sexta-feira, 6 de maio de 2016

Supremo tem de cassar o golpe contra o Brasil e honrar sua obrigação de guardião das leis

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

O Supremo não pode lavar suas mãos como Pôncio Pilatos, que, em nome do rito, pregou Jesus na cruz. O PP não pode ser exemplo para os juízes e a democracia .
Respondo à pergunta de Paulo Henrique Amorim feita no Conversa Afiada, cuja resposta ele já sabe. "Sim, Paulo Henrique, o Supremo Tribunal Federal é composto de Pilatos, juízes que lavam as mãos. E mais do que isto: Alguns desses "príncipes" de togas e punhos de renda não meteram as mãos na cloaca fétida do golpismo bananeiro e canalha, mas fecharam os olhos, calaram as bocas e tamparam seus ouvidos, iguais os três macaquinhos.

Os famosos símios representam a omissão, a negligência, a pusilanimidade, a covardia de quem ou aquele que fica em cima do muro ou com olhar na janela, a ver o tempo passar enquanto o País pega fogo por causa de um golpe vergonhoso promovido pela casa grande. A burguesia não aceitou a quarta derrota eleitoral consecutiva para o PT, bem como percebeu que, em 2018, a candidatura Lula poderá se transformar na quinta vitória da sigla social-democrata, que é o Partido dos Trabalhadores.

Digo ainda a Paulo Henrique — o jornalista sabe disso — que enquanto alguns dos juízes lavam as mãos, outros são cúmplices e copartícipes de um golpe vexaminoso e humilhante para o País, pois o deixa de joelhos, assim como para milhões de brasileiros que desejam ser parte de uma República desenvolvida e civilizada, mas jamais cidadãos de um País poderoso e importante como o Brasil, que, a fórceps, está a ser obrigado a engolir uma trama sórdida e espúria, em forma de golpe jurídico-parlamentar efetivado por canalhas, que rasgaram a Constituição e deram um chute na cara do Estado Democrático de Direito.

Picaretas sem votos suficientes para vencer eleições presidenciais, maus perdedores, que tratam milhões de brasileiros como idiotas, enquanto muitos desses golpistas cometeram toda sorte de crimes, tanto é verdade que 120 dos golpistas da Câmara respondem a processos na Justiça, sendo que muitos deles já são réus. Depois vem com o papo furado de pedaladas fiscais, a exemplo do serviçal e lugar-tenente de Aécio Neves, senador Antônio Anastasia, que, quando governador de Minas Gerais, foi pródigo em cometer pedaladas fiscais, bem com retirou bilhões do orçamento da Saúde pertencentes ao povo mineiro, que resolveu não votar mais no PSDB e decidiu votar no PT do atual governador Fernando Pimentel.

Nada como o ditado popular, que serve muito bem para a derrota da dupla Aécio Anastasia: "Quem não os conhece que os compre". Como o povo de Minas os conhece, não os comprou e os derrotou nas eleições de 2014. Ponto. Entretanto, a cafajestada da direita golpista não tem limites e nem fim, ao ponto de Anastasia, subalterno do golpista incendiário, Aécio Neves, um dos maiores responsáveis pelo golpe hediondo e bananeiro, como se o Brasil fosse um País pequeno como Honduras e o Paraguai.

Um golpe cujo roteiro se evidencia nas mesas de reuniões da direita brasileira no Congresso, na PGR (MPF), na DPF, na Vara do Moro, nas redações da imprensa corrupta e sonegadora de impostos, como o Pato Amarelo e golpista da Fiesp, e, principalmente no STF, que, ao invés de esperar cinco meses para colocar o deputado Eduardo Cunha em seu devido lugar, que é a cadeia, preferiu se omitir e negligenciar o processo ilegítimo e ilegal do golpe, porque a presidenta Dilma Rousseff não cometeu crimes de responsabilidade.

Esta é a questão essencial e que não permite tergiversações, distorções e manipulações quanto a esta factual realidade. Simplesmente não cabe, porque literalmente não existem provas que criminalizem Dilma Rousseff. O golpe de estado travestido de legal é um processo draconiano, que se iniciou viciado desde sua origem. Todo mundo sabe disso, porque se percebe a má-fé dos golpistas e de seus cúmplices.

Será que os juízes do STF, em nome do rito e da tecnicidade jurídica, bem como por causa de suas odiosas omissões e negligências não percebem o que está a acontecer? Os "príncipes" impolutos vão permitir que criminosos tomem o poder de assalto como se fossem ladrões que roubam a mão armada como ocorre nas ruas das cidades do País? Seria, então, uma imprudência e irresponsabilidade sem tamanho, de tal forma que a Justiça ficaria em xeque, no que diz respeito à sua moral e seu reconhecimento como guardiã das leis por parte do povo do Brasil.

Vou mais além: se o Supremo não invalidar ou anular o golpe que está a ocorrer no Senado, sendo que o relator é um político do PSDB e de notória vinculação a Aécio Neves, que passou dois anos sem descer do palanque e a apagar fogo com gasolina, porque se trata de um golpista incendiário e de um playboy irresponsável, o STF vai ser alvo de desconfiança da sociedade brasileira organizada, bem como sua credibilidade para ser reconquistada vai ser uma questão de muitos anos a fio, porque quando um País tem suas regras, normas e leis rasgadas para se cicatrizar as feridas demandam muitos anos, quiçá, décadas, como foi e é o caso do golpe civil-militar de 1964.

Além do mais, a pantomima, a farra, a bagunça e a folgança cometida e evidenciada pelos deputados federais foi algo que notabilizou o quanto essa trupe de deputados é leviana, irresponsável e adepta da pândega em forma de golpe criminoso, portanto, ilegítimo. Se mostraram complemente alienados, irresponsáveis e distantes dos interesses reais do Brasil e de seu povo, que há séculos luta por um País mais justo, democrático e igualitário, que o leve a conquistar sua emancipação política e econômica de forma plena.

É inaceitável para o povo brasileiro que a democracia e os direitos civis sejam considerados uma concessão ou tratados como um favor concedido pela bilionária burguesia autocrática, antinacionalista, antidemocrática e antirrepublicana, que tem como seus porta-vozes e capitães do mato os partidos de direita liderados pelo PSDB e DEM, certos servidores públicos do sistema Judiciário (Justiça, MPF e PF) muito bem pagos pelo contribuinte, a imprensa comercial dos magnatas bilionários, que defende a iniciativa privada, mas vive do dinheiro público e por isto está na hora de tomar vergonha na cara para se privatizar de fato, porque, como dizem os capitalistas falsamente apregoadores da meritocracia, "não existe almoço grátis".

Puro cinismo e hipocrisia aplicados diretamente nas veias, porque todos sabemos que o grande empresariado tupiniquim, que vive a mostrar a superioridade que não tem, adora mamar nas tetas do Estado. Essa gente mentirosa e dissimulada é irremediavelmente patrimonialista. Vou repetir: Pa-tri-mo-ni-a-lis-ta! E um dos principais motivos do golpe de estado contra a presidente trabalhista Dilma Rousseff é exatamente recuperar o controle, por parte da casa grande de alma escravocrata, do Orçamento da União, dos bancos estatais de fomento, das políticas de juros do Banco Central, além de fazer o Brasil retornar aos braços da política externa dos Estados Unidos.

Para isso, necessário será implementar uma política econômico-financeira de caráter neoliberal, porque o establishment, a razão do status quo, tem de fazer caixa e, consequentemente, realizar novamente as gigantescas remessas de lucros, que permitiram que os governantes de países desenvolvidos mantivessem o padrão de vida de seus povos nas alturas e que depois se verificou que um dos principais motivos de essas nações serem tão ricas era proveniente das riquezas geradas pelos países pobres e em desenvolvimento.

Povos que ficaram durante séculos a cooperar, e muito, para a prosperidade da gringada esperta, malandra, de caráter pirata e tão admirada pelos coxinhas de classe média brasileiros, pois, irrefragavelmente, colonizados, subalternos, subservientes e portadores de um incomensurável, incomparável e inenarrável complexo de vira-latas. Nunca vou cansar de afirmar essas considerações sobre os coxinhas, pois os desprezo profundamente, porque sempre foram preconceituosos, sectários e violentos. São também conspiradores, bem como, no decorrer da história, apoiaram golpes de estado, como o ocorrido no fatídico, lúgubre e sombrio ano de 1964, a simbolizar tal infâmia dos coxinhas a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade. E deu no que deu: 21 anos de ditadura militar. Hipocrisia e cinismo em nome de Deus, da família e da liberdade.        

Paralelamente aos coxinhas encolerizados e analfabetos políticos, os deputados davam margem ao golpe e pareciam secundaristas eufóricos com a patuscada organizada por eles. Pareciam as galerinhas da Xuxa dos anos 1980 e 1990, saltitantes e a falar: "O golpe criminoso é pra minha mãe, pro meu pai, pro meu cachorro, pro meu papagaio e pra você". A galerinha irresponsável e analfabeta política, como a Xuxa, que há poucos dias disse que apoia o golpe e que também "Não compreendo por que criticam a Globo. Ela apenas faz jornalismo". Seria hilário, se não fosse trágico e ridículo tanta alienação e falta de discernimento sobre a vida e suas realidades.

Se o procurador-geral-contra a República, Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot, em sua peça de acusação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o chamou de "delinquente", bem como reconhece que o deputado chefe dos golpistas abusou do poder para se vingar do PT e do Governo, que se recusaram apoiá-lo com votos para que seus atos ilegais e criminosos não fossem levados à Comissão de Ética, evidencia-se que Cunha, além de praticar a vingança que é algo que conta muito para um julgamento, também ficou comprovado que ele se aproveitou do cargo em proveito próprio para influenciar e prejudicar as investigações contra sua pessoa.

Todo mundo sabe disso. É perceptível, mas mesmo assim Dilma sofrerá um golpe em um deposição presidencial em pleno ano de 2016, em um País que é a sétima economia mais poderosa do mundo, mas que tem uma casa grande vocacionada a ser bananeira e que não mede qualquer consequência para chegar ao poder como assaltante de bancos ou de pedestres. Assalto a mão armada, que causa discórdia e profunda revolta aos brasileiros, que se consideram civilizados, que se submeteram às regras do jogo democrático e que não subverteram o que é lícito,  legal e legítimo com fazem, agora, os golpistas do Senado e do STF.

O golpe humilha enorme parcela  da  sociedade brasileira de índole democrática, porque politizada. Antonio Anastasia tratou sua "relatoria" apenas como um instrumento para oficializar o golpe, ou seja, seguir o rito obrigatório do Senado, porque, apesar dos argumentos robustos e  questionadores contra o golpe, Anastasia ficou lá, com cara de paisagem, sentado em uma cadeira da Mesa Diretora da Comissão do Golpe de Estado contra uma presidente constitucional e eleita pelo vontade soberana do povo brasileiro.

A que ponto chega um político como esse tal de Anastasia, um coxinha derrotado eleitoralmente, a dar vazão às ações que tomam de assalto o Palácio de Planalto e a Presidência da República. Pobre do Brasil, País infeliz e azarado. Ratifico. Um lugar no mapa onde viceja uma "elite" que insiste em apequená-lo. Trata-se da casa grande ocupada por patifes colonizados, que lutam, eternamente, para que o Brasil seja uma eterna republiqueta bananeira para que ela possa ganhar muito dinheiro nas costas de um povo ignorante, sem instrução e desconhecimento sobre seus direitos constitucionais e trabalhistas.

O STF tem a obrigação de impugnar o golpe. Invalidá-lo e levá-lo de volta para a Câmara, a origem da patifaria e das ilegalidades constitucionais e do próprio estatuto da Casa Legislativa. Golpe é golpe; e o crime começa pelos deputados golpistas. Ainda há tempo para que o Supremo honre o nome de Supremo e retome a legalidade para manter Dilma Rousseff no cargo conquistado legitimamente, salvar a democracia e honrar o Brasil perante seu povo e todas as Nações. Golpe é crime e com o crime o STF jamais poderá compactuar e ser cúmplice, mesmo a ter algum juiz conspirador. O Supremo não pode lavar suas mãos como Pôncio Pilatos. É isso aí.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Cunha cai e Temer é o capataz tutelado por golpistas como os Marinho

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, caiu. Foi destituído da presidência do Legislativo e, com efeito, perdeu também seu mandato de deputado federal. Realidades que aconteceriam e que estavam em compasso de espera pelo procurador-geral-contra a República, Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot, bem como pelos juízes em cima do muro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Magistrados que se mostraram, no decorrer do processo do golpe de estado travestido de legítimo contra a presidenta Dilma Rousseff, omissos, negligentes e, por que não dizer, cúmplices da infame conjuração armada por parlamentares corruptos e por membros do Judiciário incrivelmente politizados e partidarizados, que se tornaram inimigos de morte dos governos trabalhistas do PT.

Se alguém tem dúvida sobre a posição selvagem dessa gente que, vergonhosamente, transformou o Brasil em república bananeira e depois vai a Miami fingir, hipocritamente, que é civilizada e culta, basta analisar e verificar a conduta dúbia de magistrados, a exemplo de Dias Toffoli, Carmém Lúcia, Rosa Weber, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Luiz Fux, que sempre primaram por segurar os processos e as denúncias contra os políticos do PSDB, DEM e PPS, que são acusados de receber propinas por meio de esquemas de corrupção.

Esquemas milionários como as listas de Furnas, da Odebrecht, da Zelotes e do HSBC, como também acusados e denunciados pela Lava Jato, além de outros escândalos do passado e do presente, quando os demotucanos, por exemplo, governaram o Brasil, mas que hoje governam estados poderosos, como os de São Paulo e do Paraná, sendo que Aécio Neves controlou o governo das Minas Gerais por 12 anos, a eleger governador do Estado mineiro o senador Antonio Anastasia, seu braço direito e que relatou o golpe descarado contra Dilma Rousseff no Senado, o que se torna um fato surreal, porque Anastasia foi profícuo em cometer pedaladas fiscais em seu governo de tucanos e para poucos privilegiados da população mineira, ou seja, os ricos.

Agora explode a bomba esperada: Cunha caiu para que Michel Temer fique "esperto" e governe sem exigir muito de seus parceiros de golpe de estado, como os coronéis midiáticos que já lhe deram uma sonora bronca em forma de editorial (golpista) publicado no jornal O Globo, um pasquim de direita, incendiário e que desde 2003, quando Lula assumiu a Presidência da República, realiza uma oposição sistemática, desleal, violenta e de conotação fascista.

Diuturnamente esse pasquim panfletário desinforma, manipula, distorce e mente para o País desde 1925, quando foi criado. Durante 12 anos lutou para inviabilizar os governos trabalhistas e suas lideranças nas pessoas de Lula e Dilma. O Globo sabotou, boicotou, inverteu e distorceu realidades e fatos, bem como "escondeu" as realizações sociais, econômicas e de infraestrutura dos governos petistas, ao ponto de apenas ter em sua agenda, movida a ódio ideológico e a preconceitos de classe, a Lava Jato e o mensalão do PT, porque o do PSDB os Marinho blindaram, assim como fizeram uma campanha infame e sórdida contra todos os avanços acontecidos no País.

Os Marinho e seus monstrinhos (jornalistas) amestrados criados em suas redações como pitbulls, sempre tiveram como meta desconstruir a autoestima dos brasileiros para implementar em seu lugar o inenarrável e incomensurável complexo de vira-lata, que vem a ser o filhote bastardo do jornalismo de esgoto praticado pelo O Globo e por todas suas empresas, que nasceram a partir desse diário de direita e de defesa dos interesses da casa grande associada à plutocracia mundial.   

Deposta ilegalmente, a presidente eleita com 54,5 milhões de votos pelo PT, tornar-se-á parte da lúgubre e sombria lista de cafajestadas e infâmias praticadas pela direita deste País na história do Brasil. Dilma é a terceira mandatária da corrente trabalhista brasileira a ser alvo e vítima de golpe de estado. Desta vez sem a força das armas, mas no âmbito parlamentar e judiciário, com juízes, procuradores e delegados da PF totalmente envolvidos com a trama golpista e a traição contra uma presidente da República, que não cometeu crime de responsabilidade.

Verdade que comprova o golpe vil e ardiloso cometido por autoridades que se comportam como verdadeiras bandidas, a tomar de assalto a Presidência da República e a colocar no lugar da eleita pela maioria do povo um usurpador sem voto, moral, credibilidade, legitimidade e autoridade para governar o Brasil, um País azarado e infeliz, porque lugar onde vive uma das oligarquias mais perversas, egoístas e infames do mundo, bem como uma classe média desprovida de inteligência política.

A classe coxinha socialmente preconceituosa e sectária, assim como comprometida com a submissão do Brasil aos países colonizadores até as raízes dos cabelos. Coxinhas são uma verdadeira lástima, e, como não passam de classe média, vão verter lágrimas de sangue com o programa de Governo digno de histórias de Drácula efetivado pelo futuro presidente usurpador, traidor e que vai levar o Brasil e a classe média idiotizada a "Uma Ponte para o Futuro", que, na verdade, trata-se de "Uma Ponte para o Inferno ou para o Abismo". Quem viver, verá. Não vai demorar muito, porque a fome da burguesia dona da casa grande para botar a mão no Orçamento da União é voraz e, como tal, infame e sórdida. A classe média coxinha vai ter o País e o Temer que ela merece, porque moralmente igual, a comprovar suas faixas quando diziam o seguinte: "Somos todos Cunha" ou "Quero minha empregada doméstica de volta". Sem comentários... 

Rodrigo Não Devo Nada a Niguém Janot, na peça em que pediu ao juiz Teori Zavascki o afastamento de Eduardo Cunha, chamou-o de delinquente. Contudo, a ação de Janot, o procurador-geral-contra a República, não o isenta de maneira alguma de seu envolvimento e sua omissão proposital quanto ao golpe de estado contra Dilma Rousseff, que, consumado, não vai acabar bem. Isto é evidente. Não há como aceitar um golpe descarado como este e considerado dessa forma pela comunidade internacional e pelas movimentos sociais e de trabalhadores brasileiros, bem como por incontáveis associações, instituições, ONGs, sindicatos, entidades e corporações que se colocaram contra o golpe e o denunciam diariamente em meio às atividades diárias da sociedade brasileira.

O que essa gente pensa? Que milhões de brasileiros, que não votaram em Aécio Neves, não compactuaram e não são cúmplices do golpe vão deixar por isto mesmo? Um golpe criminoso e espúrio efetivado pelos perdedores das eleições presidenciais de 2014 e que, no dia seguinte à derrota, foram às ruas a não aceitar a quarta vitória consecutiva do PT, um partido social-democrata, legalista, garantista e profundamente democrático, que jamais ousou, em 12 anos de poder, bater em trabalhadores, tanto os dos campos quanto os das cidades.

Muito diferente da pregação mentirosa e golpista dos jornalistas empregados dos coronéis midiáticos e da tergiversação, omissão e seletividade de Rodrigo Janot, de Sérgio Moro e dos procuradores Deltan Dallagnol, Carlos Fernando e de seus colegas de Lava Jato. A verdade é dura para quem dá golpe e é autoritário e despótico, mas os governos do PT de Lula e Dilma jamais interferiram no processo de investigação efetivado pelos servidores públicos do Judiciário. Pelo contrário, tais servidores escolheram, em listas tríplices, os colegas que iriam chefiá-los, a exemplo dos membros do STF e da PGR, bem como os delegados da PF ficaram livres para investigar e reprimir corruptos, além de prendê-los.

O resto é bazófia, irresponsabilidade, perfídia e infâmia, cujo objetivo e propósito é o golpe de estado. Ponto. As ilações, o disse me disse, as maledicências, as delações "premiadas", as traições e as ameaças por meio de constrangimentos, pressões, violências psicológicas, gravações ilegais até em mictórios, divulgações de gravações em segredo de Justiça para fazer política e interferir no processo político, prisões equivocadas e de inocentes, detenções sem a culpabilidade formalizada, agressões verbais contra Lula e Dilma, muitas delas publicadas em redes sociais por servidores policiais da PF em plena atividade funcional, o que é um acinte e despropósito indescupável.

Além de toda esta torpe conjuntura, ainda espionaram sem autorização da Justiça e cometeram todo tipo de sandice, casuísmo e patifaria, a ter como base acusações infundadas e levianas para gerar notícias, criar comoção política na classe média, como aconteceu em frente ao Palácio do Planalto, quando o juiz Sérgio Moro divulgou, criminosamente, o diálogo entre Lula e Dilma, a levar uma pequena multidão coxinha, ensandecida e encolerizada, a tentar invadir o Palácio presidencial, pois a razão desse e de outros atos abjetos, mas essencialmente políticos praticados por togados é conquistar apoio da parte conservadora e reacionária da sociedade, e, com efeito, sacramentar a conjuração, ou seja, o golpe, contra o Governo Trabalhista.

O golpismo de direita se tornou a tônica e o lugar comum das ações do sistema judiciário, com o apoio, irredutível e sistemático, da imprensa de mercado dos magnatas bilionários, cujos empregados elaboram o incomparável, pois o mais autêntico, genuíno e fidedigno jornalismo de esgoto em termos planetários. A resumir: o verdadeiro jornalismo repulsivo e de merda em âmbito galáctico(!) — a ter ainda o cinismo, a hipocrisia e a mentira como ingredientes essenciais de uma vil e desprezível traição e usurpação do voto soberano do povo, por parte de golpistas que chafurdam na lama fétida do golpe como porcos provincianos, subalternos, colonizados e bananeiros.

A famiglia Marinho já abriu sua bocarra, em forma de editorial em O Globo. A plutocracia sapecou uma bronca ou sabão, uma escovadela ou ripada, em seu tutelado e capataz-mor, Amigo da Onça — o Usurpador —, vulgo Michel Temer. "Estás a pensar o quê este boquirroto traidor? Este pústula? Será que ele pensa que manda?" — questionou a famiglia Marinho liderada por três irmãos: o Huguinho, o Zezinho e o Luisinho. Os sobrinhos do Mickey de Orlando, que os coxinhas Patetas daqui tanto admiram e se submetem como vira-latas complexados, porque, na verdade, são almas colonizadas, despolitizadas e antinacionalistas.

"Como é que esse pulha dá entrevista para o Gerson Camarotti, um dos nossos empregados de lealdade das mais caninas e começa a deitar falação sem o golpe criminoso não ter sido ainda concretizado? Como se atreve este quinta coluna falar um monte de besteiras ditas sem a nossa autorização?" — perguntaram-se os irmãos plutocratas, a olhar um para outro com sangue nos olhos e ares furiosos a transpassar-lhes as ventas, para logo completar a ira: "Vamos mandar escrever um editorial, talvez pelas mãos do acadêmico Merval Pereira e, com efeito, dar um ralho ou corretivo no Amigo da Onça, que pensa ser dono do seu nariz, como se fosse um presidente trabalhista, que enfrentamos desde os tempos de Getúlio Vargas. Será que o Temer não se enxerga?" — concluem a indagarem-se os irmãos Marinho.  

Eduardo Cunha virou um espantalho de sua própria sombra — um cadáver político ou bagaço da laranja. A vida agora vai lhe mostrar com quantos paus se faz uma canoa. Porém, o autor do golpe se vingou e a direita brasileira de alma  e índole golpista e escravocrata o protegeu até que o golpe de estado chegasse ao Senado pelo relatório do subalterno de Aécio Neves, o senador Antonio Anastasia — o rei das pedaladas em Minas Gerais, mas que, cínico e golpista, recomendou antes de ouvir qualquer coisa sobre o assunto, a deposição descarada e bananeira contra Dilma Rousseff — a presidente que não roubou e, pelo contrário, mandou investigar a corrupção doa a quem doer. E assim foi feito, como a mandatária prometeu em debate contra o tucano playboy Aécio Neves.

A família Marinho sabe disso e sempre saberá, porque tal grupo empresarial sempre colocou em risco a democracia e o Estado de Direito quando tem seus interesses políticos e econômicos contrariados. Michel Temer, se for presidente, tem de entender que ele chegou ao poder de forma espúria e, portanto, sem legitimidade e respeito de grande parte da população brasileira, que não reconhece sua autoridade, assim como não é a mesma de 1964, como ficará comprovado com o desenrolar desse golpe escabroso, que ainda não foi concluído.

As Organizações(?) Globo sabe e compreende o que está a acontecer, bem como as ratazanas golpistas que infestam suas redações e dissimulam sobre o golpe, quando optam por fazer da mentira a verdade não acontecida — factual. Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot também sabe, como entende tudinho o juiz de província Sérgio Moro, aquele que decidiu que o Lula tem de ser preso independente de quaisquer comprovações sobre malfeitos praticados pelo líder trabalhista mais popular da história do Brasil em todos os tempos, até porque ele não pode ser eleito pela terceira vez em 2018.

Esse pessoal não dá ponto sem nó. Apenas quer concretizar o golpe de estado travestido de legítimo e legal. Só isso. Os golpistas de direita decidiram que o PT e suas lideranças não vão governar o Brasil. Que se dane o povo, os eleitores, a comunidade e a imprensa internacional que sabem que o Brasil vai ser mais uma vez vítima e alvo de outro golpe e voltar a ser uma república bananeira, como o é bananeira a "elite", a casa grande, a burguesia, a oligarquia e a plutocracia deste País infeliz e azarado, porque é assim que os ricos e os muitos ricos ganham muito dinheiro e os Estados Unidos voltem a colonizar as terras tupiniquins.

Que os golpistas levem com eles a pecha de golpistas eternamente pelos escaninhos da História. Que a famiglia Marinho, depois de outros 30 anos, hipocritamente e levianamente, peça desculpas novamente por ter apoiado mais um golpe de estado descarado e cafajeste criticado em todo planeta. Que os coxinhas de classe média chorem lágrimas de sangue com o programa vampiresco do governo usurpador e ilegítimo da direita golpista deste País e que os membros igualmente golpistas do Judiciário percam, se já não perderam, a confiança e a credibilidade de grande parte do povo brasileiro, que não é idiota e sabe o que está a acontecer.

E tem mais: Que os empresários do Pato Amarelo golpista, corrupto e sonegador da Fiesp se virem com o aumento dos impostos e sem a moleza das desonerações de impostos e taxas nas folhas de pagamento — a renúncia fiscal — propiciadas pelos governos petistas, porque o Amigo da Onça testa de ferro dos oligopólios vai precisar de dinheiro em caixa. Agora, o próximo passo para a esquerda é esperar pelas ruas, bem como fazer das ruas o renascimento da democracia brasileira à espera das próximas eleições. Que os novos ares renovem as esperanças, mas com muita luta e demarcação de território político e ideológico, apesar do editorial mequetrefe e patronal da famiglia Marinho, a dar um passa-fora no traidor e usurpador Michel Temer, seu criado. É isso aí.


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Janot disfarça com Aécio, mas quer criminalizar Lula e Dilma para legitimar o golpe

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot, que é procurador-geral-contra a República, deveria estar muito incomodado e a pensar com seus botões, no decorrer de noites insones: "Preciso achar qualquer motivo, mesmo o mais idiota e estapafúrdio para criminalizar Lula e Dilma, bem como disfarçar o golpe de estado sem vergonha no qual me meti e sou um de seus líderes" — E completou: "Vou acusar Lula e Dilma no STF por tentar barrar as ações da Lava Jato da qual sou o chefe, juntamente com o Moro. Porém, vou dissimular minha seletividade e perseguição aos petistas com o Aécio Neves, que está nas listas da Odebrecht, de Furnas e também denunciado seis vezes por delatores na Lava Jato. Depois a gente esquece do tucano. Bingo!" — comemorou e passou a se considerar um gênio toda vez que se olha no espelho.

Dito e feito. Não demorou muito e o procurador-geral seletivo, que pensa que todo brasileiro tem cabeça oca de coxinha despolitizado e reaça, achou os motivos para dar uma conotação mequetrefe para o golpe criminoso contra uma mandatária eleita legitimamente pelo povo e que não cometeu crime de responsabilidade, em um processo draconiano e injusto, que vilipendia o senso comum, a verdade, a levar junto, como um deslizamento causado por chuvas torrenciais, o Estado de Direito e a democracia.

Uma vergonha a atuação de servidores públicos golpistas pagos pelo dinheiro do contribuinte. Causa sentimento de nojo e desprezo, porque chega uma hora que a pessoa discerne sobre os fatos, os pondera, e compreende as realidades que se apresentam, como o caso desse golpe desastroso, que mais uma vez enlameia a história do Brasil, além de se ficar comprovado a todos que o sistema judiciário deste País tem de ser, um dia, quando se restabelecer novamente a democracia e o Estado de Direito, urgentemente modificado por uma reforma jurídica e judiciária, porque não dá mais para conviver com um Judiciário (Justiça, PF e MPF) ideológico, partidário e que nitidamente se associou a um consórcio político golpista.

Consórcio que está prestes a depor uma presidente da República que não cometeu crimes de responsabilidade, como também não há nada contra Lula no que diz respeito ao líder trabalhista também ter cometido crimes. E o mundo virou de ponta cabeça. Está tudo do avesso. Ou seja, homens e mulheres que são guardiões das leis se aproveitam delas para manipulá-las e, com efeito, efetivar um golpe de estado.

Evidentemente que depois disso, dezenas de milhões de brasileiros não confiarão mais na Justiça brasileira. Aliás, já não confiam quando se percebe que um corrupto notório que cometeu crimes comprovadamente é o capitão do navio do golpe, enquanto juízes e promotores esperam descartá-lo após Dilma Rousseff ser ilegalmente deposta e Michel Temer — o Amigo da Onça usurpador — tomar o Governo ilegitimamente como se fosse um assalto a mão armada.

E como confiar em servidor público, por exemplo, como Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot, que do alto de sua motivação claramente golpista se utiliza da figura do senador tucano Aécio Neves, o precursor apoplético e encolerizado do golpe de estado, a informar que o blindado político do PSDB vai ser também investigado pela Lava Jato, depois de dois anos de o playboy das Minas Gerais e do Rio de Janeiro ter sido denunciado, além da Lista de Furnas, que já tem dez anos engavetada, assim como a Lista da Odebrecht, onde constam 316 nomes, a maioria pertencente à oposição de direita liderada pelo PSDB, a ter o DEM como parceiro histórico.

É notório que Aécio Neves está envolvido em vários casos de financiamento de campanha, tanto é verdade que ele já foi denunciado por delatores e corruptos inúmeras vezes, como no caso da Lava Jato. Quanto à Lista de Furnas, Janot, que não é careca, mas está careca de saber que, conforme relatos de delatores, Aécio controlou Furnas durante anos a fio, sendo que do sistema hidrelétrico fez sua fonte de recursos para financiar eleições por meio de caixa dois. É o que dizem e está publicado até em jornais dos magnatas bilionários, que sempre apoiaram o PSDB e seus candidatos, dentre eles o senador Aécio Neves.

Contudo, salvo engano, o que Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot fez foi, na verdade, uma pantomima ou ação teatral. No fundo, e ele e seus botões insones e noctâmbulos sabem disso, Aécio é apenas uma isca para os coxinhas bobalhões, que consomem notícias da imprensa hegemônica e manipuladora dos coronéis midiáticos, como se fossem a verdade das verdades, pois o propósito é atrair apoiadores para a causa golpista, que, vitoriosa, acarretará, no decorrer do tempo, lágrimas de sangue para a classe média, porque será alvo e vítima do programa "Uma Ponte para o Futuro" do Amigo da Onça, vulgo Michel Temer.

A verdade é que tal arranjo tirânico e ilegítimo elaborado pelo PMDB com a cumplicidade do PSDB deveria se chamar "Uma Ponte para o Inferno ou para o Abismo", à escolha de quem estiver a fim de optar por um dos títulos para o projeto vampiresco, leonino e desumano da direita brasileira escravocrata e que resolveu humilhar o País perante a comunidade internacional, bem como transformá-lo em uma reles e medíocre República das Bananas, pois nada mais apropriado para as "elites" brasileiras, pois subalternas, provincianas e colonizadas.

Todo essa parafernália da PGR visa tão somente a publicidade e escamotear as reais razões do procurador-geral-contra a República. Uma ação sorrateira e que tem por base a perfídia e a dissimulação. Os alvos verdadeiros de Janot são, nada mais e nada menos, as duas maiores lideranças do Partido dos Trabalhadores, sendo que Lula é forte candidato a presidente em 2018, bem como se houver eleições este ano, certamente que Lula concorreria ao cargo mais importante do País, com razoável chance de vitória, apesar da covarde e desrespeitosa perseguição contra ele e promovida pela imprensa corrupta e sonegadora dos magnatas bilionários e pelo sistema judiciário.  

Portanto, mesmo os dois a não ser réus, não responder a processos e muito menos serem acusados na Justiça, Janot resolveu ser rápido, e, obviamente, já tratou com os ministros do STF, na pessoa de Teori Zavascki, que está com o processo de Lula nas mãos, no que diz respeito à sua nomeação à Casa Civil, bem como no que tange às investigações da Lava Jato, que saíram da Vara do juiz de província, Sérgio Moro, um político não oficial do PSDB tanto quanto Gilmar Mendes, que há anos, demonstra, sem ao menos disfarçar, ódio ao PT e aos seus governos trabalhistas.  

A decisão de Rodrigo Janot é casada e não dá ponto sem nó. Como em outros casos, a exemplo de FHC e o dinheiro via Brasif enviado à amante, além do Instituto iFHC, dos apartamentos no exterior, a fazendola mineira, bem como a gigantesca privataria tucana e a compra de votos para a reeleição, Aécio Neves entra como isca luminosa só para constar rapidamente no noticiário e logo sairá das manchetes, como aconteceu com o grão-tucano, que quebrou o Brasil três vezes, afundou a maior plataforma petrolífera do mundo e, por negligência e omissão, forçou o povo brasileiro a enfrentar um apagão de 18 meses, dentre incontáveis incompetências e desprezo pelo patrimônio público, além de não ter construído uma única escola técnica e negligenciado a universidade pública. E o oligarca tucano de São Paulo se diz professor.

Aécio é chamariz e disfarce. É como se Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot afirmasse ao público: Falo do Aécio, como já falaram do FHC, e vou direto ao que interessa, ou seja, prender o Lula e desmoralizar de vez a Dilma, porque derrubá-la sem imputar-lhe um crime, mesmo para gente como eu e meus procuradores de Curitiba, é dose para mamute. E assim será feito. Desmoralizar Dilma com um golpe e desconstruir a imagem de Lula, de forma que o líder trabalhista não tenha oportunidade de vencer as próximas eleições presidenciais. E se vencer, o Congresso mais conservador e corrupto da história do Brasil vai tentar aprovar o parlamentarismo, que é um golpe disfarçado contra os cidadãos eleitores de Lula.

A verdade é que de boas intenções o inferno está cheio. E o "diabo" realmente se alimenta delas. Enquanto isso o golpista Michel Temer e seu parceiro de golpe, Eduardo Cunha, continuam a navegar por águas turvas e a caminhar por veredas tortuosas, aparentemente a não se preocupar ou se importar com o desenrolar do golpe de estado que pode terminar mal. Nunca se sabe o que acontece quando servidores públicos do judiciário associados à imprensa de mercado, a empresários como os da Fiesp e os políticos conservadores resolvem efetivar um golpe e mandar solenemente os votos de 54,5 milhões de eleitores às favas, sem ao menos terem um crime para poder acusar Dilma Rousseff e, por sua vez, o Lula.

Surreal e também um escândalo de proporção internacional. Todo mundo sabe que se trata de um golpe. Não resta dúvida, mas os golpistas desses rincões tropicais continuam a marchar, intrépidos e decididos, em direção à lixeira da história. A lixeira é o lugar dessa gente ordinária e cafajeste que simplesmente deu uma banana para o povo brasileiro, sendo que bananeira é a tal "elite" irresponsável, ardilosa e soberba, que luta para governar o Brasil como usurpadora do poder, pois sem legitimidade e voto.

Seria cômico se não fosse trágico: oposição derrotada nas urnas vai governar no lugar da eleita e efetivar seu projeto econômico entreguista, elitista, autoritário e antidemocrático, sem a autorização dos 54,5 milhões de eleitores que não votaram no playboy do PSDB, nos demotucanos, bem como não convergem em pensamento político com os coxinhas de classe média, que perderam as eleições e estão até hoje inconformados e entregues ao revanchismo, ao arrivismo e ao ódio de classe. Esse processo draconiano não é uma barbaridade inaceitáve? O golpista e traidor, Michel Temer, não vai poder andar nas ruas. Quem viver, verá.

O mentiroso e velhaco Delcídio do Amaral, senador que tem os dias contados para ser cassado, é o novo "AS" dessa história suja. Tratado como a carta do baralho para vencer o jogo sórdido do golpe de estado. Sua delação vai servir para investigar Dilma e Lula no STF, com base em delação premiada de um político que cometeu crimes comprovadamente e que foi pego com a boca na botija. Delcídio, velho conhecido do PSDB dos tempos da Petrobras, abriu a boca com rancor e sentimento de vingança, pois um preso como ele, que sempre esteve por cima em sua vida política e social, não aguentaria ficar um mês no xilindró, a preferir incriminar Lula e Dilma sem prova alguma.

Tanto é verdade que Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot denunciou Lula e Dilma por interferirem no processo da Lava Jato. Só que para o bem da verdade, quem cometeu crime na Lava Jato foram os procuradores e o juiz Sérgio Moro, que deram publicidade às gravações de uma presidente da República e de um futuro ministro, bem como publicizaram conversas domésticas de familiares de Lula e dos funcionários do ex-presidente. Servidores públicos do Judiciário cometem crimes e fica tudo por isto mesmo. E ainda ganham o prêmio "Faz Diferença" de seus verdadeiros patrões da plutocracia.   

Arrivista e rancoroso, Delcídio do Amaral faz da mentira sua profissão de fé e entrega todo mundo, sem provas, mas o suficiente para o procurador-geral-contra a República usar desse artifício nefasto e injusto para tentar desmoralizar e criminalizar pessoas que até hoje, após dois anos, não se conseguir encontrar malfeitos imputados contra elas de forma comprovada. Somente ilações e um enorme sentimento de vingança. Delcídio é o fim da picada. Um senador que envergonha o Brasil e não faz falta nem para um cachorro abandonado.

A verdade é que Dilma não era sequer objeto de investigação e seu convite a Lula e a gravação criminosa de Sérgio Moro jogada ao público, no que é referente ao diálogo com Lula serviram ao PGR seletivo e partidário para pedir a investigação dos mandatários petistas. Enquanto isto no quartel d'Abrantes, Eduardo Cunha, réu no STF, continua a conspirar e a repercutir seu sarcasmo atávico em uma provocação tolerada pelos togados, mas que causa discórdia no País, que hoje é refém de um réu, que demonstra tanto poder, que faz a mais humilde e simplória das pessoas perceber que, se um dia o deputado Cunha for preso e abrir a boca, a República e todos seus poderes vão  se deparar em um hecatombe que colocará todos de joelhos ou dentro das grades. O PSDB, o DEM, o PMDB e o PPS, dentre outros partidos golpistas, sabem disso e por causa disso também programaram o golpe de estado descarado, bananeiro e covarde.

Alguma coisa está muito errada, a começar pela seletividade e a partidarização de togados das instituições que compõem o sistema judiciário. A solução, então, é soltar os bandidos e prender os inocentes, até que se prove o contrário. É isto? Então o povo brasileiro vai ficar na mão de um Judiciário ideológico e politizado? Aliás, a lógica de hoje é a seguinte: o ônus da prova é por conta do acusado, que será duramente constrangido e humilhado pelo acusador que o encarcerou, até que o preso acuse a si próprio e as pessoas que ele conhece e desconhece.

Trata-se da "justiça" à la Mourinha, aquela que prende o cidadão sem ser réu, em nome da não interferência daquele que vai ficar preso até apodrecer ou enlouquecer, o que não importa, pois o que está a valer é a delação "premiada", que leva o preso a delatar até sua mãe e seus filhos para poder sair da cadeia. Foi o que fizeram, covardemente e desumanamente, com José Dirceu, preso sem ter a culpabilidade comprovada, sendo que anteriormente, no caso do "mensalão", padeceu sob o domínio do fato, que jamais vai ser usado, por exemplo, contra FHC, José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves, somente para ficar nesses, pois, inacreditavelmente, blindados pelo status quo, que eles representam e fazem parte.

Dirceu serve como símbolo da direita para que a esquerda nunca mais ouse conquistar o poder. Isto está tão claro como céu de brigadeiro. Enquanto isso o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, fica a ir a eventos promovidos por João Dória, um coxinha de quatro costados da "elite" paulista, bem como a receber o prêmio "Faz Diferença" dos irmãos Marinho, reconhecidos golpistas de tempos idos e que hoje apostam em mais um golpe de estado para terem concretizados seus interesses políticos e econômicos.

Porém, vamos ver como fica a delação premiada de Delcídio do Amaral quanto a Aécio Neves. Seu homem de confiança em Furnas era Dimas Toledo. Aécio foi acusado por Delcídio de ter recebido propina pelo esquema de corrupção de Furnas, sendo que seu pupilo ficou à frente desse arranjo por dez anos. Furnas, inquestionavelmente, é o escândalo mais documentado que se tem notícia. Entretanto, "não vem ao caso", como gosta de afirmar o juiz seletivo de primeira instância Sérgio Moro.

Essa realidade é considerada irrelevante para os procuradores seletivos do MPF do Paraná, assim como, evidentemente, para os delegados aecistas da PF, sendo que tem o caso do policial que treinava tiro ao alvo na imagem de Dilma Rousseff, presidente da República e candidata à reeleição. Se fosse em um país desenvolvido e com uma democracia madura, esse policial débil mental, pois fascista, seria detido para logo depois ser demitido para o bem do serviço público, até porque nenhuma sociedade desejosa de ser civilizada merece um policial de baixo nível, insubordinado e descontrolado como esse.

O homem de Aécio, o Dimas, está solto, mas deverá ser preso, porque Delcídio denunciou seu chefe, o senador tucano derrotado por Dilma em 2014 e o primeiro político a não reconhecer a vitória de sua adversária, bem como se transformou em um golpista incendiário, superado depois por Michel Temer e Eduardo Cunha. Dilma vai ter de ir às ruas, assim como Lula para liderar as esquerdas se Michel Temer — o Amigo da Onça — usurpar o poder e sacramentar o golpe criminoso travestido de legal e legítimo. Rodrigo Janot  disfarça com Aécio, mas quer criminalizar Lula e Dilma para legitimar e legalizar o golpe de estado. É isso aí.





segunda-feira, 2 de maio de 2016

Espúrio e usurpador, Temer prejudicará os pobres com apoio do STF conspirador e golpista

Por Davis Sena Filho – Palavra Livre


É visível e não deixa quaisquer dúvidas que o Governo usurpador e espúrio do vice Michel Temer é nada mais do que uma estratégia de recolonização do Brasil e da América Latina. Veja só: o Brasil, a sétima economia do mundo, em 2013, que estava prestes a conquistar o quinto lugar na economia mundial, segundo o FMI e os principais órgãos de imprensa do ocidente, irá sofrer, daqui a poucos dias, um golpe de estado, com a cumplicidade dos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF). Isto mesmo: dos magistrados do tribunal mais poderoso do País, que hoje mandam mais do que mandatários eleitos pelo povo.

Um tribunal constituído por juízes acovardados, omissos e pusilânimes, sendo que dos 11 magistrados, uma parte é composta por conspiradores e golpistas, que se politizaram e se partidarizaram, pois, inacreditavelmente, ideologizaram a Justiça, e agiram de forma efetiva para assegurar o golpe de estado, tanto no que concerne às ações ilegais e arbitrárias do juiz de província, Sérgio Moro, quanto no que tange a permitir que um delinquente comprovado, a exemplo do deputado Eduardo Cunha, assaltasse, a partir da Presidência da Câmara, o Palácio do Planalto.

Trata-se de uma trama típica de bandidos entreguistas, que, por motivos pessoais, como a vingança, sabotaram de morte o País, ao tempo em que atendem aos interesses dos Estados Unidos, que nos últimos 14 anos perdeu, e muito, sua influência na América Latina, a tal ponto que o Mercosul se fortaleceu, a Unasul ficou mais importante e respeitada, além de o Brasil efetivar a política externa do Sul-Sul (hemisfério sul), a fortalecer o comércio, bem como cooperou para criar os Brics e seu poderoso banco, a discutir, inclusive, um novo cesto de moedas, que não se vinculasse apenas ao dólar norte-americano.

Junto com todas essas conquistas, o presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva e seu grande ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, mandaram para o espaço, a deixá-la raquítica, a Alca e todos os órgãos de comércio e financeiros dominados pelos yankees, como, por exemplo, o BID, apesar de sua sigla se autodefinir como banco interamericano, a exemplo do FMI e do Bird, que se autoproclamam como internacional e mundial.

Acontece que essas instituições, na verdade, sempre exploraram os países pobres e em desenvolvimento, porque a realidade é que esses órgãos de exploração e rapinagem são instrumentos e ferramentas de controle e subjugação pertencentes aos países imperialistas e colonialistas, como o são também a ONU, a Unesco, a OMC, a OMS e até mesmo a FAO. Ponto.

A verdade nua e crua é que ninguém é livre, país nenhum é autônomo e independente, bem como a democracia burguesa e representativa não passa de uma farsa e fraude, sendo que quem realmente manda neste planeta são as grandes corporações financeiras, responsáveis maiores pela corrupção e a violência no mundo, além de serem as guardiãs do dinheiro roubado por políticos, empresários e servidores públicos de poder e mando dos três poderes. São também responsáveis pela lavagem de dinheiro, proveniente da corrupção estatal e privada, além do tráfico de drogas e de armas. Só para se ter uma ideia o que é governar um País complexo como o Brasil e dominado a séculos pela plutocracia internacional e pela casa grande nativa e maior responsável por quatro séculos de escravidão.

Esta é a questão verdadeira que Lula e Dilma lidam, como tiveram de enfrentá-la também mandatários a exemplo de Getúlio Vargas  e João Goulart, bem como em âmbito estadual políticos da grandeza de Leonel Brizola e Miguel Arraes. O golpe contra Dilma Rousseff significa a reorganização do establishment, que não aceita ficar mais tempo sem controlar o poder central, além de lutar para que Lula seja preso, mesmo sem nada a comprovar se o líder trabalhista cometeu malfeitos, porque a direita deste País está determinada a não permitir que Lula conquiste o poder novamente. Só que o Brasil não está em 1964. Trata-se de uma sociedade industrializada e com movimentos sociais, sindicatos e associações estudantis e de profissionais autônomos fortes e atuantes, que vão, certamente, paralisar o Brasil.

Voltemos ao Itamarati. Realmente, a política externa independente do Brasil e não alinhada automaticamente aos Estados Unidos, efetivada nos governos trabalhistas do PT, verdadeiramente foi um grande marco para a economia, a política externa e a autoestima do Brasil e dos brasileiros, o que levou, reitero, pela primeira vez em séculos, os EUA terem sua influência diminuída, ainda mais quando a maioria dos países da América do Sul elegeu mandatários progressistas, que praticamente fizeram uma revolução no continente, porque a população até então "invisível" para a sociedade e o Estado burgueses passou a ser vista pelos mandatários de esquerda, que, dentro de suas condições orçamentárias e a respeitar as peculiaridades de cada País, melhoram, efetivamente e evidentemente, as condições de seus povos, o que, sobremaneira, não agradou a casa grande de caráter escravocrata e seus aliados históricos de classe média denominados de coxinhas.    

Esses grupos associaram-se ao golpe de estado contra uma presidente que não cometeu dolo. Um golpe sórdido e capitaneado pelo vice-presidente Michel Temer, que, usurpador e espúrio, pretende assumir a Presidência da República sem legitimidade, pois da chapa de Dilma Rousseff, e, portanto, eleito pelo PT, apesar de ser do PMDB, bem como beneficiário dos 54,5 milhões de votos de eleitores que reelegeram Dilma Rousseff e rejeitaram pela quarta vez consecutiva o projeto neoliberal do PSDB, que Temer, o Amigo da Onça, anunciou que vai implementá-lo. Durma-se com um barulho desleal e cretino desse!

É um disparate o golpe de estado travestido de legalidade e legitimidade. Um golpe que vai fazer com que os traidores do povo brasileiro e de sua jovem democracia nunca mais os esqueçam, como ocorreu com os golpistas de 1964, que nunca mais tiveram trégua e paz, porque ficaram durante décadas submetidos a denúncias e à publicidade de seus nomes em todos os órgãos de imprensa, bem como nas atividades da sociedade em geral, além de serem, indelevelmente, marcados para sempre na memória e no imaginário do povo brasileiro, que jamais considerou e respeitou gente golpista.

Conspirar e trair para cometer crimes constitucionais e institucionais é relativamente viável em um País de tradição golpista como o Brasil, mas depois vem o retorno a galope, sendo que Michel Temer, Eduardo Cunha, a corja de deputados palhaços, golpistas e analfabetos políticos, que votaram pelo golpe, além de Sérgio Moro, Rodrigo Janot, Aécio Neves, Paulinho da Força, Cássio Cunha Lima, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, os procuradores seletivos e obsessivos pelo PT, mas jamais pelo PSDB, como Deltan Dallagnol e Carlos Fernando, bem como os juízes Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Dias Toffoli, Celso de Mello e Carmem Lúcia vão ter seu quinhão depositado no lixo da História, pois quem não é golpista é no mínimo omisso ou cúmplice.

A verdade é que se eu citar todos os golpistas não haveria espaço para escrever. Cito alguns, que trazem sombras a meus pensamentos e memória, mas realmente se trata de um golpe de estado elaborado, esquematizado e estudado com detalhes e estrategicamente, de se chegar ao ponto de a presidente da República ter retirado pelos golpistas seu direito de governar, de efetivar ações governamentais em busca de melhorar as condições de vida do povo, o desenvolvimento do País, como ocorreu até junho de 2013, quando começaram a acontecer as manifestações de rua, com o apoio da imprensa dos coronéis midiáticos, que  fomentaram, inclusive, os protestos contra a Copa do Mundo no Brasil.

Até então Dilma Rousseff tinha mais de 70% de aprovação popular, seu governo era respeitado, a economia estava bem, o desemprego era de apenas 6% e as contas externas estavam sob controle, a edificar um colchão de proteção que poucos países da importância do Brasil tinham em relação à realidade em termos mundiais. Além disso, os juros eram mais baixos do que as taxas hoje praticadas.

Até que certo dia um grupo de esquerda, o Movimento Passe Livre (MPL) saiu às ruas e os coxinhas de classe média, primeiramente fantasiados de Anonymous e os Black Blocs vestidos de preto e mascarados, atualmente sumidos, juntaram-se, primeiramente, às campanhas de desconstrução e desqualificação promovidas, diuturnamente e ferozmente, pela imprensa corrupta e sonegadora de impostos, mas de tradição golpista dos magnatas bilionários, para logo depois se juntarem à direita, que se valeu, principalmente, da violência dos Blacks Blocs, que desapareceram, como se existissem apenas com o propósito único de ajudar a incrementar o golpe contra o Governo Trabalhista.

Escafederam-se os fascistas da "esquerda" desmiolada, encapuzados e a se vestir de preto — a cor do fascismo. Desapareceram. Devem estar satisfeitos com a hipotética presidência de Michel Temer, o Amigo da Onça, que se assumir vai fazer a classe média chorar lágrimas de sangue por intermédio de seus programa econômico e social dignos do caráter do Conde Drácula. Enfim, os golpistas de todos os gêneros e classes sociais vão ver o que é bom para a tosse, já que o pobre simplesmente vai voltar a não ter nada, como nunca teve em 500 anos de governos de direita e devotados às oligarquias proprietárias da casa grande.

Agora a direita está aí nas ruas, mais organizada, volto a ressaltar, intolerante como nunca e a expor sua ferocidade alimentada pelo fascismo tão íntimo aos que odiaram ver os pobres, pretos, nordestinos, mulheres e as minorias em geral melhorarem de vida e a terem mais respeito em consideração por parte dos governos trabalhistas de Lula e Dilma. Agora os filhotes de Mussolini ou de Pinochet estão aí e a ocupar as ruas em favor de um golpe de estado, como fizeram em 1964.  Estão, inclusive, a usar termos, bordões e gritos de guerra provenientes da esquerda.

E por que agem assim? Porque a ordem é confundir para dividir e, consequentemente, conquistar golpistas coxinhas despolitizados (redundância) e, com efeito, concretizar o golpe de estado. A direita racista e sectária que hoje se veste com a camisa da Seleção Brasileira e vai às ruas a dissimular, fingir, manipular e mentir que "ama" o Brasil, sendo que todo mundo sabe, pois está careca de saber, inclusive os recém-nascidos e os extraterrestres, que os coxinhas paneleiros de classe média e a burguesia provinciana e perversa deste País ama, de verdade e com toda força de seus corações, os Estados Unidos, principalmente Orlando, Miami e Nova York. Lá, eles dão uma de Patetas quando cumprimentam o Mickey. E acham ótimo!

Lá, nos "Esteites", essa gente boçal de mente pequena e coração miúdo se sente como peixe no aquário, a ter o Brasil apenas como um lugar para ganhar muito dinheiro, ter bons empregos e explorar, eternamente, a mão de obra barata e sem instrução e qualificação, mas com a pequena senzala, o quartinho de empregada, com as portas abertas. É por este motivo que dão golpes, independente se a vida do povo e dos trabalhares melhorou. O golpe de estado é para isto, por causa disto e para manter o status quo de uma minoria acostumada a ter tudo sem muito esforço, como sempre aconteceu no passado de escravidão do Brasil. Depois os cretinos e hipócritas falam de meritocracia... Seria uma piada se não fosse lamentável.

A partir dos protestos transformados em eventos se abriu a caixa de Pandora e todas as diatribes do porvir, que se engrandeceram ferozmente após o dia seguinte à vitória de Dilma Rousseff nas eleições de outubro de 2014. Literalmente, o derrotado tucano e playboy de Minas e do Rio saiu às ruas, não reconheceu a vitória de Dilma e questionou o resultado das eleições, quando duvidou da segurança das urnas eletrônicas para logo depois pedir recontagem dos votos, em uma eleição que foi calma e que não teve nenhum episódio de crime eleitoral, a não ser a conduta de algum eleitor mais afoito e agressivo em seção de votação. Nada, porém, que não fosse resolvido pela polícia ou pelos mesários.

Depois a oposição de direita questionou o financiamento da campanha do PT, que já tinha sido aprovado pelos ministros do TSE. A partir daí o golpe de estado recrudesceu, até chegar ao ponto humilhante e absurdo de juízes de primeira instância, bem como os juízes golpistas do STF não permitirem que Dilma Rousseff, mandatária legitimada pelo voto soberano do povo, nomeasse o ministro da Justiça substituto de José Eduardo Cardozo, bem como também fosse impedida por magistrados omissos e conspiradores de nomear o ex-presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil.

Um cidadão brasileiro que não responde a quaisquer crimes na Justiça, pois nem processado o ex-presidente o é. Lula é um cidadão com direitos plenos de cidadania e mesmo assim está há dois anos a ser humilhado covardemente por autoridades do sistema judiciário (Justiça, MPF e PF), que escolheu lado, optou por partido (de direita), criminalizou a política e judicializou toda e qualquer ação e atos da Presidência da República e de Lula, que nem o acesso ao trabalho querem lhe dar o direito.

Não querem, arbitrariamente e despoticamente, que Lula fale, como procedeu a direita fascista que tentou impedir que Dilma denunciasse o golpe de estado na tribuna da ONU. Se agem dessa forma casuística com autoridades dos portes de Lula e Dilma, o que esses jagunços do capital seriam capazes de fazer com o cidadão comum e anônimo? Tudo e todo tipo de covardia, a exemplo dos assassinatos de sem-terra e de índios nos campos e nas aldeias.

Vale relembrar também como essa gente do Judiciário combate e dá conotação de ilegalidade às conferências de Lula, mesmo ele a pagar impostos e comprovar suas apresentações por meio de vídeos, gravações, imagens e documentos oficiais de quem o contratou. Enquanto isso o tucano blindado, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — dorme em berço esplêndido, protegido pela direita mais criminosa e covarde do mundo, que se traduz na imprensa de mercado e moedora de reputações dos coronéis midiáticos, que há muito tempo já deveriam estar presos por causa de seus crimes do passado e do presente.

Até hoje Lula tem de fazer política em um hotel para receber aliados e até mesmo gente que votou a favor do golpe. Trata-se de um verdadeiro acinte e desrespeito, que tem o ódio e a intolerância como combustível, a fomentar e simbolizar tudo aquilo o que é vil e diabólico. Desrespeito atroz e voraz ao maior presidente da história do Brasil, figura humana rara, que rivaliza em importância com o gaúcho estadista e trabalhista, Getúlio Vargas.

Hoje, Dilma está à espera de sua deposição, mas a prometer muita luta, sendo que a direita, na mão grande, como se fosse assaltante de bancos ou de pedestres, pretende, na cara dura e com seu espírito de porco e bananeiro, usurpar o poder, pois espúria e canalha, porque com esta intenção vão governar o Brasil e prejudicar o desenvolvimento do povo brasileiro, como sempre fizeram no decorrer da história. É a praxe e o DNA das oligarquias brasileiras, que, colonizadas e entreguistas, mais uma vez vão trair o Brasil, porque o sonho dessa gente mequetrefe e cafajeste é ser colônia da gringada esperta e malandra, que vai deitar e rolar e fazer do brasileiro um cidadão de segunda classe. É assim que eles ganham mais dinheiro: esculachando o povo.

Michel Temer, um rastaquera golpista, ilegítimo e despossuído de voto popular e caráter, está a ressuscitar o Amigo da Onça do genial Péricles, quadrinista e chargista que demonstrou, com sua criação, o quanto um ser humano pode ser ordinário, patife, mentiroso e traidor. Estes adjetivos servem também a Eduardo Cunha e todo o bando de sequazes que o acompanhou na Câmara e deixaram claro e transparente que, além de serem irremediavelmente golpistas, a maioria deles deu um show de leviandade, má educação, analfabetismo funcional e político, além de apenas fazer de seus votos um grande negócio, pois políticos de baixo nível intelectual e sem quaisquer discernimento sobre a história do Brasil e as lutas históricas de seu povo. Uma verdadeira mixórdia coletiva.

A presidenta Dilma Rouseff agora acena com as eleições diretas, porque não é possível conceder o poder a trogloditas de direita que desejam entregar o País a estrangeiros, bem como concordar com um golpe de estado criminoso e cometido por criminosos ou por conspiradores associados e cúmplices de bandidos golpistas, que rasgaram a Constituição e deram um pontapé no Estado de Direito, como tem feito servidores públicos do sistema judiciário e os magnatas sonegadores e bilionários da imprensa de negócios privados.

Contudo, mesmo eu a considerar eleição agora como golpe, também acho que é a menos pior das soluções. E por quê? Simples de responder. Porque é um escárnio, fraude e farsa sem tamanho o tal impeachment efetivado pela direita brasileira, com os auspícios dos Estados Unidos, cujos políticos mais conhecidos e influentes, a exemplo de Barack Obama e Hillary Clinton, estão quietos, omissos, em um silêncio retumbante, que mostra mais uma vez que os yankees são, foram e sempre serão golpistas, pois, indelevelmente, imperialistas e colonizadores.

Autoridades estrangeiras que sempre tiveram ao seu lado as burguesias nativas dos países golpeados, cujos presidentes de esquerda e trabalhistas são historicamente depostos em prol da imposição da agenda estadunidense e da casa grande, no caso a brasileira, de alma, vergonhosamente, subserviente, subalterna e colonizada. A burguesia e a aristocracia tupiniquim que jamais, em tempo algum, diferentemente da norte-americana, pensou o Brasil para desenvolvê-lo, pois traidora, antinacionalista, antirrepublicana e, amargamente, provinciana, omissa e negligente, além de racista e perigosamente violenta contra os mais fracos e os que podem menos.

Agora, o povo brasileiro, que não votou em Aécio Neves e nem em seu programa neoliberal, vai ficar em compasso de espera no que é relativo às eleições acontecerem ainda este ano. Entretanto, não vai ficar à espera para fazer manifestações e transformar o hipotético governo do golpista Amigo da Onça, vulgo Michel Temer, em um verdadeiro inferno. Se essa gente desqualificada pensa que vai governar e assoviar ao mesmo tempo está redondamente enganada. Todos irão às ruas...

Todos os grupos sociais e de trabalhadores, que não votaram na direita brasileira e que consideram que os golpistas chegaram ao poder na mão grande, no roubo e no assalto a mão armada, a ter o povo como vítima de ladrões da soberania popular, exemplificados no PMDB, no PSDB, no DEM e em todos seus aliados do mundo político e empresarial. A direita golpista que se prepare: paz para governar não terá. Nem pensar. Canalhas não vão governar em paz. Lugar de golpista é na cadeia. O problema maior é que os juízes desse infeliz e azarado País, que tem a roubar e a dar golpes em suas terras uma das piores "elites" do mundo, não impediram que os criminosos de direita armassem mais um golpe, a solução vai ser ocupar as praças, as ruas e as rodovias do Brasil.


Juiz neste País conspira e se torna cúmplice do crime de golpe de estado. Mais do que isto: juiz da terra brasilis azarada e infeliz por ter uma casa grande de caráter escravocrata negocia com delinquentes, como o presidente da Câmara, que é réu no STF. Foi o que fez o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, com o apoio de seus parceiros de tribunal, quando reivindicou 78% de aumento ao invés de ter, muito antes da votação do golpe de estado na Câmara, ter impedido o deputado Eduardo Cunha de dar sequência a uma vingança pessoal que transforma, miseravelmente, o Brasil em uma republiqueta bananeira, para nossa humilhação e vergonha perante a Nação e o mundo. Todos às ruas para impedir que os piratas e usurpadores possam governar em paz e sobejamente, como se nada tivesse acontecido. Quem vai acreditar nessa Justiça? É isso aí.