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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SÓ VIVER PARA EXISTIR

Espaço Bico de Pena — Palavra Livre

Só viver para existir


Lilian é a minha dor
Mas me disse para eu ir
Ela desconhece meu amor
E também meu porvir...
Eu sei por que do abandono
Era irascível e o motivo de mentir
Ser também sem planos
Só viver para existir

Quando fico a pensar
Do quão doce foi nosso amor
Até me dá vontade de chorar
Triste sentimento — um clamor
Eu aprendi com meus enganos
Com meus pés saber trilhar
Pois a vida me ensinou
A amar sem nada esperar

Da verdade fiz meus espinhos
Pois nas veredas aprendi
Que o amor tem vários caminhos
Porém, eu nunca te esqueci
A verdade é a razão do tempo
Do tempo sou aprendiz
A saudade não me deixou
E a vida plenamente vivi

Meu coração outra vez se apaixonou
Mas você é o meu País
Eu gosto muito de sons e cantos
Do presente sempre a partir
Andei por diferentes lugares
E olhares olhei e vi
Me envolvi com desejos e encantos
Tu és a mais bela das meninas que conheci


Davis Sena Filho — Rio, 31/10/2016

3 comentários:

Andréa Caldas disse...

MARAVILHOSO!!! NÃO SABIA QUE VOCÊ, DAVIS SENA FILHO, TAMBÉM É POETA. E QUE POETA! ESTE POEMA PODERIA VIRAR MÚSICA, SER MUSICADO. QUATRO ESTROFES COM OITO VERSOS CADA UMA. LINDO!!!

Carla Guimarães disse...

Poema belíssimo e concordo com a Andrea: poderia ser música.

Marcos Lúcio disse...

Pois é Davis...aprendi que para curar "ilusões", devaneios,fantasias, amores traídos, desencantos, romantismos , expectativas não realizadas e que tais, nada melhor do que um cadinho de realidade rs, sempre que possível, pois a questão amorosa, neste caso, é muito aquosa, escorregadia, insegura demais rs. Se for através de música , na minha desimportante e modesta conceituação...que seja com a voz da sabiá Gal Costa e com a sagacíssima e brilhante letra do genial Ary Barroso:

Inquietação


Quem se deixou escravizar
E no abismo despencar
De um amor qualquer
Quem no aceso da paixão
Entregou o coração
A uma mulher
Não soube o mundo compreender
Nem a arte de viver
Nem chegou mesmo de leve a perceber
Que o mundo é sonho, fantasia
Desengano, alegria
Sofrimento, ironia
Nas asas brancas da ilusão
Nossa imaginação
Pelo espaço vai, vai, vai
Sem desconfiar
Que mais tarde cai
Para nunca mais voarde