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terça-feira, 3 de abril de 2018

General Lessa da reserva banca o golpista machão, conduta que jamais teve na ativa contra o Lula


Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Tudo é uma questão de opinião. Dou como exemplo a opinião completamente destrambelhada e totalmente fora de propósito e da realidade do general da reserva, Luiz Gonzaga Lessa,  que tirou o pijama e retirou o terno do armário para vociferar sandices, que depois de ditas, irresponsavelmente, o oficial deveria ser recolhido a uma dependência militar e ficar por lá alguns dias até retomar o juízo e a capacidade de discernimento e ponderação.

Realmente, e sem generalizar porque não seria justo, quando militares aposentados e de alta patente falam de política é literalmente um desastre. As posições políticas são sempre conservadoras, reacionárias e com linguajar violento, além dos preconceitos embutidos em suas explanações estapafúrdias completamente baseadas em analfabetismo político e pela incompreensão quase proposital sobre o que está em jogo ou não neste grave momento da história do Brasil causado pelo golpe de estado de terceiro mundo de 2016.   

Não é o primeiro oficial-general, da reserva ou da ativa, que recorre ao proselitismo político barato e às ameaças de golpe militar, que eles chamam cinicamente e hipocritamente de "intervenção" militar, como se todo mundo vivesse em um estado de letargia mental ou fosse vítima de lobotomia, realidades mórbidas que acarretariam a não percepção de que o Brasil está à mercê de golpistas civis e fardados, de extrema direita, que se importam apenas em apagar o incêndio da crise política e institucional brasileira com gasolina.

O general Lessa não é um idiota. Pode até parecer, mas não é. Trata-se de um direitista raivoso com dotes messiânicos, que pensa que o golpe de 2016 será resolvido com a prisão de Lula, quando não é o Lula o problema, mas, sim, os militares, os juízes, os procuradores, os delegados e os empresários, principalmente os donos do oligopólio Globo, além do Congresso à mercê de gente como o presidiário Eduardo Cunha, que levou a legítima presidente Dilma Rousseff à deposição e, consequentemente, quebraram em vários pedaços a ordem democrática, constitucional e institucional.

O militar vociferante e que baba de ódio pelo PT e suas lideranças sabe muito bem que sua instituição, o Exército, em todos os tempos sempre compôs com as oligarquias, além de ter relações carnais com as forças armadas norte-americanas. Geralmente, tais militares de alta patente são adeptos e aliados da casa grande escravocrata brasileira, bem como estão sempre dispostos a defender seus interesses, mesmo contra os interesses do Brasil, como acontece agora com a entrega do patrimônio público nacional por decisão do desgoverno de *mi-shell temer, formado pelos golpistas mais corruptos, antinacionais e antipatriotas da história do Brasil.

Trata-se de verdadeiro governo de ladrões, que dilapidaram a Petrobras e os direitos trabalhistas dos trabalhadores, sendo que a CLT é um marco real e simbólico do que é civilizado, ou seja, um dos alicerces principais que edificam a civilização brasileira. E daí? Daí é que o general de pijama, que nunca bancou o machão na ativa para evitar não ser punido e, com efeito, não conquistar o generalato, resolve capciosamente e irracionalmente atacar o Lula, o PT e a Constituição, a ameaçar a sociedade brasileira com mortes, agressões, repressões e muito sangue. Como é que pode? Ele está disposto a matar o próprio povo; o povo que não converge com seus princípios, valores, partido e ideologia?

Então é assim: "Pensou diferente, eu mato!" O general é digno de um pequeno Mussolini, um déspota alucinado e disposto a se banhar em sangue por causa do Lula, de acordo com suas insanas palavras. Como se o Exército tivesse o direito de fazer tamanha "cagada" à revelia da Constituição, pois já bastam os 21 anos de ditadura militar e todas as mazelas e fracassos que dela foram gerados, sendo que o maior foi o nosso subdesenvolvimento social e econômico, no que tange às condições de vida da maioria da população brasileira, sendo que grande parte dessa maioria mora em favelas e comunidades muito pobres das periferias, onde atua e age com muita força o tráfico de drogas e de armas.

Armas e drogas que chegam facilmente às mãos de milhares de quadrilhas espalhadas por todo o Brasil pelas fronteiras a oeste do País e pelo vasto litoral, à leste, de forma que os militares das Forças Armadas e os policiais da Polícia Federal demonstram, sem quaisquer margens à dúvida, que fracassaram plenamente, de forma retumbante, no que diz respeito às suas obrigações, conforme reza a Constituição de 1988, a determinar que o combate e a repressão ao tráfico internacional de drogas é por conta dessas instituições e corporações, que hoje se preocupam mais com política e mídias (imprensa, filmes, premiações, regabofes, livros, holofotes e todo tipo de ôba-ôba), sendo que a PF chega a ser algo inacreditável de se ver, pois surreais a desfaçatez, a leviandade e a vaidade de muitos de seus servidores pagos a peso de ouro pelo cidadão contribuinte.  

Agora quanto à violação sistemática da Carta Magna  e o documento mais importante da cidadania e dos direitos dos brasileiros, o general hidrófobo não se importa, pois para ele não interessa saber dos direitos e defendê-los, porque as vidas e os direitos dos militares jamais serão influenciados e prejudicados pelos governos, pois considerados parte do sistema de capitais, que se contenta como a garantidora constitucional do mundo privado e do Estado burguês, que resolveram efetivar um golpe de estado e, consequentemente, garantir os interesses dos países hegemônicos e das burguesias nacionais, a incluir a classe média coxinha idiotizada. Aquela de sempre que foi às ruas apoiar mais um golpe, além de se voltar contra seus direitos constitucionais, trabalhistas, previdenciários e de consumo, assim como também ver seu País ser vendido como lata velha à gringada pirata, malandra e esperta. A classe média coxinha é digna de divãs psiquiátricos e das penas dos historiadores.

E tudo isto para o general de pijama está muito bom e muito bem. Aplausos de escârnios! Vende-se o patrimônio público a preço de banana, sendo que até mesmo os interesses estratégicos das Forças Armadas ficaram em segundo plano ou paralisados, quando não entregues aos Estados Unidos. E o general Lessa calado e de braços cruzados, porque o problema dele é o Lula, como seria também um grande problema para o general, nas décadas de 1940 e de 1950, o Getúlio Vargas, na de 1960 o João Goulart e o Leonel Brizola, como deve ter sido um problema insolúvel para o irado general machão da reserva a presidente Dilma Rousseff e agora o Lula.

Mas, por que tanto autoritarismo e insanidade de ordem política e ideológica por parte do militar? Porque o general Lessa é de extrema direita, não entende, ao que parece, nada de Direito e de leis, bem como pleno de preconceitos que remetem à sua formação militar e, quiçá, familiar. Para ele, Lula é ladrão, e acabou. Levou uma lavagem cerebral da Globo e do Exército durante toda sua vida, mas, principalmente, nos últimos quatro anos, e agora está a babar de ódio contra o ex-presidente que não roubou e, com efeito, está a causar graves problemas institucionais ao País, que somente sairá da crise e do buraco que se meteu com eleições livres, diretas e com a participação de Lula — o político que lidera todas as intenções de votos, cujos crimes imputados a ele não foram, indelevelmente, comprovados. Ponto.

O problema é que os juízes, os procuradores e os delegados não comprovaram nada em relação ao ex-presidente Lula ter cometido malfeitos, assim como e conforme a Constituição todo e qualquer brasileiro somente poderá ser preso depois do trânsito em julgado, a ter como alicerce das garantias constitucionais dos cidadãos a presunção de inocência, que é a responsável maior pela concessão de habeas corpus. O general, como muitos do campo da direita com a má intenção de mantê-la no poder sem passar pelo crivo das eleições, quer criar nova jurisprudência à revelia da Constituição e do que está pela Lei estabelecido.

É constitucional! É Lei! Lei se cumpre e obedece! Lula encarcerado será um preso político de grande apelo popular e interesse internacional e irá influenciar fortemente nas eleições de 2016, apesar de o general Lessa apostar em mais um golpe. O Brasil da casa grande bárbara e selvagem será autor de outro vexame histórico em âmbito mundial, como já o é considerado o golpe de 2016. O general Lessa sabe disso. Compreende. Ele não é um imbecil. Está apenas a fazer o jogo da direita e a pressionar sem ética alguma os juízes do Supremo. A verdade é que o Exército sempre esteve presente no golpe praticado por cafajestes em 2016, mas de forma discreta e relativamente distante, pois os militares sabem que ainda estão na memória do povo, no que é relativo à ditadura militar.

Agora se verifica que o Exército não mudou, apesar dos anos que deixou de controlar, ilegitimamente, a Presidência da República. As gerações de militares mudam e a cabeça é a mesma: subalterna aos Estados Unidos, congelados no tempo da Guerra Fria, golpistas, agressivos e ameaçadores. O general de pijama irresponsável falou em banho de sangue, em tiros e em tomada do poder pela força se o Lula receber o habeas corpus e, consequentemente, ter enorme chance de concorrer à Presidência da República. Ele ameaçou! Ipsis litteris.

O general Luiz Gonzaga Lessa é uma ode à incompetência e à inconsequência política e institucional, além de equivocadamente pensar que a diversificada e complexa sociedade brasileira pode ser resumida às ordens e ao meio de vida das casernas. Ledo engano e grave erro. O Brasil é uma mega sociedade industrializada com 210 milhões de habitantes. O País de hoje é nada comparável com o Brasil dos idos de 1960 a 1964, uma Nação praticamente rural.

Não cabe mais ditaduras militares e civis no Brasil do século XXI do terceiro milênio. Por isto e por causa disto que a população está dividida, mal humorada, intolerante e violenta, como nunca foi, bem como o governo do traiçoeiro e sórdido *mi-shell temer é um retumbante fracasso em todos os sentidos e em todas as atividades sociais e econômicas. Que digam os números e índices dos órgãos oficiais do Estado nacional.

Não existe mais espaço para golpes e, com efeito, o ex-presidente Lula terá amanhã grande oportunidade de ter concedido por parte do STF o habeas corpus, que é o instrumento de cidadania e do Direito mais importante da civilização brasileira, que deseja e luta para ser civilizada. O general Luiz Gonzaga Lessa, se fosse em um País verdadeiramente democrático, deveria ser objeto de prisão preventiva por crime de conspiração contra a Nação brasileira. Crime que, diga-se de passagem, previsto no artigo 152 do Código Penal Militar.

Com o Lula, o general feroz e sem limites com as palavras se preocupa, mas com os políticos que estão no poder, por intermédio de um golpe bananeiro e cucaracha com a cara da casa grande o militar, evidentemente, não se preocupa. O problema é o Lula, a ascensão social dos pobres e o Brasil, definitivamente, soberano. General Lessa, quando gente de sua mentalidade lutará por um Exército republicano e não apenas a servir como guarda pretoriana a favor dos interesses da burguesia? Usar o Exército para dar porrada, jorrar sangue e matar brasileiros, general, é o fim da picada! Lula Livre! É isso aí.

4 comentários:

Marcos Lúcio disse...

Perfeito... destaco: "Trata-se de um direitista raivoso com dotes messiânicos, que pensa que o golpe de 2016 será resolvido com a prisão de Lula, quando não é o Lula o problema, mas, sim, os militares, os juízes, os procuradores, os delegados e os empresários, principalmente os donos do oligopólio Globo, além do Congresso à mercê de gente como o presidiário Eduardo Cunha, que levou a legítima presidente Dilma Rousseff à deposição e, consequentemente, quebraram em vários pedaços a ordem democrática, constitucional e institucional'.Esta coisa sem tropa e sem noção acusou a Globo de “defender, publicamente, como arte, cenas do mais baixo nível, intrinsicamente ligadas à pedofilia, zoofilia, necrofilia, homossexualismo e outras bizarrices, taxando-as como educativas, destinadas a quebrar os tabus e os princípios de unidade que governam a chamada “família tradicional”.Bem, se ele veio da tal "família tradicional" e dela é um modelo ...passou da hora de acabar com este tipo generalíssimo da perigosa família fascistóide, violenta, recionária, autoritária, insana e sanguinária, credo!

Carlos Serafim disse...

Davis, como sempre, impecável, preciso e com um estoque permanente de adjetivos para a devida rotulação desses elementos.

Jorge Marcelo disse...

E aí, Davis, dormiu bem ontem?

Davis Serna Filho disse...

Um abraço advogado Jorge Ezequiel Marcelo. Regozije-se, bata em panelas e vista a camiseta da CBF!