quarta-feira, 4 de junho de 2014

Faustão adere ao “Não vai ter Copa!” em televisão de concessão pública

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre


FAUSTÃO É PIG, ATACA O GOVERNO, MAS NÃO PERGUNTA AOS MARINHO SOBRE O DARF E O BV. O COXINHA TEM COMPLEXO DE VIRA-LATA.
“O importante não é o que o Globo publica, mas o que não publica”. (Roberto Marinho)

Fausto Silva, o Faustão, já há algum tempo se mete a falar de questões políticas e problemas brasileiros. Seus pitacos no ar e ao vivo são “harmoniosos”, “ponderados” e “sábios” tais quais a elefantes a se movimentar dentro de pequenas lojas de porcelanas e cristais. Tudo isto acontece porque o Faustão, no alto de sua ignorância, bem como de sua arrogância e prepotência, resolveu fazer política, e, para isso, utiliza-se de um poderoso canal aberto de televisão como palanque eleitoral.

O apresentador de inutilidades e futilidades ataca o Governo Dilma Rousseff, a Copa do Mundo e as autoridades incumbidas para organizar e administrar tão grande e pujante evento. A verdade é que a Copa do Mundo é mais do que um torneio esportivo internacional, porque se trata de um “encontro de civilizações”, como afirmou pontualmente e textualmente o ex-presidente Lula, responsável principal por trazer para o Brasil a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Faustão não conhece o Brasil e sua multipolaridade. Muito longe disso. Ele pensa que o País continental, multirracial e cultural se resume a São Paulo e seu sotaque e pizzas. Ledo engano. Talvez conheça menos a rua do bairro ou condomínio de luxo onde mora do que Miami ou Nova Iorque. O apresentador da Rede Globo é, no fundo, um provinciano de “elite” e, evidentemente, não está acostumado a ver o Brasil em destaque no mundo, ainda mais quando sabemos que o poderoso País americano se localiza geograficamente no hemisfério sul do planeta e gente de cabeça colonizada e com um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata, a exemplo de Faustão, está acostumada, quiçá subalternamente resignada, a aceitar a ver somente os países desenvolvidos serem as sedes dos grandes eventos de escala mundial. O colonizado é subserviente a quem ele considera “sua” Corte.   

Trata-se do tipo coxinha novo rico, que trabalha para uma televisão monopolista, cujos patrões possuem uma fortuna de US$ 28,9 bilhões, segundo a “Forbes”, e acumulada principalmente a partir do golpe militar de 1964. No decorrer de décadas, tal oligopólio midiático se tornou o símbolo e o principal instrumento de defesa dos interesses de uma “elite” que vocifera sozinha, igual como o fez o Faustão, e não aceita, de forma alguma, que seus antagonistas tenham direito à defesa quando atacados. E foi o que aconteceu, no domingo, dia 1º de junho.

O Faustão ataca violentamente o Governo Trabalhista e a Copa em seu programa, na TV Globo, e não acontece nada, como se o apresentador fosse imune a críticas e a uma hipotética resposta no que diz respeito às suas sandices e à falta de respeito com parcela significativa do povo brasileiro que discorda, irrefragavelmente, de tal apresentador coxinha. “Orra meu!”. O PT recentemente foi impedido pelo TSE de veicular seus programas políticos de rádio e televisão. O partido recorreu e no dia 10 de junho o PT vai fazer novas inserções políticas nos meios de comunicação, conforme reza a Lei Eleitoral.

A juíza Laurita Vaz, nomeada para o STJ pelo neoliberal FHC — aquele político tucano que foi ao FMI três vezes porque quebrou o Brasil três vezes — e hoje ministra do TSE, considerou a propaganda do PT eleitoral, enquanto o candidato a presidente do PSDB, senador Aécio Neves, ataca o Governo Dilma há meses, além de chamar as pessoas “para conversar”. Não sei sobre o quê? Afinal, os tucanos não têm e nunca tiveram programas de governo e projeto de País para apresentar aos cidadãos brasileiros, a não ser vender seu patrimônio público. A direita não tem propostas, porque seus únicos desejos são ganhar dinheiro e edificar um País VIP, ou seja, para poucos se locupletarem e viverem como nababos e paxás.

Contudo, os caciques tucanos e as lideranças do DEM, este o pior partido do mundo e herdeiro das capitanias hereditárias e das monoculturas do açúcar e do café, agridem, com virulência e desrespeito, o PT e o Governo Trabalhista, sem ao menos serem importunados pelos ministros do TSE e, particularmente, pela juíza Laurita Vaz. Dois pesos para a mesma medida. Ponto! O peso que pesa a favor dos representantes e porta-vozes da Casa Grande, já que grande parte dos juízes de tribunais superiores compactua com as castas inquilinas e frequentadoras do pico da pirâmide social.  

A verdade é que a direita fala e somente quer falar sozinha, porque os conservadores são a favor da liberdade de imprensa e de expressão somente para eles. Querem falar eternamente sozinhos, repito. Por isto e por causa disto, vociferam, manipulam e mentem, raivosamente, quando tratam de assunto pertinente à regulação das mídias, ou seja, da efetivação de um marco regulatório para esse setor meramente econômico. E por quê? Porque as grandes mídias são privadas e refletem os interesses de seus donos e dos mercados de capitais que, poderosos e multimilionários, veiculam suas propagandas publicitárias nas mídias controladas geralmente pelos barões de imprensa.

A verdade é que os detratores do Governo Trabalhista, do PT e de suas lideranças, a exemplo do apresentador de leviandades e futilidades, o senhor Fausto Silva, impedem e censuram seus adversários políticos, porque os donos de mídias e seus empregados, os de destaque e muito bem remunerados, censuram quaisquer respostas por parte daqueles que eles consideram como seus adversários ou inimigos a serem derrotados. Tirania e covardia na veia.

Nos livramos da ditadura civil-militar e hoje vivenciamos a ditadura da mídia empresarial — a guardiã do pensamento único. A mídia privada, a imprensa-empresa é fascista e lembra, indubitavelmente, o que o escritor e jornalista inglês, George Orwell, especificou em seu livro “1984”. A grande imprensa brasileira é fundamentalista de mercado, e, por seu turno, tem vocação e essência totalitárias. Ponto! O sistema midiático privado e controlado por apenas seis famílias é que se transformou em o “Grande Irmão”, em vez de ser o estado, como apresentado no livro de Orwell, pois o estado brasileiro é democrático, regido pelo estado de direito, conforme a Lei — a Constituição.

Os esquerdistas, os trabalhistas, os socialistas que estão no poder não têm o mesmo espaço no sistema midiático burguês para responder a matérias negativas, aos apresentadores de programas, inclusive os dos programas esportivos, como os do SporTV, aos jornalistas, que, sistematicamente, há quase 12 anos afirmam o que querem, acusam sem provas, realizam denúncias vazias e manipulam a verdade para transformá-la em mentira. A ditadura midiática que odeia a democracia e a ascensão social das classes populares e o fortalecimento da economia brasileira. Eles, os empresários de mídias e seus empregados aquinhoados, simplesmente odeiam o Brasil e o golpeiam, diuturnamente, como acontece agora, às vésperas da Copa do Mundo.

Acredito que se o Faustão tivesse um pingo de discernimento e conhecimento sobre a história do Brasil, dos partidos políticos e o que representa cada agremiação política, no que tange a programas, projetos e ideologias, certamente esse senhor abastado, que desconhece as realidades brasileiras e porta-voz das elites paulistas e midiáticas, não ficaria a cometer sandices e a falar um montão de bobagens, porque dignas de um adolescente ou de um analfabeto político, que, ridiculamente, não tem conhecimento até sobre o chão onde pisa ou o bairro onde mora. Ou se tem conhecimento, joga com a má-fé.

Por sua vez, percebo que o Faustão quer ajudar, cooperar, para que o Brasil melhore as condições de vida de seu povo, sem, contudo, esculhambar com a Copa do Mundo e, irado e a babar igual a um cão raivoso, desqualificar aqueles que lutaram para realizar a Copa no Brasil, além de tentar desconstruir o próprio País, como se seus trabalhadores e governantes não tivessem competência para realizar a melhor e a maior Copa de todos os tempos — a Copa das Copas. Logo o Brasil, que foi anfitrião da Copa de 1950 ainda quando era um País praticamente rural.

A Copa das Copas, pois já considerada campeã de renda, de público antes de começar. E que vai, sim, deixar um grande legado em infraestrutura e mobilidade social, apesar de a imprensa-empresa, golpista como sempre, dizer o contrário, pois sua arma política e de enfrentamento aos trabalhistas é a mentira, que, porém, vai ser desmascarada no horário eleitoral. Basta esperar para ver. 

Então, vamos direto ao ponto. Sugiro que o Faustão, cidadão tão preocupado com as mazelas sociais e a nossa incompetência e corrupção, comece, urgentemente, a responder às perguntas do leitor Pereira, amigo navegante do “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim:

1) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como o patrão dele compra os direitos de transmitir a Copa da FIFA?

2) Esse moço (Faustão) já informou a relação entre o patrão dele e o Ricardo Teixeira?

3) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como funciona o BV?

4) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como o patrão dele adquiriu a TV Paulista?

5) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como o patrão dele adquiriu o controle da NEC?

6) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência onde se encontra o Ricardo Teixeira?


7) O que fez esse moço (Faustão) em prol de boas práticas como exemplo para o Brasil?

E não acaba por aí. Faustão é o segundo maior salário da Globo. O narrador Galvão Bueno é o que tem a maior remuneração: R$ 5 milhões mensais, segundo o colunista Leo Dias, do jornal carioca “O Dia”. O jornalista informou ainda, em sua coluna, o quanto ganha algumas celebridades de televisão. O Faustão, por exemplo, além de ser um cidadão preocupadíssimo com as mazelas, a incompetência, a corrupção e a bagunça brasileiras, recebe um pouco mais do que a metade do salário de Galvão Bueno.

Então, o defensor do Brasil e apresentador Fausto Silva, campeão de preocupação social, além de ser muito consciente sobre o destino do País e de seu povo, recebe cerca de R$ 3 milhões mensais, sem contar com o marketing e a propaganda, que ele sempre é convidado a fazer para as empresas, que acreditam em sua imagem para vender, afinal o Faustão é uma das vozes do capital, do mercado e está aí para isso. Ou alguém tem dúvida?

Faustão está irado. Não agüenta mais ver o Brasil crescer. Com raiva dessa realidade, abriu a boca e repetiu tudo aquilo que ele lê, vê e ouve nos jornais da Globo, da Globo News, da CBN e Jovem Pan, na Veja e na Época, nos jornalões Folha, Globo e Estadão. O apresentador coxinha revoltado e irado até já marcou a data para quebrar o pau com o Governo Dilma, que tem o apoio do ex-presidente Lula e de enorme contingente da população e dos trabalhadores brasileiros.

Sabe do que se trata? É que o Faustão, o “rebelde”, vai fazer sua “revolução” coxinha exatamente no dia das eleições, no mês de outubro. Ele convocou, em seu programa besteirol, o povo para dar uma dura resposta ao Governo Trabalhista. E a resposta que o Faustão espera dar junto com a população vai ser dada, segundo ele, exatamente no dia das eleições. É nessa data que o Faustão global, o “líder político carismático e popular”, sem igual, convidou o povo para reagir: “A nossa Copa do Mundo é em outubro, época das eleições”, decretou o apresentador de babaquices e idiotices desde 1989. Ninguém merece.

Agora, vamos à pergunta que se recusa terminantemente a calar: Faustão, por que você não pergunta aos Marinho como eles conseguem conspirar, tentar derrubar governos e mesmo assim o trio de empresários mantêm intactos o recebimento do BV e ainda se recusam a mostrar o Darf? Realmente, Faustão, o Indignado, sobre isto eu e milhões de brasileiros gostaríamos muito de saber. A televisão é de concessão pública. É isso aí.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O assombro do craque Iniesta e a intolerância fascista das “elites” brasileiras

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

O craque Iniesta talvez saiba que a Copa não é responsável pelos problemas do Brasil. Quem não sabe são os coxinhas e parte das "elites".
Iniesta, um dos craques do Barcelona, igualmente a outras pessoas famosas em suas atividades, diz não compreender tantos protestos no Brasil, porque, para ele, o povo deveria celebrar. O craque afirma essas palavras porque ele, sem sombra de dúvida, desconhece a atuação da imprensa-empresa que viceja no Brasil, controlada por seis famílias bilionárias, sendo que a família mais rica deste País é composta pelos irmãos Marinho, que juntos têm um patrimônio estratosférico e particular de quase US$ 30 bilhões.

Essas pessoas por serem tão ricas e poderosas economicamente e financeiramente são capazes, por exemplo, de boicotar e sabotar durante 12 anos os governos trabalhistas de Lula e Dilma Rousseff, de carácteres populares e eleitos pelo povo sem a menor preocupação com a estabilidade política e a harmonia entre os Poderes da República. O que está em jogo no pensamento pernicioso e hegemônico dessa gente é a supremacia das classes sociais as quais representam, bem como manter intactos os benefícios e privilégios da Casa Grande, com o apoio incondicional das classes médias tradicionais, de maioria branca, responsável principal pela repercussão dos valores e dos princípios da grande burguesia.

O craque espanhol Iniesta não conhece (e não o critico) a história do Brasil e muito menos a vocação destrutiva, a língua ferina, o preconceito latente e o imenso desprezo que as classes dominantes e, por sua vez, privilegiadas sentem, demonstram e praticam contra o Brasil e a maioria de sua população. Desde que o Brasil conquistou o direito de realizar a Copa do Mundo e também as Olimpíadas aconteceu uma grande festa popular no País, inclusive com o apoio e a cobertura da Rede Globo, que, por exemplo, cobriu jornalisticamente a grande festa que houve nas areias das praias de Copacabana.

Com o passar do tempo e a demonstração de força do crescimento do Brasil, em todos os campos e segmentos econômicos e sociais — uns mais e outros menos —, os magnatas bilionários de imprensa ou de todas as mídias, à escolha, perceberam que apoiar a Copa, celebrá-la e dar um enfoque positivo para tal evento histórico, a ser realizado no Brasil, poderia prejudicar seus interesses políticos. Até porque os econômicos, realmente, vão ser atendidos, pois os lucros gigantescos que essas corporações midiáticas privadas vão auferir é para fazer com que os outros setores da economia sintam inveja e vontade de mudar de ramo.

A verdade é que o jogador Iniesta, instintivamente, sabe que uma Copa é momento de celebração, independente de questões sociais e econômicas que determinado país enfrenta, afinal todas as sociedade e nações enfrentam problemas, inclusive as consideradas ricas e desenvolvidas. Os EUA e os europeus ricos da Europa ocidental realizaram, no decorrer das décadas, inúmeros eventos, e em muitos desses países foram observados pela imprensa e pelos governos atrasos em obras, falhas em determinados setores e, evidentemente, que aconteceram protestos e enfrentamentos entre policiais e manifestantes.

Se algum leitor duvida, que pesquise e verifique. Ponto! Contudo, transformar a Copa de 2014 em um evento desprezível e que por isso não deveria acontecer no Brasil é um desejo de uma minoria radical, insuflada há sete anos ininterruptamente por uma mídia venal e historicamente golpista, que, apesar de encher seus cofres com bilhões de reais por causa dos jogos, considera que desacreditar ou infamar a Copa é a opção plausível para que a direita brasileira, uma das mais perversas do mundo, conquiste pontos junto ao eleitorado desavisado, e, obviamente, conservador.

A imprensa que luta para atrair os incautos e ignaros, principalmente os jovens, que conhecem pouco da história do Brasil e quase nunca estão dispostos a ler, além de se transformar em massa de manobra de uma imprensa burguesa, a que eles têm acesso e que somente ouve um lado, porque tem preferência partidária e cor ideológica. A imprensa-empresa do jornalismo meramente declaratório e evidenciado por intermédio de offs — o que é por de mais questionável. A imprensa alienígena, de péssima qualidade editorial, que se recusa a discutir e a debater o País de forma séria, para que a sociedade brasileira possa crescer e se desenvolver, e, por seu turno, conquistar definitivamente a sua emancipação política e econômica. 

Às vezes fico a rir. E explico. É sobre a frase que virou bordão nas redes sociais, na imprensa e nos protestos. “Quero o padrão Fifa!” Não há nada mais ridículo e equivocado. Os grupos de extrema esquerda exemplificados em militantes do PSTU e, principalmente, no que tange aos integrantes do PSOL, além dos Black Blocs, que cometem, sim, senhor, atos de terrorismo — explodir coquetéis molotovs em recintos fechados, públicos e privados, ônibus, ruas e praças ocupadas por pessoas é uma temeridade, além de ser crimes que não deveriam ser tolerados e punidos exemplarmente com a força da lei —, estão a exigir o “padrão” Fifa, juntamente com os coxinhas de classe média, que detestam esses grupos, mas os apóiam pelas redes sociais porque desejam a derrota do PT e do Governo Trabalhista nas eleições presidenciais, que acontecerão em outubro.

Como afirmei antes, o bordão é ridículo e sem sentido, porque a Fifa é considera por essas pessoas, mascaradas ou não, uma instituição corrupta, criminosa, uma verdadeira máfia, que só pensa em lucro, além de não ter quaisquer compromissos com países, governos e sociedades. Enfim, a Fifa é um “covil de ladrões e bandidos”, como apregoam esses mesmos grupos radicais e que são financiados pela extrema esquerda, com a participação da direita, que utiliza “seus” meios de comunicação privados (televisões, rádios, internet, redes sociais etc.) para disseminar notícias negativas contra o Governo Trabalhista e apoiar os movimentos de rua.

Uma imprensa comercial e privada detestada pelos movimentos de classe, os sociais e reivindicatórios, que, temendo ser agredida, bem como ouvir palavras de ordem e palavrões resolveu realizar suas coberturas jornalísticas por intermédio de helicópteros, porque sabe e compreende que os mesmos grupos, que atacam o Governo Federal, também conhecem o papel da imprensa corporativa e sectária, que jamais vai estar, de fato, ao lado dos trabalhadores, como nunca esteve em toda sua nada honrada história.

Entretanto, com o propósito de derrotar o Governo Dilma, os magnatas bilionários, além de dar voz às greves de categorias que ocupam as ruas, de forma autoritária, a prejudicar a rotina das grandes e médias cidades, porque a verdade é que as greves se tornaram não mais um meio para forçar o diálogo e conquistar benefícios junto aos patrões e governantes, mas, evidentemente, muitas delas se transformaram apenas em luta política, o que é um erro, sendo que o brado mais ouvido é sobre a queda, a derrubada de governantes eleitos dentro de um processo democrático, a ter a Constituição e as leis eleitorais como inspiração.

Todo trabalhador tem direito à greve. Mas, nem toda greve é direcionada para os legítimos direitos de o trabalhador viver com dignidade e respeito. O que eu mais faço em décadas é defender o trabalhador. Todavia, é visível a intenção de algumas poucas categorias no que diz respeito a paralisar as cidades por meio da ocupação de suas principais vias. Como também é visível, mas nem sempre transparente as ações violentíssimas dos Black Blocs e de grupos menos expressivos no que concerne à violência, a exemplo dos coxinhas fantasiados com máscaras do anonymous, a portar cartazes ridiculamente e que praticamente sumiram das ruas.

E por quê? Porque coxinha gosta de reclamar, falar mal e demonstrar sua violência e seus preconceitos de classe, de credo, de raça e de nacionalidade por intermédio da internet. Lá, o coxinha reacionário, egoísta e presunçoso se agiganta, e, geralmente, de maneira anônima, porque coxinha de classe média que se preza não mostra sua cara, porém, evidencia, com prazer e brutalidade, sua língua ferina, sua mente corrompida e seu coração perverso. O coxinha é o black bloc em online — virtual. Trata-se de um covarde e oportunista. Tanto o é que logo no início das primeiras manifestações de junho de 2013, a classe média tradicional saiu à ruas, a aproveitar a oportunidade que o Movimento Passe Livre (MPL (entidade de esquerda) “proporcionou” a eles.

Explico melhor: quando o MPL saiu às ruas e foi atacado pela polícia, os meios de comunicação privados cobriram o episódio de forma a fazer com que houvesse mais do que uma questão reivindicatória, mas, sim, de ordem emocional. Quando grupos da esquerda radical saíram para apoiar, os coxinhas, antes mesmo de os black blocs aderirem ao movimento, saíram às ruas, com cartazes e algumas máscaras do anonymous. A partir da intervação dos grupos vestidos de preto e mascarados, o pau quebrou.

A classe média que é tão violenta, sectária e reacionária em pensamento e na internet recuou e foi dar continuidade ao que ela já faz há muito tempo, que é xingar, ofender e demonstrar todo seu descontentamento com a ascensão de brasileiros pobres, remediados ou cuja origem é a classe média baixa. Além disso, como já afirmei várias vezes, a classe média tradicional se considera a porta-voz dos valores ocidentais, ou seja, da sociedade estadunidense e dos ricos do Brasil.

Além de ela ser portadora de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata, a classe média tradiconal se considera também a responsável pelos valores cristãos, apesar de Deus ou Jesus pregarem que a intolerância, o racismo, a violência, o preconceito de classe e o ódio às minorias e aos desiguais e diferentes são pecados, o que, indubitavelmente, não foi compreendido pelos coxinhas, que, no fundo, são ideologicamente mais violentos que os black blocs. Que o digam suas mensagens intolerantes e rastaqueras veiculadas pelas redes sociais. Fascismo na veia. Bingo!

O craque do Barcelona e da Seleção da Espanha, Iniesta, tem razão, mas se ele conhecesse a sociedade brasileira com profundidade não ficaria tão surpreso. Aqui vicejam os que reclamam com a barriga cheia, mas não querem que todos os brasileiros enchem as suas. O Brasil tem uma “elite” acostumada a ter tudo somente para ela e por causa disto não está acostumada a dividir. Apesar dos avanços formidáveis nos últimos 12 anos, ainda somos um sociedade injusta e desigual. Uma Nação que ao mesmo tempo foi vítima e algoz da escravidão de quase 400 anos.

A maioria dos burgueses e dos pequenos burgueses é um retrocesso quando se trata de compreender historicamente e politicamente o Brasil para que se possa construir uma sociedade humanitária e solidária. Eles reagem fortemente mesmo sabendo que dividir, promover a igualdade e a justiça social vai favorecer e beneficiar a sociedade. Sempre me “surpreendo” e fico indignado com tanta intolerância e ausência de senso crítico por parte de grupos sociais que há cerca de 150 anos frequentam as universidades brasileiras e estrangeiras. É um contrassenso total. Iniesta é grande jogador e não compreende. Não poderia ser diferente. Eu compreendo e por isto é mais do que necessário que o campo da esquerda e trabalhista vença as eleições de outubro. É isso aí.  


      

quinta-feira, 29 de maio de 2014

PATETA E PLUTO

a hora da charge — Blog Palavra Livre


ANTES


DEPOIS


ELE FOI AO FMI TRÊS VEZES, DE JOELHOS E COM O PIRES NAS MÃOS, PORQUE QUEBROU O BRASIL TRÊS VEZES.
ELE VENDEU O BRASIL E ESTÁ SOLTO. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O complexo de vira-lata de Ronaldo e o narcisismo às avessas de Veja e Época — Vai ter Copa!

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre


RONALDO: BICO DE TUCANO E COMPLEXO DE VIRA-LATA NA VEIA. 
Às vésperas de se abrirem as portas para a maior Copa do Mundo — a Copa das Copas — de todos os tempos, indivíduos sem conhecimento de causa e travestidos de críticos sociais e econômicos, a exemplo de Ronaldo, o Fenômeno, e alguns jornalistas de Veja e Época, que a mando dos Civita e dos Marinho falam e escrevem quaisquer sandices e mentiras para manterem seus empregos, o povo brasileiro, que ama o futebol e que ascendeu socialmente e economicamente nos últimos 12 anos, tem de aturar um monte de bocas malditas que odeiam o Brasil e que não querem que este País e sua população se desenvolvam. A ordem é baixar o astral.

Ronaldo, o garoto propaganda atualmente mais requisitado pelo establishment que o Pelé, e que fora do campo se transformou no Fenômeno para falar bobagens e, por sua vez, ficar de bem com a mídia e a publicidade que lhes pagam fartos cachês e milionários contratos, resolveu mudar de lado, depois de aceitar ser um dos membros do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da Fifa. O ex-atleta defendeu a realização do segundo evento mais importante do planeta no Brasil (só perde para as Olimpíadas) até o mês de março quando em abril resolveu pular do barco ao se encontrar com "seu amigo" Aécio Neves, candidato a presidente da República pelo PSDB.

Ronaldo se diz com vergonha do Brasil. O garoto propaganda envergonhado foi mais além em sua patetice: afirmou que vai morar fora do Brasil e, como empresário que é, informou que também vai investir dinheiro no exterior. Nada mais coxinha, nada mais patético e colonizado. Nada mais subserviente e subalterno do que o pensamento e as intenções do Ronaldo. Contudo, ele apenas, e aposto que não sabe disso, retrata a "viralatice" de milhões de brasileiros inquilinos das classes médias tradicionais e ricas.

Aqueles que se olham no espelho e se lamentam todos os dias por terem nascido brasileiros. São os narcisos ao avesso ou às avessas, e tão colonizados que não percebem que o Brasil cresceu e que o mundo pelo qual eles passaram a vida a suspirar de admiração está em crise. Muitos países entraram em convulsão econômica e social e até mesmo os Estados Unidos, país de seus sonhos e ilusões, não são tão hegemônicos como antes, bem como também enfrentam uma grave crise econômica, pois suas taxas de crescimento anuais são pequenas, o desemprego ainda é preocupante e cerca de 40 milhões de pessoas dependem dos tradicionais cupons para saciarem a fome.

Não existe nos EUA um programa social de segurança alimentar, a exemplo do Bolsa Família, bem como o presidente Barack Obama teve de suar a camisa para aprovar um sistema de saúde estatal para atender a maioria da população, porque até então os EUA não tinham e ainda não têm um sistema de saúde público tão amplo como o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, apesar de seus defeitos e da luta por melhorias. Nunca se fala disso no Brasil e muito menos o Jornal Nacional e seus congêneres repercutem tais realidades. Mas, se essas coisas acontecessem na Rússia, obviamente que a imprensa de mercado e de caráter imperialista mostraria tais fatos, como evidencia diariamente os problemas do SUS.

Porém, a mídia privada e controlada pelos magnatas bilionários de imprensa nunca elogia ou veicula as conquistas desse mesmo Sistema que está a ser aprimorado no decorrer dos anos, porque as notícias são sistematicamente negativas. São as ordens dadas às redações: desconstruir e desqualificar para pautar o atual Governo e derrotá-lo. Sou jornalista há três décadas e sei como funcionam as redações da imprensa-empresa, que apenas defendem os interesses dos oligopólios midiáticos, que, por seu turno, são aliados ao sistema de poder e dominância dos países desenvolvidos, como não deixam dúvidas órgãos de imprensa como o Financial Times e a The Economist, que se aliam à imprensa nativa, pois inquestionavelmente vinculados ao establishment internacional e que, ousadamente e reiteradamente, tentaram pautar quando não pedir a cabeça do ministro da Fazenda Guido Mantega.

Um absurdo que contou com o apoio traiçoeiro da imprensa familiar e golpista que atua livre neste País para fazer o que quiser e lhe convier, porque ainda não foi efetivado no Brasil o marco regulatório para os meios de comunicação. Ainda, absurdamente, não temos uma Lei das Mídias, apesar de sua implementação constar na Constituição de 1988. O povo brasileiro não sabe e não conhece o que está a ser feito e realizado no Brasil nos últimos anos, pois a imprensa alienígena e sectária censura as realizações e critica até mesmo o que é bem feito. Somente no horário eleitoral gratuito o Governo Trabalhista vai poder mostrar ao povo o que foi realizado e o que está em andamento e ainda por fazer. E aí não vai ter jeito de a direita boicotar e sabotar as informações que ela teima em esconder. Ponto!

Ronaldo é realmente um fenômeno de desinformação e contradições. O ex-atleta vive em um mundo de opulência e percebeu que o seu lado não é o lado da esquerda, da mandatária trabalhista Dilma Rousseff. Essa gente só visa o lucro que a Copa proporciona e fingiu até agora que gosta do Brasil e de seu povo. De repente, pessoas que nunca viram o brasileiro ir às ruas como em junho de 2013 passaram a deitar falação sobre o que não compreende e não quer compreender. Apenas surfam nas ondas dos que consideram o Brasil ruim, incompetente, atrasado, brega e que por isso não merece ser protagonista do mundo e, a ser assim, está proibido de ter o direito de ser o anfitrião de grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Logo o Brasil, fatos esses que o Ronaldo com seu enorme complexo de vira-lata desconhece. O Brasil é pródigo e competente em realizar megaeventos. Sempre os realizou. Olhe a lista: Copa do Mundo de 1950, Jogos Pan-Americanos de 1963 e de 2007, ECO 1992, Rock in Rio (vários), Rio+20, Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Carnaval (todo ano), Reveillon (do Rio e em todo o Brasil), Jogos Sul-Americanos, Olimpíadas Militares, além de grandes eventos de negócios, administrativos, culturais, feiras e turísticos. Citei apenas alguns eventos que me vieram à memória. Todavia, são muito mais, e que denotam que o Brasil é um País competente, com um povo muito inteligente, criativo e trabalhador.

O problema desta espetacular Nação culturalmente e etnicamente diversificada não é o povo, mas, evidentemente, são os coxinhas de classe média e os ricos. São dois grupos sociais que pregam a baixa estima, disseminam o mau humor e demonstram, de forma incontida, o desprezo que sentem pelo Brasil. Eles são os porta-vozes da iniqüidade — os mensageiros da negação de ser brasileiro. Essa gente de alma doente e perversa é o fim da picada e transforma o que é positivo e favorável ao Brasil em negativo e desfavorável. Ronaldo, além de trair àqueles que confiaram nele para ser um dos coordenadores da Copa das Copas, está a sentir vergonha do Brasil e quiçá dos brasileiros.

Entretanto, ele não sente vergonha de episódios de sua vida privada, que se tornaram públicos e que, verdadeiramente, são capazes de envergonhar até um explorador de trabalho infantil. Realmente... Sem comentários. Considero que o garoto propaganda está a ler de mais as revistas Veja, a Última Flor do Fáscio, e Época, um libelo de direita das Organizações(?) Globo, que teve um de seus editores envolvido com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, tal qual à Veja, a revista porcaria. São duas publicações que torcem pelo fracasso do Brasil enquanto, por intermédio da publicidade e propaganda, ganham centenas de milhões, quiçá bilhões, com a Copa do Mundo de 2014. As corporações midiáticas querem um Brasil para baixo, cabisbaixo e com vergonha de si. Mas, não vai acontecer, e a Copa vai ser um sucesso, pois já o é de público, de renda e de telespectadores em termos planetários antes de começar.

É desta forma, porém, que a banda toca no que diz respeito ao oportunismo, ao golpismo, à sabotagem e ao boicote perpetrado pelos donos de todas as mídias, e exemplificados nos magnatas bilionários de imprensa. É porque essa gente anti-brasileira não vive as questões do Brasil e por isso não as sente. Apenas criticam e combatem os programas de governo e o projeto de País dos trabalhistas e socialistas porque não querem a independência do Brasil e a emancipação definitiva de seu povo. Por isso que esses mega empresários tentam, de todas as formas, intervir no processo político, pois é no Brasil que eles acumularam suas fortunas bilionárias e temem perder seus benefícios e privilégios, que são seculares.

É o seguinte: as "elites" colonizadas, subservientes e portadoras de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata odeiam e desprezam o Brasil, mas não abrem mão de ganhar muito dinheiro aqui e gastá-lo no exterior. Vai demorar ainda muito tempo para que a classe média tradicional e as classes ricas se livrem de tal complexo, que, se perceberem, as transformam em parias da comunidade internacional, que no fundo não as respeita por serem subalternas e subjugadas no que tange a não assumir e não ter orgulho de sua nacionalidade. O estrangeiro, em seu íntimo, vê o coxinha e o riquinho como macacos de estimação. Ele só dá atenção ao "macaquito", geralmente de "pêlo" branco, porque sabe que pode ganhar algum dinheiro e, consequentemente, movimentar seus negócios.

O coxinha de classe média e o riquinho "mauricinho" brasileiros somente são aturados porque o estrangeiro (leia-se ingleses, franceses, norte-americanos, alemães, nórdicos) considera divertido ver tanta leviandade, pusilanimidade e falta de amor próprio por parte desses brasileiros. Esses, sim, ao contrário do que o Ronaldo pensa, envergonham o Brasil e a grande maioria do povo brasileiro. São eles os leitores da Veja e da Época, dois libelos de direita, de péssima qualidade editorial e que querem ver o Brasil no limbo enquanto as "elites" que eles defendem vivem como nababos ou paxás, a se locupletarem com as fortunas e a boa vida que conseguiram conquistar, de todas as formas e maneiras aqui no Brasil, País que eles detestam, mas, espertamente, recusam-se a ir embora para o exterior.

E como ir se o dinheiro está aqui? Como sair fora, se somos a sexta economia do mundo e temos um dos mercados internos mais poderosos do mundo, com uma nova classe média de milhões de pessoas ávidas por consumir? Eles não são bobos, mas são safados, porque sabem que a Europa está falida e que muitos de seus povos se transformaram novamente em imigrantes, a exemplo como aconteceu na segunda metade do século XIX e início do século XX. Os europeus são uma maravilha para os coxinhas do Brasil, mas a verdade é que eles vieram para as Américas na condição de imigrantes, pobres, sem eira e nem beira. Ponto!

O Ronaldo está mais por fora do que umbigo de vedete — para nos lembrar do antigo adágio. O Brasil é uma das economias mais fortes do mundo; estável, recebe enorme quantidade de dólares, não deve ao FMI, além de ser considerado pelas agências internacionais um País com suas contas equilibradas, o que o levou a atingir o nível máximo de confiabilidade, além de ter um sistema bancário consolidado e fiscalizador. Fatores esses que não aconteceram na Europa e nos EUA, que deixaram os especuladores à vontade e deu no que deu: uma grave crise que perdura há seis anos.

O Ronaldo desconhece a história do Brasil, a macroeconomia e tudo o que o Governo Trabalhista realizou em termos de infraestrutura nos últimos 12 anos e que vão ser mostrados no horário eleitoral gratuito. Aí, ele vai saber e talvez parar de falar besteira como se fosse um menino. Ronaldo, ao que parece, desconhece também o legado da Copa que vai ficar para o Brasil, porque, certamente, informou-se todo esse tempo por intermédio da imprensa burguesa, que sempre negativou o andamento das obras, como se o Brasil não tivesse engenheiros e uma engenharia competentes. Um absurdo e o fim da picada tanta aleivosia e matreirice evidenciadas por jornalistas mequetrefes sem a menor noção de nacionalidade e de união para que o Brasil obtenha o respaldo necessário para se inserir no mundo como uma Nação importante e influente.

Contudo, o ex-jogador e empresário não sabe o que os brasileiros conquistaram nos últimos 12 anos, inclusive a Copa do Mundo que o envergonha, mas que enche de orgulho a Nação brasileira, apesar das diatribes da imprensa de negócios privados que apostou e aposta no fracasso da Copa e na derrota da Seleção Brasileira. Por seu turno, Ronaldo tem a compreensão que os empresários, como ele, vão ganhar muito dinheiro; e dessa realidade, obviamente, não vão reclamar.


É porque os complexados, os colonizados, os vira-latas acreditam que a baixa estima, a negatividade, a derrota e o fracasso vão fazer com que os candidatos tucanos, do PSDB, talvez vençam as eleições de outubro deste ano, mesmo sabendo que eles não têm projeto de País e programas de Governo. O projeto tucano se resume a negar vida melhor para o povo e vender o que resta do Brasil, como o fizeram na década de 1990, no governo do neoliberal FHC, bem como anunciam, por intermédio do candidato Aécio Neves e do banqueiro Armínio Fraga, o mesmo procedimento neoliberal de governar do passado, o que significa enorme desemprego. Imagine o resto? Eles — a direita, a imprensa alienígena, os burgueses e pequenos burgueses (classe média) — realmente não podem e não devem se olhar em seus espelhos, pois, do contrário, vão vislumbrar o complexo de vira-lata e ter de ver em seus olhos a própria derrota. Vai ter Copa! É isso aí.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

TSE, poder burguês e censura à propaganda do PT

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

Laurita Vaz: censura ao PT e tentativa de inviabilizar o debate político e eleitoral.


Pela segunda vez um juiz do TSE, neste caso juíza, censura a propaganda política do PT. Mais uma vez uma autoridade nomeada e pertencente à burocracia estatal interfere, indevidamente, no processo político e eleitoral brasileiro. Deve ser, creio eu, a vontade de governar e dar ordens àqueles que tais burocratas não convergem no que tange ao pensamento político e ideológico de um partido como o PT. A agremiação política que nasceu em berço popular, bem como realiza uma revolução silenciosa e democrática, no que diz respeito à distribuição de renda e de riqueza. Processo de inclusão social espetacular, que fez com que 36 milhões de pessoas se livrassem da extrema pobreza, além de permitir que 42 milhões de brasileiros ascendessem socialmente e se transformassem em consumidores e cidadãos reivindicadores.

Estou cansado de afirmar que grande parte dos juízes que exercem suas funções e seus cargos em todas as instâncias e em diferentes tribunais são pessoas filhas das classes médias altas e ricas, e por isso não conhecem as realidades sociais e muito menos se importam com as necessidades e as dores alheias. São técnicos que se formaram em Direito, prestaram concursos ou foram nomeados e receberam a carteira de juízes, desembargadores e ministros, mas não se importam em sair de suas redomas de cristais e verificar a situação da maioria do povo brasileiro. Faltam a eles sensibilidade e conhecimento sobre as questões da sociedade e de tudo o que advém dela.

Ao contrário, esses juízes, principalmente os de tribunais superiores, unem-se aos interesses da Casa Grande, porque também são inquilinos dela, e, consequentemente, atuam e agem politicamente quando percebem que a luta de classe, que nunca vai terminar enquanto existir exploração e privilégios, pode prejudicar os interesses mais urgentes e caros à burguesia, que não apenas detesta dividir “seus” espaços, mas, sobretudo, não aceita que o estado nacional seja administrado por um partido popular e de esquerda — a exemplo do PT. Por isso, as classes “dominantes” sabotam e boicotam quaisquer programas e projetos que têm por finalidade diminuir as desigualdades regionais e sociais. Para isso, contam, impreterivelmente, com a máquina judiciária, que no Brasil, juntamente com a imprensa de mercado e familiar e os partidos de direita, atua como ponta de lança dos interesses dos setores sociais hegemonicamente econômicos.

É dessa forma que a burguesia brasileira funciona e sempre vai funcionar, como já afirmei antes, pois herdeira da escravidão, a mais longa da história e a última a terminar oficialmente no planeta, em 1888, às portas do século XX. Trata-se da Casa Grande, que até hoje odeia, literalmente, as leis trabalhistas implementadas por Getúlio Vargas, bem como detesta, sem disfarçar, que os pobres, negros e mestiços freqüentem o que se convencionou a considerar “seus” espaços públicos exemplificados em aeroportos, shoppings, restaurantes, cinemas e universidades federais, estaduais etc. Até janeiro de 2003, ano que o tenebroso e elitista Governo de FHC chegou ao fim, apenas as classes médias tradicional, alta e, evidentemente, os ricos freqüentavam esses espaços, concedidos pelos os que controlam o establishment, ou seja, os que têm os meios de produção e o mercado financeiro nas mãos.

Espaços públicos que foram equivocadamente e arbitrariamente “concedidos” pelo establishment à classe média tradicional como se fosse “reconhecimento” e “agradecimento”, porque é tal classe quem apoia o sistema de poder estratificado e imposto pela Casa Grande à maioria da população, pois, equivocadamente, considera-se a detentora dos princípios e dos valores das classes abastadas. A classe média reacionária e preconceituosa e que se dispõe a repercutir a ideologia de dominância dos ricos e dos muito ricos, a exemplo dos magnatas bilionários de todas as mídias, que há décadas, por intermédio de seus meios de comunicação, formulam suas ideologias e propósitos, pois a finalidade é dominar, fazer a cabeça da sociedade, que não freqüenta as altas rodas e não recebe os benefícios da classe alta, mas que “aceita” ou se “resigna” a receber o que lhe é concedido, como se fosse um prêmio viver a vida, de forma virtual, por meio dos inúmeros e diferentes programas televisivos, como, por exemplo, as novelas e o jornalismo.

É duro reconhecer que grande parte da classe média, de formação universitária, não consegue enxergar o “óbvio ululante”, como dizia o escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues. Certa vez um professor da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ me disse: “O gênio é aquele que enxerga e explica o óbvio, desde fenômenos da natureza até as questões sociais”. É verdade. Porém, a classe média tradicional é raivosa, preconceituosa, mal-humorada, sectária e violenta. Apesar de ser detentora de canudos de cursos superiores, não consegue perceber a obviedade dos fatos, das realidades, que a inclusão social e econômica, por exemplo, tem de ser realizada e concretizada, pois, do contrário, tornar-se-á muito difícil para os brasileiros edificarem uma sociedade democrática, justa e disposta a conviver com tolerância para ter compreensão em relação ao semelhante. Sem justiça social não há paz. Ponto.

Entretanto, o TSE, em particular a juíza Laurita Vaz, resolveu suspender a propaganda política do PT. Ou seja, a juíza censurou a veiculação do filme do Partido dos Trabalhadores, que faz alusão ao passado. Terríveis tempos, para o bem da verdade, porque nos governos anteriores aos do PT nem direito ao emprego os brasileiros tinham, pois o desemprego era enorme, a inflação também e os mercados de consumo e de trabalho não atendiam às demandas da população, dos trabalhadores brasileiros. Esses fatos são inquestionáveis. E aí vem uma juíza, funcionária pública concursada e depois nomeada ministra do TSE, fazer política. Ela, sim, indevidamente, porque impede que um partido faça críticas a outros partidos e governos. É uma decisão arbitrária, autoritária, casuística e que demonstra, indubitavelmente, que juizes estão a serviço do establishment, do status quo e se aliam, sem quaisquer pesos em suas consciências, com os grupos que detêm o poder político conservador e, evidentemente, o poder econômico.

É visível essa situação que atenta contra a democracia. Até um recém-nascido perceberia que os tribunais, e em especial os superiores, são casamatas da burguesia, porque sempre atuaram e agiram em prol dos mais fortes e dos que negam, não aceitam, terminantemente, que todos os cidadãos brasileiros, segundo a Constituição são iguais perante as leis, bem como o são sujeitos aos direitos e deveres de cidadania. Então quer dizer que o PT está impedido de debater o processo político e eleitoral. E muito menos o partido tem o direito de tecer críticas a quem o critica duramente e muitas vezes desrespeitosamente de forma diuturna, incessante e sistemática, no decorrer de mais de uma década.

Críticas e acusações, muitas delas levianas, além de denúncias vazias como se comprovou diversas vezes ao passar desses anos. Críticas realizadas livremente e abertamente em programas eleitorais e por intermédio dos jornais televisivos, como o Jornal Nacional, o Bom Dia Brasil, o Jornal da Band, a Globo News, além dos jornalões impressos e em online, as revistas semanais, à frente a Veja — a Última Flor do Fáscio, a citar ainda as rádios CBN e Jovem Pan, dentre muitos outros veículos de comunicação, a serviço constante em favor dos partidos de direita e dos interesses da burguesia nacional e internacional.

Agora, novamente, tal juíza interfere no processo político, pois a intenção é não dar voz ao PT, ao Governo Trabalhista, que há anos enfrenta uma oposição midiática e partidária de caráter fascista, que visa, sobretudo, desqualificar e desconstruir as lideranças petistas e esquerdistas, além de macular a imagem do PT e do Governo. São verdadeiros acintes e despropósitos as ações da juíza que age como política, magistrada Laurita Vaz. Realidades que me levam a concluir que o TSE e o STF têm lado, partido, cor ideológica e atuam como caixas de ressonância política, porém, com o poder de censurar e impedir que um programa político que contesta e questiona seus adversários possa ir ao ar. Seria cômico se não fosse trágico e preocupante para as liberdades democráticas e de expressão tão valorizadas, cinicamente e falsamente, pela direita brasileira, aquela mesmo que ficou 21 anos no poder por intermédio de um golpe de estado e não pelas urnas.

Mas quais são os motivos que movem juízes a proceder dessa forma autoritária e que faz com que setores da sociedade civil desconfiem de “suas boas intenções”? Afirmo-lhes: o controle do estado nacional por parte da Casa Grande, e a tentativa de continuar a privatização dos espaços públicos. A lógica insana e perversa dos neoliberais. A ideologia dos fanáticos do sistema de mercados tão fundamentalistas e perniciosos quanto os fanáticos religiosos. Ainda pior, porque os dinheiros estão guardados dentro dos bolsos deles em escala mundial.

Laurita Vaz é a Sandra Cureau ou a Sandra Cureau é a Laurita Vaz? Porque sai uma de cena e entra a outra, mas a conduta autoritária e sectária é a mesma. A juíza em questão entendeu que houve propaganda negativa contra os opositores do PT. O PSDB, do tucano e candidato a presidente Aécio Neves conseguiu há uma semana suspender a propaganda eleitoral do PT antes de ir ao ar. Incríveis, e absurdamente inconvenientes, as decisões de juízes que interferem e prejudicam o processo político, porque, neste caso, consideram que o PT não pode criticar seus adversários, os mesmos que o criticam diuturnamente e duramente há 12 anos em seus programas eleitorais e, evidentemente, nos meios de comunicação privados, corporações poderosas controladas por empresários bilionários cujas pautas são elaboradas para combater o Governo Trabalhista e suas lideranças. Ou a juíza Laurita Vaz, talvez por causa de sua ingenuidade, até hoje não sabe disso?

O PSDB judicializa a política e as eleições. Tal partido entreguista, elitista e que professa a perversa lógica neoliberal no que diz respeito ao seu olhar social, não tem programas de governo e projeto de País para apresentar ao eleitor brasileiro. É um partido vazio, de viés neoliberal, que fracassou na prática e em seu discurso de forma retumbante principalmente a partir de 2008 quando a crise mundial varreu a economia de países médios e poderosos e que até hoje lutam para retomar a força de suas economias. Mesmo com o retumbante fracasso, os tucanos e setores empresariais da direita brasileira insistem em justificar o injustificável, defender o indefensável e pregar o que não se apregoa, retratados em arrocho salarial, diminuição do estado, menos investimentos, aumento do desemprego e retração do consumo.

A resumir: recessão em nome do suposto combate à inflação, sempre a desculpa esfarrapada da direita, que no poder não quer servir ao povo e, sim, ser servida por ele, como fizeram os conservadores em recente passado, bem como no período longo da escravidão que envergonha a história do Brasil. Essa gente também chama esse modelo de espoliação do País e de seu povo de "choque de gestão". Nada mais parecido com a cara e as receitas vampirescas do FMI.

Os poderosos grupos nacionais e transnacionais devem lamentar profundamente o dia que o PT, os trabalhistas e os socialistas conquistaram o poder no Brasil. Fico a imaginar o quanto de recursos financeiros esses caras pararam de receber. Ainda o recebem muito, mas o pouco que perdem causa-lhes inconformismo e a tentar golpes e trapaças de toda natureza. Imagino a reunião dos mega capitalistas quando souberam da aprovação do novo modelo para o Pré-sal, que é de partilha e não de concessão, como os antigos contratos.

Além de muitas outras coisas, situações e processos que aconteceram no Brasil nos últimos 12 anos administrados pelos trabalhistas. É de revoltar os coxinhas e os coxões — o establishment. O PT tem de recorrer, abrir a boca e denunciar a parcialidade do TSE e da juíza Laurita Vaz, a nova Sandra Cureau, que era promotora. O Partido dos Trabalhadores tem o direito de debater sobre o País e de criticar seus adversários, mesmo de maneira dura, assim como também seus adversários tem o direito de combater o PT. Trata-se do jogo político. Entretanto, observo que juízes burocratas e elitistas não o compreendem. E, se o compreendem, engessam a propaganda partidária, escolhem lado, partido e cor ideológica. Os juízes têm lado. É isso aí.

Veja o vídeo do PT que tanto incomoda o PSDB e o TSE


Para a juíza do TSE, Laurita Vaz, lembrar do passado e dos governos tucanos é proibido. O PSDB e o candidato da direita, Aécio Neves, agradecem a camaradagem jurídica.

Legado da Copa para o Brasil

BLOG PALAVRA LIVRE

Veja e pondere


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Marco regulatório para as mídias é questão de segurança social e estabilidade democrática

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre


Desde o início da primeira década deste século, mesmo antes de os blogueiros progressistas e seus blogs “sujos” serem alvos das lentes, dos microfones, dos teclados da imprensa de mercado e dos encontros com o ex-presidente Lula (Leia O Partido da Imprensa), já considerava que, se a Constituição não for respeitada no que concerne ao capítulo em que ela define as regras e normas para o segmento das comunicações, o Brasil, o seu povo e os governantes, que não rezarem pela cartilha dos magnatas bilionários de imprensa e de seus jornalistas e especialistas de prateleiras, ficariam fadados a lidar com graves problemas de ordem institucional e constitucional.

E por quê? Porque um setor da economia poderoso e influente como o midiático, livre de um marco regulatório que o regulamente, torna-se, irremediavelmente, propenso a interferir no processo político, eleitoral e institucional de qualquer nação, que teime em tergiversar ou remediar sobre assunto tão importante para a sociedade civil, que há décadas luta para que seja implementado o marco de regulamentação das mídias, conforme acontece nos principais países do ocidente, lugares admirados pela burguesia colonizada, bem como pelos coxinhas da classe média tradicional, que adoram elogiar os estrangeiros, mas, por detestarem o Brasil onde eles vivem e usufruem de privilégios, consideram, por má-fé ou ignorância, que a implementação da Lei das Mídias no Brasil não passa de uma tentativa de censurar e, consequentemente, inviabilizar a liberdade de expressão e de imprensa.

Mentira, manipulação e dissimulação dessa gente, que, na verdade, quer manter seus poderes intactos, ou seja, querem falar sozinhos, livres de contrapontos e questionamentos, bem como detestam o contraditório, pois o jornalismo que exercem e divulgam para a população é fraudulento, uma verdadeira farsa, pois baseado em offs, bem como meramente declaratório. Esse processo inflige graves problemas às instituições do Estado, às autoridades eleitas e concursadas e aos cidadãos brasileiros que podem se transformar em alvos de uma mídia de caráter empresarial, imperialista e hegemônica e que por isso não mede esforços para ter seus interesses econômicos e políticos concretizados e seus privilégios, inclusive os de ordem jurisprudencial, intactos.

O Brasil já tem um texto que dispõe sobre essas sérias questões, que precisam ser definidas e resolvidas. Questões elaboradas e propostas, em forma de projeto de lei, pelo ex-secretário de Comunicação do Governo Lula, o jornalista Franklin Martins. A matéria se encontra “congelada” em algum arquivo ou gaveta do Ministério das Comunicações e da Casa Civil. Porém, com as últimas declarações do político trabalhista Luiz Inácio Lula da Silva, além de sua participação em encontros e debates nos quais os assuntos foram relativos à implementação de uma Lei de Mídias para o Brasil, chego à conclusão que a sociedade, mais cedo ou tarde, haverá de ser considerada e respeitada pelos governantes que ela elegeu, com a aprovação de um marco regulatório, que defina regras e normas para um setor tão rico e por isso ousado e agressivo, ao ponto de rivalizar com o poder de Estado, além de desestabilizar, se for necessário, o Governo e suas instituições, bem como, se tiver oportunidade, promover golpes de estado, como ocorreu em 1964.

A Lei das Midas é um tema reiteradamente rejeitado pelos magnatas bilionários e seus asseclas, que se recusam, terminantemente, a debatê-lo e a discuti-lo. Dá a impressão que esses burgueses, autoritários e arrogantes, não integram a sociedade brasileira, porque se comportam como se grande parte de seus recursos financeiros e lucros não tivessem como origem o dinheiro do poder público, ou seja, da cidadania que paga impostos, e, por sua vez, empresta valores monetários por intermédio dos bancos estatais, e, principalmente, por meio de publicidade e propaganda do Governo, que deveria parar de alimentar àqueles que ganham muito, ao tempo que dão como retorno o golpe, a desestabilização, a mentira, além de morderem quem os afaga com os dentes envenenados das serpentes ou com os ferrões dos escorpiões.

É dessa forma que se comportam e se conduzem os magnatas bilionários de imprensa, que, de maneira alguma, aceitam mudanças na legislação brasileira no que tange às comunicações. Uma legislação de 1962, ano de uma década que mal funcionava a televisão, época em que as pessoas se reuniam na casa do vizinho ou se aglomeravam em praças para terem acesso à programação de tevê. Em 2014, vivemos em um mundo digital, informatizado, com satélites, além de globalizado. Não existem mais condições para que o Brasil e seu povo fiquem à mercê de corporações de comunicação privadas cujos donos não têm o mínimo compromisso com o País. Ao contrário, associam-se a interesses estrangeiros e lutam, diuturnamente, contra o desenvolvimento do Brasil e a emancipação do povo brasileiro desde os tempos do estadista trabalhista e nacionalista Getúlio Vargas.

Esses empresários bilionários agem e atuam nos bastidores do estado nacional (STF, Congresso e Ministério Público) e através de seus meios de comunicação, que se transformaram no maior e mais poderoso partido político de oposição e de direita deste País. E não poderia ser ao contrário, porque sabedores que o PSDB, o partido que vendeu o Brasil e desempregou o povo brasileiro, não tem condições de enfrentar o PT e convencer os eleitores brasileiros no que diz respeito aos números sociais e econômicos dos governos tucanos. As comparações entre os governos do PT e do PSDB são inviáveis para a direita hoje retratada nos tucanos de São Paulo, de Minas Gerais e no DEM, o pior partido do mundo, e o PPS, partido-vagão e arremedo de agremiação política que envergonha os comunistas e os socialistas de todos os tempos.

Estava a pensar: É impossível que a família mais rica do Brasil, segundo a revista Forbes, e que controla uma fortuna pessoal ou particular de US$ 28,9 bilhões não se considere forte o suficiente para enfrentar governantes eleitos pelo povo e combater sem trégua o projeto de País e os programas de governo aprovados pela maioria da população nas urnas. Evidentemente que essa gente riquíssima não respeita a soberania popular, o poder magno, conforme a Constituição de 1988. Não tem como uma oligarquia midiática, monopolista respeitar as regras constitucionais e muito menos se subjugar às leis do País ou simplesmente considerar como legal o jogo democrático em um País que preza o estado de direito.

Como a família Civita, a dona do Grupo Abril e a 11ª família mais rica do Brasil, com uma fortuna pessoal de US$ 3,3 bilhões, de acordo com a Forbes, vai respeitar as regras eleitorais, a legalidade democrática, se ela, por intermédio de um de seus empregados, é acusada de se aliar ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, a ter como objetivo desestabilizar o Governo Federal (vale lembrar a queda do ministro dos Esportes, Orlando Silva, dentre outros), bem como a tentativa de derrubar o governador do DF, Agnelo Queiroz, que teve de ir à CPI do Cachoeira/Globo/Abril (este é o nome mais adequado para a CPI) e mostrar por “A” mais “B” que nunca teve quaisquer envolvimentos com o poderoso bicheiro.

O depoimento do governador petista foi tão contundente que a imprensa de negócios privados parou de encher o saco e passou a evitar o assunto, pois dois de seus editores-chefes estavam envolvidos até a medula com o bicheiro Cachoeira e seu subalterno e porta-voz no Senado, senador cassado e promotor Demóstenes Torres (DEM), considerado pela imprensa familiar e empresarial como o varão da moral, da ética e dos bons costumes. Nada como um discurso à moda lacerdista para ser logo derrotado e desmascarado. O moralismo barato, manipulador e mentiroso da direita não convence a ninguém, porque não possui essência, pois peca pela ausência da verdade.

Essa gente sempre agiu assim. E sabe por quê? Porque a direita não tem programas e projeto para este País e seu povo. Nunca teve e nunca o terá. Os conservadores se importam com as “elites” e seus interesses mesquinhos e de classe. A direita é traidora, sempre traiu o povo no decorrer da história, porque ela é a inquilina da Casa Grande, subalterna e subserviente aos interesses internacionais, bem como apátrida, porque sua pátria é o dinheiro e os bens materiais. O candidato da direita, o senador Aécio Neves, não tem discurso programático e muito menos projeto para o Brasil. Ele é vazio como um vaso sem terra e planta. Não suporta um debate mais sério, pois, como já afirmei, ele, o PSDB e seus aliados não tem propostas e pouco se importam com isso. Pode acreditar.

Enfim, chego à conclusão que é imperativo ao Governo Federal e às pessoas que querem um País realmente democrático ponderarem seriamente sobre a questão da Lei das Mídias para o Brasil, País que merece a efetivação de leis que representem a maioria e os interesses legítimos do povo brasileiro. O marco regulatório para o setor midiático não significa apenas uma questão de regulação e regulamentação. É um assunto mais complexo. Aprovar o marco e efetivá-lo é uma questão de autonomia e independência do povo brasileiro e de segurança institucional e constitucional. O estado democrático de direito, promotor de nossa democracia, é regido pela Constituição de 1988. E está lá, no Capítulo V da Comunicação Social, Artigo 220, § 5º - Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.

O problema é que os oligarcas dos meios de comunicação e seus feitores que defendem seus interesses e pensamentos confundem, propositalmente, a população, pois o propósito é conquistar apoio para suas causas, péssimas, por sinal. Eles sempre se utilizam de frases feitas e mais do que desgastadas, como “o Governo lulopetista quer censurar os meios de comunicação”. “Os comunistas do PT querem acabar com a liberdade de imprensa”. “É um atentado dos ‘petralhas’ contra a liberdade de expressão”. E por aí vai... Como se todo mundo fosse bobo, alienado ou não soubesse do que se trata, como, por exemplo, não ter a consciência de que os magnatas bilionários de imprensa, eles, sim, que atentam contra a democracia com a finalidade de manter o status quo, ou seja, seus benefícios e privilégios. Ledo engano.

Grupos, associações, entidades e instituições têm a compreensão do que se trata quando se fala sobre a aprovação do marco regulatório para as mídias no Brasil, porque os Estados Unidos, a Argentina, a Inglaterra, a França e a Alemanha, somente para citar esses países, já efetivaram seus marcos regulatórios. Afinal, o seguro morreu de velho. Ficar à mercê de empresários midiáticos bilionários, que querem transformar suas empresas em um estado dentro do estado nacional é realmente o fim da picada.

O governante ou governo que tergiversar e remediar sobre esse assunto tão importante é porque realmente deve estar a fim de ser vítima de um golpe de estado armado ou de um golpe parlamentar ou judicial, sendo que estas modalidades de crimes institucionais e constitucionais são as que atualmente estão na moda, a exemplo de Honduras e Paraguai. A verdade é que o marco regulatório para as mídias é questão de segurança social e estabilidade democrática para o Brasil e seu povo. Um eventual segundo governo de Dilma Rousseff vai ter de enfrentar esse assunto de frente e com coragem. E dentre as virtudes de um governante, as principais são a coragem e a sabedoria. Não dá mais para protelar. É isso aí.


sexta-feira, 16 de maio de 2014