domingo, 11 de agosto de 2013

O arrivismo e a iniquidade de Veja e Época


Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre

A mídia privada luta por uma sociedade para poucos e por isto VIP.

Eurípedes Alcântara, diretor de Veja, sobre o TremSalão: “Há indícios, mas não provas". “(...) ao escândalo Siemens no Brasil faltam evidências sólidas”. “(...) tanto quanto as autoridades, os repórteres de Veja as estão buscando”. Neste momento respiro fundo após quase cair no chão de tanto rir; na verdade, gargalhar, pois, realmente eu nunca li algo tão cínico e hipócrita, desprovido de senso crítico e noção de ridículo. Realmente, os áulicos da imprensa de mercado superam suas próprias iniquidades e arrivismos e se tornam, sem sombra de dúvida, o que há de pior do que é pior no Brasil.

Trata-se de grupos empresariais extremamente autoritários, que se fortaleceram economicamente nos anos de ditadura militar (1964/1985). Após a redemocratização do Brasil, assumiram o lugar dos partidos de direita, que a partir de 2003 perderam o poder federal para os políticos trabalhistas, que são fortes candidatos às eleições presidenciais de 2014. Tais grupos midiáticos não aceitam as decisões das urnas e diuturnamente criam crises politicas que têm o objetivo de desqualificar, desconstruir e, se possível, derrubar do poder os políticos trabalhistas que se tornaram presidentes da República, a exemplo de Lula e Dilma Rousseff.

O autoritarismo dos donos de mídias de negócios privados e de seus empregados regiamente pagos para repercutir e irradiar os seus pensamentos políticos e interesses financeiros é similar, sem sombra de dúvida, ao autoritarismo e ao casuísmo dos generais presidentes, que calaram, perseguiram e mataram inúmeros ativistas de esquerda, bem como receberam o apoio inconteste dos barões da imprensa, que hoje pautam a vida brasileira e realizam uma campanha insidiosa e até mesmo violenta contra a mesma esquerda que esses empresários combateram juntamente com os militares que trouxeram angústia e dor à sociedade civil organizada.

A Editora Abril e especificamente a Veja, indubitavelmente, não tem compromisso com os interesses do Brasil e com o desenvolvimento da sociedade brasileira. Ponto. As razões apresentadas pelo seu diretor, Eurípedes Alcântara, são vazias, sendo que ele se aproveita do subterfúgio de lembrar dos malfeitos dos petistas, muitos deles que não foram provados e se perderam no “esquecimento” conveniente da imprensa conservadora, para poder defender a corrupção tucana, que foi escondida durante longos 20 anos, o que é um absurdo e um acinte para a sociedade paulista e brasileira.

Dos mesmos subterfúgios mequetrefes e malandros se valeu a revista Época e o jornalista Diego Escosteguy, repórter há tempos questionado em sua ética profissional, porque useiro e vezeiro em não provar o que escreveu, quando ele, por exemplo, “denunciou” que havia distribuição de pacotes de dinheiro na Casa Civil. As assertivas de Escosteguy jamais se confirmaram. Ao contrário, foram desmentidas e o jornalista mais uma vez experimentou o sentimento de ser desacreditado.

A verdade é que o escândalo contra o PMDB para obviamente atingir o PT anunciado por meio do twitter pelo escriba de Época e repercutido também pelo blogueiro e colunista de O Globo, Ricardo Noblat, profissional conhecido por sua agressividade e oposição aos governantes trabalhistas, já foi, ao que parece, para o espaço. Em vez de ser a bomba anunciada, não passou de um traque, que ora foi negado pelo lobista João Augusto Henriques, em quem Diego Escosteguy se fiou para escrever a sua matéria.

De acordo com a reportagem do “notável” repórter, João Augusto teria revelado desvios de verbas da área internacional da Petrobras para promover e financiar as campanhas políticas do PMDB. O vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, e o megaempresário, Marcelo Odebrecht, segundo a reportagem, efetivaram o esquema de propinas. A Odebrecht, inclusive, doou US$ 8 milhões para a campanha presidencial, e, em contrapartida, firmou contratos com a maior estatal brasileira. Só que o lobista João Augusto nega as próprias declarações, o que fez diminuir, e muito, a força de explosão da bomba de Diego Escosteguy tão festejada pelo colunista oposicionista Ricardo Noblat.

A verdade é a seguinte: tanto o diretor de Veja — a Última Flor do Fáscio —, Eurípides Alcântara, quanto o repórter Diego Escosteguy e os seus chefes diretores e editores de Época, revista das Organizações(?) Globo que, tal qual a Veja, envolveu-se com o escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira, querem atingir, por intermédio de suas “reportagens” e editoriais a presidenta trabalhista Dilma Rousseff, e, consequentemente, abafar o, sem sombra de dúvida, megaescândalo de R$ 525 milhões do PSDB paulista, que envolve as suas principais lideranças políticas, a exemplo do falecido Mário Covas, de José Serra, de Geraldo Alckmin e de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — aquele que vendeu o patrimônio público do Brasil que ele não construiu, além de ter pedido esmolas ao FMI de joelhos e com o pires nas mãos por três vezes, porque quebrou o Brasil três vezes.


Para quem não sabe, João Augusto Rezende Henriques foi simplesmente o presidente da BR Distribuidora no governo entreguista do neoliberal FHC. O executivo foi condenado a devolver R$ 500 mil à União. Além disso, João Augusto foi vetado pelo Governo Lula para ser nomeado novamente na Petrobras. Ponto. Porém, e apesar de tudo, a imprensa historicamente de tradição golpista da voz a tal pessoa para atacar políticos do PMDB, com a intenção, óbvia, de macular a imagem da presidenta Dilma Rousseff e do PT. A imprensa comercial e privada, como sempre, considera as "denúncias" de João Augusto irrefutáveis e inquestionáveis.



Contudo, e além de tudo, tal imprensa inconsequente tem como premissa fundamental ter um peso e duas medidas para tudo o que se dispõe a publicar ou veicular. Um exemplo notável e de conhecimento público é a matéria de Época deste fim de semana em que põe em dúvida a moral de muitos políticos, pois a finalidade é abafar o escândalo dos tucanos junto à Siemens e à Alstom. Por sua vez, os bate-paus, os pitbulls da imprensa de mercado partem para o ataque quando os seus aliados e cúmplices do PSDB são questionados em seus atos e ações. Dou como exemplo o caso da Lista de Furnas, que mais cedo ou mais tarde vai vir à tona. Pode até demorar, mas é uma questão de tempo.

Quem fez as acusações foi o senhor Milton Monteiro, que instantaneamente foi desqualificado pelos jornalistas pertencentes aos quadros do sistema midiático privado cujos patrões são também titulares de concessões públicas, que são indevidamente usadas como ferramenta de oposição aos governos trabalhistas. Milton Monteiro passou um perrengue que ele jamais imaginou passar, mesmo ele sabendo que suas acusações o levassem à condição de alvo. A mídia corporativa é perversa e nunca tergiversa quando tem de afrontar alguém, a fim de resguardar seus interesses políticos e manter intactos os seus negócios.

Portanto, o homem que foi condenado a devolver dinheiro público, como é o caso de João Augusto é exatamente em quem a imprensa burguesa mais uma vez se baseia para fazer as suas matérias artificiais, encomendadas e que tem o propósito de soltar uma nuvem de fumaça para causar confusão à sociedade, trazer a classe média conservadora e consumidora de seus produtos jornalísticos para o seu lado e, evidentemente, amenizar os supostos crimes de seus aliados, que, por "coincidência", são tucanos. É esse o som do tambor. Ponto.
 
Recursos da ordem de R$ 525 milhões em apenas um escândalo. Agora a pergunta que teima em não se calar: o que deve ter acontecido em termos de dinheiro nos tempos da privataria tucana? Acho que até o diabo teria vergonha por ser tão humilhado pelas ações privatistas de FHC e de sua equipe, que nunca governaram para o povo brasileiro e, sim, para os interesses dos ricos e dos muitos ricos, dentre eles os estrangeiros.

Até hoje o Judiciário e a Procuradoria Geral deste País não tomaram quaisquer atitudes quanto às privatizações, bem como renegaram o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que se baseia fundamentalmente em documentos pesquisados de forma legal, além de mostrar, sem deixar margem para a dúvida, quem são as pessoas que participaram desse processo draconiano de entrega das riquezas do Brasil e do povo brasileiro.

Época e Veja não brincam em serviço, e, apesar de seus graves erros no aspecto jornalístico, não vacilam em especular realidades, criar faits divers e elaborar argumentos não plausíveis, porque o propósito é causar confusão e dúvida ao público, criminalizar os políticos e judicializar a política. A imprensa alienígena e corporativa age dessa maneira para continuar sua trilha (não confunda com trilho) de combate e de oposição sistemática contra o Governo trabalhista, o PT ou quaisquer instituições ou pessoas que, porventura, atrevam-se a não concordar ou a enfrentar o pensamento único da mídia burguesa, que luta para edificar a ditadura da imprensa e, por conseguinte, pautar o dia a dia do cidadão brasileiro e governar no lugar dos governantes eleitos.

O big brother é a imprensa de negócios privados, ponta de lança da plutocracia e mantenedora do establishment. Se depender dela, os tucanos continuam em seus cargos por mais 20 anos em São Paulo, mesmo o Pais a perceber que o poderoso estado bandeirante está a enfrentar uma verdadeira guerra civil no que concerne a todo tipo de violência, o PIB ter diminuído, a qualidade de vida do paulista ter piorado em todos os aspectos e a corrupção ser endêmica, uma chaga que corrói as estruturas do estado paulista.

São Paulo necessita, urgentemente, de mudanças e novos horizontes para que o ar naquela unidade da Federação seja renovado, porque o cheiro de mofo e de podridão é muito forte e não convém à sociedade paulista conviver com políticos que nos últimos 20 anos são os representantes dos interesses dos grandes capitalistas e dos setores mais conservadores e reacionários da sociedade, a exemplo do arrivismo e da iniquidade de Época e Veja.


Leia a nota emitida por João Augusto Henriques, na tarde de sábado (10), em que nega sua participação na reportagem de Veja:


"Informo que não concedi entrevista à revista Época. O contato que mantive com o repórter da publicação tratava-se meramente de uma conversa informal, cujo convite partiu dele, na qual o repórter apresentou as situações descritas na reportagem. O que não significa que houve concordância com a versão do repórter.
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Quanto aos fatos mencionados pelo jornalista, não exerço, e nunca exerci, qualquer interferência nos contratos da área internacional da Petrobras. Não recebi e nunca repassei qualquer recurso para pessoas nem tampouco partidos, sejam eles PT ou PMDB.
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De fato, havia sido sondado pelo já falecido deputado Fernando Diniz para assumir um cargo na Petrobras, mas declinei do convite.
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Conheci, e conheço várias pessoas da Petrobras porque lá trabalhei durante 23 anos, tendo sido, inclusive, diretor da BR Distribuidora. Não fui responsável por demissões ou indicações para cargos na estrutura da Petrobras.
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No mais, o que expôs a publicação são ilações. João Augusto Henriques"

É isso aí.

sábado, 10 de agosto de 2013

A FARRA DO TRENSALÃO!!!

Blog Palavra Livre


Lula, os abutres da imprensa e seus abutres leitores coxinhas



 Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre



"Abutres são abutres e nada mais"

Lula teve câncer na laringe. A notícia correu pelo Brasil há alguns meses. Os jornalistas de oposição e os que apenas repercutem a agressividade de seus patrões e de seus leitores contra o político estadista se mobilizaram freneticamente e correram para o Hospital Sírio-Libanês, onde o presidente mais popular da história do Brasil estava a fazer os exames e procedimentos normais, comuns aos que são vítimas dessa doença, com o propósito de combatê-la e vencê-la.

Contudo, o que realmente me chamou a atenção naqueles dias foram alguns jornalistas pertencentes aos quadros da imprensa de mercado e de seus leitores, que se comportaram como abutres ou corvos, no sentido simbólico de se reportarem sem o mínimo de educação e decência e civilidade quando se trata de atacar àquele que eles consideram o inimigo a ser batido, mesmo quando esse “inimigo” político é vítima de câncer ao tempo que amado por milhões e milhões de brasileiros, ao ponto de sair da Presidência com índices gigantescos de aprovação ao seu Governo, que atingiram o patamar de 87%, a superar os índices de popularidade do mito Nelson Mandela quando o reconhecido político deixou a presidência da África do Sul.

Lamentável e desumano o papel de certos jornalistas e de seus leitores abutres, que continuam a fazer campanhas nas redes sociais da maneira mais sórdida e infame possível, que afrontam a dignidade humana. Lúcia Hipólito, Ricardo Noblat, Arnaldo Jabor, Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo, dentre muitos outros bate-paus da imprensa burguesa, esmeraram-se em repercutir suas vilanias e a total falta de senso crítico e de respeito à ética jornalística e aos cidadãos, que ficaram e até hoje ficam a escutar comentários desrespeitosos, agressivos e levianos, sem conteúdo informativo e que distorcem a verdade e a realidade dos fatos. É o verdadeiro jornalismo de esgoto, praticado por essa imprensa em um tempo de 11 anos, desde que os governantes trabalhistas (Lula e Dilma) ascenderam ao poder.

Atacam o estadista brasileiro da forma mais desrespeitosa possível. Lula foi o presidente e é certamente o político mais agredido pela imprensa de negócios privados e pelos pequenos mussolinis que infestam as redes sociais. A finalidade desses despropósitos é desqualificar um dos maiores e importantes presidentes que a República já teve juntamente com o grande estadista Getúlio Dornelles Vargas, também vítima de pequenos e grandes abutres ou corvos, como era o corvo-mor da elite brasileira, Carlos Lacerda, ídolo da direita política e empresarial e dos nossos pequenos burgueses carregadores de vassouras à moda Jânio Quadros, racistas e dedicados à causa deles, que é um dia enriquecer e impedir a ascensão social dos milhões de brasileiros que saíram da linha de pobreza no decorrer dos oito anos de Governo Lula. Uma classe média que também foi, e muito, beneficiada pelo governo trabalhista do petista.

Entretanto, é necessário salientar que desta vez o que me chamou e me chama a atenção foi o comportamento dos leitores e ouvintes desses jornalistas, que se comportam como leões-de-chácara dos interesses dos barões da imprensa, do grande empresariado e da oposição partidária (PSDB-DEM-PPS) aos governos Lula e Dilma Rousseff. Por intermédio das redes sociais, realizaram uma campanha de conotação fascista, que pediu, de forma debochada e vil, para o político mais popular da história deste País tratar sua doença no SUS (rede pública de Saúde que o povo dos Estados Unidos não tem, e assunto da pauta política e governamental estadunidense, que causa até hoje transtornos a Obama), que, por sinal, ficou sem os R$ 40 bilhões da CPMF, criação dos tucanos, que, no decorrer do Governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, foram desviados ilegalmente para outros setores da administração pública. O mesmo governo neoliberal que vendeu o patrimônio público do Brasil e depois teve de ir pedir esmolas ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos, porque, incompetente e irresponsável, quebrou o País três vezes.

O jornalismo de meias verdades, manipulado, distorcido e muitas vezes baseado em mentiras, praticado pelos órgãos de comunicação privados e hegemônicos têm similares na sociedade globalizada, individualista e de consumo — a sua alma gêmea: os leitores, ouvintes e telespectadores coxinhas. Pessoas reacionárias, ideologicamente de direita e que ocupam as redes sociais para disseminar intolerância e preconceitos abissais, que diminuem a alma humana perante a vida.

Eles formam uma coletividade de uma perversidade que impressiona por sua ausência de sentimentos nobres e humanos, mesmo quando o alvo, no caso o ex-presidente Lula, ter sido vítima de uma enfermidade grave, como o é a realidade do câncer. O líder trabalhista, que não os agrada, tanto no aspecto político, partidário e ideológico quanto no que concerne à sua origem social pobre e nordestina. E é por isto e por causa disto que nem na enfermidade, na doença lhe deram trégua, porque a direita sabe — até mesmo os coxinhas de classe média “apartidários” e “apolíticos” — que Lula, enquanto vivo e com saúde, será o peso que vai pender a balança de todas as eleições para um lado, o lado trabalhista, a parte da laranja que não é a deles. Os conservadores não se conformam.

Todavia, não são apenas essas questões que incomodam os “fãs”, os consumidores (termo que os neoliberais adoram) da Veja, de O Globo, do Estadão, do Correio Braziliense, da Época, da Folha, das Organizações(?) Globo e do Zero Hora. O que incomoda mesmo é ter de ver o Lula ser tratado em um hospital onde os ricos, os brancos, os “bem” nascidos e os famosos são atendidos. O pior de tudo é que a imensa maioria desses pequenos abutres é de classe média, consumidores beneficiados por créditos (empréstimos, CDC, cheque especial, cartões especiais, consignados etc.) oferecidos democraticamente a todos os brasileiros pelos programas de governo dos trabalhistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva.

Esses fatores de ascensão social para classe média coxinha e mauricinha não são chamados de forma irônica e raivosa de “Bolsa Classe Média” ou “Bolsa Me Dei Bem” ou “Bolsa Desejo e Sonho Realizados”. Por seu turno, o Bolsa Família, que ajuda a desenvolver a economia brasileira, principalmente nas regiões mais pobres, como a Nordeste e Norte é criticado, de forma injusta, preconceituosa e cruel. São essas pessoas que agridem o Lula na internet; as que mais usufruem do acesso ao crédito fácil, porque antes as diferentes classes médias e os pobres não tinham direito a nada, a não ser ver novelas e beber cerveja em um barzinho, porque até passagem de avião era difícil comprar.

Usufruíram tanto dessas facilidades bancárias que hoje têm carros, móveis, produtos eletroeletrônicos e da linha branca. Compraram imóveis, terrenos e viajaram e viajam muito, mas nada reconhecem, porque quando se é escorpião, você não vai deixar de ferroar também aquele que o beneficiou. Afinal, ouvintes e leitores de Jabor e de Hipólito, de Azevedo e Nunes, da Globo e CBN não se preocupam com essas “irrelevâncias” e “pequenos” detalhes, não é? A pequena burguesia não quer saber de democracia política e econômica. Ela faz marchas e protestos contra a corrupção e nunca contra os corruptores (empresários e seus lobistas) e usa as vassouras janistas golpistas como armas. Não é assim?

O pequeno burguês vive mentalmente em seu mundinho de playground, mesmo se ele viaja e conhece o mundo, porque para ele ser cosmopolita é usar roupas de grife, ter seu emprego garantido, estudar preferencialmente em universidade pública e ter ódio da ascensão social de milhões de brasileiros, que passaram também a ter o direito de ocupar os aeroportos e viajar de avião, o que faz com que as pessoas coxinhas de Arnaldo Jabor, Lúcia Hipólito, Boris Casoy e José Nêumanne Pinto, por exemplo, sintam-se enojadas com a presença da “plebe rude” audaciosa, que não retrata a massa “cheirosa” e “limpinha” dos tucanos, tão elogiada no tempo das eleições por Eliane Catanhêde, colunista coxinha da Folha de S. Paulo e que faz aparições rocambolescas na Globo News, canal que tem milhares de “especialistas” de prateleira e que o povo brasileiro não está nem aí para o que eles dizem ou afirmam ou pensam ou deixam de afirmar ou pensar.

São esses mesmos cidadãos de classe média coxinha — “tão evoluídos, inteligentes e superiores” — que frequentam as redes sociais e os espaços dedicados às cartas e mensagens publicadas nos jornais e revistas, com a finalidade de irradiar ou disseminar seus preconceitos e desumanidades, que se transformam, irremediavelmente, em ódio racial e de classe social. E Lula, para essa gente, é a representação simbólica de tudo aquilo que não faz parte do conjunto de valores e princípios que a classe média conservadora aprendeu com os seus pais e avós. Novamente volto a citar o jornalista Joseph Pulitzer (1847/1911): “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. É isso aí.

TRIBUTO À MIRIAN LEITÃO

Blog Palavra Livre












quinta-feira, 8 de agosto de 2013

PATRICINHA E HOMERZINHO

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

Tucanos da Siemens e Alstom — Globo acha o povo bobo

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
 

   
Há mais de dez anos, os partidos políticos, à frente o PT, que formam a coalizão para fortalecer a base política e partidária do Governo trabalhista no Congresso Nacional, bem como no que diz respeito ao controle administrativo dos ministérios tem sido acusados e denunciados, sistematicamente, pela mídia burguesa de todo o tipo de corrupção, sendo que incontáveis vezes as acusações se perderam por si próprias, porque, na verdade, não passavam de ilações e maledicências, que tinham a força de um tiro nas águas de um rio ou lago.


Entretanto, tais acusações infundadas e denúncias vazias causaram grandes transtornos e prejuízos profissionais, políticos e pessoais a muitas pessoas, que tiveram suas vidas devassadas e que moralmente sofreram com toda ordem de escárnio, deboche, e humilhação, ao tempo em que a imprensa de mercado se negava a dar o mesmo espaço nas diferentes mídias que tal sistema privado de comunicação controla aos políticos, às autoridades e a muitos dos assessores para poderem ao menos dar explicações ou se defender.



Ministros caíram, a exemplo de Orlando Silva, dos Esportes, e Carlos Lupi, do Trabalho, dentre outros, bem como a chefe da Casa Civil da presidenta Dilma Rousseff, Erenice Guerra, que desde os tempos do presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva, sofria com as acusações de uma imprensa irresponsável, facciosa e indiscutivelmente partidária e ideologicamente de direita, que, indisposta a ouvi-la, a combateu sistematicamente, até que Dilma a afastasse do cargo para que a ministra pudesse se defender no Judiciário e, consequentemente, dar uma resposta à sociedade brasileira quanto às acusações.


Erenice foi acusada, em reportagem da revista Veja, que depois foi repercutida pelos jornais Estadão, Folha de S. Paulo e O Globo, além do Jornal Nacional, de montar, no Palácio do Planalto, uma central de propinas que cobrava de empresários 6% para fazer os projetos tramitar com celeridade. O filho de Erenice, Israel Guerra, era apresentado pela imprensa corporativa como “consultor de negócios”.

Depois de dois anos afastada do Palácio do Planalto, Erenice Guerra teve seu processo arquivado pelo Tribunal Regional Federal. As acusações de a ministra ter cometido tráfico de influência e seu filho ser considerado lobista foram consideradas improcedentes. O juiz da 10ª Vara Federal, Vallisney de Souza Oliveira, afirmou em sua decisão não haver nenhuma prova contra a ex-Chefe da Casa Civil. O advogado criminalista, Mário de Oliveira Filho, disse na época que as provas que foram exibidas na investigação levaram à conclusão de que a ex-ministra não praticou crime nenhum. E enfatizou: “Eram acusações absolutamente infundadas, sem nenhum lastro de prova real e concreta contra ela".

Caso semelhante e tão grave quanto aos episódios citados aconteceu com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT. O bicheiro, “diretor e pauteiro” de revista, Carlinhos Cachoeira, acumpliciado com a Veja do senhor Robert Civita e do jornalista Policarpo Jr., também conhecido pela alcunha de “Caneta”, tentaram derrubar o mandatário brasiliense, ao incluí-lo em questões sobre corrupção, tráfico de influência e de ter formalizado negócios com o bicheiro parceiro do senador cassado do DEM de Goiás, Demóstenes Torres, além de ter influência no governo do tucano Marconi Perillo, político goiano que depôs na CPMI do Cachoeira e que até hoje é investigado pelo Ministério Público.

Agnelo também depôs na CPMI, abriu o verbo, mostrou provas contundentes de que nunca se envolveu com o Cachoeira, “pauteiro” da Veja, bem como seu governo não participou de quaisquer tratativas, negócios ou acordos com tal personalidade, que ficou presa no presídio da Papuda em Brasília. Após sua emblemática participação na CPMI, Agnelo foi esquecido pela imprensa de negócios privados, que precisava de um bode expiatório, de preferência do PT, para se contrapor à lama, ao lamaçal em que ficaram atolados o governador Perillo, Carlinhos Cachoeira, a Veja e seu diretor, Caneta, além de Demóstenes Torres, até então considerado pela imprensa, de razão lacerdista, o arauto da família, da moral e dos bons costumes e quiçá da posteridade. Pois é... Não deu para concluir o golpe de joão-sem-braço, e o petista Agnelo saiu fortalecido ao tempo que a imprensa golpista teve de engoli-lo.

Esses fatos que aqui narro nesta tribuna do Brasil 247 representam uma porcentagem ínfima em razão do que os donos do sistema midiático privado fazem e realizam para desestabilizar politicamente as instituições republicanas e desqualificar e desmoralizar os mandatários legitimamente e legalmente eleitos pelo povo brasileiro, ainda mais quando a autoridade a ser combatida atua no campo da esquerda.

A imprensa alienígena e de caráter entreguista tergiversa, dissimula e distorce a verdade, os fatos e os acontecimentos. O faz em nome da liberdade de expressão e de imprensa, como forma de enganar os ingênuos, os desavisados, os ignaros, bem como se alia àqueles que se tornam seus cúmplices, pois eles sabem, até mesmo instintivamente, que a imprensa comercial combate os trabalhistas e a esquerda em geral.

Por causa disso compram o “barulho”, os interesses da imprensa burguesa, por serem ideologicamente conservadores, a exemplo da classe média coxinha, que certamente compreende o que faz quando sai às ruas de forma “apolítica” e “apartidária”, quebra e queima tudo o que está à sua frente, porque são contra “tudo o que está aí”, frase assertiva que significa Lula, Dilma, PT, esquerda e trabalhistas.

Além disso, as manifestações desses indivíduos foram consideradas “pacíficas”, palavra-chave usada pelos jornalistas da imprensa de negócios privados para amenizar a violência de quem cometeu violência e crimes, porque simplesmente para a mídia imperialista tais movimentos podem beneficiar os interesses políticos da oposição tucana, e, evidentemente, de seus patrões, proprietários, inclusive, de concessões públicas de meios de comunicação, como rádio e televisão.

A verdade é a seguinte: concessão pública de comunicação sem fiscalização é doação. A Constituição de 1988 regulamenta os meios de comunicação, mas até hoje artigos importantes da Carta Magna sobre esse assunto não foram regulamentados. E deu no que deu: empresários bilionários que não respeitam a ordem constitucional e que, mesmo a disfarçar seus caráteres golpistas por intermédio de opiniões de seus empregados escribas, odeiam a democracia e o estado democrático de direito. As seis famílias que controlam os meios de comunicação privados admiram mesmo o sistema de ditadura, se possível militar, como ocorreu no tempo de 1964 a 1985.

Eis que para o desgosto e preocupação dos barões da imprensa as multinacionais Siemens e Alstom resolvem fazer denúncias, pois enfrentam dificuldades judiciais em seus países de origem — a Alemanha e a França, bem como nos Estados Unidos. As denúncias de formação de cartéis para vencer licitações das obras do metrô de São Paulo atingiram os governadores Mário Covas (falecido), José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. Os valores envolvidos são gigantescos (R$ 425 milhões) e mexem com o imaginário popular.


Os tucanos negam, como era de se esperar; e o governador Alckmin responde às acusações como se tivesse ensaiado na frente do espelho o que dizer para a grande imprensa, que, durante cerca de dez dias após as denúncias, resolveu dar o ar da graça e veicular alguma coisa sobre mais outro escândalo de políticos do PSDB, mas sempre dando voz ativa aos tucanos para eles darem explicações, bem como se defender, como o faz diariamente o governador Geraldo Alckmin, o ex-governador José Serra, o vereador Andrea Matarazzo, dentre outros que integram ou integraram os governos paulistas controlados pelo PSDB há 20 anos.

Aliás, a Rede Globo, diferentemente da Folha de S. Paulo, que, para a surpresa de muitos leitores tem colocado o dedo na ferida aberta, que atinge os interesses políticos da imprensa de mercado e do PSDB, tem buscado dar evidência negativa ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, que investiga a formação de cartel em licitações para a aquisição de equipamentos, construção e manutenção de linhas de metrôs e trens em São Paulo.

Para amenizar e distorcer as evidências noticiosas que pegam os tucanos com as mãos nas botijas, a Globo e jornais, a exemplo do Estadão, citam o Distrito Federal, onde o governador é do PT, para causar confusão ao público, bem como desqualificar as investigações do Cade e da Polícia Federal, ao repercutir e dar credibilidade às acusações de que o Cade se transformou na polícia política do PT, como já afirmaram, “espertamente”, alguns jornalistas da imprensa alienígena e políticos ligados ao PSDB. Um absurdo e maledicência as acusações tucanas, porque o Cade é órgão do estado brasileiro, independente, e que investigou inúmeros casos ligados aos petistas, que estão não poder ao tempo de 11 anos.

Geraldo Alckmin solicitou ao Cade acesso aos processos, o que foi negado pelo órgão, evidentemente. A questão das denúncias da Siemens e da Alstom não se equivale a uma disputa política como quer fazer crer setores conservadores da imprensa privada e os políticos, empresários, secretários de estado e técnicos envolvidos com supostas corrupções e malfeitos conduzidos e efetivados por autoridades do PSDB.

A teoria conspiratória em que o PT é o conspirador é uma farsa, um embuste e que não vai colar, porque até a questão do Distrito Federal já foi “esquecida” pela imprensa dos barões, que correu atrás para tentar esvaziar mais um escândalo tucano, mas percebeu rapidamente que os malfeitos ocorridos no DF são relativos aos governos de Joaquim Roriz, senador que renunciou ao mandato para não ser cassado, e José Roberto Arruda, governador cassado, que ficou preso durante meses. Agnelo Queiroz, do PT, não teve quaisquer envolvimentos com a Alstom e a Siemens, tanto é verdade que as ilações contra ele pararam e seu nome saiu das manchetes.



O Ministério Público de São Paulo está a apurar os envolvidos nesse escândalo de R$ 425 milhões, de acordo com o Cade e o MP. Investiga-se supostos enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro público de autoridades paulistas. Os contratos firmados entre as multinacionais e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô são da ordem de R$ 1,925 bilhão, ou seja, quase R$ 2 bilhões. Se a concorrência não fosse de cartas marcadas, os custos das obras e de manutenção seriam 30% menores, segundo os números repassados pela Siemens e também repercutidos pela “grande” imprensa.


O prejuízo para São Paulo e o contribuinte é de R$ 557 milhões, segundo documentos da empresa alemã. Enquanto isso, São Paulo e a capital oferecem um dos piores serviços de transportes do Brasil, com pouca oferta, sem competição empresarial e com os veículos (trens e metrô) abarrotados de cidadãos paulistas, paulistanos e brasileiros, que são carregados pior do que gado.


Até agora não se ouviu ainda com vigor o bordão “Vem pra rua”! E muito menos se leu ou se ouviu algum “especialista” de prateleira da Globo News, das televisões abertas ou jornalistas, comentaristas, colunistas e blogueiros a apagar o incêndio, que é esse escândalo, com gasolina. E foi, sem sombra de dúvida, que tais jornalistas e “especialistas” fizeram quando da ocupação das ruas pela classe média coxinha oportunista, que saiu às ruas a babar de ódio para contestar “tudo o que está aí”, ou seja, a Dilma, o Lula, o PT e o governo trabalhista.


A verdade é que a quadrilha dos trilhos está a ser desvendada, porque a Siemens e a Alstom delataram autoridades dos sucessivos governos tucanos de São Paulo. Aliás, é salutar lembrar ou não esquecer: essas duas multinacionais também respondem a acusações, denúncias e são alvos de investigações em seus países de origem e nos Estados Unidos. Além disso, O Estadão revelou que o MP sabe que agentes públicos receberam subornos, que foram depositados em três empresas de offshore sediadas no Uruguai.


Contudo, insisto, a televisão aberta e principalmente a Globo tocam no assunto de forma tímida, o que, inegavelmente, não foi a postura jornalística que tiveram, por exemplo, com o PT, o Lula, a Dilma e principalmente com os petistas José Dirceu e José Genoíno nos últimos 11 anos. Não há termos de comparação; e até mesmo aqueles cidadãos que se tornam hidrofóbicos quando escutam ou leem as palavras socialista, trabalhista e petista hão de perceber que a imprensa de mercado tem lado, tem cor, tem ideologia, toma partido e combate a esquerda desde tempos idos,


Agem dessa forma sem ao menos se preocuparem em fazer jornalismo para toda a sociedade. Não se importam em ouvir os lados envolvidos, com o intuito de dar voz ativa a quem é alvo de denúncias, acusações e até mesmo de covardias, sendo que muitas delas previamente calculadas, pois tem o propósito de desconstruir aqueles que os donos do sistema midiático privado consideram os inimigos a serem derrotados ou destruídos.



Hoje, por exemplo, o Jornal Hoje, da TV Globo, cujos âncoras são os jornalistas Evaristo Costa e Sandra Annenberg, não tocou no assunto sobre a delação da Siemens e da Alscom ao Cade, que deixou as autoridades paulistas e tucanas em situação dificílima, pois acusadas de corrupção, que chega ao montante de R$ 425 milhões. É muito dinheiro em um só caso, que isto fique claro. O Jornal Hoje se dedicou a casos escabrosos relativos a crimes de sangue e roubo, a exemplo dos casos do garoto que supostamente matou quatro membros de sua família, sendo que dois são policiais; da menina Isabela Nardoni, morta pelo pai e madrasta, que estão presos há cinco anos; do Amarildo, que sumiu da Rocinha e policiais são acusados e investigados pelo sumiço; além do famoso caso do Trem Pagador, que teve como um de seus protagonistas o ladrão Ronald Biggs, que morou décadas no Brasil e roubou, em 1963, £$ 2,6 milhões.


Como se observa a Globo é um caso perdido de desfaçatez, incongruência, incoerência e péssimo jornalismo. Quer dizer que um escândalo dessa envergadura, que envolve duas multinacionais poderosas e europeias, políticos do PSDB paulista, que estão, indubitavelmente, entre os mais poderosos do País, além de liderarem a oposição aos governos trabalhistas, bem como atuam o poderoso Ministério Público de São Paulo e o Cade, do Ministério da Justiça, não é para a Globo assunto de pauta, relevante para a Nação e importante por causa dos indivíduos citados, dos valores monetários e das instituições envolvidas?


Então, a Globo (patrões, diretores e editores) em seu tradicional vespertino, o Jornal Hoje, “esquece” tal pauta ou faz política, às claras, na maior insensatez possível e, consequentemente, esconde um elefante debaixo da mesa e acha que ninguém vê e percebe o jornalismo partidário e ideológico que essa televisão de concessão pública apresenta para o povo brasileiro? A realidade é que essa empresa privada vive em um mundo surreal, onde ela determina que seus interesses e de seus aliados estão acima dos interesses do Brasil e dos 200 milhões de brasileiros que lutam dia a dia para terem acesso a uma vida de melhor qualidade.


O que é a Globo? Um estado dentro do estado nacional? Como pode uma empresa privada fazer a vez da oposição e mesmo assim as autoridades constituídas não fazem nada a respeito disso? Artigos da Constituição de 1988 até hoje não foram regulamentados e que dispõem sobre o marco regulatório foram “esquecidos” por quem tem a obrigação constitucional de regulamentá-los, como o Governo Federal e a sua bancada no Congresso Nacional. A Siemens e a Alstom querem se livrar de seus processos em diversos países e de inúmeros esqueletos guardados em seus armários. E vários desses esqueletos tem os DNA e as digitais dos tucanos, apesar dos rodeios e subterfúgios das Organizações(?) Globo e da imprensa em geral. A Globo acha o povo bobo. É isso aí.