sábado, 15 de agosto de 2015

Globo e Veja pregam o ódio e perseguem Lula, com vazamentos da República do Paraná

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Sabe-se, nos cinco continentes e até mesmo no espaço exterior, que os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas são golpistas, bem como seus empregados aboletados nas redações de suas empresas se colocam em uma posição, sistematicamente, tão radical quanto a de seus patrões quando se trata de criminalizar as ações administrativas e de governabilidade do Governo Trabalhista de Dilma Rousseff.

Contudo, a efetivação de impeachment está cada vez a ficar difícil de acontecer, vide as últimas determinações do TSE, do STF e do MP quanto às contas da campanha eleitoral da mandatária brasileira, assim como no que tange às pedaladas fiscais. Além do mais, adversários, que conspiram a favor do impeachment, como o presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha, estão enfraquecidos, pois acusado de ser um dos nomes envolvidos pela operação Lava Jato, e, por sua vez, à mercê de denúncias contra sua pessoa por intermédio do procurador-geral, Rodrigo Janot.

Todavia, o alvo da direita midiática é Lula, o PT e seu Instituto. A imprensa judicializa a política, criminaliza o Instituto Lula e suas palestras, desqualifica autoridades do Executivo e tenta envolver o mais importante político da América Latina e o de maior prestígio internacional com a roubalheira que ocorreu na Petrobras e que está a ser devidamente investigada pelo Governo Dilma, por meio da Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça, que responde diretamente à Presidência da República, administrada por presidentes petistas há quase 13 anos.

Exatamente, volto a lembrar, são os presidentes petistas e seus governos que estão a ser alvos do ódio dos principais fomentadores de crises: os magnatas bilionários de imprensa. A falar mais claro e de forma objetiva, as famílias Marinho, Civita, Mesquita, Frias, Sirotsky, Alzugaray e os condôminos do Grupo Diários Associados, os verdadeiros vetores da instabilidade política, que influencia na economia, e, consequentemente, explode nas mãos do povo brasileiro, que passa a ter menos acesso ao consumo, porque os preços se tornam mais caros, o desemprego aumenta e as oportunidades de uma vida melhor diminuem.

Não importa a essas famílias se o jornalismo praticado por elas e por seus empregados, que agem como capitães do mato, torne-se panfletário, passional, manipulador e distorcido, ou seja, o verdadeiro jornalismo de esgoto. Nada importa, nem mesmo a falta de credibilidade e os questionamentos de milhares de pessoas que comentam nas redes sociais e nas ruas sobre as mentiras e as meias verdades repercutidas por uma imprensa de negócios privados cada vez mais partidária, ideológica, conservadora, perversa e tão radical ao ponto de preferir que o País seja irremediavelmente prejudicado em prol de seus interesses políticos e econômicos.

A imprensa burguesa mente e comete crimes de calúnia, injúria e difamação. Ataca violentamente qualquer um e não mede consequências para efetivar seus atos e ações, sempre em favor do sectarismo, do elitismo, da exclusão e da concretização de seu domínio sobre a sociedade, no que concerne a impor sua agenda, que jamais atende aos interesses e sonhos do povo brasileiro. A imprensa dos magnatas bilionários é a voz e a memória dos 350 anos de escravidão e jamais vai permitir que mandatários progressistas possam governar em paz, porque não se submetem às regras democráticas e de civilidade.

Violenta e selvagem contra Getúlio, Jango, Brizola e Dilma, conforme demonstram e relembram a história do Brasil e os brasileiros antigos que estão vivos, a virulência sem limites se volta a Lula, por ser o líder trabalhista um possível candidato à Presidência da República, em 2018. O petista já percebeu e tem rebatido, constantemente, as mentiras, as distorções, as notícias e manchetes propositalmente “pinçadas” de um contexto mais amplo por intermédio do Instituto Lula.

Nas últimas semanas, as revistas Época, Veja e IstoÉ, além de o jornal O Globo se dedicaram a cometer falácias, distorções e mentiras sobre notícias relativas ao Instituto Lula, ao BNDES, às palestras do ex-presidente e, pasmem, até mesmo sobre o apartamento do Guarujá, na praia de Astúrias, que a esposa de Lula, dona Marisa Letícia, o adquiriu, em 2005, por meio de uma cota de participação na cooperativa Bancoop, na qual inúmeros cooperados participam, a fim de também comprar seus apartamentos.

Qual é o crime de um cidadão participar de um empreendimento imobiliário? Nenhum. Porém, Época e O Globo criminalizaram a compra de um imóvel, que ainda não foi entregue ao casal Lula da Silva. Outrossim, e por meio de matérias maledicentes e absurdas, que visavam, sobretudo, criminalizar o ex-presidente, que a Polícia Federal e o Ministério Público se pautaram ao ponto de um procurador substituto no Distrito Federal, Valtan Timbó, determinar a abertura de inquérito para investigar o político trabalhista quanto às suas palestras.

A compra do apartamento foi quitada, em 2010, mas não foi entregue, porque a obra trocou de construtora e ficou pronta somente em 2013. Dona Marisa Letícia, segundo a assessoria de Lula, ainda não decidiu se vai pedir o ressarcimento do dinheiro empregado ou se vai escolher alguma unidade de moradia.

Todos esses fatos e ocorrências o foram, didaticamente, explicados ao Globo e ao seu repórter, Germano Oliveira, que mesmo assim escreveu uma matéria distorcida e completamente fora da realidade. E por que esta sórdida atitude? Porque o que interessa é “queimar” a imagem de Lula e desqualificá-lo quanto à sua honestidade. Ponto. Quem manda o Brasil não ter efetivado o marco regulatório para as mídias, conforme reza a Constituição. E aí dá nisto: uma imprensa de caráter criminoso e sem se preocupar com punição.

A total falta de respeito ao líder petista é de chamar atenção, ao tempo que bastante assertiva e pedagógica, pois permite que as pessoas remontem as eras Getúlio e Jango, quando esta mesma imprensa golpista e praticante de um jornalismo sujo e desleal realizou campanhas incendiárias e criminosas contra os dois mandatários trabalhistas, sendo que o primeiro se suicidou e o segundo foi deposto e somente morto voltou ao Brasil.

Como pode o editor de O Globo, ou quem o valha, requentar matérias como a do apartamento do Lula no Guarujá, bem como o repórter Germano Oliveira ao receber as informações do Instituto Lula e escrever, a seu bel-prazer, um monte de sandices e mentiras sem se preocupar com sua credibilidade? Trata-se de um idiota ou de uma profissional que não demarca limites para atender seus chefes e patrões? Com a resposta o leitor e a consciência de tal profissional...

Percebe-se, com efeito, que Lula não pode comprar apartamento, é proibido de ministrar palestras e ganhar dinheiro com elas, bem como o é impossibilitado de ser candidato a presidente da República. Resumo da ópera: Lula não pode falar, viajar, trabalhar, participar de eventos políticos, sindicais, sociais e muito menos ser candidato a qualquer cargo público. Contudo, ele reagiu prontamente e reclamou ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) das ações de tal servidor Timbó, que, efetivamente, está a fazer política — a má política, diga-se de passagem. A reclamação foi aceita e o procurador está a ser investigado.

Entretanto, e em total paradoxo ao que ocorre ao líder do PT, o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, o grão-tucano do PSDB, para a imprensa da casa grande pode tudo, inclusive ter um apartamento em bairro e via chique de Paris, pôde ter fazenda, dar palestras (muito menores em números do que as de Lula e também mais baratas), bem como tem direito a viajar, ser pago por empreiteiras e empresas de outros ramos de atividades para palestrar e constituir seu instituto — o iFHC.

Realmente, o Neoliberal I pode tudo e muito mais, ao ponto de ter vendido o patrimônio público (liquidação de 125 estatais), que ele e os tucanos não construíram, além de ter ido ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes e ainda entregou o poder com uma inflação de 12,5%. E os coxinhas paneleiros e os “especialistas” de prateleiras da Globo News e congêneres ainda reclamam de uma inflação de 5 a 8%, conforme o setor da economia, em um mundo que está a enfrentar uma crise sem precedentes desde 2008. A situação do Brasil é muito melhor do que a maioria dos países europeus, por exemplo.

A verdade é que a crise tem nome, e o nome dela é imprensa, a de oposição, de essência corporativa e politicamente golpista. A crise não é política, porque os poderes da República não vão se aventurar a rasgar a Constituição e invalidar o voto soberano do povo brasileiro, que depositou 54,5 milhões de votos para eleger a presidenta Dilma Rousseff. Não mesmo.

Pode ter passeata, manifestação de grupelhos de perfis fascistas, de coxinhas paneleiros inconformados com a ascensão social dos pobres e que ficam a arremedar o que a mídia comercial e privada fala e publica. Mas golpe não vai haver e muito menos Lula vai ser preso, porque ele e Dilma não cometeram malfeitos, não roubaram o Brasil e o povo brasileiro. O MP e a Polícia Federal sabem disso. Os dois órgãos compreendem muito bem que suas autonomias e independências são advindas do republicanismo dos presidentes petistas, que, inclusive, deram-lhe todas as condições logísticas e financeiras para trabalhar.

Agora se alguns delegados da PF se tornam aecistas, procuradores e promotores abusam de seus cargos para fazer política e se juízes querem mandar no lugar das autoridades executivas eleitas pelo povo, realmente o Brasil vai ter de repensar a República ou se transformar em uma República de togados, o que seria o fim da picada.

Não existe salvação e democracia fora da política. O contrário é ditadura, pura e simplesmente. Leia a história! Corrupção se combate, mas é inerente ao homem e por isto o criminoso tem de ser punido para que não se torne lugar comum a roubalheira do patrimônio e dinheiro públicos. E isto o PT o fez, com mais de duas mil operações da PF e com a liberdade dada à PGR, à CGU e à AGU.

Contudo, os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas se fazem de mudos, surdos e cegos. Hipocrisia e conveniência política e ideológica, obviamente. Queres um exemplo terrível? Não me faço de rogado. O vazamento sórdido e de objetivo essencialmente político por parte da força-tarefa paranaense (Polícia Federal, Ministério Público e Vara do Moro), que entregou informações à Veja e ao falido Estadão sobre a Operação Lava Jato — Um adendo: Veja é pasquim panfletário, que tem a alcunha de Última Flor do Fascio, mas também o é conhecida como a Revista Porcaria.

E não é que o Estadão Pré-Falimentar divulgou conversa grampeada pela PF entre Lula e um dos diretores da Odebrecht, Alexandrino Alencar, a dar, propositalmente, uma conotação escandalosa, quando, na verdade, a conversa foi sobre a preocupação do petista em relação ao BNDES e a conjuntura econômica, que não o incrimina em nada.

A Polícia Federal está a cometer crimes, e o propósito é político. Trata-se de uma instituição equivocadamente politizada e com preferências partidárias. Em pleno estado de direito, a sociedade brasileira vai ter que conviver com um estado policial? Quem vai punir, prender, suspender e expulsar tais servidores públicos, que vazam informações e quebram o sigilo bancário de um presidente da República?

O presidente mais popular da história do Brasil está a ser tratado como um criminoso. A Veja — o panfleto incendiário de extrema direita —, resguarda-se, de forma ridícula e perversa, ao afirmar em sua matéria suja que Lula não cometeu ilegalidades e que presidentes, a exemplo de Bill Clinton e de FHC — o Neoliberal I — também fazem palestras e são pagos por empresas.

Todavia, apenas Lula teve seus sigilos bancários e telefônicos quebrados por uma revista que chafurda há quase quinze anos na lama por ser responsável pela elaboração do verdadeiro e mais autêntico jornalismo de esgoto. FHC sempre foi preservado. É inacreditável que somente Lula é alvo de tanta cafajestada e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, cruze os braços e ainda se cale, porque se tornou uma autoridade fraca, pusilânime e que não toma as providências devidas contra os crimes perpetrados por policiais que se consideram acima das leis.

Veja sabe que a rebarba é grande e que sua irresponsabilidade vai parar nas barras da Justiça. Afinal, o panfleto fascistoide publicou os dados obtidos, a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à Polícia Federal do Paraná, que reenviou as informações à Veja. A revista vai ter de responder por seus maus atos, apesar desta Justiça que temos e que também se tornou partidária e ideológica, principalmente nos tribunais superiores. A direita não quer trabalhistas no poder, como o fez nas décadas de 1930 a 1954, bem nos tempos de hoje, no período 2003 até este ano de 2013.

A violência política e midiática contra o ex-presidente Lula é realmente um sintoma inquestionável de que a direita está desesperada com a candidatura do político trabalhista, em 2018. Quem vai processar, interrogar e prender os donos de jornais e revistas, os policiais, os promotores e os juízes que cometem crimes? Com a resposta, os trabalhadores do campo e das cidades, a sociedade civil organizada e os juízes, promotores e políticos democratas e legalistas. A perseguição a Lula significa o golpe jurídico e midiático no lugar das armas e coturnos. É isso aí.   


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A marcha dos coxinhas insensatos, o Brasil real do PT e o País da era FHC

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

A MARCHA DOS COXINHAS GOLPISTAS GUIADOS PELA IMPRENSA DE MERCADO
O dia 16 de agosto vai ser dedicado à apologia do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, nas principais capitais do Brasil, principalmente em São Paulo, Estado da Federação historicamente de oposição e beligerante a presidentes trabalhistas. Os principais atores dessa velhacaria e hipocrisia são os coxinhas de classe média, além de movimentos de grupos de direita, alguns de essência fascista, que se formam e se comunicam pela internet.

Maltas que saem às ruas iguais a uma boiada desgovernada, em busca de razões plausíveis e reais, no que tange à concretização do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, à criminalização do PT e de suas lideranças, bem como vão vociferar contra a corrupção. Tudo será feito de forma mecanicamente pelo fato dessas pessoas apenas repercutirem o que veem, escutam e leem na grande mídia — a imprensa dos magnatas bilionários, que, evidentemente, faz oposição às esquerdas desde sua fundação em terras brasileiras.

Contudo — e quase todo mundo sabe —, o grande problema da direita brasileira não é a corrupção, até porque quando ela esteve no poder a corrupção campeou pelos quatro cantos e não foi combatida sistematicamente como ocorre agora, no Governo Dilma, bem como ocorreu no Governo Lula, que fortaleceram a Polícia Federal em todos os sentidos, nomearam procuradores-gerais e não se intrometeram com suas ações, além de darem independência total à Controladoria Geral da União (CGU) e à Advocacia Geral da União (AGU).

Entretanto, quanto mais os governos trabalhistas prenderam e prendem os corruptos e os ladrões do dinheiro público, mais a oposição de direita e a imprensa familiar acusam o governo de corrupção, pois, na verdade, a intenção é realmente sangrar de morte tanto a atual mandatária quanto o ex-presidente Lula, que, em 2018, tem condições de ser um forte candidato à Presidência da República. Lula é alvo, e sempre o será, pois, igual a Getúlio Vargas, político histórico, de estatura internacional e portador de milhões de votos.

Todavia, percebe-se que está a acontecer um recuo da direita deste País quanto ao impeachment de Dilma, pelo menos no discurso de megaempresários, a exemplo dos irmãos Marinho, do presidente do Senado, Renan Calheiros, além das palavras moderadas de tucanos de poder, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador José Serra, o governador de Goiás, Marconi Perillo, até mesmo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, que vive em um eterno morde e assopra, pois cidadão contraditório em tudo o pensa e fala, mas que na hora de decidir entre um candidato paulista à Presidência e o senador mineiro-carioca, Aécio Neves, evidentemente que o grão-tucano vai optar pelo primeiro, já que FHC é intrinsecamente ligado ao status quo paulista.

O candidato derrotado e inconformado, além de rancoroso e mau perdedor, Aécio Neves, sabe que sua batata está a assar, porque o advento do impeachment contra uma mandatária legitimamente eleita com 54,5 milhões de votos, assim como nunca incorreu em crimes de responsabilidade é uma incomensurável bola fora, porque haveria, sem sombra de dúvida, forte reação interna, movimento este que nunca se sabe como acabaria. Por seu turno, haveria também reação externa, por intermédio dos Brics, do Mercosul e até mesmo nos Estados Unidos, país que atualmente não veria com bons olhos uma crise sem precedentes no maior País da América Latina, com mais de 210 milhões de habitantes e que vivencia uma democracia consolidada. De outro modo, a única coisa que se sabe é que não se apaga incêndio ou labaredas com gasolina...

No Brasil, definitivamente, não há mais espaço para golpes e aventuras que ultrapassem as raias da irresponsabilidade. Sabemos como os golpes o são e o que causam à sociedade em termos de prejuízos em todos os campos de atividade humana. Discutir impeachment é irresponsabilidade. Propagá-lo pelas mídias privadas e públicas é crime, porque se torna uma conspiração contra os eleitores, que votaram em Dilma Rousseff, soberanamente. Impeachment colocado nesses termos é golpe, sim. E golpe é crime constitucional e institucional, e, portanto, passível de punições, conforme os ditames da Lei.

Conspire dessa forma nos países ditos desenvolvidos, que os coxinhas paneleiros tanto admiram para ver no que vai dar. Repressão dos órgãos de segurança e cadeia determinada pela Justiça. A crise política causa danos à economia, sendo que a inflação tão propalada pela imprensa alienígena, o “desmanche” da Petrobras e a corrupção, que se tornou o mote ou o trunfo da direita de oposição estão bem distantes do que acontecia, sobre os mesmos assuntos, nos governos anteriores aos do PT.

A imprensa, a oposição liderada pelo PSDB e a imprensa dos magnatas bilionários donos de monopólios de comunicação sabem muito bem que o governo que deixou o Brasil em situação pré-falimentar foi o do Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I ou o Príncipe da Privataria —, que vendeu 125 empresas públicas, realidade esta que coloca o Brasil como o País que realizou a segunda maior privatização da história do planeta, a perder somente para a União Soviética, atual Rússia.

As privatizações de FHC não foram vendas, mas, sobretudo, liquidações do patrimônio público, que os tucanos não construíram e jamais construiriam, pois essa gente provinciana e colonizada sempre se negou a pensar o Brasil. Depois o cidadão brasileiro que gosta de seu País tem de ouvir sandices e desconsiderações por parte de uma “elite” tacanha e de uma classe média reacionária, que se alia aos interesses dos ricos, porque, equivocadamente, considera-se parte dos valores e dos princípios da burguesia. Coisa de pequeno burguês sem noção, que não se enxerga e não percebe que sempre será um empregado das empresas dos grandes e médios empresários.

Agora a pergunta que não quer se calar: Se o Brasil é tão ruim, incompetente, atrasado e não causa sentimento de respeito e de brasilidade a essa gente, por que, então, somos um País que, dentro das perspectivas de ser uma Nação emergente, tínhamos tantas empresas ao ponto de realizarmos a segunda maior liquidação de estatais do mundo? Respondo: porque temos trabalhadores, técnicos, pesquisadores e cientistas de alto nível, ao tempo que temos uma classe dominante antidemocrática, tacanha e atrasada, que aposta no retrocesso e nunca valorizou o Brasil e seu povo, mas mesmo assim somos capazes de realizar qualquer coisa, como demonstram os números e índices gigantescos de nossas empresas públicas liquidadas para encher os bolsos de países estrangeiros.

Não é qualquer País que tem conhecimento e competência para criar empresas dos portes de Itaipu, Belo Monte, transposição do Rio São Francisco, Petrobras, Vale do Rio Doce, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Chesf, Embraer, Telebras, Embratel, Nuclebras, Portobras, Embrapa, Ponte Rio-Niterói, CSN, dentre muitas outras, que foram transferidas para mãos privadas e que oferecem péssimos serviços, além de muito caros, a exemplo das telefônicas privatizadas.

Os coxinhas paneleiros deveriam saber disso e parar de dar somente crédito às notícias que eles ouvem na grande mídia corporativa e de negócios privados. Para bom entendedor, meia palavra basta. Em 2010, as empresas privatizadas faturaram R$ 300 bilhões. Ora bolas! Baseando-se no valor do dólar em dezembro de 2009, os lucros foram de US$ 177 bilhões. A receita total por intermédio das privatizações, de 1991 a 2002, foi da ordem de US$ 87,5 bilhões. Resumo da ópera: a liquidação tucana, ou seja, o valor da doação das empresas brasileiras significa a metade do faturamento de somente um ano dessas estatais.

Os áulicos da economia do Governo FHC e da imprensa de mercado anunciavam, em tons altissonantes, que vender as estatais era uma questão imperativa, porque reduzir o endividamento do Estado nacional era obrigação. Pura balela, incompetência e irresponsabilidade na gestão do PSDB. A dívida líquida do setor público no Brasil, em 1991, era de US$ 144 bilhões. No último ano do Governo FHC, em 2002, com tudo que a privatização deveria ter “abatido” deste valor, a dívida do setor público passou a ser de US$ 300 bilhões.

Os tucanos são predadores e se tivessem tempo e não fossem contestados pela oposição partidária da época, além da sociedade civil que se mobilizou, a Petrobras e os bancos estatais federais também seriam vendidos, a preço de banana, talvez com a aquiescência da classe média coxinha que se prepara para realizar uma manifestação sem pé e nem cabeça, porque odeia o Brasil, além de ser preconceituosa com seu povo mais humilde, bem como se recusa a estudar história e, por sua vez, parar de pensar e falar tolices, bobagens e baboseiras.

A Petrobras tinha em 2002 (FHC) um patrimônio líquido de R$ 65 bilhões. Em 2013, e com a efetivação dos trabalhos do Pré-Sal, o patrimônio era da ordem de R$ 345 bilhões, um crescimento de 430,8%. Além disso, o lucro anual da Petrobras no Governo de Fernando Henrique foi de R$ 4,5 bilhões. Já nos governos Lula-Dilma até o ano de 2013 atingiu o gigantesco valor de R$ 25,2 bilhões. Os números são definitivos e retratam a enorme diferença de gerenciamento do governo petista para os dos tucanos, que afundaram a maior plataforma marítima do mundo, a P-36, bem como paralisaram os investimentos da poderosa petroleira, pois a intenção era privatizá-la.

A verdade é que os tucanos e seus aliados nunca se importaram com o desenvolvimento do País. Trata-se da direita sectária e elitista, que governa e sempre governou para poucos, a atender os interesses das classes privilegiadas. Ao contrário do governo entreguista de Fernando Henrique, a administração Lula consolidou o capitalismo e instrumentalizou o Estado nacional. O petista gerou mais de dez milhões de empregos, fomentou e aumentou enormemente o mercado interno e fortaleceu o Estado, que voltou a cumprir seu papel constitucional de investir e, consequentemente, melhorar as condições de vida da população, principalmente a parte mais pobre, que passou a ter acesso ao consumo.

Quem pensa que os números se resumem apenas à Petrobras, também se engana. Quanto à corrupção, quem a combateu de fato foram os governos do PT, que aparelharam e equiparam a Polícia Federal, contrataram milhares de servidores por meio de concursos e permitiram que a PF tivesse autonomia para investigar e realizar suas ações. Nos Governos Lula e Dilma foram realizadas 2.226 operações, sendo que na administração do ex-operário metalúrgico foram efetivadas 1.273 operações com 15.754 prisões. A partir do Governo Lula se começou, de fato, a limpeza da máquina estatal, no que é relativo à corrupção.

De 2003 a 2014, período dos trabalhistas no poder, foram presas 24.881 pessoas, sendo que dessas 2.351 são servidores públicos e 119 policiais federais. Por isto é muito questionável quando a imprensa comercial e privada, o PSDB, os coxinhas de classe média e outros setores conservadores da sociedade ficam a vociferar que nunca houve tanta corrupção no Brasil, quando a verdade incontestável é que nunca se combateu tanto a corrupção neste País, bem como nunca prenderam tantas pessoas, inclusive policiais federais e grandes empresários, em um País em que rico nunca era preso.

Em contrapartida, no Governo FHC foram realizadas exíguas 48 operações. Isto mesmo. Em oito anos, os tucanos não chegaram a 50 operações policiais, quanto mais prender corruptos, até porque o procurador-geral dos tucanos, Geraldo Brindeiro, tinha o sugestivo apelido de engavetador-geral. Além do mais, o Neoliberal I tomou posse no dia 1º de janeiro de 1995 e seu primeiro ato após 18 dias no poder foi extinguir a Comissão para Investigar a Corrupção, criada no Governo Itamar Franco — o verdadeiro pai do Plano Real. Nada mais emblemático, porque logo depois começaram a liquidação do patrimônio público do Brasil — as criminosas privatizações, que até hoje não foram investigadas para se punir os culpados por tão inconsequente rapinagem e pirataria.  

E ainda tem coxinha paneleiro, consumidor do noticiário de uma imprensa corporativa e manipuladora, quando, não, mentirosa, que vai às ruas chamar os governos trabalhistas de corruptos, como parece ser a intenção, no dia 16 de agosto. O analfabetismo político realmente o é uma realidade lamentável. Já dizia o poeta e dramaturgo, Bertolt Brecht: “O pior analfabeto é o analfabeto político”. Sem comentários... Ponto.

Como o impeachment não vai realmente acontecer, para o desespero dos reacionários, intolerantes e golpistas de plantão, agora a reação está também de olho no BNDES, um banco de fomento, que alavancou não só a economia brasileira, bem como financiou obras, projetos e programas em outros países. Realizações ocorridas dentro da legalidade, sem, contudo, estar livre de corrupção, porque tal crime é inerente à condição humana, pois sempre tem alguém que ouve o canto da sereia e se corrompe, mesmo a saber que um dia pode ser pego e preso.


A questão fundamental é combater a corrupção. E o combate está a ser feito pelos governos petistas, que, inclusive, cortaram na carne quando alguns de seus membros se deixaram levar por desejos de ter coisas e dinheiro. Só que no Brasil os tucanos são inimputáveis, bem como os magnatas bilionários de imprensa. E santa essa gente não o é... Pode acreditar. As manifestações vão acontecer no dia 16 de agosto. São golpistas manipulados e golpistas mal-intencionados. Todavia, são a mesma face da mesma moeda. Impeachment é golpe, e a eleição vencida por Dilma Rousseff acabou há dez meses. “Os incomodados que se incomodem!” — já dizia Rita Lee. É isso aí.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Moro é o fundamentalista que remonta o fascio e pretende prender o Lula

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Sérgio Moro é um juiz federal de primeira instância, que, presumivelmente, tem a permissão e a autorização dos tribunais de instâncias superiores para fazer o que quer, da maneira que deseja e como lhe aprouver. Ele é um fanático do mundo jurídico e judiciário e se comporta como um fundamentalista de terno e gravata pretos, a lembrar, indubitavelmente, o fascio italiano, porque determina prisões preventivas sem provas e permite que ocorram pressões psicológicas e físicas. Tal juiz representa a consolidação de uma “nova” jurisprudência no Brasil, usada largamente no “mensalão” do PT, e conhecida como domínio do fato.

Moro e os delegados e promotores que o acompanham se consideram os “Intocáveis” e são truculentos, ao ponto de não se importarem com as garantias constitucionais das pessoas que foram encarceradas, sem, contudo, terem provas consistentes contra aqueles que são acusados e citados por delatores que há anos cometem crimes, muitos deles reincidentes e ligados, inclusive, ao campo político do DEM e do PSDB, a exemplo de Fernando Baiano e do doleiro Alberto Youssef, “operadores” contumazes dos interesses partidários e eleitorais dos demotucanos, como o foram também, em outros escândalos, os senhores bicheiro Carlinhos Cachoeira e publicitário Marcos Valério.

O que realmente intriga grande parte dos cidadãos deste País é o porquê de delegados da Polícia Federal e procuradores do Paraná, juntamente a atuar com o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, realizam as escutas, as espionagens, os constrangimentos, as humilhações, as acusações, as denúncias e as prisões somente contra o Governo Trabalhista e os dois principais partidos que o sustentam, o PT e o PMDB, bem como seus membros, que ocupam cargos de poder e mando.

Essas realidades realmente chamam a atenção do público que, por exemplo, não votou no candidato da direita brasileira, o senador Aécio Neves. Além disso, as prisões ocorrem em um contexto de ordem fascista, porque se baseiam em delações premiadas, ou seja, dedoduragem, pura e simplesmente, cujo principal propósito é chegar às principais autoridades que participaram e continuam a participar dos governos da presidenta Dilma Rousseff e, principalmente, os políticos e executivos que serviram aos governos de Lula.

Se pesquisarmos o que esses dois governos trabalhistas fizeram nos últimos 13 anos em prol de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro, bem como procurarmos conhecer os benefícios propiciados ao Brasil no que tange ao fortalecimento da economia e à produção de bens duráveis e à oferta de serviços, que geraram mais de 20 milhões de empregos, além das incontáveis e importantes obras de infraestrutura de norte a sul, não acreditaríamos, posteriormente, por intermédio da história, que a direita política brasileira e sua mídia de conteúdo e propósitos fascistas fizeram o povo esquecer as profundas mudanças ocorridas em curto espaço de tempo para se focar apenas questões policiais e judiciais.

Um enfoque propositalmente a ter como pano fundo a derrubada ou o enfraquecimento da presidenta Dilma e a prisão do presidente Lula, virtual candidato a presidente, considerado um dos favoritos para sentar na cadeira da Presidência da República. A verdade é que o juiz Sérgio Moro, se não procede com dolo, sabe muito bem como podem acabar suas ações judiciais de conotações políticas e que beneficiam os interesses dos magnatas bilionários de imprensa e principalmente os políticos do PSDB e do DEM, que estão desesperados com suas quatro derrotas eleitorais infligidas pelo PT e seus aliados, bem como inconformados e encolerizados por não controlarem as empresas públicas brasileiras, a exemplo do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES e Petrobras, dentre outras, que sempre lhes serviram com base de sustentação de suas políticas públicas antipopulares e voltadas para as elites nacionais e estrangeiras, que sempre se locupletaram, no decorrer de séculos, com os privilégios e benefícios concedidos pelo Estado nacional, que sempre lhes foi patrimonialista.

O PT errou gravemente em sua estratégia de comunicação e de combate à oposição, ao pensar que as milhares de obras espalhadas pelo Brasil e seus projetos e programas de governo fossem o suficiente para abalar a riquíssima e poderosa oposição de direita. Ledo engano. A direita não tem programas para oferecer ao povo. Não tem projeto de País, porque não pensa o Brasil. Não tem compromisso com a sociedade e com os mais pobres e muito menos quer debater ideias e propostas. A direita é fundamentalmente pragmática e, por seu turno, preocupa-se apenas em tomar o poder, usar o Estado como plataforma de seus negócios e cooperar, caninamente, com o grande capital nacional e internacional. Ponto.

E o Partido dos Trabalhadores e seus governos não cuidaram da comunicação oficial com o povo. Foram omissos, pusilânimes e deu no que deu: uma crise política que pode vir a ser institucional e de grandes proporções. Com a direita não se negocia. Por causa disto é que se torna importante ter maioria no Congresso, bem como ter efetivado há muito tempo o marco regulatório para o segmento de comunicação, como estabelece a Constituição. E até hoje nada. Depois veio a rebarba e com o preço altíssimo.

Sérgio Moro e seus Dellagnols querem a cabeça de Lula, mas não querem as cabeças de Aécio Neves, José Serra (o tarja preta), Cássio Cunha Lima, Antonio Anastasia, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I, Agripino Maia, Eduardo Azeredo, Mares Guia, Tasso Jereissati, Ronaldo Caiado, Beto Richa, Demóstenes Torres (solto), José Roberto Arruda (solto), Luiz Estevão (solto), Paulo Octávio (solto) e de muitos e muitos e incontáveis políticos do campo da direita, que são inimputáveis tais quais aos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas (oligopólio), cujos nomes constam em outros escândalos, como o HSBC e a Operação Zelotes, bem como são acusados de sonegar impostos, crime considerado de lesa-pátria e lesa-povo.

É inacreditável este País, onde alguns cidadãos são considerados inimputáveis em relação aos seus crimes, enquanto outros, que podem até terem cometido malfeitos, são presos preventivamente sem suas culpas comprovadas, além de serem submetidos a todo tipo de humilhação e dedurados por pessoas que são reincidentes em cometer crimes, como o doleiro Alberto Youssef, velho conhecido de guerra dos tucanos e que, ao que parece, o juiz Moro não sabe disso...

Querem prender Lula e apagar sua espetacular biografia política e de vida. Querem que o povo brasileiro esqueça os incontáveis benefícios que recebeu, em todos os campos da economia, em apenas 13 anos de governos petistas. Querem criminalizar o PT, extingui-lo, como fizeram com o PTB de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola. Os playboys do Paraná, jovens de classe média e média alta, que desconhecem a vida, as demandas e os sofrimentos populares, mas que têm ideologia e sentimento de classe social, aproveitam-se de suas ignorâncias sobre a história do Brasil, de suas principais correntes políticas e se comportam, inadvertidamente, como estrelas e astros de uma pantomima política, que, no futuro, vai ser desmistificada e desmascarada pela verdade histórica dos fatos e dos acontecimentos.

Exatamente como agem e atuam agora a imprensa de negócios privados dos magnatas bilionários e seus empregados sabujos, o PSDB e o DEM e setores radicais e politizados, à direita, da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. Desta maneira que agiram e atuaram esses mesmos personagens de golpes nos idos de 1945, 1954, 1964 e também, é importante lembrar, em 2005, quando tentaram derrubar o presidente Lula, que, imbuído de coragem e de percepção política, saiu às ruas e foi às praças públicas, ações que fizeram rapidamente a direita recuar por saber que o mandatário naquela hora era muito forte, com altos índices de popularidade e força política alicerçada em maioria no Congresso e no apoio dos governadores.

Entretanto, a direita, a casa grande brasileira é sorrateira, violenta e traidora. Recua e espera a hora de dar novamente o bote para concretizar suas intenções. Desde a vitória de Dilma, em 2014, esta direita alienígena, perversa e de essência golpista tem efetivado um grande esforço para derrubar a mandatária trabalhista. A Lava Jato, do fundamentalista Sérgio Moro e seus “intocáveis”, que gostam dos holofotes das mídias é a ferramenta desse processo draconiano, que visa, e tão somente, criminalizar e desqualificar o ex-presidente Lula, o PT e, consequentemente, impedi-lo de ser candidato mais uma vez.

O combate à corrupção não é só colocado em prática por Moro e seus “intocáveis”, a imitarem os personagens do filme de Hollywood, como o fizeram em cobertura da Globo News. De forma alguma, o combate à corrupção está a ser realizado de forma efetiva e sistemática, no decorrer dos últimos 13 anos, a partir da chegada dos presidentes trabalhistas ao poder. A Polícia Federal, sob o comando dos governos petistas, realizou mais de duas mil operações e prendeu milhares de ladrões do dinheiro público, bem como afastou e demitiu milhares de servidores públicos, inclusive policiais federais.

Nos governos Lula e Dilma a Polícia Federal foi recuperada, porque a instituição estava à míngua, a pedir esmolas aos cofres públicos, porque não tinha condições de trabalho. Os governos do tucano Fernando Henrique — o Neoliberal I — realizaram apenas algumas dezenas de operações, porque no seu governo entreguista, antinacionalista, subordinado e subserviente aos ditames dos Estados Unidos, apenas se vendeu o patrimônio público brasileiro, que os tucanos não construíram, e, sim, os trabalhistas, que conquistaram o poder pela primeira vez em 1930.

A direita sabe o que quer. E ela quer o golpe, da forma que tiver de ser feito, conforme as circunstâncias e as oportunidades. Getúlio auto-exilou-se no Rio Grande do Sul, em 1945, mesmo sendo o presidente líder de uma verdadeira revolução, que mudou, com efeito, o modelo de produção do País, e não simplesmente um golpe de estado — quartelada e farsa política e militar, como o é considerada a chamada “Redentora”, de 1964, do dia 1º de abril. Nada mais sugestivo do que esta data.

Em 1954, Getúlio se mata para evitar sua prisão pela Aeronáutica da “República do Galeão”, força ligada ao golpismo e ao udenista Carlos Lacerda, também conhecido como o Corvo. Com seu holocausto, o estadista e trabalhista gaúcho adia o golpe por parte da direita por dez anos. Depois veio João Goulart, deposto em 1964 por brasileiros de direita, que se aliaram no golpe com forças estrangeiras, a exemplo dos Estados Unidos. Além de golpistas, eram também traidores da Pátria, porque foram capazes de entregar o Brasil para os interesses internacionais serem concretizados.

A casa grande brasileira é pária provinciana e subalterna, assim como a direita política e partidária é a prostituta dos países dominantes. Vendem a Nação para colher migalhas e manterem seus privilégios e benefícios indefinidamente. Trata-se do grupo social e político que ainda tem seus pensamentos e corações nos séculos de escravidão. Ideologia da exploração em suas veias.

O juiz Sérgio Moro é neste momento a representação do que de pior tem neste País, independente do processo jurídico da Lava Jato, porque a questão não é somente a corrupção, como quer fazer entender a imprensa burguesa. A corrupção tem de ser combatida e os autores de crimes, presos. Ponto. Só que a questão é mais profunda por ser de conotação e conteúdo macros, muito acima de demandas judiciais punitivas, por ter se transformado em um assunto político, com a finalidade de fomentar a crise, bem como usado como aríete pela direita brasileira para judicializar a política e criminalizá-la.

A intenção é não deixar o Governo Dilma governar. O negócio é engessá-lo e suas ações positivas jamais aparecerem nos meios de comunições privados, que lutam para continuar a falar sozinhos — a valer apenas suas versões das realidades e acontecimentos. Tanto o é verdade que os magnatas bilionários de imprensa e seus empregados capitães do mato estão irritados e inconformados com a blogosfera progressista.

O PSDB, a imprensa de mercado, setores do empresariado, da Justiça e do MP querem, sem sombra de dúvida, desestabilizar o Governo Dilma e fazer com que Lula seja desmoralizado e, com efeito, impedido de ser candidato pelo PT à Presidência da República. A Lava Jato de Moro quer prender o Lula, nem que para isto aumente em milhares de decibéis a crise política que tomou conta do Brasil desde a vitória de Dilma em outubro de 2014.

A direita, o PSDB e seus aliados estão ávidos para controlar o Estado brasileiro e não vão, de forma alguma, deixar de efetivar esforços para concretizar seus desejos, como vai ocorrer agora com as manifestações de direita e da oposição marcadas para o dia 16. O PSDB diz que não tem nada com isto, conforme afirma, hipocritamente, o senador Aécio Neves. Acontece que tem, porque o PSDB se tornou golpista de caráter udenista e movido a ódio e rancor. O PSDB é golpista! Se tornou de fato o partido da direita brasileira, dos ricos e dos coxinhas paneleiros e analfabetos políticos de barrigas cheias, que cometem tiranias e expõem seus lamentáveis preconceitos nas redes sociais. Ponto.
    
Enquanto isso, o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, remonta a história política do Brasil, alicerçada em golpes, violências e sectarismos. Ele repercute, mesmo que involuntariamente, o pensamento opressor e conservador das “elites” deste País, pois se transformou em um agente do golpe que a direita tanto almeja. Moro e seus Dallagnols são os fundamentalistas da instabilidade institucional e da crise política sem precedentes, que faz do Brasil um lugar em que os avanços sociais e econômicos são esquecidos, como se não tivessem existido dois presidentes trabalhistas que mudaram o Brasil para sempre e para melhor.

O País de língua portuguesa ficou muito mais rico, poderoso e importante, em termos internacionais, com as administrações petistas. O povo brasileiro teve acesso a tantas coisas, que mesmo o PT e seu Governo a serem achincalhados dia a dia e ano após ano pela imprensa familiar vai ser muito difícil o cidadão pobre esquecer os benefícios que teve com Lula e Dilma na Presidência.

A prisão de Lula, se acontecer, vai ser um fato que, irremediavelmente, vai gerar comoções e emoções fortes ao povo brasileiro e à comunidade internacional. Vamos ver o desenrolar dos acontecimentos. Porém, existe uma realidade que continua inabalável como sempre, que envergonha a Justiça e juízes, pois causa repulsa, inconformismo e questionamentos a segmento populoso do povo brasileiro: Tucanos são inimputáveis?! Estão acima da Lei? Vergonhoso. O juiz Moro é o fundamentalista que remonta o fascio e pretende prender o Lula. É isso aí.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

José Dirceu é a cereja do bolo da direita e a pantomima em forma de horror

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


A segunda prisão do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, mais do que o encarceramento do empreiteiro Marcelo Odebrecht, significa a cereja no bolo da operação Lava Jato, coordenada pelo juiz de primeira instância, Sérgio Moro, o paladino do Paraná, que, juntamente com os delegados aecistas da Polícia Federal, no mesmo Estado, tem pautado a política do Brasil e causado prejuízos enormes às suas grandes empresas públicas e privadas.

A prisão de José Dirceu é apenas mais um capítulo elaborado de uma novela perversa, que sangra e enfraquece o Brasil, a ter como roteiro o embate político que rasga as regras do jogo democrático, e, consequentemente, atende aos interesses dos políticos udenistas do PSDB, partido que se tornou criminosamente golpista e que desde o dia seguinte à vitória eleitoral da presidenta Dilma Rousseff, em outubro de 2014, tem, sistematicamente, apostado no impeachment, porque por intermédio do voto direto não conquista a Presidência da República.

Nunca, em nenhum momento da história deste País, a não ser o interregno com a eleição de Jânio Quadros, a direita chegou ao poder pelo voto livre e universal, implementado a partir de 1945 quando o marechal Eurico Gaspar Dutra conquistou a Presidência pelo PSD. Contudo, apesar de ser um político conservador, Jânio era independente e não seguia as orientações e os desejos políticos da UDN, com a qual logo rompeu e, inclusive, estabeleceu uma diplomacia heterodoxa, ao ponto de conversar e negociar com Cuba de Fidel Castro e Ernesto Che Guevara, em plena guerra fria, o que causou furor e dissabor aos corvos lacerdistas.

José Dirceu cansou de comprovar, por meio de seus advogados, que sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria, prestou serviços de assessoria e consulta de forma legal, com apresentação de recibos e declarações de impostos, além de ter aberta suas contas por força de determinação da Justiça, que nada de ilegal encontrou. Dirceu, na verdade, estava preso e novamente foi preso para o deleite do juiz Moro e dos delegados que fazem de suas funções trampolins para realizarem um show vampiresco com o sangue e a moral dos acusados, que servem de plataforma política para os tucanos do PSDB e Cia.

Os presos, encarcerados por causa de informações de delatores, corruptos e bandidos, muitos deles reincidentes e velhos conhecidos de guerra dos tucanos, a exemplo do doleiro Alberto Youssef, estão a servir para certos procuradores e juízes como atrações principais do circo que se transformou a Lava Jato, controlada por servidores da Justiça de escalões baixos, sem quaisquer noções de bastidores do poder, mas portadores de imensa vaidade e de uma ignorância que os leva a pensar que são os "Intocáveis" do filme de Hollywood, como ficou retratado o showzinho que deram os promotores liderados pelo procurador Deltan Dallagnol em recente entrevista, com direito à transmissão direta da Globo News, como se estivessem imbuídos em uma cruzada santa contra a corrupção dos tempos dos cavaleiros cruzados da Idade Média.

A verdade é que, com a explosão de uma bomba no Instituto Lula e a aposta intermitente da direita brasileira em prol de um impeachment contra a presidenta Dilma, o Brasil está a transitar por veredas tortuosas e labirintos que podem não ter uma saída para esta crise política, que já está a ultrapassar os limites da responsabilidade institucional e constitucional, o que poderá levar o Brasil a ter confrontos violentos, com muitas mortes, a exemplo do que aconteceu inúmeras vezes na Venezuela.

A verdade é que a prisão de José Dirceu serve de pedestal para que a imprensa de negócios privados e comandada por uma família que tem um monte de esqueletos em seus armários, que joga pedras nos telhados das casas de seus adversários políticos, sendo que o seu telhado é de vidro. A prisão de Dirceu é útil para os propósitos de uma direita racista, elitista, sectária e que tem por propósito tomar a cadeira da Presidência da República independente de quaisquer escrúpulos.

As famílias midiáticas, que se aproveitam de concessões públicas para tocar o terror e depois bater bumbos em suas salas e quintais, a comemorar as patifarias perpetradas por elas, desejariam, como dráculas à espera de presas, que José Dirceu fosse filmado e fotografado algemado. Quiçá pendurado em um poste por não se dobrar a sanha dos miseráveis que se locupletam com a desgraça alheia e se mobilizam para a passeata golpista do dia 16 de agosto.

O juiz de primeira instância e policiais federais aecistas absurdamente desestabelizam o País, a sexta maior economia do mundo, com a permissão de juízes do STF e a cumplicidade do CNJ e da OAB, sendo que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não defende os interesses do Governo Dilma, o que é por si só uma galhofa e irresponsabilidade, pois ministros da Justiça o são a materialização da interface entre o poder político e corporativo com a sociedade e com instituições importantíssimas, como o é o Congresso Nacional. E nada disso acontece. E Dilma, imprudente, mantém tal ministro em uma posição que é importante demais para a estabilidade institucional do Governo Trabalhista.

Ora bolas! Os governantes e governos que mais investiram e deram liberdade à Polícia Federal e ao Ministério Público são os que estão a ser chamados de corruptos por uma imprensa comprovadamente corrupta e historicamente golpista. Trata-se de uma realidade surreal e ridícula, porque foram exatamente os governos de Lula e de Dilma que mais demitiram e prenderam servidores e empresários ladrões na história do Brasil, conforme as próprias estatísticas da Polícia Federal — do Ministério da Justiça. É só ir ao site da instituição e verificar.

Contudo, todo mundo sabe que José Dirceu não pode respirar, porque o quarteto (Imprensa, PSDB, Justiça e Ministério Público), que combate o PT, o Lula, a Dilma e o Governo Trabalhista não vai permitir que um dos políticos de esquerda dos mais emblemáticos e combativos da história do Brasil se recupere e volte, um dia, a fazer política, até por causa de sua idade. A covardia contra Dirceu é gigantesca, inominável, e se tornou o maior linchamento político e moral que este País já viu e vivenciou.

José Dirceu não pode respirar, não pode trabalhar, não pode aparecer e não pode nem sonhar em sair da cadeia. Não tem direitos. Enquanto isto, todos os megaescândalos do PSDB não levaram seus autores tucanos a julgamentos quanto mais à cadeia. Repito: todos! É porque procuradores, como o Dallagnol, juízes, como o Moro, e delegados aecistas, como os delegados aecistas, neste momento ficam iguaizinhos aos três famosos macaquinhos, ou seja, cegos, mudos e surdos.

A prisão de José Dirceu, que estava preso, tem por finalidade espezinhá-lo, humilhá-lo e fazer com que os coxinhas de classe média, paneleiros ferozes e rancorosos, saiam às ruas e demonstrem toda a ignorância política e de civilidade que eles esconderam, por sentirem vergonha de seus maus sentimentos durante uma vida inteira. Agora eles podem ir às ruas e quebrar tudo, podem bater em quem usar uma camisa vermelha, podem xingar autoridades e pessoas comuns em restaurantes, podem dizer as maiores atrocidades na internet e podem, sobretudo, jogar bombas em entidades como o Instituto Lula.


Aliás, políticos tucanos e tucanos coxinhas, juízes tucanos e tucanos promotores, imprensa tucana e tucanos policiais podem tudo no Brasil. Eles são simplesmente inimputáveis. E quem não vota ou não acredita nesses pássaros de bico longo e voo curto, com ares de golpistas são considerados idiotas por eles — cidadãos de segunda classe. Mas, tem um problema aí: quem venceu as últimas eleições foi o PT e que eu saiba seus eleitores não são idiotas. Pelo contrário, compreendem que a direita brasileira, herdeira da escravidão, sectária e racista por amostras de DNA não deu nada ao povo. Ao contrário, sempre tirou. A prisão de José Dirceu é uma pantomima vergonhosa. Um show de podridão, além de um atentado ao Estado de Direito. É isso aí.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

FHC — o Neoliberal I — perdeu o juízo, se algum dia o tucano o teve

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, também conhecido como FHC é um ex-presidente politicamente conservador, inquilino da casa grande, que, vítima de uma fortíssima e tenebrosa amnésia, “esqueceu” tudo o que disse e escreveu, bem como pediu às pessoas para esquecerem também tudo o que ele fez, no decorrer de sua vida, a exemplo do que o grão-tucano disse e escreveu.

Parecem confusas essas afirmativas, não é? Porém, elas retratam, fidedignamente, tudo o que o Fernando Henrique Cardoso o é: negligente e incompetente; entreguista e antinacionalista; dissimulado e manipulador; e agora, na altura do campeonato de sua vida já octagenária, o grão-tucano, portador das características de um camaleão, torna-se oportunista e golpista.

Nada disso o que eu assevero é pessoal. Apenas retrato o que o ex-presidente tucano se mostrou em seus mandatos, pois governou o Brasil como se fosse um caixeiro viajante ao invés de ser um estadista, porque vendeu suas estatais estratégicas sem dimensionar o mal que cometeu, pois quando um povo tem seu patrimônio vendido lhe é subtraído ou prejudicado seu direito de se desenvolver, pois as empresas públicas têm como meta primordial zelar pela distribuição de benefícios, de renda e de riqueza.

Quando as estatais são entregues a grupos meramente capitalistas, a exemplo das empresas de telefonia, que visam somente acumular dinheiro, pagar mal seus empregados e fazer remessas de lucros exorbitantes, além de oferecerem um péssimo serviço, o povo sente, porque o dinheiro em mãos privadas somente serve para atender às demandas pessoais e empresariais de corporações econômicas que não tem o mínimo de compromisso com o desenvolvimento do Brasil.

FHC é o Neoliberal I, também conhecido como o Príncipe da Privataria. Trata-se daquele senhor tucano, que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. Repito: três vezes! Ele ainda repartiu e sucateou a Petrobras, afundou a maior plataforma do mundo — a P-36, e, não satisfeito, foi o autor, inconteste, de um apagão de energia que durou um ano e meio. Repito: um ano e meio! Um recorde negativo de todos os tempos.

Além disso, não satisfeito com sua sequência de incompetências e inaptidões para governar, FHC aniquilou com a indústria naval deste País, bem como vendeu a Vale do Rio Doce, a segunda maior empresa pública brasileira, cujas riquezas estão debaixo da terra. Repito: debaixo da terra! Não é surreal o governo predador desse tucano do PSDB? Existem também tucanos no PMDB, no DEM, no PPS, no PSB, no PP e até mesmo no PT, vide o senador Delcídio Amaral e Cia.

Então, vamos à pergunta que se recusa a calar: “Como mensurar o valor de uma empresa da grandeza da Vale se os produtos com os quais ela trabalha para depois vendê-los estão debaixo da terra? E como saber das terras que têm riquezas em seus subterrâneos se o Brasil é um País continente e, por sua vez, existem terras pertencentes à Vale do Rio Doce, que até hoje não foram exploradas? A resposta eu deixo para o ex-presidente FHC ou para o senador José Serra, entreguista contumaz, um dos líderes emblemáticos da privataria dos anos 1990, e que recentemente apresentou projeto no Senado que praticamente entrega o Pré-Sal às petroleiras estrangeiras. O DNA tucano é realmente lastimável.  

Hoje o grão-vizir da tucanagem posa como o líder da oposição, quando, não, dispõe-se a fazer o papel de decano do bom senso ou de guardião da democracia. Seria cômico se não fosse ridículo e trágico ter que ouvir ou saber das bobagens de Fernando Henrique Cardoso, que vestiu beca, samarra e capelo para apostar no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, eleita legalmente pela maioria do povo brasileiro.

Isto mesmo, o doutor e “príncipe” sociólogo, Fernando Henrique Cardoso, mandou novamente todo mundo esquecer que ele um dia fingiu ser um democrata, mas que agora, por motivos “alheios” à sua vontade de pôr um tucano na Presidência da República, optou por ser um golpista com doutorado e, consequentemente, um desestabilizador da democracia brasileira com pedigree, o que o faz ser perdoado pelas classes dominantes, admirado pelos abutres da imprensa empresarial e também pelos coxinhas de classe média, batuqueiros de panelas de barrigas cheias, ao tempo que preconceituosos e analfabetos políticos.

A verdade é que Fernando Henrique disse a seguinte pérola, na recente convenção do seu partido em Brasília: “O PSDB está pronto para governar o País”. É isto mesmo. O tucano de alta plumagem e bico longo (por causa disto ele fala sem parar) considera que o governo perdeu a credibilidade. O governo federal administrado pelo PT, lógico. Não se confunda. Para FHC, quem tem credibilidade é o governo de São Paulo de Geraldo Alckmin, aquele que, junto com Serra e Cia., privatizou quase que totalmente o Estado bandeirante.

O privatizou, sim, bem como o deixou sem água, além de serem os responsáveis pelos problemas graves sobre acusações e denúncias relativas ao metrô, aos trens e à Sabesp, bem como serem alvos de queixas e protestos contra os altos preços dos pedágios das rodovias e estradas, todas privatizadas. Se existe alguma coisa na vida que político tucano sabe fazer é vender o patrimônio público que ele não construiu. E por que tucano não constrói? Fácil o é a resposta: porque ele não pensa o Brasil. Oh, alma vazia, fútil e leviana de predador de seu País, porque conspira contra o próprio povo. Oh, vira-lata colonizado e subserviente às causas alienígenas ao Brasil. Remova-se! Manchas se removem, e como tal o é o pensamento entreguista e neoliberal dos tucanos.

Voltemos ao grão-vizir de bico longo e voo curto. Como assim cara pálida? O PSDB está pronto pra governar? Governar o País? Só se for em 2019, se vencer as eleições de 2018. Tudo o que está fora desta agenda política é golpe, baixaria e ausência de discernimento histórico sobre o Brasil e seus golpes de estado, renúncias, deposições, suicídios, exílios e mortes. Um verdadeiro filme (real) de tragédias dirigido por “diretores” inquilinos da casa grande de DNA escravocrata. Pessoas sem limites, que não dimensionam as consequências de um golpe contra uma presidenta legalmente constituída e eleita pelo povo.

Fernando Henrique Cardoso está a brincar de incendiar fogueiras. Incendiá-las não é o problema. O problema é quando se usa gasolina para apagá-las. Agora, o tucano, após afirmar que o PSDB está pronto para governar, ele diz, em seu facebook, que "O momento não é para a busca de aproximações com o Governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo". Salvar do quê e quem de quê? O PT e o Lula nunca quiseram falar com o FHC. Pantomima e malandragem pura, com os auspícios da Folha.

Anteriormente, o político veterano, que representa principalmente os interesses das oligarquias paulistas, usou a Folha de S. Paulo para propor a abertura de diálogo com o ex-presidente Lula, virtual candidato do PT às eleições de 2018. O tucano se dispôs, inclusive, a debater temas como a reforma política. Balela! FHC nunca foi magnânimo. Ele apenas cometeu uma pantomima política, porque o Neoliberal I nunca pensou o Brasil. Ao contrário, o ex-presidente sempre desprezou o poderoso País de língua portuguesa, a sexta economia do mundo, que tinha tanto patrimônio, que possibilitou a FHC e sua trupe a formalizar e depois colocar em prática a segunda maior privatização da história do mundo, sendo que a primeira foi a privatização da União Soviética — a Rússia.

Depois pessoas nacionalistas e com discernimento histórico do que acontece atualmente têm de suportar o insuportável, ou seja, os coxinhas paneleiros de classe média e média alta, além dos ricos, chamarem o Brasil de merda e a vociferar que neste País nada presta, sem, no entanto, olharem-se no espelho. Vão às ruas como se fossem fantoches da velha mídia, mas despidos de conteúdo político e trabalhista, pois desprovidos de uma pauta séria de reivindicações e exigências.

Só gritam palavras de ordem baseadas em notícias e manchetes elaboradas pelos empregados dos magnatas bilionários de imprensa, que até hoje não sei como essa gente ainda não foi presa. Será que os magnatas bilionários são inimputáveis neste País? Vamos ver... Afinal os donos de empreiteiras e construtoras estão presos. Quem sabe um dia o Brasil seja realmente passado a limpo e, por conseguinte, lermos e ouvirmos manchetes sobre as prisões de magnatas bilionários em seus próprios jornais impressos, radiofônicos e televisivos?

Considero que pau que bate em Chico também bate em Francisco. Mas não considero que em casa de ferreiro o espeto sempre é de pau. Às vezes é de ferro, o que me faz acreditar que vento que bate cá bate lá também. Pena que os parlamentares do PT não saibam mais disso, porque não sobem à tribuna do Senado e da Câmara para informar ao povo brasileiro o que está atrás do impeachment de Dilma Rousseff. Dizer ao público quais são as razões da direita partidária e dos grupos midiáticos a serviço da plutocracia tentar paralisar as atividades e as ações do Governo Dilma. Para quem não sabe, conspirar para derrubar governos eleitos legitimamente é crime e passível de punição. Conspire contra o presidente Barack Obama para ver no que vai dar...

Ao retomar o assunto FHC, quero destacar que seus governos o foram celeiros de escândalos, muitos deles de enormes proporções, além de conquistar maioria no Congresso por meios ilícitos, com pagamentos de “mesadas” a deputados e senadores, bem como comprou a sua reeleição por meio de uma emenda à Constituição, que o recolocasse pela segunda vez consecutiva no poder, conforme declarações publicadas na imprensa familiar por parlamentares da época. São públicas e notórias tais declarações quanto a este assunto.

Mentiu e mente até hoje o Neoliberal I sobre a autoria do Plano Real, que, inclusive, foi lançado sob a guarda do ministro da Fazenda, Rubens Ricupero. O tucano-mor traiu o presidente Itamar Franco, porque qualquer plano econômico que seja efetivado tem de ser realizado com o conhecimento e a autorização do presidente da República, sendo que o mandatário naquela ocasião histórica era o político das Minas Gerais, Itamar Franco, que disse certa vez: “Fernando Henrique entende menos de Matemática do que eu; entende tanto de Economia quanto eu. Talvez, eu até entenda mais de Economia do que ele”. E complementou: “O Fernando Henrique não reconhece que foi eleito por mim e que o Plano Real aconteceu no meu Governo”. FHC trai. Ponto.
  
A polarização política e ideológica que transtorna o Brasil desde as manifestações de rua de junho de 2013 e que seguem cada vez mais radicalizadas no âmbito dos poderes do Estado, a reverberar a crise política em termos publicitários em favor de um golpe contra uma mandatária constitucionalmente eleita, a imprensa de mercado e familiar transforma o Brasil em um País institucionalmente instável, a partir da hora que autoridades do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal passam a ser agentes que influenciam diretamente na economia, na política, porque seguem a pauta política de empresários dos meios de comunicação privados, que nunca tiveram, não têm e jamais terão quaisquer compromissos com o desenvolvimento do Brasil e de seu povo.

Pelo contrário, se tais magnatas bilionários proprietários de um sistema midiático oligopolizado puderem estancar e até mesmo retirar as conquistas dos trabalhadores brasileiros o farão. Todavia para concretizar seus projetos econômicos e financeiros, eles precisam derrotar os governantes que tanto atazanam a vida deles, no que diz respeito às tentativas de colocarem no poder seus candidatos de perfis conservadores e compromissados com os interesses da plutocracia a qual pertencem os empresários de mídias, os mais atrasados dentre todos os setores da escala empresarial, ao ponto de causarem a destruição de qualquer empreendedor que não seguir sua cartilha política.

O problema de FHC e de seu alter ego, senador Aécio Neves, foi a quarta derrota consecutiva para um candidato do PT. A frustração e o inconformismo dos tucanos suplantaram os limites da realidade e da sensatez. A derrota atingiu em cheio a autoestima da direita e de um candidato acostumado a vencer eleições, como o neto de Tancredo Neto, que sempre teve tudo nas mãos.

O PSDB e suas lideranças dessa vez perceberam que poderiam vencer, tiveram muitos votos, mas não o suficiente para resgatar o poder presidencial. É como se eles tivessem chegado ao máximo da temperatura para chegar ao pódio e de repente são alvos de uma ducha fria que os recolocou frente a frente à realidade. Realmente, a dor moral e psicológica foi grande e inusitada. Primeiro, os tucanos se sentiram irremediavelmente surpresos, depois veio um certo abatimento, para logo após se entregarem de corpo e alma ao inconformismo e à fúria dos que consideram a derrota um castigo ao invés de aprendizado.

Contudo, FHC — o Neoliberal I — ao que parece não aprendeu muita coisa. Se tivesse aprendido, não apagaria fogo com gasolina. Afinal, o tucano tem 84 anos e foi testemunha ocular de muitas crises políticas e institucionais deste País, que, insisto, tem vocação para o desenvolvimento e o progresso, mas que tem a morar em suas terras uma das piores e mais perversas “elites” do mundo. Não é à toa que tivemos quase 400 anos de escravidão. Dilma não cai. Lula vai ser candidato se ele quiser. E FHC perdeu o juízo, se algum dia o tucano o teve. É isso aí.