruptos ou ladrões do dinheiro e do patrimônio público não se devem levar ao pé da letra, até porque o ente acusado e preso quer sair das grades, e poderá muito bem falar qualquer coisa que possa, primeiramente, engravidar os ouvidos de procuradores, juízes e policiais afoitos e de personalidades midiáticas.

E o servidor público com ares de político continuou a deitar falação à imprensa de caráter e histórico golpista, agora sobre as suspeitas que recaem sobre o ex-presidente Lula. Primeiro ele disse, com ares de “doutor” criador do Direito em toda sua essência e plenitude, que até agora não há indícios para investigar o mandatário popular e o mais conhecido mundialmente da história do Brasil. Só faltou sentar em uma confortável poltrona, cruzar as pernas e dar uma baforada em um charuto cubano, com o intuito de dar maior suspense às suas declarações e vaticínios.      

“A princípio, nenhum colaborador ou análise indica que as palestras dele não foram prestadas. O fato de estar na lista de prestadores não caracteriza crime”. É mole ou quer mais? Contudo, tal procurador e seus colegas de instituição, da PF, além do juiz de primeira instância, Sérgio Moro, elevado agora a catão da República pela imprensa comercial e familiar, não investigam, não prendem e não acusam os políticos da oposição, que desde a década de 1990 tratam com bicheiros, doleiros, captadores de dinheiro para suas campanhas, inclusive com contas em paraísos fiscais.

Sabe o que é? Essa gente pensa que o povo brasileiro é idiota, e como tal o trata. Certos juízes, promotores, procuradores e policiais pensam que todo mundo é burro, porque leitor do Globo, da Veja, da Folha, além de telespectador da Globo, da Globo News e de suas congêneres replicadoras das mesmas notícias manipuladas e direcionadas a atacar o Governo Dilma e uma possível candidatura de Lula.

A verdade é que esse pessoal não se cansa de elaborar e repercutir o verdadeiro e autêntico jornalismo de esgoto. Eles pensam que todas as pessoas tem cérebros de coxinhas paneleiros. Consideram que ao fazerem política seletiva e investigar e prender apenas um lado partidário e ideológico farão com que as pessoas optem nas próximas eleições pelos candidatos de oposição.

O desgaste de personalidades como as de Lula, Dilma, José Dirceu e todos os ministros e políticos que apoiam e são aliados do Governo Dilma vai ser constante, inapelável e tremendamente violento, ao ponto de um juiz de primeira instância, morador de um estado que nunca teve importância política em termos nacionais se tornasse praticamente o pauteiro da República.

Por seu turno, o juiz terá depois de arcar com as consequências, pois será interpelado e questionado judicialmente por quem se sentiu lesado, prejudicado e injustiçado. Vale lembrar que esse juiz mandou prender gente inocente, que depois teve de ser solta da prisão. Joaquim Barbosa foi o juiz midiático do domínio do fato. Moro é o juiz da delação premiada, em que as pessoas são presas e só terão suas prisões relaxadas ou suas penas diminuídas se caguetar ou dedurar alguém ou outrem. Em pleno estado de direito, o alicerce da democracia, o cidadão brasileiro tem de engolir tanto sapo por parte de homens que deveriam zelar pela execução da justiça e do Direito.

E continua o procurador Lima e articulador das delações premiadas em seu périplo sadomasoquista: “A delação do dono da UTC (Ricardo Pessoa), desmonta a tese de advogados de que prisões preventivas viraram instrumentos de coações”. Como não, cara pálida? Só viraram, bem como o juiz Moro e todos os que lhe rodeiam inauguraram uma nova jurisprudência no Brasil, porque a última, mas que já foi substituída, era a do domínio do fato do senhor Joaquim Barbosa.

Aliás, tal ex-juiz do Supremo hoje atua como comentarista de twitter. Um papel que lhe cabe muito bem. A fama e a popularidade do “Batman” brasileiro foram somente até a terceira página do livro de distorções jurídicas e casuísmos perpetrados por juízes, promotores e policiais, que hoje estão à frente do processo político, no que concerne ao papel que seria do PSDB, juntamente com a imprensa corporativa, amante da mentira e da manipulação.

A verdade é que a lava jato jamais deveria pautar o País e ser praticamente o único assunto jornalístico. Enquanto isso tudo o que acontece no Brasil para o bem ou para o mal é esquecido. O propósito é levar a lava jato até meados de 2017, e. consequentemente, enquadrar o Governo Trabalhista e seus candidatos. A ordem é sufocar, e para isso a direita usará também politicamente a tese do impeachment. Dilma não pode governar, e Lula não pode vencer as eleições de 2018. O juiz Sérgio Moro e o procurador, Carlos Fernando Lima, inauguraram a República da delação. E se orgulham. Quem viver verá. É isso aí.