sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A briga com Aécio Neves e a ameaça em rua do Rio de Janeiro

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre
 

Ano de 1988. À noite. Lanchonete Gordon. Leblon. Rio de Janeiro.

— Vou bater naquele cara ali. Ele falou umas coisas de uma pessoa que eu tinha relacionamento.

Olhei para meu interlocutor, que ao meu lado esperava seu pedido no balcão e, surpreso, não entendi nada.

— Em qual cara você vai bater?

— Aquele ali. Não gostei do que ele disse.

Novamente olhei para o rapaz vestido com uma jaqueta preta e de couro. Eu estava ainda meio confuso...

— O que ele fez pra você agredi-lo? Ele recentemente sofreu um acidente de automóvel, operou um dos olhos e está até com um curativo...

— Não interessa! Ele mexeu com uma pessoa que significa muito pra mim.

E partiu para a agressão física ao meu conhecido, acompanhado, lembro-me, de um parceiro, que depois fiquei sabendo que era seu primo.

O alvo da fúria de Aécio Neves recuou e saiu da lanchonete e pisou na calçada, com o deputado federal por Minas Gerais, mas morador do Rio de Janeiro, em seu encalce.

Interferi e o empurrei. Ele partiu para cima de mim e trocamos socos. 

A contenda não durou mais do que cinco minutos, mas foi intensa e terminou quando o primo dele o chamou da calçada para que os dois entrassem em um táxi abaixo de xingamentos por parte das pessoas que me acompanhavam depois que saímos de uma festa, em Copacabana, e resolvemos comer alguma coisa na Gordon, lanchonete antiga do Rio, que não existe mais.

A briga teve um motivo, evidentemente. E vou contar: o meu colega, pessoa que não tenho contato há mais de 26 anos, disse uma piada, a meu ver de mau gosto, e que redundou em agressões e xingamentos entre duas pessoas que nunca se viram — não se conheciam.

A “piada” era a seguinte: “Getúlio Vargas deveria, ao invés de ter dado ao Tancredo Neves sua caneta, ter dado o revólver”.

As pessoas presentes ouviram a frase, mas eu, por exemplo, não dei muita atenção, porque estava mais interessado em comer alguma coisa e depois ir para casa dormir, pois estava cansado.

Entretanto, Aécio Neves não ponderou nada, demonstrou uma agressividade muito além do que era necessária e não se importou se seu oponente estava com o olho ferido e operado por causa de um acidente grave de automóvel.

Alguns, certamente, afirmarão: “Então por que provoca?” Eu respondo: Porque não dimensionou ou ponderou o problema que poderia ser causado; quis ser espirituoso; todos, nós, éramos jovens e muitas vezes a razão é superada pela emoção ou vontade de agradar as pessoas.

O tempo passou e Aécio Neves, herdeiro de uma das oligarquias mais importantes e influentes de Minas Gerais e do Brasil, continuou em seu caminho político, no PSDB, partido que vendeu o Brasil e que sempre teve como prioridade governar para os ricos e, consequentemente, manter o status quo — o interesse maior do establishment, ou seja, dos que podem mais, dos que pretendem transformar o Estado em mantenedor de seus privilégios e benefícios, como sempre procederam as elites no decorrer dos séculos.

Aécio Neves tem de ser desconstruído e desmentido por representar o atraso social e o retrocesso econômico, bem como sua personalidade agressiva, como tem demonstrado no decorrer de sua vida, bem como em sua campanha eleitoral, ao afrontar com desrespeito a presidenta da República, chamando-a de “leviana” e “mentirosa”, para logo inverter e manipular os fatos e as realidades ao afirmar que Dilma e o PT o agridem, quando, na verdade, o que acontece é o inverso.

A campanha do PT deveria, sistematicamente, desmenti-lo e desmascará-lo, porque Aécio Neves é um playboy acostumado a mandar desde novo (aos 25 anos foi diretor da Caixa Econômica), mais do que qualquer tucano, pois desde cedo nunca dividiu o poder com seus correligionários, como acontece a exemplo dos membros do PSDB de São Paulo, que tem várias lideranças que se alternam no poder estadual e nas corridas presidenciais.

Aécio é perigoso, porque coloca em risco os programas sociais e os projetos que estão a ser efetivados no País pelos governos trabalhistas. O povo brasileiro e a classe média nunca tiveram acesso a tantos benefícios, como ocorreu nos últimos 12 anos. O PSDB é um partido predador e Aécio é o tigre da vez, pois já afirmou que vai efetivar medidas amargas e impopulares. Ou seja, ele vai fazer o que a direita sempre fez: tirar dos pobres e favorecer os ricos. Ponto!

O tucano mineiro tentou agredir uma pessoa ferida e recém-operada. Não importa se tal cidadão o tivesse provocado. Além do mais, Aécio era e ainda o é uma autoridade e quem tem poder deve sempre ponderar os fatos para ter calma em situações tensas e difíceis, o que não ocorreu com o Aécio jovem e até hoje não é a prática do senador temperamental e hoje com 54 anos. Detestei aquela noite de 1988, na lanchonete Gordon, e, em casa, adormeci aborrecido e triste, afinal não fui o responsável pela confusão.

AMEAÇA NA URCA

Ano de 2014. À noite. Ao sair de restaurante. Urca. Rio de Janeiro.

O Brasil perde de sete a um para a Alemanha, nas semifinais da Copa do Mundo. Vi o jogo, convidado por um amigo proprietário de um quiosque na praia do Leme, bairro aprazível, à beira mar e com suave cheiro de maresia.

Dia muito nublado. Tão plúmbeo, que os poucos raios de sol sucumbiam perante o breu das enormes nuvens.

Termina o jogo às 19 horas ou um pouco mais. Sinto fome e resolvo ir a um restaurante da Urca, talvez o melhor bairro do Rio, banhado pelas águas da baía da Guanabara, margeado pela mata atlântica e com o majestoso Pão de Açúcar a sombrear as casas e as lindas paisagens de tão tranquilo e tradicional bairro carioca.

Entro em um dos dois ou três bares e restaurantes próximos ao histórico prédio onde funcionou a extinta TV Tupi e anteriormente o famoso Cassino da Urca, onde o empresário gaúcho, Carlos Machado, o rei da noite nas décadas de 1940 e 1950, realizava seus shows e atrações com os melhores atores e cantores daquela época quando o Rio de Janeiro estava em seu auge, além de ser a capital da República.

De repente, o prenúncio de chuva que verifiquei no Leme se torna realidade. Cai um tremendo temporal. Chuva para valer, ao ponto de a rua onde eu estava se transformar em um rio. Saio do restaurante e caminho pela calçada protegido pela marquise.

Paro em frente ao último restaurante, que fica próximo à esquina. Tento falar ao celular para pedir um táxi. A chuva repica intensamente no asfalto e o vento move com força os galhos das árvores. Um deles é arrancado do tronco de uma amendoeira. Eu estou sozinho e percebo que meu celular está com a bateria descarregada.

Olho para o relógio: 20h35. Da calçada, vejo um funcionário do restaurante. Pergunto a ele se poderia fazer o favor de chamar um táxi para mim. Estou cansado e a chuva é intensa e começa a esfriar.

O rapaz diz que recebeu uma ordem da gerência para não atender pedidos como esses. Eu o escuto e quando reinicio a caminhada para encontrar um táxi, um homem branco, alto, forte e com cerca de 38 a 40 anos surge na porta do restaurante e me diz as seguintes palavras:

— Ei! Eu sei quem é você, mas você não me conhece...

— Quero lhe dizer uma coisa: se você falar mal e continuar a falar mal do PSDB eu vou te matar de porrada!

— Você tá entendendo?

Seus olhos eram castanhos escuros e vidrados de ódio — de fúria. Da porta do restaurante, ele me olhava de cima para baixo, pois eu me encontrava na calçada.

E prosseguiu:

— Vou te matar de porrada! Pare de falar do PSDB! Está avisado!

O brucutu, com perfil e ares de fascista, não se importou se eu sou um senhor, com cerca de 15 a 18 anos mais velho do que ele.
Respondi:

— Olhe, eu não te conheço e acho um absurdo o que você está a me dizer. Se você me agredir, eu terei de ir a uma delegacia e te denunciar...

Ele me interrompe:

— Está avisado!

Respondo:

— Então é melhor você me matar, porque o que você está a fazer vai se tornar um problema muito sério. Não sou sozinho no mundo... Você não tem esse direito!

TEMPORAL INUNDA A RUA. À FRENTE O CASSINO DA URCA TAMBÉM EX-TV TUPI

O homem cheio de ódio e falta de discernimento sobre o que é cidadania e o direito de as pessoas livremente se expressar, como é o meu caso, olha para mim com desprezo, desdém e fúria, para logo encerrar o assunto como se ele fosse o dono da verdade e do direito à vida, e, por conseguinte, ameaçar as pessoas de morte.

Nunca, em toda minha vida, ameacei quem pensa diferente de mim sobre quaisquer assuntos ou temas ou teses. Ainda mais nesses termos absolutamente desumanos, opressores e fascistóides. O ódio é o irmão siamês da demência política e ideológica, cujos hospedeiros são os fundamentalistas da intolerância e da violência. É isso aí.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Aécio é o retrocesso e o atraso — Marina é o Prometeu da política



Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre


  
A campanha à Presidência da República de Aécio Neves, senador e candidato do PSDB, partido à direita do espectro ideológico, resumi-se a uma coletânea de mentiras e meias verdades, que, seguramente assombram as pessoas que conhecem seu passado político e a forma como ele administrou o Estado de Minas Gerais, a terceira unidade mais poderosa da Federação.

Se não, vejamos: se Aécio fosse um político em que atualmente a população mineira confiasse, teria, evidentemente, votado em seu candidato Pimenta da Veiga. O tucano foi derrotado pelo petista Fernando Pimentel, que venceu as eleições ainda no primeiro turno, a fazer com que os marqueteiros de sua campanha apelassem fortemente para a veiculação do caso da Petrobras, com a intenção de engessar o debate político e se dedicar somente a um assunto: a corrupção.

Certamente que esta “canção” de uma nota só é o que apenas interessa a um grupo político que não tem proposta de governo e muito menos projeto de País. Isto acontece porque a direita não se preocupa com o social, com as condições de vida das pessoas, além de se recusar a pensar o País.   

Os grupos economicamente conservadores, e, politicamente reacionários, tem aversão em pensar sobre as questões brasileiras, simplesmente porque o propósito deles se resume a apenas ter lucros, seja quando e aonde for.    

Certamente, quem acredita em Aécio são as pessoas de fora de Minas, que não conhecem a administração fracassada do atual governador, Antonio Anastasia, homem de confiança do senador tucano e que governou para os ricos, a tal ponto de os mineiros lhes darem um retumbante não, o que demonstra o quanto as pessoas que o conhecem não confiam mais no PSDB das Alterosas.

Que negócio é esse de nova política, que a candidata derrotada do PSB/Rede, Marina Silva, tanto propaga? Política é política. Ponto! Política se faz com partidos, a respeitar o jogo democrático e a Constituição, bem como se constroem e se concretizam alianças e blocos partidários, cujo propósito das candidaturas, no caso das eleições presidenciais, é formar uma bancada forte para que a maioria dos deputados e senadores eleitos aprove, no Congresso, os projetos e programas apresentados pelo presidente da República, em nome dos eleitores que, soberanamente, o elegeu.

O resto é palhaçada(!), como diziam alguns colegas dos meus tempos de segundo grau e universidade quando consideravam alguma ação ou conduta insensata, surreal ou irracional. Marina, aquela que troca de partido como troca de camisa, é pródiga em dar uma de joão-sem-braço. Que nova política é essa que Marina Silva tanto apregoa, sendo que seu programa de Governo apresentado aos brasileiros não passa de uma cópia dos programas neoliberais da época do PSDB no poder?

Os tempos terríveis, lúgubres e sem esperança de Fernando Henrique Cardoso — o Príncipe Neoliberal I —, aquele que vendeu o Brasil e mesmo assim foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. O FHC que deseja retornar ao poder por intermédio de seu alter ego, o playboy do high society carioca.

Aécio Neves que, certamente, vai implementar a política econômica liberalizante para os estrangeiros, os grandes empresários, os banqueiros, e, por sua vez, limitar fortemente os investimentos em programas sociais, bem como minguar as obras de infraestrutura. Construções que garantem os empregos, a obedecer às receitas do FMI, conhecidíssimas dos brasileiros e dos latinos americanos.

Receitas vampirescas que sugam o esforço laboral dos trabalhadores de todas as nações e que neste momento arrebentam com as economias de mais da metade da Europa, bem como estigmatizam seus povos, que tem de procurar a sobrevivência por meio da imigração, às centenas de milhares de pessoas. Não há nada mais doloroso e humilhante quando um cidadão tem de sair de sua terra, do seu país por necessidade e não por opção.  

Voltemos à Marina. A Sonhática matou seu passado de lutas. Não satisfeita, realizou o velório; depois acompanhou o féretro, e, logo a seguir, o enterrou a sete palmos da superfície da terra. Agora, como tal o é sua personalidade dúbia e quase histriônica, Marina volta a dissimular e mal consegue explicar sua guinada espetacular à direita e por isso, esperta que é, recorre à sua retórica barroca, mas estéril, pois desprovida de conteúdo e significado.

Marina Silva sucumbiu ao canto da sereia e ao seu rancor, mágoa e raiva, porque foi cooptada pelos conservadores, sem volta e, com efeito, definitivamente. A Sonhática nunca aceitou ser preterida por Lula, que optou pela candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.

O líder trabalhista percebeu que Marina, no cargo de ministra do Meio Ambiente, mudou de lado e abraçou teses e causas contrárias aos programas de Governo do PT ratificados pelas urnas. Marina se aliou a partidos de direita, a ONGs e a governos estrangeiros e prejudicou, o quanto pôde, os interesses do Brasil, muitos deles estratégicos. Ao perceber que poderia ser demitida, Marina se antecipou e saiu do Governo e, logo após, do PT.   

Ela se transformou em o Prometeu da política brasileira, cujo fígado pertence à ave de rapina, ou seja, à direita — ao establishment. A Sonhática deu vazão ao seu livre arbítrio de trair, não somente seus antigos correligionários, mas, sobretudo, à sua ideologia, aos seus valores e princípios políticos edificados desde os tempos do seringueiro e sindicalista Chico Mendes, cuja memória ela traiu também nessas eleições.

Aécio é outro que tenta convencer a população brasileira como se ele fosse o novo, o moderno e, o mais incrível, a “mudança”. Inaceitável! Como um político tucano que fala em choque de gestão e tem como principal conselheiro o banqueiro Armínio Fraga, que, ao sair do Governo FHC, os juros atingiram os incríveis 45% pode se considerar um agente da mudança? É surreal!

Fraga já deu inúmeras declarações que, no poder, vai efetivar medidas amargas e impopulares, com a aquiescência, é claro, de Aécio Neves. O burocrata chegou dizer que o salário mínimo era alto. Seria cômico se não fossem trágicos e ridículos seus pronunciamentos. Ele disse tudo o que os banqueiros e os rentistas querem ouvir.

O porta-voz dos banqueiros foi ainda mais além, ao verbalizar a intenção de fazer com que o BNDES diminua seus financiamentos e empréstimos, porque garantiu que o poderoso banco de fomento não vai mais emprestar, por exemplo, à Petrobras e às grandes empresas, pois Armínio Fraga quer que esses setores solicitem empréstimos e financiamentos aos bancos privados, que passarão a receber mais dinheiro do que já ganham em detrimento do Estado brasileiro.

São palavras inacreditáveis, mas são verdadeiras e pronunciadas por um tecnocrata desprovido de qualquer sensibilidade social e que pretende cortar investimentos e subsídios, pois a direita partidária e as castas elitistas consideram o desenvolvimento social dos povos uma perda de tempo, conquanto, evidentemente, seus grupos se locupletem no decorrer de uma vida inteira, como verdadeiros nababos e paxás. Fraga no Banco Central é a raposa no galinheiro.

Aliás, as palavras do tecnocrata e banqueiro são tudo o que o FMI e o Bird desejam e querem ouvir. E esta é a política econômica, financeira e contábil do senhor Armínio Fraga, ou seja, a política dedicada e favorável aos negócios privados e aos interesses dos países desenvolvidos, os mesmos que promovem e financiam as guerras em todo o planeta.

Aécio Neves é o “neolibelê” mais novo, cara pálida! Porque o mais velho é sempre escondido dos programas eleitorais do PSDB. Talvez FHC até apareça na televisão no fim da campanha. Fernando Henrique prejudicou o País e seus áulicos passaram dos limites, pois administraram com a finalidade de lesar a Pátria Brasil.

Somente quem saiu de um coma profundo; ou é um ser alienado e sem a compreensão da história e das realidades que se apresentam; ou é cínico ao tempo que hipócrita e não percebe que o sistema de capitais, em âmbito mundial, quer o modelo de rapina e exploração de volta, por meio da vitória dos tucanos, aposta e acredita que um político, que comanda a oligarquia mineira, uma das mais atrasadas e reacionárias do mundo, possa dar continuidade às conquistas materiais e sociais do povo brasileiro nos últimos 12 anos.

Não tem como o PSDB dar continuidade aos modelos desenvolvimentistas efetivados pelo PT e que mudou o Brasil para sempre ao melhorar nitidamente as condições de vida dos cidadãos. O povo sabe disso. Compreende, pois sofrido, tornou-se sábio e prudente. Quem não sabe dessas coisas da vida é a classe média, que adere aos ricos, sem, contudo, participar ou ser convidada para seus regabofes, comezainas e patuscadas.

A classe média foi muito beneficiada pelos governos petistas de essências trabalhistas, pois dedicados aos interesses mais legítimos do Brasil, a exemplo da lei que dispõe sobre o modelo de partilha para o pré-sal, dentre muitas outras questões estratégicas e de interesse dos brasileiros. A desconstrução de Aécio Neves se dá por ele mesmo. E por quê? Porque o tucano representa o passado terrível que o PSDB e os governos de FHC impuseram à brava gente brasileira.

Aécio Neves — o Neoliberal II — é o alter ego do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Príncipe Neoliberal I — e representa o retrocesso e o atraso. Marina Silva — a Sonhática — significa a morte de seu passado político e o desejo irresistível e deslumbrado de ingressar no clube privê dos burgueses. Vamos ver, com o tempo, se eles, de fato, a aceitam. É isso aí.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Aécio, pesquisas, corrupção e mar de lama da imprensa

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre

As classes dominantes brasileiras, à frente as famiglias donas de verdadeiros protetorados midiáticos, sempre tiveram DNA golpista. Essa gente sempre quis subordinar o Estado brasileiro aos seus ditames e interesses, além de lutar para que o Brasil continue a seu bel-prazer na condição de um País dependente, a reboque dos países ditos desenvolvidos e a atender aos interesses do establishment internacional, principalmente no que diz respeito a políticas econômicas que favoreçam os banqueiros nacionais e internacionais.
Ao privilegiar os banqueiros, privilegia-se todos os grandes segmentos e setores empresariais, rurais e urbanos, que vão ser premiados com o ressurgimento do neoliberalismo, derrotado há mais de dez anos pelas urnas do Brasil e de muitos países da América Latina. Nações que, no decorrer de quase 30 anos, tiveram o dissabor de terem suas economias levadas à falência e, consequentemente, seus povos desempregados.
A verdade é que atender aos interesses de castas privilegiadas e de governos de carácteres imperialistas era a tônica, pois a ordem obedecida na prática, a partir do Consenso de Washington de 1989. O desenvolvimento de uma estratégia antinacional e abraçada com fervor pelo governante entreguista, Fernando Henrique Cardoso, que governou como um caixeiro viajante, porque vendeu o patrimônio do Brasil irresponsavelmente, a cometer crimes de lesa-pátria.
Com efeito, ainda alinhou automaticamente a diplomacia brasileira aos interesses dos Estados Unidos e dos países grandes da Europa Ocidental, bem como efetivou uma política externa de dependência, vergonhosamente conhecida como a "Diplomacia do Tirar os Sapatos", tão dedicadamente efetivada pelo chanceler tucano, Celso Lafer. O diplomata certa vez, em 2002, esteve oficialmente nos Estados Unidos e teve de se submeter a tirar os sapatos em aeroporto de Miami. A submissão em toda sua essência e a subserviência em toda sua plenitude. Realmente, tal espírito subalterno simbolizou, inapelavelmente, a Era FHC.
Agora, neste exato momento, o PT e a candidata, Dilma Rousseff, estão a sofrer uma avalanche de intrigas, mentiras, acusações, calúnias, injúrias e difamações veiculadas, sistematicamente, pelas mídias de mercado, a ter à frente desses canhões midiáticos privados as famílias Marinho, Frias, Mesquita, Civita e Sirotsky, além dos Diários Associados, cujos principais jornais do grupo empresarial conservador e de passado golpista são o Estado de Minas e o Correio Braziliense.
São esses magnatas bilionários de imprensa que se beneficiam, inclusive, com concessões públicas para terem no ar suas televisões. São eles os verdadeiros porta-vozes do golpe no Brasil, com ramificações robustas e influentes no exterior. Esses megaempresários são os propagadores da crise, do que eles matreiramente e inescrupulosamente chamam de "mar de lama". A resumir: a crise tem nome, e o nome dela é imprensa familiar — a de negócios privados.
O "Mar de Lama Midiático", que levou Getúlio Vargas à morte; que foi o combustível do golpe de Estado sofrido por João Goulart; que humilhou Juscelino Kubitschek, ao ponto de ele ter de se apresentar ciclicamente para um oficial subalterno; e que insistiu em afogar em suas águas turvas o trabalhista Leonel Brizola até o ano de sua morte, em 2004. Sem, no entanto, conseguir.
Sem ter um mínimo de ética e isenção jornalística, a grande imprensa, herdeira da escravidão, de extrema direita e golpista por convicção, pois aposta na vitória eleitoral do candidato do PSDB, Aécio Neves, toma, inadvertidamente, a frente do processo eleitoral. Além disso, a imprensa alienígena conta com a cooperação de setores direitistas e golpistas do Judiciário e da Polícia Federal, para publicar declarações gravadas de um ladrão, que roubou a Petrobras, bem como as de um doleiro, mequetrefe e rastaquera, mais conhecido no Brasil do que nota de dois reais.
Doleiro que sempre teve relações próximas, carnais, com os tucanos, inclusive em escândalos financeiros e administrativos. Contudo, a imprensa meramente mercantil se "esquece" desses fatos e passa a tratar as declarações de criminosos presos como se fossem as mais inquestionáveis verdades, sendo que sem quaisquer provas, como comprovam as matérias de revistas a serviço do PSDB, como a Época e a Veja, bem como os jornais da Globo, da Globo News, da Bandeirantes e do SBT.
Um absurdo, que somente acontece no Brasil porque os presidentes Lula e Dilma, apesar de suas popularidades, nunca tiveram disposição para efetivar o marco regulatório, a fim de regular e regulamentar o setor midiático. Ou seja, o País que tem uma das Constituições mais avançadas e progressistas do mundo, incrivelmente, não tem uma Lei dos Meios, como, por exemplo, tem os Estados Unidos, a França, a Alemanha, a Inglaterra e a nossa vizinha Argentina. Ponto!
Declarações retiradas propositalmente de um contexto mais amplo, mas suficientes para causar confusão e dúvida junto ao público, que ora se prepara para votar no dia 26 de outubro. Trata-se de homens presos pela Polícia Federal no Governo Dilma, ou seja, do PT, e que estão a ser usados eleitoralmente por policiais federais e juízes, que vazam depoimentos e assim cooperam com o PSDB e sua porta-voz: a imprensa corporativa e monopolista. A mídia privada dominada por meia dúzia de famílias que odeiam o Brasil, mas que jamais vão abrir mão de ganharem tanto dinheiro nessas terras tupiniquins, que sempre multiplicaram seus bilionários negócios.
É acinte e atentado à democracia, ao processo eleitoral e à Constituição o golpe midiático às vésperas das eleições. Não são toleráveis, em hipótese alguma, as atividades políticas indiscutivelmente eleitoreiras das famílias midiáticas e de seus empregados, que conseguem ser piores do que seus patrões. Um absurdo, que deveria ser duramente questionado pelos STF, PGR, TSE e OAB.
A luta para derrotar o PT, o maior, o mais orgânico e importante partido da história deste País está a alcançar as raias da loucura, a ter como prática crimes como o vazamento de delações (premiadas) de ladrões que foram presos em governo petista. Prisões que não aconteciam em governos tucanos, porque tudo era jogado para debaixo do tapete, bem como o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, era chamado de engavetador-geral, a começar pelo megaescândalo de compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, grão-tucano conhecido também como Príncipe Neoliberal I ou Príncipe da Privataria, conforme livro elucidativo e de grande sucesso de vendas no Brasil.
O candidato do PSDB, Aécio Neves, está a ser ajudado pelas pesquisas, que são manipuladas, sendo que somente as pesquisas do Ibope e do Datafolha são publicadas na Rede Globo. Os outros institutos não tem vez. Seus números e índices não são mostrados na televisão dos Marinho e de seus sócios, porque somente há espaço para os dois institutos citados, que, com o acesso à maior televisão comercial do Brasil, passaram também a monopolizar as pesquisas, como o fazem todos os donos de oligopólios. Mais um cartel. Simplesmente.
O jornalista Marcelo Migliaccio, editor do Blog Rio Acima, que foi diretor do Jornal do Brasil e trabalhou na Folha, no Globo, no Estadão e no Correio Braziliense, afirmou, com correção e de forma pontual, que a "mesma tática {manipulação} do primeiro turno está sendo usada nas primeiras pesquisas divulgadas para o segundo turno, porque os institutos dão "empate técnico", mas com Aécio dois pontos à frente de Dilma. Pegam Dilma pelo mínimo da margem de erro e Aécio, pelo máximo".
O jornalista complementou: "O objetivo é criar uma falsa sensação de que Aécio está na frente. Uma onda fictícia que possa contagiar os incautos, os alienados, os egoístas e os mal intencionados. Só um completo idiota acredita que a diferença de 8,4 milhões de votos foi tirada em dois dias. No dia 23 de setembro, a projeção de segundo turno entre Dilma e Aécio, segundo o Ibope, dava a presidente com dez pontos de vantagem. Como agora, menos de duas semanas depois, ela está dois pontos atrás? Será que a cabeça das pessoas muda mesmo com tanta rapidez? Ou é mais um conto do vigário pra influenciar você?" — finaliza Migliaccio.
Como se observa, a manipulação midiática praticamente se institucionalizou. O PT sempre teve sérios problemas de comunicação para chegar à população, que somente tem acesso à informação sobre o que está a ser realizado nos últimos 12 anos de quatro em quatro anos, quando o PT e o Governo Trabalhista conseguem mostrar os avanços e as conquistas do povo brasileiro, por intermédio da propaganda eleitoral. Mesmo assim, grupos mercantilistas como as Organizações(?) Globo fazem campanha contra o horário eleitoral e também contra a Voz do Brasil.
Dilma Rousseff tem enormes chances de vencer mais uma eleição presidencial e ser reeleita. Mas nunca, de forma alguma, eu vi o sistema midiático, eterno propagador do "mar de lama" desde os tempos de Getúlio Vargas perder totalmente a compostura e assumir de vez o lugar da oposição partidária de direita, em uma campanha sórdida e sem preocupação com a realidade dos fatos e com a credibilidade da informação.

A verdade é que o PSDB e seus congêneres estão tutelados e, como pintos, protegem-se nas asas da grande imprensa de negócios privados e aliada dos interesses dos governos dos países ricos. Dilma vence, mas tomara que a lição tenha sido aprendida pelo PT. Marco regulatório para os meios de comunicação já! Aécio Neves e o PSDB representam o retrocesso econômico e o atraso social. Ele é tucano e como tal vai proceder. É isso aí.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A desconstrução de Aécio Neves — A verdade vence a mentira


Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre
 
Aécio é o alter ego de FHC. Poder-se-ia dizer que ele é o Neoliberal II.
O candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, nunca foi um político talentoso. Porém, a vida o bafejou com a sorte, pois filho de uma oligarquia mineira tradicional, cujo ícone político é Tancredo Neves, homem que militou na política brasileira por mais de 50 anos e que participou efetivamente da redemocratização do Brasil, após 21 anos de ditadura militar.
Por seu turno, causava estranheza a muita gente, e hoje não mais, a total dissociação do tucano chamado por muitos de playboy, com a trajetória de Tancredo — o seu avô. O veterano político mineiro, que hoje faz parte da história, sempre esteve no lado da legalidade constitucional e institucional, bem como foi correligionário e homem de confiança de presidentes trabalhistas, a exemplo de Getúlio Vargas e João Goulart.
Tancredo Neves sofreu com a mão pesada da direita brasileira empresarial e militar, que, em 1964, conquistou o poder presidencial por intermédio de uma quartelada, que ocasionou dura repressão política e social, exemplificada em censura, perseguições, demissões, prisões, exílios, tortura e mortes.
O líder de Minas, apesar de ser politicamente moderado, um político de centro, nunca se acumpliciou com a ditadura, bem como jamais se aliou às causas da direita nacional, de alma colonizada e entreguista, que sempre conspirou contra os mandatários trabalhistas, a ter como norte os interesses dos Estados Unidos e dos países hegemônicos da Europa Ocidental.
Aécio Neves se tornou o herdeiro do espólio político de Tancredo Neves. Recebeu as chaves da política mineira e começou sua carreira, aos 25 anos, como um dos diretores da Caixa Econômica Federal (CEF). Um bom início para um jovem, sem experiência, mas que já vislumbrava um futuro político promissor, pois nascido em uma oligarquia, que já há algum tempo se tornou por demais conservadora.
O mineiro tem sangue tucano e seu programa de governo é voltado, sem sombra de dúvida, aos interesses das classes dominantes e dos grandes empresários nacionais e internacionais. Aécio Neves é o candidato da direita. Ponto! E o PT tem de mostrar esta realidade sem vacilar. Tem de ficar claro qual é o lado do político elitista do PSDB, o partido da burguesia e da pequena burguesia (classe média), que tem como meta implementar no Brasil uma política econômica e social neoliberal.
A mesma política que levou os países latino-americanos à bancarrota, além de causar desemprego em massa, pois a lógica perversa dos partidos direitistas é governar para poucos e, consequentemente, favorecer as consideradas “elites” com benefícios e privilégios, principalmente os governamentais. Afinal, sabemos que quando um governo tira da maioria a intenção é privilegiar uma casta social — a casta dos “bem-nascidos”. E é exatamente que os ricos e a classe média, ridiculamente com a mentalidade dos ricos, querem para o Brasil, com a ascensão de Aécio Neves no papel de presidente da República.
O PT e sua candidata, Dilma Rousseff, tem de desconstruir o tucano Aécio Neves, assim como o fez com Marina Silva, que ao apregoar a “nova política” ficou desnuda, pois seu programa de governo não coadunava com essa tal de nova política, porque conservador ao dar ênfase aos interesses do mercado financeiro, além de contrário à política externa brasileira não alinhada aos Estados Unidos e à União Europeia, bem como perigosamente questionadora de obras de infraestrutura da grandeza das hidrelétricas de Belomonte e Jirau, da transposição do Rio São Francisco e do regime de partilha aprovado para o Pré-Sal pelo Congresso Nacional, que determina que 70% dos recursos sejam destinados à educação e 30% à saúde.
Com efeito, Marina Silva afirmou ainda que o Banco Central se tornaria independente, se ela fosse eleita. Como assim, cara-pálida? O Banco Central em um governo Marina se mudaria para a Praça dos Três Poderes? Então, o BC seria o quarto poder, apesar dessa suposta realidade não constar na Constituição de 1988?
E foi com essas indagações que Dilma Rousseff combateu, nos debates, essa proposta matreira, ladina, contrária aos interesses do Brasil, que tinha por finalidade entregar a política cambial e de juros aos bancos privados nacionais e internacionais. Não é à toa que uma das principais assessoras de Marina é a banqueira Neca Setúbal — herdeira do Banco Itaú.
Marina foi desconstruída e agora quem tem de ser também desconstruído e desmentido, porque mente sobre fatos e realidades para dar suas versões que não condizem com a verdade é o candidato tucano e de direita, Aécio Neves. Tal político conservador e do PSDB tem de ser mostrado no horário eleitoral e nos debates como ele realmente o é.
A resumir: um agente político dos interesses das “elites” brasileiras e de uma classe média colonizada e tutelada, que odeia o Brasil, bem como ficou inconformada com a ascensão social dos pobres, por motivos torpes, pois portadora de graves preconceitos, como o de classe, o racial e o de origem. A pequena burguesia, que não é classe, tornou-se mais reacionária do que os ricos — os seus patrões. O nome disso é ideologia.
Aécio Neves tem de ser demolido politicamente, porque mente quando se autoproclama como o candidato da “mudança”. Agora a pergunta que teima em não se calar: Como pode um político do PSDB, de direita, pertencente realmente ao high society carioca e mineiro, cujo programa de governo é praticamente a mesma proposta de Marina Silva, considera-se um político que vai fazer mudanças?
Respondo: Só se a tal “mudança” for para pior. O seu futuro ministro da Fazenda, Armínio Fraga, já anunciou, há tempos, que vai ter de efetivar medidas amargas, impopulares, inclusive a mexer no salário mínimo, que nos governos petistas se tornou uma questão de estado e não meramente monetária. A política salarial do PT, que está paulatinamente a recuperar seu poder de compra, a fazer também, juntamente com o Bolsa Família, que o mercado interno brasileiro se fortaleça e, consequentemente, debele o desemprego e movimente a roda da economia.
Só quem não enxerga isso são as pessoas reacionárias e que não desejam o desenvolvimento do Brasil e o crescimento social dos indivíduos mais pobres. É o caso de Aécio Neves e seu programa de governo nefasto e prejudicial aos interesses do povo brasileiro. Por isto e por causa disto, Aécio tem de ser desconstruído como o foi Marina Silva. Ponto! Não tem como Dilma Rousseff ter alguma dúvida, pois está em jogo um projeto de País nacionalista, dedicado ao povo e que propiciou, sobretudo, a melhoria na qualidade de vida do povo brasileiro. Só não percebe quem não quer, ou é de direita ou da extrema esquerda cega, e, inconsequente, faz o jogo malévolo da direita.
Existe o mal e o bem, sim. O PT não é um partido de santos, mas, sim, de homens e mulheres. A agremiação trabalhista e socialista incorre em erros e acertos, mas, sem sombra de dúvida, combateu a corrupção como nunca foi feito neste País e gerou, espetacularmente, emprego e renda, ou seja, desenvolvimento social e igualdade de oportunidades, exemplificados no Pronatec, no Fies, no ProUni, no Enem, no Bolsa Família e no aquecimento da economia por meio de milhares de obras de infraestrutura e dos programas Minha Casa, Minha Vida e Luz para Todos. Aonde tem luz, há ideias; e aonde tem ideias acontece o desenvolvimento. Esta é a verdade. O resto é descompromisso das classes sociais abastadas e de sua porta-voz, a imprensa de mercado e corporativa.
Então, dito isto, vamos à desconstrução de um político representante das elites, chamado Aécio Neves, conforme notícias veiculadas por diferentes meios de comunicação:
CENSURA

1- Censurou parte da imprensa mineira, que ousou denunciar esquemas de corrupção quando governador de MG;

2- Tentou censurar o Google, o Yahoo! e o Bing, pois moveu um processo para a retirada de links relacionados ao uso de drogas e ao desvio de verbas da Saúde;

3- Mandou demitir um diretor da Globo de Minas Gerais após três reportagens que desagradaram-lhes;

4- Não gosta de ser investigado. Em dez anos, ele e seu sucessor, Antônio Anastásia, só permitiram três CPI em Minas Gerais. Mais de setenta foram barradas na Assembleia Legislativa;


http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1425228-justica-nega-pedido-de-aecio-para-bloquear-buscas-na-internet.shtml

http://www.midiaindependente.org/pt/red/2003/09/262572.shtml

CORRUPÇÃO QUANDO FOI GOVERNADOR DE MINAS GERAIS

5- Foi processado por desviar R$ 4,3 bilhões da Saúde;

6- Construiu cinco aeroportos em cidades com menos de 25 mil habitantes, no entorno de sua fazenda;

7- Um dos aeroportos custou R$ 14 milhões, e fica na fazenda de seu tio, no município de Cláudio;

8- Pagou R$ 56 mil ao ex-ministro do STF, Ayres Britto, para arquivar a investigação de ilegalidade, no aeroporto na fazenda de seu tio;

9- Quando governador desapropriou um terreno de seu tio-avô, no valor de R$ 1 milhão. Posteriormente, o Estado mineiro pagou a ele uma indenização superfaturada de R$ 20 milhões;

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/aecio-neves-sera-julgado-por-desvio-de-r43-bilhoes-da-saude-2.html

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1488587-governo-de-minas-fez-aeroporto-em-terreno-de-tio-de-aecio.shtml

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/governo-de-aecio-fez-aeroporto-particular-de-r-14-milhoes

http://noticias.r7.com/minas-gerais/governo-de-minas-pode-pagar-r-34-milhoes-por-terreno-de-tio-avo-de-aecio-26072014

INFRINGINDO A LEI

10- Apesar de declarar apenas R$ 100 mil em bens, sua rádio tem uma frota de carros de luxo e de passeio no valor de mais de R$ 1 milhão;
11- Foi pego pela polícia dirigindo o carro de sua rádio, um Land Rover, no valor de R$ 192 mil. O pior: estava embriagado e se recusou a fazer o teste do bafômetro;

12- Troca de favores ou compra de votos. Quando governador contratou 98 mil servidores públicos sem concurso e de maneira ilegal;

13- Nepotismo. Com apenas 25 anos foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal (CEF) por seu primo, o então ministro da Fazenda Francisco Neves Dornelles;

http://www.viomundo.com.br/politica/a-estranha-frota-de-luxo-da-radio-de-aecio-neves.html

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/04/aecio-neves-tem-habilitacao-apreendida-em-blitz-da-lei-seca-no-rio.html

http://noticias.r7.com/minas-gerais/stf-determina-dispensa-de-98-mil-servidores-da-educacao-em-minas-efetivados-sem-concurso-26032014


EDUCAÇÃO E SAÚDE


14- Durante seu governo, Minas Gerais passou a pagar o piso salarial mais baixo do Brasil a professores;

15- Aliás, o piso é mais baixo do que o permitido pela lei do piso salarial de professores, e, portanto, ilegal;

16- Diminuiu o salário-base dos médicos em Minas para apenas R$ 1.050 — o segundo mais baixo do Brasil;

17- Quando governador de Minas Gerais pagou com dinheiro do Estado uma dívida da Rede Globo de US$ 269 milhões referente à compra da Light;

http://www.viomundo.com.br/denuncias/professores-de-minas-publicam-contracheques-para-provar-que-estado-e-psdb.html

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_governo_mineiro_e_a_globo


http://tijolaco.com.br/blog/?p=19821

ECONOMIA

18- Em 2013 quando Dilma anunciou redução de 20% na conta de luz, os tucanos de Minas se posicionaram contra. Pediram um aumento de 30%. Ao invés de a conta baixar, subiu 14,76% ( foi o que a Aneel aprovou);

19- Ele e seu sucessor, Anastásia, fizeram a dívida de Minas crescer 127% em 11 anos;

http://www.pautandominas.com.br/en/May2013/minas_gerais/494/CEMIG-aumenta-conta-de-luz-e-tenta-jogar-a-culpa-no-governo-federal.htm

http://www.blogdojoseprata.com.br/detalhe-noticia/minas-dos-tucanos-inseguranca-reajuste-da-luz-baixo-crescimento-lei-1002007-endividamento-origem-do-mensalao-


MENSALÃO DO PSDB É PROTEGIDO PELA IMPRENSA FAMILIAR

20-  Um dos réus do mensalão do PSDB é seu assessor. O publicitário Eduardo Guedes, acusado de desviar R$ 3,5 milhões para a empresa de Marcos Valério;

21- Aécio é correligionário e aliado político do réu mais famoso e mentor do mensalão do PSDB, além de seu antecessor no governo de Minas Gerais, o ex-governador Eduardo Azeredo;

22- Seu primo, Rogério Lanza Tolentino, era o braço direito de Marcos Valério e foi condenado por lavagem de dinheiro em Minas;

23- Seu outro primo, Tancredo Aladin Rocha Tolentino, foi preso por vender sentenças judiciais. A Globo e a imprensa de mercado em geral se calaram;

24- Por falar em sentença, conseguiu um mandado de busca e apreensão para que a polícia invadisse o apartamento de uma jornalista. Computador, HD externo, CDS e celular foram apreendidos.

25- IMPORTANTE: inquérito aberto em 2005 para investigar contratos do governo tucano de Aécio Neves (2003/2006) com as agências de publicidade de Marcos Valério está parado nas gavetas do Ministério Público mineiro.

26- O Mensalão do PSDB completa este ano dez anos sem ser julgado. A imprensa de negócios privados e o Judiciário se calam, não ouvem e não enxergam, porque são mudos, surdos e cegos;

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/assessor-de-confianca-de-aecio-e-reu-do-mensalao-mineiro

http://tvuol.uol.com.br/video/eduardo-azeredo-participara-como-quiser-da-campanha-diz-aecio-neves-128-04020C183864D0815326

http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/06/jornalista-tem-casa-invadida-pela-policia-rj-por-acao-de-aecioneves/

http://www.conjur.com.br/2012-fev-09/desembargador-mineiro-cobrava-180-mil-liminar-denuncia-mpf


SENADOR OMISSO

27- Nos quatro anos como senador, apresentou menos projetos que o deputado Tiririca, que por sinal recebeu notas altas do Diap — Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar;

28- Gastou 63% do dinheiro com passagens de avião pagas pelo Senado com viagens para o Rio de Janeiro, sua verdadeira terra, apesar de ser mineiro, onde o candidato do PSDB também mora e tem fama de playboy boêmio. Apenas 27% de suas passagens tinham como destino as Minas Gerais, Estado que o elegeu senador;

29- Aliás, o tucano torrou R$ 589 mil em passagens de avião para o Rio em pouco mais de três anos e meio como senador;

PETROBRAS COM O PT

30- A Petrobras sempre foi alvo da direita brasileira desde sua criação, em 1953, no governo do presidente trabalhista e estadista, Getúlio Vargas;

31- Em eleições, a burguesia e sua imprensa entreguista e de direita sempre colocaram a Petrobras no olho do furacão, como acontece agora nas eleições de 2014. É histórico a desfaçatez e o ódio contra a empresa;

32- Contudo, teve a descoberta do Pré-Sal, e a Petrobras ficou maior do que já era. A estatal atingiu, em março, recorde no refino;

33- A estatal faz captação em euros: 12 bilhões. Um recorde entre os países emergentes;

34- A Petrobras lança US$ 8.5 bilhões em bônus, mas a demanda supera os US$ 22 bilhões. Outro recorde;

35- A simbólica companhia anuncia a maior captação internacional de sua história: US$ 11 bilhões;

36- São realizados concursos para o brasileiro ingressar na Petrobras e os funcionários da empresa recebem cursos constantes de qualificação;

37- A Petrobras se torna uma das cinco petroleiras mais poderosas do mundo;

38- Petrobras coopera para recuperar e transformar a indústria naval brasileira, que se transformou também em uma das maiores do mundo. Com os tucanos, a indústria naval foi à falência;

PETROBRAS COM O PSDB

39- A maior plataforma de prospecção de petróleo do mundo, a P-36, naufraga. O prejuízo para o Brasil é gigantesco;

40- Os tucanos, à frente FHC, quiseram mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. Segundo os “gênios”, com o “novo” nome ficaria mais palatável para a gringada comprar o maior patrimônio público brasileiro;

41- Média de lucro da Petrobras na era FHC/PSDB: R$ 4,2 bilhões. Era PT: 25,6 bilhões;

42- Patrimônio Líquido na era FHC/PSDB: R$ 49 bilhões. Era PT: R$ 345 bilhões;

43- Receita na era FHC/PSDB: R$ 95 bilhões; Era PT: 281 bilhões;
44- Ativos na era FHC/PSDB: RS 136 bilhões; Era PT: R$ 677 bilhões;

45- Gás natural (era PT): recorde de distribuição de gás natural em 2013;

46- Petrobras – Valor de mercado na era FHC/PSDB: US$ 15,4 bilhões. Era PT: US$ 112 bilhões;

FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL (FMI)

47- FHC — o Príncipe Neoliberal I — foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes;

48- Lula pagou a dívida e os técnicos do FMI sumiram, inclusive, das imagens das televisões, porque agora eles estão a mandar, a se intrometer e a humilhar alguns países e povos europeus, além de outros por esse mundão afora.

Como se observa, o PT e a candidata, Dilma Rousseff, tem meios para desconstruir o tucano do PSDB, Aécio Neves,  que forja uma imagem que não condiz, em momento algum, com sua realidade de político conservador, cúmplice e aliado dos interesses dos banqueiros, dos grandes empresários rurais e urbanos e dos governos dos países desenvolvidos e imperialistas.

Aécio Neves não representa mudança alguma. Ele significa o retrocesso político e econômico do povo brasileiro e um perigo para a sobrevivência de blocos econômicos e políticos, a exemplo dos Brics, da Unasul, do Mercosul e das relações Sul-Sul entre os países do hemisfério sul deste planeta. Aécio representa a volta da política mesquinha e perversa que bloqueia o acesso do povo a uma vida de melhor qualidade, com inclusão e justiça social.

Aécio é do PSDB e como tucano ele vai governar para as classes dominantes, as privilegiadas, pois, como todo elitista ou direitista, sua visão de mundo é provinciana, como se o mundo se resumisse ao seu umbigo. O que está em jogo é um projeto generoso de reconstrução do Brasil, que foi rompido violentamente no decorrer dos governos trabalhistas de Getúlio e de Jango e retomado nos mandatos de Lula e Dilma.

São os avanços sociais e econômicos conquistados pelo povo brasileiro que incomodam e causam inconformismos a quem tem dinheiro, estuda e se alimenta muito bem, no decorrer de gerações. São essas pessoas que não querem a independência, a autonomia do Brasil, bem como a emancipação definitiva do povo brasileiro. São os neoescravocratas! Aécio representa essa gente. O tucano e o PSDB simbolizam o atraso, o retrocesso e a recolonização do Brasil. Aécio tem de ser descontruído. Ele pode ser tudo, menos a mudança. A verdade vence a mentira. É isso aí.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

“Essa gente” (o PT) causa repulsa ao FHC

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre

FHC —  o Neoliberal I — é o protótipo do bon vivant.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — é íntimo de Paris, Londres e Nova York. Como um “bom” burguês tupiniquim, o político veterano do PSDB é completamente divorciado das questões e dos interesses nacionais, apesar de ter dito uma vez que tinha “um pé na cozinha”, como se quisesse deixar claro que conhece o povo.
O “Príncipe” dos Sociólogos foi mais além: pediu ao público que esquecesse tudo o que ele escreveu. Tal atitude poder-se-ia chamar de conduta patética, pois de uma incoerência que deve ter deixado apopléticos todos os escritores e mestres que FHC leu em toda sua vida. Incluo nesta lista os vivos e também os mortos.  
Brincadeirinha do tucano admirado pelos burgueses e pequenos burgueses (classe média), que, apesar do tempo, continua preso em uma ampulheta, que remonta às décadas de 1980 e 1990, quando a grande maioria dos países e dos povos, por intermédio do Consenso de Washington, passou a ser explorada, privatizada, espoliada e roubada pelos países ricos da Europa Ocidental, bem como pelos Estados Unidos, só que agora de forma mais sofisticada, ao invés das tradicionais invasões e ocupações territoriais, por meio das forças armadas dos países imperialistas e beligerantes.
O neoliberalismo que recrudesceu a roubalheira secular dos países mundialmente hegemônicos e adorados por parte influente e poderosa da sociedade brasileira. Gente igualzinha ao FHC. Gente rica e de classe média, porém, culturalmente colonizada e irremediavelmente com uma autoestima tão baixa, no que concerne ao Brasil, que seria quase impossível que esse pessoal bem nutrido, branco e de faces rosadas compreendesse que a Nação brasileira luta por duas coisas: igualdade de oportunidades e justiça social.
E o Neoliberal I, eufórico com a pequena subida do candidato tucano Aécio Neves nas pesquisas eleitorais, soltou a seguinte pérola: "Se vai dar, não vai dar... depende de nós agora. Votar lá e pronto. Há possibilidade e o que é mais importante: é preciso derrotar essa gente que está no governo, não é só o PT não, essa gente que está no governo porque fizeram muita coisa errada no Brasil",
FHC, realmente, por mais que passe os anos é completamente alienado no que diz respeito a conhecer as camadas mais pobres da população e, consequentemente, compreender suas realidades. O grão-tucano simplesmente não consegue perceber nada, bem como os integrantes das classes hegemônicas que ele representa e faz questão de defender seus interesses, mesmo a estar com mais idade e não concorrer há muito tempo a um cargo eletivo.
A direita brasileira é um substrato da direita internacional, a dos países considerados desenvolvidos, que tem a peculiaridade de ser nacionalista e austera, bem como não entreguista, como as “elites” do Brasil o são. Não existe nada mais daninho, servil, subalterno, subserviente, provinciano e traidor do que o inquilino da Casa Grande, que há cinco séculos explora o trabalhador e usufrui deste País, com a cumplicidade de seus apaniguados, a exemplo de setores da classe média empregados da grande burguesia, pois delas adquiriram seus princípios e valores, apesar de não frequentarem seus saraus e regabofes, porque nunca são convidados.
O Neoliberal I não se conteve, pois sente repulsa. Praticamente repetiu as palavras do barão Konder Bornhausen, de Santa Catarina, homem de confiança da ditadura militar, que certa vez demonstrou desejo de “exterminar essa raça”. “Raça”, para o Konder, significa o PT, os petistas, os esquerdistas, os comunistas, os socialistas, os trabalhistas, os democratas, os presidentes Lula e Dilma, quiçá os trabalhadores e o povo brasileiros etc. etc. etc.
Agora, é a vez do majestático “Príncipe” da burguesia mais atrasada do mundo e que escravizou seres humanos por quase 400 anos sentir a mesma repulsa do Jorge Bornhausen. FHC é assim: fingi-se de leitão para poder mamar deitado. Só que ele se esquece de uma coisa: quem fez coisa errada no Brasil foi ele, quando o governou como um caixeiro viajante, ao invés de pelo menos tentar ser um estadista. E como sê-lo, se o Neoliberal I é uma pessoa colonizada e com a cabeça no passado colonial deste País.
Fernando Henrique Cardoso — o “Príncipe Neoliberal I” — vendeu o Brasil, e, impunemente, finge que ele e o Aécio Neves são sérios. FHC é o protótipo do bon vivant. É isso aí.



terça-feira, 30 de setembro de 2014

Marina é a direita, estúpido! Quem nunca comeu melado se lambuza

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre
Marina é oposição pra valer, mas contra o Brasil. Chico Mendes, a quem Marina chamou de elite foi assassinado por fazendeiros — a verdadeira "elite".

No decorrer de sua campanha eleitoral, Maria Osmarina Silva de Souza, a Marina Silva, disfarçou, manipulou e mentiu. A “Sonhática” deu declarações com ideias desconcatenadas, de forma proposital, pois sabedora que seu programa de governo está mais à direita do que o do tucano Aécio Neves, o outro candidato a presidente de espectro conservador, cujo partido, o PSDB, à frente o ex-presidente FHC — o Neoliberal I —, vendeu o Brasil.

 

Por seu turno, o “príncipe” dos sociólogos considerado “gênio” pelos burgueses, pequenos burgueses (classe média) e pelos jornalistas e seus patrões que militam no Partido da Imprensa Golpista (PIG) foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. Marina compreende tudo isso o que ocorreu no poderoso País latino e sul-americano, mas foi cooptada pela Casa Grande, e, ao que parece, adorou seus salões luxuosos, bem como se deslumbrou. Quem nunca comeu melado quando come se lambuza.

 

O deslumbramento e a ingratidão, sobretudo, são os calcanhares de Aquiles de qualquer cidadão, ainda mais quando se trata de um político. Marina é uma mistura de FHC com Levy Fidelix. Só que usa saia. Sua dialética é propositalmente confusa, porque, na verdade, Marina é intelectualmente simplória e, por causa disso, suas teses políticas são frágeis e as argumentações para defendê-las pecam no que concerne a distinguir com clareza os conceitos do que é discutido.

 

A resumir: ela não comprova, por A + B, o que está a dizer e a defender. Esse processo “osmarinês” de ser e agir se torna explícito para quem a observa com acuidade e atenção. Por isso, a queda nas pesquisas, porque Marina tem dificuldade para convencer o eleitor, independente de sua classe social e nível de instrução, que pensa e reflete sobre o que a Marina afirma. Além disso, a maioria dos brasileiros tem origem pobre ou de classe média baixa, e sabe muito bem que sua vida melhorou nos últimos 12 anos de governos trabalhistas.

 

Essa é a questão fundamental e que incomoda efetivamente a direita brasileira, por saber que seus votos minguaram ainda mais nas classes populares e até mesmo nas classes médias. Reverter essa realidade requer um trabalho hercúleo da direita, que aposta todas as suas fichas na imprensa de negócios privados. Acontece que o poder midiático também tem limite. O limite é a urna, onde cada brasileiro, antes de depositar o voto, reflete sobre sua vida e de sua família, fator que, sem sombra de dúvida, é muito mais importante do que as opiniões dos editores, dos comentaristas, dos colunistas e dos repórteres empregados dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas.

 

Magnatas economicamente poderosos e que se utilizam de suas mídias de concessões públicas para fazer oposição ao Governo Trabalhista e ao PT. Capitalistas influentes que decidiram protagonizar o embate político, de forma muitas vezes ilegal, porque a imprensa corporativa e de mercado tomou o lugar dos partidos de direita, a exemplo do PSDB, do DEM e do PPS, que estão inacreditavelmente tutelados e pautados pelo sistema midiático alienígena e privado. Por sua vez, pasmem, o PSB jogou sua história na lixeira e hoje tem uma candidata que atua à direita do candidato tucano, Aécio Neves. Seria cômico se não fosse trágico e surreal.

 

Voltemos à Marina. A candidata da Casa Grande, ou seja, dos banqueiros, dos setores mais conservadores da indústria e do comércio, dos coxinhas de classe média (que não suportam ver pobres freqüentar os lugares que eles freqüentam), das ONGs capitalistas e multinacionais, além de íntima dos interesses dos governos dos países ricos e hegemônicos, nunca administrou nada com competência. Quando titular do Ministério do Meio Ambiente durante quase seis anos, seus resultados foram pífios, sendo que em dois anos o seu sucessor, o deputado Carlos Minc, obteve resultados bem melhores do que os de Marina Silva. Quem não acredita, que vá pesquisar na internet e faça as comparações.

 

Marina Silva não dialoga. Impõe. Ela não tergiversa ou vacila quando se trata de concretizar seus interesses e os das entidades as quais representa. Chega a ser obsessiva. Marina se tornou uma política de direita, pois seu programa de governo atesta o que eu falo. A sua essência programática vai ao encontro de teses alienígenas, no que diz respeito a atender aos interesses do establishment internacional, mas contrários aos interesses do Brasil.

 

Proposições que tem por finalidade impor aos países do terceiro mundo e em franco desenvolvimento, a exemplo do Brasil, suas agendas no que é relativo à ecologia, à biodiversidade, aos diferentes ecossistemas, enfim, às florestas, aos mares, rios e oceanos. Marina participa dessa engrenagem multinacional com destaque mundial. E não poderia ser ao contrário, afinal a “Sonhática” é militante ferrenha dessas causas, além de ser candidata a presidente da República de um País que é a sétima maior economia do mundo e que se tornou protagonista de uma diplomacia não alinhada aos interesses dos EUA e da União Europeia.

 

Por sua vez, a candidata da “sustentabilidade” e da “nova política”, juntamente com o Aécio Neves, é a esperança dos setores burgueses mais conservadores de o Brasil voltar à sua condição subalterna e de dependência dos países ocidentais de caracteres colonialistas. Trata-se da nostalgia histórica do rico tutelado, bem como colonizado culturalmente e mentalmente. Marina Silva mostrou, no decorrer do tempo, ser sua carreira de viés oportunista e rancoroso, porque jamais aceitou ser preterida pelo presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva, que escolheu Dilma Rousseff para ser candidata a presidente.

 

De acordo com Lula, a opção por Dilma se deve à competência, afinal a mandatária trabalhista luta pela reeleição e foi a principal agente do Governo Lula, no que tange à coordenação dos programas sociais e das obras de infraestrutura, que mudaram para sempre a cara do Brasil, um País que debelou a crise internacional de 2008, por intermédio do fortalecimento do mercado interno, das relações comerciais com novos parceiros através dos Brics, do Mercosul, da Unasul e das relações Sul-Sul, em termos hemisféricos.

 

Emprego e renda: eis as bases dos governos trabalhistas de Lula e Dilma. E é exatamente isto que a direita brasileira quando esteve no poder nunca deu ao povo brasileiro. A direita antipovo, antinacional, entreguista, antidemocrática, golpista e historicamente escravocrata. A Resumir: a pior direita do planeta, porque pelo menos os partidos de direita e a burguesia dos países ricos o são nacionalistas, bem como os coxinhas estrangeiros, o que não acontece com os colonizados pequenos burgueses brasileiros, que adoram ir a Miami, a Orlando e abraçar o Mickey para dar uma de pateta.

 

Para quem ainda tem dúvidas quanto às realidades que se apresentam, afirmo o seguinte: “Marina Silva é a direita, estúpido! Ela se deixou ser cooptada pela Casa Grande, que, desesperada, apoia qualquer candidato que possa derrotar o PT, mesmo se tal candidato tenha origem no Partido dos Trabalhadores. Quem nunca comeu melado quando come se lambuza. É o caso da “Sonhática”, aquela que ninguém entende o que ela fala. É isso aí.