O PASSADO É A VIRTUDE DO PRESENTE, QUE NOS LEVA AO PORTO SEGURO — DSF
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Marina é a neoliberal de um mundo sepultado na década de 1990
Por Davis
Sena Filho — Blog Palavra Livre
![]() |
| MARINA É ROBERTO CAMPOS. DILMA É CELSO FURTADO. |
Equivoca-se aquele que pensa ou considera a candidata
“sonhática”, Marina Silva, uma política que não sabe o que quer e passa uma
impressão de ser uma pessoa confusa, ou seja, “pesadélica”. Não. Engana-se quem
pensa assim. Marina tem passado político, vem da esquerda e foi durante muito
tempo uma militante influente do Partido dos Trabalhadores.
Marina tem de ser levada a sério, principalmente pelo PT,
por seus aliados e eleitores, porque a Sonhática abandonou seu passado, o
partido pelo qual ela foi eleita a diversos cargos políticos, bem como assumiu
posição importante no Executivo Federal quando foi ministra de Estado do Meio
Ambiente do Governo Trabalhista do ex-presidente Lula.
A política do Acre, que ficou em terceiro lugar em seu
próprio Estado nas eleições presidenciais de 2010, conviveu com o seringueiro e
sindicalista de fama internacional, Chico Mendes, assassinado covardemente por
fazendeiros. Todavia, a “socialista” mudou seu modo de pensar, de agir e de se
conduzir politicamente e até mesmo socialmente, porque hoje integra as hostes
da Casa Grande. Marina não é mais, definitivamente, a Marina do PT.
Ela é a Marina dos grandes grupos capitalistas voltados
para o Meio Ambiente também conhecidos como ONGs, que desejam, sem sombra
dúvida, pautar governantes eleitos, bem como determinar as diretrizes
ambientais que, comumente, são efetivadas por mandatários que apresentaram seus
programas de governos e projetos de País aos cidadãos que, em maioria, os
elegeram.
Enganam-se as pessoas que pensam que Marina é apenas uma
figura folclórica e emblemática por causa de seu palavreado confuso,
contraditório, nebuloso — quase excêntrico. E por quê? Porque a excentricidade
de Marina Sonhática termina no limite de suas verdadeiras intenções, calcadas,
sem dúvida alguma, em seu programa de governo propositalmente pouco divulgado.
A candidata da Rede Sustentabiidade, hospedeira do PSB e
que não teve competência para registrar sua agremiação política no TSE,
transformou-se em uma titânide com pés de barro de grupos econômicos dos mais
reacionários, a exemplo da família Setúbal, do Banco Itaú/Unibanco, e do
economista Eduardo Gianetti, técnico ligado aos tucanos e, evidentemente, ao
sistema financeiro privado.
Gianetti, tal qual ao financista Armínio Fraga, candidato a
assumir o Ministério da Fazenda em um hipotético Governo Aécio Neves, parece
ser o porta-voz, juntamente com a herdeira do Itaú, Neca Setúbal, para assuntos
econômicos da candidata Marina Silva, que, certamente, abraçou os princípios
monetaristas em detrimento da corrente estruturalista (desenvolvimentista),
cujo representante mais importante é o professor Celso Furtado.
Marina não conversa e muito menos se aconselha com Paul
Singer, Carlos Lessa, Maria da Conceição Tavares, Ricardo Bielschowsky e
André Singer, dentre outros. Afinal, como já dito, Marina mudou e hoje a
política que se diz “apolítica” pertence às fileiras dos que pensam o País
apenas com números, gráficos e índices, a excluir o ser humano como prioridade
acima de qualquer questão econômica.
Por
isto e por causa disto, os porta-vozes dos mercados rentistas e especulativos,
em âmbito internacional, como o Financial Times e a The Economist, enviam
recados à ciranda financeira e fazem há anos críticas negativas ao Governo
brasileiro.
Questionamentos
matreiros, infundados e repercutidos por intermédio de reportagens
pré-elaboradas e de conotações políticas, intencionalmente plantadas em suas
páginas impressas e em online, a ter como um de seus “cooperantes” o
ex-ministro da Fazenda do Governo FHC, Pedro Malan, alto executivo de bancos
privados e um dos homens de confiança da ciranda financeira internacional.
Malan
e André Lara Resende (este passou a integrar a equipe de Marina) têm feito,
juntamente com outros economistas da Era FHC, um trabalho de contestação às
políticas públicas e financeiras dos Governos trabalhistas de Lula e de Dilma,
que optaram por nomear para ministro da Fazenda um técnico da corrente
desenvolvimentista de Celso Furtado e não monetarista de Eugênio Gudin ou
Roberto Campos.
Sempre
foi assim. Governos de caráter nacionalista e em luta constante pela
independência e autonomia do Brasil, a exemplo dos mandatários Getúlio Vargas,
Juscelino Kubitschek, João Goulart, Lula e Dilma Rousseff, efetivaram
políticas econômicas e fiscais que permitissem o desenvolvimento estrutural do
País e, por seu turno, viabilizassem o desenvolvimento material do povo
brasileiro, a ter o estado como o indutor do bem-estar social.
Além disso, em termos regionais, os governadores Miguel
Arraes e Leonel Brizola sempre quando no poder implementaram políticas
desenvolvimentistas em Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Estados
da Federação de históricos e tradições oposicionistas, quando as oligarquias, a
Casa Grande conquistam o poder, geralmente por intermédio de golpes brancos
(jurídico e parlamentar) ou simplesmente por meio de uma quartelada, como a
ocorrida em 1964.
Portanto,
não é à toa que o ministro da Fazenda de Lula e de Dilma, Guido Mantega, e o
servidor de carreira e presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, foram e
o são alvos de economistas e financistas vinculados ao capital especulativo,
bem como pelos banqueiros nativos, sendo que a família Setúbal é o exemplo mais
emblemático dos últimos tempos.
E por
quê? Porque, apesar de ter lucrado como nunca antes nos governos trabalhistas,
a questão ideológica impera, bem como é inaceitável aos banqueiros e rentistas
bilionários que as instituições estatais Banco do Brasil, BNDES e CEF abram
suas carteiras de empréstimos à população, baixem os juros e com isso
praticamente obrigam os bancos privados a diminuí-los para poder competir no
mercado, além de fazer com que grande parte das folhas de pagamento do setor
público voltasse a ser administrada por bancos estatais, por exemplo.
E não
é só isso. Torna-se salutar e necessário o leitor observar com acuidade. Os
fundos de pensões de grandes empresas e órgãos do Estado, além das estatais que
foram privatizadas no Governo tucano de FHC, seus recursos, em grande monta,
foram usados para financiar as privatizações e os empréstimos a grandes
empresários, via CEF e BNDES. Ponto!
Nos
governos trabalhistas de Lula e Dilma, as diretrizes foram outras, porque os
recursos desses fundos foram alocados para financiar obras, projetos e
programas de interesse público. E é aí que se apresentam, indelevelmente, as
diferenças entre as propostas de Aécio Neves, Marina Silva e Dilma Rousseff. E
é exatamente isto que os programas eleitorais do PT têm deixar claro, e, para
isso, é preciso esclarecer o povo, o eleitor.
Marina
é neoliberal. Suas propostas programáticas são um verdadeiro retrocesso, um
atraso retumbante, pois iguais às décadas liberalizantes das décadas de 1980 e
1990, quando o mundo era para poucos países se locupletarem e seus povos terem
acesso a uma qualidade de vida altíssima por intermédio da exploração, da
rapinagem e da pirataria que humilharam e empobreceram os povos periféricos do
terceiro mundo.
Um
mundo bipolar que se alicerçava no antagonismo entre a União Soviética e os
EUA. E esse tempo neoliberal, que significa roubalheira, está sepultado no
passado, porque o Brasil cresceu e se tornou um País poderoso e importante, ao
ponto de refundar suas relações internacionais e inserir quase 80 milhões de
brasileiros nos mercados de emprego e de consumo, além dos bilionários
investimentos em infraestrutura, saúde e educação.
Marina
Silva é uma farsa política e ideológica, mas tem de ser levada a sério para ser
combatida e desconstruída. A mentira se combate com a verdade. Dilma Rousseff é
a continuidade do desenvolvimento e da humanização da sociedade brasileira. A
“Sonhática” é a neoliberal de um mundo
sepultado na década de 1990. É
isso aí.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Pau que bate em Chico bate também em Francisco, Marina e Aécio
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
![]() |
| Marina é messiânica, ideologicamente dúbia e propositalmente fala para não ser entendida. Contudo, seu programa de governo é neoliberal. |
Quando o PT e suas lideranças resolveram lançar o mote
“A verdade vai vencer a mentira” é devido às milhares de obras de infraestrutura,
grandes, médias e pequenas, além de dezenas de programas sociais, que estão em
pleno andamento e são escondidos, peremptoriamente, pela imprensa de mercado e
por outros segmentos hegemônicos, que atuam e agem nas diferentes igrejas, no
Judiciário, no Congresso e nas associações e sindicatos patronais.
Trata-se do poderoso sistema midiático privado, que se
transformou em partido político de direita e que, sistematicamente, boicota os
avanços sociais e econômicos conquistados pelo povo brasileiro, pois a intenção
é fazer com que não haja reconhecimento das conquistas, bem como a finalidade é
fazer com que elas fiquem no esquecimento, como se nunca tivessem existido.
Contudo, torna-se necessário e urgente ao PT e à sua
coalizão partidária reaprenderem a rebater, com ênfase e determinação, as
mentiras e as manipulações provenientes da imprensa de negócios privados e também
dos que se aninham debaixo de suas asas, a exemplo dos tucanos do PSDB,
principalmente os paulistas.
Asas conservadoras que ainda não se abriram totalmente
à Marina Silva, política hospedeira do PSB, que não possui equipe e muito menos
programa de governo confiável, no sentido de suas propostas resguardarem os
interesses do Brasil e as conquistas sociais e financeiras dos trabalhadores
deste País.
Por isto e por causa disto, o PT não pode vacilar,
porque são 12 anos de luta incessante para que o Brasil se desenvolvesse, a
partir de programas sociais e obras de infraestrutra, que garantiram a quase
plena empregabilidade, bem como propiciou que mais de 30 milhões de pessoas
superassem a linha de pobreza, bem como mais de 40 milhões chegassem à classe
média.
Cidadãos brasileiros, trabalhadores, estudantes e donas
de casa que se tornaram consumidores e, consequentemente, a cooperar para que o
Brasil vivenciasse um ciclo formidável de crescimento, somente comparável aos
anos dos governos trabalhistas do estadista Getúlio Vargas.
Nunca o Brasil distribuiu renda e riqueza de uma forma
tão uniforme, o que propiciou que todas as classes sociais e segmentos de atividades
econômicas pudessem crescer, ao ponto de o mercado interno brasileiro se tornar
tão poderoso e, por seu turno, efetivar uma rede de proteção social e econômica
que impediu que a crise internacional de 2008 afundasse a economia brasileira,
como aconteceu nos países da União Europeia e nos Estados Unidos.
Todas as questões postas na mesa têm de ser explicadas
com acuidade e desenvoltura pelo PT e suas lideranças, a começar pela
presidenta Dilma Rousseff e pelo maior cabo eleitoral da América Latina, o
ex-presidente trabalhista Luiz Inácio Lula da Silva. Do contrário, o PT vai
continuar a ser um saco de pancadas, tal qual a um boxeador que levou um
direto, não caiu, mas grogue com as pancadas, mal tem a capacidade de se
defender quanto mais efetivar ataques incisivos aos seus oponentes.
Adversários e inimigos perniciosos e funestos. No caso,
a imprensa corporativa, de caráter neoliberal, portanto, entreguista, e seus
aliados que, fracassados e incompetentes, abrigam-se em seu guarda-chuva elitista,
sectário e que dá guarida aos conservadores do PSDB, DEM e PPS.
O guarda-chuva que cobre também as cabeças dos
candidatos nanicos, à direita e também à esquerda. “Candidatos” a presidente da
República, porém, a ter como único propósito atacar a presidenta Dilma
Rousseff, o Lula, o Governo Trabalhista e o PT, como deixou claro e livre de
equívocos e enganos o horário eleitoral, as entrevistas e os debates
transmitidos pelas televisões e rádios pertencentes aos magnatas bilionários de
imprensa familiar, que ora estão em dúvida quanto às reais condições de Marina
Silva, a “Sonhática”, assumir a Presidência de um País poderoso e complexo como
o é o Brasil.
O Brasil é tão poderoso e rico que a direita
partidária, a Casa Grande empresarial e os coxinhas de classe média se recusam
a sair do País, porque sabem que viver em Pindorama tem futuro, bem como
compreendem que se conquistarem o poder vão viver ainda melhor do que vivem,
pois vão efetivar um programa de governo e um projeto de País draconiano, que os
permitirão a voltar aos tempos da ditadura militar e dos governos Collor,
Sarney e Fernando Henrique.
Governos e governantes conservadores que apostaram, no
passado, em um País VIP ,
alinhado sumariamente aos interesses dos EUA e da UE, suas cortes, tratadas
como patrões, pois a elas subordinados e subservientes. A direita que deseja e
luta por um Estado que deixe de ser o indutor e o fiscalizador do
desenvolvimento econômico e social e passe a ser apenas uma plataforma para
esses grupos sociais e econômicos darem suas piruetas e se locupletarem a
despeito das necessidades e dos interesses da grande maioria do povo
brasileiro.
O PT e líderes como Lula e Dilma têm de abrir a boca,
fazer comparações e serem duros com quem manipula e mente sobre os números, os
índices e as conquistas acontecidos nos últimos 12 anos. Não é complexo
responder à altura àqueles que tratam o Brasil como pária dos países ricos,
pois, a ser assim, a Casa Grande só tem a ganhar, como ocorre desde os tempos
do Brasil Colônia.
Marina Silva, a “Sonhática”, cujas palavras e
pensamento ninguém compreende, tem de ser desmascarada, e, mais do que isto,
desconstruída em suas peripécias e dubiedades. Marina tem de ser mostrada como
ela o é: incoerente, inconstante, sem ideologia, vazia de propostas e cooptada
pelo mercado de capitais.
A candidata hospedeira do PSB, que não é PSB, bem como
não conseguiu regulamentar junto ao TSE a Rede Sustentabilidade, tem de
explicar os seis anos em que ela foi ministra do Meio Ambiente e fracassou no
que é relativo ao desmatamento, à proteção das matas ciliares, dos rios e
riachos.
Explicar também o porquê de não ter conseguido diminuir
os índices de poluição, além de jamais ter efetivado um diálogo sincero com os
sindicatos dos trabalhadores rurais, com os empresários do agronegócio e com os
médios e pequenos produtores, já que o Ministério do Meio Ambiente é
intrinsecamente ligado às questões ecológicas, bem como discute assuntos concernentes
à produtividade rural, além de tratar também de temas complexos referentes aos
índios.
Pelo contrário, a única coisa que a candidata dos
banqueiros fez foi paralisar obras realizadas por todo o Brasil, muitas delas
de enorme importância para a economia e a população brasileira. Ligada a
grandes ONGs nacionais e internacionais, Marina passou a ser uma adversária
dentro do próprio Governo Trabalhista, e a única solução foi a sua saída do
Ministério de Lula.
Após sua exoneração, assumiu o cargo de ministro no
Ministério do Meio Ambiente o deputado carioca, Carlos Minc. O ministro, em
menos de dois anos, resolveu problemas, atingiu metas e achou soluções para
casos polêmicos e complexos muito mais do que Marina Silva, que tem enorme
dificuldade para ouvir e dialogar.
A “Sonhática”, além de centralizar as decisões, demora
para efetivá-las, bem como é portadora de uma personalidade com viés
messiânico. Enfim, Marina coloca em risco todo um programa de Governo e projeto
de País vitoriosos, independente do que considera ou deixa de considerar a
imprensa burguesa e seus áulicos, que vicejam na sociedade, entretanto, teleguiados
por ela.
A questão primordial é vencer a mentira e a
desinformação. E o ringue para derrotar os mentirosos é o horário eleitoral
veiculado nas tevês e rádios. Só que o PT tem de reaprender a bater, como o
fazia no passado, para que o povo brasileiro veja, ouça e observe as realidades
e as verdades.
Não é justo e nem justificável que os governantes
trabalhistas, Lula e Dilma, sejam alvos de mentiras e as conquistas de seus
governos, de suas equipes e dos trabalhadores brasileiros, que acreditaram no
Brasil e empreenderam um desenvolvimento jamais visto antes neste País sejam
desacreditados, sabotados, boicotados e, sobretudo, não mostrados pela imprensa
alienígena e de passado golpista, que se transformou no principal partido oposicionista
e de direita deste País.
Aécio Neves é retrocesso. Ele é o Fernando Henrique
mais novo, mas com pensamentos e ideias velhos, superados e ultrapassados pelas
realidades atuais e, principalmente, pelo fracasso que foi a política econômica
neoliberal empreendida pelos tucanos, que o foram, irrefragavelmente,
reprovados pelo povo brasileiro em três eleições.
Sobre Marina Silva, já disse o que tinha de dizer. Ela
é messiânica e dúbia, características principais dos governantes que, no
decorrer da história da humanidade, criaram e fomentaram crises políticas e
econômicas que os levaram à guerra, à deposição e à renúncia. Marina compôs com
o que tem mais de atrasado, no que tange ao fundamentalismo religioso e
mercadológico. Ah, isto Marina
representa, sem dúvida. O perigo mora aí.
O Partido dos Trabalhadores tem de se defender e
reaprender a atacar. Recado ao PT: pau que bate em Chico bate também em
Francisco, Marina e Aécio. É isso aí.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Marina é o Jânio de saia - A “Sonhática” do pesadelo
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
Vamos aos fatos.
Chega-se à conclusão que nada mais importa a certos grupos da sociedade
brasileira. A questão primordial para os setores conservadores é derrotar,
sobremaneira, os trabalhistas do PT, cujos líderes venceram três eleições e
realizaram uma revolução social e econômica silenciosa.
Uma revolução pacífica, de caráter reformista e muito aquém do desejado para segmentos importantes da esquerda brasileira. A esquerda que não foi cooptada, pois não pulou a cerca, que está no poder, a partir de2003. A esquerda que quer,
desde sempre, que os presidentes Lula e Dilma Rousseff contrariem, com mais
tenacidade e voluntariedade, os interesses de oligopólios controlados por
apenas seis famílias midiáticas, bem como das famílias brasileiras donas de
bancos, além de combater os latifúndios rurais e urbanos também pertencentes a
ramos familiares, que apostam, principalmente, na especulação imobiliária.
Como se observa, o Brasil, País que é a sétima economia do mundo, com uma população de 210 milhões de habitantes, que tem um parque industrial gigantesco e cidades que atraem turistas de todo o planeta, ainda continua com uma característica abominável, proveniente do Brasil Colônia e do Brasil Império. Trata-se da subserviência e da subalternidade de importantes e influentes segmentos sociais, que se submetem a crenças, valores e princípios de uma classe dominante riquíssima, de caráter alienígena, aliada e cúmplice do establishment internacional e totalmente divorciada dos interesses do Brasil e do seu povo.
Sabedores dessas questões e realidades, a Casa Grande — morada política e ideológica da burguesia apoiada pelos pequenos burgueses (classe média) — aposta em qualquer candidato para derrotar os trabalhistas, consequentemente, tirá-los do poder. Como anteriormente afirmado, não importa à direita quem vai ser o candidato a ser apoiado por ela. O que vale para os conservadores é que o PT e seus aliados sejam derrotados e a direita brasileira possa, enfim, retomar os princípios neoliberais, que se baseiam no estado mínimo, ou seja, na ausência do estado, bem como na meritocracia, que significa “cada um por si e Deus contra todos”.
Meritocracia é igual individualidade, que é igual à lei da selva, que favorece a Casa Grande — o lar dos beneficiados e privilegiados da sociedade. É o fim da picada, porque a espécie humana desde seus primórdios até hoje sobreviveu e não sucumbiu como espécie por causa da solidariedade, da responsabilidade entre os entes humanos e dos cuidados para que todos os indivíduos não fossem derrotados pelas intempéries que se apresentam ao longo da vida.
É muito fácil para gente como o tucano Aécio Neves e sua trupe, bem como para os seus eleitores ricos e de classe média defenderem a meritocracia quando, na verdade, a maioria das pessoas que conheço, além das que não tenho contato, mas leio suas mensagens e ouço suas vozes nas mídias sociais, tiveram todas as oportunidades e condições sociais, econômicas e de logística em toda vida estudantil, com o apoio dos pais, parentes e do estado (universidades públicas), de forma que pudessem se formar, para logo após conquistar os melhores postos de trabalho, seja nos setores públicos ou privados. É de se lamentar, profundamente, que tenhamos no Brasil uma das piores e mais perversas classes ricas e médias do mundo. Ponto!
Marina Silva representa tudo isto que está posto. Ela optou, e, como evangélica com pinceladas messiânicas, não se furta a fazer assertivas completamente mirabolantes, porque, sem ideologia e despida de programa de governo e projeto de País, poderá se tornar, institucionalmente, um Jânio Quadros de saia, igualmente com linguajar empolado e retórico, hospedeira de um partido que não é seu — ela não conseguiu assinaturas para legalizar a Rede Sustentabilidade —, ideologicamente confusa e frágil, além de ser irresponsavelmente useira e vezeira em negar a política e os partidos políticos, base, insofismável, de qualquer democracia no mundo, seja ela representativa (democracia burguesa) ou direta (democracia popular).
Não sei qual é o problema de Marina Silva, mas sei que ela lembra e repete o fracasso político, administrativo e governamental do ex-presidente Jânio Quadros, raro político popular à direita, que foi em sua época, como Marina Silva o é nos dias de hoje, abraçado pela imprensa de mercado, bem como apoiado efetivamente pelo maior partido de direita daqueles tempos, a famigerada União Democrática Nacional, do (corvo) Carlos Lacerda. A golpista UDN, covil de empresários, militares e políticos reacionários e entreguistas, que, inclusive, traidores da Pátria que são, aliaram-se a forças estrangeiras (EUA) para derrubar João Goulart do poder, presidente trabalhista do antigo PTB, eleito legitimamente pelo povo brasileiro.
Jânio Quadros, além de todas essas questões, não contava com um ministério coeso e muito menos com uma base parlamentar que lhe desse tranquilidade para aprovar os projetos do Governo. Igual à Marina Silva, Jânio também pertencia a um partido pequeno, o PDC. Marina Silva vai pelo mesmo caminho. Pertence a um partido que se tornou aventureiro ao romper uma aliança com o PT que perdurava desde 1989. Seu presidente, o ex-governador Eduardo Campos, não governaria Pernambuco com tantos bons resultados se não fossem os investimentos pesados, em todas as áreas de atividade econômica e social, repassados pelos governos de Lula e Dilma. Depois do Rio de Janeiro, Pernambuco é o Estado que mais recebeu atenção e dinheiro do Governo Federal, nos últimos 12 anos.
Eduardo Campos não governou com grandes dificuldades, pois surfou nas ondas do Governo Federal para concretizar seus programas e projetosem Pernambuco. A
ingratidão foi o seu norte; e o destino, infelizmente, e digo de forma sincera,
encerrou sua carreira política. Enquanto isso, Marina, no que diz respeito à
economia, alia-se ao que tem de pior em termos de macroeconomia, da qual
depende o sucesso da microeconomia, ou seja, do povo. As pequenas e médias empresas
são as que mais empregam, de acordo com os números do IBGE e do Ministério da
Fazenda.
O Governo do PT financiou os pequenos empresários e abriu as portas da CEF e do BNDES a quem desejava ser empreendedor ou melhorar as condições de sua empresa. Essas instituições financeiras de fomento até então eram serviçais dos inquilinos da Casa Grande e o Governo Trabalhista acabou com essa vergonha recheada de privilégios e tida como primazia a bilionários e milionários que socorriam suas empresas e até mesmo suas incompetências com a garantia de empréstimos a juros bem mais baixos do que os praticados no mercado.
Esses são os lúgubres, macabros e pavorosos tempos dos governos entreguistas e vazios de empregos de FHC — o Neoliberal I —, aquele sociólogo que não entende nada de povo e que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. Quando bancos estatais passam a servir ao povo, a burguesia e, pasmem(!), a classe média tradicional estrilam, ululam, em um bramido feroz e voraz, que deixam suas vozes roucas de tanto ódio e preconceitos.
Dessa forma passam para a incontinência verbal e resmungam através das mídias empresariais, pelos cantos das cidades e babam a cólera dos que se acham preteridos, porque para essa gente tacanha e sem discernimento compreender que melhorar as condições de vida dos brasileiros é bom para todos é um exercício terrível e doloroso de sensatez e sobriedade. E sabe por quê? Porque essa gente se considera “escolhida” por Deus ou pelo destino que lhe acalenta e apetece. Por isto e por causa disto, tais grupos entendem ser um direito “divino” se dar bem a vida toda e o restante da população que se dane e aguente o rojão, a vida dura, que as classes médias tradicionais e os ricos jamais vão experimentar para ver o que é bom para a tosse.
A realidade de o País vivenciar doze anos de governos populares e democráticos dói e revolta os rentistas, os que fazem dos juros e do câmbio as ferramentas primordiais de suas vidas inúteis, abundantes, faustosas e opulentas, como as dos nababos e paxás. É o mercado a vir com força para eleger seus prediletos, pois que conspiram e se comprometem com a volta do neoliberalismo, doutrina que não deu certo e que afundou os países da Europa Ocidental, além dos Estados Unidos, que há quase sete anos enfrentam uma crise interminável, que causou desemprego em massa, levou à falência estados nacionais e empresas, bem como muitas pessoas desesperadas optaram pelo suicídio.
É uma lástima, além de um processo draconiano e vampiresco o pensamento econômico, em que o mercado de capitais se transforma em Deus, efetivado por gente apenas acostumada a frequentar os salões da plutocracia brasileira e internacional. Eles querem e lutam por um governo para os ricos. Esse pessoal não entende nada de gente, de povo. Em seus vocabulários e dicionários a palavra “social” inexiste.
Afinal, “não há almoço grátis”. Frase preferida dos coxinhas da alta sociedade e que pensam que a vida é uma eterna diversão e passar bem. O almoço só pode ser grátis para a Casa Grande, quando há a necessidade de pedir empréstimos a juros baixos e a perder de vista, bem como fazer do estado nacional a extensão de suas casas, porque se tem uma coisa que a classe dominante é e nunca vai deixar de sê-lo é ser patrimonialista. Ponto!
O resto é balela e conversa para boi dormir. Os economistas, administradores e financistas do PSDB e do mercado defendido com dentes e unhas pelo oligopólio midiático de apenas seis famílias sabem o que querem. E eles querem um Brasil para poucos, VIP, com mão de obra barata, pouco emprego para demitir e contratar rápido, porque sendo assim os salários não aumentam e o trabalhador que vai ocupar o posto do demitido vai aceitar qualquer salário, inclusive ser humilhado, porque vai perder a força para reivindicar até mesmo melhores condições de trabalho.
Medidas amargas e duras já foram anunciadas por Armínio Fraga, do tucano neoliberal Aécio Neves, e por Eduardo Gianetti, da “sonhática” (ela não tem ideologia e nem programa de governo) Marina Silva. Fraga disse o que tinha de dizer. Neoliberalismo na veia. Estado mínimo e bancos e megaempresas máximos. Já Gianetti também está a dizer para o quê Marina Silva veio; e não há espaço para ser “sonhático”, porque suas propostas são verdadeiros pesadelos e similares às do PSDB, a observar: “A oposição vai corrigir os equívocos do atual governo, com a volta do tripé macroeconômico, com um movimento inevitável de correção e ajustes aos desequilíbrios” — disse o neoliberal. “A hipotética vitória da oposição será de ajustes duros que restabeleçam confiança” — concluiu o elitista.
A confiança de quem, cara pálida? Só se for a dos banqueiros nacionais e internacionais e dos governos dos países desenvolvidos, a exemplo da Inglaterra, que hoje só tem bancos, da França, da Alemanha, do Japão, da Espanha e dos Estados Unidos, além de outros países ricos, mas com menor visibilidade. Gianetti e Fraga são absurdamente ligados ao establishment e os considero, juntamente com Marina Silva e Aécio Neves, perigosos para o desenvolvimento do povo brasileiro, porque, indubitavelmente, são contrários aos interesses do Brasil. Esses caras, tal quarteto, são o fim da picada.
Só uma besta quadrada ou indivíduos que são ideologicamente conservadores e detestam a efetivação de simples programas de proteção social a pessoas que tem dificuldades até para conseguir se alimentar, no dia a dia, poderiam considerar “inteligentes, sensatas e humanas” as propostas econômicas fracassadas e derrotadas há sete anos pela crise internacional. Como apoiar e acreditar em economistas sem quaisquer compromissos com a sociedade, a população — o povo? Como?
Esses caras são os fundamentalistas do mercado. Eles são mais perniciosos e venenosos do que os fanáticos religiosos, porque podem administrar o dinheiro público, e, por sua vez, suprimir, tirar e confiscar o direito de o cidadão viver em paz, exemplificado no direito a estudar, a se empregar, a se qualificar e a ter melhores condições de vida. O Estado é, sim, o indutor da macroeconomiaem
qualquer País , inclusive nos Estados Unidos, cujos
governantes socorrem e socorreram com trilhões de dólares a economia
estadunidense quando os empresários irresponsáveis e corruptos, com a
cumplicidade de agentes públicos de alto escalão se tornaram os principais
autores da crise internacional de 2008.
Não se engane o brasileiro quanto às intenções de Marina Silva e Aécio Neves. Marina traiu o PT, o Lula, a sua história e vai trair a quem ela tiver de trair. Marina é o Jânio de saia. Quem sabe um pouco de história percebe a imensa coincidência entre os dois políticos, tanto no que concerne ao linguajar, aos partidos pequenos, ao “abraço” da burguesia e da mídia alienígena às suas candidaturas, à ausência de ideologia, à base política desajustada, à troca de partidos e, principalmente, à ausência de projeto de País e programa de Governo. Marina simplesmente não os tem. Se a “Sonhática” vencer as eleições, quem viver verá. A direita aposta hoje em qualquer um para derrotar o PT. Marina é o Jânio de saia. A "Sonhática" do pesadelo. Prepara-se! É isso aí.
Uma revolução pacífica, de caráter reformista e muito aquém do desejado para segmentos importantes da esquerda brasileira. A esquerda que não foi cooptada, pois não pulou a cerca, que está no poder, a partir de
Como se observa, o Brasil, País que é a sétima economia do mundo, com uma população de 210 milhões de habitantes, que tem um parque industrial gigantesco e cidades que atraem turistas de todo o planeta, ainda continua com uma característica abominável, proveniente do Brasil Colônia e do Brasil Império. Trata-se da subserviência e da subalternidade de importantes e influentes segmentos sociais, que se submetem a crenças, valores e princípios de uma classe dominante riquíssima, de caráter alienígena, aliada e cúmplice do establishment internacional e totalmente divorciada dos interesses do Brasil e do seu povo.
Sabedores dessas questões e realidades, a Casa Grande — morada política e ideológica da burguesia apoiada pelos pequenos burgueses (classe média) — aposta em qualquer candidato para derrotar os trabalhistas, consequentemente, tirá-los do poder. Como anteriormente afirmado, não importa à direita quem vai ser o candidato a ser apoiado por ela. O que vale para os conservadores é que o PT e seus aliados sejam derrotados e a direita brasileira possa, enfim, retomar os princípios neoliberais, que se baseiam no estado mínimo, ou seja, na ausência do estado, bem como na meritocracia, que significa “cada um por si e Deus contra todos”.
Meritocracia é igual individualidade, que é igual à lei da selva, que favorece a Casa Grande — o lar dos beneficiados e privilegiados da sociedade. É o fim da picada, porque a espécie humana desde seus primórdios até hoje sobreviveu e não sucumbiu como espécie por causa da solidariedade, da responsabilidade entre os entes humanos e dos cuidados para que todos os indivíduos não fossem derrotados pelas intempéries que se apresentam ao longo da vida.
É muito fácil para gente como o tucano Aécio Neves e sua trupe, bem como para os seus eleitores ricos e de classe média defenderem a meritocracia quando, na verdade, a maioria das pessoas que conheço, além das que não tenho contato, mas leio suas mensagens e ouço suas vozes nas mídias sociais, tiveram todas as oportunidades e condições sociais, econômicas e de logística em toda vida estudantil, com o apoio dos pais, parentes e do estado (universidades públicas), de forma que pudessem se formar, para logo após conquistar os melhores postos de trabalho, seja nos setores públicos ou privados. É de se lamentar, profundamente, que tenhamos no Brasil uma das piores e mais perversas classes ricas e médias do mundo. Ponto!
Marina Silva representa tudo isto que está posto. Ela optou, e, como evangélica com pinceladas messiânicas, não se furta a fazer assertivas completamente mirabolantes, porque, sem ideologia e despida de programa de governo e projeto de País, poderá se tornar, institucionalmente, um Jânio Quadros de saia, igualmente com linguajar empolado e retórico, hospedeira de um partido que não é seu — ela não conseguiu assinaturas para legalizar a Rede Sustentabilidade —, ideologicamente confusa e frágil, além de ser irresponsavelmente useira e vezeira em negar a política e os partidos políticos, base, insofismável, de qualquer democracia no mundo, seja ela representativa (democracia burguesa) ou direta (democracia popular).
Não sei qual é o problema de Marina Silva, mas sei que ela lembra e repete o fracasso político, administrativo e governamental do ex-presidente Jânio Quadros, raro político popular à direita, que foi em sua época, como Marina Silva o é nos dias de hoje, abraçado pela imprensa de mercado, bem como apoiado efetivamente pelo maior partido de direita daqueles tempos, a famigerada União Democrática Nacional, do (corvo) Carlos Lacerda. A golpista UDN, covil de empresários, militares e políticos reacionários e entreguistas, que, inclusive, traidores da Pátria que são, aliaram-se a forças estrangeiras (EUA) para derrubar João Goulart do poder, presidente trabalhista do antigo PTB, eleito legitimamente pelo povo brasileiro.
Jânio Quadros, além de todas essas questões, não contava com um ministério coeso e muito menos com uma base parlamentar que lhe desse tranquilidade para aprovar os projetos do Governo. Igual à Marina Silva, Jânio também pertencia a um partido pequeno, o PDC. Marina Silva vai pelo mesmo caminho. Pertence a um partido que se tornou aventureiro ao romper uma aliança com o PT que perdurava desde 1989. Seu presidente, o ex-governador Eduardo Campos, não governaria Pernambuco com tantos bons resultados se não fossem os investimentos pesados, em todas as áreas de atividade econômica e social, repassados pelos governos de Lula e Dilma. Depois do Rio de Janeiro, Pernambuco é o Estado que mais recebeu atenção e dinheiro do Governo Federal, nos últimos 12 anos.
Eduardo Campos não governou com grandes dificuldades, pois surfou nas ondas do Governo Federal para concretizar seus programas e projetos
O Governo do PT financiou os pequenos empresários e abriu as portas da CEF e do BNDES a quem desejava ser empreendedor ou melhorar as condições de sua empresa. Essas instituições financeiras de fomento até então eram serviçais dos inquilinos da Casa Grande e o Governo Trabalhista acabou com essa vergonha recheada de privilégios e tida como primazia a bilionários e milionários que socorriam suas empresas e até mesmo suas incompetências com a garantia de empréstimos a juros bem mais baixos do que os praticados no mercado.
Esses são os lúgubres, macabros e pavorosos tempos dos governos entreguistas e vazios de empregos de FHC — o Neoliberal I —, aquele sociólogo que não entende nada de povo e que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. Quando bancos estatais passam a servir ao povo, a burguesia e, pasmem(!), a classe média tradicional estrilam, ululam, em um bramido feroz e voraz, que deixam suas vozes roucas de tanto ódio e preconceitos.
Dessa forma passam para a incontinência verbal e resmungam através das mídias empresariais, pelos cantos das cidades e babam a cólera dos que se acham preteridos, porque para essa gente tacanha e sem discernimento compreender que melhorar as condições de vida dos brasileiros é bom para todos é um exercício terrível e doloroso de sensatez e sobriedade. E sabe por quê? Porque essa gente se considera “escolhida” por Deus ou pelo destino que lhe acalenta e apetece. Por isto e por causa disto, tais grupos entendem ser um direito “divino” se dar bem a vida toda e o restante da população que se dane e aguente o rojão, a vida dura, que as classes médias tradicionais e os ricos jamais vão experimentar para ver o que é bom para a tosse.
A realidade de o País vivenciar doze anos de governos populares e democráticos dói e revolta os rentistas, os que fazem dos juros e do câmbio as ferramentas primordiais de suas vidas inúteis, abundantes, faustosas e opulentas, como as dos nababos e paxás. É o mercado a vir com força para eleger seus prediletos, pois que conspiram e se comprometem com a volta do neoliberalismo, doutrina que não deu certo e que afundou os países da Europa Ocidental, além dos Estados Unidos, que há quase sete anos enfrentam uma crise interminável, que causou desemprego em massa, levou à falência estados nacionais e empresas, bem como muitas pessoas desesperadas optaram pelo suicídio.
É uma lástima, além de um processo draconiano e vampiresco o pensamento econômico, em que o mercado de capitais se transforma em Deus, efetivado por gente apenas acostumada a frequentar os salões da plutocracia brasileira e internacional. Eles querem e lutam por um governo para os ricos. Esse pessoal não entende nada de gente, de povo. Em seus vocabulários e dicionários a palavra “social” inexiste.
Afinal, “não há almoço grátis”. Frase preferida dos coxinhas da alta sociedade e que pensam que a vida é uma eterna diversão e passar bem. O almoço só pode ser grátis para a Casa Grande, quando há a necessidade de pedir empréstimos a juros baixos e a perder de vista, bem como fazer do estado nacional a extensão de suas casas, porque se tem uma coisa que a classe dominante é e nunca vai deixar de sê-lo é ser patrimonialista. Ponto!
O resto é balela e conversa para boi dormir. Os economistas, administradores e financistas do PSDB e do mercado defendido com dentes e unhas pelo oligopólio midiático de apenas seis famílias sabem o que querem. E eles querem um Brasil para poucos, VIP, com mão de obra barata, pouco emprego para demitir e contratar rápido, porque sendo assim os salários não aumentam e o trabalhador que vai ocupar o posto do demitido vai aceitar qualquer salário, inclusive ser humilhado, porque vai perder a força para reivindicar até mesmo melhores condições de trabalho.
Medidas amargas e duras já foram anunciadas por Armínio Fraga, do tucano neoliberal Aécio Neves, e por Eduardo Gianetti, da “sonhática” (ela não tem ideologia e nem programa de governo) Marina Silva. Fraga disse o que tinha de dizer. Neoliberalismo na veia. Estado mínimo e bancos e megaempresas máximos. Já Gianetti também está a dizer para o quê Marina Silva veio; e não há espaço para ser “sonhático”, porque suas propostas são verdadeiros pesadelos e similares às do PSDB, a observar: “A oposição vai corrigir os equívocos do atual governo, com a volta do tripé macroeconômico, com um movimento inevitável de correção e ajustes aos desequilíbrios” — disse o neoliberal. “A hipotética vitória da oposição será de ajustes duros que restabeleçam confiança” — concluiu o elitista.
A confiança de quem, cara pálida? Só se for a dos banqueiros nacionais e internacionais e dos governos dos países desenvolvidos, a exemplo da Inglaterra, que hoje só tem bancos, da França, da Alemanha, do Japão, da Espanha e dos Estados Unidos, além de outros países ricos, mas com menor visibilidade. Gianetti e Fraga são absurdamente ligados ao establishment e os considero, juntamente com Marina Silva e Aécio Neves, perigosos para o desenvolvimento do povo brasileiro, porque, indubitavelmente, são contrários aos interesses do Brasil. Esses caras, tal quarteto, são o fim da picada.
Só uma besta quadrada ou indivíduos que são ideologicamente conservadores e detestam a efetivação de simples programas de proteção social a pessoas que tem dificuldades até para conseguir se alimentar, no dia a dia, poderiam considerar “inteligentes, sensatas e humanas” as propostas econômicas fracassadas e derrotadas há sete anos pela crise internacional. Como apoiar e acreditar em economistas sem quaisquer compromissos com a sociedade, a população — o povo? Como?
Esses caras são os fundamentalistas do mercado. Eles são mais perniciosos e venenosos do que os fanáticos religiosos, porque podem administrar o dinheiro público, e, por sua vez, suprimir, tirar e confiscar o direito de o cidadão viver em paz, exemplificado no direito a estudar, a se empregar, a se qualificar e a ter melhores condições de vida. O Estado é, sim, o indutor da macroeconomia
Não se engane o brasileiro quanto às intenções de Marina Silva e Aécio Neves. Marina traiu o PT, o Lula, a sua história e vai trair a quem ela tiver de trair. Marina é o Jânio de saia. Quem sabe um pouco de história percebe a imensa coincidência entre os dois políticos, tanto no que concerne ao linguajar, aos partidos pequenos, ao “abraço” da burguesia e da mídia alienígena às suas candidaturas, à ausência de ideologia, à base política desajustada, à troca de partidos e, principalmente, à ausência de projeto de País e programa de Governo. Marina simplesmente não os tem. Se a “Sonhática” vencer as eleições, quem viver verá. A direita aposta hoje em qualquer um para derrotar o PT. Marina é o Jânio de saia. A "Sonhática" do pesadelo. Prepara-se! É isso aí.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Ditadura torturou até o Raul Seixas
Blog Palavra Livre
Edgard Matsuki, do Portal EBC - Raul Seixas
morreu no dia 21 de agosto de 1989, vítima de complicações de uma pancreatite
aguda. Exatamente 25 anos após a morte do pai do rock brasileiro, um áudio do
ano de 1988 mostra uma entrevista em que Raul Seixas conta detalhes das torturas que
sofreu durante três dias, no ano de 1974.
A entrevista foi concedida ao jornalista André Barbosa, na
extinta rádio FM Record de São Paulo. De acordo com Barbosa (que cedeu o áudio
de seu arquivo pessoal), essa foi a primeira e, provavelmente, a última vez que
ele falou sobre a prisão pelos militares em uma gravação. “Ele nunca tinha
comentado sobre o assunto” — diz.
O áudio mostra o momento da entrevista em que ele foi
indagado em relação aos planos que tinha de construir uma sociedade alternativa
e sobre a prisão dele. Raul suspirou e começou a contar a história.
Raul relatou, entre outras coisas, que ficou em um local
subterrâneo, com limo, que apanhou e levou choques "em lugares
particulares". Do local da prisão, ele também conta que foi levado a um
aeroporto e mandado para os Estados Unidos.
Só voltou ao Brasil porque o LP Gita se tornou um sucesso:
"Veio o Consulado Brasileiro no meu apartamento. Era quase em dezembro de
1974. Bateu na porta do meu apartamento dizendo que eu já podia voltar. Que o
Brasil já me chamava, que eu era patrimônio nacional e que tava vendendo
disco". Raul disse que voltou só porque "estava com muita
saudade".
Ouça o áudio (histórico) de Raul Seixas:
Veja o que disse Raul
Seixas sobre a prisão, tortura e exílio, em 1974:
"Em 1974, eu estava com a Sociedade Alternativa, essa
ideia estrutural, com os parâmetros todos desenvolvidos. Estava em uma época
esotérica, frequentando tudo, participando de tudo, escrevendo para John
Lennon. Não sabia que iria me encontrar com ele. Também não sabia que eu ia ser
expulso do Brasil. Ordem de prisão do 1º Exército!
Ia ser doado para mim, por uma sociedade esotérica egípcia
de Aleister Crowley, um terreno em Minas Gerais. E esse eu acho que foi o cume,
culminou aí. Eu ia construir uma cidade, uma anticidade, o antitudo, o
antiguarda. Ia fazer uma cidade modelo. Estávamos tão loucos pela ideia. Eu,
Paulo Coelho, tinha um advogado, tinha um juiz. Tinha pessoas importantes de
cada área na sociedade alternativa.
Então foi tudo desativado porque eu fui expulso para Nova
York. Fiquei um ano exilado do Brasil, sem poder voltar. Eu fui pego na pista
do Aterro [do Flamengo, no Rio] quando eu voltava de um show. Um carro do Dops
barrou o meu táxi e eu fiquei nu com uma carapuça preta na cabeça. Fui para um
lugar, se não me engano, Realengo. Eu sinto que foi por ali, Realengo. Um lugar
subterrâneo, que tinha limo. Eu tateava as paredes e tinha limo.
E vinham cinco caras me interrogar. Tinha um bonzinho, um
outro bruto que me dava murro, um que dava choque elétrico em lugares
particulares e tudo. Eu fiquei três dias lá. Sabe, cada um tinha uma
personalidade. Era uma tortura de personalidade. Eu não sabia quem vinha. Só
sentia pelos passos. Eu pensava, era o cara que batia. Era o cara que tem o...
Após três dias, eu estava no aeroporto. Já tinha deixado o
LP Gita gravado e não sabia que ia fazer sucesso sozinho. Não sabia que ia
estourar. E ele estourou. Acho que tocou umas seis faixas. Uma por uma. Gita,
Sociedade Alternativa, Medo da Chuva... foi um disco que foi muito explorado.
Então, eu estava lá nos Estados Unidos. Já tinha encontrado com John Lennon, já
tinha corrido o país, era casado com uma americana na época. E tinha cantado
com Jerry Lee Lewis em Memphis, Tenesee. Ele me acompanhou de piano.
Tinha transado [feito muitas coisas] um bocado nos EUA
quando veio o Consulado Brasileiro no meu apartamento. Era quase em dezembro de
1974. Bateu na porta do meu apartamento dizendo que eu já podia voltar. Que o
Brasil já me chamava, que eu era patrimônio nacional e que tava vendendo disco.
Cinicamente, o cara falou assim.
É, eu voltei. Tava com muita saudade. Voltei para o Brasil
e vi o disco Gita estourado aqui. E foi mais ou menos assim aquele ano de 1974.
Mas tudo bem. Eu me refiz, graças a Deus, não fiquei com trauma psicológico
nenhum e acho que as coisas se processam dessa maneira”.
*Raul Seixas está com Deus. (DSF)
*Raul Seixas está com Deus. (DSF)
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Fúria do Mauricinho Bonner, arrogância da Patricinha Poeta — Vamos falar de corrupção
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
A fúria do Bonner e a arrogância da Poeta
serviu para uma coisa: mostrar o quão eles são empregados paus-mandados de seus
patrões, bem como o quão eles são irrelevantes quanto à importância que eles
pretendem ter no que é relativo a influenciar nas eleições em prol do candidato
dos conservadores, o tucano playboy do PSDB, Aécio Neves, e a candidata
cooptada pela direita, a quase barroca em seu linguajar desconcatenado, Marina
Silva.
Contudo, a presidenta
trabalhista, Dilma Rousseff, apesar da virulência do William Bonner e da
grosseria da Patrícia Poeta, saiu-se bem, porque apesar de ser interrompida
pela dupla empregada dos Marinho e subordinada aos ditames políticos do diretor
de jornalismo da Globo, Ali Kamel, manteve a calma e respondeu às perguntas com
precisão e objetividade, mesmo sendo interrompida 21 vezes, o que é um absurdo,
pois Bonner, propositalmente, cortava sua fala para que ela não respondesse às
interrogações.
William Bonner sempre
foi um indivíduo arrogante, além de se considerar mais importante do que
propriamente ele o é. Não é a primeira vez que tal jornalista dos interesses
dos Marinho se conduz dessa forma. Já bancou o político sem mandato outras
vezes, e o fez com o Lula e a Dilma, em 2010, quando, na bancada do JN, atuou
mais uma vez como um inquisidor e não como um profissional de jornalismo que
quer tirar as dúvidas e repassar os fatos e as realidades como eles o são para
os telespectadores.
Todavia, o editor-chefe
e âncora do Jornal Nacional, que há muito tempo transformou sua bancada em um
partido político de oposição e de direita, recusa-se a entrevistar, porque
optou por não ouvir o entrevistado a cargo político que sua empresa midiática
considera adversário, o que se traduz em um fato surreal, porque se o
jornalista não ouve as propostas de uma candidata, no caso a atual presidenta,
o público eleitor também não vai saber o que ela pensa, bem como o que propõe
para governar o Brasil.
Por seu turno, a
candidata trabalhista, Dilma Rousseff, percebeu a armadilha de entrevistadores
que deveriam se comportar apenas como jornalistas, que esperam respostas para
suas perguntas, inclusive as mais delicadas ou que possam deixar a candidata na
defensiva. Entretanto, quando dois jornalistas, chefes do jornal mais visto e
ouvido do País, resolvem ser extremamente grosseiros, sem educação e despidos
de qualquer civilidade e respeito à principal autoridade democraticamente
eleita do País pelo povo brasileiro é sinal que empresários magnatas
bilionários de imprensa mandaram os escrúpulos às favas e resolveram baixar o
nível, para que seus candidatos a Presidência da República sejam beneficiados.
Para isso, a família
Marinho conta com gente da estirpe de William Bonner e Patrícia Poeta, dois
porta-vozes ferozes e furiosos que não entendem nada de economia e muito menos
de setores importantes, a exemplo da saúde e educação, como ficou óbvio a quem
assistiu o confronto. A "entrevista" de Bonner e Poeta foi uma
lástima, de uma ignorância atroz, bem como de uma total falta de sensibilidade,
no que diz respeito à cidadania, porque interromperam uma cidadã brasileira no
decorrer de toda entrevista, além de se reportarem a ela com voz altissonante e
dedo em riste.
É uma maluquice. E
ainda tem patrões de jornalistas e colunistas desprovidos de civilidade, que
afirmam que o Governo Trabalhista do PT quer censurar a imprensa ou efetivar no
Brasil uma ditadura de esquerda. Usam e abusam e ainda chamam o governo mais
democrático que eu tive a oportunidade de observar de autoritário e leniente,
com todo tipo de mazela e malfeitos, quando a verdade os mandatários eleitos
pelo PT foram os que implementaram o Portal da Transparência, fortaleceram e
deram independência à Controladoria-Geral da União (CGU), esvaziada no Governo
FHC, aumentaram, e muito, o efetivo da Policia Federal, realizaram concursos
públicos e deram liberdade ao Ministério Público e ao STF para apresentarem
listas tríplices para escolha de procurador-geral da República e ministro do
Supremo.
Por sua vez, a
corrupção tão decantada e repercutida pela imprensa de negócios privados também
atinge essa mesma imprensa empresarial e de todas as mídias, que sonega
impostos, não paga dívidas firmadas com os bancos governamentais e preconiza,
se tiver oportunidade, golpes de estado, nunca foi tão combatida. Até porque os
governantes petistas nunca se intrometeram ou jamais intervieram para que
autores de malfeitos não fossem investigados, presos, acusados e por fim
julgados.
Lula e Dilma são republicanos,
como o foram os trabalhistas Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola.
Sempre respeitaram o estado democrático de direito e a Constituição de 1988.
Esta realidade é visível e só não enxerga quem não quer, por conveniência
partidária e ideológica, luta política ou simplesmente alienação, quiçá,
burrice.
Pelo contrário, quem
nomeou o procurador Geraldo Brindeiro, chamado de engavetador geral da
República, foi o ex-presidente neoliberal do PSDB, Fernando Henrique Cardoso,
que, inclusive, quando sentou na cadeira da Presidência, a primeira ação que
fez foi extinguir a comissão de combate à corrupção criada pelo presidente
Itamar Franco, verdadeiro pai do Plano Real. Afinal, o sociólogo ídolo da
burguesia e da imprensa-empresa era apenas seu subordinado e quem autoriza
planos econômicos e programas sociais para serem realizados são os presidentes
da República. Ponto!
FHC — o Neoliberal I
—, com o intuito de efetivar a alienação ou a venda do patrimônio público
brasileiro, tratou de eliminar instrumentos de combate á corrupção por
intermédio do Decreto 1376/95, que tinha por finalidade criar a comissão para
investigar denúncias de corrupção no governo. O PT fez melhor: fortaleceu e deu
liberdade à CGU e é por isto e por causa disto que nunca se prendeu, afastou e
investigou tantos funcionários públicos que incorreram em malfeitos, bem como
também inúmeros empresários ou corruptores em geral foram afastados de
processos de licitação ou simplesmente processados pelo estado para responder à
Justiça.
Esta é a realidade
dos fatos. Notícias que não cabem dentro dos noticiários de televisões, rádios,
internet e outros veículos de comunicação social, como jornais impressos e
revistas. Mas, como sempre fazem, todos esses avanços são jogados na lixeira
pelos homens e mulheres da imprensa de mercado, que, a soldo de seus patrões,
tornam-se piores do que seus pagadores de salários e torcem o rabo da verdade,
pois o propósito é fazer com que os interesses políticos e empresariais dos
magnatas bilionários de imprensa e a quem eles representam sejam, de fato,
concretizados.
William Bonner e
Patrícia Poeta, do alto de suas ignorâncias e da ausência de cortesia e
respeito devido à entrevistada e candidata, Dilma Rousseff, dedicaram-se a
perguntas longas, sendo que a primeira durou um minuto e meio. A verdade é que
não foi uma pergunta. Bonner já veio com essa estratégia da redação da Globo e
apenas a aplicou para que a presidenta da República não tivesse a oportunidade
de responder, pontualmente, às questões formuladas por tal brucutu das
palavras, que demonstrou não ter responsabilidade alguma com os
telespectadores, porque não permitiu que eles ouvissem, de forma linear, as
respostas de Dilma Rousseff.
Propositalmente e
claramente atuou como opositor político, à procura do embate, a fim de
confundir o público e não ouvir a candidata, como o faria qualquer jornalista
que leva o jornalismo a sério. As perguntas podem ser duras e até mesmo
inconvenientes, sem, contudo, perder-se o respeito. Isto é jornalismo, pois
quem tem o poder de avaliar e ponderar sobre o que vê e ouve é o eleitor — o
cidadão brasileiro, o maior interessado em saber sobre o destino do Brasil.
Todavia, não foi o
que aconteceu, indubitavelmente. Ocorreu uma saraivada de interrupções, gestos
corporais abruptos, mãos frenéticas e nervosas, além de expressões ríspidas,
como se fosse algo pessoal contra a presidenta. Deu a impressão de que os dois
mal educados estivessem a se vingar de Dilma Rousseff, por ela estar no poder e
pertencer a uma vertente política brasileira combativa e histórica denominada
trabalhista. E se tem uma coisa que a direita deste País herdeira da escravidão
odeia é um político trabalhista a ocupar a cadeira da Presidência da República.
Está aí a história
que comprova e que não me deixa mentir ou enganar ninguém. Afinal, basta o
leitor pensar em Getúlio, Jango, Brizola e Lula, dentre outros, que foram
vítimas de golpes de estado e que pagaram com a morte, o exílio, a perseguição,
a infâmia e o maldizer pela ousadia de vencerem eleições, todas democráticas.
Políticos reconhecidos e amados pelo povo brasileiro como presidentes ou
governador de dois estados, a exemplo de Leonel Brizola, político gaúcho
trabalhista, corajoso, que sofreu o exílio mais longo infligido a um
brasileiro, pois que durou a eternidade de 15 anos.
Bonner e Poeta, com
pontos nos ouvidos, deviam estar muito preocupados sobre o que seu chefe Ali
Kamel e a famiglia Marinho pensam sobre suas atuações, afinal eles não poderiam
falhar como algozes de uma presidenta que os recebeu, com gentileza e educação,
no Palácio do Planalto. Dos 15 e alguns segundos de entrevista, falaram por
mais de cinco minutos, a interromperam 21 vezes e no final a mandatária não
pôde se dirigir ao público telespectador.
Contudo, Dilma
Rousseff poderia ser mais assertiva ao falar de casos de corrupção
exemplificados nos escândalos recentes da Alston e da Siemens (trensalão e
metrosão), bem como explanar sobre números relativos ao combate à corrupção nos
governos Lula e Dilma e fazer comparações com os governos tucanos. Além disso,
ela poderia citar o mensalão do PSDB, que Bonner e Poeta, por conveniência
política e jornalística, não se lembram, porque sofrem de falta de memória, uma
amnésia tão forte e predadora quanto a um bando de leoas quando saem à caça.
O PT, a candidata
Dilma e o seu mais poderoso cabo eleitoral, o ex-presidente Lula, têm de fazer
essas comparações, porque não é possível que os governos que mais combateram a
corrupção no Brasil nos últimos anos fiquem com a pecha de corruptos sem sê-los.
É simplesmente inadmissível essa situação mequetrefe imposta pela imprensa
burguesa e artificialmente propalada pelas diferentes mídias pertencentes às
oligarquias midiáticas. Esse monopólio tem de ser combatido e as comunicações
no Brasil têm de ser democratizadas.
Já que é para falar
de corrupção, vamos tentar atenuar a fúria e a arrogância do Mauricinho Bonner
e da Patricinha Poeta, além de cooperar para que os dois tenham mais subsídios
quando entrevistarem o(s) candidato(s) do PSDB ou veicularem notícias sobre
corrupção no "Jornal Transnacional", com rebarbas para o "Jornal
Terror da Noite" e o "Mau Dia Brasil".
Veja alguns
escândalos dos Governos do PSDB:
Caso Sivam: Também no
início do seu primeiro mandato, surgiram denúncias de tráfico de influência e
corrupção no contrato de execução do Sistema de Vigilância e Proteção da
Amazônia (Sivam/Sipam). O escândalo derrubou o brigadeiro Mauro Gandra e serviu
para FHC "punir" o embaixador Júlio César dos Santos com uma
promoção. Ele foi nomeado embaixador junto à FAO, em Roma, "um exílio
dourado". A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia da
estadunidense Raytheon, foi extinta por fraude comprovada contra a Previdência.
Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.
Pasta Rosa: Em
fevereiro de 1996, a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar
definitivamente os processos da pasta rosa. Era uma alusão à pasta com
documentos citando doações ilegais de banqueiros para campanhas eleitorais de
políticos da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o procurador-geral,
Geraldo Brindeiro, ficou conhecido pela alcunha de "engavetador geral da
República".
Compra de votos: A
reeleição de FHC custou caro ao País. Para mudar a Constituição, houve um
pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denúncias feitas à
época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do
PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Eles foram
expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados
de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos
pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o e
impedido a constituição de uma CPI.
Vale do Rio Doce:
Apesar da mobilização da sociedade em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num
leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas estimavam seu preço em
ao menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era
lucrativa e estratégica para os interesses nacionais. Ela detinha, além de
enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de
50 anos, com navios, portos e ferrovias. Um ano depois da privatização, seus
novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 bilhão. O preço pago pela empresa
equivale hoje ao lucro trimestral da CVRD.
Privatização da
Telebrás: O jogo de cartas marcadas da privatização do sistema de
telecomunicações envolveu diretamente o nome de FHC, citado em inúmeras
gravações divulgadas pela imprensa. Vários "grampos" comprovaram o
envolvimento de lobistas com autoridades tucanas. As fitas mostraram que
informações privilegiadas foram repassadas aos "queridinhos" de FHC.
O mais grave foi o preço que as empresas privadas pagaram pelo sistema
Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos dois anos e meio
anteriores à "venda", o governo investiu na infra-estrutura do setor
mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES ainda financiou metade dos R$ 8
bilhões dados como entrada neste meganegócio. Uma verdadeira rapinagem contra o
Brasil e que o governo FHC impediu que fosse investigada.
Ex-caixa de FHC: A
privatização do sistema Telebrás foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de
Oliveira, ex-caixa das campanhas de FHC e do senador José Serra e ex-diretor do
Banco do Brasil, foi acusado de cobrar R$ 90 milhões para ajudar na montagem do
consórcio Telemar. Grampos do BNDES também flagraram conversas de Luiz Carlos
Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende,
então presidente do Banco, articulando o apoio da Previ para beneficiar o
consórcio do Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio
Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na
história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão. Além
de "vender" o patrimônio público, o BNDES destinou cerca de R$ 10
bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle das estatais
privatizadas. Em uma das diversas operações, ele injetou R$ 686,8 milhões na
Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
Juiz Lalau: A
escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo levou para
o ralo R$ 169 milhões. O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só
apareceram em 2000. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz
Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT, e para cassar o mandato do
senador Luiz Estevão, dois dos principais envolvidos no caso. Num dos maiores
escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo surgiram no emaranhado
das denúncias. O pior é que FHC, ao ser questionado por que liberara as verbas
para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades,
respondeu de forma irresponsável: "Assinei sem ver".
Farra do Proer: O
Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer)
demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do
governo FHC com o sistema financeiro. Para ele, o custo do programa ao Tesouro
Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e
Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos
chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do
Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um
dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha
como agregado um dos filhos de FHC.
Desvalorização do
real: De forma eleitoreira, FHC segurou a paridade entre o real e o dólar
apenas para assegurar a sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de
bilhões de dólares das reservas do país. Comprovou-se o vazamento de
informações do Banco Central. O PT divulgou uma lista com o nome de 24 bancos
que lucraram com a mudança e de outros quatro que registraram movimentação
especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas. Há indícios da
existência de um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas
sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à turma de FHC. No bojo da
desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e
FonteCindam: "Graciosamente" socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6
bilhão. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar a preços mais
baixos do que os praticados pelo mercado.
Sudam e Sudene: De
1994 a 1999, houve uma orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento
da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Ao invés de desbaratar a
corrupção e pôr os culpados na cadeia, FHC extinguiu o órgão. Já na
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi
grande, com a apuração de desvios de R$ 1,4 bilhão. A prática consistia na
emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos do Fundo
de Investimentos do Nordeste foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC
extinguiu a Sudene, em vez de colocar os culpados na cadeia.
PS: A lista não acaba
por aí. Tem outros casos de escândalos que aconteceram no decorrer dos governos
do neoliberal FHC. Isto é apenas um aperitivo de casos públicos e notórios,
veiculados e abafados pela própria imprensa alienígena que os repercutiu.
É isso aí, Dilma.
Fonte:
JB
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Marina traiu o PT, o Lula, a sua história e trairá o PSB
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
De repente, Eduardo
Campos, um político promissor, mas pouco conhecido do povo brasileiro, é
transformado pela imprensa de direita em um novo Getúlio Vargas. Todavia,
Eduardo Campos nunca governou o Brasil, mas apenas o tradicional e histórico
Estado de Pernambuco, com a cooperação sistemática e até mesmo generosa do
Governo Lula, que investiu pesadamente no importante Estado nordestino e,
evidentemente, ajudou, e muito, para que Eduardo Campos se reelegesse
governador e se tornasse a força política pernambucana dominante. Tão
ganancioso que chegou ao ponto de se considerar politicamente forte para romper
com o PT e se lançar candidato a presidente da República.
O PSB, partido de
Campos, juntamente com o PCdoB, tem uma longa história de alianças com o PT.
Desde 1989, quando aconteceu a primeira eleição presidencial após a
redemocratização do Brasil, os “socialistas” acompanham o PT e governam o País
em âmbito federal, porque sempre tiveram ministros, diretores de estatais
importantes e seus governadores sempre receberam a atenção devida dos
presidentes trabalhistas, Lula e Dilma Rousseff.
De repente, não
mais do que de repente, o candidato do PSB, Eduardo Campos, morre em um trágico
acidente de avião, em
Santos. A campanha experimenta uma reviravolta e a direita
partidária e seus cúmplices e aliados, os magnatas bilionários de imprensa,
esquecem o tucano Aécio Neves e voltam suas baterias para a vice de Campos,
Marina Silva, que por não conseguir as assinaturas necessárias para criar a
Rede Sustentabilidade e, consequentemente, ficar de fora do processo eleitoral,
ingressa no PSB, sendo que em 2010 ela foi candidata a presidente pelo PV,
partido que ela deveria permanecer, afinal ela é “verde”, ex-ministra do Meio
Ambiente do Governo Lula por seis anos e por isso deveria, no mínimo,
demonstrar apreço à sua consciência política e a seus valores forjados por ela
em seu passado.
Acontece que todo
mundo sabe, até os mortos e os recém-nascidos, que Eduardo Campos não era o
“menino dos olhos” da direita, que, com a derrota de Geraldo Alckmin e duas de
José Serra, sonhava com a candidatura Marina Silva, política cooptada e que
mandou às favas seu passado histórico no Acre, e, como dissidente do PT,
aliou-se à direita, porém, desprovida de coerência política, programa de
governo e projeto de País. Aliás, bem ao estilo conservador, porque a direita
brasileira nunca criou nada ou efetivou desenvolvimento social e econômico.
Todos os principais avanços, os mais importantes verificados neste País
aconteceram quando os trabalhistas estiveram no poder, por intermédio de
Getúlio Vargas, João Goulart, Luiz Inácio Lula da Silva e agora Dilma Rousseff.
A direita,
capitaneada pelo PSDB, DEM e PPS, bem como pelos grandes latifundiários e
capitães da indústria, além dos banqueiros e dos magnatas bilionários de
imprensa, ainda tem o apoio de uma classe média tão ou mais reacionária que
esses segmentos poderosos da sociedade. A verdade é que esses setores não querem
uma coisa: a vitória do PT nas eleições de 2014. Seria para eles a pior coisa
de todos os mundos, porque, após Getúlio Vargas, os inquilinos da Casa Grande
nunca ficaram tanto tempo fora do poder, como ocorre, agora, neste 12º ano de
administrações petistas.
Chega a ser hilário
ao tempo que preocupante quando me deparo com o noticiário cínico e manipulado
da imprensa de negócios privados, no que concerne às pesquisas eleitorais. São
pesquisas realizadas por institutos pertencentes aos barões de todas as mídias,
que fazem oposição ferrenha a Lula e à Dilma, realidade esta que me leva a
ponderar sobre o porquê de os governantes trabalhistas não terem ainda
efetivado, no decorrer de 12 anos, o marco regulatório que regule setor econômico
tão importante, como o é o da comunicação social, conforme o estabelecido pela
Constituição de 1988.
Sabedores que o
candidato tucano, Aécio Neves, não empolga, apesar da máquina eleitoral
poderosa do PSDB e de seus aliados, os colunistas, comentaristas, blogueiros e
especialistas de prateleiras da imprensa de mercado compreendem que Marina
Silva foi cooptada pelos conservadores. Por causa disso, a ex-petista deixou de
ter compromisso e responsabilidade com o povo brasileiro, com as esquerdas e também
com o PSB. Marina pode até não ser a favorita da imprensa de caráter
imperialista e de alma colonizada.
Mas, sobretudo, a
política que não teve competência para regularizar a Rede Sustentabilidade,
além de ter sido uma ministra fraquíssima, que se dedicou apenas à sua retórica
desconcatenada das realidades, bem como às suas ações governamentais anódinas,
cai como uma luva para as necessidades da direita brasileira, que, a todo
custo, luta para que Dilma Rousseff não vença as eleições no primeiro turno.
Segundo o individualista e nada solidário adágio que os direitistas tanto
gostam, Marina logo vai saber que “não existe almoço grátis”, a não ser para a
burguesia quando toma conta do poder federal e o usa em benefício próprio, pois
essencialmente patrimonialista.
A verdade é que
ninguém sabe (talvez até ela) o que a Marina pensa. Aliás, não se consegue
compreender o que a candidata do Itaú, da Natura e de setores da imprensa
alienígena pensa e fala, porque possui um linguajar próprio, sem ordenação de
ideias e completamente desprovido de coerência. Marina quando fala lembra o
ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I, aquele que
foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque
quebrou o Brasil três vezes.
Sua verve é
escorregadia, propositalmente confusa para que as pessoas não saibam o que
realmente a candidata do PSB pensa politicamente, ideologicamente e como ela
governaria o Brasil, no que tange à economia, aos programas e projetos sociais,
às centenas e centenas de obras de infraestrutura, muitas delas gigantescas,
além das relações internacionais, exemplificadas na consolidação dos Brics, do
Mercosul, da Unasul e das parcerias Sul-Sul, no que é relativo ao Brasil
efetivar novas parcerias tecnológicas e comerciais com os países do hemisfério
sul do planeta, afastando-se da condição de um País vagão que tinha o desditoso
papel de seguir a “locomotiva” chamada de Estados Unidos.
Como confiar em uma Marina que traiu o
PT, o Lula, a esquerda, a sua história e vai trair, certamente, o PSB, partido
que abandonou sua coligação histórica para se aventurar em uma candidatura
“verde”, incipiente, que não venceria as eleições, mas apenas traria problemas
à candidatura Dilma Rousseff, bem como poderia prejudicar um programa de
governo e projeto de País que incluiu 21 milhões de pessoas no mercado de
trabalho, com carteira assinada, tirou 32 milhões de cidadãos da pobreza e fez
com que outros 40 milhões de brasileiros ascendessem à classe média (C).
O PT, o ex-presidente
Lula e a presidenta Dilma têm de mostrar, de forma sistemática, o que os
governos trabalhistas fizeram nesses últimos anos para desenvolver o Brasil e
melhorar as condições de vida do povo brasileiro. A imprensa alienígena e de
caráter golpista não pode ter as rédeas das eleições e muito menos pautar o
processo político e eleitoral.
A imprensa
corporativa não produz nada, até porque não é sua função. Entretanto, ela não
pode e não deve participar das eleições como se fosse um partido político oculto
e que manipula, desvirtua e, se precisar, mente, para que seus desejos
econômicos, políticos e ideológicos sejam concretizados. O PT tem de comparar,
sobretudo, seus governos com os do PSDB, além de jamais esquecer de comparar os
seis anos de Marina Silva à frente do Ministério do Meio Ambiente com os quase
dois anos de seu sucessor, Carlos Minc, à frente do Ministério.
Essas comparações
são essenciais. O que Marina não fez em seis anos, por causa de sua retórica,
que a leva a ser uma administradora inócua, Carlos Minc concretizou inúmeras
realizações em menos de dois anos. Realizações como, por exemplo, chegar a um
acordo com os grandes fazendeiros sobre preservação de matas ciliares, bosques,
rios e nascentes. Coisa que Marina nunca conseguiu, porque tem uma personalidade
centralizadora, rancorosa e messiânica — quase histriônica, pois
impressionista, caricata e exageradamente teatral. As realizações de ambos têm
de ser mostradas para o público, sem pisar em ovos, sem quaisquer sentimentos
de culpas, porque o povo brasileiro sabe que o PT fez muito mais que o PSDB e que os governos anteriores aos dos tucanos.
Porém, tem de mostrar, sistematicamente, no horário político e eleitoral.
Marina sorriu no
funeral. Qual é o problema? Nenhum. As pessoas riem até mesmo em momentos
trágicos, ainda mais quando tal indivíduo não é parte da tragédia. Só que tem
um adendo: ela sorriu bem próxima do caixão. Tirou fotos, por intermédio de
selfs e ditou a seguinte pérola: “Essas coisas acontecem em nome de algo maior”.
O que a candidata do PSB, que não é PSB, quer dizer com isso? Messianismo na
veia. Ela já tinha dito que foi a mão de Deus que evitou que estivesse no mesmo
avião de Eduardo Campos.
Além disso, quando
se percebe que a direita está toda mobilizada em seu nome é porque, sem sombra
de dúvida, Marina é candidata da direita, dos conservadores e que enterrou seu
passado sem deixar os ossos. Quando Luiz Carlos Mendonça de Barros, um dos
principais formuladores econômicos do PSDB — leia-se medidas sociais amargas,
arrocho financeiro e econômico e privatizações do patrimônio público brasileiro
para privilegiar os mercados de capitais e a Casa Grande, em geral — afirmou
que Marina é o plano B do PSDB, não resta dúvida: Marina traiu, mais do que qualquer
coisa, a sua consciência política e a sua trajetória histórica.
Não é à toa que em
2010, candidata a presidente da República, Marina Silva perdeu no Acre, sua
terra e colégio eleitoral. Os acreanos conhecem a Marina Silva. Quem não sabe
quem ela é são os coxinhas de classe média, principalmente os que moram e vivem
no sudeste e no sul deste País. Marina trai e vai trair o PSB, no decorrer da
campanha ou no poder, se, porventura, ela vencer as eleições. Afinal, Marina é
o plano B do PSDB e o plano A de setores da imprensa comercial e privada, ou
seja, da direita brasileira. É isso aí.
PS:
A pesquisa da Folha, após a trágica morte de Eduardo Campos, que aponta Marina
em primeiro lugar em um virtual segundo turno é realmente um caso muito sério.
O MP tinha de investigar seriamente esses institutos de pesquisas e o Governo
deveria há muito tempo ter aprovado, com o apoio do Congresso, o marco
regulatório para as mídias. Esses grupos privados são autoritários, detestam a
democracia, pois secularmente acostumados a benefícios e privilégios, em
detrimento da população brasileira.
Assinar:
Postagens (Atom)









