segunda-feira, 16 de março de 2015

Classe média mostra sua face antidemocrática e fascista, PT precisa reagir e Globo é inimiga



Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

AH! EU SOU COXINHAAA!!!                  foto-  via brasilpost.com.br

As classes médias tradicionais e emergentes, compostas por grupos sociais reacionários, foram às ruas — aos milhares. Essas pessoas estão realmente dispostas a derrubar do poder a presidenta trabalhista legitimamente eleita, Dilma Rousseff, e, de forma autoritária e antidemocrática, mostram, sem quaisquer constrangimentos, seus lados fascistas, como o faz, historicamente, a direita em todos os países quando perde eleições e fica sem o controle dos governos centrais. A direita, por vocação e essência, é golpista, porque seu objetivo é o lucro e a hegemonia de classe social.

As palavras de ordem de conotações golpistas, os gritos recheados de palavrões e ofensas pesadas contra uma senhora mandatária da Nação, os bonecos de Lula e de Dilma enforcados, cartazes e símbolos a representar a suástica nazista, além de toda sorte de preconceitos e intolerâncias expressados sem qualquer ética e civilidade, deixariam o diabo, o pai da mentira, com náuseas e com as faces coradas de tanta vergonha.

Eis as multidões de classe média porta-vozes das forças políticas, ideológicas e econômicas que mais uma vez, a exemplo das passeatas de 1964, que alavancaram o golpe civil-militar, saem às ruas a carregar um ódio ideológico jamais visto nos últimos cinquenta anos, porque imagino que tal atitude desses reacionários só deve ter acontecido nos idos de 1964 e 1954, quando Jango e Getúlio tiveram de se deparar com movimentos politicamente à direita, a ter à frente setores golpistas das Forças Armadas, do empresariado, dos magnatas bilionários de imprensa (sempre eles) e da classe média sempre rancorosa e conservadora, que, a despeito das gerações, continua imutável no que concerne ao seu enraizado golpismo.

Percebe-se, nitidamente, que a classe média, principalmente a paulista, nostálgica da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade, de 1964, que descambou para uma ditadura de 21 anos, bem como saudosa da reação elitista e armada de 1932 contra um governo revolucionário, colocou em sua agenda a derrubada de uma mandatária eleita pela maioria dos eleitores brasileiros e que teve mais de 54 milhões de votos.

A pequena burguesia, indiscutivelmente, optou pelo confronto ao Governo Trabalhista, e vai continuar a realizar passeatas e protestos antidemocráticos, a “virilizar” pelas redes sociais seus interesses até então dissimulados, mas sistematicamente repercutidos por seus aliados e cúmplices da imprensa de mercado, por intermédio de cartazes, faixas, palavras de ordens, dizeres em camisas e camisetas, além dos sons dos trios elétricos, que não deixaram dúvidas que a intenção da burguesia não é patriótica, pois, com efeito, o propósito é conquistar o Estado, e, consequentemente, chegar ao poder, e, por sua vez, implementar-se a agenda política e econômica dos partidos derrotados nas eleições.

Soa como ridículo os coxinhas de classe média, de almas udenistas, chamarem o Governo Dilma de autoritário, bolivariano, comunista e até mesmo golpista, quando a verdade é que esse segmento social de valores direitistas se aproveita da plena democracia que viceja no Brasil para pedir “intervenção” militar, ou seja, simplesmente um golpe de estado, a usar, inclusive, a Constituição, que, segundo os golpistas, dispõe sobre o impedimento de presidentes da República.

Só que os coxinhas antinacionalistas e entreguistas têm de entender que a presidenta Dilma não cometeu crimes de responsabilidade ou qualquer malfeito, o que inviabiliza o golpe e a instabilidade constitucional. Ao contrário, se tem uma pessoa que não enriqueceu, esta pessoa atende pelo nome de Dilma Rousseff. Além do mais, as passeatas são bem-vindas, porque dessa maneira poder-se-á perceber o quanto esse segmento reacionário da sociedade se equivoca quando pede por uma intervenção militar em plena democracia. Trata-se, sobremaneira, de acinte e deboche contra a inteligência e a sensatez alheia.

De pensamento colonizado, a pequena burguesia golpista não suporta o Brasil e muito menos compreende o momento histórico que o País está a vivenciar. Na verdade, ela odeia o poderoso País sul-americano, como demonstra, inquestionavelmente, suas atitudes e palavras repercutidas pelas redes sociais. Diz cada coisa, que um cara como o Mussolini se sentiria um amador, porque ficaria espantado com tanta infâmia e desumanidade.

Depois saem às ruas, hipocritamente, a vestir a camisa da Seleção Brasileira, a empunhar mastros com bandeiras do Brasil e a dissimular, ao tempo que manipular suas verdadeiras intenções, que se propõem a derrubar uma presidenta constituída e que representa uma vertente do pensamento ideológico à esquerda do espectro político.

Trata-se do nacionalismo “global” praticado há décadas por essa gente portadora de um incomensurável complexo de vira-lata e que só dá “as caras” com seu nacionalismo alienado e despolitizado em corridas de fórmula 1 e esportes coletivos, como o futebol, pois compactuam com os interesses das empresas dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas, que  se resumem a ganhar muito dinheiro de publicidade com as transmissões, de preferência por intermédio de dinheiro público, via Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDES, Petrobras, dentre outras estatais. Alguém deveria avisar aos magnatas bilionários, neoliberais e privatistas, que suas empresas deveriam ser privatizadas, pois quem as alimenta é o dinheiro do contribuinte. Ponto.

O nacionalismo coxinha é iníquo, pueril e leviano, sem eira nem beira, bem a gosto das classes médias “revoltadas”, vazias de pleitos sociais, porque desconhecem as realidades mais prementes do povo brasileiro e, por sua vez, não possuem capacidade para formular uma pauta reivindicatória, a ter, então, como saída para tanta incompetência e desconhecimento a reclamação, de forma altissonante ou histérica, sobre a corrupção e “tudo o que está aí”, sem, no entanto, perceberem que foi exatamente o Governo de Dilma Rousseff, por meio da Polícia Federal, que é subordinada ao Ministério da Justiça, que prendeu e puniu os ladrões do dinheiro público.

São servidores concursados no fim da década de 1980 e início dos anos 1990, que no decorrer do tempo não foram investigados, como, por exemplo, nos governos do tucano Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes, além de hoje, aos 83 anos e somente lembrado pelas “elites” as quais serviu com esforço e dedicação, não ruborizar suas faces ao apoiar, recentemente, o impeachment de Dilma Rousseff.

Lamentável é o outono político de Fernando Henrique, pois medíocre e antinacional, que vendeu o Brasil igual a um caixeiro viajante e se recusou a pensá-lo, e, com efeito, transformar-se em estadista. Fazer o quê, né? Cada um e cada qual tem a dimensão histórica adequada ao seu tamanho político. E FHC é um anão político em toda sua plenitude, como verificarão inapelavelmente os historiadores e não os “historialistas” a serviço das famílias midiáticas, que nunca tiveram, não têm e jamais terão quaisquer compromissos com a independência do Brasil e com a emancipação do povo brasileiro. Sem sombra de dúvidas.
  
Todavia, a realidade é que essa gente está inconformada e com os olhos vermelhos de ódio e preconceitos. Estão furibundos, pelo motivo de seus candidatos e partidos não terem vencido as eleições, bem como a verdade é que essas pessoas não estão a brincar, e, se tiverem oportunidades, vão tentar derrubar a presidenta Dilma Rousseff, que até agora não reagiu à altura, por intermédio de comunicação do Governo, de seus líderes no Congresso Nacional e de seus aliados dos movimentos sociais, sindicais, estudantis e dos eleitores, aos milhões, que fizeram com que pela quarta vez consecutiva o PT vencesse as eleições presidenciais.

O que Dilma Rousseff espera? Por um golpe? O PT vai continuar a tergiversar sobre a realidade que se apresenta e não reagir a esse processo de imolação, criminalização, calúnia e difamação? A imprensa imperialista vai falar sozinha? O ex-presidente Lula e a presidenta Dilma têm de se reportar à sociedade, reconquistar a interlocução com sua base, que é a própria sociedade, a que é inquilina das camadas sociais mais pobres e populares. São nesses segmentos que estão os trabalhadores, os estudantes, os autônomos, a grande maioria dos servidores públicos, enfim, o povo.

O PT tem de entender que deve governar para quem elegeu sua candidata a presidente da República. Governar para quem acredita e apoia os programas e os projetos do Governo Trabalhista. A inimiga é a Globo. Ponto. Não há mais espaço para não compreender esta realidade, porque ela é factual e não hipotética. Ou o PT e o Governo Trabalhista tratem as Organizações(?) Globo como inimigas que querem, de fato, derrubar a presidenta Dilma Rousseff, ou arquem com as consequências — o golpe.

O PT tem de se reportar ao PMDB, negociar com paciência e cobrar desse partido, tradicionalmente moderador dos conflitos políticos, sua responsabilidade quanto à governabilidade. No Brasil de dimensões geográficas continentais não se governa e não se tem maioria no Congresso sem fazer alianças. Se um presidente brasileiro, seja qual for o partido e a ideologia, pensa que vai conseguir governar sem costurar a colcha de retalhos, que é formalizar uma coalizão, está redondamente equivocado, e, por seu turno, poderá sacramentar o fim de seu próprio governo.

Contudo, ainda tem solução viável para estancar esse sangramento, cuja adaga está nas mãos de uma imprensa familiar, massacradora, irresponsável, historicamente golpista e que diuturnamente lincha a mandatária eleita, criminaliza o PT e judicializa a política para fins de conquistar o poder central antes das eleições de 2018, a considerar, inclusive, uma aliança com o PMDB, até porque este partido tem força moderadora e, quando o processo político se encontra estável, a governabilidade se torna menos crítica e conflituosa.

Dividir o PMDB e levá-lo à oposição é o que quer a direita midiática e os partidos PSDB, DEM e PPS. Vale ressaltar que o PSDB quando esteve no poder também contou com a força moderadora do PMDB. Evitar esse processo draconiano de dissolução da aliança governista tem de ser a prioridade do PT e do Governo Trabalhista. Esta é a leitura correta a ser feita, pois, do contrário, o PT fica sem base política e vai ter enormes dificuldades para governar. Além disso, este é o desejo da oposição derrotada em 2014 e inconformada por não ter o controle dos recursos orçamentários federais há 12 anos, sendo que ainda tem quatro anos para Dilma Rousseff governar.

Por isto e por causa disto, a tentativa de engessar o Governo Trabalhista, fazê-lo sangrar, impedir que seus programas e projetos sejam realizados e criminalizá-lo ao máximo, por meio das mídias de negócios privados, do Judiciário e do Ministério Público burgueses, que jogam no time dos ricos, 24 horas por dia, todos os dias da semana, mês a mês, no decorrer de 365 dias, até que em certa eleição futura os pobres e os trabalhadores, as classes populares e os movimentos sociais ligados ao PT, ou que sempre optaram em votar no Partido dos Trabalhadores, troquem de lado e votem na direita dos coxinhas golpistas.

A direita que sempre explorou economicamente as classes populares, violou seus direitos humanos e trabalhistas e sistematicamente atuou contra os interesses do Estado brasileiro e dos trabalhadores. A direita da ditadura militar. É tudo isto que está em jogo. Se o PT e o Governo Trabalhista não enxergam estas realidades, então, que preparem seus caixões, encomendem o velório e se satisfaçam com seus enterros. Reagir é necessário e imperativo. O Governo Dilma e o PT ainda têm, sem sombra de dúvidas, muita força para se contrapor ao golpe, com a parceria estratégica do PMDB. É isso aí.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Revolta dos miamiplayboys visa o golpe — o crime. Protestar pode. Dar golpe, não



Por Davis Sena Filho — Palavra Livre
 
Sabe-se como os golpes começam, mas nunca como acabam. Foto- pragmatismo político


Os miamiplayboys sem causa ou de causa reacionária, iguaizinhos aos coxinhas udenistas e lacerdistas de classe média dos idos de 1964, usam o tema da corrupção para afrontar a inteligência alheia, pois o propósito é manipular os fatos e as realidades que ora acontecem na política brasileira, bem como dissimular a verdade que está por trás de seus interesses, que é pura e simplesmente dar um golpe institucional na presidenta trabalhista, Dilma Rousseff, recém-eleita para governar o Brasil por mais quatro anos.

É sempre assim que procede a pequena burguesia, massa de manobra da grande burguesia, que terceiriza seu ódio a esses patetas ideológicos despolitizados, que não têm um mínimo de compreensão sobre a história do Brasil, além de não saberem o que realmente está em jogo, quando a direita brasileira, recentemente derrotada nas urnas, não reconhece a vitória legítima da candidata do PT e passa a apostar em golpes e, portanto, no rompimento institucional, a rasgar a Constituição e a mandar para o espaço o estado de direito.

A verdade é que os miamiplayboys desse Brasil varonil não se preocupam realmente com a corrupção e “tudo o que está aí”, como indica o bordão dos que preferem, quando sem respostas no que concerne ao contraditório relativo às suas ideias e atitudes, defenderem-se ou simplesmente debochar ou desprezar por meio da onomatopeia “mimimi”, que, sem dúvida, demonstra a pouca capacidade cognitiva desses coxinhas udenistas, além da baixa tolerância que esse grupo social possui quando se depara com pensamentos e conceitos antagônicos aos seus.

O que se percebe de fato é que os miamiplayboys sem causa e reacionários por natureza estão revoltados mesmo é com a ascensão social de enorme camada da população, que, antes dos governos petistas, tinham apenas o direito de se locomoverem para seus bairros de classe média e média alta para servirem apenas como empregados, mas nunca como cidadãos com direitos e deveres plenos, bem como terem acesso ao consumo, o que, sem sombra de dúvida, realidade esta que deixa a pequena burguesia extremamente revoltada, rancorosa, inconformada e até violenta.

Afinal, esses segmentos são reacionários, ideologicamente conservadores e socialmente preconceituosos. Não se combate esses sentimentos macabros, pérfidos e infames em apenas 12 anos de governos trabalhistas. A sociedade brasileira é herdeira de uma escravidão de quase quatro séculos e, evidentemente, que amplos setores da sociedade, os que sempre estiveram por cima da carne seca, jamais vão permitir tamanha “ousadia” e “atrevimento”.

Por isso, os miamiplayboys jamais concordarão que seus empregados domésticos, os operários de obras, os eletricistas, marceneiros, vidraceiros e bombeiros hidráulicos de empresas ou autônomos, além dos que trabalham como servidores do estado, a exemplo dos garis, que sempre os serviram de forma invisível, de repente terem acesso aos paraísos de consumo e de desenvolvimento humano, retratados em seus bairros aprazíveis e seguros, shoppings, restaurantes, praias, aeroportos, clínicas médicas, clubes, supermercados, cabeleireiros, escolas e universidades públicas.

De forma alguma. Para certos grupos de coxinhas miamiplayboys é preferível morrer de que ter que compartilhar, não somente “seus” pretensos espaços, mas, sobretudo, verificar que grupos sociais historicamente abaixo de suas condições sociais cheguem perto do status quo conquistado por seus pais e antepassados.

Este sentimento de rejeição recrudesce ainda mais quando certos inquilinos da classe média e alta são emergentes, o que os leva a ficar furiosos, porque acreditam que suas “vitórias”, no que tange à ascensão social, foram conquistadas por eles próprios, sem quaisquer ajuda do estado e de quem quer que seja, apesar de terem empregados a fazer crescer seus negócios, e, em um momento ou outro de suas trajetórias, terem, certamente, sido beneficiados com empréstimos e financiamentos de bancos estatais, bem como pela melhoria da desburocratização, que, inclusive, legalizou milhares de empresas de portes pequenos e médios, como se verifica nos últimos 12 anos.

Os protestos de parte da população conservadora e que surfa no campo ideológico da direita são politicamente estéreis, porque se visam o impedimento de uma presidenta legalmente e constitucionalmente eleita pela maioria da população, tornam-se sem fundamento a partir da hora que a Presidenta Dilma Rousseff nunca teve seu nome, nem de longe, envolvido em quaisquer ilegalidades ou malfeitos, bem como sua conduta moral, no decorrer de toda sua vida política e pessoal, nunca deu margem a desconfianças e a acusações referentes à corrupção ou a qualquer crime de responsabilidade.

A crise do Brasil se chama imprensa. As mídias cruzadas dos magnatas bilionários são a crise, e não reconhecem os avanços sociais, políticos e econômicos que ocorreram neste País nos governos trabalhistas de Lula e Dilma.  E quem são os replicadores das “crises” midiáticas e sistemáticas, pois consumidores vorazes de notícias corriqueiramente manipuladas e distorcidas? Respondo: os coxinhas udenistas de classe média — os miamiplayboys do Brasil —, que odeiam seu País, porque não conhecem suas realidades, povo, regiões, culturas e história. Em contrapartida, adoram os Estados Unidos, a demonstrar, sem quaisquer constrangimentos, seus complexos de vira-latas e seus pensamentos completamente colonizados.

Apesar de suas vidas terem melhorado e a ascensão social dos mais pobres não influenciar em suas vidas individualistas que propagam a tal de “meritocracia”, os coxinhas neoliberais acreditam que o Brasil acabou tal qual ao Armagedom bíblico. Puro embuste e talvez equívoco, porque é difícil acreditar que essa gente pense que o País está em situação de calamidade administrativa, econômica, financeira e totalmente entregue à iniquidade e à corrupção.

Seria muita burrice ou má-fé. Talvez as duas opções juntas, porque o que se vê, de fato, é a Petrobras cada vez mais forte, pois, com efeito, a brasileiríssima estatal está a ser depurada e os corruptos e corruptores a serem punidos no Governo de Dilma Rousseff, onde atua uma Polícia Federal livre para agir e subordinada ao Ministério da Justiça.

Não vai ser de bom alvitre se os miamiplayboys rebeldes sem causa não perceberem que, a despeito do reacionarismo natural de quem tem alma udenista, O Governo Trabalhista é forte, não está sitiado, como propagam o tucano derrotado e golpista, senador Aécio Neves e seus prepostos, que até hoje estão inconformados com a quarta derrota para o PT e querem tirar na marra uma mandatária que manda investigar crimes contra o patrimônio público e não passa a mão na cabeça de quem cometeu malfeitos.

A imprensa de negócios privados e seus abutres podem voar atrás de carniça ou cacarejar sem parar e a fomentar o golpe, porque não conseguirão mais uma vez trair o povo brasileiro, como em 1964. Podem os políticos do PSDB, do DEM e do PPS apostarem na destituição de Dilma Rousseff, mas não passarão. Pode a esquerda de pensamento radical e simplório, que não percebe que faz o jogo da direita, a exemplo do PSOL, ficar histérica, mas não vai conseguir derrubar o Governo Trabalhista.

Enfim, pode o presidente da Força Sindical, o Paulinho da Força, juntar-se ao que tem de pior na política do País, que são os segmentos reacionários que desejam a volta do atraso e do retrocesso. Uma vergonha este homem, porque representa parcela importante dos trabalhadores. E podem os lorpas e pascácios acreditarem que a marcha dos miamiplayboys despolitizados vai fomentar o impeachment de Dilma Rousseff.

Evidentemente que não. É como se o Brasil, a sétima economia do mundo, integrante importante e fundador dos Brics, do Mercosul, da Unasul e do G-20, além de ter uma democracia consolidada, fosse ficar de joelhos e permitir que aventureiros, em nome de seus interesses privados e escusos, tomassem para si a Presidência da República por intermédio de um golpe, ou seja, de crimes. O Governo de Dilma Rousseff tem a força das urnas e a compreensão dos outros poderes da República de que a legalidade constitucional é o que norteia a Nação. Miamiplayboy protestar pode. Dar golpe, não. É isso aí.     

segunda-feira, 9 de março de 2015

O coxismo paneleiro ou o panelaço dos sem fome

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


"Será que essas panelas batem por que não há carros de luxo para pronta entrega nas concessionárias, já que a oferta está muito menor do que a demanda? Será que batem por que as filas de espera em restaurantes de luxo continuam grandes? Ou será que batem por que as viagens a Miami e os gastos de brasileiros no exterior continuam crescendo? Só tenho certeza que elas não batem pelos milhões de brasileiros que nos últimos anos, durante os governos Lula e Dilma, deixaram a linha da pobreza. Ou pelos outros milhões que chegaram à classe média". (Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo do Campo)

O Mau Dia Brasil, um dos jornais panfletários da Rede Globo e a serviço do campo político conservador, locupletou-se, hoje, com informações propositalmente editadas sobre o caso de corrupção na Petrobras, que está a ser severamente combatida pelo Ministério da Justiça, do Governo Dilma Rousseff, a ter como subordinada à Pasta a Polícia Federal, que nunca em sua história esteve tão livre para atuar e concretizar suas ações de investigações e prisões de corruptos e corruptores.

Até então, os governantes anteriores, como, por exemplo, os do PSDB, nunca investigaram nada e não prenderam ninguém. Pelo contrário, o Governo de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — contava com a atuação desastrosa para o País do procurador-geral, Geraldo Brindeiro, autoridade conhecida também como engavetador-geral da República, que ficou célebre em não permitir que denúncias e processos fossem à frente e chegassem às barras dos tribunais.

Agora, o Brasil está a se deparar com os protestos de eleitores conservadores e pessoas não afeitas à democracia, e, portanto, contra a inclusão social e a distribuição de riqueza e renda. Afinal, se tem uma coisa que coxinha udenista de classe média não admite é seu indisfarçável elitismo, seus preconceitos que remontam os seus mais longínquos antepassados, que são demonstrados, na maior “cara dura”, por intermédio das redes sociais, em seus lares e trabalhos, além de repercutirem ódios e intolerâncias nos bares espalhados por este País.

Os jornais televisivos, as rádios, as publicações e a internet replicam o pensamento da direita e não abrem espaços aos seus adversários para que eles possam falar de seus propósitos como governo e ao menos se defender de acusações, muitas delas levianas, seletivas e manipuladas, pois o objetivo é hegemonizar o pensamento conservador e fazer com que grande parte da população brasileira tenha acesso a um jornalismo monocórdio, no qual apenas um lado fala, acusa, denuncia e inapelavelmente massacra seus adversários, sem dar oportunidade ao contraditório e àqueles que são acusados, mas não podem se defender na mesma dimensão dos aliados políticos dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas e cartelizadas.

O Brasil está a vivenciar o coxismo paneleiro ou o panelaço dos sem fome. É inacreditável, pois, com efeito, surreal a manipulação midiática sobre tal “protesto” quando indivíduos das classes média, média alta e ricas resolveram bater em panelas, como se esse ato de conotação demagógica tivesse a autenticidade daqueles que realmente passam fome ou que foram reprimidos pelas ditaduras militares, que vicejaram durante décadas na América do Sul.  

Ao tempo que batiam nas panelas, tais coxinhas de barrigas cheias e de modos raivosamente lacerdistas começaram a desligar e ligar as luzes de suas casas e de seus apartamentos confortáveis, localizados nos melhores bairros de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. De acordo com o Mau Dia Brasil, os protestos têm como motivo principal o pronunciamento de Dilma Rousseff na televisão, quando a mandatária trabalhista falou à Nação para explicar as últimas decisões do Ministério da Fazenda, bem como sobre a corrupção na Petrobras, que começou no fim dos anos 1980 e praticada por funcionários de carreira, concursados, que, com o tempo, conquistaram postos de poder e mando, para, no fim, envolverem-se em corrupções, que hoje estão à mostra para todo o Brasil, de forma transparente e livre de tergiversações.

O coxismo histérico, desembestado e o panelaço dos sem fome, ocorridos na noite de domingo é um prévia das manifestações que ora acontecerão, no dia 15 de março. Pelo o que eu vi, essas encenações podem até chamar a atenção, porque a imprensa meramente de mercado e que deseja há mais de um século pautar os governantes e a sociedade brasileira vai repercuti-las a exaustão. É assim que a banda toca nesses pagos ou plagas. Não há como ser diferente, porque por meio do voto a direita brasileira está a perder a quatro eleições.

Entretanto, é salutar que as instituições democráticas exijam que o estado de direito seja respeitado, para que não haja no futuro confrontos entre os partidários da direita deste País contra os militantes das esquerdas brasileiras e dos movimentos sociais ligados a elas. Uma tentativa de golpe de estado não seria sensata e muito menos possível de acontecer, porque não vivemos mais em um Brasil ainda quase agrário, desinformado e com uma população com muitos analfabetos, como acontecia em 1964.

Reconheço que a direita não desiste nunca para ter seus privilégios e benefícios jamais diminuídos, porque deixar de tê-los é quase impossível em um País como o Brasil, onde viceja um capitalismo selvagem, patrono de uma das mais perversas e mórbidas concentrações de renda do mundo. O que nós, da esquerda, queremos é distribuição de renda e riqueza, combate à pobreza, inserção social plena à população, além de um Estado nacional forte e que facilite o acesso à saúde, à educação, ao emprego e à moradia de boa qualidade. O restante vai se conseguir aos poucos, mas sistematicamente. O que a esquerda e o Governo do PT querem é o Brasil independente e o povo emancipado. Ponto.

Esses pontos centrais são o que a direita quer evitar que se concretizem. Os reacionários de classe média, os ricos e seus partidos conservadores aliados da imprensa de negócios privados sabem disso. Porém, por sabê-lo, dissimulam, manipulam e mentem sobre as realidades ora apresentadas nesse contexto de crise na Petrobras, que se transformou em uma novela de estilo mexicana nos telejornais, que dia a dia massacram seus adversários, porque são matrizes do ódio político e da intolerância racial e de classe social.

Se alguém duvida, que se dê o trabalho de ler os comentários de coxinhas udenistas sedentos de sangue, que odeiam a igualdade entre as classes e que se mostram, indisfarçadamente, rancorosos e intolerantes com a ascensão social de parcela da população, que sempre serviu a essa gente como trabalhador braçal e mão de obra barata. Para um coxinha, ver negros, nordestinos e pobres a frequentar os shoppings, as universidades públicas, os aeroportos, os restaurantes, os cinemas e os bairros onde moram como consumidores é o fim da picada. Para os coxinhas udenistas de almas lacerdistas é preferível morrer.

Por isso, essa gente se sente traída pelo Governo Trabalhista e popular, que também a beneficiou e facilitou seu acesso aos bens de consumo tão afeitos ao coxismo paneleiro amante de Miami e Nova York. A quem interessou o panelaço dos sem fome? Respondo: ao PSDB e ao DEM, aos magnatas bilionários de imprensa, ao empresariado rural e urbano direitista e fundamentalista, que age por intermédio de suas federações e confederações, à parte da classe média ideologicamente conservadora e vingativa, pois inconformada, deveras, em dividir “seus” espaços com os mais pobres.


A verdade é a seguinte: o protesto de classe média não teve o alcance desejado pela oposição demotucana. De forma alguma. Tanto o é verdade que o hashtag#DilmadaMulher, que teve a intenção de apoiar a mandatária deste País foi uma das mais usadas pelos internautas, ao ponto de entrar para o trending topics do Twitter. Este fato ocorreu no decorrer do pronunciamento da presidenta Dilma Roussef. A resumir: os coxinhas não representam a maioria do povo brasileiro, que deu à Dilma mais de 54 milhões de votos. O panelaço e o coxismo aconteceram somente em bairros nobres de algumas capitais. Protestar pode; dar golpe, não. É isso aí.

quinta-feira, 5 de março de 2015

PEC da Bengala é conluio entre STF e Congresso; democracia no Brasil se tornou de ocasião

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Vamos aos fatos: a Proposta de Emenda à Constituição 457/05 é um golpe contra a democracia. Um golpe descarado e antidemocrático. A verdade é que a proposição, conhecida como "PEC da Bengala", tem por objetivo, e somente esta causa, impedir que a presidenta trabalhista Dilma Rousseff, eleita por mais de 54 milhões de brasileiros, nomeie cinco juízes do Supremo Tribunal Federal (STF).

A resumir: o Congresso Nacional conservador, presidido por Eduardo Cunha, um deputado do PMDB do Rio de Janeiro, partido importante da base Governo, juntou-se a um STF igualmente conservador, e que faz política para que Dilma Rousseff não nomeie juízes mais progressistas, legalistas e que não se entreguem à falação e à vaidade, a terem como espelho os microfones e as imagens da imprensa meramente de negócios privados e de histórico golpista.

É exatamente o que está a acontecer. A direita brasileira, uma das mais ricas, entreguistas, colonizadas e perversas do mundo, não deseja que uma mandatária cumpra seu papel constitucional, além de tentar paralisar seu mandato e administração legítimos. Agora a estratégia é obstar o direito de Dilma Rousseff de escolher os magistrados do principal tribunal do País, como forma de combate político desleal e sem trégua, que tem início nos apoios de protestos da classe média udenista e pró-impeachment, e termina na tentativa de inviabilizar o Governo Trabalhista de todas as formas e maneiras.

Exemplos graves são as paralisações de obras, as demissões de milhares de trabalhadores e a tentativa de uma oposição direitista e predadora do País, que aposta, por exemplo, na depredação da Petrobras, no fim da politica de conteúdo e da quebra do setor naval e de empresas como a Sete Brasil. Toda essa engrenagem malévola acontece porque a burguesia brasileira é pária dos interesses internacionais e jamais se dedicou a pensar o Brasil e defender seus interesses. As classes dominantes brasileiras, grande parte do empresariado, a imprensa de mercado e os partidos conservadores não se conduzem politicamente apenas contra o Governo Trabalhista. Mas, sobretudo, são contra o Brasil. E é aí que mora o perigo...

A direita norte-americana, a inglesa, a alemã, bem como a francesa, por exemplo, são socialmente duras, xenófobas, lutam contra a distribuição de renda e riqueza e tem uma postura hegemônica e imperialista perante o mundo, mas defendem os interesses de seus países, com determinação e nacionalismo. Por seu turno, a direita brasileira, em quase todas suas vertentes, não tem vergonha na cara, comporta-se como pária mundial dos países ricos, pois, lamentavelmente, entreguista, subordinada, subserviente, antinacionalista e portadora de um inenarrável e incomensurável complexo de vira-lata. 

Chega a dar pena do ridículo dessa burguesia e pequena burguesia, pois é total a falta de discernimento de seu papel vergonhoso perante a Nação brasileira e os governantes dos países considerados desenvolvidos, que, por sinal, devem ironizar, debochar, e, por sua vez, não terem o mínimo respeito pela direita tupiniquim de cabeça eternamente colonizada. 

Essa conduta predadora de parte da população brasileira é canalizada, calculadamente e oportunisticamente, pelas mídias privadas dos magnatas bilionários de imprensa, que desde meados do século XIX sonham com as cortes europeias e agora a norte-americana. Vivenciaram no passado a Corte portuguesa no Brasil, mas sempre com os olhos no outro lado do Atlântico e não em si mesmos, de forma que pudessem lutar pelo desenvolvimento do povo deste grande País. Assim essa gente complexada é, e sempre o será... Contra o Brasil.

Neste exato momento, os magnatas bilionários, seus meninos e meninas de recado, além dos "especialistas" de prateleiras, como os da Globo News, estão a deitar falação em suas mídias de direita e de oposição ao Governo Trabalhista, inclusive a apoiar a entrega do mercado nacional da construção civil, portadora de muito conhecimento técnico e científico, a estrangeiros, bem como exigem que o pré-sal seja também explorado pelas "chevrons" da vida. Esse pessoal pedante, que odeia o Brasil e a ascensão econômico-financeira das classes populares, querem a volta do modelo de concessão e o fim do modelo de partilha, implementado no Governo Lula, que resgatou a Petrobras para os brasileiros.

Sei que alguns coxinhas de classe média vão gritar aos quatro ventos e exalar seus venenos contra esta assertiva. Todavia, é isto mesmo. Ponto. Os governos trabalhistas de Lula e de Dilma recuperaram a Petrobras, ícone empresarial do Brasil e combatida a ferro e fogo pelas elites entreguistas e subservientes deste País. Antes mesmo de sua fundação, em 1953, a Petrobras já era combatida pela burguesia de passado cafeeiro e sucroalcooleiro. Esse segmento social e econômico sempre lutou contra o desenvolvimento do Brasil e apostou em sua dependência e no seu papel resumido a produtor primário, cuja produção era voltada apenas para a exportação.

Quem investigou, prendeu e deu liberdade para as instituições agirem contra os corruptos e os corruptores foi o Governo do PT. E não vai ficar pedra sobre pedra. Não adianta a imprensa alienígena espalhar confusões pela sociedade brasileria. A verdade sempre haverá de prevalecer, e quem está a combater a corrupção para valer neste País e a cortar na própria carne é o Governo do PT. 

Nunca vi governos fazerem isto. Na ditadura, nem pensar. Sarney, Collor, Itamar, FHC não combateram a corrupção, de forma efetiva e sistemática, como os governos trabalhistas. O incrível e o surrel disso tudo é que quanto mais a PF prende, mais a imprensa familiar fomenta mentiras, distorce os fatos e manipula a verdade, como se ela o fosse manipulável. Acontece é que a história não é escrita pelos escribas dos patrões do sistema midiático cruzado e cartelizado. 

A história é estudada, pesquisada e escrita pelos historiadores. E ainda bem, porque se um desavisado, alienado, despolitizado e ignaro chegasse ao País agora e lesse essa imprensa empresarial de péssima qualidade editorial pensaria que o Brasil acabou, quando, na verdade, melhorou, porque os brasileiros, inclusive os coxinhas udenistas de classe média, nunca tiveram acesso a tantos bens de consumo. Esta é a verdade, e, no fundo, eles sabem disso. A questão é ideológica e de preconceito de classe enraizada, profundamente, em certos setores da sociedade brasileira de passado escravocrata.

Enquanto isso, o Congresso de maioria conservadora, de forma legal, está prestes a dar um golpe branco, porque a intenção é notoriamente golpista, já que evitar que Dilma Rousseff nomeie juízes do STF, ao aumentar a idade da aposentadoria compulsória de 70 para 75 anos, não é uma questão relevante para o dia a dia da República, bem como para o capítulo da Constituição, que dispõe sobre este assunto. Então, vamos à pergunta que teima em não se calar: "Qual é o motivo de o corpo parlamentar elevar a idade de juiz do STF para se aposentar?" Respondo: impedir que Dilma Rousseff exerça plenamente seus direitos como a primeira mandatária do Brasil. 

A direita teme que a presidenta nomeie juízes progressistas, legalistas, constitucionalistas e que não sejam propensos a fazer política indevidamente, como sempre fizeram alguns juízes politicamente e ideologicamente conservadores, a exemplo de Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Luiz Fux e Marco Aurélio de Mello. Os juízes do "domínio do fato", fato este que jamais foi utilizado contra os políticos do PSDB, porque inimputáveis e blindados totalmente pelas barras dos tribunais e pela imprensa comercial e privada dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas. É dose para leão.

A PEC da Bengala tem o propósito de afrontar a presidenta Dilma Rousseff. A matéria não é importante e muito menos urgente. A direita brasileira é sorrateira e matreira, porque é capaz de até mexer na Constituição para se locupletar e se beneficiar. Foi esta mesma direita que comprou parlamentares para aprovar a reeleição de FHC — o Neoliberal I. Hoje, a oposição demotucana quer o fim da reeleição, porque, evidentemente, perderam as últimas quatro eleições. 

Os derrotados vivem nos tribunais a criminalizar o Governo Trabalhista e a judicializar a política, porque perdem no voto popular. Trata-se da direita da chicana, do terceiro turno e do ódio e do desprezo pelo Brasil. A PEC da Bengala é um conluio entre o STF e o Congresso conservadores. A democracia no Brasil se tornou de ocasião. É isso aí.

domingo, 1 de março de 2015

FHC é golpista, o PSDB é derrotado e a marcha de 15 de março é contra o Brasil

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


O tucano Fernando Henrique Cardoso é ex-presidente da República. Apesar de ser carioca, trata-se de um político do Estado de São Paulo, unidade da Federação conservadora, que historicamente e politicamente  sempre foi aliada dos interesses da burguesia bandeirante, da oligarquia rural e da plutocracia internacional.

FHC  — o Neoliberal I — reflete o que São Paulo sempre o foi e nunca deixou de sê-lo: a Primeira República, a República Velha ou a Politica do Café com Leite. Este político, que já "bebeu" da literatura de Karl Marx, hoje é a fina flor dos interesses das classes dominantes, do empresariado nacional e internacional e dos governantes das grandes potências do ocidente.

O grão-tucano, na verdade, pertence à corrente de pensamento conservadora, que defende a hegemonia de classe, a privatização do patrimônio público, o estado mínimo e a dependência máxima, porque quer ver o Brasil subordinado aos interesses estrangeiros. Saiu da esquerda para a direita, e hoje, lamentavelmente, apregoa um golpe político contra a presidenta trabalhista Dilma Rousseff, recém-eleita pela maioria dos eleitores brasileiros, em eleições livres, justas e democráticas.

A verdade é que o tucano que governou este País, no papel de caixeiro viajante e jamais como estadista, porque se recusa, tais quais ao PSDB e às "elites", a pensar o Brasil, nunca aceitou o sucesso do ex-presidente Lula na Presidência da República, ao sair o poder com 82% de aprovação popular, bem como requisitado por governos de inúmeros países para visitá-los e ser homenageado, como deve ser tratado um mandatário que mudou o Brasil para melhor, ao desenvolver seu mercado interno, criar mais de dez milhões de empregos e praticamente eliminar a fome e a miséria, além de ter sido o principal articulador do Brics, da Unasul e do Mercosul, a fazer com que o poderoso País sul-americano fosse respeitado em todo o planeta.

Por sua vez, Fernando Henrique Cardoso recusa a se recolher à sua própria insignificância política, porque se não fosse os magnatas bilionários de imprensa e seus feitores aboletados nos covis das redações das grandes mídias meramente de mercado, o PSDB e o Príncipe da Privataria não sairiam dos limites de São Paulo, o Estado conspirador, reacionário ao desenvolvimento do Brasil e de caráter e intenção separatista.

Blindado politicamente pelos barões da imprensa alienígena, FHC, malandramente e sorrateiramente, dá uma de João sem braço, apoia e fomenta o golpe institucional contra Dilma Rousseff, ao tempo em que aconselha aos membros do PSDB que, todavia, tal apoio não deve ser dado aos golpistas de 15 de março — a maioria coxinha udenista de classe média —, de forma oficial, mas, conforme o grão-caixeiro viajante, “Tem que ficar claro que nós apoiamos, mas não somos os promotores”.

FHC muito se parece com o ex-presidente Washington Luís, nascido no Estado do Rio de Janeiro, como o tucano, e igualmente adotado pela burguesia de São Paulo. O último presidente da República Velha foi derrotado pelas forças getulistas, juntamente com seu aliado, Júlio Prestes, que não conseguiu assumir a Presidência da República em 1930, porque o trabalhista gaúcho e líder de revolução, Getúlio Vargas, assumiu o poder, com o apoio da Paraíba e de Minas Gerais. Os mineiros se sentiram traídos por São Paulo, que não cumpriu o acordo de revesamento entre ambos. Na Primeira República, os dois estados eram hegemônicos, no que concerne a controlar o governo central.

Nos dias de hoje, percebe-se claramente que São Paulo e Minas, dos ex-governadores do PSDB, Aécio Neves e Antônio Anastasia, derrotados pelo PT nas eleições para governador em  2014, reviveram a República Velha, como se estivessem em 1932, uma tentativa de golpe de estado da burguesia paulista, depois transformado em marcha comemorativa anual, com a finalidade de relembrar o que a casa grande do estado bandeirante chama de "Revolução Constitucionalista". A resumir: todo ano a burguesia paulista comemora a derrota.

Contudo, a verdade é que tal evento bélico não passou de uma quartelada mais longa, cujo objetivo era retroceder à Era da Política do Café com Leite. A secessão golpista de propósitos elitistas foi sumariamente derrotada por Getúlio Vargas, e, consequentemente, a maior cidade da América Latina e uma das maiores do mundo, até os dias de hoje não tem uma única rua com o nome do estadista gaúcho responsável pelo Brasil moderno, por sua industrialização e pelas leis trabalhistas, que tiraram o trabalhador brasileiro da condição de semi-escravo.

Fernando Henrique — o presidente que entregou o Brasil — continua a velejar por mares bravios e a caminhar por veredas tortuosas, pelo simples fato de não ter quaisquer compromissos com o desenvolvimento deste grande País e muito menos com a emancipação do povo trabalhador brasileiro. Sua convicção de levar o País ao retrocesso é plena, e não deixa margem à dúvida daqueles que combatem suas ideias e preceitos derrotistas, colonizados e entreguistas.

FHC é o caboclo com os punhos de renda e ar pedante. Você pode vê-lo a um quilômetro de distância e sabe, sem conhecê-lo, que se trata de um coxinha de alto calibre social e pouca consciência prática e teórica sobre as questões brasileiras, porque, irrefragavelmente, o tucano, como a maioria dos que frequentam o campo da direita e são inquilinos da casa grande, recusam-se a pensar o Brasil, porque adotaram países estrangeiros como suas referências de sonhos de consumo e exibicionismo barato por se considerarem vips.

O maior traidor da Pátria de todos os tempos, o que vendeu 125 estatais a preço de banana, o que desempregou e não construiu escolas e universidades, o que não prendeu corruptos e corruptores, o que depredou a Petrobras e afundou a plataforma P-36, o que deixou o País às escuras por causa de um apagão de 18 meses, o que mente ser o criador do Real, sendo que o verdadeiro criador da moeda é o ex-presidente Itamar Franco, e o que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes é, sem sombra de dúvidas, o FHC. Ponto.

Neste momento de crise política, o tucano-mor, que se diz um democrata, junta-se aos golpistas de sempre, a exemplo da imprensa comercial e privada, e dos partidos de direita, dentre outros personagens inconformados com a quarta vitória do PT, para insuflar um golpe institucional, porque, realmente, recorrer aos militares não tem mais sentido e nem razão. Mas, se pudessem, o fariam, porque a direita não se preocupa em defender a democracia, pois sem ela vive muito bem, sente-se confortável, além de se beneficiar e manter, indefinidamente, o status quo, pelo qual eu não tenho o mínimo respeito.

O Príncipe Privata orientou seus "súditos" a estimular o impeachment contra a Dilma Rousseff, porém, sem participar diretamente do movimento golpista e antidemocrático, a ser realizado no dia 15 de março, a ter os coxinhas udenistas de classe média a fazer a claque e a carregar vassouras "janistas", porque eles são contra a corrupção e a "tudo o que está aí". Só não são contrários ao que diz respeito à corrupção dos tucanos do PSDB, do DEM (o pior partido do mundo) e do empresariado que apoia tal campo político-ideológico conservador.
  
O traidor da Pátria brasileira, que até os recém-nascidos e os idiotas sabem de quem se trata, também ouviu um de seus "súditos", igualmente golpista como ele: "Temos que estabelecer esse limite, ter esse cuidado. Não será iniciativa partidária" — ressaltou Aécio Neves, o tucano duplamente derrotado por Dilma Rousseff, no Brasil, e por Fernando Pimentel, em Minas Gerais.

Então, vamos à pergunta que não quer calar: "Como é que é, cara pálida?" Vamos ver se eu entendi: o Aécio Neves é derrotado, e em seu primeiro pronunciamento no Senado apregoa o golpe e não reconhece a vitória legítima de Dilma Rousseff nas urnas. Depois disso, a imprensa corrupta e de negócios privados faz coro com o tucano derrotado e inconformado, ao ponto de grande parte de seus escribas de opinião pregarem o golpe, de forma direta e também dissimulada.

Depois disso, atores da política se juntaram ao propósito de não deixar Dilma governar e passaram a pedir o impeachment. Álvaro Dias, Ronaldo Caiado, Carlos Sampaio, Aloysio Nunes (este diz que vai ao protesto de direita), Agripino Maia, Rodrigo Maia, José Carlos Aleluia, dentre outros, apostam no impeachment, como forma de a direita chegar ao poder antes das eleições de 2018, até porque Lula pode ser o candidato do PT. 

Depois desses fatos e realidades pró-impeachment que a direita criou, essa gente diz, no encontro realizado no iFHC, que tem de "haver limites e não oficializar seu apoio" ao impeachment de Dilma? O que é isto, camarada? Os demotucanos enfiam a mão na cumbuca e depois escondem a mão, porque ficou presa e não conseguem retirá-la. Como sempre em cima do muro, até para assumir a cumplicidade com a tentativa de golpe contra uma mandatária eleita.

Eles esquecem que o vice-presidente é do PMDB, que se diz legalista e constitucionalista, além de se verificar no Brasil que os movimentos sociais urbanos e rurais, as confederações de trabalhadores, os estudantes, grande parte da classe média que vota na esquerda, a OAB, a ABI, as Forças Armadas, dentre outros órgãos, entidades e instituições não vão permitir que um bando de tucanos emplumados dê uma de brucutu golpista e irresponsável.

A verdade é apenas esta: fazer passeata e protestar é permitido. Dar golpe de estado, não. Fernando Henrique — o Neoliberal I — é golpista, o PSDB é derrotado e a marcha de 15 de março é contra os interesses do Brasil. É isso aí.