sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Fiesp judicializa a política sob as bênçãos da imprensa e o olhar de Joaquim Barbosa

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre


SKAF AJUDOU A DAR FIM  À CPMF E AGORA QUER DERRUBAR O IPTU.
O Judiciário governa o País, e os políticos eleitos pelo povo brasileiro são praticamente obrigados a dizer amém. É a judicialização da política e a criminalização dos políticos que no Brasil de hoje têm dificuldades enormes para governar, porque, antes de tudo, têm de enfrentar o Partido da Justiça e o Partido da Imprensa, que, juntos, combatem governantes legitimamente eleitos, principalmente quando os mandatários são membros do Partido dos Trabalhadores.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), aumentou o IPTU dos mais ricos, que moram em bairros superestruturados, onde não falta nada e que, proporcionalmente, pagam taxas e impostos menores que a maioria dos moradores dos bairros populares e das comunidades carentes.
O reajuste do IPTU é progressivo e beneficia àqueles que têm dificuldades para pagar impostos, além de o dinheiro arrecadado, segundo Haddad, ter a finalidade de melhorar a infraestrutura de centenas e centenas de bairros paulistanos que sofrem com a falta de água potável, saneamento básico, pavimentação de ruas, iluminação pública, galerias de águas pluviais e urbanização em geral, como a construção e reformas de praças, além da edificação de casas e de postos de saúde, bem como a melhoria do ensino público.
Contudo, como todo mundo sabe, no ano que vem tem eleições para o Governo de São Paulo e o PT, depois de longo tempo, conquistou a Prefeitura paulistana, o que, indubitavelmente, ligou o alerta da direita paulista, uma das mais reacionárias e elitistas do mundo, que está desesperada só em pensar em perder a cadeira do Palácio dos Bandeirantes.
Acontece que o PT e a candidata, Dilma Rousseff, são os favoritos para vencer as eleições presidenciais. Apesar da oposição sistemática da imprensa de negócios privados, os índices de aprovação da presidenta são altos, enquanto isso o principal candidato da direita, o senador Aécio Neves, do PSDB, derrapa no caminho para conquistar o Palácio do Planalto.
Por sua vez, o PSDB e o governo paulista estão em crise depois de três derrotas em eleições presidenciais. Além do mais, os casos do trensalão e do metrosalão, escândalos de mais de R$ 1 bilhão mexeram com as estruturas dos políticos tucanos, que contam com o apoio da imprensa para que tamanha corrupção não seja tão evidenciada ou que não tenha tanta publicidade nos meios de comunicação privados como fizeram com o mensalão do PT durante oito anos, de forma intermitente cujo objetivo era fazer com que o assunto não caísse no esquecimento ou saísse da memória do cidadão mediano brasileiro, que também são denominados de coxinhas ou Homer Simpson.
A verdade é que se a direita perder São Paulo para o PT é melhor encomendar o corpo, fechar o caixão para depois enterrar o que sobrou dos tucanos, que quando estiveram no poder governaram para os ricos e quebraram o Brasil três vezes depois de venderem mais de uma centena de estatais, dentre elas a Vale do Rio Doce e a Telebras. A direita está desesperada e por isso conta com o apoio e a cumplicidade de setores do Ministério Público Federal (MPF) e com o Supremo Tribunal Federal (STF), além dos tribunais inferiores, a exemplo dos Tribunais de Justiça (TJ) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
E é o que aconteceu, principalmente a partir de 2005 quando os conservadores herdeiros da escravidão perceberam que o governo trabalhista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva era imensamente popular, reconhecido positivamente no exterior e que estava, de fato, a distribuir riqueza e renda de tal forma que o Brasil, no decorrer dos últimos onze anos passou por mudanças profundas, uma revolução silenciosa, que elevou o País no mundo e incluiu dezenas de milhões de brasileiros, que passaram a ser tratados como cidadãos e deixaram de ser invisíveis para o Governo e o todo da sociedade. Ponto.
A questão do IPTU em São Paulo não é meramente um assunto paroquial. É, seguramente, uma questão que tomou uma dimensão nacional, porque ela foi propositalmente judicializada pela direita partidária e midiática, bem como pelos seus órgãos de apoio, a exemplo do TJ de São Paulo e do STJ, cujos juízes se tornaram políticos e, por seu turno, querem governar no lugar de quem foi eleito e institucionalizado pelos seus eleitores, como é o caso do prefeito Fernando Haddad.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp e virtual candidato do PMDB a governador de São Paulo está por trás desse processo draconiano e que visa desestabilizar politicamente o prefeito Haddad. O presidente da Fiesp sabe que a tabela do IPTU proposta pelo prefeito é justa e visa, progressivamente, desonerar a maioria dos paulistanos, que há anos pagam impostos, taxas e tarifas exorbitantes e que foram implementados pelos sucessivos governos tucanos, que governam São Paulo há quase 20 anos e que têm como exemplos símbolos os caríssimos pedágios, que revoltam todos os paulistas e brasileiros que porventura têm de rodar pelas rodovias de São Paulo. É o neoliberalismo tucano na veia.
Somente no Brasil de hoje que questões sobre o IPTU vão para a alçada do Judiciário, em última instância, que é o caso do STF. O juiz Joaquim Barbosa, político de direita que poderá se candidatar à Presidência da República vai decidir sobre o que é da autoridade do prefeito Haddad, que, democraticamente, reuniu-se com Barbosa e afirmou à imprensa que "a Fiesp lutou contra a CPMF. Isso tirou R$ 60 bilhões da saúde. Fez bem para a saúde? Acho que não. Nós economizamos muito pouco individualmente e prejudicamos muito a saúde pública em função do fim da CPMF. Acho que a Fiesp está tentando fazer agora a mesma coisa com a cidade de São Paulo".

A Fiesp foi atendida pelo TJ e depois pelo STJ no que é relativo barrar o projeto do prefeito petista no que concerne ao IPTU. A Fiesp conservadora e antipopular de sempre que implantou há anos um “impostômetro” na Praça da Sé, mas jamais pensou em colocar na mesma praça um “sonegômetro”, por questões óbvias, porque se pararmos para pensar no que os empresários brasileiros sonegam e sonegaram, o Brasil teria dinheiro para ter saúde e educação de primeiro mundo há muito tempo.

A CPMF era considerada por esse empresariado sonegador e conservador um tendão de Aquiles, pois propiciava ao estado brasileiro fiscalizar com mais rigor as movimentações financeiras das grandes empresas e de seus empresários e executivos. Bastou o tucano FHC – o Neoliberal I - deixar o poder para que o tributo fosse irresponsavelmente retirado pelo Congresso com o apoio do empresariado e dos coxinhas teleguiados que repercutem como papagaios de piratas os valores e os princípios dos ricos, ou seja, daqueles que os exploram.

Agora virou um cavalo de batalha o IPTU de São Paulo e esse assunto paroquial se tornou uma questão nacional e eleitoral, com direito à intervenção do Partido da Justiça, que prendeu deputados do PT sem culpa comprovada e que até hoje não julgou o mensalão do PSDB, que está prestes a prescrever, dentre muitos outros casos em que os tucanos estão envolvidos, mas amenizados pela imprensa de mercado e seus processos parados nas gavetas da PGR e do STF.

O problema da direita é que apesar da campanha constante contra o PT e as lideranças populares e trabalhistas ano após ano, na campanha eleitoral o PT, seus candidatos e aliados vão ter acesso ao horário eleitoral gratuito e durante meses vão mostrar o quanto o Brasil avançou e seu povo conquistou.

A direita sabe disso e se desespera e por isso se agarra a questiúnculas e a tramoias elaboradas nas redações dos jornais e televisões, a fim de desgastar o Governo trabalhista e desconstruir a imagens de seus líderes políticos e partidários, realidades essas que acontecem em Equador, Peru, Nicarágua, Chile, Venezuela, Uruguai, Argentina, dentre outros países cujos povos se cansaram da cantilena neoliberal e passaram a votar em candidatos progressistas, de esquerda, que apresentaram propostas de inclusão social e desenvolvimento econômico e que derrotaram os candidatos de direita, que em passado recente levaram seus países à bancarrota e seus povos à miséria. Não há mais espaço para o neoliberalismo sem sentido e que fracassou de forma retumbante na Europa e nos Estados Unidos.

O prefeito Fernando Haddad informou a quem quisesse ouvir que o reajuste do IPTU é progressivo, o que proporcionou o aumento do número de contribuintes isentos. Por sua vez, as pessoas mais pobres tiveram o imposto diminuído e algumas receberam isenção. Além disso, as correções no IPTU dos bairros mais ricos foram realizadas, afinal esses bairros são privilegiados e por isso quem mora neles tem de pagar mais, conforme sua renda. Justo e democrático. Ponto.

Mesmo assim milionários como o empresário da Fiesp, Paulo Skaf, vociferam e combatem os benefícios aos mais pobres, a exemplo da desoneração do IPTU. É a Casa Grande com seu pensamento tacanho, sectário e egoísta, que pensa que o mundo e a existência são destinados a poucos “escolhidos” por Deus, a exemplo de Paulo Skaf e a “elite” que ele representa como um dos chefes do empresariado e da burguesia nacional.

É sempre assim a reação dos privilegiados, dos que podem mais e dos que desejam um Brasil para poucos se darem bem e curtirem a vida como nababos ou paxás em toda sua plenitude. A direita é realmente e filosoficamente perversa. Os ricos pagam menos impostos do que deveriam e, sem generalizar, muitos deles sonegam. Rico é rico e não precisa da proteção do estado.

Quem necessita de apoio e segurança para viver são os pobres, a maioria do povo e por isso que o prefeito Fernando Haddad tem sido combatido na imprensa burguesa e por lideranças empresariais, a exemplo do Paulo Skaf, que nas eleições de 2014, se ele for candidato, vai ter de explicar na televisão o porquê de ele ter combatido as novas regras do IPTU em São Paulo que beneficiam os mais pobres.

Paulo Skaf começou mal sua campanha e o STF, por intermédio do juiz Joaquim Barbosa vai judicializar a corrida eleitoral ao Palácio dos Bandeirantes. O IPTU nas mãos do Judiciário e o Skaf nas mãos do povo de São Paulo. O problema maior da direita é que existe o horário eleitoral gratuito.

Qualquer dia desses, os juízes conservadores vão tratar de extinguir o horário gratuito na televisão, mas aí não vai ser possível, porque até mesmo para dar golpe tem de ter limites, ainda mais quando vivemos em estado democrático de direito, apesar do Judiciário, da imprensa alienígena e da Fiesp do pré-candidato Paulo Skaf. É isso aí.  

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

UOL da Folha xinga presidentes e lembra a ditabranda

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre

AS LEGENDAS XINGAM OS PRESIDENTES E MOSTRAM O QUE OS FRIAS SÃO.
Não pensem os desavisados, os lorpas, os coxinhas, os ingênuos e os alienados que a Folha de S. Paulo propriedade de uma família bilionária, os Frias, e politicamente golpista por natureza se enganou ou foi uma falha quando publicou no portal de notícias UOL uma foto com a presidenta Dilma Rousseff e todos os ex-presidentes em viagem à África do Sul para o funeral do líder comunista Nelson Mandela.

A foto é lamentável e de uma falta de educação e patifaria que deixaria qualquer cafajeste ruborizado com tanta ousadia, arrogância, prepotência e, sobretudo, o total desrespeito com pessoas instituídas pelo povo brasileiro por intermédio do voto soberano, independente e que estavam a representar o Brasil nos eventos realizados na África do Sul por causa da morte de Mandela.

Nada a estranhar a atitude de gente de imprensa que não tem o menor respeito pelas regras democráticas e pelo convívio civilizado, apesar das diferenças políticas e ideológicas. A verdade é que essa imprensa de mercado que viceja no Brasil compõe um dos piores grupos econômicos que se tem notícia no último século. Eles são simplesmente nefastos, infames e sem qualquer verniz ético ao tratar da causa pública e dos interesses do povo brasileiro.

As ofensas são pesadíssimas, publicadas e, portanto, vistas e ponderadas por milhares de pessoas, que devem ter se impressionado com as agressões gratuitas, porque o UOL, do Grupo Folha foi de uma baixaria que retrata magnificamente a alma e as intenções de empresários e de seus capatazes que são capazes de tudo para medir forças, desconstruir e desqualificar as imagens de pessoas que estão no poder ou estiveram para o inconformismo dessa gente que comporta como verdadeiros marginais da imprensa de negócios privados.

Lula foi chamado de filho da puta. José Sarney foi agredido igualmente. Collor foi brindado como imbecil e a atual mandatária do País foi denominada como assassina. Fernando Henrique Cardoso também foi xingado de fantoche opositor. Uma ofensa leve talvez porque o UOL do Grupo Folha considere a ditadura brasileira uma "ditabranda", bem como todo mundo sabe, até os recém-nascidos e os mortos que FHC sempre contou com a indisfarçável simpatia e o apoio dos magnatas bilionários de imprensa e de seus bate-paus, que atuam e agem também como capangas para ofender, mentir, caluniar e criar situações artificiais, e, por sua vez, fazer da política brasileira uma fábrica de crises, cujo interesse é político, eleitoral e evidentemente empresarial.

É a Folha de S. Paulo (UOL) a ter sua milionésima recaída e a mostrar seus dentes draconianos a escorrer sangue, a exemplo do que ocorreu nos tempos da repressão da ditadura militar que a Folha e a família Frias conhecem tão bem, afinal tal empresa jornalística emprestava seus carros de reportagem aos torturadores para carregar suas vítimas para o DOI-Codi, Dops e outros antros e covis para dilacerarem as almas e os corpos de seus prisioneiros.

O UOL, da Folha, não tem limites e publica agressões pesadas a pessoas institucionalizadas, sendo que o senador Sarney é o ex-presidente do Congresso Nacional e Dilma Rousseff é a presidenta da República. Não se trata meramente de antipatias e matreirices ou simplesmente grosserias explícitas. A questão é mais complexa, porque as agressões são públicas e, por conseguinte, provocações que violam os limites do bom senso, da civilidade e transformam a política e o jornalismo em espaços sem regras e leis onde se rasgam solenemente as páginas da Constituição e do Direito.

A Folha do Otavinho Frias, quem diria... O mesmo pasquim panfletário de direita que publicou antes das eleições de 2010 uma ficha falsa de Dilma Rousseff quando a mandatária militava contra a ditabranda da família Frias. O jornal conservador e imperialista que considerou o FHC – o Neoliberal I – um homem de caráter porque ele reconheceu um de seus filhos aos 18 anos e logo depois ficou sabendo que tal "filho" não era seu, conforme comprovaram os exames de DNA, fato este surreal e ridículo por si só e que lembra uma comédia pastelão, mas que foi prontamente abafado e pouquíssimo comentado pela imprensa corporativa. Ah, imaginem se fosse com o Lula... O que esses vassalos de barão de imprensa não fariam e falariam?

Pois é. É assim que a banda toca neste País onde os empresários mandam e desmandam e querem e muitas vezes conseguem pautar os Poderes da República. Promovem todo tipo de golpe e quando desejam partem puramente para a agressão mais calhorda e cafajeste com a finalidade de deixar seus inimigos políticos de joelhos e reticentes quanto a reagir à altura às manchetes e às ofensas canalhas da imprensa elaborada por patrões e empregados que não têm quaisquer dignidades quando se trata do embate político de fundo empresarial.

O UOL, da Folha de S. Paulo, é a própria indignidade quando, de forma pública, agride pessoas constitucionalmente eleitas ou que representam de uma forma de outra o País e não se importa nem ao menos com as consequências por ter certeza da impunidade. O UOL, da Folha, se comporta como aqueles bandidos que saem às ruas para matar e roubar, mas não se preocupam com nada porque sabem que a impunidade é total ou que a punição é branda, a exemplo da ditabranda da Folha de S. Paulo (UOL). É isto que dá o Brasil e o Governo trabalhista não efetivarem um marco regulatório para as mídias. É isso aí.


Aécio formaliza alianças partidárias: o PIG

a hora da charge — Blog Palavra Livre


Metrô em São Paulo só para tucano roubar

a hora da charge — Blog Palavra Livre



sábado, 14 de dezembro de 2013

O Judiciário e o MP são petefóbicos, pois o PT é o problema deles

Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre

Eugênio Aragão disse que há promotores engajados contro o PT. São os petefóbicos.
Eugênio José Guilherme de Aragão, vice-procurador-geral eleitoral, afirmou à IstoÉ: “(...) Toda ação de um ser humano é seletiva. Você tem de optar sempre. (...) Na verdade, um procurador pode investigar um caso porque envolve pessoas importantes. Ou porque o caso é mais grave. Ou porque irá prescrever logo se não for investigado. O problema é que hoje não existem critérios objetivos nessas escolhas”.

O procurador eleitoral nos brindou com várias pérolas, que, no entanto, muitos brasileiros sabem ou desconfiam como a banda toca pelos lados dos juízes togados e os procuradores xerifes. A verdade é que Eugênio Aragão fez assertivas sobre as realidades de promotores e juízes, a grande maioria filha da classe média tradicional e da classe média alta. Como seres humanos que são, trazem consigo preconceitos e intolerâncias de classe social, raciais, ideológicos e políticos. Ponto.

Muitos desses homens e mulheres não conhecem as realidades sociais e as dificuldades econômicas e financeiras do povo brasileiro, são politicamente conservadores e, consequentemente, agem e atuam como políticos, porque todo ser humano, até os coxinhas reacionários e alienados, que se dizem “apolíticos” e “apartidários” sabem por instinto o que querem. E o que essa gente na quer é inclusão social, a independência e autonomia do Brasil e a emancipação do povo brasileiro.

Eugênio Aragão continua: “(...) A maioria dos integrantes do MP é formada por brasileiros de classe média, que pensam como cidadãos de classe média, leem a nossa mídia e fazem parte dessa corrente de opinião. (...) Nos debates internos, você pode notar que há, no máximo, 30 ou 40 pessoas especialmente engajadas contra o PT. São petefóbicos. Mas a maioria é silenciosa e não expõe. Está preocupada com a qualidade de seu trabalho”.

Ledo engano, os petefóbicos, como bem o define o procurador, são os que fazem estardalhaços publicitários e tentam politicamente parar, irresponsavelmente, obras como as da transposição do Rio São Francisco ou a da construção da Hidrelétrica de Belo Monte, dentre inúmeras obras que foram paralisadas e depois retomadas no decorrer dos últimos 11 anos com prejuízos para o País e a população, bem como desgastaram o Governo trabalhista, constantemente atacado pelos donos das mídias de mercado, que são os magnatas bilionários da imprensa corporativa.

Toda pessoa com um mínimo de discernimento sabe disso. Não tem como não sabê-lo. O resto é fingimento de gente hipócrita e cínica e que manipula e tergiversa a realidade que se apresenta para dar razão a seus propósitos políticos e econômicos conservadores, de direita, e divorciados dos interesses do povo brasileiro. Só isso. Há muito tempo afirmo que o MP e o Judiciário são os últimos redutos das nossas “elites” carcomidas pelo tempo e corrompida por sua ganância e perversidade.

Não existe a possibilidade de tergiversar sobre esses fatos: A PGR (MPF), o STF e o STJ se transformaram, institucionalmente, em casamatas ou fortificações dos interesses da burguesia e dos partidos de direita e se dispõem a fazer o jogo político desses grupos sociais, que controlam a economia brasileira há 513 anos e que consideram o Partido dos Trabalhadores o inimigo a ser derrotado, destruído e aniquilado, porque se atreveu a conquistar a Presidência da República e a governar de forma republicana, a dar como primeiro passo cuidar dos mais pobres e dos que sempre, gerações após gerações, foram abandonados pelos poderes públicos, pois sempre voltados para atender aos interesses e aos desejos de nossas “elites” patrimonialistas. Lula e Dilma deram visibilidade aos que nunca tiveram voz e força de reivindicação.

Governar é cuidar dos mais pobres, dos mais fracos e dos que podem menos. É dessa forma que se alcança a isonomia entre os cidadãos de uma nação. Isonomia é igualdade, ou seja, acesso às oportunidades de crescer e se desenvolver. Justiça social. Ponto. A burguesia e seus porta-vozes e representantes nas esferas estatais e civis lutam contra a ascensão financeira e social das classes populares e se incomodam profundamente quando tem de compartilhar ou conviver com pessoas desses segmentos, pois a intolerância e o preconceito são o que movem os nossos burgueses e pequenos burgueses e a mistura disso tudo é o combustível do ódio.

Eis que o juiz do STF, o condestável e agressivo Gilmar Mendes dá outro piti, mais um para sua enorme coleção de grosserias e de opiniões açodadas e descabíveis a um juiz que deveria se calar quando vai decidir sobre o destino das pessoas, como o faz todo juiz sensato para não influenciar o julgamento e não ser influenciado. O substantivo ponderação ou o verbo ponderar são palavras que inexistem no dicionário dele, o juiz nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso – o Neoliberal I, aquele senhor que governou para os ricos, deveras incompetente, que vendeu o Brasil e mesmo assim foi ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.

Sempre açodado, politicamente defensor de causas antipopulares e ideologicamente de direita, o juiz mais uma vez em sua magistratura já de triste memória gritou no plenário do STF, com a fúria de sempre e a demonstrar sua vocação ditatorial. Gilmar Mendes não age como juiz e, sim, como promotor. É a sua origem.

O magistrado, inconformado com a opinião e a votação de colegas que querem o fim do financiamento privado para campanhas eleitorais, afirmou categoricamente e sem um mínimo de ética que a proibição de as empresas financiarem as campanhas dos partidos vai beneficiar o PT, como se o partido estivesse no poder há 100 anos. Um absurdo! A total falta de escrúpulo, pois se trata de uma mentira para inglês ou coxinha ver.

O condestável juiz, na verdade, quer manter as coisas como estão, porque a direita partidária, à frente o PSDB, o DEM e o PPS vai ser prejudicada, pois são os políticos conservadores que representam o status quo, o establishment e a intimidade deles com os homens do capital remonta à chegada de Pedro Álvares Cabral no Brasil.

Balela e manipulação na veia, mas a mentira tem perna curta e, sem sombra de dúvida, os juízes que vão votar pelo fim do financiamento privado às campanhas eleitorais vão explicar direitinho o porquê de os partidos serem financiados pelo poder público. É mais democrático, isonômico e justo, porque elimina o favorecimento do candidato que tem apoio do poder econômico e depois fica submetido aos interesses empresariais, porque lhe deve favores. A direita ama o privilégio, como o mentiroso ama a mentira.

O MPF e o STF se partidarizaram e muitos de seus juízes e promotores fazem política ao invés de defender a sociedade e julgar, de forma isenta, aqueles que porventura cometeram malfeitos contra o povo. O que dizer então de promotores, principalmente aquele do Ceará, que todo ano tenta sabotar o Enem, sendo que, uma vez, ele pediu o fim do exame e deixou setores da sociedade brasileira desconfiados, pois parecia que ele estava a defender os interesses dos cursinhos pré-vestibulares e das escolas e faculdades privadas. É o ódio da direita à inclusão dos mais pobres, bem como sua vocação para o sectarismo.
  
E os casos dos mensalões do DEM e do PSDB, que foram propositalmente desmembrados e, consequentemente, os processos tramitam de maneira lenta, a permitir que o mensalão tucano possa prescrever e que o do DEM caia aos poucos no esquecimento, porque o ex-governador cassado do DF, José Roberto Arruda, que foi preso e está solto pretende disputar uma cadeira na Câmara Legislativa do DF.

Arruda responde a processo em tribunal de primeira instância. Como seu processo foi desmembrado, o prazo de seu término não foi definido. Não tem como. Se o ex-governador do DEM for eleito, José Roberto Arruda vai poder recorrer à instância superior. Enquanto isso, o “mensalão” do PT nunca foi comprovado, os processos não foram desmembrados e políticos históricos do partido foram condenados à prisão. É a Justiça do um peso e duas medidas e que para milhões de brasileiros não tem credibilidade. Por uma reforma do Judiciário já!

O PT não conseguiu ainda romper o status quo, porque mesmo a estar no poder setores como o Judiciário e o Ministério Público Federal ainda são ocupados por pessoas contrárias a políticos eleitos pelo povo e que estabeleceram para suas agendas políticas a distribuição de riqueza e renda, assim como a inclusão social. Muitos desses juízes e promotores não conhecem de fato a sociedade e muito menos querem saber como vivem as pessoas que estão em situação de risco, inclusive o alimentar.

O Partido dos Trabalhadores tem de voltar a ser estilingue e pedra, porque somente no papel de vidraça vai ficar impossibilitado de efetivar o programa de governo e o projeto de País apresentado ao povo nas eleições, que elegeram Lula e Dilma Rousseff. Os juízes e os promotores profissionalmente são técnicos de Direito e não políticos eleitos para soberanamente e constitucionalmente governar.

O STF e o MPF se partidarizaram e quando podem criminalizam a política, com o apoio da imprensa meramente de negócios privados, alienígena, pois de caráter entreguista e totalmente sem compromisso com os interesses do País. A burguesia brasileira morre de saudade da Guerra Fria, tempo em que se aproveitava da neurose ideológica para perseguir a esquerda e calar seus políticos e militantes.


Porém, esse tempo acabou e vencer o PT somente por meio de golpe, o que não vai ser possível, como gostariam muitos togados e xerifes em plena vigência da Constituição e do estado democrático de direito. O Judiciário e o MPF são de direita e lutam no lugar dos empresários e dos partidos políticos conservadores para dominar o estado e evitar que governantes trabalhistas continuem no poder. Não foi assim com Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola? O PT vence, mas tem de deixar de ser apenas vidraça, apesar dos procuradores e juízes petefóbicos, como afirmou Eugênio Aragão. É isso aí. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O povo brasileiro acredita na Veja, no Tuma ou no Lula?

Por Davis Sena Filho - Blog Palavra Livre
TUMINHA, À DIREITA, ÓBVIO, ESCREVEU LIVRO CONTRA LULA JUNTO COM FLEURY, DE BRANCO.
A Veja – a Última Flor do Fáscio – não tem credibilidade. Trata-se de uma revista panfletária, de extrema direita e que não tem compromisso com o jornalismo e muito menos com a verdade e o País. Ninguém a leva a sério, nem mesmo os outros veículos de comunicação pertencentes aos magnatas bilionários de imprensa, a não ser a Ku Klux Klan, os skinheads, o Tea Party, a TFP, o Grupo Guararapes, a UDR, a Fenaban, os “quatrocentões” de São Paulo e os coxinhas reacionários desde sempre, que foram às ruas em junho por serem contra “tudo o que está aí”, único item da pauta dessas pessoas, que se aproveitaram das reivindicações do Movimento Passe Livre (MPL), uma entidade de esquerda, que protestava contra os aumentos das passagens dos ônibus.

Como se percebe, os conservadores foram às ruas porque se aproveitaram do pleito do MPL, que luta pelo passe livre para os estudantes em todo o Brasil. E deu no que deu: cinco meses seguidos de quebra-quebra, incêndios e conflitos entre grupos mascarados e a polícia, que quando reagia à violência a imprensa de mercado prontamente a criticava, porque o que interessava à grande mídia conservadora era desgastar os governos dos estados e principalmente o Governo Federal.Os coxinhas do Anonymous e os que foram às ruas no início se divertir com os protestos perceberam logo que o “bicho ia pegar” e sorrateiramente correram para a segurança de suas casas e passaram a ver os conflitos pelas televisões, como sempre fizeram em suas vidas. Coxinha é coxinha e nada mais. Rosna pela vida afora, mas na hora de morder prefere a segurança azul ou rosa de seus lares e de seus cotidianos.

Eis que a Última Flor do Fáscio – a Revista Porcaria - continua em seu périplo reacionário e voltado à queda do Governo Dilma e de qualquer governante trabalhista que conquiste o poder, de qualquer jeito, sem se importar com nada, a não ser com seus interesses ideológicos, políticos e empresariais, além de se mancomunar durante anos com uma organização criminosa liderada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, “editor” e “pauteiro” de Veja, cujo subordinado era o jornalista Policarpo Jr., profissional que está “sumido” para o bem e a conveniência da família Civita, que pensa que o Brasil de mais de 200 milhões de habitantes e a sexta maior economia do mundo é o quintal da casa dela. Ledo engano, porque não é.

Entretanto e para a surpresa de ninguém, a Fina Flor da Mentira e do Jornalismo de Esgoto se volta novamente à caça ao Lula, ex-presidente da República que saiu do poder com 87% de aprovação, índices mais altos do que os do recém-falecido Nelson Mandela quando deixou o poder, além de o petista ser o político brasileiro mais reconhecido e famoso no mundo, sempre convidado para dar palestras, bem como dar conselhos a presidentes e primeiros-ministros sobre economia e política, porque seus dois governos foram um sucesso e sua sucessora continua a trilhar os mesmos caminhos de Lula e, conseqüentemente, com reais chances de ser reeleita. E é exatamente isto que mata a direita de ódio, rancor e inveja.

Veja se comporta e age como se o popular político trabalhista e do PT ficasse preocupado com o livreco recheado de acusações de um delegado que já cometeu diversos desatinos e malfeitos em sua vida pregressa, no que tange às questões profissionais. O filho de Romeu Tuma resolveu escrever um livro, que mais parece um panfleto de mágoas, rancores, invejas e vinganças. Nada mais peculiar à direita escravocrata do Brasil. Logo o Tuminha, filho do Tuma, um dos dois delegados líderes do Dops, órgão policial famoso por sua atuação na ditadura militar, bem como homem ligado ao SNI.

Romeu Tuma e o delegado Sérgio Paranhos Fleury, o mais conhecido matador e torturador da ditadura eram parceiros e juntos, cada um ao seu tempo, mandaram no Dops, sendo que o delegado Tuma, além de ter sido senador por muitos anos, foi também superintendente da Polícia Federal no Governo do ex-presidente José Sarney. Agora, Robson Tuma, um homem de direita e que sempre se mostrou um bate-pau de alta patente da burguesia paulista, paulistana e brasileira, resolve escrever um livro em que afirma ser o Lula um delator do regime militar. Absurdos dos absurdos, pois Lula foi perseguido, ameaçado de morte, realizou greves históricas em plena ditadura e para, enfim, ser preso e visitado por políticos da grandeza de Tancredo Neves, Leonel Brizola e Ulysses Guimarães.

Trata-se, nada mais e nada menos, da direita herdeira da escravidão, leviana, golpista, pois traidora, violenta e feroz. A direita cheia de ódio racial e de classe social e que não se conforma com a ascensão dos trabalhistas no poder, fato este que aconteceu também com o estadista Getúlio Vargas e o trabalhista herdeiro de Getúlio, o presidente deposto João Goulart – o Jango. Os dois sofreram na carne, no coração e na mente as diatribes da direita brasileira, a pior do mundo e que escravizou seres humanos por quase 400 anos – a escravidão mais longa da história da humanidade.

E aí vem o Tuminha com seu livrinho cheio de ódio e rancor, com o apoio e a capa de Veja – a Última Flor do Fáscio, que há anos enlameia o jornalismo, associa-se a criminosos para desestabilizar governos e governantes trabalhistas eleitos legitimamente pelo povo brasileiro e a fazer acusações infundadas, porque nunca comprovadas, questão esta que jamais vai ser uma preocupação de tal pasquim de péssima qualidade editorial, até porque o jornalismo panfletário publicado por esse veículo mequetrefe e rastaqüera não merece atenção e muito menos respeito dos leitores que têm sensatez e discernimento para perceber que a Veja é um covil de chumbetas, como já disse na tribuna do Senado o senador Fernando Collor.

E quando um político que conhece os bastidores como conhece o Collor é porque realmente a Veja é uma porcaria e por isso é useira e vezeira em dar prestígio e fé a livrinhos vingativos escritos por uma pessoa que é totalmente vinculada à direita, ao establishment e que sempre trabalhou como guarda pretoriano dos interesses do mundo empresarial.

O Tuminha, o mesmo delegado que os editores da Última Flor do Fáscio detonaram e espezinharam em diversas publicações, a fim de desconstruir sua imagem ao chamá-lo de muambeiro, “necrose moral" e “personagem espantoso no País que não se espanta com nada”, conforme afirmou o jornalista Augusto Nunes, que atualmente tem a companhia de outros dois escrevinhadores da direita midiática brasileira, o Reinaldo Azevedo e o Eurípides Alcântara. Seria cômico se não fosse trágico tanto devaneio publicitário e incongruência, porque se alguém dependesse de coerência para ser salvo morreria logo, pois o que essa gente não tem e nunca o terá é coerência e discernimento para fazer jornalismo e comentar sobre política. Oportunismo na veia e intolerância em toda sua plenitude. É isto o que eles fazem e por isso não têm credibilidade.

Por seu turno, Romeu Tuma Júnior, o Tuminha, volta para seu berço, o leito da direita, após, entre 2007 e 2010, ser o secretário nacional de Justiça e acusado de ter se envolvido com a máfia chinesa de São Paul, acusação que lhe rendeu grande desgaste e que certamente cooperou para ele sair de importante cargo do Ministério da Justiça. Todavia, os editores e colunistas de Veja mudaram de idéia, bem como os herdeiros do Robert Civita. Agora o livro do Tuma, “Assassinato de Reputações – Um crime de Estado”, é visto como uma bomba pela Veja, o panfleto de extrema direita.

Antes Romeu Tuma Júnior era figura nefasta e que deveria ser exonerado solenemente e sumariamente. No entanto, quando Tuminha escreve um livro repleto de acusações sem provas e que tem, na verdade, a intenção de macular a imagem de Lula, os urubus de Veja passam a considerá-lo uma pessoa séria e que suas acusações merecem tanta credibilidade que Lula deveria ser convocado para dar depoimento na Comissão da Verdade, talvez junto com o coronel Brilhante Ustra, velho conhecido do pai do Romeu Tuma Júnior, o delegado e senador já falecido Romeu Tuma. 

A Veja – a Última Flor do Fáscio – realmente é um caso sério, que faz um jornalismo de esgoto. O ódio da direita é porque Lula nunca foi cooptado e seu governo trabalhista fez muito mais sucesso e teve melhores resultados do que o governo entreguista, subserviente e colonizado do tucano Fernando Henrique Cardoso - o Neoliberal I. Tuminha voltou oficialmente para o ninho conservador e foi perdoado pelos seus detratores de direita iguais a ele. 

O livro de Romeu Tuma Júnior sai em um momento em que o PSDB pede o afastamento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. É que os tucanos não querem que a Polícia Federal investigue os escândalos bilionários da Alstom e da Siemens, bem como acusam o Governo trabalhista de usar os escândalos de corrupção para interesses políticos. Quando é o PT, vale tudo. Quando é o PSDB, eles se dizem perseguidos, como se fosse direito de político tucano errar e cometer malfeitos sem ser investigado e denunciado. Agora a pergunta que não quer calar: o povo brasileiro acredita na Veja, no Tuma ou no Lula? É isso aí.     


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Globo persegue Dirceu, mantém o linchamento público e evita ir à Suíça tucana

Por Davis Sena Filho – Blog Palavra Livre


O ex-ministro da Casa Civil e político histórico do PT, José Dirceu, continua em sua via crucis mesmo depois de condenado à prisão. Dirceu precisa trabalhar para diminuir sua pena. Qualquer preso em regime aberto ou semiaberto necessita do trabalho para se ocupar e ser reintegrado à sociedade.

Trata-se de um direito previsto em Lei e mesmo assim os magnatas bilionários donos da imprensa venal continuam a perseguir o petista, de forma infame e covarde ao fazer de tudo para impedir que José Dirceu consiga um emprego e, consequentemente, passe a gastar seu tempo a executar algum serviço laboral, no caso dele assumir um posto de gerente no Hotel Saint Peter.

O problema do militante do PT é que ele é alvo dos jornalistas pagos pelos barões da imprensa comercial e privada. As principais redações enviaram repórteres ao Panamá porque descobriam que a empresa de hotelaria foi comprada por intermédio de um laranja em uma operação classificada como ilícita.

Agora, vamos à pergunta que teima em não se calar: o que o líder petista tem a ver com isso? Respondo: Nada! Contudo, os verdugos da imprensa de negócios privados continuam em seus périplos de terror, com a finalidade de prejudicar José Dirceu e para isso fazem ilações maldosas, “reportagens” maledicentes, que induzem as pessoas a pensar mal do petista e torcer para que algum juiz conservador do STF impeça o político socialista de sair da prisão para trabalhar e, por conseguinte, diminuir sua pena.

A imprensa burguesa é infame e sua infâmia a leva, inexoravelmente, ao descrédito e à total desconfiança de milhões de brasileiros que há muito tempo desconfiam do jornalismo meramente declaratório e de apelo escandaloso de uma imprensa mercantilista que somente pensa em seus negócios financeiros e que não tem compromissos quaisquer com a Nação brasileira.

Se José Dirceu não conseguir ser contratado, vai ter de ficar encarcerado, porque vai ser impedido de sair, pois o regime semiaberto não permite que a pessoa saia sem ter sido contratada para trabalhar. Com a perseguição da imprensa corporativa, as empresas vão ter medo de contratar alguém que é seu alvo, pois os empresários não querem ter seus negócios de devassados, de forma impiedosa e sem o mínimo cuidado com a realidade dos fatos.

A Rede Globo enviou uma equipe para o Panamá, porque um dos sócios do hotel é de lá. E aí sabe como é que é, né? José Dirceu quer um emprego em tal hotel... E daí? Enquanto isso os escândalos do trensalão e do metrosalão tucanos de mais de R$ 1 bilhão, “o maior propinoduto da história do País”, poderiam alardear as manchetes dos jornais da velha imprensa, o que, seguramente, os bárbaros não vão fazer.

Escândalos de corrupção que tramitam no Judiciário suíço, pois denunciados por empregados das multinacionais da Alstom e da Siemens e investigados pelo Ministério Público Federal da Suíça não mereceram uma viagem dos repórteres da Globo ao país alpino, pois o que interessa ao Jornal Nacional é o Panamá, fato este que tem a intenção de atingir José Dirceu e por tabela o governo popular de Dilma Rousseff, o PT “e tudo o que está aí”, como afirmavam, de forma alienada mas perversa, muitos dos coxinhas reacionários que foram às ruas em junho, sem, no entanto, saber pontualmente por que estavam a protestar, por falta de pauta, de conhecimento das realidades brasileiras, porém, com a certeza de compreender que são por índole e instinto politicamente conservadores.

O Ministério Público anunciou há dois dias que houve superfaturamento de R$ 1 bilhão em reformas de trens em São Paulo na administração de José Serra. A verdade é que se houvesse uma devassa nas contas públicas nos últimos 20 anos de administrações do PSDB em São Paulo, os valores seriam inimagináveis, porque somente se fala em bilhões quando se trata das investigações efetivadas pelo MP. E a Globo se cala, pois cúmplice e irmã siamesa dos tucanos paulistas. Por sua vez, quando se trata de José Dirceu e do PT...

Não há cego que não enxergue tão grande patifaria midiática; não há surdo que não ouça sobre os escândalos de corrupção bilionários dos tucanos; e não há mudo que não fale sobre esses casos. Não adianta esconder o sol com a peneira, porque quando começar o horário político eleitoral em 2014, o PT vai tratar desses assuntos.

Temas que vão ser abordados de forma direta com o cidadão eleitor, que vai ouvir outras versões, pois que até agora a versão que é difundida e repercutida é a da mídia historicamente golpista, que censura e esconde os crimes dos tucanos e, por seu turno, alimenta uma campanha sistemática e intermitente contra o PT, os presidentes trabalhistas, os governos populares e o programa de governo que incluiu mais de 50 milhões de brasileiros.

Por que a imprensa de mercado trata diferente o cartel tucano e a AP 470?  Todo mundo sabe disso, até os que votam no PSDB. O que está a acontecer no Brasil em plena vigência do estado democrático de direito é a intromissão nada republicana do sistema midiático privado na vida brasileira, no que diz respeito à soberania das instituições e à desconstrução das imagens dos políticos eleitos legalmente e constitucionalmente pelo povo brasileiro.

A imprensa empresarial, juntamente com o STF e a PGR, quer pautar a agenda governamental e governar no lugar dos presidentes eleitos, ainda mais quando os mandatários que estão no poder são trabalhistas e de esquerda. Esses fatos e realidades acontecem com as lideranças políticas em toda a América Latina. Basta não abaixar a cabeça para o establishment. José Dirceu tem direito ao semiaberto, e, portanto, tem de ter acesso ao trabalho, apesar de a Globo fugir da Suíça como o diabo foge da cruz. É isso aí.  

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Marco Aurélio de Mello é o Sir de um peso e duas medidas

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre

Marco Aurélio de Mello, o juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) é Sir, ou seja, aquele que tem domínio sobre algo ou alguém. E. sabe disso. Comporta-se como um senhor de vassalos e sua postura, inclusive a corporal, tenta imitar um lorde inglês daqueles de filme antigo. Seu tom de voz e estilo de falar são rebuscados, como se tivesse saído do tempo barroco e aportado nos dias de hoje.
O juiz conservador é um dos filhos diletos da Casa Grande e gosta do poder. Demonstra seu orgulho por intermédio da vaidade. Talvez seja um dos homens da República que mais zelam pelos valores e princípios nobiliárquicos, pois, como já afirmei, Marco Aurélio de Mello é Sir, além de ter um nome de imperador e filósofo romano, que, ao contrário do juiz, sabia que na vida tudo é passageiro até para os poderosos, e proferiu: “Logo tu esquecerás; logo te esquecerão!”.
Marco Aurélio, o imperador, não era apenas um homem culto, mas, sobretudo, sábio. Assumiu o trono de Roma no ano de 161 depois de Jesus Cristo, e é considerado um dos melhores governantes que o Império Romano teve. Por sua vez, o Marco Aurélio juiz não se faz de rogado para fazer política, e, consequentemente, participa da oposição aos governantes trabalhistas que assumiram o poder há 11 anos.
O juiz do STF e presidente do TSE é um primor de contradições e antagonismos. Ao tempo em que “como cidadão” não vê “com bons olhos” que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, saia para trabalhar como gerente de um hotel em Brasília. Dirceu está preso na Papuda há 15 dias, em regime fechado, sendo que sua punição é em regime semiaberto, conforme determinaram os juízes do Supremo.
Enquanto isso, o delator do “mensalão”, que ainda está para ser comprovado que existiu, está solto e a descansar em sua casa, porque foi vítima de câncer, sendo que o juiz Joaquim Babosa, presidente do STF, determinou que ele realizasse exames, a fim de se verificar se o ex-deputado está apto para também ser preso, pois até o momento apenas os políticos ligados ao PT estão a cumprir suas penas.
Surreal, não? Para o Judiciário deste País, ao que parece, cadeia é para pobre, preto e puta. Neste ano, acrescentou-se mais um “P” aos que são detidos e presos pelos servidores de altas patentes da Casa Grande: os petistas. É insidiosa e infame a campanha de desconstrução e criminalização do PT, bem como de seus filiados e militantes.
Os bárbaros, endinheirados e ainda controladores de instituições importantes do estado brasileiro, não aceitam de forma alguma que um novo grupo político assuma as rédeas do País e efetive seu programa de governo. Para os bárbaros da Casa Grande, incluindo-se os magnatas bilionários da imprensa, ficar fora do poder por apenas 11 anos é como se fosse uma eternidade, afinal privilégios e favorecimentos é a essência do poder medieval de uma “elite” que escravizou seres humanos por cerca de 400 anos.
Patrimonialistas e herdeiros legítimos da escravidão, os  bárbaros confundem o público com o privado e quando percebem que o acesso aos favores originários do poder público minguaram, revoltam-se e passam, por intermédio da imprensa de negócios privados a fazer campanhas intermitentes contra aqueles que estão no poder, no caso os políticos petistas, que não representam o establishment tradicional, o que controla os meios de produção, os recursos naturais, o sistema bancário e a indústria de armas.
O juiz e político sem votos Marco Aurélio de Mello é de direita. Defende os interesses do sistema de capitais e o preza. Sua atuação no Supremo é polêmica, a exemplo de sua pressão, antiética, contra o ministro Ricardo Lewandowsk quando ele percebeu que o relator do “mensalão” seria favorável aos embargos infringentes, instrumento jurídico que os réus recorrem para revisar suas penas e contestar decisões de juízes consideradas pelos acusados como injustas.
Os embargos são um mecanismo legal e ferramenta do Direito em pleno estado democrático de direito. Contudo, ao que parece, somente o juiz e não o imperador Marco Aurélio não sabia disso. Midiático e vaidoso, convocou a imprensa alienígena e conservadora para dar declarações e mais uma vez em sua vida de magistrado repercutiu confusão e dúvidas ao povo brasileiro por intermédio das mídias de mercado.
Zé Dirceu está preso e Roberto Jefferson está solto. José Genoíno virou motivo de chacota e de maledicências por ter problemas no coração e foi exposto e ridicularizado mesmo a ter problemas de saúde. Jefferson, o delator que deu um tiro que saiu pela culatra, está a ser preservado, respeitado pela imprensa burguesa de passado e presente golpistas.
Chegou-se a um ponto de o delator pedir desculpas por não poder atender a imprensa corporativa, por motivos alheios à sua vontade. Tudo compreensível, afinal Roberto Jefferson não é do PT e nem os envolvidos com o mensalão tucano e com a compra de votos da reeleição de FHC – o Neoliberal I, aquele que quebrou o Brasil três vezes porque foi ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos.
Enquanto isso as Organizações(?) Globo faz sua parte para impedir que José Dirceu tenha o direito de trabalhar. Para essa infernal organização(?), que luta contra a emancipação do povo brasileiro e a independência e autonomia do Brasil desde os primórdios do século XX, o petista histórico, além de ser humilhado, tem de ser impedido de exercer seus direitos civis garantidos pela Constituição mesmo a ser um prisioneiro. A pena imputada a Dirceu é de regime semiaberto, e, portanto, ele tem o direito de trabalhar enquanto estiver preso.
E o que a Globo e seus congêneres fazem? Começam a veicular e publicar informações de que o Hotel Saint Peter pertenceria a um laranja e coisa e tal. E continua com um lenga-lenga maledicente, perverso e cafajeste ao lançar suspeita de que Dirceu está por trás da venda do hotel pelo falecido empresário Sérgio Naya. Trata-se de uma perseguição política sem fim e um linchamento moral a um político sem igual na recente história do Brasil.
A ordem nas redações da imprensa hegemônica e venal é dificultar ao máximo a vida de quem já foi humilhado, linchado e preso. Essa gente de direita e alma udenista não tem jeito, e é por isso que eu defendo a urgente efetivação de um marco regulatório para as mídias, a exemplo do que existe na Argentina, nos Estados Unidos e na Inglaterra. Insisto: quem dá comida de vara curta ao tigre vai ficar sem o braço, e o Governo trabalhista de Dilma Rousseff tem de retirar da gaveta empoeirada do Ministério das Comunicações o projeto democrático que dispõe sobre o marco regulatório para os meios de comunicação elaborado pelo ex-ministro Franklin Martins e sua equipe. Ponto!
Marco Aurélio de Mello continua a trilhar seus caminhos políticos à direita do espectro ideológico. Questionado pela imprensa burguesa sobre o porquê de o juiz Joaquim Barbosa aplicar as penas de maneira diferente aos condenados na AP 470 e somente aos petistas, o magistrado respondeu: “Os atos são praticados de forma homeopática” – justificou.
Contudo, Marco Aurélio, o juiz e não o imperador romano, libertou o banqueiro Salvatore Cacciola, dono do Banco Marka, que cometeu crimes contra o sistema financeiro, juntamente com funcionários do Banco Central, após ser socorrido em 1999, durante o Governo do neoliberal FHC.
Cacciola fugiu para a Itália e foi extraditado de Mônaco para o Brasil em 2006, pegou quatro anos de cadeia e hoje caminha livre, leve e solto por onde quiser e lhe convier. Outro criminoso que Marco Aurélio soltou foi o assassino da missionária estadunidense Dorothy Stang, que deveria estar preso por 30 anos. Regivaldo Pereira Galvão, que atende pelo sugestivo apelido de “Taradão”, fuzilou a religiosa por causa de conflitos de terra e indígenas, em um crime de repercussão mundial.
O juiz Marco Aurélio de Mello não se fez de rogado e o soltou. O motivo para a soltura é que os recursos de apelação do criminoso já condenado não foram totalmente esgotados. Assim que funciona o Judiciário da burguesia - da direita brasileira. É o que podemos chamar de Justiça de um peso e duas medidas. O Judiciário brasileiro tem de passar por uma profunda reforma. É o Poder da República mais fechado, o mais afeito a mordomias, o que mais reagiu à Lei do Nepotismo e o que tem o mais enraizado sentimento de classe.
Quanto a isso tudo, certamente que Marco Aurélio de Mello evita doses homeopáticas. Se existe uma frase ou pensamento que serve para o poderoso mandatário do STF é a que o seu xará Marco Aurélio – o imperador – afirmou: “Logo tu esquecerás; logo te esquecerão!” Marco Aurélio julga como Sir. É isso aí.
  



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Aécio distorce os fatos e manipula a realidade à luz de Lula e FHC

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre
 


O pré-candidato do PSDB a presidente da República, Aécio Neves, concedeu uma entrevista ao jornal espanhol El País. O tucano, como sempre, não disse nada com coisa nenhuma e mais uma vez não apresentou quaisquer propostas de governo e projeto de País para que a sociedade brasileira pudesse avaliá-los e, consequentemente, pensar em outra opção política que possa ocupar o espaço no lugar do PT.

As críticas de Aécio Neves ao Governo trabalhista são superficiais e vazias, porque não passam de lugares comuns, além de não serem acompanhadas de propostas que façam a maioria do eleitorado brasileiro ter esperança de concretizar mudanças que viabilizem as expectativas de melhorar a qualidade de vida e, por sua vez, termos um País mais justo e igualitário.

Acontece que nos últimos 11 anos o PT de Lula e Dilma Rousseff realizou uma revolução silenciosa e o País cresceu economicamente e socialmente como nunca se viu desde os tempos de Getúlio Vargas, ressaltadas as devidas proporções, porque são eras distintas, momentos históricos diferentes e realidades desconcertantes, pois o Brasil de Lula e Dilma é um País industrializado, enquanto Getúlio foi o percussor do desenvolvimento brasileiro, a começar pela industrialização e pelos direitos trabalhistas.

A entrevista do tucano Aécio Neves ao El País não chega a lugar algum, porque para se chegar a um destino é necessário, antes de tudo, começar a jornada ou simplesmente abrir a porta de saída. E isto, seguramente, o tucano presidenciável não o fez. Então, vejamos. O que Aécio Neves quer dizer quando afirma que "Os próximos quatro anos serão muito duros para o Brasil" ou "Precisamos de um governo rígido?”

Se algumas pessoas consideram essas afirmativas vagas, eu não as considero. E vou dizer por quê: quando o tucano fala em "governo rígido", pois acredita que os próximos quatro anos serão "muito duros", é porque ele, sub-repticiamente, aponta na direção do que os tucanos pensam sobre economia e sociedade, o que já mostraram quando governaram o País na década de 1990.

Aécio em sua entrevista fala aos banqueiros nacionais e internacionais, aos megaempresários dos setores industriais e comerciais, aos governantes dos países ricos e, sobretudo, à direita brasileira, que apesar de ter ganhado muito dinheiro durante os mandatos dos governantes trabalhistas, luta para que um dos seus retorne ao poder e, por seu turno, retome as políticas de austeridade econômica, que na verdade significam diminuir os investimentos do estado, apertar o cinto dos trabalhadores brasileiros, continuar com as privatizações e privilegiar os interesses dos ricos.

É o modus operandi dos tucanos e das administrações do PSDB. Essa gente não tem jeito. Continua a apostar no que não deu certo e por isso teve de ir ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. Os tucanos do apagão energético que prejudicou o País durante 14 meses e do afundamento da P-36, a maior plataforma de produção de petróleo no mundo cuja construção custou US$ 350 milhões.

Governaram o Brasil sem cuidados e zelo e o deixaram à deriva, porque a intenção era vender, alienar o patrimônio público e atender aos interesses dos países ricos e do mercado internacional de capitais. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — quando saiu do Senado para se candidatar à Presidência da República anunciou, em um discurso de conotação simbólica, que a Era Vargas estava no fim e que o estado nacional não deveria mais ser empresarial.

O tucano quis dizer que a iniciativa privada tomaria as rédeas, os destinos do País, e deu no que deu: a entrega das estatais, o desemprego e a inflação de índices altos, a exclusão de milhões de brasileiros do consumo e do atendimento por intermédio de serviços públicos, como saúde e educação. FHC não construiu uma única escola técnica e universidade federal, além de destruir os sistemas de controle gerencial das empresas, pois insistiu em manter o câmbio fixo, além de ter zerado as reservas internacionais no ano de 1998. E o que aconteceu? Respondo: o Brasil quebrou novamente. Os tucanos são geniais, não são?

Anos depois, Lula assume o País. O político trabalhista institui as reservas como política administrativa. Realiza um forte contingenciamento nos primeiros anos de suas duas administrações e efetiva um colchão de proteção que fez com que País saísse do atoleiro em que se encontrava. Paga a dívida externa, o Brasil se torna credor do FMI e cria os PAC 1 e 2, que transformam o País em um canteiro de obras, de construções, reformas e revitalizações da infraestrutura brasileira.

Além disso, Lula criou inúmeros programas sociais que dignificaram o povo, porque o incluiu ao invés de continuar a excluí-lo, como se fez durante séculos no Brasil, bem como continuaram a fazê-lo os tucanos, aqueles que governam e governaram para os ricos, porque querem um País VIP, para poucos e por isso nunca mais venceram eleições presidenciais, mesmo com o apoio e a cooperação sistemática de instituições conservadoras e elitistas como o STF e a PGR, além da cumplicidade infame dos magnatas bilionários da imprensa de negócios privados.

Lula, por intermédio de sua política econômica, fez o Brasil conquistar o Investment Grade, baixou os juros para um dígito e prefixou os juros da dívida interna, em real e não em dólar, o que, sem sombra de dúvida, deixou os jogadores do mercado com ódio e até com vontade de derrubá-lo do poder. Todas essas ações permitiram que as grandes empresas brasileiras se consolidassem no exterior.

Como se observa, o socialista e trabalhista Lula entende mais de capitalismo dos que se consideram os baluartes em defesa do capitalismo. A verdade é que os neoliberais, tucanos ou não, apostam no capitalismo selvagem, na exploração por si mesma e no sectarismo entre as classes sociais, pois a intenção é favorecer os "bem nascidos", os privilegiados e manter, a todo custo, o sistema de castas imposto pelos inquilinos da Casa Grande, que sonham, ardentemente ou febrilmente, com a volta da escravidão.

A resumir: os governos trabalhistas de Lula e Dilma Rousseff mostraram, inapelavelmente, o quanto os tucanos quando governaram foram irresponsáveis, fracassados, incompetentes, entreguistas, colonizados, subservientes e portadores de um imenso, gigantesco, incomensurável e inenarrável complexo de vira-latas. E dessa forma também se conduzem e se comportam os coxinhas de classe média porta-vozes da Casa Grande, eternos inconformados com a ascensão econômica e social de 40 milhões de brasileiros que há séculos eram inquilinos da Senzala.

O presidenciável Aécio Neves já deu a senha em sua entrevista ao jornal espanhol El País, que é esta: "Precisamos de um governo rígido", ou seja, vão dar prioridade às questões econômicas geradas pela frieza e impessoalidade dos gabinetes, porque o que somente interessa aos neoliberais são números, índices e gráficos, enquanto as questões humanas são relegadas a um segundo plano.

A verdade é que sempre fez ajustes e levou as leis da economia a sério foram os mandatários trabalhistas e que estão no poder sob a sigla do PT. Quaisquer jornalistas, economistas, historiadores, sociólogos e políticos sérios sabem dessas realidades e verdades. Os tucanos governaram o Brasil no "limite da nossa irresponsabilidade", como advertiu certa vez, em 1998, o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio o ex-ministro das Comunicações Luís Carlos Mendonça de Barros, em conversa telefônica cujo assunto era a participação dos fundos de pensão de estatais na privatização da Telebras. Os mesmos fundos usados um ano antes na compra e venda da Vale do Rio Doce.

Entretanto, Aécio se preocupa com o Bolsa Família, e o considera "enraizado". O tucano mineiro critica: "Mas para o PT ele (Bolsa Família) é um ponto de chegada, enquanto para nós é um ponto de partida. O Brasil não pode viver exclusivamente disso". Nada mais pueril e cínico a afirmativa de presidenciável do PSDB. Para começar, os governos Lula e Dilma implementaram inúmeros programas, que funcionam como uma rede de proteção social.

Bolsa Família, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Brasil Alfabetizado e Educação de Jovens e Adultos, ProUni, Brasil Carinhoso, Luz para Todos, Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais - Assistência Técnica e Extensão Rural, Tarifa Social de Energia Elétrica, Telefone Popular, Minha Casa, Minha Vida, Isenção de taxa para concursos públicos, Programa de Apoio à Conservação Ambiental - Bolsa Verde, Brasil sem Miséria, Rede Cegonha, dentre outros, além da valorização e recuperação do salário mínimo, que passou a ser tratado como política de estado e não apenas de governo.

Como se percebe, tais programas são políticas de estado e têm a finalidade de assegurar a sobrevivência de milhões de pessoas que estão em situação de risco, vítimas da pobreza, da miséria e do descaso e violência das nossas "elites" que durante séculos governaram o Brasil e não se deram ao trabalho de distribuir terras e renda e, consequentemente, promover o crescimento social daqueles que foram excluídos de gerações após gerações. Quando se exclui, diminui-se as oportunidades de se ter uma sociedade justa e democrática. E é exatamente isto que os ricos, os poderosos e os direitistas não querem. Ponto!

Aécio Neves tergiversa, manipula e distorce a verdade, a realidade e os fatos. O tucano sabe o que diz, pois a intenção é criticar para almejar vitória na corrida eleitoral. A verdade é que os tucanos estão desesperados, pois apesar dos ataques diários da imprensa venal e alienígena aos governos trabalhistas, os índices de aprovação da presidenta Dilma Rousseff nas pesquisas são altos e preocupam os "donos" do establishment, que são os moradores da Casa Grande e seus agregados e empregados pagos para defender o indefensável, o imponderável e o injustificável, exemplificados em concentração de renda e de riqueza, que se observa neste País ainda injusto e violento.

Contudo, o tucano de Minas tem seus calcanhares de Aquiles, a exemplo do Mensalão Tucano, do Trensalão Paulista, do Metrosalão Paulista e das privatizações, essas inesquecíveis a todos os brasileiros que prezam o Brasil. Políticos conhecidos do PSDB, como José Aníbal e Aloysio Nunes Ferreira são citados nos escândalos cujas origens são as multinacionais Siemens e Alstom.

Por sua vez, José Serra, Geraldo Alckmin e o falecido Mário Covas têm seus governos duramente questionados quanto à corrupção acontecida no decorrer dessas administrações neoliberais, que alienaram o patrimônio público do povo paulista e se dedicaram a criar pedágios e a atender os interesses da pior imprensa mercantil do mundo: a imprensa paulista, exemplificada em O Globo, TV Globo, TV Band, Folha, Estadão, Veja e Época. Nada é pior. E nada é mais infernal e destrutivo. A direita escravocrata brasileira em ódio e desencanto!

A entrevista de Aécio Neves ao El País é completamente vazia, pois o pré-candidato do PSDB não apresenta propostas e muito menos se compromete com o desenvolvimento e bem-estar do povo brasileiro. Ele, como todo "bom" tucano, evita o assunto, porque vive em um mundo paralelo, de altos negócios, compromissado com o empresariado e com os interesses dos países hegemônicos, como os Estados Unidos. Aécio é a direita disfarçada de playboy e um sorriso que a ninguém engana. Vai ser difícil parar para conversar com ele. Aécio Neves distorce os fatos e manipula a realidade à luz de Lula e de seu guru neoliberal cujo o nome é FHC. É isso aí.