segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O Consórcio do Golpe

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Eu fico espantado com a leviandade e a irresponsabilidade da oposição de direita no Brasil, liderada na esfera política pelo PSDB e seus aliados, DEM e PPS, bem como em âmbito empresarial pelos magnatas bilionários de imprensa e seus empregados de confiança, que há anos se transformaram apenas em replicadores do pensamento patronal, ou seja, jamais pensar o Brasil, mas, acima de qualquer coisa, pensar em seus patrimônios, bolsos e contas bancárias.

No Brasil se tornou lugar comum ficar inconformado com a vitória eleitoral de Dilma Rousseff, do PT, à Presidência da República. E por causa disto, a extrema direita e a direita conspiram diuturnamente para derrubar a mandatária e, por sua vez, movimentam-se em mil estrepolias de caracteres golpistas para efetivar um modo operante, no sentido de fazer com que Dilma seja impedida de terminar seu mandato conquistado legalmente nas urnas.

A direita herdeira da escravidão é tão sórdida e reacionária às mudanças acontecidas no Brasil nos últimos 13 anos, que mal cabem em seu balaio de patifarias e cafajestadas as investidas para dar cabo a uma presidente que não cometeu quaisquer crimes. Pelo contrário, se tem alguém que mais combateu a corrupção esta pessoa é exatamente Dilma Rousseff, por intermédio da Polícia Federal, corporação subordinada ao Ministério da Justiça, que oficialmente responde diretamente à Presidência da República e não ao PSDB, à Globo, à Veja ou à Folha.

O golpismo histérico, ao tempo que perigosamente manipulado por uma oposição partidária apoiada por setores conservadores do Estado, a exemplo de juízes, de promotores e de policiais federais, que, irresponsáveis e oportunistas, tentam colocar em xeque as instituições republicanas, cujo o propósito é efetivar uma instabilidade político-institucional, que favoreça a criação de um clima de ameaças, intimidações, calúnias, difamações e violências, ou seja, a essência do golpe, como já ocorreu no Brasil em 1964, 1961, 1955, 1954, 1945, 1938 e 1932, quando a direita partiu para cima da ordem constitucional e demonstrou, inequivocadamente, que o é selvagem.

Trata-se do "Consórcio do Golpe", representante autêntico e natural da casa grande, da burguesia nacional e da plutocracia, em âmbito mundial. Tal consórcio tenta, sobretudo, inviabilizar o Governo Dilma, desconstruir a imagem de Lula, criminalizar o PT, judicializar a política e, principalmente, fazer com que o País esqueça que nos governos petistas aconteceram avanços na economia, com inclusão social. Exatamente isto: a casa grande e seu sistema midiático replicador de seus interesses e pensamentos quer, mais do que tudo, que o povo esqueça que sua vida melhorou, como nunca antes aconteceu neste País.

E como realizar este processo draconiano? Por intermédio de uma propaganda sistemática, diuturna e sem trégua pelos meios de comunicação privados e associados ao grande empresariado nacional e internacional, bem como subalterno aos governos dos países dominantes, a exemplo dos Estados Unidos e de menos de meia dúzia de países da Europa Ocidental.

Percebe-se, contudo, uma certa delinquência no ar, perpetrada por políticos histriônicos, alguns de condutas e propósitos nitidamente fascistas, que facilitam a criação de uma atmosfera política poluída por embates e acusações de toda monta, no que diz respeito a não permitir a efetivação de diálogos, que teriam por objetivo estancar uma crise política criada pelos perdedores das eleições presidenciais de 2014.

Não é possível as instituições republicanas serem tão permissíveis ao ponto de a direita brasileira, uma das mais sectárias e perversas do mundo, passe a criar crises a seu bel-prazer, a se aproveitar de factoides criados pela imprensa de negócios privados, a partir de vazamentos de inquéritos, delações, acordos e investigações realizados por juízes, inclusive os de primeira instância, promotores e delegados da Polícia Federal e sacramentados por delatores, muitos deles, também, velhos conhecidos de tucanos, a exemplo de Fernando Baiano, Marcos Valério e Alberto Yousseff, dentre muitos outros, que esperam diminuir suas penas e, pressionados, se deixam levar pela ansiedade e angústia de sair o quanto antes da cadeia.

Delações de pessoas que foram presas sem suas culpabilidades comprovadas, mas trancafiadas mais tempo do que o estipulado por lei, como forma de pressão para abrir a boca e delatar qualquer um, muita vezes conforme os interesses de policiais, promotores e juízes que estão, inadvertidamente, a fazer política, a intervir no processo democrático e a combater, como servidores públicos e de dentro do Estado nacional, o governo trabalhista de Dilma Rousseff.

Realmente, tal estratégia oposicionista se tornou uma forma efetiva de cooperar com a oposição de direita liderada pelos tucanos do PSDB, que no Brasil são inimputáveis, bem como a maioria da povo brasileiro, mesmo a perceber a tamanha desfaçatez e ignomínia, é tratada como idiota por essas pessoas com cargos e funções de poder e mando. Ponto.

Além dos mais, tais servidores acusados de corrupção, como ocorreu na Petrobras, foram aprovados em concursos no fim da década de 1980 e início dos anos 1990, o que, sobremaneira, põe por terra a crença de que a corrupção na maior estatal brasileira começou nos governos trabalhistas de Lula e Dilma. Pura balela e mentira da imprensa familiar e da oposição tucana.

Quem assinou decretos draconianos, mudou regras e normas da Petrobras, a sucateou, paralisou seus investimentos, afundou a maior plataforma do mundo, a P-36, privatizou subsidiárias, quebrou o monopólio do Estado nacional e negociou ações na bolsa de Nova Iorque foi o Neoliberal I, também conhecido como o Príncipe da Privataria ou simplesmente Fernando Henrique Cardoso, aquele presidente tucano e sociólogo que não entende nada de povo, que vendeu 125 empresas públicas e mesmo assim foi ao FMI três vezes, de joelhos, sem sapatos, de olhos baixos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. E ainda tem coxinha paneleiro de barriga cheia, analfabeto político e desconhecedor da história que considera o FHC um gênio. Durma-se com um barulho desses...

O fato é que o Brasil está a ser vítima do Consórcio do Golpe, que tem a ousadia de tentar em todas as esferas possíveis desmoralizar o Governo Trabalhista e impedir que ele trabalhe em prol do desenvolvimento do País e de todos os brasileiros, principalmente os mais pobres — os que podem menos. O Brasil caiu em uma armadilha e não consegue sair dela, por enquanto. Porém, vai sair, porque governo é governo, e este fato é inexorável.

A agenda da direita e da hora é a Lava Jato, como o foi o "mensalão" do PT, que até hoje, juridicamente e legalmente, não foi comprovado. Este caso dá a impressão que está a se perpetuar. Contudo, como já ensinava o provérbio popular: "Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe". Nota-se que a direita está eufórica e histérica. A verdade que os conservadores e os fascistas estão fora de controle e, com efeito, passaram a atacar violentamente todos aqueles que não conjugam com suas sandices ideológicas extremadas e sem pé nem cabeça.

Ataques encolerizados nas ruas e na internet. Ocasiões que se tornam ordinárias, pois agora comuns, constantes e diárias. Verdadeiros absurdos, porque vivemos em uma democracia, que se alicerça no Estado de Direito, conforme reza a Constituição de 1988. A verdade sempre se baseia na realidade, E hoje a realidade da casa grande de caráter escravocrata deste País é derrubar a presidenta Dilma Rousseff, da maneira que puder e tiver de ser. Não importa.

O problema dessa gente de ideologia e sentimento pátrio pequeno e miúdo é que para toda ação há uma reação. Ou os brucutus, os homens de neandertal estão a pensar que vão derrubar um governo trabalhista eleito legalmente, sem que tal poder reaja para se defender? Será que o Consórcio do Golpe pensa que o Governo Dilma está isolado, sozinho, sem eira nem beira? Ledo engano.

O Governo Trabalhista está na defensiva. Até mesmo sem ação, mas não é covarde e não aceitaria jamais ser derrubado, porque Dilma Rousseff obteve do povo 54,5 milhões de votos, o PT é ainda um partido grande e influente, além de sindicatos, entidades estudantis, OAB, ONGs, movimentos de trabalhadores, como os sem teto e sem terra, bem como parte influente da classe média, da Igreja Católica, partidos políticos, setores do Judiciário e do Ministério Público não aceitariam um golpe contra uma mandatária que não cometeu crimes.

Seria uma vergonha, porque o Brasil, definitivamente e apesar do complexo de vira-lata dessa "elite" daninha, subserviente e subalterna aos estrangeiros, não é uma República de Bananas e muito menos o quintal de uma burguesia totalmente divorciada dos interesses do Brasil, pois antinacionalista, além de corrupta, patrimonialista e golpista. O fato é que o Consórcio do Golpe tem de pagar para ver e verificar se os militares da ativa estão também a fim de uma nova aventura, como a de 1964, que acabou muito mal, porque desmoralizada e odiada.


A verdade é a seguinte: não vai haver golpe de brucutu de direita com o apoio despolitizado e reacionário de coxinhas paneleiros de classe média, que ainda, e ridiculamente, reverberam a Guerra Fria e acreditam que comunistas comem criancinhas e vão implantar o socialismo científico no Brasil — na razão da União Soviética. O leitor pensa que é exagero? Se pensa, não se engane. Verifique na internet as sandices, as neuroses e as violências ideológicas, preconceituosas e verbais dessas pessoas. Benito Mussolini ficaria constrangido. O Brasil é muito maior do que pensa essa gente de cabeça colonizada. Infinitamente maior do que o Consórcio do Golpe. É isso aí.   

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O nome do golpe é FHC, Primavera Árabe e Ucrânia no Brasil não se repetirá - Deus

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

O GOLPE!
Fernando Henrique Cardoso — o Príncipe Neoliberal I — é o pai do golpe, seu mais importante vetor, pois, indubitavelmente, o grão-tucano é o ideólogo principal do PSDB, de seus aliados, além de ser o líder partidário da direita brasileira. Ele é o político que realmente representa os interesses da casa grande e da plutocracia, bem como admirado e amado pela imprensa corporativa dos magnatas bilionários de imprensa e, evidentemente, pela pequena burguesia (coxinhas de classe média), geralmente despolitizada, de mentalidade reacionária e ideologicamente conservadora.

O chefe político dos tucanos e ex-presidente da República sabe o que está a fazer. Sempre soube. Quando deixou o Senado, em 14 de dezembro de 1994, após ser eleito presidente, anunciou, com a grandiloquência dos arrogantes, que a Era Vargas tinha acabado. A verdade é que o tucano estava a anunciar o que estaria por vir: um governo sombrio, de desemprego alto, a praticar o neoliberalismo (capitalismo selvagem) ditado pelos governos e bancos dos países ricos (Bird, FMI e seus sócios privados) e a vender, de forma irresponsável e traidora, o patrimônio público da Nação brasileira.

Só que a Era Getúlio Vargas não acabou, pois Lula e Dilma, presidentes trabalhistas, conquistaram o cargo máximo da República, e, além de fortalecerem o Estado, criaram novas empresas públicas, bem como recuperaram também as que foram sucateadas nos governos Fernando Henrique, a exemplo da ex-falida indústria naval, mas que não deu tempo para serem vendidas, ou melhor, entregues aos estrangeiros — a preços de bananas, como o fizeram com a Vale do Rio Doce, a Telebras e mais 123 estatais, que os tucanos, em hipótese alguma, construíram. O PSDB é predador dos interesses nacionais; e desconstruir é o verbo que eles conjugam com satisfação e dedicação.

Os trabalhistas, como sempre se conduziram na história, devolveram à população a função e a responsabilidade das estatais, que é o de efetivar a inclusão social, além de investir no desenvolvimento econômico do Pais, a combater o patrimonialismo, que, na verdade, significa a tomada do Estado, no decorrer dos séculos, por grupos econômicos e financeiros poderosos, que o transformam em agentes de seus interesses, com a específica função de servi-los. Trata-se da privatização das ações políticas do 

Estado e não apenas a venda, a alienação do bem público.
Com os trabalhistas, o Estado retoma o papel que jamais deveria ter perdido, como ocorreu na plúmbea e sombria Era FHC, que visava, sobretudo, transformar o Estado nacional em um anão, sem força e poder para atender às demandas sociais, elaborar e efetivar os projetos de infraestrutura e investir em programas de inclusão social, desde a criação de empregos (cerca de 20 milhões) ao Bolsa Família, do ProUni à Minha Casa, Minha Vida, dentre dezenas de programas e projetos financiados e cuidados pelos governos de perfis populares do Partido dos Trabalhadores.

Um partido de centro esquerda, além de ser a única sigla política orgânica deste País, bem como a mais importante de sua história. A agremiação trabalhista e socialista, que, juntamente com o PTB histórico de Getúlio, Jango e Brizola, melhorou as condições de vida da população e transformou o povo em protagonista. Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef devolveram ao Estado o que é de responsabilidade do Estado, que é o de ser provedor, gestor e fomentador do desenvolvimento econômico e social do povo brasileiro. Ponto.

Em contraponto, bem como antagônico ao ideais de inclusão social e de independência do Brasil, existem o pensamento e os interesses dos conservadores, atualmente representados pelo Partido da Imprensa (não oficial) e pela aliança PSDB, DEM — o pior partido do mundo — e o PPS. Juntamente com a imprensa de mercado e os partidos de direita, formalizaram-se (também não oficialmente) a esta união de direita os setores do Estado ainda dominados pelos interesses do establishment nacional e internacional, a exemplo do STF, Ministério Público, Polícia Federal e juízes de primeira instância, exemplificados em Sérgio Moro.

O que esses grupos organizados e influentes, a partir de dentro do Estado e a ter a replicá-los, incessantemente, as mídias nacionais e internacionais querem, como o quer também FHC? Respondo: o sangramento e a queda da presidente Dilma Rousseff, e, concomitantemente, a desconstrução da imagem de Lula, de forma que sua virtual candidatura de 2018 seja inviabilizada. Isto mesmo, o alvo principal é Lula — o Pai dos Pobres —, como o fora Getúlio, por quem Fernando Henrique nutre inveja, a "mãe" do rancor, bem como compreende que, com o petista no poder, a partir de 2019, o Brasil continuará a efetivar um processo de desenvolvimento nacional com inclusão social, manterá a proteção do mercado interno e dos projetos e programas estratégicos para o País, que não agradam, sobretudo, aos Estados Unidos e aos grandes países da Europa Ocidental.

Dilma e Lula no poder é a sacramentação de que o fim da Era Vargas propalado aos quatro ventos por Fernando Henrique Cardoso não aconteceu. E se algum dia acontecer, realmente este dia está bem distante. E por quê? Porque o povo pobre brasileiro, que é a maioria da população sabe qual é a corrente política que o beneficia, mesmo se não tiver o completo discernimento sobre quem é quem na política brasileira. Até hoje se fala em Getúlio, Jango e Brizola. Mas, em âmbito popular, ninguém fala dos mandatários elitistas, que governaram para poucos, os ricos e reprimiram os movimentos sociais e de trabalhadores.

Queres saber quem foi ou é tal homem ou mulher? Observe seu enterro e veja a quantidade de pessoas, famosas ou não, que foram prestar a última homenagem à personalidade histórica. Lembre-se dos enterros de Getúlio, Jango, Chico Alves e Brizola. Verdadeiras comoções populares. Em contrapartida, pense nos enterros de Roberto Marinho, Ernesto Geisel e até mesmo Carlos Lacerda, político de direita que tinha carisma, mas distante das vontades do povo. Seus enterros não causaram comoção e emoções fortes, porque ausentes de povo, que, sábio, não ama o político ou a personalidade que por ele nunca lutou, não o amou e, com efeito, nunca o valorizou. É real. Assim o é em todo o mundo. Simples assim.

Fernando Henrique Cardoso, se não sonha, dá a impressão que ficaria muito satisfeito se ocorresse algum movimento similar à Primavera Árabe, no Brasil e na América Latina. E por que faço tal assertiva? Porque o Príncipe Neoliberal I, o PSDB e seus aliados menores, a imprensa dos magnatas bilionários e os setores da Justiça e do MP envolvidos com a desestabilização do Governo Dilma compreendem que para derrubar um governo legítimo só tem duas formas: a primeira é por via judicial e a segunda é fazer mobilizações gigantes.

Megaeventos políticos e ideológicos financiados pela casa grande brasileira e por governos estrangeiros, notadamente o dos Estados Unidos, potência imperialista que inviabilizou e depois derrubou vários mandatários árabes, que lideravam projetos e programas nacionalistas e socialistas em seus países, bem como suas políticas externas não eram automaticamente alinhadas aos interesses do país yankee.

Vale ressaltar que a Ucrânia, país distante do Oriente Médio e do norte da África também teve seu governo popular derrubado por um golpe violento, pois armado, com o apoio dos Estados Unidos, bem como no seu lugar assumiu um grupo neonazista, que causa grandes transtornos à região, ao ponto de a Rússia ter de intervir para manter suas fronteiras intactas, além de proteger milhares de cidadãos russos, que moram em países vizinhos, a exemplo da Ucrânia e da Crimeia, que se tornou independente (autônoma), porque região habitada por russos e descendentes, que não se aliaram aos neonazistas da Ucrânia apoiados pelos estadunidenses.

Aliás, territórios da Ucrânia que já pertenceram à Rússia e voltaram a ser ucranianos por causa de decretos assinados pelo dirigente soviético Nikita Khrushchev e também pelo pai da Revolução Russa, Vladimir Lenin, em 1919. Para o bem da verdade, os EUA, em sua cruzada geopolítica e militar eterna, meteu as mãos em um vespeiro, e teve de recuar. Além do mais, países como Ucrânia, Letônia, Lituânia, Estônia, Azerbaijão, dentre outras nações integrantes da União Soviética, líder do Pacto de Varsóvia, sempre o foram e o serão ligados à Rússia por questões culturais, étnicas, econômicas, geográficas e militares.

Mesmo as repúblicas ou países que hoje são membros da União Europeia ou estão em conversações para integrar tal bloco econômico e político jamais deixarão de dialogar com a Rússia. Não se apaga com uma borracha meramente ideológica e preconceituosa as tradições e a história por causa de momentos em busca de melhores condições econômicas. A verdade é que os EUA colocaram a viola no saco e tentam agora abrir um incipiente diálogo diplomático, porque, evidentemente, enfrentar a Rússia nuclear e armada até os dentes, tal qual aos Estados Unidos, não é recomendável à saúde. Não existe político, jornalista, juiz, advogado, militar, estudante, empresário e coxinha brasileiro e de direita que não compreenda esta realidade bélica. Mesmo se for um demente, como aquele sujeito que ameaçou, por intermédio de um vídeo, decapitar a presidenta Dilma. Ponto.

Contudo, ainda tem a questão dos árabes. Vale lembrar que os países árabes, os que efetivavam projetos nacionalistas ou socialistas, seus mandatários, autocratas ou não, foram derrubados um a um, no norte da África e no Oriente Médio, por meio de movimentos geopolíticos financiados e apoiados (Surpresa!) pelos Estados Unidos e potências europeias. Essas agitações de massas foram chamados de Primavera Árabe. Tal "Primavera" não ficou somente restrita aos árabes do Egito, da Etiópia, da Tunísia, da Argélia, do Iêmen, do Marrocos, do Bahrein, da Jordânia, de Omã e principalmente da Síria e da Líbia, dois países poderosos e desenvolvidos em termos e dimensões no que é relativo ao mundo árabe, cujos presidentes, nacionalistas e não alinhados às potências ocidentais, pagaram um preço altíssimo.

Muammar al-Gaddafi, nacionalista e um dos líderes do socialismo árabe em termos continentais, foi assassinado com um tiro na cabeça depois de ferido em combate e preso. Já o presidente da Síria, Bashar al-Assad, resistiu, primeiramente, a mercenários de guerra e a tribos inimigas de seu governo apoiados pelos EUA. Quando a organização fundamentalista islâmica, Al-Qaeda, juntamente com sua dissidência o Estado Islâmico, que também está presente no Iraque, começou a combater as forças regulares sírias e a conquistar territórios, os EUA, como sempre oportunistas, violentos e fomentadores de golpes de estado e de guerras, recuaram, porque percebeu que era melhor a permanência de Bashar al-Assad no poder, do que a Síria, um país grande e que faz fronteira com outros países do Oriente Médio e próxima do norte da África ficasse nas mãos de fundamentalistas religiosos, que não negociam e lutam pela criação de uma grande nação islâmica.

A Primavera Árabe foi um mecanismo de derrubada de governos nacionalistas e no lugar dos mandatários derrubados, exilados e mortos estão lideranças que se assemelham a fantoches dos EUA. Inacreditável, mas esses movimentos começaram no Brasil e na América Latina, principalmente a partir de 2013, sendo que Honduras e Paraguai já tinham passado por um processo de queda de dois presidentes eleitos legitimamente e de essência trabalhista e socialista. Em seus lugares estão a mandar no País outros dois fantoches de país yankee, que atrasaram o desenvolvimento de seus países e os submeteram aos interesses colonialistas.

O PSDB gostaria, e muito, que esse processo golpista ocorresse no Brasil, tanto o é verdade que parlamentares tucanos e seus aliados lançaram hoje a Frente Pró-Impeachment. Trata-se de golpistas irresponsáveis, alguns deles direitistas fanáticos, como Ronaldo Caiado, Marcos Feliciano, Jair Bolsonaro e Carlos Sampaio, dentre muitos outros. "Pode crer, amizade!", como dizia o cantor e ator Tony Tornado. O PSDB é um partido golpista, cujo principal líder, FHC, apoia o golpe, e, mais do que isto, conspira. Os tucanos, vale lembrar, tem em suas fileiras um candidato a presidente derrotado, que anda furibundo, porque encolerizado, além de ser portador de um incomensurável rancor, que se transforma politicamente em golpe. O nome dele é Aécio Neves.

"Sem justiça não há paz" — afirmam e sabem disso todos os homens e mulheres sábios e de boa vontade deste pequeno planeta. Como também não há paz se o espaço e o modo de viver de cada povo e nação não é respeitado. É a práxis humana compartilhada por Deus — o Deus de todas as religiões.

Desde o deus mais "primitivo" até o considerado "complexo", que demanda estudos teológicos e acadêmicos, além de controvérsias e subjetividades; guerras e explorações; políticas e manipulações; enfim, os deuses que edificam os templos de todas as religiões do oriente e do ocidente, que, na verdade, é um só, porque Ele é o mesmo — Absoluto —, pois o ser humano é um, uno, único, apesar das diferenças e distâncias, antagonismos e paradoxos, porque apenas com características diferentes, conforme a cultura, a doutrina e o olhar dos líderes religiosos e dos fiéis que constroem suas igrejas e as separam por questões políticas, econômicas e doutrinárias.

Como Deus é o Amor e todas a religiões pregam o amor, então, Deus é indivisível e único a todos aqueles que acreditam e são fiéis a Ele. Deus aparece e conversa com cada indivíduo deste planeta que crê na Sua existência, conforme a forma e a conexão que cada pessoa tem com Ele. Ao meu entender, e à margem disto, o que resta é a guerra, em todas suas inúmeras facetas — o dom de Satanás.

FHC é o golpe. Não se enganem. Todavia, nega, em seu artigo "O grito parado no ar", publicado recentemente na imprensa familiar, que nunca pregou o evento de um golpe contra Dilma Rousseff. O texto do "Príncipe" é redundante e demonstra, indelevelmente, que o tucano apenas tergiversa, dissimula, ao tempo que se contradiz, afinal suas ações e atos políticos são paradoxais e completamente divorciados de coerências e dissonantes no que é relativo ao seu discurso.

Contudo, o último parágrafo de seus escritos evidencia, inapelavelmente, suas intenções nada republicanas e democráticas. Republicanismo é um substantivo que FHC e seus áulicos e estafetas desconhecem e provaram, com "louvor", o quanto eram e o são distantes dos interesses do povo brasileiro, quando estiveram no ápice do poder da República e entregaram o País, além de quebrá-lo três vezes e deixá-lo de joelhos perante os ditames draconianos e as receitas de exploração e pirataria do Fundo Monetário Internacional (FMI). Quando eu penso em FMI, lembro-me, automaticamente, de assalto.

Eis que o ideólogo tucano do golpe asseverou: "Não é de um golpe que se precisa, dele não se cogita, porque inaceitável. Precisa-se do reconhecimento explícito da situação pré-falimentar em que nos encontramos. Precisa-se de dispositivos constitucionais que regulem a expansão do gasto público, de regras que limitem o endividamento do Estado, assegurando o equilíbrio de longo prazo das contas públicas, em favor do investimento, tanto público como privado".

E complementou: "Precisa-se de uma reforma profunda das regras eleitorais e partidárias que, sem grandes complicações, reduza a proliferação de falsos partidos, moralize o financiamento eleitoral e diminua os gastos de campanha. Precisa-se de um pacto federativo que, reformando o sistema tributário, nem sufoque os contribuintes nem deixe os estados à míngua. Para isso é preciso rever o que a sociedade espera do governo e está disposta a pagar para que o estado possa melhorar a vida povo".

Suas palavras são assombrosas. Tudo o que o tucano afirma e diz acreditar, o seu partido não fez enquanto esteve oito anos a ocupar a cadeira da Presidência da República. Fernando Henrique governou para poucos e atendeu, sem vacilar, aos interesses das grandes corporações nacionais e internacionais e se submeteu às ordens dos mandatários dos Estados Unidos e dos banqueiros internacionais. Tal mandatário, que governou para poucos, porque, sobretudo, para os ricos, quebrou o Brasil, deixou nossas reservas internacionais tão rasas quanto o sistema Cantareira, no Estado de São Paulo. Um absurdo.

A Petrobras foi sucateada, o setor naval foi à bancarrota, o setor hidrelétrico não recebeu investimentos necessários e tivemos, no Brasil, uma apagão de um ano e meio. Verdade. No decorrer desse tempo as pessoas subiam de escadas nos prédios residenciais, comerciais e públicos ou faziam revezamentos de elevadores. As estradas e rodovias eram uma buraqueira só. O governo tucano ficou sem dar aumento salarial aos servidores públicos praticamente os oito anos de mandato do Neoliberal I, bem como a iniciativa privada patrimonialista, que somente pensa em lucro e investe muito pouco no País, aproveitou a onda e também não melhorava o salário de seus trabalhadores. Uma lástima.

Este tucano emplumado, de larga experiência entreguista, além de ser o maior traidor da Pátria da história do Brasil, vendeu 125 estatais e o dinheiro não amortizou a dívida interna e muito menos a externa, que somente foi paga no Governo Lula. Há mais de dez anos os lobos e coiotes do FMI não entram no Brasil para dizer como o Brasil deve gerir suas contas. FHC — o Neoliberal I — não sabe de nada ou dissimula e finge que não compreende o que ele fez ou simplesmente sofre de uma severa amnésia, que o leva a dizer "Esqueçam o que eu disse e escrevi".

O professor Fernando Henrique Cardoso não construiu universidades e proibiu por decreto a construção de escolas técnicas. No passado, o grão-tucano era marxista, critica a esquerda e a falta de planejamento, de projeto e programa do Governo Trabalhista. Só pode ser uma piada ou um deboche sem precedentes. Porque se tem alguma coisa que o PSDB não fez em seus oito anos foi planejar o País, pensar o Brasil, porque a direita escravocrata que aqui viceja, sabota quaisquer governantes que ousem distribuir renda e riqueza, bem como fazer o País crescer economicamente com inclusão social. A burguesia brasileira é colonizada e se nega, historicamente, a pensar o País, porque desde o Brasil Colônia seus olhos somente olham para o além-mar...

O "Príncipe" da Privataria e sociólogo que não entende nada de povo (como pode?) disse que o Governo Dilma não faz as reformas necessárias para o País. Quando a verdade é que Lula e Dilma fizeram mini-reformas sobre vários temas e assuntos, bem como tentaram fazer com que o povo votasse diretamente sobre a reforma política e o PSDB e a imprensa de direita foram contra, abriram a boca e fizeram propaganda contra. Além disso, como pode um sujeito com 84 anos pedir reformas se os seus correligionários e aliados acabaram de invalidar a votação do Senado e confirmaram a aprovação do financiamento privado de campanhas eleitorais. Será que FHC não sabe que é o financiamento privado o responsável principal pela corrupção que viceja no Brasil? Bem, se não sabe, é melhor informar ao tucano-mor que ele está a viver com a cabeça na lua.

Quando FHC fala em pacto federativo, aí, sim, deu-me uma vontade danada de rir. Só que eu não segurei a risada e passei a dar gargalhadas. O PSDB e seus aliados governam vários estados, dentre eles São Paulo, Paraná, Goiás etc. Evidentemente, os governadores, os deputados federais e os senadores que compõem essa frente oposicionista não estão interessados em "pacto federativo". Fernando Henrique mais uma vez se dedica à demagogia e formula pensamentos desconexos da realidade política e partidária deste País poderoso e de língua portuguesa. Pobre FHC, depois de idoso perdeu o fio da meada e pensa que todo cidadão brasileiro é idiota, como também pensam certos juízes, como o Batman, Sérgio Moro, e promotores aficcionados pela luz da ribalta, a exemplo de Deltan Dallagnol.

Não se pode levar Fernando Henrique a sério quando se trata de suas preocupações pelo Brasil. De forma alguma. Por sua vez, o Governo Dilma, o ex-presidente Lula e as forças democráticas e de trabalhadores deste País jamais devem abaixar a guarda ou remediar, porque o Neoliberal I é, sem sombra de dúvida, um político astuto e com coragem suficiente para empreender um golpe, se as condições forem favoráveis, nem que seja à moda paraguaia, porque possui a compreensão de que o tempo urge e, consequentemente, o PSDB e seus aliados ficariam desesperados se ficarem mais quatro anos sem controlar o Governo Federal, além dos 16 anos petistas que se findam em 2018. O golpe tem nome e se chama Fernando Henrique Cardoso. Neste ponto, FHC tem de ser levado a sério. É isso aí.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Temer é a elite paulista, dissimula, mas o golpe corre nas veias do PMDB

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


O paulista Michel Temer, o vice-presidente da República, não resistiu e disse, em debate promovido pelo Movimento Política Viva, em São Paulo, que a baixa popularidade da presidenta Dilma Rousseff pode acarretar o abreviamento de seu mandato, porque será “difícil” resistir. “O que nós precisamos não é torcer, é trabalhar para que nós possamos estabilizar essas relações. Se continuar assim, eu vou dizer a você, para continuar 7%, 8% de popularidade, de fato fica difícil passar três anos e meio".

Eu não sei o que acontece com alguns políticos, porque o fato de o vice-presidente se encontrar com as pessoas não tem problema algum, afinal ele é uma autoridade constituída e vivemos em uma democracia, que teima em se constitucionalizar e se instituir, o que ajuda muito a dificultar as tentativas de golpes, porque temos, no Brasil, uma “elite” antidemocrática e irresponsável, que insiste em dar golpe em uma mandatária trabalhista, porque ela agora tem pouca aprovação popular, segundo as pesquisas de empresas privadas.

As intenções e as tentativas para se efetivar um processo de impeachment que permita a destituição de Dilma Roussef do poder são muitas e variadas. Contudo, tais iniciativas não tem lastro, porque, essencialmente, são ilegais, conforme a letra fria da Lei. A questão que as pessoas deveriam perceber é que para derrubar um presidente do poder é necessário muito mais do que a impopularidade, que é subjetiva, porque a verdade é que quem se mostra insatisfeita como o Governo Trabalhista é a classe média, a classe média alta e os ricos, bem como poucas pessoas de origem mais humilde, mas, que, sobretudo, acompanham apenas a onda de insatisfação de uma classe média consumidora do noticiário e das opiniões das mídias conservadoras e de seus aliados — o PSDB, o DEM e o PPS, além de outros partidos de aluguéis.

Michel Temer sabe disso e se aproveita. E por quê? Porque Temer é paulista, politicamente conservador e sempre vai olhar para os interesses de São Paulo, Estado poderoso e historicamente opositor aos partidos e aos mandatários trabalhistas desde os tempos de Getúlio Vargas. Ele sabe muito bem que ir a uma reunião, convidado por uma socialite paulistana é a mesma coisa que entrar no covil dos adversários do Governo Trabalhista — o governo que ele integra. Evidentemente que a segunda autoridade da República compreende que alguém iria gravar suas palavras e imagem, bem como as distribuiria rapidamente ao partido de oposição mais poderoso deste País: o Partido da Imprensa.

Por sua vez, além de todas as questões que estão à mesa da política, uma delas é de grande importância. Michel Temer é do PMDB, partido que já é oposição ao Governo Dilma e quer fazer dela refém, engessá-la politicamente no Congresso, a acarretar que seu governo fique preso em um labirinto sem saída e repleto de crises, até que o sistema estatal representado pelo STF e MP faça sua parte, que é o de dar legitimidade a um golpe, como o que ocorreu no Paraguai, contra uma presidenta eleita legitimamente com 54,5 milhões de votos.

O PMDB é uma sigla oportunista e que está sempre a cortejar o poder. Entretanto, governar um País continental como o Brasil é impossível sem a presença do PMDB, em forma de coalizão, porque as realidades regionais não refletem obrigatoriamente às da esfera federal, o que torna presidir e governar o Brasil similar a uma colcha de retalhos, porque um processo político complexo, pois muito difícil, no que tange a formalizar coligações partidárias e, com efeito, conquistar apoio para que um presidente possa governar sem sobressaltos e com estabilidade institucional e política. Ponto.

Não sei se Michel Temer vai trair. Não seria imprudente para fazer tal afirmativa, mas suas palavras, atitudes e ações o são de uma autoridade que está prestes a abandonar o barco ou a pular o muro para o lado da oposição, de forma oficial. Temer não é nada parecido com o José Alencar, o vice do ex-presidente Lula. Alencar era um político moderado, mineiro, além de ser um grande empresário do setor têxtil, com perfil nacionalista, fiel e leal àqueles com quem ele firmava compromissos. Jamais tergiversou no que diz respeito às suas responsabilidades, não ouvia o canto da sereia e muito menos se dava ao direito de se submeter a leviandades.

Temer, ao contrário de Alencar, que entrou na política com certa idade, desde jovem é um político profissional, filho da burguesia paulista, com vasto conhecimento constitucional e que se fez cacique no PMDB paulista e nacional. O peemedebista tem influência, muito conhecimento de bastidores e conhece profundamente a alma do parlamento e os grotões de seu partido. Ele abandonou a articulação política do Governo Dilma e deixou a presidenta em uma saia justa.

E por quê? Porque políticos de muita influência do PMDB e sua bancada no Congresso e com a posse do deputado Eduardo Cunha na Presidência da Câmara, o PMDB saiu fortalecido e, oportunista que é, está a abandonar o Governo Trabalhista, como o fez com os tucanos, quando percebeu que o futuro presidente Lula iria vencer as eleições de 2002. Note-se que o vice de Lula não era do PMDB, mas de um pequeno partido, mas mesmo assim os peemedebistas compuseram com o petista em seus dois governos, além de terem dado sustentação à administração Dilma, em seu primeiro mandato.

Eis que agora, Michel Temer se afasta do Governo e tenta dissimular ou amenizar tal afastamento. Uma ação imprudente, porque Dilma é alvo de uma violenta campanha de desmoralização e desqualificação de seu Governo, bem como sua imagem pessoal é desconstruída, dia a dia e sistematicamente pela oposição feroz dos tucanos, dos magnatas bilionários de imprensa e de seus empregados de confiança, que estão até hoje em cima do palanque, porque, furiosos, rancorosos e inconformados, não aceitam, de forma alguma, que mandatários petistas governem o Brasil pela quarta vez consecutiva, ou seja, 16 anos.

Por isto e por causa disto, existe uma gigantesca e intensa mobilização para que os tucanos e seus aliados reconquistem o poder, nem que seja por intermédio de um golpe dissimulado por meios judiciais e também extrajudiciais se for necessário. A atmosfera no Brasil de agora tem o cheiro do golpe e, por seu turno, ouvimos palavras como as proferidas por Michel Temer, que considera muito difícil a presidenta Dilma Rousseff chegar até ao fim de seu mandato legítimo, conquistado nas urnas e com a aquiescência da soberania do povo.

Temer é golpista? Não sei... Mas, por meio de suas palavras, certamente que a autoridade fomenta o golpe. É como se ele apagasse a fogueira com gasolina. Mesmo a considerar que o vice-presidente tem o direito de falar, pois vivemos em uma democracia edificada pelo Estado de Direito, Temer não deveria fazer tais exclamações para um público notadamente oposicionista, radical à direita, elitista, sectário e com propósitos golpistas, como cansou de demonstrar inúmeras vezes.

Ir ao encontro dessa gente e participar de reunião é uma coisa. Agora, causar controvérsias e facilitar o ôba-ôba de uma imprensa de mercado notadamente feroz e violenta contra o Governo do qual ele participa é realmente imprudência, insensatez, desfaçatez ou simplesmente uma ação politica proposital, que sinaliza mais uma vez que o PMDB desceu do barco e agora espera para dar o bote e, com efeito, ser o aliado principal de uma base de sustentação de um próximo governo, como aconteceu repetidamente em sua história.

Outrossim, talvez Michel Temer e seus correligionários querem, de fato e agora, que o PMDB assuma a Presidência da República pela primeira vez em sua história por intermédio da traição e do golpe. Temer foi irresponsável. Ninguém sabe como um golpe acaba. O vice-presidente tem a obrigação constitucional e institucional de defender o Governo, além de ser leal com aqueles que o aceitaram para formar a chapa com Dilma Rousseff.

Trata-se de respeito e caráter. Não apenas de política e de seus duros embates, conflitos e antagonismos. O Brasil não é uma República das Bananas, e há muito tempo, apesar de termos uma casa grande oposicionista, subalterna e subserviente aos ditames dos estrangeiros, bem como portadora de um incomensurável complexo de vira-lata.


Michel Temer deveria refletir sobre sua conduta, porque a propaganda política do PMDB no dia de ontem foi uma ode ao golpe. Verdadeiro panfleto antidemocrático, porque, apesar de dúbio, conspira, sobretudo, contra os interesses do povo brasileiro, a democracia e a presidenta Dilma Rousseff, que tem o direito constitucional e legal de governar. Temer é a elite paulista, dissimula sobre sua alma de 1932, mas o golpe corre nas veias do PMDB. Dilma não cai! É isso aí.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Globo demite 400 e setor público que é incompetente. Socorro BNDES! — O ambiente das redações

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Em anos anteriores, as Organizações(?) Globo demitiram, e muito. Aliás, essas corporações midiáticas privadas, não somente às pertencentes aos Marinho e que contratam “especialistas” de prateleiras para, desculpem-me o termo, “cagarem regras”, gostam de dar lições sobre economia, administração e finanças aos outros, principalmente se os governantes são presidentes trabalhistas e efetivam projetos e programas com os quais os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas, ou seja, donos de monopólios, não concordam politicamente e ideologicamente.

Contudo, suas casas são uma bagunça só, como compravam as demissões em massa acontecidas recentemente na Editora Abril, que fechou várias revistas e demitiu centenas de empregados, o Estadão, cuja empresa se encontra em regime falimentar e respira por aparelhos, além da Folha de S. Paulo, que também demite, mas não traduz suas defenestrações em forma de manchetes. Ces’t La Vie, como gostam de dizer os franceses, sendo que os demitidos que se virem e tratem logo de lamber suas feridas, porque a vida urge e comida tem de ser posta na mesa.

Por sua vez, gostaria muito de ouvir, ler ver os “gênios” da economia, que nunca administram nada e coisa alguma, a exemplo da Miriam Leitão, Carlos Alberto Sardenberg, William Waack, George Vidor, dentre muitos outros, comentarem sobre as demissões no O Globo. Afinal, em janeiro foram demitidos cem trabalhadores, sendo que 30 eram jornalistas. Agora, em setembro, serão mais 400, conforme se noticia pelos sites especializados na área de comunicação, além de vazamentos de pessoas do próprio O Globo, que estão na lista de dispensas e não ficaram nada satisfeitas.

Então, sugiro que O Globo, juntamente com as outras empresas das organizações(?) da família Marinho deem logo um golpe de estado e assumam rapidamente o controle do BNDES, e, com efeito, determinem as políticas públicas do grande e importante banco de fomento brasileiro, que empresta mais dinheiro do que o Banco Mundial  (Bird), sendo que seus empréstimos visam realizar investimentos no Brasil e no exterior, enquanto os do Bird geralmente tem o propósito meramente comercial e financeiro, que se baseia em ganhar juros escorchantes, bem como impor determinações de cunho neoliberal, além de se intrometer na administração pública, como o fazia terrivelmente e desrespeitosamente o FMI. Que o digam, hoje, os países da Europa, que estão em crise desde 2008.

Ficaria muito satisfeito também se o colunista Merval Pereira comentasse sobre a incompetência administrativa e financeira das empresas privadas de jornalismo e comunicação. Seria muito bom para a categoria se o “imortal” fizesse algumas críticas sobre as demissões de seus colegas, muitos deles apenas trabalhadores, mas que, sem perceber suas condições de empregados no decorrer dos anos, simplesmente e utilitariamente, pois evidentemente oportunistas, alinharam-se ao pensamento único de seus patrões e chefes imediatos, que morrem de medo de perderem seus empregos, e, por sua vez, capazes de fazerem quaisquer coisas para não ficarem no olho do furacão ou serem alvos de demissões.

A verdade é que nas redações da imprensa de negócios privados a lei da selva impera e o que vale é o seguinte: “Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. Sei disso, porque trabalhei em algumas redações grandes na cidade de Brasília, no fim da década de 1980 até a metade dos anos 1990. Meu estômago embrulhava e, ainda na casa dos 30 anos, resolvi nunca mais ser empregado de patrões da imprensa alienígena e de mercado.

Evidentemente, conheci e considero que tem muita gente boa e honrada nas redações da imprensa burguesa, que trabalha para se sustentar dignamente. Porém, as redações também estão repletas de jornalistas anti-solidários, patronais, falsos, puxa-sacos, egocêntricos, vaidosos, carreiristas e pseudointelectuais, que são capazes, como dizia Leonel Brizola, de "pisarem nos pescoços das mães" para se dar bem na carreira. Digo com pesar, mas o ambiente da maioria das redações da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) é péssimo. Uma verdadeira lástima...

Querem um exemplo? Certa vez, há alguns anos, saí de Brasília para passar férias no Rio. Encontrei-me com um jornalista amigo meu há mais de 30 anos e que trabalhou no O Globo. Ele me contou que participou de uma reunião e que o chefe de redação na época, aos berros, deu uma bronca monumental em um editor ou subeditor.

De acordo com o meu amigo, todo mundo ficou pasmo ou estupefato com tanta falta de educação e respeito. Por sua vez, os profissionais presentes esperavam alguma reação do jornalista destratado. Porém, a reação do ofendido foi esta: “Aí fulano, obrigado pelo toque”. Resumo da ópera: “Aí não dá! É ser muito pusilânime. Sem comentários”... Este é o clima das redações. Vade retro!

Dito pelo não dito, humildemente sugiro ao leitor que leia o artigo abaixo, que, com conhecimento, trata da alma e do espírito de certos jornalistas que povoam as redações da imprensa dos magnatas bilionários e de seus empregados de confiança — os que nunca são demitidos e que são mais realistas do que o rei.

Game Over

Por Marcelo Migliaccio, do Blog Rio Acima

A demissão é um choque de realidade. Você passa centenas, milhares de manhãs, tardes, noites e até madrugadas, enfurnado numa redação tensa e claustrofóbica. Perde os melhores momentos da infância de seus filhos equilibrando-se sobre um tapete que seus amigos virtuais puxam dissimuladamente, dando-lhe tapinhas nas costas toda segunda-feira e perguntando como foi o fim de semana.

Não importava pra você se o jornal em que você trabalhava apoiou dois golpes de estado e só desistiu na última hora de liderar o terceiro porque ia pegar muito mal. Sentindo-se parte daquela família, você relativizava toda a sacanagem. O que queria mesmo era poder entrar num shopping sábado à tarde e posar de classe dominante. Sim, você era o rei do supermercado, carteira cheia, empáfia, carrinho abarrotado. “Venci”. Você pensava, com cuidado para o seu orgulho besta não dar na vista.

Parecia até que era dono de alguma coisa, além da sua força de trabalho. Sim, você confundiu tudo: uma coisa é o patrão, o dono da parada, a outra é você, o empregado, peça descartável como aquele faxineiro que coloca papel higiênico nos banheiros da redação. A culpa não é sua, qualquer um ficaria inebriado. Sei, seus textos são ótimos, nesses anos você fez isso e aquilo, entrevistou grandes astros, ministros, até presidentes. Mas isso tudo e nada para o manda-chuva é a mesma coisa. Seu belo currículo não resistiu à tesoura de um tecnocrata e Prêmio Esso não tem valor em nenhuma padaria da cidade.

Você ontem caiu das nuvens (bem, é melhor do que cair do segundo andar). Pelos seus anos de dedicação e suor, recebeu um rotundo pontapé no traseiro. Agora, ninguém vai mais convidar o "Fulano do Jornal Tal" para um almoço grátis. Porque o convidado na verdade era o Jornal Tal e não o Fulano. Entradas para teatro e cinema? Esqueça. Daqui em diante, ou você paga o ingresso ou fica na calçada da infâmia.


Não, amigo, você não é da classe dominante, mesmo que tenha defendido os ideais dos seus patrões com unhas e dentes e a maior convicção do mundo. Suas ideias neoliberais talvez não façam mais sentido a partir de hoje. Será preciso encarar os vizinhos sem aquele poderoso crachá no peito. É hora de engolir o orgulho. Tem um gosto meio amargo, mas você consegue. 

É isso aí.

domingo, 30 de agosto de 2015

Globo ataca Lula, criminaliza suas ações, vive na Guerra Fria e inferniza o Brasil

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

NÃO É NECESSÁRIO DIZER NADA MAIS.
Luiz Inácio Lula da Silva, a maior personalidade política da América Latina e a liderança mais popular e reconhecida em âmbito mundial é aqui, no Brasil, tratado como criminoso por grupos empresariais, a exemplo das Organizações(?) Globo, que desde a década de 1920 inferniza a rotina política, econômica e social do povo brasileiro, bem como o atrasa em seu desenvolvimento e luta contra sua emancipação, cujo propósito fundamental é não permitir a plena cidadania da maioria da população deste País.

Useira e vezeira em cometer ilegalidades políticas e criar crises ou superdimensioná-las, a família Marinho não se faz de rogada e, para ter seus interesses empresariais e políticos concretizados, ataca violentamente qualquer pessoa que seja considerada sua inimiga, e por causa disto tal adversário tem de ser destruído, desqualificado, incriminado, desconstruído e humilhado.

Muitos políticos e empresários, no decorrer do tempo, cederam e abaixaram a cabeça, o que não é o caso de Lula, porque este político de caráter moral ilibado e ideologicamente socialista e trabalhista não foi cooptado pela casa grande, ou seja, pelo status quo. De forma alguma, como não o foram Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola, Luís Carlos Prestes e tantos outros, que não sucumbiram ao canto de sereia da direita brasileira, uma das mais perversas e violentas do mundo, de essência escravocrata e princípios sectários e elitistas.

Lula vai ser atacado e desrespeitado violentamente pelos magnatas bilionários das Organizações (nome sugestivo) Globo, um truste midiático poderoso, a serviço dos interesses internacionais e que não bate prego em estopa, porque, na verdade, esses empresários são mancomunados com a plutocracia, que domina os meios de produção, em todos seus matizes e segmentos, principalmente no que tange a apoiar e se aliar aos bancos internacionais, às grandes petroleiras e aos grandes grupos comerciais, em todas suas diversificações, no sentido de abrir e conquistar os mercados internos dos países pobres e em desenvolvimento, notadamente aqueles, como o Brasil, que possuem legislações que protegem seus mercados e seus produtos.

Não é à toa que tais organizações(?) dos Marinho defendem, sistematicamente, a mudança de modelo do Pré-Sal, bem como a abertura do mercado para as construtoras internacionais, como evidenciou em seus editoriais, após os diretores, executivos e presidentes de empreiteiras brasileiras serem envolvidos e punidos pela Justiça por causa da Operação Lava Jato, controlada por um juiz de primeira instância, Sérgio Moro, que ganha salários pornográficos de R$ 77 mil, além de atuar e agir de forma seletiva e imprudente, pois política.

Atos e ações de tal magistrado que fazem milhões de brasileiros, que não votaram no PSDB, a desconfiar seriamente de um Judiciário que faz politica, tem lado, preferências, cor ideológica, além de vazar inquéritos, documentos e filmagens, ao invés de se orientar e se ater aos autos dos processos, bem como ter o silêncio como sua profissão de fé. Mas, o que esperar de juízes, promotores e delegados que se comportam como astros e estrelas que iluminam seus sapatos, que trilham por caminhos que não se sabe onde vão dar, a não ser ao vazamento criminoso e anticonstitucional de informações, que deveriam estar em segredo de justiça, porque muitos dos acusados não tiveram suas culpabilidades comprovadas, além de não terem sido julgados e, quiçá, condenados.

Eis que uma parte da população brasileira age dessa forma irresponsável e criminosa, a imitar as más ações e as péssimas condutas dos magnatas bilionários de imprensa ao inflar um boneco gigante com o presidente Lula a lembrar um presidiário, sem, no entanto, o líder trabalhista não ter incorrido em crimes, não responder a processos e não ser acusado nos tribunais brasileiros de quaisquer malfeitos ou ilegalidades.

Quem comete crime contra a honra, pois difama, calunia e injuria, são os responsáveis por colocar o boneco infamante nas ruas e considerar que é “normal” e “justo” afrontar com virulência um cidadão que foi presidente da República, sem observar se este cometeu crimes ou não. Cidadãos de perfis conservadores, eleitores de partidos de direita, que apresentam como proposta o modelo neoliberal para a economia, que foi derrotado na América Latina e que afundou os países deste continente em dívidas, porque levou suas economias à bancarrota, além de aumentar exponencialmente a miséria em quase todos os países, inclusive os europeus e os Estados Unidos, que desde 2008 lutam para superar a crise econômica e o desemprego.

O neoliberalismo é excludente para os povos de diferentes nações, pois privilegia apenas os bolsos dos ricos. Este é o problema e a verdade das derrotas eleitorais da direita e de grupos radicais e reacionários como as Organizações(?) Globo, que se colocam na linha de frente do combate político e agridem, sem parar, o ex-presidente Lula. E por quê? Porque Lula representa a continuidade do desenvolvimento brasileiro de caráter nacionalista. Ponto. Não interessa a esses empresários riquíssimos e moralmente apátridas que o Brasil efetive projetos nacionais e de inclusão social, além de uma diplomacia independente e não alinhada aos Estados Unidos e aos grandes países europeus.

Programas e projetos desenvolvimentistas do Governo Federal, como os dos setores de energia, nuclear, espacial, construção civil, químico, petrolífero, banda larga, agropecuário, naval, dentre muitos outros nunca avançaram tanto, como ocorreu nos governos dos presidentes trabalhistas, Lula e Dilma, que deram uma outra dinâmica ao País, ao investir pesadamente na economia interna e conquistar novos parceiros comerciais, a exemplo dos países africanos, sul-americanos, latino-americanos, oriente médio, asiáticos e europeus, notadamente os da região leste da Europa.

Esta magnífica colcha de retalhos diplomática é obra inigualável do presidente Lula e de seu competente chanceler, Celso Amorim. Nem o grande estadista Getúlio Vargas, que também efetivou uma diplomacia arrojada, ao ponto de industrializar o Brasil, que deixou de ser rural, realizou uma diplomacia tão ampla e independente, o que levou o nosso País a ser, pela primeira vez em termos mundiais, importante protagonista, de língua portuguesa, e um dos criadores dos Brics, do G-20, da diplomacia Sul-Sul, da Unasul, além de fortalecer o Mercosul.

Com o Partido dos Trabalhadores no poder foram defenestradas e eliminadas as pretensões da Alca, dominada pelo governo dos Estados Unidos e defendida no Brasil pelos políticos do PSDB e do DEM — o pior partido do mundo. Sempre os tucanos e os demos, a nadarem contra a maré e a traírem os interesses legítimos do Brasil e de seu povo. A direita tupiniquim, subserviente e colonizada, queria a mexicanização da maior economia da América Latina. 

Agora a família alienígena e apátrida dos Marinho coloca a presidenta Dilma Rousseff um pouco para escanteio, mas sem deixar de desqualificá-la, e mira suas baterias sórdidas a um alvo maior, porque a mandatária está no seu último mandato, e Lula é o virtual candidato do PT à Presidência da República. E se tem alguma coisa que este grupo midiático, cúmplice, agente do golpe de 1964 e aliado, inconteste, da ditadura militar tem pavor é de presidentes trabalhistas no poder. Desde 1930...

As ilações, “denúncias” e acusações veiculadas pelo O Globo, Época e Jornal Nacional são um acinte e desrespeito à inteligência e à sensatez alheia. Mesquinhos e medíocres, os jornalistas desses verdadeiros partidos panfletários de direita e de oposição fazem o jogo sujo de seus patrões, sem ao menos avaliar a bagunça que podem causar à política brasileira, que se encontra em crise, porque o PSDB ainda não desceu do palanque após dez meses do fim das eleições, vencidas por Dilma Rousseff, bem como a família Marinho e suas primas ainda estão inconformadas e continuam encolerizadas por não mais influenciar quanto às políticas públicas, os programas de governo e os investimentos determinados e definidos por quem ganha as eleições, no caso Lula e Dilma — do Partido dos Trabalhadores.

Depois de O Globo e Época tentarem escandalizar a simples compra de apartamento por parte da esposa de Lula, dona Marisa Letícia, bem como criminalizar as palestras do líder petista, agora a revista Época, panfleto incendiário e ordinário, que no passado usou os serviços do bicheiro e presidiário Carlinhos Cachoeira para desestabilizar os governos Federal e do Distrito Federal, resolve, por intermédio da edição de ontem do Jornal (anti)Nacional dedicar seis minutos virulentos contra o ex-presidente Lula. O motivo da agressão foi o Porto de Mariel, em Cuba. A Odebrecht, empresa que é dez vezes maior que as Organizações(?) Globo, é a responsável pela construção da obra.

A questão principal da reportagem repleta de patifarias, distorções, meias-verdades e mentiras do Jornal Nacional é que Lula fez gestões para que o porto fosse construído. O JN se baseou para fazer a matéria mequetrefe e rastaquera na revista Época, que neste momento está a ser processada pelo petista, que respondeu por meio do Instituto Lula que "Os jornalistas da Época deveriam saber que todos os grandes países disputam mercados internacionais para suas exportações. E que não fosse o firme empenho do governo brasileiro, para o qual o ex-presidente Lula contribuiu, talvez o estratégico porto de Mariel fosse construído por uma empresa chinesa, ou os cubanos estivessem assistindo novelas mexicanas".

E complementou: "Neste momento histórico, em que EUA e Cuba reatam relações e o embargo econômico americano está prestes a acabar, a revista Época {e o Jornal Nacional} volta no tempo a evocar velhos fantasmas da Guerra Fria e títulos de livros de espionagem". É verdade. A direita brasileira e os porta-vozes da casa grande escravagista são extremamente ideológicos e, indubitavelmente, queriam um Brasil pequeno, a servir a poucos e ser um País meramente exportador de matéria prima. Depois a burguesia provinciana, amante do retrocesso, de alma reacionária e atrasadíssima socialmente passaria suas férias no exterior, e pronto. A vida seria muito melhor, um deleite para essa gente politicamente e historicamente subalterna ao establishment mundial, sem escrúpulo e que odeia o Brasil. .

Nada é aleatório quando se trata dos magnatas bilionários, os donos da Globo, de passado e presente golpistas e ideologicamente direitistas, que não aceitam os resultados eleitorais, pois inconformados que estão porque mandatários trabalhistas administram o Brasil há 13 anos, com competência maior do que a deles e de seus candidatos tucanos e aliados, que venderam irresponsavelmente o patrimônio do País, ao tempo que quebraram o Brasil três vezes, porque foram ao FMI três vezes, além de deixarem as nossas reservas internacionais em frangalhos.

A quem interessar, as Organizações(?) Globo, inclusive, não respeitam seus "princípios" jornalísticos tão amplamente divulgados. Nunca vi escorpiões com princípios. Quem tem um pingo de discernimento e sobriedade sabe disso. E dou um exemplo. No passado, demitiram um dos empregados mais influentes das organizações(?) — o Ricardo Boechat. Em 2001, o jornalista foi acusado de estar envolvido em grampo, segundo matéria da Veja — a Última Flor do Fascio. Boechat foi gravado a conversar com Paulo Marinho, ex-assessor do empresário Nelson Tanure, atual proprietário do jornal do Brasil online.

O diálogo gravado era sobre uma disputa empresarial com o pessoal do Daniel Dantas. A "reportagem" de Veja acabou com a carreira de Boechat no O Globo. Sua conduta foi criticada duramente pelo "imortal" Merval Pereira, tucano e conspirador de carteirinha, que até hoje nada diz sobre a conduta de Eumano Silva, editor da revista Época, publicação que supostamente se envolveu com o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira, como o fez a Veja, por intermédio de seu editor Policarpo Jr.

A verdade é que Cachoeira subsidiava informações à Época (Globo) e à Veja (Abril), porque o bicheiro exercia a função de pauteiro “informal” dessas duas publicações de péssima qualidade editorial, pelo motivo de serem autoras de um verdadeiro e autêntico jornalismo de esgoto. Agora, vamos à pergunta que não quer calar: a moral, os bons costumes e o combate à corrupção dessas velhas mídias são seletivas? Respondo: são! Só não vê quem não quer.

Quem não quer ver são as pessoas que concordam com a moral, os valores e os princípios da família Marinho e de seus empregados de confiança. Lula iniciou sua via crucis quando anunciou, em Minas Gerais, sua intenção de concorrer à Presidência do Brasil. Definitivamente, o líder trabalhista virou alvo. Porém, ele está correto em deixar claros e evidentes seus propósitos políticos e eleitorais.

Afinal, Lula era alvo quando estava quieto. Mais do que isto. O petista foi alvo da direita, e de forma cruel e impiedosa, até quando foi vítima de câncer. Já que o atacam por qualquer motivo, melhor é ser alvo dos conservadores com motivos. É isto mesmo: quem está na chuva é para se molhar. Nada melhor do que entrar no ringue e também poder bater. Oficialmente... PS: Alguém tem de avisar à família Marinho que a Guerra Fria acabou. Depois os esquerdistas são os dinossauros. Que o digam as passeatas em prol do golpe militar dos coxinhas paneleiros de barrigas cheias. É isso aí.