sexta-feira, 15 de março de 2013

Candidatura Eduardo Campos é balão sem ar


Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

A direita brasileira não sabe mais o que fazer para rachar o Governo, o PT e seus aliados. Chegam a ser engraçadas as tentativas de promover a discórdia na base parlamentar e partidária do Governo trabalhista da presidenta Dilma Rousseff. Uma pessoa desavisada ou que não acompanhe rotineiramente a política brasileira certamente, ao ouvir, ler ou ver os comentários de nossos “especialistas” distribuídos por todos os meios de comunicação de negócios privados, vai acreditar que o Governo Dilma está em apuros e que sua base de sustentação está a derreter como sorvete em um dia de 40 graus.

Eduardo Campos tem aliados como Lula, e certamente não vai deixar de ouvi-los.
 É formidável a nossa imprensa de mercado e completamente alienígena e por isso irremediavelmente distante quando se trata dos interesses do Brasil e de seu povo. Primeiramente, os arautos da grande imprensa mercantilista apostaram na desunião entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Repercutiram esse lenga-lenga enfadonho e cínico durante meses, talvez mais de um ano. Os “pitaqueiros” de direita tentaram, inclusive, mostrar a presidenta trabalhista como uma pessoa politicamente antagônica a Lula, bem como uma administradora mais competente, que rejeita acordos políticos e se recusa a negociar com seus parceiros, que lhe dão sustentação política e partidária no Congresso, nos estados da Federação e nos municípios. Surreal, não? Transformam o processo político em simples conchavos de malfeitores, que somente pensam em benefício próprio.

Absurdo dos absurdos, mas é o que faz essa imprensa conservadora de propósitos golpistas e que visa, sobretudo, a dissolução da política e a desmoralização dos políticos e de seus respectivos partidos perante a Nação. Por intermédio de uma máquina poderosa de comunicação, a ordem é negativar o que é público em prol do privado, além de tentar fazer de políticos eleitos apenas fantoches dos desejos das classes sociais dominantes, ainda mais se tais políticos são ligados às bases populares, que as elites, equivocadamente, chamam de populistas e populismo.

Agora a bola da vez é o governador Eduardo Campos (PSB/PE). Desde 1989, com rara exceção, o PSB é aliado do PT. Todo mundo sabe disso, até os mortos mais antigos e os recém-nascidos. Menos o paulista(?) Roberto Freire (PPS/SP), os tucanos aliados e inconformados de José Serra (PSDB/SP) e a imprensa privada e seus “especialistas” ferozes, como lobos com fome. O PSB é parte intrínseca do projeto de governo dos socialistas e trabalhistas do PT. Em sua nomenclatura, PSB significa Partido Socialista Brasileiro. Ponto. Eduardo Campos busca espaço em âmbito nacional, o que é legítimo para qualquer político. Contudo, não se pode confundir sua ambição pessoal com o projeto nacional do qual ele faz parte desde o início, principalmente a partir de 2003 quando Lula assumiu a Presidência. Ponto.

Os porta-vozes da imprensa de direita tentam confundir a classe média, ao dar a impressão de que Eduardo Campos vai pular do barco trabalhista. Não é bem assim que a banda toca, para o desespero dos tucanos e de todos aqueles que pensam ou desejam que aconteça um racha na base do Governo. O PSB é um partido de imensa importância para seus aliados do PT, do PMDB, do PCdoB, do PDT, do PRB, do PTB, do PP e do PR. Para quem não sabe, a base do Governo é composta por 14 partidos dos 19 que compõem o Congresso. Até o PSD, partido conservador do ex-prefeito paulistano, Gilberto Kassab, põe as barbas de molho, e, tal qual ao PSDB, não sai de cima do muro.

Os comentaristas, colunistas e blogueiros do sistema midiático hegemônico compromissado com o grande capital nacional e internacional são pagos para criar celeumas, divisões, antagonismos entre os aliados que governam o País. Criticam as alianças do Governo, de forma sistemática. Mas, quando se trata de ajudar seus aliados, não medem esforços e conseqüências. O maior exemplo é a novela em que se transformou o pernambucano, neto de Miguel Arraes, o socialista Eduardo Campos. Todavia e antes de tudo, Campos tem o dever de olhar para o passado e reviver a história de seu avô, um dos baluartes da esquerda brasileira e que nunca se bandeou para a direita. Arraes dialogou com a direita para receber apoio parlamentar e, consequentemente, montar suas bases aliadas em Pernambuco para poder governar. Compor politicamente não é se vender e muito menos trair sua ideologia e seus companheiros de luta e de projeto para o país ou para o estado que governa.

Eduardo Campos sabe disso, pois, antes de tudo, tem compromisso com a Nação, bem como entende que ainda é novo em idade e que pode muito bem, e com o apoio do PT, ser um futuro candidato à presidência da República. Eduardo Campos é neto de Miguel Arraes, e conhece muito bem os propósitos inconfessáveis da direita brasileira e seu principal e mais poderoso porta-voz: o sistema midiático privado.

José Serra (SP) — tucano derrotado duas vezes e eleições presidenciais — não vai dobrar os joelhos tão facilmente. Não é de sua índole e caráter. Serra quer ser o presidente nacional do PSDB. O cargo é poderoso, pois lhe permite ter influência e agilidade para visitar os estados e diretórios tucanos em todo o País, além de ter acesso a um polpudo orçamento, que viabilizará não somente suas ambições mais prementes, assim como vai lhe servir como trunfo na disputa pela indicação de sua candidatura à Presidência, ao Governo de São Paulo ou simplesmente lhe dar visibilidade e poder para participar com desenvoltura da candidatura do senador tucano Aécio Neves (MG), e, por conseguinte, ter acesso a cargos, indicar nomes e influir em um possível governo tucano, se o mineiro conseguir vencer o candidato do PT, evidentemente.

Não creio que Eduardo Campos, por exemplo, vai dar uma de aventureiro, sem, antes, ponderar que, por exemplo, o Estado de Pernambuco foi o segundo da Federação que mais recebeu investimentos, a ficar atrás apenas do Rio de Janeiro. Pernambuco é um campo de obras e de projetos da estatura da Refinaria Abreu e Lima, além do Porto e do Pólo de Suape e a indústria automobilística, somente para ficar nesses, pois são centenas de projetos e programas pequenos e médios, que reverteram, inclusive, a migração. Pernambuco passou a receber trabalhadores do Brasil e do exterior, sendo que muitos filhos do tradicional e histórico estado nordestino retornaram do Sudeste para suas origens. Orgulhosamente...

A imprensa burguesa, para variar, aposta na falácia, pois a candidatura presidencial de Eduardo Campos, a meu ver, trata-se de um fake. Não duvido se tal candidatura não é uma estratégia para dividir a candidatura direitista, na pessoa do senhor Aécio, com a cumplicidade e a vontade de José Serra, e, desse modo, dividir as fileiras do PSDB e enfraquecer o tucano das Minas Gerais, que é detestado pela cúpula tucano, pelos banqueiros e industriais da Fiesp e principalmente pela mídia conservadoríssima paulistana, de caráter golpista, preconceituosa e que, se pudesse, realizaria outro movimento golpista, a exemplo dos que aconteceram em 1932, 1938, 1945, 1961, 1964 e 2005, quando tentaram derrubar o presidente Lula do poder.

        A candidatura de Eduardo Campo, no momento, não interessa e não é conveniente aos setores progressistas e democráticos da sociedade e da política brasileira. A esquerda não vai se dividir porque a imprensa alienígena deseja e aposta nessas cartas, que são, por sinal, de mão ruim. O político pernambucano — mesmo se não for candidato e até mesmo se ficar aborrecido com seus aliados — não vai abandoná-los, porque seria considerada absurda sua incoerência, ao tempo que preocupante seu individualismo, ambição e falta de comprometimento com o projeto trabalhista do Governo, que, indubitavelmente, melhorou, e muito, as condições de vida do povo brasileiro, bem como elevou o Brasil a um patamar de respeito no mundo, como nunca tinha acontecido em sua história. A direita vai ter de procurar outra estratégia para dividir a base do governo. A candidatura de Eduardo Campos é balão sem ar.

É isso aí.



terça-feira, 12 de março de 2013

O mundo neoliberal e paralelo de Sardenberg

 Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

Estava a ouvir a CBN, conhecida também comoa rádio que troca a notícia — e não se importa. Estava a deitar falação o “especialista” em economia, Carlos Alberto Sardenberg, notável porta-voz da direita brasileira e intrépido defensor do neoliberalismo, apesar de o jornalista saber que tal doutrina político-econômica é ou foi um fracasso retumbante, porque derreteu, como gelo em asfalto quente, as economias da Europa e dos Estados Unidos, além de ser mais do que comprovado que esse sistema de pirataria e rapinagem levou centenas de povos à miséria moral e material, bem como alienou o patrimônio público de inúmeras nações, que ficaram sem as estatais planejadas e construídas através de gerações, sendo que o dinheiro auferido com as vendas não foi revertido em novos investimentos, para as sociedades prejudicadas com tal farra efetivada e concretizada pelos neoliberais.


Para Sardenberg, o Brasil vai de mal a pior, apesar de as estatísticas mostrarem o contrário.
Sardenberg é certamente um dos jornalistas mais radicais de direita que tem voz ativa nos meios de comunicação privados e hegemônicos, de propósitos imperialistas e responsáveis pela defesa e difusão do pensamento liberal, que prega a diminuição do estado e a não interferência por parte dele na economia. Ou seja, Carlos Alberto Sardenberg é a favor da minarquia, cujo significado é quanto menor a participação do estado na economia, os indivíduos serão livres e terão mais poder para exercer, por exemplo, o livre arbítrio para comprar e vender. Enfim, dar rumos e fomentar os negócios e as atividades humanas lucrativas, que levam, principalmente, as classes ricas, donas dos meios de produção, a ficarem cada vez mais ricas, enquanto as pobres... que se virem.
Contudo, Sardenberg sabe o que acontece, até mesmo por ser um profissional com conhecimento junto ao establishment dominado por banqueiros, oligarcas do petróleo, grandes proprietários de terras urbanos e rurais, megaempresários midiáticos e fabricantes de armas, por exemplo. Acontece que Sardenberg é um neoliberal, jornalista-especialista das Organizações(?) Globo, como o é também a grande jornalista Miriam Leitão, que tem mais espaço para falar de economia do que qualquer economista de real grandeza, conhecimento e notório saber do passado e do presente. Somente no Brasil uma rede de televisão e seus “especialistas” influem e combatem tanto as diretrizes e os projetos de governos, ainda mais quando a cadeira da Presidência da República é ocupada por mandatários trabalhistas.
A verdade é que a banda não toca como o senhor Sardenberg deseja e quer. A banda desafina, e como desafinou no decorrer de 30 anos de neoliberalismo, ampliado e colocado em prática em termos mundiais, por intermédio da primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, e do presidente estadunidense, Ronald Reagan, que controlaram a ferro e fogo o Banco Mundial (Bird), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC). O mundo passou, realmente, por uma onda de transformação, que beneficiou as grandes potências mundiais, os trustes e conglomerados internacionais, além das classes ricas e empresariais do campo e da cidade dos países pobres e em desenvolvimento, a exemplo do Brasil, da Argentina e da Venezuela.
Sardenberg — o Neoliberal II, pois o I é o FHC — fala muito e defende o indefensável, justifica o injustificável e trata os ouvintes da rádio que troca a notícia como se todos eles fossem ingênuos ou meramente integrantes de parte da classe média de perfil lacerdista, udenista, e, portanto, conservadora e reacionária a mudanças. Sardenberg é o contrassenso em toda sua essência e a dissimulação da realidade em toda sua plenitude. Ele prega a continuação do que não deu certo, do que fracassou e foi derrotado, porque simplesmente o neoliberalismo, como doutrina política e econômica, não pensa no bem-estar social da humanidade, das pessoas, apesar de pregar que o indivíduo deve ser livre das amarras do estado, a não ser quando o estado é obrigado a salvar empresas insolventes, falidas de empresários gananciosos, irresponsáveis, que cometem crimes contra a economia dos países e seus povos, como ocorreu a exemplo da crise de 2008, bem como no Brasil, nos Estados Unidos e na América Latina. Neste momento, o estado é ótimo, e gente como o tenaz e obstinado Sardenberg se cala.
A verdade é que tudo não passa de teoria, porque na prática o neoliberalismo teve também seu muro derrubado, como ocorreu, simbolicamente, com o muro de Berlim em relação ao socialismo real. Sardenberg sabe disso, mas não se importa, porque o jornalista da CBN e da TV Globo cumpre seu papel, com dedicação e até mesmo crença no que fala, apesar de eu notar que, muitas vezes, tal escriba e âncora global não é sincero, porque não é possível que ele não perceba que a teoria do estado pequeno e nunca intervencionista não condiz com a realidade e a condição humanas. E por quê? Porque a economia neoliberal — volto a repetir — somente beneficiou os países ricos, enquanto os pobres e em desenvolvimento sustentaram o alto padrão de vida dos europeus, japoneses e estadunidenses, que passaram quase 40 anos a viver como se não tivesse o amanhã. Quem nunca comeu melado quando come se lambuza. E os europeus, ao contrário do que muitos dos nossos cidadãos colonizados e com um imenso complexo de vira-lata pensam, já comeram durante séculos ou milênios o pão que o diabo amassou. Só que "esqueceram" o passado de guerras e crises econômicas, e, a partir da década de 1970, lambuzaram-se.
Concomitantemente à farra neoliberal dos ricos, os nossos milionários tupiniquins também se lambuzavam com as sobras do melado, com o apoio e a cumplicidade irrestritos dos barões proprietários da imprensa de direita e dedicada a fazer propaganda de uma doutrina liberal que levou os países latino-americanos, africanos, árabes e asiáticos à bancarrota, à falência e à dissolução do tecido social, porque não eram criados empregos para os trabalhadores sem salários, não havia crédito para as classes médias e pobres, bem como os pequenos e médios empresários não tinham condições financeiras e logísticas para ampliarem seus negócios, e, por conseguinte, fomentarem a economia interna. O neoliberalismo aumentou os índices de violência e de pobreza e retirou das diversas sociedades deste planeta, exploradas e oprimidas, o direito de sonhar com dias melhores. A época dos princípios neoliberais impostos ao mundo, a partir do Consenso de Washington de 1989
O Brasil do ex-presidente tucano FHC — o Neoliberal — foi ao FMI três vezes, de joelhos e com pires na mão, porque quebrou três vezes. O Brasil, que hoje é a sexta economia mais poderosa do mundo, era humilhado e com a complacência de uma direita emplumada que tem por símbolo uma ave bela e tropical, que não merecia tal destino, que é o de ser vinculada ao PSDB, um partido que em sua nomenclatura tem as palavras social e democracia, mas que envergonha a verdadeira social-democracia, que, ao ver o que os tucanos fizeram com o Brasil, sentiram vergonha, porque, na verdade, o PSDB é um partido de direita e tão provinciano, que, basicamente, está restrito a São Paulo, estado que, historicamente, combateu e combate os governantes trabalhistas, que, em contraponto, sempre beneficiaram o estado bandeirante, mesmo após a vitória do trabalhista Getúlio Vargas contra as forças paulistas, em 1932.
O neoliberalismo é o darwinismo em sua máxima cuja frase “sobrevivência do mais apto“, como sinônimo de “seleção natural”, não coaduna com o direito de viver e muito menos representa a realidade dos entes humanos, que optaram por viver em coletividade para melhor enfrentar as agruras e os perigos no decorrer da vida, da existência. Quando Sardenberg defende o estado mínimo, na verdade ele está a colocar as ovelhas nas bocas dos lobos, que são os grandes capitalistas, que controlam os negócios privados ao tempo que têm influência nas esferas públicas e governamentais, e, dessa forma, impõem à maioria das populações fórmulas econômicas, financeiras e comerciais de exploração, draconianas, para terem seus interesses de classe, recorrentemente, atendidos.
O Torquemada da CBN — a rádio que troca a notícia — deveria, sim, envergonhar-se por defender, ininterruptamente e sem qualquer peso na consciência, uma doutrina criada pelos grandes capitalistas, seus economistas e governantes neoliberais para, juntamente com a globalização, explorar sem limites as riquezas dos solos, das florestas, dos rios e dos mares dos países emergentes e pobres, além de efetivarem, de forma insana e perversa, o neocolonialismo levado às últimas conseqüências, a tal ponto que a partir da primeira década do século XXI os povos explorados pela pirataria e roubalheira dos países ricos passaram a votar em candidatos trabalhistas, como ocorre até hoje em países como o Brasil, a Argentina, a Nicarágua, o Peru, a Venezuela, o Uruguai, o Equador, Honduras e o Paraguai, que, recentemente, foi vítima de um golpe de direita. Porém, o Paraguai foi enquadrado pelos países membros do Mercosul, o que revoltou muitos dos nossos “mervais” e "sardenbergs". Mesmo depois do fim da punição ao atual governo paraguaio de índole e propósitos golpistas, tal governante e seu gabinete vão continuar como párias, até que seja realizada uma nova eleição presidencial.
Não foi à toa que governantes trabalhistas e socialistas criaram os Brics, a Unasul, o G-20, fortaleceram o Mercosul e enterraram a Alca, projeto de espoliação dos EUA, que visava, na verdade, a abertura de mercados gigantescos e poderosos como o do Brasil para os produtos do país yankee, sem, no entanto, receber contrapartida. A Alca, como não deveria deixar de ser, foi sumariamente enterrada. Os governos progressistas da América Latina e do mundo deveriam também serem rígidos no que diz respeito às remessas de lucros das estatais que foram privatizadas, praticamente doadas, nas décadas de 1980 e 1990 por mandatários neoliberais, além de cobrarem duramente serviços de boa qualidade no que é relativo aos serviços de energia elétrica, telefonia e principalmente no que tange à banda larga, que tem de ser pública, barata e oferecida a todos os brasileiros independente de classe social.
Carlos Alberto Sardenberg é um tolo ou se faz de tolo. A verdade é que seus candidatos tucanos vão ter de comer um dobrado para se elegerem.Enquanto isso, o âncora da CBN — a rádio que troca a notícia — e comentarista da Globo News e do Jornal da Globo continua a tergiversar, a dissimular, a manipular e até mesmo mentir sobre as realidades brasileiras e da América do Sul, como o faz sempre no que concerne à Venezuela e aos governos trabalhistas de Lula e Dilma. Sardenberg criou um mundo paralelo para ele viver. O jornalista é tão assertivo e propositivo no que diz, que um dia ele vai se olhar no espelho e se levar a sério. É isso aí.
 

domingo, 10 de março de 2013

Assange e Yoani: dois pesos e duas medidas da imprensa alienígena



Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

 
        Até o momento a imprensa comercial e privada, seja por intermédio de seus editoriais ou por meio de seus chefes de redação, colunistas ou blogueiros, que chamam ridiculamente seus patrões de colegas ou coleguinhas, não gritou, não esperneou, não xingou e não se estrebuchou por causa da perseguição do governo estadunidense ao fundador do sítio Wikileaks, Julian Assange, bem como não protestou contra a censura ao seu portal.

     Nada que me comovesse ou me surpreendesse. Esperar discernimento e isenção de jornalistas que consideram seus patrões como colegas é a mesma coisa que esperar uma boa ação do capeta ou de jornais e revistas, a exemplo da "Folha", do "Estadão", do "Zero Hora", de "O Globo", de "Época" e da Última Flor do Fáscio — a ardilosa e inconsequente"Veja".

        Enquanto isso, a blogueira cubana, Yoani Sánchez, é recebida pela mídia de direita brasileira como se fosse a salvação da lavoura quando se trata de criticar Cuba e o regime socialista. São dois pesos e duas medidas. Enquanto Yoani realiza se périplo pelo mundo a atacar seu próprio país, o australiano Assange perdeu sua liberdade e o direito de falar por ser ameaçado pelos governos da Inglaterra e dos EUA, países esses que se consideram os defensores da democracia e da liberdade de imprensa e de expressão.

      Yoani deitou falação e mostrou para o que veio: atacar o governo cubano e defender o establishment, o qual ela serve, representa e por ele é financiada, sem, contudo, demonstrar qualquer constrangimento. Foi recebida com palmas pelos representantes da direita partidária brasileira ao tempo que ovacionada pelos editores, colunistas, blogueiros e comentaristas da imprensa conservadora e de negócios privados, que abriram-lhe as páginas de suas publicações, bem como franquearam sua imagem aos espaços televisivos.

A blogueira cubana é acusada de ser financiada pelo governo dos Estados Unidos para fazer propaganda contra Cuba. Grandes jornais e revistas também a financiam, e sua viagem, que começou no Brasil, vai durar 80 dias, sendo que dez países vão ser visitados. Todavia, o que chama atenção de seus críticos é o blog de Yoani Sánchez. O blog da cubana é diferenciado em relação à maioria dos blogs, mesmo os grandes.

No espaço, pode-se ler textos em 21 idiomas, inclusive o espanhol. Para se ter uma ideia melhor de tal blog, nem o sítio da ONU oferece tantas traduções aos leitores. Além do mais, o baronato encastelado na conservadoríssima Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), proprietário de organizações de comunicação e de jornais premiaram o blog de Yoani Sánchez, o que lhe rendeu prêmios em forma de dinheiro. Por seu turno, o Wikileaks, de Julian Assange, aquele que está asilado em Londres e se sair pode ser preso ou morto e ninguém faz nada, publicou documentos revelando encontros e relações entre a blogueira e o governo yankee. Yoani é acusada também de se envolver com a CIA.

Esses fatos e realidades são inacreditáveis ao tempo que verossímeis. E ninguém, mas ninguém mesmo da imprensa de mercado não comenta sobre as diferenças de tratamento a Yoani Sánchez e Julian Assange, tanto por parte de governos quanto pelo sistema midiático hegemônico. O Wikileaks divulgou os bastidores sujos e levianos da diplomacia (do porrete) estadunidense e por isso foi censurado e seu criador preso e depois asilado. Ninguém da imprensa alienígena contestou e protestou. A imprensa historicamente golpista se calou e apenas informa sobre os acontecimentos, mas não protesta, não critica e não faz editorial em prol de Julian Assange, que perdeu a liberdade, pois asilado na Embaixada do Equador em Londres. Enquanto o tratamento dado à Yoani Sánchez...

A oligarquia midiática não protesta sobre essa perseguição ao australiano como protesta e se estrebucha quando o governo brasileiro diz que quer discutir a comunicação e a informação, quando quer regulamentar o setor (nossas leis são de 1962, por isto estão defasadas) e quando fala em criar o Conselho Federal de Jornalismo, órgão que, para mim, deveria existir há muito tempo, como acontece em outras categorias profissionais e empresariais e segmentos da economia, que têm seus conselhos, e, o mais importante, seus marcos regulatórios.

Não. Neca de pitibiribas. Nada de protesto. Somente se sentem indignados e se comportam dessa forma quando o Governo chama a sociedade brasileira, de forma democrática, para discutir sobre os rumos do setor de comunicação, além de procurar debater sobre a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, a liberdade de imprimir e as concessões públicas, dentre outras questões, que foram discutidas, de forma séria, nas plenárias da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no fim de 2009, em Brasília.

A Confecom ouviu a sociedade, elaborou documento que vai ser analisado pelo Congresso, que um dia vai ter de dar uma solução para a questão das mídias. Mas existe um problema: os megaempresários de comunicação, os "donos" das diferentes mídias, dos oligopólios midiáticos, boicotaram a Confecom e boicotam e combatem qualquer ação que vise regulamentar o setor, por intermédio de marco regulatório que seja aprovado pelo Congresso, que é o poder onde a sociedade brasileira é representada, porque ela votou e institucionalizou seus representantes, que são reconhecidos pela Constituição.

Esta é a questão, o resto é dissimulação e mentira da imprensa burguesa, empresarial e privada, a mais atrasada do mundo, onde atuam os empresários mais conservadores deste País, realidade esta comprovada nas últimas eleições, quando suas empresas (muitas delas são concessões públicas) agiram ilegalmente como partidos políticos de direita e que apoiaram, evidentemente, o candidato tucano José Serra.

Agora os empresários e seus asseclas de redação se calam sobre o Wikileaks, porque não convêm a eles defender a liberdade de imprensa e de expressão que esses empresários tanto clamam quando se trata de defender seus interesses econômicos e políticos. Eles se calaram porque são porta-vozes do sistema capitalista, dos governos estadunidenses, dos bancos, das entidades empresarias industriais e rurais e de agências de segurança, investigação e espionagem como a CIA, por exemplo.
       

  
       Por isso eles se calaram, como o fizeram na ditadura militar. A Folha, então, era "sócia"do DOI/CODI. E a TV Globo foi irmã siamesa de todos cinco governos dos generais presidentes. É filha autêntica dessa era. Lamentável, mas ter de aturar a imprensa brasileira é dose para mamute ou, quiçá, mastodonte. Somente no Brasil, País importante e poderoso, ainda existe uma imprensa privada que quer eternizar sua condição de senhora feudal ou de governadora de capitania hereditária.

      Obviamente, com o contínuo fortalecimento do estado democrático de direito no Brasil, um dia essa realidade vai ter fim. Bem, vamos esperar para ver como esse processo vai acabar e como a imprensa burguesa vai se comportar doravante, apesar deu eu saber que sua posição vai ser a de sempre compor com os grupos conservadores da sociedade e ter como porta-voz do pensamento reacionário suas próprias empresas de comunicação. Que o digam os casos emblemáticos de Julian Assange e Yoani Sánchez. Dois pesos e duas medidas. É isso aí.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Chávez, barões da imprensa, jornalistas e jornalismo burguês

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

“Os proprietários de órgãos de comunicação privados insistem em dar uma conotação nobre às suas atividades, quando, na verdade, a informação e a opinião, que são os produtos vendidos por eles, têm o propósito de defender os interesses da classe dominante”.

 
Depois de acompanhar a cobertura da imprensa de mercado, ou seja, de negócios privados sobre a morte do estadista e revolucionário, Hugo Chaves, cheguei à seguinte conclusão:

Há algum tempo, quando eu era um jovem jornalista, percebi que as redações da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) praticam apenas o jornalismo empresarial, de negócios, bem como, irrefragavelmente, tem lado, cor, partido, ideologia e preferências culturais, raciais e de classe social.

Sabem por que essas distorções acontecem nas redações? Porque o jornalismo é tratado como produto por empresas de comunicação cujos proprietários são megaempresários, que estão a fim de ganhar dinheiro, aliás, muito dinheiro, como qualquer grande capitalista de outro ramo de negócios.

Contudo, esses comerciantes, proprietários de órgãos de comunicação privados, insistem em dar uma conotação nobre às suas atividades, quando, na verdade, a informação e a opinião, que são os produtos vendidos por eles, têm o propósito de defender os interesses da classe dominante a qual eles pertencem. Por isto e por causa disto, atacam, sistematicamente, seus adversários políticos, e, para isto, manipulam e distorcem os fatos e as realidades, com a finalidade de impor suas "verdades", e, consequentemente, manter, indefinidamente, o status quo do qual sempre se beneficiaram em forma de privilégios.

Por isto e por causa disto, temos um jornalismo partidário, sectário e conservador, elaborado, escrito e apresentado por jornalistas filhos das classes média e média alta, quando não de origem rica. São profissionais pequenos burgueses e que sonham desde sempre com ascensão social, fama, além do acesso a um mundo VIP, de preferência paralelo ao mundo real, porque a meta e o desejo é fugir das massas nem que para isso tenha de viver das sobras de seus patrões, que são os inquilinos da parte mais alta da pirâmide social.

Esses jornalistas não conhecem o Brasil, as suas diferentes regiões e culturas e muito menos compreendem as questões, as necessidades e as dificuldades das classes sociais menos privilegiadas. Agem assim porque inexiste neles o compromisso com o País e o seu povo, porque prezam essencialmente os valores individuais, que se alicerçam em uma sociedade de consumo, que, equivocadamente, mede e avalia as pessoas pelo o que elas têm e não pelo que elas são.

Parte desses jornalistas por ser assim integra e serve, de forma espontânea e natural, um sistema midiático de direita acumpliciado com os interesses econômicos e financeiros dos barões da imprensa, dos proprietários de mídias cartelizadas e monopolistas, que, por sua vez, são sócios e porta-vozes dos interesses dos grandes capitalistas nacionais e internacionais.

Características de tal ordem me levam a afirmar que os barões da imprensa são imperialistas e colonialistas, bem como os replicadores do pensamento conservador nacional e internacional. Ao controlarem os meios de comunicação e de informação, eles passam a influenciar e a domesticar o pensamento, os valores e até mesmo os sonhos e os propósitos rotineiros da população em geral e em especial das classes média e média alta, que, alienadas e conservadoras, aliam-se àqueles que combatem, historicamente, a distribuição de renda e de riqueza, porque não desejam um Brasil justo, independente e democrático, e muito menos querem o povo brasileiro emancipado e soberano.

Os jornalistas os quais faço críticas são exatamente assim. Agem dessa forma, como se fossem patrões. Eu os conheço e sei de suas vaidades e manias de grandeza que se baseiam na ascensão social. São meros burgueses e acreditam em valores estritamente comerciais e de modismos, que os levam a pensar que subiram de status. Detestam ter de lidar com tudo o que seus pais sempre desprezaram: conviver com os mais pobres e ter de ouvir suas queixas e necessidades. Afinal a redoma de cristal onde vivem é um lugar para as poucas pessoas que eles consideram seus semelhantes.

Os homens e as mulheres comprometidos com seus patrões e, por conseguinte, com o jornalismo alienígena e de negócios privados se vestem e se comportam como yuppies cujos valores se confundem com o mundo neoliberal que derreteu as economias, as almas e o orgulho da Europa Ocidental, do Japão e dos Estados Unidos. Um mundo fútil e leviano, que se alicerça em falso moralismo e que edifica a ganância, o egoísmo, o materialismo e constrói a guerra entre as pessoas, as sociedades e os países.

Por isto e por causa disto, resolvi no já longínquo ano de 1995 não trabalhar mais em redações da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?). Hugo Chávez pertence à história, e, indelevelmente, ao povo venezuelano e latino-americano. É isso aí.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Lula ri enquanto a imprensa de mercado não o esquece jamais

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre 

 

 
Eu sou um jornalista que se interessa por história. Por ser um profissional de imprensa da área de Política, sempre pesquisei para conhecer os políticos, não somente pelo o que eles dizem, apregoam, acreditam e discursam. Antes de qualquer coisa, vou saber de sua biografia, ou seja, investigar seu passado, suas origens políticas, ideológicas e partidárias, bem como sua coerência de pensamento, além de verificar sua obra social quando esteve no poder.



Sempre tive essa conduta. Coisa básica, por exemplo, como ouvir osdois lados envolvidos em quaisquer questões, além de ter cuidado com informações meramente declaratórias, sem, antes, certificar-me da veracidade de quem passa as informações. Porque para o jornalista escrever para o público a informação tem de ter pelo menos algum ndício. Do contrário, é melhor não escrever ou falar. Se o fizer, é porque tal jornalista tem algum interesse, nem que seja simplesmente assegurar o seu emprego e assim agradar o seu chefe ou o seu patrão.



Essas atitudes e ações comezinhas, ordinárias, comuns, que qualquer aluno ou foca (jornalista em início de carreira) sabe por meio de qualquer professor de faculdade ou de um colega mais experiente não são realmente observadas e cumpridas por um grande número de jornalistas famosos e veteranos, mas que firmaram compromisso com o patronato, bem como querem garantir que as mudanças sociais e econômicas não ocorram, porque a intenção, de fato, é favorecer a manutenção do status quo, pois que são porta-vozes das elites econômicas e financeiras inquilinas do pico da pirâmide social.



E foi neste contexto perverso que o grande presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva, ascendeu ao poder em 2003, quando, por oito anos, administrou a República Federativa do Brasil e amargou uma oposição promovida e levada a cabo pela imprensa burguesa, comercial e privada, que se transformou em um verdadeiro partido político — o Partido da Imprensa, que realizou no decorrer de seu mandato a mais ardilosa, veemente, traiçoeira, feroz e desrespeitosa campanha que eu já vi contra um político, de perfil trabalhista e ideologicamente socialista, saído das entranhas do povo brasileiro, dos movimentos sociais, dos sindicatos, de setores da universidade pública e da Igreja Católica progressista. 



Lula foi o presidente brasileiro mais politicamente orgânico da história do nosso País; mais ainda que o estadista gaúcho Getúlio Vargas, o fundador, sem sombra de dúvida, do Brasil moderno — industrializado. Como se percebe, os trabalhistas fazem jus ao nome, porque foram eles, no decorrer da história da República, que realmente trabalharam em prol do desenvolvimento e do crescimento do Brasil para que se transformasse em uma Nação moderna e civilizada. Os presidentes conservadores sempre tomaram do povo, e, quando possível, retiraram ou tentaram retirar seus direitos, inclusive os garantidos pela Constituição Cidadã de 1988, como o fez o neoliberal e vendilhão da Pátria, Fernando Henrique Cardoso, e assessores de sua confiança, como o também neoliberal José Serra.



Contudo, a campanha insidiosa e sistemática contra o presidente Lula não foi o suficiente para derrubá-lo apesar da tentativa de golpe em 2005. Apesar das perfídias e das manipulações e até mesmo mentiras veiculadas e publicadas pela imprensa comercial e privada, o político pernambucano de origem pobre e operário de fábrica do ABCD paulista saiu da Presidência da República (apesar de oito anos no poder, o que não é fácil) com o espetacular índice de aprovação de 82%, a superar, nada mais e nada menos, que o mito Nelson Mandela, quando deixou a Presidência da África do Sul.



Lula é um fenômeno político, e, consequentemente, social. O operário, que saiu de Pernambuco e chegou a São Paulo em um pau-de-arara ajudou a fundar a maior confederação de trabalhadores da América Latina e uma das maiores do mundo, a Central Única dos Trabalhadores, a CUT, além de também ser o fundador de um dos partidos mais poderosos e influentes do planeta, que é o Partido dos Trabalhadores — o PT. Somente essas duas criações bastariam para esse político exímio e de uma visão social e política profundamente conhecedora das questões sociais e econômicas brasileiras para que ele ficasse para sempre na história. Mas não foram somente esses dois fatos históricos importantíssimos que aconteceram.



Lula foi eleito presidente da República duas vezes e elegeu sua sucessora, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que nunca teve cargo eletivo e mesmo assim conquistou a cadeira da Presidência da República para se tornar a primeira mulher brasileira assumir cargo de tamanha importância e envergadura. Lula foi às ruas e às praças e também à televisão. Falou muito e mostrou seu legado, que, durante oito anos, foi boicotado e não veiculado pela imprensa alienígena e de negócios privados, que, entretanto, teve de engolir a divulgação das ações do Governo Lula, porque a propaganda eleitoral gratuita se encarregou de mostrar os fatos, as realidades e as conquistas do País e do povo brasileiro.



Se dependesse das mídias hegemônicas e monopolistas, o presidente Lula sequer existiria, a não ser para ser ofendido e taxado até de bêbado. Acontece que o presidente trabalhista entrou e saiu da Presidência sem um arranhão, no que concerne à sua conduta e ao respeito devido ao povo brasileiro. A verdade é quem foram surpreendidos alcoolizados pela PM do Rio e se recusaram a fazer o teste do bafômetro foram dois dos protegidos da imprensa de mercado: o candidato a presidente, senador do PSDB por Minas Gerais, Aécio Neves; e o ex-candidato a vice-presidente e deputado federal do DEM, Índio da Costa. A imprensa oligarca, nesses dois episódios, ignorou os fatos e recolheu seu porrete de moer reputações. Agora, a pergunta que teima em não calar: Imagine, leitor, se fosse o Lula no lugar desses playboys? Seria um cataclismo e manchetes cretinas por seis meses!


Apesar de tudo, o tempo passou e o cidadão Lula não é mais o presidente deste grande País que é o Brasil. Um ano após Lula ter deixado o poder, pesquisa do Instituto Análise ouviu duas mil pessoas  em cem cidades de todas as regiões do País. A pesquisa foi publicada na edição do dia 21 de setembro do jornal "Valor Econômico" e indicou que o ex-presidente Lula era mais popular do que quando saiu da Presidência, e olha que ele tinha 82% de aprovação, sendo que 14% consideraram seu governo regular quando estava no poder. "Regular" é aprovação. Então o índice sobe para 96%. Somente ínfimos 4% consideraram o Governo Lula ruim ou péssimo. Esses 4% representam, indubitavelmente, a imprensa entreguista, de passado golpista e alguns setores ligados aos exportadores e aos bancos, além de, evidentemente, parte da classe média despolitizada e leitora da "Veja", da "Época" e de jornais conservadores de má qualidade editorial e jornalística, como a "Folha de S. Paulo", o "Estadão", o "O Globo", o "Correio Braziliense" e o "Zero Hora", somente para ficar nesses, que são os maiores e mais ricos e que, inegavelmente, fazem oposição sistemática aos governos trabalhistas desde a época de Getúlio Vargas.



Conforme salientei em outros artigos, os barões da imprensa formam a classe empresarial mais atrasada do País. Eles ocuparam os lugares dos antigos cafeicultores paulistas que reagiram contra o fim da escravidão e combateram a efetivação da República. Eles são, realmente, muito atrasados. Chegam a ser toscos e tacanhos. Todavia, o ex-presidente Lula 'está bem na fita' no que diz respeito — volto a afirmar — às pesquisas, inclusive as atuais e que não são repercutidas pelos próprios jornais e televisões que as encomendam. Incrível, não? 



De qualquer maneira, o PT tem dois candidatos poderosos, no que oncerne ao número de votos. A ser assim, percebe-se o porquê de a imprensa privada continuar a bater em Lula depois de deixar a Presidência há mais de dois anos. A imprensa comercial e privada brasileira é tão surreal que é a única do mundo a querer derrubar um ex-presidente. Eles têm um verdadeiro pavor que o político trabalhista o PT volte a concorrer às eleições presidenciais e com isso ficar mais quatro anos, a partir de 2015. Eles preferem até engolir uma vitória de Dilma Rousseff. Trabalhista no poder é sinal de mudanças profundas e por uma administração popular. A direita sabe disso, porque alguns conservadores já abriram os livros de história. Por isso que os partidos de direita precisam do sistema midiático privado como os seres vivos necessitam de oxigênio para viver. Sem a mídia golpista, a direita não teria 20% dos votos.



Colunistas como Reinaldo Azevedo, da Veja, Ricardo Noblat e Merval Pereira, de O Globo, somente para exemplificar esses três, pois iguais a eles existem centenas, criticam diuturnamente e açodadamente e desrespeitosamente o político mais popular da história do Brasil e ainda reclamam que o Governo trabalhista tem a intenção de censurar, tolher a liberdade de expressão e de imprensa. É muita cara-de-pau e desfaçatez. Acredito que até alguns leitores que visitam as colunas desses caras devem às vezes achar um exagero tanta falta de educação e senso crítico, pois o que somente se lê é mau juízo de valor, arrogância e prepotência exacerbados.



A permanência da popularidade de Lula, como informa a pesquisa, incomoda muito os porta-vozes de nossas elites econômicas, que são os jornalões, tanto os das rádios como os das televisões e os impressos. Eles sabem disso, porque jornalistas compromissados politicamente e ideologicamente com seus patrões sabem que o ex-presidente Lula é praticamente imbatível em uma eleição, ao ponto de após um ano de sua saída da Presidência ter superado nos índices de aprovação a presidenta trabalhista Dilma Rousseff, que tem, na minha opinião, realizado um trabalho profícuo a serviço do povo brasileiro, ao dar continuidade ao programa do Governo Lula, que ela, inegavelmente, esteve à frente como ministra-chefe da Casa Civil. Dilma é Lula e Lula é Dilma, apesar de a imprensa imperialista querer dar uma conotação de diferença entre ambos, ou seja, usar como estratégia a separação de um do outro, o que, venhamos e convenhamos, é um absurdo para não dizer infantil e ridículo. Como o é mesquinho a imprensa burguesa não atender ao pedido de Dilma Rousseff para ser chamada de presidenta e não presidente.



O problema todo é que Lula e Dilma são presidentes de governos desenvolvimentistas, o que leva a burguesia ficar irada, porque ela é monetarista até a medula, cujos "deuses" desse capital são os professores Eugênio Gudin e Roberto Campos, com espaço amplo para Mário Henrique Simonsen e Delfim Netto, sendo que este último aparentemente mudou de lado e hoje é um dos maiores críticos do neoliberalismo e dos governos tucanos na esfera federal, bem como no âmbito estadual e há pouco tempo no municipal, no que tange aos tucanos que dominam o poder em São Paulo há 19 anos, com a cumplicidade total da grande imprensa paulista e também dos cariocas O Globo e TV Globo. Como fala sempre o jornalista Paulo Henrique Amorim, "os tucanos de São Paulo não passariam de Resende se não fosse o PIG". E é isso mesmo.



A tendência é que o PSDB diminua e tenha sérias dificuldades para conquistar os executivos estaduais e principalmente a Presidência da República. Eles não têm programa de governo e muito menos projeto de País. E o que tinha para vender, os tucanos venderam. Coitado do povo paulista que não sabe como vai estar o patrimônio público de São Paulo quando o PSDB, enfim, sair do poder. A privatização no estado mais poderoso da Federação foi ampla. E a imprensa, como sempre, nunca publica notícia que possa, ao menos, incomodar os políticos e o empresariado envolvidos com a alienação de bens públicos, no decorrer desses longos 19 anos. O tempo é o senhor da razão. O tempo vai mostrar o que aconteceu em terras paulistas.



Enquanto isso, a grande imprensa brasileira luta contra a volta de Lula, mesmo quando o trabalhista afirma que a Dilma é a candidata do PT. Os barões da imprensa hegemônica preferem a Dilma ao invés de Lula, porque, neste caso, entra um componente enraizado em nossas elites: o preconceito de classe e a negação do trabalhismo. Lula representa exatamente o que a imprensa de negócios privados não quer: a continuidade das políticas desenvolvimentistas e trabalhistas colocadas em prática por Getúlio Vargas, João Goulart, Juscelino Kubitschek, Luiz Inácio Lula da Silva e agora Dilma Rousseff.



É histórico e por isso o que eu afirmo é mais do que verdadeiro. Lula, mesmo fora do poder, de acordo com as pesquisas dos últimos dois anos tem ampla aprovação popular. Este fato significa que a população sente saudade do ex-presidente, porque sua relação com as pessoas é de afetividade e carisma, além do reconhecimento ao seu trabalho enquanto presidente da República. Somente Getúlio teve tanta empatia com o povo brasileiro. O que eu afirmo não é uma questão de simpatia ou de ideologia. São números e realidades analisados pelos empresários donos de institutos de pesquisas.



A relação de Lula com o povo sobrepõe às questões importantes, mas de caráter econômico e financeiro. Milhões de cidadãos, trabalhadores brasileiros se enxergam em Lula, como se o ex-operário representasse suas próprias existências, bem como a virtude de ter vencido na vida e conquistado o respeito ou até mesmo o medo daqueles que também são seus patrões, a burguesia — as elites brasileiras. Lula se tornou a referência do brasileiro e que almeja ter acesso a uma vida de melhor qualidade. Eu vi e percebi essa cumplicidade, que fez com que um retirante nordestino se tornasse presidente por duas vezes e ainda elegesse sua sucessora, mesmo a ter uma oposição muito rica e com apoio de um sistema midiático privado dos mais poderosos do mundo. O migrante nordestino os derrotou e por isso se tornou um mito ainda em vida. Lula ri enquanto a imprensa de mercado não o esquece jamais. É isso aí.

A privataria tucana — O resto é o silêncio ensurdecedor

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

“O Governo tucano e neoliberal de FHC foi o governo “cavalaria de Átila”, ou seja, por onde passava nem a grama nascia. Nunca vi tanta insensatez e ganância no que tange a vender o patrimônio público e a falta de respeito com o povo brasileiro. E eles estão soltos”.




 Lula fortaleceu o mercado interno, criou empregos e pagou a dívida. FHC, o Neoliberal, vendeu o Brasil.

Há quinze anos, no mínimo, milhões de brasileiros sabiam e sabem que a venda do patrimônio público brasileiro no governo do presidente neoliberal Fernando Henrique Cardoso, conhecido também como FHC, foi e continua a ser a maior roubalheira contra os interesses do Brasil e do seu povo trabalhador. Mesmo se as transações fossem legais e éticas, os homens e mulheres do PSDB, do DEM e do PPS não tinham o direito de alienar empresas gigantescas, rentáveis e principalmente estratégicas para a segurança e o desenvolvimento do povo brasileiro.
Sempre afirmei ainda que os tucanos emplumados e seus comparsas aliados de crimes de lesa pátria, o DEM e o PPS, que também participaram da privatização de estatais preciosas para a nossa independência e autonomia, como a Vale do Rio Doce e o sistema Telebrás, deveriam estar presos, na cadeia, e dessa forma expurgados da vida da política nacional, a bem do serviço público, além de a punição ser também uma satisfação ao povo brasileiro e às gerações passadas, que construíram o Brasil e depois ter de aturar pessoas completamente divorciadas dos interesses da Nação.

A alienação do bem público brasileiro, construído com dedicação, estudo, pesquisa, trabalho, suor e investimentos orçamentários no decorrer do século XX, principalmente a partir da ascensão, em 1930, do presidente nacionalista, o estadista Getúlio Vargas, foi uma rapinagem e pirataria, com o apoio, indelével, da imprensa privada brasileira, aquela mesma que até hoje considera os princípios do neoliberalismo a única solução para atender as demandas das sociedades, apesar do derretimento dos mercados de capital e imobiliário e da insolvência de estados nacionais como a Grécia, a Irlanda, Portugal, a Espanha, a Itália, com reflexos terríveis para países poderosos como a Alemanha, a França e a Inglaterra, que foi superada pelo Brasil no que concerne ao tamanho do PIB.

A doação de estatais estratégicas do Brasil foi um processo estudado e depois colocado em prática por aqueles que foram eleitos em meados da década de 1990 e nomeados para administrar e zelar pelos nossos interesses, o que, terminantemente, não ocorreu. A verdade é que esse processo dantesco de entrega das riquezas nacionais e da submissão do Brasil teve seu início no governo do presidente que renunciou para não ser cassado, Fernando Collor de Mello, que começou a abrir com maior vigor o nosso mercado interno, bem como colocar em prática o que foi estabelecido pelo Consenso de Washington de 1989, que começou a impor ao mundo o pensamento neoliberal, que é alicerçado em princípios que diminuem o estado, bem como prega a não intervenção estatal na economia.

Esses “dogmas” foram levados a cabo pelo ex-príncipe dos sociólogos, FHC, que se transformou no sapo do entreguismo e da aplicação nua e crua do neoliberalismo no Brasil, com a assessoria constante e influente do homem da bolinha de papel, o senhor José Serra, que realizou, no ano passado, juntamente com a velha imprensa comercial e privada, a campanha presidencial de maior baixaria de todos os tempos. Mesmo assim não conseguiu convencer o povo brasileiro, que nunca foi trouxa e muito menos alienado ao ponto de não perceber que o Brasil de Lula foi infinitamente melhor do que o Brasil do vendilhão e traidor da Pátria conhecido por FHC — um verdadeiro Joaquim Silvério dos Reis, o Judas do Brasil, o pai do neoliberalismo, sistema que, inclusive, extinguiu empregos em vez de criá-los.

Os governantes tucanos diminuíram as tarifas alfandegárias e retiraram quase todas as restrições comerciais para facilitar a entrada de produtos estrangeiros. A intenção era favorecer os grandes exportadores, o que, sobremaneira, não interessava ao nosso mercado interno, porque quando um País privilegia demais um setor da economia, como foi o caso do comércio exterior, os empregos são criados lá fora e não no mercado interno. As exportações têm de ser fortalecidas e consideradas, pois importantes, mas o mercado do Brasil é essencial para que possamos nos desenvolver. Não é à toa que o aquecimento do nosso comércio e indústria contribuiu, indubitavelmente, para que o Brasil não sentisse muito a crise internacional iniciada em 2008.

Não satisfeito em vender estatais poderosas e rentáveis como a Vale do Rio Doce, as siderúrgicas, a Telebras e as companhias de eletricidade, dentre muitas outras, os tucanos reduziram os gastos (na verdade, investimentos) em setores essenciais como a saúde, a educação, a moradia e a previdência. O propósito de não investir tinha a finalidade de desviar o dinheiro para o pagamento das dívidas externa e com os fornecedores do Governo, ou seja, os empresários e banqueiros. A falta de comprometimento e responsabilidade desses tucanos com o País fez com que esses setores entrassem em colapso, além de o País ainda ter de enfrentar o famoso “apagão” durante dez meses, bem como ter grande prejuízo com o afundamento de uma das maiores plataformas de petróleo do mundo, a P-36. Os trabalhadores sofreram também com o congelamento do salário mínimo e não recebiam reposições salariais, de acordo com o índice da inflação.

O Governo tucano e neoliberal de FHC foi o governo “cavalaria de Átila”, ou seja, por onde passava nem a grama nascia. Nunca vi tanta insensatez e ganância no que tange a vender o patrimônio público e à falta de respeito e de consideração com o povo trabalhador brasileiro. A privatização do PSDB e do DEM foi a maior entre os países da América Latina. E eles estão soltos, como se nada tivesse acontecido. Esse pessoal tucano sempre considerou investimentos como gastos e por isso somente atendeu as exigências do FMI e o que foi estabelecido pelo Consenso de Washington. O neoliberalismo do Governo FHC foi tão radical que fez com que a “criadora” que colocou em prática o neoliberalismo em termos mundiais, a ex-primeira ministra britânica, Margaret Tatcher, sentir-se uma iniciante — aprendiz de fórmulas econômicas que permitissem a brutal concentração de renda e de riqueza.

Os tucanos foram generosos, evidentemente, ao conceder empréstimos a juros baixos via bancos de fomento, como o Banco do Brasil, o BNDES e a CEF. Empresários como Carlos Jereissati e Daniel Dantas agradeceram penhoradamente. Realmente, aconteceu no Brasil o que já tinha acontecido no México e no Chile, país este que foi cobaia ainda na década de 1970 do neoliberalismo, à frente desse vampiresco processo os chicago boys do ditador sanguinário Augusto Pinochet. O governo tucano entreguista e lacaio dos interesses dos europeus e dos EUA, não satisfeito com tanta desfaçatez, propôs ainda a redução de direitos trabalhistas e da força de negociação dos sindicatos. Eram metas a serem alcançadas pelo governo neoliberal, que, porém, não conseguiu alterar ou tirar direitos essenciais conquistados pelos trabalhadores desde os tempos do estadista gaúcho Getúlio Vargas.

O Programa Nacional de Desestatização, o Plano Collor e a abertura do mercado nacional às importações foram as senhas para a desestruturação do estado, por meio da venda de estatais à iniciativa privada. À frente da lavagem cerebral estavam a imprensa e o sistema midiático. A finalidade era fazer com que o povo brasileiro aceitasse a rapinagem, a pirataria, a roubalheira do patrimônio nacional. A propaganda era constante e os jornais televisivos e impressos repercutiam a alienação dos bens brasileiros como se fosse uma coisa necessária, normal, natural, primordial para o Brasil integrar um mundo “moderno”, regulado por si mesmo, ou seja, auto-regulado e regulamentado, praticamente sem a intervenção do estado. A resumir: os banqueiros, os grandes empresários dos diversos setores da economia passariam como passaram a estabelecer as regras, as normas, inclusive no que concerne à fiscalização, à concorrência, ao combate ao dumping e à estabilidade dos preços. Seria cômico se não fosse trágico.

Os estados nacionais não podem e não devem deixar a raposa cuidar do galinheiro. Salutar se torna também não deixar o lobo cuidar das ovelhas. Do contrário, a vaca vai para o brejo. E foi. O foi em 2008. A crise internacional “lambeu” os princípios do deus mercado e os economistas, políticos, jornalistas, empresários e a classe média papagaio de pirata e de direita acabaram com os burros na água, e perceberam que o neoliberalismo não tinha e nunca teve princípios, porque não os tem, não os possui. Sua natureza é a exploração de poucos sobre muitos. Quem considera o mercado e os números mais importantes que o ser humano não pode vencer, porque a riqueza é intrínseca à condição humana, maior e única responsável pela riqueza ou pobreza da humanidade.

O Brasil teve a infelicidade de ser por quase quarenta anos comandado pelos monetaristas, a começar por Eugênio Gudin e Roberto Campos. Terminou mal, nas mãos de Pedro Malan, cujo chefe era o presidente neoliberal Fernando Henrique Cardoso, que, além de estar solto, tem a cara-de-pau de dar palpites que ninguém quer ouvir, porque as pessoas não são bobas ou trouxas para sempre. 
Quem o ouve é a Folha de S. Paulo, a Veja, o O Globo e seus congêneres. Eles ainda estão nas décadas de 1970/80 e principalmente na de 1990, quando os tucanos venderam o País e eles apoiaram tal roubalheira sem pestanejar, afinal são golpistas desde os tempos de Getúlio Vargas.

O golpismo, o entreguismo, a subserviência, o complexo de vira-lata são o DNA deles, suas impressões digitais. Essa gente tem orgulho de ser colonizada e por isso não tem resquício de vergonha. O caso da Chevron que derramou óleo na Bacia de Campos e o golpe de estado em Honduras são episódios emblemáticos do servilismo e da mente imperialista dos donos dos meios de comunicação brasileiros e de seus jornalistas de confiança, que chegam ao cúmulo de não reconhecer os avanços do Brasil nos últimos anos apesar dos números gigantescos nos aspectos social e econômico.

Muitos afirmam que as ideologias acabaram e eles são extremamente ideológicos e de direita. A censura da imprensa velha, comercial, corporativa e privada (privada nos dois sentidos, tá?) ao livro “A Privataria Tucana” de autoria do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que vendeu em apenas quatro dias mais de 30 mil exemplares, demonstra que a imprensa, a mídia, não está interessada em combater a corrupção como ela apregoa no Governo Dilma e apregoou no Governo Lula. A imprensa, definitivamente, mostrou quem ela é e a quem ela serve. O poder midiático privado serve aos ricos, aos interesses do grande capital internacional e nacional e combate, ferrenhamente, todo e qualquer governo trabalhista do Brasil e do exterior. A imprensa censura a si mesma quando percebe que os interesses de grupos empresariais, inclusive os dela, estão em xeque, como ocorre no momento por causa do livro do Amaury.

O silêncio da imprensa é ensurdecedor e rompe os tímpanos do bom senso, da verdade, do jornalismo e do interesse público. Contudo, a imprensa de negócios privados censura a si mesma e silencia para que a corrupção tucana e dela mesma não se dissemine por todos os segmentos sociais. Essa realidade acontece porque a imprensa entreguista tem lado, é partidarizada, além de ser useira e vezeira em manipular, distorcer, dissimular e até mesmo mentir para ter seus interesses e dos grupos os quais representa sejam concretizados. 

Os barões midiáticos não se fazem de rogados e impõem o silêncio ao povo brasileiro sem se preocuparem, entretanto, com sua credibilidade futura, porque apesar de a blogosfera sistematicamente desmenti-los, a velha imprensa alienígena continua a demonstrar sua falta de compromisso com o Brasil e o seu povo, e por isso vai continuar a exercer seu papel de ponta-de-lança dos interesses do capitalismo internacional, bem como ser indutora de conspirações, principalmente contra os nacionalistas e trabalhistas, que ocupam, no decorrer da história, a cadeira da Presidência da República. É isso aí.